A figura alta e ameaçadora entrou sala a dentro, fechando a porta atrás dele rapidamente. Virou-se lentamente e Isabella quase engasgou a reconhecer seu marido sob sua pesada roupa. Ele seguiu o som de sua reação e quase a repetiu quando a viu sentada, iluminada pelo brilho do fogo, com o cabelo caído sob seus ombros e descendo sob suas costas, segurando um bebê com ela. Ele ficou estático e mudo.
Bom Deus todo poderoso, Edward, como sempre, cheio de surpresas! - Jacob deu-lhe um tapinha nas costas -. Você quase leva um tiro, seu grandessíssimo filho da puta! O que deu em você para regressar para casa na noite em que temos a primeira grande nevasca da temporada?
Edward balançou a cabeça como se quisesse limpá-la.
Eu ... eu não sabia que o tempo ia ficar tão ruim até que eu cheguei no meio do caminho para o rancho – sem afastar os olhos de sua esposa.
Estamos felizes que você tenha chegado em segurança, Edward - Sue olhou para ele com carinho e ele devolveu um sorriso afetuoso.
Eu acho que foi uma loucura, mas estou feliz em vê-lo, de qualquer maneira - Leah foi até ele com os braços estendidos. Embora ainda estivesse com raiva dele, por ter abandonando Isabella, tinha muito carinho por ele para negar-lhe uma recepção amorosa.
Bem, olhe para você, cunhadinha - exclamou divertido -. Vejo que já recuperou a forma, então, deixe eu lhe dar um abraço antes que Jacob a engravide novamente - tomou-a em seus braços em um abraço de urso, apesar de seus protestos.
Venha ver o que fizemos - disse ela, livrando-se de seu abraço.
Charliejamin descansava em um dos berços perto da lareira, onde os bebês dormiam durante o dia, quando os seus irmãos e irmãs permitiam. Edward debruçou-se sobre o berço e hesitante acariciou a bochecha do bebê.
Quem é este? - sussurrou.
Este é Charlie - Sue disse com orgulho.
E esta é Isabella - Leah disso, voltando-se para a gêmea que sua cunhada sustentava em seus braços.
Isabella não tinha sido capaz de se mover ou falar, mas teve tempo de recuperar sua calma, enquanto os outros saudavam o recém-chegado na sala, atordoando-a em silêncio. Edward havia desamarrado o lenço que o protegia do vento gelado e da neve, e correu os cabelos rebeldes ainda úmido de neve com os dedos longos, antes de tirar o casaco ao cruzar a sala até o berço para ver Charliejamin. Ele parecia magro e cansado. A barba em seu rosto era de, pelo menos, um dia.
Mas ele era Edward. E estava aqui.
Edward se ajoelhou na frente de sua cadeira de sua esposa. Cravou um olhar eloquente por cima da cabeça do bebê para aqueles olhos cinza. A comunicação silenciosa era mais pujante entre eles do que as palavras.
Isabella trouxe a bebê ao mundo, por isso levou o nome de sua tia -disse Sue.
Você fez o parto do bebê? - perguntado Edward, suavemente, incrédulo.
Isabella assentiu e virou o pequeno pacote para ele. Edward pegou a pequena mão do bebê na sua e sorriu quando o bebê fez o movimento para sugar seu dedo.
Antes de se levantar, olhou atentamente para Isabella, mais uma vez, e virou-se para seu irmão.
Ironicamente, abriu os braços, olhou para um céu imaginário e perguntou:
Isso não tem fim? Gêmeos! - abriu um largo sorriso e bateu nas costas de Jacob, felicitando- o -. Isso merece uma comemoração, não?
Pode apostar. Eu nem sequer comemorei corretamente. Esperei para quando você chegasse.
Está com fome, Edward? - Sue perguntou a ele.
Mais tarde - disse Edward -. Preciso me aquecer um pouco. Lá fora está tão frio que congela até seu ... bem, está muito frio - terminou sem convicção, e todos riram.
Jacob e Edward dividiram alguns goles de uísque, enquanto Jacob informava sobre o rancho e Leah e Isabella colocavam os bebês no quarto que compartilhavam com os pais. Sue beijou Jacob e Edward por sua vez, e desculpou-se por se retirar.
Um pouco mais tarde, Leah disse -: Edward, por favor, me perdoe, mas você não tem ideia de como gêmeos pode ser desgastante. Vejo você na parte da manhã e você pode me dizer tudo o que está acontecendo em Austin - ela se inclinou e beijou sua bochecha. Ele bateu em seu traseiro com a palma da sua mão -. Edward Cullen, meu marido está sentado bem ali - disse ela, fingindo-se indignada.
