Hate me
Do it and do it again
Waste me,
Rape me, my friend
I´m not the only one, ahh [3x]
I´m not the only one
Odeie-me
Faça e faça novamente
Prove-me,
Estupre-me, meu amigo
Eu não sou o único, yeah [3x]
Eu não sou o único
Rape Me – Nirvana
Capítulo 21 – Adorada
Edward
Eu estava nervoso pra caralho. Por que eu pensei que esta era uma boa idéia? A idéia genial era eu apresentando uma peça original que escrevi para Bella e declarando o meu amor por ela, em frente a um auditório com pessoas. No final da peça, eu ia dizer a ela que eu a amava, que estive apaixonado por ela por quase uma década.
Yeah, isto soou como uma boa idéia e o planejamento disso durante os últimos dois meses demonstrava que era uma boa idéia. Mas agora, quando eu estava prestes a ir e fazer isso… não era a porra de uma grande idéia. O que infernos eu estive pensando?
Você pode sempre cair fora?
Não, eu não acho que eu posso. Eu construí isso; eu tenho que fazer isso agora.
E só o seu futuro e toda sua felicidade em uma linha, nada grande.
Obrigado por me lembrar, eu me sinto, oh, muito melhor sobre isso agora.
Na verdade, eu sentia vontade de vomitar, mas estava lutando contra isso. Não seria bom explodir em pedaços três minutos antes de ir lá na frente. Olhei ao redor da cortina para ver se Bella, Alice e infelizmente Jasper já estavam lá. Eu fiz arranjos especiais para ter três assentos centrais na fileira da frente reservados para eles. Em um desses lugares estava um buquê de Gerbera Daisies*, as favoritas de Bella.
* Gerbera Daisies, link: https: // images. famousid. com/
Eu queria fazer algo bom pra ela. Bem, algo de bom além de toda a grande declaração. Algo que pudesse dar a ela algum indício do que estava por vir. Eu tinha conseguido um vestido para ela usar esta noite e eu salientei a importância de ela estar ali, seduzindo-a pra finalmente ouvir a minha peça "super secreta", como ela tinha começado a chamá-la.
Os assentos que eu tinha reservado ainda estavam todos vazios. Isso era estranho porque o concerto havia começado há quarenta e cinco minutos atrás. Talvez eles tenham ido ao banheiro ou pegar alguma bebida. Mas na programação dizia que eu seria o próximo, apresentando a peça "Adorada". Eu sabia que Bella não gostaria de perder isso, não com todas as atrativos que eu lhe disse. Isso era muito desconcertante, onde eles estavam?
As coisas estavam tensas lá em casa nessas últimas semanas e era na maioria por minha culpa e eu sabia disso, mas eu não acho que o descontentamento e o desagrado de Bella por eu não ser flexível com Jasper por ser o "Rei dos Douchenozzles*" iria impedi-la de vir. Ela sabia como isso era importante para mim e eu tinha adicionado um bônus extra dando a Alice pistas do meu plano.
*Douchnozzles: palavra inventada pelo dramaturgo Sean Alan Morris, como a combinação de "ignorante" e "esperto". Usado para uma pessoa que acredita ser extremamente inteligente e mais educada, quando na verdade são uma merda ignorante. Muito mais ofensivo do que simplesmente chamar de douchebag (imbecil). Pode se referir a qualquer um dos douchenozzles arrogantes e hipócritas que povoam as burocráticas instituições governamentais.
Alice era perspicaz ao extremo, ela sabia que algo aconteceria no concerto. Depois de algumas amolações da parte dela e seu juramento de segredo, eu finalmente cedi e contei a ela. Dizer que ela estava em êxtase era um eufemismo; tinha sido idéia dela o vestido e as flores. Era bom ter alguém do lado de fora. Alguém que eu não tivesse conhecido minha vida inteira. Alguém que era um estranho, mas ainda assim alguém que eu poderia confiar. Alice se tornou uma boa amiga desde o dia de Ação de Graças e eu pude ver por que Bella se tornou sua amiga tão rapidamente.
Ela era fácil, ou a sua amizade era fácil. Não havia longa a história entre nós, nenhum sentido de obrigação, embora eu não sentisse o mesmo que com Bella e Jasper. Era fácil porque não havia expectativas da parte de Alice, ela era despretensiosa. Ela apenas era, estava lá se você precisasse dela por qualquer motivo, seja alguém para ouvir ou alguém para fazer você rir.
Eu sentia uma sensação de proteção sobre ela, como você sentiria por uma irmã mais nova. Eu queria bater a merda pra fora de qualquer homem que a olhasse de forma errada ou a machucasse. Eu queria protegê-la do sofrimento e da dor do mundo. Diferente de como eu não tinha sido capaz de proteger Bella disso, como eu tinha causado isso no mundo de Bella.
O meu nome sendo anunciado me assustou e voltei a sentir náuseas.
Você pode fazer isso, ela vale à pena.
Caminhei para o palco olhando para a fileira da frente mais uma vez, os bancos ainda estavam vazios. O sentimento de excitação e medo misturado com ansiedade esvaziou do meu peito quando eu percebi que Bella não estaria aqui para ouvir a música e que eu não teria que revelar a minha alma na frente de todas essas pessoas.
