Título: Ensina-me a Viver
Autora: Mary Spn
Beta: TaXXTi
Gênero: Padackles / AU
Sinopse: Ao conhecer um jovem de apenas dezoito anos, Jensen não podia imaginar o quanto ele mudaria a sua vida.
Avisos: Trata-se de Universo Alternativo, nesta história Jensen tem 26 anos, enquanto Jared tem 18, ou seja, 8 anos de diferença, ao invés de 4. Contém cenas de relações homossexuais entre homens.
Ensina-me a Viver
Capítulo 21
Chad acordou com o sol brilhando na janela, e sorriu ao sentir um braço forte envolvendo o seu corpo.
- Ja... – Chad ia dizer o nome de Jared, mas se freou quando viu que não era a mão dele. – Tom? Mas que diabos? – Chad foi se levantando e procurando por suas roupas.
- Chad? O que você está fazendo? – Tom perguntou, ainda sonolento.
- Procurando pelas minhas roupas, o que você acha?
- Espera, por que você não fica mais um pouco na cama, nós...
- O quê? – Chad falou, incrédulo. – Eu nem sei o que estou fazendo aqui, Tom.
- Só se acalme, está bem? – Tom se levantou e segurou o loiro pelos ombros. – Tudo bem que você tinha bebido ontem à noite, mas sabia muito bem o que estava fazendo. Eu não estuprei você. – O moreno tinha mágoa na voz.
- Eu sei, eu... Me desculpe. – Chad se sentou na cama e passou as mãos pela cabeça. – Mas é que eu não tenho feito nada coerente desde que eu e o Jay...
- Eu te entendo Chad. Só que não adianta nada você ficar sofrendo desse jeito. Ou você corre atrás dele, ou então segue em frente e tenta esquecê-lo.
- Eu não vou voltar pro Jared, você está louco? Por mais que eu quisesse me enganar, ele... Ele ainda ama o Jensen. Mas é estranho, eu... Nós namoramos por algum tempo e, é estranho estar na cama de outra pessoa, entende? Eu não sou esse tipo de cara que transa na primeira noite, eu...
- Eu jamais pensaria isso de você, Chad. Eu te conheço há bastante tempo, lembra? Nós nunca fomos amigos íntimos, mas mesmo assim... Por que você não me dá uma chance?
- Eu não sei se é uma boa ideia, é que... Ontem à noite, foi incrível, você é uma pessoa especial, Tom, mas... Por mais que eu esteja magoado com o Jay e queira esquecê-lo, eu ainda penso muito nele e você sabe que não é tão fácil assim superar.
- Eu sei. Mas eu tenho toda a paciência do mundo para esperar. Só me dá uma chance, vai? – Tom ajudou Chad a levantar-se e o abraçou pela cintura, para poder olhar em seus olhos.
- Alguém já disse que você é completamente maluco? – Chad falou sorrindo, antes de ter seus lábios tomados pelos de Tom.
- x -
Jared podia lidar com a indiferença do seu pai e, no fundo, sabia que ele nunca o aceitaria do jeito que era. Mas não se tratava apenas disso. Permanecer naquela casa, mesmo sem querer, estava afetando o relacionamento dos seus pais, e isto sim, era algo com o que não poderia conviver.
Naquela manhã, depois de uma noite mal dormida, levantou-se cedo e foi ao banheiro que ficava ao lado do quarto dos seus pais, quando ouviu os dois discutindo.
- Você precisa parar de querer controlar a vida dele. Nós quase o perdemos, Gerald! Será que você não percebe?
- É justamente por isso! Se ele estivesse em casa, este acidente sequer teria acontecido. Será que você não entende que eu só estou querendo protegê-lo?
- Isso não é proteção, Gerald! E como ele poderia querer ficar em casa, se você não o aceita como ele é?
- Ele só precisa de direcionamento. Está com quase vinte e dois anos e ainda está desperdiçando o seu tempo estudando artes... Artes! E olha no que é que deu? Não venha me dizer que eu estava errado, ele mal consegue se sustentar!
- Seria diferente se você o tivesse apoiado. Ele passou por muitas dificuldades, sozinho, e sempre conseguiu se virar.
