No capítulo anterior: Wyatt e Tala entenderam-se finalmente e começaram a namorar em segredo. Hilary, Max e Tyson encontraram Allison e ela disse que o seu príncipe encantado deveria ser Tyson. Os amigos conseguiram livrar-se dela e mentiram-lhe, dizendo que a seguir iriam viajar para Paris. Kai e Ray encontraram novamente Kylie, que explicou a sua aversão por Kai, visto que ele, no passado, não dera um autógrafo para a irmã de Kylie, que estivera doente. Para se redimir, Kai autografou uma foto sua e enviou também uma carta para a irmã de Kylie. Wyatt recebeu uma carta de Joe, que lhe enviou um bit-bicho, Foxy. Os Bladebreakers partiram para o Japão e reencontram os amigos e família. Wyatt disse a Tala que iria tratar de um projecto com Kenny, mas não revelou que projecto era.

Capítulo 21: O Projecto de Wyatt e Kenny

Kai acordou com o sol a bater-lhe na cara. Já tinham passado três dias desde que os Bladebreakers tinham chegado ao Japão. A final do torneio do Japão seria no dia seguinte. Tudo apontava para que os Bladebreakers tivessem de enfrentar os Hope Battalion na final do torneio.

Virando-se na cama, Kai viu que Ray ainda dormia profundamente. Como era costume, Ray desprendera o cabelo quando se fora deitar. Kai passou uma das suas mãos pelo cabelo do namorado e sorriu ligeiramente. Mesmo eles estando na mansão que pertencia a Voltaire, os últimos dias tinham sido calmos, preenchidos com treinos e momentos de lazer.

A mansão era bastante grande. Tinha um jardim enorme na parte da frente, rodeado por um portão alto e gradeamento alto também. Da parte detrás da mansão havia uma piscina e um campo de ténis. A mansão em si estava pintada de branco e tinha três pisos. No rés-do-chão encontrava-se a sala de estar, uns quartos, a cozinha, entre outras divisões. No primeiro piso havia quartos e casas de banho e depois havia também o sótão.

O quarto onde Kai e Ray se tinham instalado tinha as paredes pintadas de azul-escuro, uma cama larga de madeira negra, uma secretária a um canto, um roupeiro e cómodas para poderem arrumar os seus pertences e havia ainda uma porta que dava para uma casa de banho privativa. Kai continuou a passar a mão pelo cabelo de Ray, até que Ray começou a despertar. Abriu os olhos e pestanejou algumas vezes.

"Bom dia." disse Ray, ainda algo sonolento.

"Bom dia, Ray." disse Kai, dando-lhe um beijo rápido nos lábios. "Dormiste bem?"

"Muito bem." respondeu Ray, sentando-se na cama. "E tu?"

"Dormi bem, também. Desde que começámos a dormir juntos, já não tenho tantos pesadelos com o meu passado." disse Kai. "A abadia, o assalto e tudo o mais. A tua presença é calmante para a minha mente."

Ray sorriu-lhe e passou uma das mãos pela cara de Kai. Kai continuava a pintar os triângulos azuis na sua cara, mas por norma tirava a tinta antes de se ir deitar. Visto ainda ser cedo, não os tinha ainda pintado.

"Ainda bem que a minha presença te faz ficar mais calmo." disse Ray. "A tua faz-me ficar bastante feliz."

Com aquilo, Kai puxou Ray para si e beijou-o. Ray retribuiu de imediato. Agora que as coisas estavam mais calmas, tinham de aproveitar o tempo para poderem estar um com o outro e namorarem. Durante os dias em que tinham estado no Japão, Kai tivera de ir à polícia, por causa do seu depoimento sobre o assalto e a tentativa de violação a que fora sujeito.

Depois de Wyatt e Ray entregarem a gravação da conversa com Voltaire, quando ainda estavam no Brasil, Kai fora forçado a ir à polícia para prestar depoimento sobre o assalto e a tentativa de violação. Nessa altura já queria ver o avô pagar pelo que fizera, pelo que prestara depoimento de bom grado. Agora no Japão, já com Voltaire preso preventivamente, fora chamado novamente a esclarecer mais alguns factos. O processo continuava a decorrer.

Além dessa situação, os Bladebreakers tinham também ido visitar a nova escola de beyblade onde Kenny, Daichi e Zeo estavam a trabalhar. A escola tinha um espaço amplo para combates, uma sala equipada com informações sobre beyblades e as suas partes, a sala de audiovisuais, onde se podiam ver combates filmados, na sua maioria de campeonatos mundiais anteriores, entre outras coisas.