Quando comecei a tocar, a peça veio automaticamente, sem necessidade de pensamento ou esforço para tocá-la, não agora de qualquer maneira. Todo o tempo e esforço que eu coloquei para este momento foram em vão. Tudo foi desperdiçado, quando eu poderia ter passado tempo com ela, quando eu poderia apenas ter me aberto e dito a ela. Fiquei furioso. Furioso comigo mesmo por ter construído este momento em minha cabeça como um gesto romântico perfeito. Furioso por achar que a declaração grande e pública faria com que tudo mais caísse no lugar.
Onde ela estava? Algo tinha acontecido com ela? Ela estava me punindo? Estas e outras milhares de perguntas correram em minha cabeça enquanto meus dedos flutuavam entre as teclas de marfim, tecendo uma espécie de canção de ninar. A canção era doce e lenta, construindo para um frenético crescimento de notas selvagens antes de abrandar novamente para algo solene e reverente. Eu tinha colocado tudo nesta parte, foram nove anos na criação. O início da melodia me veio na adolescência quando eu estava chegando a um acordo com os sentimentos que eu tinha pela minha melhor amiga. Crescendo e mudando à medida que nós mudamos e crescemos. Era a minha obra prima e a pessoa que a inspirou, para quem eu a tinha escrito, nem sequer se deu ao trabalho de aparecer no concerto inaugural.
A raiva que eu estava sentindo por mim mesmo encontrou um novo alvo assim que terminei a peça, fiz minha reverência e deixei o palco, não recitando o discurso que eu deveria fazer. Atrapalhado, eu peguei o telefone no meu bolso e liguei para a única pessoa que eu realmente não queria falar. O telefone tocou e tocou antes que o correio de voz atendeesse.
"Jasper não está aqui, deixe seu recado." Sua voz arrastada em um falso sotaque texano.
"Jasper, onde vocês estão, porra? Você perdeu isso, a coisa toda. Eu sei que nós não estamos nos dando muito bem agora, mais eu pensei que eu era mais importante pra você do que isso. Onde está Bella? Você sabe onde ela esta? Me ligue de volta, idiota." Eu rosnei para o telefone, irritado que o filho da puta imbecil não teve a cortesia fodidamente normal para responder.
Eu sabia que eu não devia ter jogado tudo assim nele, e a culpa que eu estava carregando desde o dia de Ação de Graças voltou mais forte do que nunca. Jasper e eu precisávamos corrigir nossas desavenças e eu precisava parar de ser um idiota. Não falar com ele, tentando ficar bravo com ele quando realmente eu não estava mais, estava me matando.
Eu sabia que tinha exagerado sobre toda a maldita coisa, eu sabia disso no momento que Bella me explicou o que tinha acontecido. O incidente não foi o que eu pensei que tivesse sido; eu vi o que eu queria ver. Eu ainda estava irritado com ele por tratar Bella daquela maneira, mas ela obviamente tinha o perdoado, então eu precisava fazer isso também. Eu tinha, até um ponto, mas não queria que ele soubesse disso. Eu queria que ele marinasse em sua culpa por um tempo, ensinando-lhe uma lição.
Seu comportamento no dia de Ação de Graças ainda era um mistério para mim, já que não estávamos nos falando. Bella e eu não tínhamos falado sobre isso desde a manhã seguinte ao ocorrido, então eu não sei se ela sabia ou não. Honestamente neste ponto eu queria esquecer tudo isso. Sim, ele tinha machucado a mulher que eu amo, mas não foi com má intenção. Ele vinha trabalhando com algo naquele momento e Bella apenas aconteceu de estar em seu caminho. Eu não podia culpá-lo ou responsabilizá-lo, uma vez que eu tinha feito a mesma maldita coisa na primeira vez que eu tive relações sexuais com Bella depois da noite em que esse estúpido arranjo começou.
Quando eu estive com ela daquela primeira vez, eu fui extremamente rude enquanto eu trabalhava em tudo que estava sentindo; por ela, sobre como estar com ela daquela maneira, como isso surgiu e o que então isso representava para nós. Eu fui apenas tão ruim como Jasper foi, mas ele não tinha me chamado pra fora disso... ainda.
Bem, depois do pequeno discurso que você deu a ele, ele pensa que você o despreza.
Foda-se, simplesmente, foda-se.
Minha vida estava tão fodida. Eu desejava voltar àquela noite e parar tudo. Parar o que tinha acontecido. Eu não me arrependia disso, eu me arrependo o que nós nos tornamos depois disso. Na verdade, eu desejava poder voltar mais atrás no tempo e apenas fodidamente dizer a ela. Mas como eu digo, se os desejos fossem cavalos... (N.T.: É, eu também não entendi isso).
Eu precisava encontrá-la e me certificar se ela estava bem. O pavor que eu estava sentindo era algo instintivo e eu tive a sensação de que algo muito ruim havia acontecido. Meus dedos tremiam enquanto eu digitava o número de Bella. De novo o telefone tocou e tocou sem ser atendido.
"Hey, você ligou para Bella. Você já sabe o que fazer após o sinal." Sua voz doce disse, o que me acalmou um pouco.
Eu desliguei, não deixando nenhuma mensagem, pois eu não sabia o que dizer. Eu não tinha a necessidade de ficar por aqui e o desejo de encontrar a Bella estava aumentando dentro de mim. Correndo para o meu carro, eu me apressei para o único lugar que eu poderia pensar em ir: casa.