- Você chama isso de conseguir se virar? Ele só está aqui porque não teve outra opção.
- Ele está aqui porque eu o convidei a ficar. E por favor, não me faça escolher entre vocês dois, porque com certeza você vai sair perdendo! - Sharon saiu do quarto batendo a porta com força.
Jared encostou-se na porta e não conseguiu segurar as lágrimas. Não sabia o que doía mais, saber que seus pais estavam brigando por sua causa, ou admitir para si mesmo que grande parte do que o seu pai tinha falado era verdade. Só sabia que não podia mais continuar ali, porque desta maneira acabaria causando a separação dos seus pais.
Sua mãe era uma mulher incrível, dedicara sua vida ao marido, aos filhos e a trabalhos voluntários, ajudando a comunidade. Mas por mais que ela tivesse um coração enorme e uma imensa vontade de ajudar o mundo, ela não tinha conquistado sua independência financeira. E Jared tinha certeza de que ela amava muito o seu pai. Gerald era um bom homem, isso Jared não podia negar. Era trabalhador e honesto, dedicado a tudo o que fazia. Era um bom pai para Jeff e Meg, e Jared também tinha muitas boas lembranças da sua infância.
Mas as coisas tinham mudado quando se tornara adolescente e começara a ter suas próprias vontades. Algumas coisas seu pai simplesmente não conseguia aceitar, e conviver com ele embaixo do mesmo teto podia ser pior do que qualquer tortura, às vezes.
Poderia ir morar com Jensen. Mas só em pensar nisso já sentia um frio na barriga, afinal, Jensen era Jensen e algumas coisas nunca mudavam.
- x -
Jensen queria tanto acreditar que Jared acabaria cedendo e aceitando morar em seu apartamento, que já estava tomando todas as providências.
Pediu para a arrumadeira deixar o quarto limpo e arrumado, tirou os tapetes, para que Jared não escorregasse com as muletas, colocou um apoio no banheiro do quarto onde ele dormiria e comprou uma cadeira de banho.
Depois de conferir se tudo estava em ordem, foi às compras, enchendo a despensa e a geladeira, sem se esquecer de comprar os doces que Jared tanto gostava.
Mas ainda estava faltando o principal: Jared. Jensen verificava o celular o tempo inteiro, esperando pela sua ligação.
Na manhã de sábado, não agüentando mais esperar, resolveu ligar para saber o que estava acontecendo.
- Hey Jensen! – Jared tinha voltado a se enfiar em seu quarto, quando o celular tocou.
- Hey! É... Você não me ligou, e...
- Jensen, eu... Eu não sei. É complicado. – Jared segurou a vontade de chorar novamente.
- Eu sei como você deve estar se sentindo, mas nós somos adultos, não somos? Podemos fazer isso dar certo. Eu vou respeitar o seu espaço, eu prometo.
- Tem certeza que... Que eu não vou te atrapalhar?
- Atrapalhar? Claro que não! Jared, você está bem?
- Eles estão brigando por minha causa. Eu pensei que pudesse dar certo, mas... Eu não posso aguentar isso. – Jared deixou escapar um soluço e Jensen sentiu seu coração apertar.
- Calma, Jared, só... Só fique calmo, está bem? Estou indo aí te buscar. Em meia hora estarei aí. Fique pronto.
Jensen foi até a casa dos pais de Jared, e para sua sorte, Gerald havia saído para caminhar. Sharon o recebeu bem, mas foi difícil convencê-la que Jared estaria bem, morando em seu apartamento. Jared tentou explicar a ela da melhor maneira, sem mencionar a briga que ouvira logo cedo, mas pôde perceber que ela ficara desconfiada. De qualquer maneira, ela sabia que não podia impedi-lo e acabou concordando.
No caminho até o apartamento de Jensen ambos foram em silêncio. Jensen até tentou puxar conversa, mas logo percebeu que Jared não estava muito bem.
O moreno não conseguia deixar de pensar na loucura que estava fazendo. Sentia-se como um animal indo para o abate. Morar com Jensen seria mesmo melhor do que aturar o seu pai? Onde estava com a cabeça quando concordou com aquilo?