Sim! Vamos fazer alguma coisa para ele realmente ficar com ciúmes.
Você é incorrigível!
Sim, mas você me ama - sorriu dando-se por vencedor.
Um pouco - ela admitiu, suprimindo uma risada -. Você vem, Jacob?
Em um minuto - respondeu seu marido, fingindo ignorar a expressão exasperada que ela lhe dirigiu da porta do salão.
Estou faminto - a voz de Edward era baixa -. Isabella, você poderia me trazer algo para comer?
Ao invés de fazer uma cena na frente de Jacob, ela acenou com a cabeça tão bruscamente e rumou para a cozinha.
Aqueceu a sopa que ainda estava no fogão, cortou fatias grossas do pão cozido naquela tarde, encheu uma xícara fumegante de café e, para finalizar, acrescentou uma fatia grande de torta de maçã que ela havia feito, na bandeja.
Os homens falavam baixinho, com as cabeças juntas quando ela voltou, e pararam abruptamente quando a viram. Uma troca de olhares passou entre eles, e ela entendeu que iriam continuar aquela conversa mais tarde.
Jacob! - o resmungo veio da direção de seu quarto -. Por favor, venha para a cama, estou com
frio.
Jacob se levantou e jogou seu charuto na lareira. Ele esticou seu longo corpo e deu um bocejo
exagerado.
Os bebês têm apenas três semanas de idade e essa mulher já não pode manter suas mãos longe de mim - encolheu os ombros fingindo desamparo e suspirou - O que eu posso fazer fazer? - piscou para Edward e entrou no corredor em direção à esposa que o espeava.
Edward riu quando ele voltou sua atenção para a bandeja. Isabella quase a deixou cair na mesa baixa diante da poltrona perto do fogo. Se ele percebeu o clamor barulhento e violento de pratos, não demonstrou. Bebeu várias colheres da sopa fervente, ignorando-a completamente. Irritado por sua calculada indiferença, ela virou e se dirigiu para o corredor.
Isabella.
Era difícil encará-lo, mas ela sufocou sua raiva e voltou-se em sua direção -: Sim?
Ele a observou por um instante enquanto estava emoldurada contra a escuridão do salão. Isabella estava preparada para um ataque, mas sua postura militante foi desarmada pela vulnerabilidade que ela transmitia em sua bata de lã branca e chinelos. Com aqueles cabelos escuros que caíam em cascata pelas costas, mais parecia uma boneca de porcelana.
Como você está?
Ela cruzou os braços sobre o peito e riu sem graça.
Não acredito, nem por um momento, que você se preocupe com meu bem-estar, mas, como me ensinaram, responderei educadamente. Estou bem e você?
Ele ergueu uma sobrancelha em surpresa ao ouvir seu tom de voz.
Eu estou bem, mas por favor, deixe de falar por mim. Eu me importo... com você.
Então eu só posso supor que todas as suas mensagens e cartas foram extraviadas - odiou o sarcasmo em sua voz, mas ela estava com raiva, tinha esse direito, e ele merecia isso -. E o que você me diz sobre os seus "negócios" em Austin, foi tudo bem?
Ele olhou para a bandeja rapidamente.
Um pouco, sim - respondeu em tom cortado. Sua própria raiva não estava longe de aparecer.
Sem dúvida, você está satisfeito. Então, acho que vou para a cama agora. Hoje levamos as crianças para a neve e estou cansada.
Sim, vá. Eu limpo tudo quando terminar.
Tenho certeza de que Leah vai gostar disso.
Edward não olhou para ela enquanto murmurava uma resposta. Parecia abatido, suas bochechas estavam cavadas e havia linhas ao redor de sua boca. Seus olhos estavam enfatizados pelas sombras que a luz do fogo lançava em seu rosto. Isabella freou a tentação de ir até ele. Em vez disso, ela caminhou pelo corredor escuro até o quarto.
Acabara de aquecer debaixo das cobertas onde seu corpo se amontoava, quando ouviu a porta do quarto se abrir. Edward entrou, fechando a porta atrás dele.
Ela se sentou rapidamente, puxando os cobertores até o queixo.
O que você pensa que está fazendo? - perguntou.
Edward nem sequer olhou para ela quando se sentou na poltrona e começou a tirar suas botas.
Se bem me lembro, este é o meu quarto na minha casa. Está uma noite muito fria, e não tenho vontade alguma de procurar outro lugar para dormir. Se ofende a sua sensibilidade dormir comigo e atrapalha seu sono, então sugiro que você encontre uma outra cama, porque esta é minha.