O carro de Bella estava na garagem, mas ela poderia ter ido de carona com Alice. Merda, Alice. Eu deveria ter ligado pra ela primeiro. Ela saberia o que estava acontecendo. Eu decidi que ia ligar pra ela, mas depois que eu checasse se Bella estava em casa.
Batendo a porta do meu carro, eu corri para a porta da frente, na esperança de encontrá-la lá dentro. Ao abrir a porta eu vi Bella amontoada no sofá em forma de bola balançando para frente e para trás, lágrimas escorrendo pelo seu rosto enquanto ela gemia e soluçava. Algo definitivamente estava errado, muito errado. Ela parecia quase catatônica e pior até do que quando eu a encontrei no chuveiro. A raiva que persistia dentro de mim por ela ter faltado ao meu concerto foi dissolvida quando eu corri para o lado dela, desesperado pra saber o que quer que tivesse acontecido, para tirar aquela dor dela.
Enrolando meus braços ao redor de sua forma tremendo, eu a puxei para mim, tentando trazê-la de volta de qualquer que fosse o lugar onde sua mente estava. A tremedeira parou e eu senti seus músculos relaxarem gradativamente. Ela estava começando a tomar consciência de tudo ao seu redor novamente, voltando de onde quer ela tenha estado. Eu não sabia o que tinha acontecido para colocá-la em tal estado, mas eu estava fodidamente no caminho de descobrir. Ela não seria capaz de me ignorar ou me distrair dessa vez como ela tinha feito no chuveiro.
"Edward..." Ela ofegou rudemente.
"Sim, sou eu Bells. O que aconteceu? Por que você está chorando?" Sussurrei em seu cabelo, beijando o topo de sua cabeça.
Ela ficou tensa com a minha pergunta. Eu pensei que ela ia negar que havia algo errado, mas seus soluços se intensificaram enquanto ela virou em meus braços agarrando-se a mim.
"Oh Edward, o seu concerto..." ela choramingou em meu pescoço.
"Psssiu, não é importante. O que está errado, amor?" eu disse em seu cabelo.
Era óbvio agora que ela tinha esquecido. Uma pontada de mágoa e inveja passou por mim dizendo que eu não era importante o suficiente para ela se lembrar. Então de repente ela se levantou e ficou em frente a mim, seus braços balançando enquanto ela gaguejava e tropeçava em suas palavras.
"Jasper, ele estava... estava beijando Alice. E Alice estava beijando-o de volta. Tenho certeza que eles têm uma... uma coisa acontecendo. E ele está traindo a nós... a mim. E há quanto tempo ele tem feito isso? Eles só se conheceram há duas semanas! E quanto a mim...?" Ela terminou perturbada antes de desabar em uma pilha no chão.
Corri até ela e abracei-a mais próximo, esperando que a minha presença e meu toque pudessem ajudar a aliviar um pouco a sua mente tão preocupada. Bella respirou profundamente antes de expirar lentamente. Parecia que ela tinha acabado, mas não.
"Ele não me ama... ele me disse que me amava, que estava apaixonado por mim. Eu precisava que ele me amasse. Ele disse que eu era especial... que éramos especiais e isso era tudo mentira. E agora tudo acabou, tudo isso. Tudo está arruinado e nunca mais será a mesma coisa. Está tudo desmoronando e eu não sei como corrigir o problema, corrigir nada disso. Eu vou ser deixada para trás e vocês dois vão me deixar. E eu ficarei tão sozinha. E ninguém me ama, ninguém nunca vai me amar..." ela disse e começou a chorar novamente.
Espere... o que?
Ele não, ele não poderia?
Meu maior medo se tornou realidade quando as palavras de Bella afundaram. Jasper estava apaixonado por ela, ele tinha dito isso. Disse que ela era especial e que só queria ela. Ele tinha me dado o maior soco que ele poderia dar e todo o meu ressentimento por ele voltou à tona. Eu não podia deixá-lo ganhar, não havia nenhum modo de ele sentir o que eu sinto por Bella. Ela era minha, ela pertencia a mim. Mas tudo seria nada se ela retornasse os sentimentos dele, então e somente então eu desistiria. Se ele fosse o que ela realmente queria, então eu a deixaria ir. Que ela fosse feliz com ele, mesmo que isso me destruísse.
Eu precisava perguntar a ela, eu precisava saber. Agarrando seu braço mais rudemente do que o necessário, e a puxei até ela levantar-se em frente a mim.
"Você o ama, você está apaixonada por ele?" Eu cuspi as palavras enquanto a sacudia.
"Não, eu nunca poderia amá-lo assim, mas pela primeira vez alguém me amou." Ela sussurrou com uma voz triste e solitária.
Suas palavras provocaram uma pontada em meu peito. Ela pensava que ninguém a amava, quando isso era a coisas mais longe da verdade. Eu odiava a mim mesmo por não ter falado a ela mais cedo, por colocar essa dúvida e machucá-la por dentro.
"Jesus Cristo, como você pode não saber, Bella? Como você pode não dizer, não ver?" Eu perguntei, espantado por sua cegueira diante dos meus sentimentos.
"O que Edward, ver o que?" Bella perguntou, claramente confusa quanto ao que eu estava dizendo.