De qualquer maneira, não tinha mais como voltar atrás, então o jeito era encarar.
Jensen o ajudou a sair do carro e carregou sua mala - que continha somente o essencial - até o apartamento. O restante das suas coisas mandaria um taxi apanhar depois.
Jared sequer conseguiu olhar para o rosto de Jensen enquanto subiam pelo elevador, e sentiu um frio na barriga ao entrar no apartamento.
O ambiente era de cores discretas, variando desde o marrom até o marfim, de muito bom gosto. Móveis de madeira escura e um sofá aconchegante na sala, tudo muito bonito e, diferente do outro apartamento onde Jensen morara com a esposa, este se parecia muito com ele.
Enquanto Jared analisava o lugar, Jensen ficara parado, esperando pela sua reação. Sabia que Jared estava com um conflito interno, e neste momento preferiu ficar calado, pois nem mesmo sabia o que dizer.
- Muito bonito o seu apartamento. Você tem bom gosto - Jared por fim quebrou o silêncio.
- Obrigado. - Jensen sorriu. - Eu gosto daqui. Venha, eu vou te mostrar o seu quarto.
Jared seguiu Jensen pelo corredor até chegar ao quarto. Já tinha se adaptado as muletas, mas sentia-se cansado. Não sabia se era pelo esforço físico ou pelo estresse que estava vivendo nos últimos dias.
- Você parece cansado. É melhor se deitar um pouco. - Jensen o observava de um jeito carinhoso. - O banheiro é ali, tem toalhas limpas e tudo o que você possa precisar. Eu estarei em casa o dia inteiro, mais tarde eu te ajudo a guardar suas coisas no closet. E Jared, por favor, não hesite em me chamar se precisar de qualquer coisa, ok?
Jared apoiou as muletas na parede sentou-se na cama, colocando a cabeça entre as mãos.
- Você está bem? - Jensen tinha preocupação na voz.
- Eu... Eu só preciso ficar um pouco sozinho. – Jared suspirou e Jensen respeitou sua vontade, o deixando só.
Quando acordou algumas horas depois, Jared percebeu que estava faminto. Levantou-se da cama e foi para o banheiro, sorrindo ao perceber que Jensen tinha mesmo pensado em tudo.
Tomou um banho, vestiu uma bermuda e camiseta, pegou as muletas e foi até a sala. Jensen estava ao telefone, ao mesmo tempo em que digitava algo em seu laptop.
Era difícil não observar no quanto aquele homem era lindo. Sem falar que ele conseguia ser sexy mesmo quando estava sério e concentrado em alguma coisa. Era perfeito, em todos os sentidos. Menos quando se tratava do seu emocional, que era uma droga. Jared suspirou e se deu conta do quão patético estava sendo.
Precisava passar a ver Jensen de outra maneira, se quisesse que aquilo desse certo.
- Hey, você levantou numa ótima hora. Eu pedi comida chinesa, estava com preguiça de cozinhar, espero que não se incomode.
- Você sabe que eu adoro comida chinesa. Quero dizer, não, você não sabe. – Jared falou baixinho a última frase e corou levemente.
- Seu gosto poderia ter mudado, mas eu resolvi arriscar. – Jensen sorriu satisfeito.
- É, algumas coisas não mudaram. – Jared acompanhou Jensen até a sala de jantar, onde almoçaram em silêncio.
À tarde, Jensen foi buscar as coisas de Jared que ainda estavam no seu apartamento alugado, pois tinha que desocupá-lo. Foi sozinho, pois Jared com a perna quebrada não poderia ajudar em nada mesmo, então aproveitou para verificar o conteúdo das caixas que tinham ficado lá. Viu que além do material que Jared utilizava para desenhar e pintar, havia muitos desenhos, alguns mais recentes, outros mais antigos, inclusive alguns dele mesmo, Jensen, que nem sabia que existiam.