Tinha tirado as meias, a camisa e o topo da cueca aparecia, pois estava trabalhando na fivela do cinto. A luz do fogo pegou os tons dourados nos pelos que cobriam seu peito.
Isabella virou-se de encontro aos travesseiros e correu para o outro lado da cama, colocando-a de costas para ele. Ela ouviu suas calças caindo no chão, seguidas pelo som suave de sua cueca. Não! Ele não podia dormir assim numa noite tão fria! Atravessou o chão do quarto e jogou mais alguns troncos no fogo da lareira, depois foi até o baú ao pé da cama. Levantou a tampa, que rangeu um pouco, e tirou algo. Não se atrevia a olhar. Atirou o que quer que estivesse sobre a cama.
Sam fez isso para mim, e vai nos manter quente como uma torrada.
Entreabriu os olhos e viu que era uma espécie de cobertor de peles. Fechou os olhos rapidamente quando o ar frio correu sob as cobertas levantadas, enquanto a cama caía com o peso de Edward.
Boa noite, Isabella - disse ele.
Ficou imóvel e não respondeu. Ele riu e se afastou dela, acomodando-se no casulo quente da cama. Não passaram muitos minutos até que ela ouvisse a respiração uniforme do sono de seu marido.
Ela não conseguiu dormir por muito tempo.
* * *Em algum momento durante a noite, eles ficaram frente à frente. Se foi pelo calor ou algo que Isabella não queria nomear, ela acordou deitada contra o peito de Edward, seu braço pesado aprisionando-a, suas pernas entrelaçadas.
Isabella ficou imóvel, saboreando a proximidade do corpo ao lado dela. Os cabelos faziam cócegas em seu nariz quando seu peito subia e descia suavemente sob sua cabeça. Podia sentir a respiração de Edward no topo de sua cabeça. O som abafado de seu coração ecoou em seu ouvido.
Com medo de se mover por receio de acordá-lo, seus olhos vagavam o máximo que podiam e se deleitavam em sua leitura. O fogo na grelha estava quase extinto, mas um pequeno tronco estalou e iluminou o quarto escuro, brevemente. Isabella viu o peito largo de Edward sob sua cabeça, os pelos que começava em seu pescoço, afilando-se por uma linha fina e sedosa em seu estômago.
Hesitou apenas um momento, mas ergueu a mão e, colocando-a contra ele, começou a traçar lentamente o padrão de cabelo em seu peito musculoso, pelo abdome achatado, e descansou a mão ali, incapaz de continuar sua exploração. Só então notou que a respiração acima da cabeça não estava mais firme e os batimentos cardíacos sob sua orelha eram mais rápidos. Ela levantou a cabeça rapidamente e encontrou os olhos âmbar brilhando na luz do fogo.
Ah, Isabella, Isabella - seu nome era meio suspiro, meio gemido antes que a boca de seu marido se derretesse na dela.
Ele a beijou com fome, descontroladamente, enquanto suas mãos procuravam a bainha de sua camisola e a elevava até sua cintura, e quando se deu conta, estava completamente nua.
Edward olhou profundamente em seus olhos brilhantes e levantou sua mão. Beijou a palma ardentemente, provocando-a com a língua. Sem tirar os olhos dos dela, puxou a mão por baixo das cobertas e colocou-a sobre a sua masculinidade já completamente dura. Estudou sua reação, temendo que ela fosse repelida, observou a ponta de sua língua desaparecer entre seus lábios depois de molhá- los nervosamente e sentiu ciúmes do ato.
"Não tenha medo de amar este homem", disse Sue a ela. "Não tenha medo". Seus dedos delgados se fecharam suavemente em torno do eixo quente com sua pele de veludo esticada. Dedos curiosos, exultantes por suas descobertas.
Edward arqueou as costas. Sua cabeça voltou-se em um gesto de exuberante emoção. Então, seu queixo baixou e procurou os lábios de Isabella novamente. Seus olhos dourados brilhavam de excitação.
Toque-me, Isabella, toque-me até que eu morra de prazer e não possa mais suportar - sua voz era ofegante e desigual.
Encorajada por seu apaixonado apelo, ela acariciou e acariciou até encontrar a ponta lisa lubrificada com o precioso néctar de seu desejo. "
Oh, Deus - ele gemeu quando se abaixou sobre ela e tomou sua boca sob a dele. Suas mãos se encontraram e massagearam-nas em ritmo de suas próprias carícias. Apertou suavemente seus seios, enquanto seus polegares apreciavam os mamilos excitados.