"Está muito bem equipada." dissera Kai, acenando afirmativamente.

"Sim, tem tudo do melhor." dissera Kenny. "A BBA é a dona desta escola e eu, o Zeo e Daichi ajudamos no que pudemos."

"Somos uma espécie de ídolos." dissera Daichi, sorrindo. "Vês Tyson, tu não és um ídolo."

"Pois não. Sou uma lenda." dissera Tyson, fazendo Daichi ficar aborrecido.

Wyatt e Kenny andavam agora muito juntos, a preparar alguma coisa. Porém, não queriam revelar a ninguém o que estavam a preparar.

No dia actual, Kai levantou-se e dirigiu-se para a casa de banho, para ir tomar um duche, enquanto Ray decidia dormitar mais um pouco. No quarto do lado, Wyatt já estava preparado para sair da mansão, enquanto Tala ainda estava meio adormecido. Wyatt tinha dormido na mansão nessa noite.

"Wyatt, vais sair cedo outra vez?" perguntou Tala, sonolento.

"Sim, vou encontrar-me com o Kenny." respondeu Wyatt. "Portanto tenho de ir. Ele já deve estar à minha espera."

"Outra vez? Mas tu passas mais tempo com ele do que comigo." disse Tala, com uma voz reprovadora, sentando-se na cama.

"Tala, eu e o Kenny temos de trabalhar. Ele está a ajudar-me."

"A ajudar-te a fazer o quê? Porque é que não dizes a ninguém?"

"Porque é segredo."

Tala não pareceu nada agradado com aquela situação. Ainda há pouco tempo ele e Wyatt tinham começado a namorar e já começara a existir segredos entre eles.

"Mas nós namoramos. Não devia haver segredos entre nós." disse Tala, já completamente desperto.

Wyatt aproximou-se da cama e sentou-se perto de Tala. Wyatt vestia nesse dia uma t-shirt branca e jeans, enquanto Tala ainda envergava apenas uns boxers vermelhos.

"Olha, isto não é nada de mal. É para ser uma surpresa e é por isso que eu não te digo o que é." disse Wyatt. "Mas não fiques aborrecido."

Tala cruzou os braços. Os seus olhos estavam mais gelados do que o habitual.

"Eu já estou aborrecido. Tens de me dar mais atenção, Wyatt."

"Fazemos assim. Eu agora tenho mesmo coisas para fazer mas quando eu e o Kenny terminarmos o projecto que temos para fazer, eu prometo que vou passar todo o tempo contigo."

"Wyatt, isso é uma promessa?"

"Sim. É uma promessa." respondeu Wyatt, acenando afirmativamente com a cabeça.

Wyatt inclinou-se mais para Tala e beijou-o. Quando se separaram para respirar, Tala parecia ligeiramente menos aborrecido.

"Parece que então vou ter de ir com o Kai e os outros. Eles vão encontrar-se com os Hope Battalion." disse Tala, suspirando.

"Fazes bem. Eles parecem ser boas pessoas. Agora tenho mesmo de ir. Até logo."

Dando um beijo a Tala, Wyatt saiu do quarto, enquanto Tala se recostava na sua almofada e ficava pensativo sobre em que é que Wyatt e Kenny andariam a trabalhar.

Beyblade: História de um Amor Conturbado

Mais tarde, Tyson, Max, Tala, Kai e Ray encontraram-se com Matilda, Miguel, Aaron e Claude numa esplanada de um café. Hilary tinha ficado com Daichi e Zeo na escola de beyblade. O sol brilhava intensamente no céu e o dia estava agradável, pelo que se viam muitas pessoas a passearem pela cidade.

"Então, vocês agora mudaram de nome de equipa. Fizeram bem." disse Tyson.

"Claro. Não íamos manter o nome do Barthez na equipa." disse Miguel. "Ele não merecia, de maneira nenhuma."

"Como é que têm passado?" perguntou Ray.

"Temos passado bem." respondeu Matilda. "Desde que nos livrámos do Barthez, as coisas têm melhorado. E quanto a vocês, pelo que ouvimos, também estão bem, visto que venceram o torneio da Austrália."

"Claro. Nós somos bons." disse Tyson, de modo pomposo. "E temos logo um passe directo para a final deste torneio."