Eu tinha feito quase tudo errado e me odiava por isso. Eu estava dançando em volta do meu amor por ela por quase uma década. Já estava mais do que na hora de simplesmente deixar tudo pra fora. Deixá-la saber exatamente o que eu sinto por ela e o que ela significa pra mim. Mas eu poderia fazer isso?
Fiquei debatendo comigo mesmo e planejando minhas palavras para o que eu estava prestes a fazer, eu coloquei minhas mãos em cada lado do seu rosto, minha testa contra a dela. Eu poderia fazer isso.
Cara, uma hora atrás você ia fazer isso na frente de milhares de pessoas. Isso não é melhor?
Talvez, mas ela nunca poderia me rejeitar na frente de milhares de pessoas. Aqui, só nós dois, ela pode.
E esse era o ponto crucial. Eu finalmente percebi que eu não estava planejando meu grande gesto para ela, mas sim para mim. A exibição pública era para impedi-la de me rejeitar, tinha sido a escolha mais segura. Mas agora chegou o momento de finalmente dar o salto de fé* e arriscar tudo.
* Salto da fé (Leap of Faith): termo usado para definir a forma como alguém se sente tendo algo em alto risco e com conseqüências terríveis. Aqui ele quis dizer algo como "É tudo ou nada".
Respirando profundamente e em seguida expirando lentamente, eu levantei minha testa para olhá-la diretamente nos olhos, deixando fluir por eles tudo o que eu sempre mantive escondido atrás de minha expressão. Bella ofegou, seja pelo choque ou pelo reconhecimento, eu não sabia.
"Isabella Marie Swan, eu te amo. Eu sou tão apaixonado por você que é difícil de respirar às vezes. Eu quero você, só você, para sempre se você me quiser. Eu não quero mais compartilhar você, nunca mais. Você pertence a mim, nós pertencemos um ao outro. Você não consegue sentir isso?" Eu falei, nunca desviando meu olhar do dela quando eu finalmente disse tudo que havia dentro de mim.
Havia muitas coisas em seus olhos enquanto eu esperava ansiosamente pela sua resposta. Ela continuou a olhar para mim por um minuto antes de dar um passo para trás, saindo do meu abraço nela. Então fúria e raiva vieram no rosto de Bella quando ela puxou a mão para trás e estapeou meu rosto antes que eu soubesse o que estava acontecendo.
Bella puxou a sua mão de volta para fazer isso novamente, mas eu peguei seu pulso antes que ela pudesse. Minha raiva estava queimando sob a minha pele. Em todas as vezes que eu pensei neste momento, em como seria, nunca essa reação passou pela minha mente. Dizer que eu estava confuso era a porra do eufemismo do século.
"Que porra foi essa? Eu te digo que estou apaixonado por você, que eu só quero você, que nós pertencemos um ao outro e você me dá a porra de uma bofetada. Mas. Que. Porra. Bella?" eu fervia por dentro com os meus dentes cerrados.
"Maldição eu fodidamente dei um tapa na sua cara, seu bastardo. Em todas as vezes que eu sonhei com você dizendo algo assim pra mim, eu nunca imaginei que você faria isso quando eu estivesse no meio de uma porra de colapso emocional. Você disse isso apenas para tentar me fazer sentir melhor? Você quis mesmo dizer isso? E você não quer me compartilhar, bem, isso apenas não é fodidamente profundo. Talvez você deveria ter pensando nisso antes de propor essa coisa de você e Jasper me fodendo. Teria sido bom pra caralho saber disso antes de isso arruinar a nossa amizade, provavelmente para-a-porra-do-sempre. Jesus Edward, as vezes você fodidamente não pensa, não é?" Ela cuspiu suas palavras para mim com as mãos no quadril.
Sua indignação com a situação atual e sua descrença na confissão sincera que eu fiz dos meus sentimentos pra ela apenas me irritaram. Como ela se atreve a colocar toda a culpa da porra do pânico que nos encontramos toda em cima de mim? Eu não a vi reclamando quando Jasper e eu fomos pra cima dela. A raiva que tinha sido cozinhada em fogo brando abaixo da superfície explodiu pra fora de mim.
Eu encurtei a distância entre nós, fazendo-a dar um sobressalto e andar para trás até que ela esbarrou contra o meu piano. Colocando minhas mãos em cima do piano, em ambos os lados do seu corpo, inclinei meu corpo, meu corpo diretamente com o dela.
"Como você ousa me culpar pela situação que estamos agora? Eu não forcei você a beijar Jasper. Eu não fiz você concordar com isso. Você fez isso por conta própria. Você é tão culpada nisso quanto eu sou. E porra Bella, você realmente pensa tão pouco de mim que acha que eu mentiria sobre uma coisa tão seria quanto amar você? Eu quis dizer cada maldita palavra que eu disse. Eu te amo, mais do que você algum dia sequer imaginou. Eu me abri pra você. Coloquei meu coração em suas mãos, e o que você faz? Você me chama de mentiroso e me acusa dizendo que eu só fiz isso para fazer você se sentir melhor." Eu disse, então pausei enquanto alguma coisa em seu pequeno discurso retórico floresceu em mim novamente, expulsando para fora todo ódio e raiva que eu estava sentindo. "Bella, o que você quis dizer quando disse que todas as vezes que você sonhou comigo te dizendo que eu te amo?" eu perguntei em um tom mais suave, meu nariz deslizando pelo seu rosto.