Para Isabella, cada vestígio de relutância, dúvida e desconfiança desapareceu quando ela percorreu os mistérios do corpo de seu marido. O instinto instruiu-a nas melhores maneiras de
mostrar sua admiração, e ela foi recompensada com suas palavras urgentes e sussurradas de louvor e encorajamento. Suas mãos deslizaram sobre os músculos firmes dele, para baixo as coxas duras, para cima as costas firmes. Ela o tocou sem medo. Imitando-o, ela o beijou apaixonadamente, usando sua boca e língua para explorá-lo completamente.
Sua boca e dedos eram suaves estimulantes que a atormentavam impiedosamente. Implacavelmente, eles se arrastavam pelo pescoço, peito e estômago, até que ela estava fazendo pequenos gemidos entrecortados que surpreenderam a ambos.
Coloque suas mãos ao redor do meu pescoço - Edward instruiu enquanto se erguia sobre ela. Seus dedos encontraram sua feminilidade úmida, flexível e vibrando. Isabella se apertou ao redor de seus dedos como pétalas quentes e fechadas, quando entraram naquele paraíso. Ele os retirou por uma fração e acariciou-a levemente, mas o simples toque a atingiu como um relâmpago.
Seus olhos se abriram surpresos e ela começou a se contorcer incontrolavelmente.
Edward... - ofegou.
Ele substituiu os dedos procurando por seu eixo tumescente. Guiado por sua própria mão, ele se esfregou contra ela, naquele ponto mágico, até que ela imaginou não ser capaz de suportar o prazer por mais tempo. Sentiu-se inchada, estendendo a mão para ele, abrindo, apertando, morrendo em pequenas mortes até conhecer sua plenitude, completamente.
Edward, que antes se vanLeahva de sua proeza sexual, aprendeu da mulher que se movia com ele em um ritmo tão perfeito, que não sabia nada sobre fazer amor. E teve que ser uma jovenzinha inexperiente, cujo rosto mostrou radiante de alegria ao alcançar um prazer infinito, que acabou por ensinar-lhe que era mais gratificante dar do que receber. Então ele a encheu completamente, dando- lhe tudo de si mesmo, não deixando espaço para a frustração e o medo que pudesse ter acontecido entre eles. Aquilo era passado.
Ela se agarrou a ele tenazmente, combinando seu ardor, seus ferventes beijos se aprofundaram, enquanto ele mergulhava nela. Naquele momento mágico, eles se encontraram em um plano onde a alegria substituiu a tristeza, a confiança reduziu a incerteza à insignificância, a união conquistou a solidão e a indecisão tornou-se compromisso.
Depois do orgasmo, abraçaram-se firmemente, ainda incapazes de compreender a agitação das emoções que continuavam a correr através deles. Edward olhou o rosto de Isabella e afastou os cachos de ébano que caíam em suas têmporas. Saciado, deslizou seu corpo para baixo para acomodar sua cabeça em seus seios. Beijou-os levemente por sua vez, passando a língua sobre os mamilos rosados, inchados e excitados pelo recente ato de amor.
Linda... Minha linda mulher - suspirou.
Deitou a cabeça naquele acolhedor travesseiro. Estava quase adormecido, arrastado pela fragrância de sua pele de orvalho, quando parecer ter ouvido uma voz vindo de longe e sussurrando, "Edward, eu te amo".
* * *Continuou a nevar até o meio-dia do dia seguinte. O acumulo de neve era superior a seis polegadas, o que era incomum para aquela parte do Texas. O mundo, do ponto de vista daqueles no rancho de Keypoint, parecia estar coberto por um vasto cobertor, branco, limpo, imaculado e macio.
O quarto ocupado por Isabella e Edward estava fora dos limites para os outros ocupantes da casa. Quando os dois não chegaram ao café-da-manhã, e Leah percebeu que o casaco de Edward ainda estava pendurado no suporte ao lado da porta - evidência de que ele não havia saído para o barracão na noite anterior - ficou emocionada. Proibiu Jacob e todas as crianças de irem a qualquer lugar perto do quarto. Jacob se divertiu com sua proteção, mas ao mesmo tempo feliz por seu irmão finalmente estar dormindo com sua bela e abandonada esposa. Mais tarde, iria mexer com Edward, mas longe da audiência de Leah.
As duas pessoas no quarto fechado estavam totalmente despreocupadas sobre qualquer outra pessoa na casa. Na verdade, eles não tinham sequer pensado neles, tão absorvidos estavam entre eles mesmos. Depois de dormir por um tempo, conversaram longas horas sobre si mesmos. Isabella contou-lhe sobre sua infância solitária com um pai distante, nunca afetivo. Edward, por sua vez, lembrou de Charlie, e de seu amigo Alex.