"Porque é que vocês vieram participar no torneio do Japão?" perguntou Kai. "Vocês são da Europa. Devem haver lá imensos torneios."

"Sim, há muitos." respondeu Claude, abanando a cabeça. "Mas nós sabíamos que vocês iam participar neste torneio e queríamos batalhar com vocês."

"Para mostrar que agora estamos mais fortes." disse Aaron.

Os quatro membros da equipa Hope Battalion entreolharam-se, confiantes. Queriam mostrar aos Blabreakers o quanto tinham evoluído e que também conseguiam lutar e vencer sem qualquer tipo de batota.

"Mas antes de chegarem a nós, têm de chegar à final do torneio." disse Kai.

"Ora, só há mais quatro equipas em competição. Amanhã de manhã vencemos as que restarem e vamos enfrentar-vos a vocês." disse Miguel. "As batalhas serão óptimas, com certeza."

"Ainda não decidi quem vai combater." admitiu Kai.

"Pois nós já decidimos que eu fico de fora." disse Matilda. "Se chegarmos à final, as batalhas estarão a cargo do Miguel, do Aaron e do Claude."

Aaron arregalou os olhos e tocou no braço de Matilda.

"Matilda, assim estás a dar-lhes vantagem." disse ele, aborrecido.

"Oh, desculpem…" disse Matilda, encolhendo-se um pouco, envergonhada.

"Não faz mal." disse Miguel. "Não tens de estar preocupada, Matilda. Quanto a vocês, Bladebreakers, já sabem quem vamos utilizar."

Kai olhou para os outros membros da sua equipa. Tyson e Max estavam a falar entre si, Tala estava de braços cruzados, não parecendo muito contente por estar ali, mas Ray acenou com a cabeça, como que a indicar a Kai que seria justo os Hope Battalion também saberem quem os Bladebreakers iriam utilizar.

"Para ser justo, vou decidir agora quem da minha equipa vai participar no torneio." disse Kai.

Os Hope Battalion pareceram satisfeitos com aquela situação. Assim, também se poderiam preparar, sabendo com quem iriam combater exactamente. Tala, não entanto, não concordava muito com aquilo.

"Dar vantagem ao inimigo não é a melhor estratégia." avisou ele. "Não tenho nada contra vocês, Miguel e companhia, mas ainda assim…"

"Parece-me justo que se nós sabemos quem eles vão utilizar, eles também saibam." disse Ray, olhando para os outros. "Não concordam?"

Max e Tyson acenaram afirmativamente com a cabeça e Kai também já tinha concordado. Tala encolheu os ombros e não insistiu mais.

"Eu quero participar no torneio. Já tinhas prometido, Kai." disse Tyson.

"Muito bem, é verdade que tinha prometido. Então, participo eu, o Tyson e quem mais?" perguntou Kai.

"Eu não me importo de ficar de fora." disse Ray, encolhendo os ombros.

"Eu também não." disse Tala.

"Então participo eu." disse Max, sorrindo.

"Ok. Eu, o Tyson e o Max. Agora já sabem quem vamos usar." disse Kai.

"Assim as coisas estão mais equilibradas." disse Claude. "Mas vocês são todos muito bons."

"O que importa é darmos o nosso melhor e divertirmo-nos." disse Tyson.

Beyblade: História de um Amor Conturbado

À noite, os Bladebreakers e amigos reuniram-se na mansão do avô de Kai, para jantarem todos juntos. Ray, Hilary e Wyatt trataram do jantar. Tyson comeu por cinco pessoas como era costume e Daichi também. Estavam todos reunidos na sala de jantar da mansão, que era bastante grande, com uma mesa longa de madeira escura.

"Não sei como é que eles não são gordos." disse Hilary. "Comem mais do que eu e eu é que pareço que engordo. Acho que estou a ficar com peso a mais."

"Que disparate, Hilary. Isso não é verdade. Tu estás óptima." assegurou-lhe Zeo.

Hilary corou um pouco e sorriu, satisfeita.

"Não há mais?" perguntou Tyson, terminando a sobremesa.

"Não, Tyson. Comeste o que restava." respondeu Ray.

"É pena."

"Pessoal, tenho uma coisa para dizer." disse Hilary.

Todos se viraram para ela.

"Até agora tenho acompanhado os Bladebreakers, mas como membro não activo da equipa, acho que agora vou ficar aqui no Japão." anunciou Hilary.

"Oh, já não nos vais acompanhar, Hilary?" perguntou Max, desapontado.