"Eu ah... eu queria dizer que...oh porra, Edward. Eu te amo, pra caralho. Eu sempre te amei." Bella gaguejou, sussurrando em meu rosto.
Suas palavras me atingiram como uma britadeira. Ela me amava. Bella me amava. Bella fodidamente me amava.
"Oh Bella... Eu também te amo." Eu suspirei antes de beijá-la.
Era o beijo que eu estava esperando. Não houve retenção, não escondi o que eu sinto, não fingi que isso não significava nada. Minhas mãos moveram para pressionar Bella ainda mais contra mim, uma mão em sua cabeça e outra em suas costas. Não houve luta da parte dela, apenas entrega enquanto suas mãos agarravam meu cabelo. Nós dois entregues a tudo que sentíamos um pelo outro, tudo o que estávamos segurando e tentando negar.
Nossos lábios se moviam juntos em perfeita sincronia, nossas línguas acariciavam um ao outro. Havia um lento sentido de urgência no beijo. Este era um momento importante no alterando-vidas que nós não queríamos apressar e queríamos, ao mesmo tempo.
Bella parecia se derreter contra mim enquanto o beijo evoluiu, suas pernas falhando em segurá-la em pé. Movendo minhas mãos de suas costas para sua cintura, eu peguei-a, segurando-a para mim enquanto eu me movimentava para a frente do piano, colocando para baixo nas teclas. Elas fizeram uma melodia desconcertada que nos tirou da névoa que o nosso beijo tinha causado.
Correndo minhas mãos para cima e para baixo pelo lado do seu corpo, eu mordisquei ao longo de sua mandíbula enquanto suas mãos se moveram sob o meu casaco para apertarem meus ombros.
Fiquei curioso pra saber se sua idiotice era tão longa quanto a minha, então discretamente perguntei, "Há quanto tempo?"
"Sempre, anos, desde o colégio, há quase uma década." Ela disse tão claramente, sabendo o que eu estava perguntando a ela.
Eu sorri, completamente e sem hesitação. Sua idiotice tinha sido tão longa quanto a minha. Eu sabia no fundo da minha mente que havia uma merda sobre a qual precisávamos resolver e conversar, mas eu estava muito feliz e dominado pelo meu amor por ela e o amor dela por mim que eu fiquei fodidamente nas nuvens por um momento.
"Nós somos fodidamente estúpidos. Tanto tempo perdido." Eu disse mais pra mim mesmo do que pra ela.
"Você?" ela perguntou, deslizando meu casaco pelos meus braços para baixo.
Eu o deixei cair no chão e então movi minhas mãos para o laço do vestido em sua cintura. Eu precisava estar com ela, eu necessitava adorá-la, necessitava finalmente demonstrar abertamente a ela o quanto eu a amava.
"O mesmo, desde que eu tinha quinze anos. Sempre foi você Bella, sempre." Eu disse em seu pescoço, o vestido abrindo-se para mim.
Me. Fode.
Ela estava vestindo a mais requintada roupa íntima: sutiã, calcinha e cinta-liga combinando em um cetim rosa pálido com rendas. Eu empurrei o vestido para fora de seus ombros e agrupei-o nos cotovelos. Meu rosto esfregou no vale de seus seios enquanto eu tentava me acalmar, ela parecia tão fodidamente deliciosa. Se eu não me segurasse, tudo ia acontecer de uma forma muito rápida.
"Nós somos idiotas. Por que você nunca disse nada ou tentou qualquer coisa antes de..." e sua voz sumiu.
Eu sabia o que ela não estava dizendo, o que ela estava pensando. Por que eu sugeri o arranjo se eu a amava? Por que eu concordei em dividi-la com Jasper? Eu me perguntava a mesma coisa agora. Ao mesmo tempo, parecia ser a coisa boa e segura a fazer. Mas olhando para ele agora, com ela me olhando com nada mais do que o amor brilhando em seus olhos, não me parecia mais ser uma boa razão agora.
"Eu estava com medo, um covarde. Querendo qualquer pedacinho seu que você poderia me oferecer. Eu não achava que você poderia sequer sentir o mesmo por mim, então..." Minha voz sumiu, o ódio e a raiva vindo à superfície novamente, só que dessa vez eram direcionados diretamente a mim.
Suas mãos vieram ao meu rosto, levantando-o para que nossos olhos pudessem se encontrar. Ela acariciou meu rosto e eu inclinei com o seu toque.
"Ei, não, não faça isso. Edward, está tudo bem. Era o mesmo para mim. Exatamente o mesmo para mim." Bella disse tentando me acalmar, mas suas palavras apenas aumentaram o meu fogo.
"Mas você não vê, poderíamos ter evitado toda essa confusão, se nós... se nós apenas..." eu praticamente rosnei.
"Nós não podemos mudar o que aconteceu. O que aconteceu, aconteceu e nós temos que aceitar e seguir em frente" ela disse.
"Eu não sei se eu posso, Bella. Se eu , se eu deixar isso passar..."
"Shhh, Edward. Por favor, não arruíne isso falando sobre isso" ela me implorou.
"Bella, eu..."
"Cale-se, Edward. Apenas cale a maldita boca." Bella gritou comigo ao juntar o meu corpo ao dela. "Sinta Edward, apenas sinta".