Nos meses em que se conheceram, nunca haviam discutido coisas pessoais, exceto por aquela breve conversa na biblioteca de Coronado. Agora eles falavam de trivialidades - preferências alimentares, coisas favoritas, aversões e medos, aniversários - revelando os pedaços de si mesmos que os tornavam o que eram.
No início da tarde, houve um toque de leve na porta. Os corpos entrelaçados na cama moveram- se de má vontade, ressentidos de qualquer coisa que os separasse por mais de centímetro. Edward murmurou para si mesmo quando saiu das cobertas e cruzou a porta. Ele estava completamente desavergonhado de sua nudez, e Isabella glorificava seu físico com interesse igualmente descarado.
Quem é? - perguntou ele atrás da pesada porta.
Não houve resposta. Ele abriu uma fenda da porta e espiou ao redor dela. Ninguém estava lá.
Então, começou a rir.
Isabella sentou-se, intrigada com sua risada. Ajoelhou-se e pegou uma bandeja cheia de comida e bebida. Fechou a porta com o pé antes de levar o almoço à cama.
Isabella viu um prato de ovos leves e macios, fatias grossas de presunto, biscoitos e tortilhas com manteiga derretida, um bule de café e até um decantador de uísque, além de pratos, guardanapos, talheres e copos.
Lembre-me de agradecer a Leah mais tarde -, Edward disse enquanto mordia uma tortilha. Comeram até que ficaram satisfeitos, e ele tirou a bandeja da cama. Eles tinham aberto as cortinas, mais cedo, para apreciar a visão das colinas cobertas de neve. Agora ele foi até as janelas e fechou as cortinas, escurecendo o quarto.
Ele se esticou como um gato de montanha preguiçoso e bocejou amplamente.
Estou entediando você? - Isabella perguntou maliciosamente enquanto enrolava um cacho em torno de seu dedo, em seguida, deixou que caísse precariamente perto do seio.
Seus passos, apressados por causa do frio, diminuíram quando ele se aproximou da cama. Colocou um joelho no colchão, olhou-a provocativamente e disse -: Talvez... O que você vai fazer para remediar a situação?
O rosto corado de Isabella tornou-se perverso quando ela replicou:
Nada! - virou para o lado oposto da cama, proporcionando-lhe uma visão irrestrita de suas costas lisas e desnudas.
Ele riu antes de cair ao lado dela e agarrar um punhado de cabelos. Enrolou-o em torno de seu punho, puxando-a inexoravelmente até que ela foi forçada a rolar contra ele. Não tinha certeza de como isso aconteceu, ela se descobriu em cima de seu peito, suas pernas escarranchando-o.
Edward! - exclamou ela, tentando desprender-se dos braços que lhe prendiam as costas.
Suas lutas apenas ampliaram seu sorriso. Ele arriscou tirar um braço de suas costas para acariciar sua cabeça em sua mão e forçar seu rosto para baixo para receber seu beijo ardente.
Por fim, ela afastou-se dele e sentou-se. Ele ficou deslumbrado com os seios que estavam suspensos na frente dele. Com um dedo indicador, ele deslizou sobre os mamilos de seus seios, circundou-os vagarosamente, em seguida, provocou as pontas. Observou sua resposta imediata em reverência, intrigado e enfeitiçado.
Edward, eu ... oh ... o que eu ... por favor ...
Faça o que quiser - disse ele antes de erguer a cabeça e passar a língua por cima de seus mamilos intumescidos.
Mas eu...
O que quer que pareça certo para você, Isabella - respirou enquanto suas mãos deslizavam para baixo de suas costelas, apoiando em seu quadril. Seus polegares encontraram o ninho escuro no centro de sua feminilidade e pressionaram círculos hipnóticos sobre ele. Impossível ignorar, o eixo duro pressionado sob ela. Suas mãos acariciaram suas coxas enquanto ela acomodava seus joelhos, apoiando-se apenas para montar seu pênis com vontade.
Meu Deus - ele sibilou entre dentes cerrados. Jogou a cabeça no travesseiro. Isabella se balançou sobre ele, movendo-se para cima e para baixo, deleitando-se com a sensação dele dentro dela. Passou seus dedos através da esteira de pelos em seu peito, provocando o duro mamilo marrom.
Quando ela se cansou, deitou-se sobre seu peito. Seus lábios procuraram as áreas sensíveis de seu rosto e pescoço, mordiscando-os, acariciando-os com beijos leves.