"Sabem, passei o dia com o Daichi e o Zeo na escola de beyblade. Fazem lá um óptimo trabalho. Até aprendi a lançar um beyblade correctamente!" disse Hilary, entusiasmada. "Foi divertido. Acho que posso aprender muito e ajudar também. E assim sempre sou realmente útil."

"Se queres mesmo ficar…" disse Ray, encolhendo os ombros.

"Quero. É melhor. Eu adoro conhecer novos lugares mas não estava a fazer nada de produtivo pela equipa e assim, aqui, sinto-me útil."

Todos fizeram um brinde a Hilary, apesar de terem pena de ela não continuar a viajar com eles. Tyson, apesar de não ir admitir isso, também iria sentir a falta de Hilary a resmungar com ele.

"Obrigado por quereres ajudar na escola." disse Zeo.

"De nada." disse Hilary. "Mas quero aprender a batalhar com um beyblade."

"Não te preocupes que eu ensino-te."

Alguns minutos depois, Wyatt foi buscar o seu computador portátil. Parecia bastante satisfeito.

"Pessoal, prestem atenção." pediu Wyatt e todas as caras se viraram para ele. "Nestes últimos dias eu não vos tenho dado muita atenção porque eu e o Kenny temos estado a trabalhar num projecto."

O portátil de Kenny, que estava pousado numa ponta da mesa, mudou de imagem.

"Ei! Não se esqueçam de mim!" gritou Dizzi, do portátil.

"Certo, desculpa Dizzi. Eu, o Kenny e a Dizzi estivemos a trabalhar num projecto." corrigiu Wyatt. "Há alguns dias, eu recebi um bit-bicho e pensei em pedir ajuda ao Kenny para fazer com que o meu bit-bicho pudesse ser transferido para o meu portátil, tal como a Dizzi."

"Ah, então era isso que vocês andavam a tramar." disse Tala, percebendo agora o porquê do seu namorado ter estado tanto tempo a trabalhar com Kenny.

"Mas Wyatt, queres que o teu bit-bicho fique preso no portátil como a Dizzi?" perguntou Hilary. "Não me parece a melhor das ideias."

Kai acenou afirmativamente com a cabeça. Também concordava que prenderem de propósito um bit-bicho num portátil não era algo bom.

"Tens a certeza do que vais fazer?" perguntou Tyson. "Depois já não o vais conseguir tirar de lá, como aconteceu com a Dizzi."

"Aí é que está. Eu não queria que o meu bit-bicho ficasse para sempre preso no meu portátil. Por isso, eu, o Kenny e a Dizzi criámos um adaptador. Assim, insiro o bit no adaptador e ponho-o no portátil. O bit-bicho fica transferido para o computador." explicou Wyatt, mostrando um adaptador pequeno, com um buraco no meio, para se inserir o bit. "Quando eu quiser ficar com o bit-bicho no beyblade, é só tirar o bit do adaptador e aplicá-lo no beyblade."

Os outros entreolharam-se, surpreendidos. Se assim era, parecia ser efectivamente uma boa ideia e bastante útil também. Kenny sorriu, satisfeito.

"Ena, isso é óptimo." disse Max.

"Deve ter dado imenso trabalho." disse Tyson.

"Mas deve valer a pena." disse Kai, abanando a cabeça.

"Mostra lá o bit-bicho no portátil." pediu Zeo.

Wyatt pôs o bit no adaptador e ligou-o ao portátil. Em poucos segundos, ouviu-se uma voz. Era mais profunda do que a voz de Dizzi, mas ainda assim agradável.

"Olá a todos."

"Olá." responderam todos em coro, excepto Kai e Tala.

"Eu sou a Foxy. E parece que agora faço parte dos Bladebreakers."

"Ah, que pena, já não sou única." queixou-se Dizzi. "Eu a pensar que seria sempre o único bit-bicho preso num portátil... bom, mas assim podemos ter conversas de bit-bichos."

"Sim. Vai ser divertido." disse Foxy. "Tens de me dar o teu e-mail."

"Fantástico. Uma conversa entre bit-bichos." disse Ray, rindo-se. "Afinal os bit-bichos falam e pensam, tal como os humanos."

"E entendem sentimentos. Amor, raiva, tristeza e coisas assim." disse Wyatt.

"Claro que já sabiam isso, porque a Dizzi percebe os nossos problemas e às vezes está bem-humorada e outras vezes ninguém a pode aturar." disse Kenny.