Bella colocou a minha mão em seu peito para que eu pudesse sentir o seu coração batendo acelerado. Qualquer que fosse o argumento que eu tinha para falar evaporou-se quando eu vi o querer, a necessidade e o amor em seus olhos. Ela estava certa, haveria tempo suficiente para falar sobre isso mais tarde. Ela havia me falado que me amava e isso era o suficiente... por agora.
Estimulado pela profundidade das emoções e sentimentos que eu vi em seus olhos, eu a beijei novamente, deixando todos os pensamentos de lado quando deixei a minha necessidade por ela assumir. Este não seria o fazer amor terno e a adoração que eu esperava fazer depois da minha confissão, mas haveria tempo suficiente para isso mais tarde, de qualquer forma.
Minhas mãos soltaram o seu sutiã e ele caiu pelos seus ombros e se juntou ao vestido em seus cotovelos. Bella removeu ambas as peças de roupa enquanto eu manipulava seus seios. Ela ofegou quando eu prendi seu mamilo entre meu polegar e o indicador, beliscando levemente. Nós não tínhamos estado juntos assim há mais de um mês. Não tinha havido qualquer beijo, ou sexo, ou qualquer tipo de carinho físico desde o Dia de Ação de Graças. E agora, agora havia amor e necessidade e tudo que vinha com isso.
Afrouxando minha gravata, mais não a tirando, Bella ronronou. "Eu preciso de você. Eu preciso que você me toque. Eu preciso que você me prove. Eu preciso que você me masturbe".
Novamente. Me. Fode. Duro.
Qualquer pequeno controle que eu tinha quebrou-se com suas palavras. Pegando-a, eu a joguei em cima do meu piano. Com um impulso meu em seu peito, ela caiu para trás de encontro à madeira preta laqueada. Ela se abriu para mim como uma oferenda em um altar de tudo que era sensual e desejável.
Debruçando sobre ela, eu beijei e mordisquei e lambi meu caminho do seu peito até as rendas da sua cinta liga. Após me atrapalhar com ela por um minuto eu desisti e puxei o pedaço de renda e cetim que compunham sua calcinha rasgando-a de seu corpo e a exibindo para mim e fazendo-a arfar. Bella era realmente uma visão erótica vindo à vida, todas as curvas delineadas e a pele lisa estabelecidas à minha frente. Sua cinta-liga, as meias e os sapatos sendo os únicos artigos remanescentes de suas vestimentas.
"Porra Bella, você não tem idéia... não tem idéia de quão boa você parece agora. Não tem idéia do que você está fazendo comigo." Eu murmurei contra as rendas do seu quadril e meu pau já doía para estar dentro dela.
"Então me mostre, Edward. Me mostre o que eu faço com você" Bella respondeu inclinando-se sobre um cotovelo, sua outra mão se aproximando mais do meu cabelo e coçando levemente meu couro cabeludo.
Eu levantei suas pernas balançando até que seus pés repousassem sobre as teclas. A música ecoava na sala, mas eu não a ouvi enquanto eu corria minhas mãos pelas suas coxas cobertas de seda, alisando o fecho da sua cinta-liga antes de ir até onde nós dois queríamos que eu fosse. Bella já estava brilhando e pronta para mim.
As pontas dos meus dedos traçando sua entrada, provocando-a antes de se mover para o seu clitóris, pressionando contra ele suavemente. As costas de Bella arquearam para fora do piano e um grito alto foi emitido de seus lábios. Antes que ela pudesse resolver voltar para baixo, eu me inclinei e chicoteei levemente seus clitóris com a minha língua. Seus calcanhares bateram nas teclas provocando uma cacofonia de sons que foram misturados com os sons de seus pedidos e gemidos criando o mais doce som de seu prazer desenfreado.
Sabendo que ela já estava a beira de um orgasmo e querendo prolongar isso tanto quanto possível, eu saí suavemente para mordiscar e chupar seus lábios e o clitóris. O sabor dela em minha língua e lábios era um doce néctar dos deuses que eu estive ansiando para provar. Meus dedos provocaram sua entrada novamente antes de entrar nela. Os pedidos de Bella se tornaram mais insistentes e seus dedos continuavam como garras em meu cabelo, me encorajando.
Dando a ela o que ela queria, eu pressionei no seu ponto e tomei seu clitóris entre os meus lábios, mordiscando a carne sensível. Fechando meus lábios em torno dela mais forte, puxei um pouco sobre ela, enviando-a em um espiral para o seu orgasmo. Eu mantive a pressão sobre ela tentando prolongar a sensação. Bella lamentou e puxou meu cabelo brutalmente quando suas pernas tremeram e seu corpo enrijeceu. Eu nunca a tinha visto vir com tanta força e fiquei admirado com a visão diante de mim.
Quando Bella se acalmou, seus músculos relaxaram e seu aperto em meu cabelo diminuiu onde ela estava acariciando meu sofrido couro cabeludo. Dando ao seu clitóris um beijo final, eu me afastei apenas para puxar Bella pela cintura para os meus braços.
Ela cedeu contra mim desossada, seu rosto tocando a curva do meu pescoço com o nariz, claramente seu orgasmo já tinha passado. Escovando seus cabelos para fora de seu rosto eu vi um pequeno sorriso satisfeito em seus lábios e ela claramente cintilava radiante por sua liberação.
"Bella, amor..." eu murmurei beijando a sua testa.