Suas mãos apertaram as costas de suas coxas enquanto seus dedos acariciavam as dobras úmidas de Isabella entre eles. Não podia suportar mais, e a erupção veio. Ele a encheu, derramando- se dentro dela com a lava quente que chegava aos cantos mais secretos de seu corpo.
Depois, ajoelhada ao lado dele, limpou o resíduo de seu amor do corpo de seu marido com uma toalha quente e úmida.
Ele bocejou novamente quando ela deixou cair a toalha no chão. Riu quando roçou seus lábios com os dele, e perguntou -: Entediado de novo?
Ele sorriu.
Não, estou esgotado - confessou -. Venha aqui.
Ele a puxou para dentro das cobertas e se aconchegou contra ela. Os cabelos em seu peito lhe faziam cócegas nas costas e seu braço pesava em sua cintura. Ela se aproximou ainda mais. Ele a beijou no ombro antes que ambos dormissem profundamente, e nem ao menos sonharam. Os sonhos tinham deixado de ser necessários.
* * *Edward ajoelhou-se em frente à lareira, persuadindo as brasas que morriam em um brilho vermelho, acrescentando pequenas toras até que elas acendessem e se inflamassem. Envolveu o cobertor de pele ao redor dele para afastar o frio. Isabella não conseguia ver nenhuma luz entrando pelas bordas das cortinas. Anoitecia.
Ela pegou seu roupão descartado e deslizou para dentro dele, quando saiu da cama. Seus pés descalços tocaram o chão frio e ela correu para a lareira e se agachou ao lado de Edward.
Ei, você vai congelar, por que você não ficou na cama? - correu suas mãos rapidamente para cima e para baixo seus braços para aquecê-la.
Porque você não estava lá - respondeu honestamente, seus olhos refletindo o fogo brilhante.
Impulsivamente, ela o beijou nos lábios.
Ele envolveu seus braços em torno dela e puxou-a para baixo no tapete em frente à lareira. Olhou para as chamas, mas nem falou por um momento. Acariciou o comprimento de seu cabelo distraidamente enquanto seu queixo descansava no cocuruto de sua cabeça.
Edward?
Hum?
Você não imagina como eu estava assustada com você da primeira vez que eu o vi.
Apavorada comigo? - ele pulou para trás e perguntou com desdém. Havia um brilho de maldade em seus olhos.
Você estava esparramado, inconsciente, na parte de trás daquela carroça, e eu nunca tinha estado perto de um homem que fosse tão ... viril ... ameaçador ... Eu não sei, mas você me intrigou. No dia em que você entrou no meu quarto, tive medo de desmaiar.
Eu também me senti atraído por você, desde o primeiro momento - confessou Edward -. Pepe me explicou que eu me apresentei de uma maneira um tanto... indecorosa - acrescentou com uma risada maliciosa -. Pretendia apenas intimidá-la, porque você me pareceu uma ameaça a mim mesmo.
Eu? - perguntou Isabella -. Por que você diz isso?
Edward pegou um charuto, acendeu e expulsou o fumo lentamente. Isabella se dispôs a escutar com atenção. Havia chegado o momento de explicar a razão de tê-la tratado com tanto ódio e desprezo durante os primeiros meses de casamento.
Estava furioso com você, Isabella - disse Edward, por fim -. Não era nada pessoal. Eu teria reagido da mesma maneira por qualquer mulher que tivesse atravessado meu caminho. Discuti com Charlie na noite em que ele morreu. Ao invés de iniciar a conversa explicando seus planos sobre o nosso casamento, começou com um sermão sobre a minha conduta desordenada e as terríveis consequências que poderia acarretar no futuro. E me disse: "você já não é um menino, Edward. É mais do que hora de deixar de se comportar como um adolescente irresponsável e assentar sua cabeça antes que destrua seu futuro e acabe com tudo que um dia você vai herdar".
Edward jogou a cinza do charuto na lareira. Isabella ficou calada. Queria saber o que acontecera naquela noite, por que Edward a odiara por tanto tempo.
"Com a única intenção de contradizê-lo - Edward continuou -, contrapus cada ponto que ele sugeria, até que ele perdeu a paciência e me jogou na cara que a moça, que seria nossa hóspede, e que eu deveria buscar naquela plataforma de trem, em Austin, era a mulher que ele tinha escolhido para mim, como minha esposa. Cansado de ver que eu não me decidia por mim mesmo, ele tomou as rédeas da situação e arrumou, por vontade própria, uma esposa. Enfatizou o fato de que você não sabia de nada disto, porque eu me referi a você como uma oportunista, juntamente com alguns adjetivos nada adequado para um cavalheiro".
