N/A: Ou quase ninguém gostou ou vcs ficaram com vergonha de comentar o capítulo passado UHAISOSHAIUHS. De qualquer forma, eu vou postar este capítulo hoje pq eu estou ansiosa demais pra que vocês o leiam hahaha. Eu nem tenho o que adiantar sobre este capítulo hoje, só espero que vocês gostem (ou não né? Vai saber hahaha). Obrigada pelas reviews CarolineMarques, MahRathbone, FenixMJR, Lorena(bem vinda!), GabiDoimo eIsabella. E obrigada Carol por ter betado pra mim!

Boa leitura!

Capítulo 21 - Traição

— Hey dorminhoca, hora de acordar. Vamos? – ela ouviu a voz grave a chamando, mas a voz parecia estar lá no fundo, quase inaudível. Resmungou algumas palavras sem sentido, virou-se na cama, agarrou o travesseiro e aconchegou-se nele, respirando fundo. O lençol que a cobria deslizou pelas coxas macias e nuas, exibindo-as um pouco, e o cobertor já estava jogado no chão.

Jasper parou em frente à cama, colocando as mãos no quadril enquanto a observava dormir tranquilamente. Franziu o lábio, meneou a cabeça e soltou um riso fraco. Andou até o lado da cama e sentou-se, passando as mãos pelos ombros macios e pequenos. Aproximou sua boca perto do ouvido dela e a chamou mais uma vez:

— Alice, hora de acordar. Vamos? Hum? – ele mexeu no ombro dela, que pegou um pedaço do lençol e o abraçou junto ao travesseiro.

— Me deixa dormir – ela resmungou com a voz grogue.

— Eu bem queria, aliás, eu bem queria estar aí, com você. Mas eu tenho que trabalhar, você sabe disso... – ele começou a falar, mas logo Alice já estava quase pegando no sono novamente. – Se você não acordar, Alice, eu vou te encher de cócegas.

Alice colocou-se em alerta.

— Ah, não vai não.

— Vou sim! – Jasper respondeu segurando o riso.

Antes mesmo de ele colocar em pratica sua ameaça, Alice sentou-se rapidamente na cama, puxando o lençol sobre seu colo. O movimento causou-lhe um pouco de tontura, nada muito grave. Jasper ainda estava segurando o riso enquanto a fitava e ela respirou fundo.

— Não tem graça – ela murmurou, fingindo rispidez, mas não adiantou. Logo uma risada saiu de seus lábios e ele já não conseguiu mais segurar a dele. Duas risadas cristalinas tomaram conta do local. Duas risadas cheias de alegria, de cumplicidade. De amor.

— Vá colocar sua roupa. Tenho que ir trabalhar – Jasper pediu e Alice assentiu cabisbaixa. No momento que ele se levantou da cama, notou que ele já estava vestido.

Alice soltou um suspiro, lembrando-se da noite passada. Sentiu as suas bochechas se esquentarem, mas ao mesmo tempo um sorriso leve moldou o seu rosto. Tudo ainda parecia um sonho. Um sonho muito bem vivido. Ela ainda não acreditava que estava com ele, que estavam juntos, que ambos se amavam. Tudo ainda parecia surreal demais para ela.

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Alice chegou à cozinha e Jasper já estava terminando de bater um pouco de leite com algumas frutas. Já era hora do almoço, mas ele não poderia se dar ao luxo de lhes servir um almoço de verdade, poderia se atrasar. Ela pegou suas coisas e sentou-se em um banquinho que havia ali enquanto ele colocava o leite em um copo para ela.

— Tem torradas aí, pode pegar – ele disse entregando-lhe a bebida, mas Alice recusou.

Jasper soltou um suspiro entristecido. Ela estava triste. Ele sabia que uma primeira vez perfeita para uma garota também incluía o fato de acordarem juntos, agarradinhos um no outro, enquanto trocam declarações e juras de amor, e infelizmente ele não pode fazer isso com ela. Aproximou-se de Alice, colocando uma mecha do cabelo dela atrás de sua orelha. Isso chamou a atenção dela para si.

— Eu sinto muito – ele disse e ela franziu o cenho. – Sei que você queria algo diferente, algo mais romântico esta manhã, mas infelizmente eu tenho que ir pro hospital, aliás, estou quase me atrasando... – suspirou. – Eu também queria que tudo fosse diferente. Queria ser um menino sem compromissos pra passar o dia com você... – ele declarou, mas ela o interrompeu.

— Não se preocupe... Eu entendo.