"Hmmm..." ela respondeu, não usando um tom sonolento.
Maldição, eu estou fodido.
Acalme a porra do Casanova; você pode sentir seu pau exatamente agora?
Eu posso, mas isto, agora, é tão importante que vale a pena qualquer dor que eu possa ter nas minhas bolas.
"Você quer ir pra cama?" Eu perguntei temendo a sua resposta
"Um-uhhh, você ainda tem que me masturbar Edward" ela ronronou brincando com os botões da minha camisa.
"Hum, eu não acabei de fazer isso?" Perguntei enquanto a trazia de volta para onde eu agora repousava sobre as teclas do piano.
Bella se moveu para entrelaçar as pernas em volta da minha cintura da melhor forma que ela podia, trazendo seu ponto quente para pressionar contra o meu pau que já estava esticando dentro das minhas calças. Minhas mãos foram para a sua bunda, pressionando-a ainda mais a mim. Beijando meu pescoço e mandíbula, ela começou a desabotoar a minha camisa, seus quadris fazendo pequenos movimentos contra mim.
"Não, aquilo foi apenas um aquecimento. Estou pronta para você realmente me masturbar." Ela murmurou em meu ouvido antes de morder de leve o meu lóbulo e eu sibilei.
Eu não sei de onde essa gatinha Bella sexy veio. Ela ocasionalmente saía e brincava, mas nunca nesse nível. Experimentando-a assim me fez pensar coisas muito ruins e me fez querer fazer coisas muito ruins. Bella tinha aberto todos os botões da minha camisa e agora arrastava suas unhas do meu abdômen ao meu peito.
"Isso foi um inferno de um aquecimento fodido até então" eu silvei enquanto ela puxava e beliscava maus mamilos.
Beliscando meu queixo, ela puxou minha camisa da minha calça antes de ir para o meu cinto. Eu me inclinei para lhe dar mais espaço para trabalhar. Ela trabalhou no meu zíper para baixo, escovando o meu comprimento com os seus dedos no processo.
"Edward, eu sei que deveríamos fazer amor agora... depois de tudo que aconteceu, mas eu preciso que você esteja dentro de mim. Eu preciso que você me foda agora. Podemos fazer amor a noite toda depois, mas foi há tanto tempo e eu preciso tanto de você." Ela disse contra os meus lábios enquanto ela tirou o meu pau pra fora da minha boxer e me acariciou.
"Porra, Bella." Eu rosnei antes de beijá-la profundamente e ajustá-la no meu pau.
Ela afundou em mim lentamente, meu pau a preenchendo completamente. Fiquei impressionando com o sentimento de como tão bem nos encaixávamos. Ninguém mais na minha limitada experiência jamais me fez sentir tão perfeitamente e certo como Bella me fazia. Um golpe na noção de que nós pertencemos um ao outro. Do que deveria ser ela e eu.
"Jesus Edward, meu Deus, tão bom." Bella gemeu enquanto movia seus quadris no meu pau.
Sentado-se um pouco, eu puxei minha boxer e minhas calças para baixo, e elas caíram para o meu tornozelo. Sentando de volta no piano, as notas soaram quando nos movemos juntos. Agarrei os pés de Bella, e os entrelacei em volta de mim, colocando seus pés sobre as teclas após tirar os seus sapatos.
Esta era uma fantasia erótica que virava realidade. Eu estava com a minha Bella em meu piano. Eu tinha sonhado e imaginado esse momento por anos e anos e a realidade era muito mais do que eu jamais poderia ter sonhado. Eu queria me lembrar de cada segundo disso, mas o sentimento de Bella me rodeando estava nublando os meus pensamentos e tornando muito difícil de pensar.
"Bella, amor, incline-se para trás..." eu disse contra a sua clavícula
Ela me olhou confusa por um segundo antes de pegar a minha gravata e fazer o que eu lhe pedi. Apoiando suas costas eu abaixei-a para que seus ombros e costas repousassem no banco do piano. A mudança de ângulo nos fez gemer alto. Ela parecia tão fodidamente boa assim, apertada, lisa e toda minha.
"Edward, por favor..." Ela implorou.
"Do que você precisa baby? Me diga." Eu gemi, empurrando mais forte.
"Isso, por favor, mais forte. Você se sente tão fodidamente bom assim." Ela choramingou, puxando a minha gravata para servir de alavanca.
"Você também, isso nunca foi assim... tão bom, isso é muito..." minha voz sumiu, as palavras me faltando quando eu acelerei o ritmo, bombeando nela mais forte.
Nossos olhos se fecharam encarando um ao outro enquanto nós deixamos tudo que sentíamos um pelo outro sair: frustração, estupidez, vergonha, remorso, raiva e também a necessidade, o querer, prazer, felicidade e amor. Maldito Deus, o amor estava lá, brilhando e ofuscando todo o resto.
"Bella..." Eu engasguei
"Edward..." Ela disse de volta.
"Porra, eu te amo. Eu sou tão apaixonado por você." Eu disse, as palavras mal saindo enquanto eu acelerava o ritmo novamente.
Bella se apertou em torno de mim quando eu bati o ponto dentro dela, o que a levou ao extremo e a encheu até a borda de êxtase.
"Edward, por favor. Bem aí, assim... não pare." Ela gemeu e sua boca estava aberta.