Um deles Jensen reconheceu ser do casamento do Mark. Estava na mesa, brincando com o dedo dentro do copo de uísque, e tinha uma expressão tão triste no rosto, tão real, que quase podia reviver aquele momento. A dor que sentira ao ver Jared e Chad de mãos dadas, tão íntimos, como um casal apaixonado. Ainda doía pensar naquilo, mas muita coisa tinha acontecido depois. E de repente, como se o destino conspirasse ao seu favor, Jared estava lá, morando em seu apartamento. Era só uma questão de tempo até conquistá-lo novamente.
Jensen continuou olhando os desenhos e ficou encantado com o talento que Jared possuía. Colocou todos de volta na caixa com cuidado, então pegou as telas que estavam cobertas por um lençol. Duas delas estavam terminadas. Eram incríveis.
Jensen colocou tudo no porta malas do carro e levou para o seu apartamento. Tinha esvaziado o terceiro quarto e o deixado livre para que Jared pudesse utilizá-lo para desenhar ou pintar. Colocou as caixas e as telas no chão mesmo e andou até a sacada. Tinha pensado em tudo... O quarto era grande, bem iluminado e tinha uma bela vista da cidade. Queria que Jared se sentisse bem ali. Queria que se sentisse em casa. Quem sabe, mais tarde, quando estivesse em condições, o moreno pudesse decorar o quarto à sua maneira e fazer dele seu atelier.
Jensen riu de si mesmo ao perceber que estava fazendo planos para o futuro. Isso era ao mesmo tempo reconfortante e assustador. Não sabia o que esperar daquele relacionamento. Não sabia nem mesmo se aquilo chegaria a se tornar um relacionamento. Queria acreditar que sim. O simples fato de Jared estar ali, já o fazia se sentir feliz como jamais se sentira antes.
- x -
Os primeiros dias de convivência com Jensen foram tranquilos. Apesar de Jared não se sentir muito à vontade no início, o loiro se mostrou um verdadeiro cavalheiro e fazia de tudo para que o mais novo se sentisse bem. Conversavam civilizadamente, assistiam a programas de TV e filmes juntos, e até jogavam videogame de vez em quando.
Durante o dia, quando Jensen estava no trabalho, Jared ia à fisioterapia, depois ocupava seu tempo lendo, desenhando, ou na internet.
No final do dia, mesmo sem querer admitir, ficava ansioso pela volta do loiro.
Não queria nenhum tipo de envolvimento, mas depois de ter conhecido Jensen do jeito que conhecera, algumas coisas era praticamente impossível evitar.
Como por exemplo, os olhares... Um olhava quando o outro não estava olhando, e vice versa, além dos toques sutis, esbarrões ou suas mãos se tocando desnecessariamente. Ou quando Jensen se demorava demais ao examinar a perna de Jared e ficava ali, simplesmente tocando e sentindo o calor da sua pele naquela região.
Nenhum dos dois admitiria, mas até mesmo os sorrisos que davam um para o outro eram cheios de significado.
Jared passou a reparar em algumas coisas que ainda não conhecia da personalidade de Jensen, depois que fora morar com ele. Como o fato dele ser extremamente organizado e se preocupar muito com sua aparência. Vestia-se impecavelmente, sempre. Ajeitava os cabelos com gel e se barbeava todos os dias antes de ir trabalhar. Às vezes, Jared sentia vontade de bagunçar aqueles cabelos e amassar a sua roupa só para vê-lo entrar em desespero. Mas claro, jamais faria isso. Eram apenas amigos agora, ou nem mesmo isso.
Quando ele, de repente, ficou três dias sem se barbear – não que Jared estivesse contando – o moreno não pôde deixar de notar o quanto a barba por fazer o deixava ainda mais sexy.
Naquela manhã, como nas demais, Jensen se serviu de café e apoiou-se no balcão da cozinha, lendo o jornal rapidamente antes de sair para o trabalho. Jared estava sentado na cadeira, com sua xícara de café em cima da mesa, e o observava pelo canto do olho, fingindo que encarava a xícara, como quem não quer nada.
Jensen riu de algo que leu no jornal, então se aproximou por trás de Jared e se inclinou, colocando o jornal em cima da mesa para que o moreno lesse o artigo. A cabeça de Jensen ficou sobre o ombro de Jared e ele comentava algo sobre o artigo e ria, mas como Jared poderia prestar atenção com toda aquela proximidade e ainda sentindo a respiração do outro em seu pescoço?
