Bunny – Usagi/Serena

Gonçalo – Mamoru/Darien

Amy – Ami

Rita – Rei

Maria – Makoto

Joana – Mina

Mário – Motoki

Chibiusa - Rini

Capitulo 21

Tinha passado uma semana desde o concurso de Karaoke, e a vida das navegantes tinha voltado ao seu ritmo habitual, não contando, é claro, com os súbitos encontros de Bunny e Gonçalo que terminavam sempre com um desconfortante silencio entre os dois.

Naquela sexta feira, estava uma linda tarde de Verão e as navegantes combinaram fazer um dos seus habituais lanches no parque para poderem relaxar depois de uma cansativa semana de aulas. Quando chegaram ao seu local favorito, onde estava uma frondosa arvore, que produzia uma óptima sombra perto do lago, estenderam uma grande toalha branca com quadrados azuis, sentaram-se e distribuíram os vários tipos de comida em cima da toalha.

- Então Bunny, como vai a tua situação com o Gonçalo? – perguntou Maria preocupada.

Bunny largou imediatamente o pedaço de bolo de chocolate que tinha na mão e olhou para a amiga e disse calmamente:

- Não sei, Maria!

- Mas o que queres dizer com isso? – perguntou Joana de repente.

- O que quero dizer é que não sei mesmo! Na verdade, pela maneira com que ele me tem ignorado, acho que desta vez fiz mesmo uma enorme asneira.

- Essa atitude nem parece tua, Bunny! – disse Rita, tentando anima-la. – Desde quando é que te tornaste tão derrotista?

- A Rita tem razão, Bunny! – concordou Amy, espreitando por cima do livro de Matemática que tinha em frente ao nariz. – Tens de te animar, e não podes desistir assim tão facilmente do homem que amas.

- Pois é, Bunny! Se eu fosse a ti, pagava-lhe na mesma moeda. – disse Joana.

- Achas? – perguntou Bunny, não sabendo exactamente do que a amiga estava a falar.

- Claro que sim! – continuou Joana, não percebendo o ar de desconfiada da amiga. – Se ele pode sair com outras raparigas, tu…

- O quê? – gritou Bunny, ao mesmo tempo que as outras tentavam tapar a boca de Joana. – Mas que história é essa?

- Não é nada! – disse Rita atrapalhada.

- A Rita tem razão. – concordou Amy.

- Claro que tem! – continuou Maria sem jeito. – Nunca na vida o Gonçalo iria beber café no salão de jogos com aquela ordinária! Ups…

- Café? Ordinária? – perguntou Bunny enervada. – Agora é que vocês não escapam. Quero saber essa história, do início ao fim!

- Maria! – gritaram as outras.

- Desculpem, desculpem…

- Deixem-se de coisas, eu quero saber o que se passou!

- Eu conto! – disse Rita decidida. – O que se passou foi que à dois dias atrás, quando não pudeste vir connosco ao salão de jogos porque tinhas de ir às compras com a tua mãe, nós encontramos o Gonçalo a beber café com uma rapariga de fama muito duvidosa.

- Mas que rapariga é essa? – perguntou Bunny visivelmente chateada.

- Acho que já ouviste o Mário a falar dela. Chama-se Patrícia e frequenta o quarto ano de ciências na mesma Universidade que o Gonçalo.

- Não sei quem ela é! – disse Bunny, levantando-se decidida. – Mas acho que vou descobrir em breve. E vocês vêm comigo!