Dizzi não ficou nada agradada com aquele comentário de Kenny e repreendeu-o de imediato, arrancando algumas gargalhadas aos outros.

"Agora em vez de um bit-bicho falante, temos dois." disse Daichi. "Acho que isto vai dar problemas."

"Claro que não." disse Hilary. "Não sejas pessimista, Daichi."

Foxy era muito conversadora, tal como Dizzi e todos gostaram dela.

"Dizzi, apesar de tudo, eu acho que sou melhor que tu." disse Foxy.

"O quê?" perguntou Dizzi, indignada.

"Ora, eu posso sair do portátil e tu não. Logo, sou melhor."

As duas começaram a discutir de imediato e Daichi abanou a cabeça, como que dizendo que tivera razão no que dissera anteriormente.

"Enfim, não conseguimos arranjar maneira de tirar a Dizzi do portátil para um beyblade." disse Kenny, algo desapontado. "Tentámos, mas não foi possível. É pena..."

"Talvez no futuro consigamos. A tecnologia está sempre a avançar." disse Wyatt.

Dizzi e Foxy continuaram a discutir por vários minutos. Daichi parecia aborrecido.

"Estás a ver, Hilary? Elas não se calam. Eu disse que isto ia dar problemas."

"Ora, está calado, Daichi. Quando tu e o Tyson começam a discutir, ainda são piores que a Foxy e a Dizzi."

Beyblade: História de um Amor Conturbado

No dia seguinte, todos os Bladebreakers acordaram cedo. Tomaram rapidamente o pequeno-almoço e dirigiram-se ao Bey Stadium. Viram os membros da equipa Hope Battalion vencer os outros concorrentes e qualificarem-se para a final do torneio.

"Eu sabia que eles iam ganhar." disse Kai, não parecendo minimamente surpreendido com aquele resultado.

"Agora temos nós de os vencer." disse Tyson. "E comigo a combater, a vitória está assegurada, como é óbvio."

Alguns minutos depois, já os Hope Battalion estavam de um lado do estádio e os Bladebreakers do outro. Kenny, Daichi, Hilary, Wyatt e Zeo tinham ficado nas bancadas dos fãs, a gritarem pelos Bladebreakers. Os primeiros a serem chamados ao disco foram Max e Aaron.

"Vamos dar o nosso melhor." disse Aaron.

Max acenou afirmativamente. De seguida, a batalha começou. Aaron e Max deram tudo de si, mas ainda assim apenas conseguiram ficar empatados, visto os seus beyblades terem parado de girar ao mesmo tempo. Depois, apertaram as mãos, congratulando-se um ao outro pela batalha estupenda que tinham tido. A seguir a eles, foi a vez de Claude batalhar contra Kai. Os dois aproximaram-se do disco, prontos a começar a batalha.

"Não te vou deixar vencer, Kai." disse Claude.

"Nem queria que me deixasses vencer. Quero que dês o teu melhor." disse Kai. "Mas eu serei o vencedor, de qualquer das formas."

Os dois lançaram os seus beyblades, que ao embaterem no disco começaram logo a ir um contra o outro com toda a força.

"Dranzer, ataca!" gritou Kai. "Acaba com ele!"

Em pouco segundos, Claude tinha perdido, vendo o seu pião saltar do disco. Por fim, foi a vez de Miguel batalhar contra Tyson. Os dois estavam bastante sérios quando lançaram os seus piões. A batalha foi renhida, com ambos a atacarem e defenderem várias vezes, mas Tyson acabou por vencer.

Mal o pião de Miguel deixou de girar, os fãs dos Bladebreakers levantaram-se dos seus lugares na plateia e começaram a gritar, a bater palmas e a chamarem pelo nome deles. Tyson, sorriu, satisfeito.

"Foi uma boa batalha, Miguel." disse Tyson, apertando a mão do adversário.

"Sim, mas parece que eu e a minha equipa ainda temos muito que aprender. Agora iremos procurar outros torneios para participarmos e talvez nos encontremos na final do campeonato." disse Miguel. "Apesar desta derrota, esta batalha foi definitivamente uma experiência enriquecedora."

"Boa sorte para os próximos torneios."

A multidão continuou a aplaudir e a festejar a vitória dos Bladebreakers. E assim, dois torneios já estavam terminados. Faltavam três para que ficassem qualificados para o campeonato mundial.

Continua…