Sou de Você


Universo Alternativo.

Nota nº1: esta era minha ideia inicial para "Sou de você". Então eu pensei "por que não postar aqui?".

Nota nº2: Sempre achei muito divertido estórias de casamentos arranjados / contratos de casamento. Como sabem.

Nota nº3: No "Sou de você" postado, eu fui ridiculamente errada e desleixada com o estilo linguístico dos personagens. E vou continuar assim. Oops.

Na verdade, eu não vou deixá-los utilizar tanto a segunda pessoal do singular. Porque me irrita.

Lembrando que, como na estória anterior (e me repito aqui): Eu sei sobre o quando em épocas passadas, e ainda hoje são, os colégios internos eram rigorosos e não admitiam o que verão aqui, então... Façam vista grossa, ok? É apenas uma 'pequena modificação' minha.

Nota nº4: usando descaradamente partes de sou de você. Afinal, era essa a estória original.


Sinopse: No século XIX, o casamento arranjado era uma tradição entre as famílias de Sangue puro.

Disclaimer: Harry Potter e companhia limitada não me pertencem, blablabla. Tudo é da J. K. Rowling e da Warner, whatever.

Observação: Capítulo não betado. Continuação do capítulo 18.


Parte dois

(Logo após o jantar, no escritório da casa. A sós.)

Hermione estava possessa!

Ela deveria ter visto isso há muito tempo. Pensando em sua vida até o momento tudo fazia mais sentido. Como sempre era Harry e ela. Ou como seu pai a encorajava a passar mais tempo com Harry, quando ele sequer tolerava qualquer outro rapaz ao seu redor. Especialmente quando já estava uma moça. Como sua mãe discretamente tentava lhe extrair informações.

-Eu devia ter sabido!

-Está tudo bem, Hermione, eu também não havia notado.

A morena suspirou exasperada, apesar de se voltar ao amigo e pacientemente lhe dizer:

-Harry, meu amor, você nunca nota nada.

-Hei!

Ela riu levemente de seu ar ofendido, antes de mudar de assunto:

– Então, quando começará sua campanha para me assustar? Para que eu implore aos meus pais que desistam dessa "loucura".

Harry a empurrou levemente com o ombro, virando os olhos. – ha ha – ele a olhou de lado um instante depois. – Mas é esquisito, certo? Quero dizer, estava esperando um pesadelo de noiva, mas eu só sinto alivio. Podia ter sido pior.

-Tão sentimental. Eu consigo ver os próximos anos do nosso casamento nos seus olhos, Harry. O romance. A paixão. Tudo apenas nessa frase. - Hermione comentou secamente.

O moreno riu. – E eu posso ver toda a chateação pelos anos a fio - ela o estapeou. – e a violência.

Ela riu, antes de suspirar. – Acha que podemos fazer funcionar?

Harry pausou um momento, como se ponderasse, antes de afirmar zombeteiro:

– Não apenas acho. Hermione, não teria mais ninguém que eu entraria num casamento bolado pelas mentes criminosas dos nossos pais, forçado, senão você.

Ela bufou. - Eu te odeio.

O rapaz a abraçou de lado. - Você não. Futura esposa.

A jovem estremeceu toda. – Acho que tive um mau presságio.

-Você sabe? – começou ajustando sua postura, com o ar mais arrogante que conseguia: - É bom que aceite seu fardo depressa. Sou sua chance. Ninguém ia aturar esse ar cínico seu, é impróprio para uma dama de seu patamar. E ainda mais para alguém que será a senhora da minha casa.

Hermione riu tanto que não conseguia impedir os barulhos que fazia, mesmo com ambas as mãos cobrindo a boca. Seu rosto estava vermelho de vergonha e seus cachos estavam uma confusão. E Harry nunca esteve mais orgulhoso de si mesmo.

-Foi um golpe baixo e deveria se envergonhar – reclamou quando se recompôs.

-O que eu quis dizer é que não há nada que não possamos lidar. E ter você ao meu lado, dificilmente pode ser considerado um sofrimento.

-Uh, obrigada. Eu acho?

-Pare de ser caprichosa! Sabe o que quis dizer, Deus, preciso soletrar tudo para você? – brincou. - Eu pensei que tínhamos um "quê" de telepatia?

-E eu – Hermione ressaltou. – acredito que um contrato de casamento não deve ter espaço para o subentendido.