- Você não achou engraçado? – Jensen perguntou, tirando o moreno dos seus devaneios, mas sorriu ao perceber o quanto o tinha deixado desconsertado ao se aproximar daquele jeito, e deu-se por satisfeito ao perceber que sua pele tinha se arrepiado.
- Hã? Ah... Claro! – Mas Jared nem sequer tinha lido, não sabia nem do que o loiro estava falando.
- Você quer uma carona pra fisioterapia? – Jensen pegou o jornal de volta e perguntou, seu rosto ainda próximo de Jared.
- Eu... – Jared engoliu em seco ao olhar diretamente para os lábios de Jensen, que estavam a menos de trinta centímetros de distância. – Não, eu vou depois, pode deixar. – Jensen se afastou e Jared olhou para baixo, torcendo para que Jensen saísse logo e não percebesse o volume em suas calças.
- Tem certeza? – Jensen olhou discretamente e fez de conta que não percebeu o estado em que o moreno tinha ficado.
- Aham.
- Ok. Até mais tarde, então.
À noite, quando Jensen voltou para casa, os dois jantaram juntos e assistiram a um jogo de baseball. O loiro ainda ficou acordado, lendo um livro sobre medicina, quando Jared foi se deitar.
Já era tarde quando decidiu ir para cama, mas ao passar em frente à porta do quarto do moreno, não resistiu e abriu a porta, percebendo que Jared não a trancava.
Assustou-se ao ouvir alguns sons estrangulados e se aproximou da cama, achando que Jared estava tendo um pesadelo. Mas quando pensou em acordá-lo, percebeu que os sons não passavam de gemidos, e pelo jeito com que o mais novo estava suado e se contorcia, logo deduziu que se tratava de algum sonho erótico.
Sorrindo, Jensen se deitou na cama, embaixo do cobertor e chegou bem próximo. Levou sua mão suavemente até a virilha do moreno e percebeu que estava certo... Jared estava de pau duro, e empurrou o quadril contra sua mão quando Jensen o tocou por cima da cueca.
- Ahh... Jen... – Jared gemeu seu nome e Jensen por um minuto achou que ele tivesse acordado, mas não, ele continuava sonhando.
- Sonhando comigo, hã? – Jensen sorriu ainda mais e passou a língua pelos lábios. Então encostou seu corpo ainda mais no do moreno, e colocou a mão por dentro da cueca, envolvendo o membro dele com sua mão.
Sentiu Jared se encostar mais em seu corpo e gemer com o contato, então passou a massagear seu pênis devagar, aumentando o ritmo conforme os gemidos do moreno também aumentavam.
Jared tinha os olhos fechados com força e sua boca entreaberta era convidativa, mas Jensen apenas ficou ali, masturbando-o e observando suas expressões de prazer. Não demorou para que o moreno gozasse na mão de Jensen, o corpo dele estremecendo em seus braços.
Jensen limpou sua mão nos lençóis, puxou a cueca de Jared para cima e o abraçou por trás. O moreno se aconchegou no abraço, com a respiração ainda um pouco ofegante.
- Jen? – Jared de repente virou um pouco o rosto, para se certificar que ele estava mesmo ali.
- Shhh... Pode voltar a dormir agora. – Jensen sorriu e beijou seu pescoço, com carinho.
Logo pôde ouvir o ressonar calmo do seu menino, então saiu da cama, com cuidado para não acordá-lo e foi até o seu quarto. Tirou a roupa, ficando somente de cueca e deitou-se em sua cama. Deslizou sua mão pelo próprio peito e barriga, então tocou seu membro por cima do tecido da cueca, sentindo sua ereção pulsar.
Sua vontade era de voltar ao quarto de Jared e fodê-lo até não aguentar mais. Mas tinha prometido respeitar seu espaço e já tinha sido invasivo demais naquela noite. Teria que ir devagar... Muito devagar. Pensando nisso e se lembrando dos gemidos do moreno, passou a masturbar-se com urgência e gozou em poucos minutos, com a imagem de Jared tendo um orgasmo em sua cabeça.
Continua...