Edward afastou os olhos das chamas dançantes e olhou-a atentamente. Sua mão segurou a parte de trás do pescoço de Isabella e seu polegar acariciou seu queixo.
"Veja bem, Isabella, toda a minha vida, meus pais me usaram como um peão para machucar um ao outro. Se eu fizesse algo para agradar um, isso enfurecia o outro. Se eu ia para Keypoint, que eu amava, minha mãe ficava enlouquecida, durante semanas, depois que eu voltava para Coronado. Minha infância e adolescência foram uma grande batalha para ver quem tinha a maior influência sobre mim. Quanto mais velho eu ficava, menos eu me importava. Para o inferno com todos os outros. Não gostei de ter uma esposa escolhida para mim, especialmente quando eu não tinha certeza de que tipo de relacionamento ela tinha tido com meu pai".
Isabella estava cheia de amor e pena deste homem tão complexo que era seu marido. Não admirava que ele tivesse reagido ao seu aparecimento com ódio e ressentimento.
Acho que estou vendo como você deve ter ficado extremamente confuso - então, com um desabafo que o surpreendeu, ela disse em voz baixa: - Quer saber por que aceitei o convite de Charlie para viajar até aqui? - Edward não respondeu, mas sentiu no seu silêncio que este era o cerne da questão, que o atormentou por tanto tempo.
Ela suspirou e olhou fixamente em suas mãos enquanto plissavam a saia de seu roupão.
Edward, nunca houve nada entre o seu pai e eu. Não poderia estar mais errado se você pensou assim. Gostei dele, porque ele era arrojado, atraente e interessante. Para alguém que viveu em uma pequena paróquia, com um casal cheio de princípios, mas ingênua demais em seu mundo tão pequeno, ele era como um personagem de um dos meus livros de romance. Claro, aceitar seu convite para vir ao Texas para visita-lo era impensável, e eu nunca teria feito isso, se não tivesse acontecido uma coisa ruim, poucos dias após a partida de Charlie.
Seus lábios tremeram, ligeiramente, ao se lembrar do ataque de Alec . Com um calafrio e bem nervosa, Isabella contou.
Acredite em mim, que... as razões para minha partida foram justificadas.
Edward segurou o queixo de Isabella, dando-lhe confiança.
O que aconteceu para fazer você querer deixar sua casa?
Ela tentou se afastar, mas ele foi inflexível. Não soltou seu queixo, e forçou-a a encontrar seus olhos penetrantes.
É... eu ... Isso é tão importante para você? - lamentou Isabella.
Sim.
Novamente ela tentou baixar os olhos, e novamente ele a segurou rapidamente.
Por favor - implorou em um sussurro.
Lentamente ele aliviou a pressão de seus dedos e sua mão caiu. Isabella virou de costas para ele para olhar para o fogo.
Havia um homem - disse ela -. O nome dele era Alec Keller, ele ... os Prathers pensavam que deveríamos nos casar, eu disse a eles inúmeras vezes que eu não suportava a ideia, mas... - sua voz se arrastou e ela respirou profundamente.
"Atrevo-me a contar a Edward todo o resto? Será que ele ia se afastar com nojo, e culpá-la como seus guardiões tinham feito?"
Vá em frente - disse Edward atrás dela.
Hesitante, relatou o ataque de Alec , o erro de julgamento dos Prathers, sua inabilidade em convencer e persuadir seus guardiães, reiterando que o ministro estava mentindo. De verdade!
Depois disso, eu tive que ir embora - terminou rouca.
Durante pelo menos um minuto inteiro, um pesado silêncio pairava sobre eles. Ela levantou os joelhos e apoiou a testa contra eles. Não queria saber o que Edward pensava sobre ela. No entanto, teve que lhe dizer a verdade.
O movimento de Edward foi tão súbito que ela se assustou ele ficou de pé. Virou a cabeça, e viu que seu marido alcançava o chapéu, colocando-o na cabeça. Então, enquanto Isabella olhava estupefata, ele agarrou seu cinturão de arma com a pistola firmemente fincada e amarrou-a em torno de seu quadril.
Edward, o que ... o que você está fazendo? - ela balbuciou.
Ele já tinha chegado à porta e sua mão segurou a maçaneta. Olhou-a por cima do ombro, e ela pôde ver os planos em seus olhos âmbar, que brilhavam com determinação.
Vou atrás daquele filho da puta para matá-lo.
Apesar da seriedade de sua fala, um sorriso torceu os lábios de Isabella e então estourou em riso encantado.