Suas paredes apertavam em torno de mim enquanto eu bati repetidamente no lugar que fez o seu corpo tremer de prazer e necessidade no que eu apenas podia presumir como um estado quase constante de orgasmo. Isso era o que parecia e como sentia, pelo menos.
"Deus, eu te amo. Eu te amo fodidamente muito." Ela gemeu, seus olhos ainda trancados nos meus.
Eu senti o peso de suas palavras. Embora ditas no auge da paixão, não diminuiu a sua veracidade. Ela me ama como eu a amo. Era o bálsamo que o meu coração e a minha alma necessitavam. Eu precisava estar mais perto dela, ela estava longe demais. Eu precisava sentir a pele dela contra a minha, eu precisava provar seus lábios, eu necessitava olhar os seus olhos de perto e ver o amor dela por mim neles.
Puxando-a ao mesmo nível que eu, nossos corpos brilhantes de suor, eu arrastei os pés até o sofá com meu corpo ainda conectado ao dela. Deitando-a, sua cabeça contra as costas do sofá, eu me ajoelhei no chão. Entrelaçando os nossos dedos juntos próximos da sua cabeça, eu continuei a empurrar dentro dela mais e mais. Nossos lábios conectados em um beijo doce e lento, ao contrário dos movimentos apressados da parte inferior dos nossos corpos.
Ambos murmurávamos o nome um do outro e "eu te amo" mais e mais. O momento era íntimo e intenso, movendo-se do furacão fodido de antes para uma união verdadeira dos nossos corpos e almas. Fizemos amor abertamente, alimentando-se das emoções do outro, não escondendo nada um do outro.
Nós atingimos o pico juntos, nossos olhos abertos enquanto olhávamos um no outro durante a euforia da nossa libertação. Nossos movimentos se acalmaram quando voltamos ao presente, trocando pequenos beijos e mordidinhas. Não houve palavras pronunciadas, não havia necessidade. Nós sabíamos o que o outro estava sentindo, nós vimos e sentimos isso.
Uma lágrima solitária deixou os olhos de Bella, e eu a limpei. Era uma lágrima de alegria, não de tristeza. Descansando minha testa na dela, eu disse a ela que eu a amava e Bella repetiu o mesmo sentimento. Minhas pernas estavam começando a sentir câimbras, mas eu não me importei. Eu não queria deixar o seu abraço, eu não queria abandonar esse momento.
Eventualmente a dor nas pernas não podia ser ignorada. Embalando-a para mim, eu a levei para o nosso banheiro e liguei o chuveiro. Nós tiramos nossas roupas que restavam, roubando toques e olhares. Pegando-a, eu entrei no chuveiro, deixando a água lavar o suor e as evidências do nosso ato de amor. Nós lavamos um ao outro, não para seduzir, mas para simplesmente amar e demonstrar carinho um ao outro. Nossos rostos estavam decorados com grandes sorrisos patetas enquanto nos abraçávamos e ríamos em pura felicidade.
Depois que estávamos limpos, eu desliguei o chuveiro e sequei-a com ternura, então roubando toques ousados para atrair sua luxúria. Eu precisava estar com ela novamente, mas eu queria que dessa vez fosse a adoração lenta do amor que nós precisávamos depois da nossa união frenética de mais cedo.
Pegando-a, eu a levei para o meu quarto. Deitando-a na minha cama, eu rastejei por cima dela, colocando-me a meio caminho dela, uma perna entre as dela. Nós nunca tínhamos dormido ou ficado juntos no meu quarto antes. Eu não sabia o que era isso, ou mesmo se havia um motivo real por trás disso, mas aqui e agora eu queria torná-la minha como eu já era dela, tenha ela percebido isso ou não.
Os beijos e carícias eram lentos e suaves. Nós memorizávamos o corpo um do outro com os olhos e sentimentos bem abertos e em exibição. Quando eu entrei nela, foi sem pressa. A necessidade impetuosa de apresar estava lá, mas foi superada pela necessidade de adorá-la e saborear esta experiência.
Palavras não eram necessárias, somente gemidos e sussurros suaves de "eu te amo" foram trocados enquanto nossos olhos penetravam um no outro. Nós caímos e flutuamos com a nossa liberação novamente juntos. Foi mais suave dessa vez, mas ainda assim tão intenso e tão profundo como antes.
Depois que acabou, eu a recolhi para mim, para os meus braços, que é onde ela pertencia. Eu beijei seus lábios, boca, bochecha, nariz, pálpebras e testa sussurrando "eu te amo" depois de cada um. Bella escovou seus lábios nos meus dizendo que me amava.
O sono nos pegou rapidamente, mas antes de eu apagar, eu pensei o quão diferente essa noite tinha sido daquilo que eu tinha imaginado. Eu percebi que o que aconteceu foi melhor e mais significativo do que aquilo que eu havia planejado. Havia ainda muita coisa para falar e entender, mas por agora isso podia esperar.
Nota: eu peço desculpas pela demora em postar aqui! A culpa foi toda minha! A Lay tinha traduzido e mandado esse cap. pra mim há um tempão e eu não tive tempo de betar, por isso demorou... desculpem mesmo! Bjs... Ju
Continuem deixando reviews e comentando! O próximo cap. é o último que a autora postou, mas a fic ainda não foi finalizada... depois vamos ter que esperar pra ver o que acontece...