Jasper suspirou mais uma vez e acarinhou os cabelos dela. Ela fechou os olhos e deu sorriu enquanto ele a abraçava.

— Você foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos, Alice...

Ela sorriu envergonhada. Soltou um suspiro apaixonado e afastou-se dele. Ela sabia que seus olhos estavam brilhando tanto quanto os de Jasper, e sabia bem que ele estava se divertindo com a timidez dela. Imediatamente ela lembrou-se mais uma vez da noite passada e sentiu o seu rosto esquentar. Jasper soltou um riso e a abraçou de novo.

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— Se divertiu muito? – Alice ouviu a pergunta da mãe no exato momento que entrou em casa. Suspirou e jogou suas coisas em cima do sofá.

— Sim. É impossível eu não me divertir com Bella – Alice respondeu, torcendo para que a mãe não notasse seu nervosismo.

Lucy sorriu e caminhou até perto de Alice, dando-lhe um abraço apertado. Alice retribuiu o gesto e sorriu nos braços da mãe.

— Parabéns meu amor! Te desejo tudo de bom nesse mundo! Espero poder estar ao seu lado por muitos e muitos anos, porque eu quero te acompanhar a cada passo que você der em sua vida. Quero te ver feliz e realizada, quero poder abraçar meus netos. Quero te ver uma mulher maravilhosa e ter o orgulho de dizer que sou sua mãe. Ah, Alice! Eu te amo tanto!

Alice sorriu em meio às lágrimas que estavam em seus olhos e já escapavam por seu rosto. Ela amava tanto a sua mãe, tanto... O que ela fez na noite passada veio em tona em sua consciência, pesando-a. Estava mentindo tanto por quê? Queria tanto contar tudo e tirar esse peso de suas costas. Sentia-se hipócrita por se importar tanto com a mãe, mas esquecer-se do mundo quando estava nos braços de Jasper. Isso não era justo.

A verdade veio em sua boca, mas ela resolveu ignorá-la mais uma vez. Já havia prometido para si mesma que iria contar para mãe em breve, não havia? Então. Era apenas uma questão de tempo para ela se livrar do que tanto lhe incomodava.

— Eu também te amo, mãe – Alice disse e sentiu-se bem com isso.

Pelo menos uma verdade ela tinha que dizer.

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— Olá, Jasper! – Victoria o cumprimentou enquanto entrava no consultório dele. Jasper arrumou o jaleco em seu corpo e sorriu.

O coração dela disparou como sempre aconteceu. O sorriso de Jasper era o que ela precisava para melhorar o seu dia.

— Olá – Ele respondeu entusiasmado e ela franziu as sobrancelhas. Ele estava tão feliz, tão alegre. Tão... Perfeito. Por mais que ele sempre seja bem humorado, ela não se lembrava de vê-lo assim tão feliz. Parecia realizado.

— Nossa, quanta felicidade! – ela exclamou. – Aconteceu algo de bom que eu não sei? – perguntou e Jasper não conseguiu notar o tom de sarcasmo em sua voz.

Ele paralisou, tomando cuidado com as palavras. Victoria não sabia de seu relacionamento com Alice. Ele não se importaria com o fato de contar para ela, mas, por mais que confiasse em Victoria, algo lhe dizia para que ele não falasse. Alguma coisa como "quanto menos pessoas, melhor". Precisava inventar uma desculpa qualquer, ou não inventar desculpa alguma.

— Não, apenas estou feliz. Normal – deu de ombros e ela assentiu.

— Claro... Normal – ela murmurou, mas Jasper fingiu não ouvir.

Ela estava disposta a continuar com o assunto, quando Emmett irrompeu-se pelo consultório. Estava arfando e Jasper franziu o cenho. O que havia acontecido? Jasper não disse uma só palavra.

— Graças a Deus você está aqui!

— O que houve? – Jasper perguntou assustado. Emmett respirou fundo.

— Uma criança acidentada acabou de chegar ao hospital – Emmett disse ainda nervoso e Jasper imediatamente ficou tenso.

— Onde ela está? – Jasper perguntou preocupado e Emmett balançou a cabeça para fora do consultório.

— Na área de pronto socorro. Ela está em estado grave, Jasper. Acho bom vermos isso logo.

Imediatamente Jasper terminou de vestir o jaleco e pediu para que Emmett o esperasse. Jasper deixou suas coisas em cima de sua mesa e pegou todo o material que ele julgou ser necessário naquele momento. Antes mesmo que Victoria pudesse falar algo, nenhum dos dois estava mais ali.