Assim? - perguntou, seus olhos brilhando com novo amor. Edward havia se importado! Ele não estava bravo com ela, mas com Alec .
Ao ouvir as gargalhadas de sua mulher, ficou furioso.
Edward, de repente, percebeu a imagem que ele apresentava. Então, olhou para si mesmo. O cinturão em seu quadril era sua única vestimenta. Sorriu para ela timidamente sob as sombras de seu chapéu.
Você acha que ele vale a pena sair atrás dele, quase nu, em uma tempestade de neve? Os olhos de Isabella ainda brilhavam, mas ela respondeu bem séria.
Não vale a pena ir atrás dele. Alec é parte de um passado que não quero lembrar.
Livrou-se do traje ridículo e, antes de perceber, estava ao lado dela, estreitando-a em seus braços.
Vou matar qualquer um que toque em você outra vez, eu juro - sussurrou em seu ouvido, antes de pousar os lábios dele sobre os dela, em um beijo ardente que a marcava como sua. Suas bocas se fundiram calorosamente. As línguas se procuraram, se encontraram, tomaram e deram tudo deles mesmos.
Os dedos de Isabella enroscaram-se nos cabelos de Edward, em uma desordem selvagem em volta de sua cabeça e permitiu deixar sua boca livre.
Edward, você deve acreditar que minha atração por Charlie não era sexual. Nunca foi! Para mim, ele representou o pai amoroso que eu nunca tive. Desde aquele dia em que eu vi você emoldurado na porta do meu quarto, parecendo o homem mais perverso que existia nas planícies do Texas, você, só você tem dominado meus pensamentos Até você me beijar no escritório, naquela manhã, e que Esme disse que deveríamos nos casar, eu não tinha a menor ideia do que era uma mulher se sentir atraída por um homem.
Edward segurou seu rosto entre suas mãos fortes e magras, deslizando seus dedos sob seu cabelo e puxando sua boca de volta para a dele. O beijo foi lento, suave, e seus lábios cederam à terna pressão. Mas, como em todos os outros beijos, a ternura virou paixão, e quando ele a baixou para o cobertor de peles que cobria o chão, Isabella estava mais do que pronta para recebe-lo. Seu cabelo se espalhava como raios escuros de sua cabeça.
Mãos espertas abriram seu roupão e separou as dobras. Suas mãos se fecharam sobre os seios, gentilmente, mas sem deixar dúvida sobre sua posse. Sua boca mordiscou cada um dos mamilos, excitados pelas longas horas de amor, sua língua homenageava e lambia cada um deles até que brilharam úmidos na luz do fogo.
Isabella gemeu em êxtase sob sua adoração enquanto suas próprias mãos alisavam os músculos esticados de seus ombros e costas.
Seus lábios deixaram um caminho ardente em seus seios, baixou para suas costelas, em volta de seu umbigo e então baixou ainda mais, até...
Edward - cobriu seus pelos escuros com a palma de sua mão.
Ele ergueu os olhos turvos de paixão para os dela, e brilharam de excitação.
Isabella - disse roucamente -, você deve saber que eu nunca faria nada para machucá-la. Confie em mim. Quando ela ficou em silêncio, olhando para ele com olhos temerosos, suplicantes, ele repetiu -: Confie em mim.
Lentamente, Isabella assentiu com a cabeça, e não resistiu quando ele se inclinou e beijou o dorso de sua mão que cobria sua feminilidade. Seus lábios eram quentes e lhe deram o prazer mais erótico que havia experimentado. Apesar de suas cautelas, rendeu-se à boca que a explorava de maneira enlouquecedora, à língua que a provava e a satisfazia.
A tempestade aumentava sem parar, da mesma forma que Edward provocava e exigia. Entre gemidos, chamava pelo nome do marido, que tombou sobre ela para protege-la das novas sensações que a invadiam. Lauran não se sentiu satisfeita até que o sentiu em seu interior, profundo, duro, cumprido, tocando seu ventre com a essência de si mesmo. Montou-a com desejo. Cravou suas unhas em seu quadril enquanto ele alcançava o prazer mais absoluto. Deitou o rosto em seus seios e sussurrava seu nome com paixão.
Quando tudo se acalmou, não a soltou. Apoiou-se em seus cotovelos, olhou fixamente aqueles olhos cinza e percorreu seu rosto com os lábios.
Tudo isso é certo? Possível? - ofegou, referindo-se à enormidade de seu arrebatamento.
Sim, sim - murmurou contra seus lábios. Edward levantou a cabeça e seus olhos examinaram aquele rosto mais uma vez. Sua expressão era difícil de definir, mas era muito parecida com o amor.