-É claro que acredita. Urgh, está bem. Todas as cartas na mesa? – a morena assentiu. – me torturei por semanas, meses, por causa desse casamento iminente. Tinha todos os planos traçados com um único objetivo: escapar. Não havia maneira do senhor e senhora Potter conseguirem me capturar nessa arapuca – ele riu amargamente. – Mas é claro, como sempre, eles foram mais espertos. Porque também não há estado mental, ambiente, ou situação onde eu diga não a você. Você é como minha fraqueza – os olhos dela marejavam, e então ele, para boa medida, acrescentou:

-Como um pequeno e insuportável vicio que não consigo largar mesmo que quisesse.

-Você é tão estúpido! – a jovem secou as lágrimas com brusquidão. – Deus, eu vou me casar com um comediante amador.

-Oi! – ele apontou o dedo em seu rosto. - Diga isso para aquela sua risadinha.

-Não foi uma risadinha! – retrucou imediatamente. "Eu sei o que ouvi, Hermione". Ela o ignorou, perguntando:

-Nós vamos fazer isso, então?

Harry ergueu a sobrancelha. – Bom, eu sei que vou. Mas não vale de nada se não estiver de acordo. E até o momento, só tem arrancado declarações minhas enquanto me zomba. Então... eu não sei bem onde você está.

Ela arregalou os olhos. - Oh Harry, mil perdões. Estou... bem com isso.

-Isso é exatamente o oposto de "acredito que um contrato de casamento não deve ter espaço para o subentendido", nas suas exatas palavras. Logo: sabe que precisará elaborar, correto?

Hermione sorriu contrafeita. - Não era o melhor momento para me escutar.

-Eu sempre te escuto.

-Sempre não é mesmo? – ela apertou as mãos dele nas suas, fitando-o enternecida.

-Não vai fugir da declaração de fidelidade eterna com demonstrações explicita de afeto, mocinha.

-Oh? Então aquele seu discurso era uma declaração de fidelidade?

-Hermione...

-Está bem, está bem. - ela riu – Eu penso... que nós somos uma boa combinação. Melhor do poderia imaginar. E eu não ousei. Imaginar, isto é. Estava preparada para mais uma decepção e minha expectativa estava tão baixa que – ela apertou ainda mais a mão do amigo. – Harry, eu estava aterrorizada. E um pouco mais que ressentida de você – com a evidente surpresa dele, explicou:

-Você preocupando-se sobre um casamento sem amor, e eu só temia por minha liberdade. Casando-me com um janota qualquer que precisava apenas de uma esposa troféu, ia me matar aos poucos.

-Mione... – ele afastou as mãos das dela e a puxou para um abraço. – Menina tola – antes que ela pudesse se afastar ou enfeitiçá-lo pela sugestão que poderia ser tola, Harry continuou:

- Nunca deixaria acontecer, eu teria armado um duelo. Me livrado dele. Repetindo até que eventualmente minha reputação afastasse os outros idiotas.

-Isso é totalmente impraticável – ela murmurou em seu peito.

-Tentando ser o cavalheiro de armadura brilhante aqui. Alguém?

-Esse seria o momento perfeito para me assegurar que terei toda liberdade na reconstrução da nossa biblioteca.

-Eu sou nobre, não idiota.

-Ao menos sabe que teremos uma reforma na biblioteca.

-Foi meu segundo pensamento. Literalmente assim que me dei conta de que era minha noiva, pensei: "precisarei de dois empregos para bancar o vício dessa mulher" – informou ironicamente. – Então sim. Sem escapatória.

O jovem homem suspirou com ar de sofrimento. Ia levar meses, anos talvez - mesmo com magia - até Hermione estar satisfeita com a sua biblioteca. Ela não enganava ninguém com a ideia de "nossa reforma", Harry muito menos. Mas como dissera, a resignação o atingiu segundos depois de reconhecer Hermione como sua futura esposa.

-Se não me engano, e eu nunca me engano – declarou arrogantemente. – Vamos ganhar uma casa de presente de casamento de um de nossos pais. Ou de Sirius.

Harry bufou. - Sirius provavelmente já tem as escrituras arranjadas. E vai nos dar a casa dele. Deus sabe que tenta se livrar daquele lugar há anos – ele a fitou hesitante: - resumindo: terá de viver na minha temperamental companhia, naquela velha mansão possivelmente assombrada por um elfo doméstico demente (e milagrosamente ainda vivo). Deal-breaker?

-Nunca. Especialmente não depois da promessa de reforma.

O olhar maníaco dela deveria tê-lo alertado para o incrível pesadelo que o esperava, mas Harry apenas riu aliviado. Seria divertido. – Ok, missus psycho, vamos deixar o ar obsessivo para os empreiteiros. Devo ressaltar que nem ao menos fizemos nossos votos de verdade.

Hermione mordeu o lábio inferior. - Deal-breaker?

-Nunca – respondeu beijando sua testa.


Nota: E isso aconteceu. Obrigada pelos comentários!