Victoria mordeu o lábio e observou o escritório dele. Ela amava aquele escritório. Gostava de sentir o clima leve e divertido do cômodo. Gostava de ver os diversos bichinhos, alguns baseados em desenhos animados mundialmente conhecidos, que estavam pregados às paredes. Ela se lembrava perfeitamente do dia que Jasper os pregou, sorrindo como bobo com o seu primeiro consultório individual.

Sorriu ao notar os pirulitos em um potinho que ficava em cima da mesa entre prontuários, equipamentos médicos e papeis. Muitos papeis. Olhou também a foto dele com Lucy, Cinthya e Alice que estava na mesma mesa. Respirou fundo e reprimiu a vontade de jogar o porta-retrato longe.

Olhou para o lado, o receio de ser pega a dominou e isso a fez ter ainda mais coragem. Andou até a mesa de Jasper e procurou em suas coisas o celular dele. Ainda temendo ser pega, ela o encontrou e sorriu. Passou a manusear o telefone até chegar à área destinada às fotos e sorriu ao notar que o menu estava desprotegido de senha. Passou a navegar pelos arquivos pessoais dele e sentiu seu coração galopar em seu peito.

Ela viu várias fotos dele e de Alice juntos. Fotos deles se beijando, fotos dele em um restaurante, que ela sabia que era de Manhattan. Viu fotos dos dois sorrindo um ao lado do outro... Fotos de Alice rindo, de Alice lhe mandando beijos... Isso a deixou enojada e Victoria fechou os olhos. Já podia sentir as lágrimas nos olhos azulados e respirou fundo. Jasper seria seu. Um dia, seria ela ali naquelas fotos, ao invés da pequena ladra de namorados.

Pegou seu celular e ligou o Bluetooth de ambos os aparelhos. Olhou para a porta fechada, temendo que alguém a descobrisse ali, enquanto passava os arquivos do celular dele para o dela. Suas mãos tremiam e suavam e ela procurava manter a calma. Aquele namoro iria acabar e ela seria feliz com ele.

Suspirou de alívio assim que concluiu a transferência de arquivos, guardou o celular de Jasper no mesmo lugar que estava e saiu dali devagar, tomando cuidado para não ser vista. Assim que chegasse em casa, colocaria as fotos em um pendrive, levaria até um fotógrafo e ele se encarregaria de dar vida às fotos, colocando-as no papel. E então, seu plano estaria pronto.

Ela não podia negar que não via a hora de agir.

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O aniversário de Alice foi perfeito. Passara o dia ao lado de sua mãe e de Cinthya que a encheram de mimos e presentes. Foram às compras e depois ao cinema. Riram e conversaram muito. Há tempos Alice não se sentia tão próxima de sua mãe. Estava feliz e realizada. Lucy a tratava com tanto amor e carinho, que Alice nada tinha a reclamar da mãe e tampouco da irmã que já estava mais amadurecida e parara de agir como uma criança mimada.

Lucy por diversas vezes esteve com vontade de perguntar à Alice o que estava acontecendo. O que, afinal, ela estaria lhe escondendo? E por quê? Alice estava alheia aos pensamentos da mãe que tinha receio de perguntar o que queria. Era o aniversário da filha, talvez esse assunto não fosse apropriado, mas mesmo assim, Lucy sentia tanta vontade de saber a verdade. Queria tanto ser amiga de sua filha e isso incluía o fato de Alice não lhe esconder nada.

Os dias passaram muito rápido e Alice e Jasper continuaram juntos. Ele não insistia mais para que ela contasse tudo à mãe, porque ele sabia que ela faria isso em breve. Ela estava se preparando para fazê-lo, afinal, tinha medo de como começar o assunto. Ambos fizeram amor mais vezes e, mesmo com a rotina incansável de Jasper, eles sempre procuravam se encontrar pelo menos duas vezes por semana, para aproveitarem o tempo juntos.

Jasper estava cuidando da criança que fora acidentada. O seu nome era Nahuel e Jasper descobrira que o menino vivia com a mãe, que era sua única família. Ambos sofreram um acidente de carro, o que tornou Nahuel órfão e o levou ao hospital em estado grave. Ele não sabia o porquê, mas Nahuel lhe fazia bem. Ele gostava de ficar cuidando da criança, enquanto a mesma lutava ao máximo para sobreviver sozinha. Jasper sabia mais ainda que estava sendo como um pai para aquela criança e temia o futuro dela quando se recuperasse. Afinal, para onde o menino iria?

Enquanto isso, naquela tarde, Lucy estava em casa depois de ter chego do trabalho. Cinthya ia dormir na casa de uma amiguinha, então a mulher resolveu fazer faxina na casa, aproveitando que estava sozinha, já que Alice ainda estava na escola. Enquanto terminava de limpar a sala, a campainha tocou.

Lucy olhou confusa para a porta que continuava a tocar. Franziu o cenho, tirou o avental e soltou os cabelos loiros. Guardou o avental e o material que ela estava usando em um canto qualquer e caminhou até a porta que ainda mantinha uma campainha insistente.

Abriu a porta com o coração batendo forte, mas seus olhos ficaram ainda mais confusos enquanto as sobrancelhas se curvavam. Não havia ninguém ali. Respirou fundo, confusa, e deu de ombros. Estava quase fechando a porta, quando pisou em um pedaço de papel. Havia um envelope branco, de tamanho normal, junto a um envelope pardo, maior que o primeiro. No envelope branco, estava escrito em letras garrafais: LEIA PRIMEIRO e isso deixou Lucy ainda mais confusa. Pegou os envelopes do chão, fechou a porta e seguiu até a sala.

Abriu o envelope branco, encontrando ali um bilhete em uma folha de sulfite. O bilhete fora impresso e Lucy franziu o cenho mais uma vez, para logo em seguida, assustar-se com o que estava escrito ali.

"Nem todas as pessoas são de confiança. Nem mesmo as que você mais ama."

Confusa, Lucy deixou o papel no sofá e sentou-se, pegando o envelope pardo e colocando-o no colo. Abriu – com dificuldades – o envelope, e sentiu seu coração bater depressa em seu peito. O que era aquilo? Pra que tanto mistério?

Assim que ela tirou o conteúdo de dentro do envelope, seus olhos azuis não acreditaram no que viram.Fotos. Fotos que ela jamais imaginaria ver. Fotos a qual ela daria a vida para nunca ver. Fotos em má qualidade – e ela sabia que eram da câmera do celular de Jasper – mostrando ele e Alice aos beijos, aos carinhos. Como namorados. Fotos de Alice brincando e rindo em um parque, tiradas por ele. Fotos... Deles como um casal.

Namorados.

Sentindo-se com o coração apertado e com os olhos cheios de água, Lucy colocou as fotos dentro do envelope, como se o feito fosse exterminar todas aquelas fotos malditas e respirou fundo, tentando manter a calma, o que não estava surtindo efeito.

Mau vira cair um pedaço de papel pequeno, e quando o notou, leu as letras garrafais escritas à caneta e com os dizeres: "TE PEGUEI, MAMÃE!".

Seu coração sangrava. Doía, como se alguém tivesse acertado-o com uma espada afiada. Como se alguém tivesse o cortado ao meio e depois aos pedacinhos. Como se tivessem ainda pisado por cima dele. Seu coração doía mais do que ela pudesse imaginar. Ela sentiu seu chão sumir, assim como sua visão. Sentia o peito respirar fundo e constantemente, gemendo de dor e de tristeza. Sentia sua garganta se fechar, impossibilitando-a de respirar. Os olhos ardiam com as lágrimas e ela desejou morrer naquele momento. Era a pior dor que ela já havia sentido, nem a morte de seu marido fizera isso com ela.

Alice.

Estava com Jasper.

E tudo isso escondida dela.

Tudo fazia sentido. As noites que Alice passara fora, alegando estar com as colegas. Na véspera de seu aniversário, que Alice disse que ia dormir com Bella e voltou no dia seguinte completamente feliz e realizada. E claro...

O dia em que Jasper terminou com ela, alegando não dar mais. E que Alice saiu de casa às pressas, sem dizer para onde ir, para então, horas depois, lhe comunicar que estava com ele.

Como fora tão cega? Tão burra? Como se deixou enganar assim? Como deixou que Alice, a sua própria filha a enganasse assim? Tudo doía, tudo, simplesmente tudo, e Lucy acreditou que não fosse mais suportar.

Ajoelhou-se no chão, sem sentir os seus joelhos tocando o tecido felpudo do tapete e começou a chorar. A tentar colocar para fora tudo o que ela estava sentindo, mesmo sabendo que era inútil.

Alice lhe traíra. Com Jasper.

Alice lhe traíra.

Ela não conseguia aceitar isso, por mais que as provas estivessem ali, bem perto de seus olhos.

Fim do Capítulo 21.

N/A: Espero que tenham gostado do capítulo, que comentem e, por favor, que vocês não me matem, porque eu sou tão vítima quanto vocês HUAHUAHUHUAHUA. Brincadeira. Ou não. Beijos!