Oi gente não esqueci de vcs, só que ainda estou de prova na facul é só pude entrar agora hihi!

Espero que gostem do cap. Muitas emoções neste cap que será o antepenúltimo da fic...

Em breve postarei outra..

Bem vamos a leitura...

Quero reviews...

bjs


CAPÍTULO 20

Parece que o matrimônio da temporada se estragou. A duquesa do Masen retornou a Londres faz dois meses e esta autora ainda não viu por nenhum lado a seu marido, o duque.

Se murmura que não está no Pattinson, o castelo onde o feliz casal passou a lua de mel. Em realidade, esta autora não encontra por nenhuma parte alguém que a possa informar de seu paradeiro. Se a duquesa sabe, não o disse a ninguém e, e mais, não se apresenta a oportunidade de perguntar-lhe porque só aceita a companhia de sua extensa família.

É claro, o objetivo e inclusive o dever desta autora é descobrir as razões deste distanciamento, embora esta autora deve confessar que inclusive ela está perplexa. Pareciam tão apaixonados...

REVISTA DE SOCIEDADE DO LADY WHISTLEDOWN,

2 de agosto de 1813

A viagem durou dois dias, que foram dois dias a mais do que Edward gostaria de estar a sós com seus pensamentos. Levou vários livros para entreter-se durante a longa viajem, mas cada vez que abria um, ficava aberto em cima dos joelhos.

Era difícil concentrar-se em outra coisa que não fosse Isabella.

E era ainda mais difícil concentrar-se em outra coisa que não fosse sua futura paternidade.

Quando chegou a Londres, deu ordens ao cocheiro que fosse diretamente ao McCarthy House.

Levava a roupa de viagem e certamente poderia ir trocar se, mas nos dois últimos dias não tinha feito outra coisa que repassar mentalmente o que queria dizer à Daphne, assim não tinha muito sentido adiar mais da conta.

Entretanto, quando chegou ao McCarthy House descobriu que não estava ali.

-O que quer dizer? -perguntou Edward, furioso, sem pensar que o mordomo não tinha feito nada para ganhar sua ira. - A duquesa não está aqui?

O mordomo o olhou fixamente e lhe disse:

-Quero dizer, senhor, que não está em casa.

-Tenho uma carta de minha mulher... - Edward começou a procurar pelos bolsos mas, maldita seja, não encontrava o papel-. Bom, em alguma parte tenho uma carta de minha mulher - disse.- E nela me comunica que se mudou a Londres.

- E assim é, senhor.

-E onde demônios está? - gritou Edward.

O mordomo se limitou a arquear uma sobrancelha.

-Em Masen House, senhor.

Edward fechou a boca. Havia poucas coisas mais humilhantes que ficar em ridículo ante um mordomo.

-Depois de tudo - continuou o mordomo, desfrutando da situação - está casada com o senhor, não é verdade?

Edward o olhou.

-Deve estar bastante seguro de sua posição. -Bastante.

Edward assentiu, já que sua honra não lhe permitia agradecer ao mordomo, e se foi, sentindo-se o maior estúpido do mundo. Claro que foi a Masen House. Ao fim e ao cabo, não o tinha abandonado; só queria estar perto de sua família.

Se pudesse, ele mesmo teria golpeado de volta a carruagem.

Entretanto, dentro da carruagem sim o fez. Masen House estava do outro lado do Grosvenor Park. Teria demorado a metade se tivesse ido a pé.

Mas ao chegar a sua casa descobriu que isso tampouco teria solucionado grande coisa porque, quando abriu a porta e entrou, descobriu que sua mulher tampouco estava em casa.

-Está montando - disse Jeffries.

Edward olhou ao mordomo, incrédulo.

-Montando? - repetiu.

-Sim, senhor. Montando. A cavalo - respondeu o mordomo. Edward começou a pensar qual seria o castigo por estrangular a um mordomo.

-E onde foi? - exclamou.

-A Hyde Park, acho.

O sangue começou a bombear com mais força e se enfureceu. Montando? Tornou-se louca? Estava grávida, pelo amor de Deus. Até ele sabia que uma mulher grávida não devia montar a cavalo.

-Encilhe um cavalo - ordenou Edward-. Imediatamente.

-Algum em especial? - perguntou Jeffries.

-Um rápido - respondeu Edward-. E depressa. Não, melhor, farei-o eu mesmo. -Se virou e saiu da casa.

Mas a caminho dos estábulos, começou a ficar preso do pânico e acabou correndo.

Era o mesmo que cavalgar escarranchado, pensou Isabella, mas assim também ia depressa.

De pequena, no campo, usava calças do Jasper e acompanhava a seus irmãos em suas longas cavalgadas. A sua mãe costumava ter um desvanecimento cada vez que via chegar a sua filha mais velha cheia de barro e com algum machucado novo, mas Isabella nunca se importou.

Nunca perguntava aonde iram ou do que fugiam. A única coisa que queria era sentir a velocidade.

Na cidade, obviamente, não podia vestir calças, assim teve que conformar-se montando a como amazona, mas se saía muito cedo, quando a alta sociedade ainda dormia, e se assegurava de ir por algum remoto lugar do Hyde Park, mudava de sela, montava escarranchada e fazia que o cavalo corresse muito depressa. O vento lhe desfazia o coque e a fazia chorar mas, ao menos, podia esquecer outras coisas.

Na garupa de sua égua favorita, sentia-se livre. Era a melhor medicina para um coração quebrado. Já fazia muito tempo que tinha deixado atrás o cavalariço fazendo que não o ouvia enquanto este lhe gritava: "Espere, Senhora! Espere!".

Se desculparia com ele mais tarde. Os cavalariços do McCarthy House já estavam acostumados a suas escapadas e, além disso, sabiam que era uma boa amazona. Mas, este cavalariço novo, que era do Masen House, certamente estaria preocupado.

Isabella sentiu uma pontada de culpa, mas desapareceu em seguida. Precisava estar sozinha. Precisava ir rápido.

Quando chegou a uma zona mais arborizada reduziu o ritmo um pouco e respirou a fresca brisa de outono. Fechou os olhos um momento, inundando-se dos sons e aromas do parque. Lembrou-se de um homem cego que conheceu uma vez e que lhe havia dito que, desde que ficou cego, os outros quatro sentidos se haviam aguçado. Agora, ali sentada, entendeu-o perfeitamente.

Escutou atentamente o que a rodeava; primeiro identificou o cantar dos pássaros, depois os rápidos deslocamentos dos esquilos enquanto iam em busca de nozes para o inverno, e depois...

Franziu o cenho e abriu os olhos. Maldição. Identificou perfeitamente o ruído de um cavalo aproximando-se.

Isabella não queria companhia. Queria estar a sós com seus pensamentos e sua dor e, sobre tudo, não queria dar explicações ao desconhecido de por que estava sozinha no parque. Ouvindo com atenção, adivinhou por onde vinha o outro cavaleiro e saiu correndo para o outro lado.

Fez com que a égua fosse a trote e pensou que se conseguisse desviar do caminho do outro cavaleiro, passaria ao largo e não a veria. Entretanto, fosse onde fosse, parecia persegui-la.

Isabella foi um pouco mais depressa, mais do que deveria ter ido por esta zona. Havia muitos ramos e árvores caídas. Mas ela começava a estar assustada. Podia sentir seu pulso pulsando com força nos ouvidos enquanto centenas de idéias horríveis lhe passavam pela cabeça.

E se o cavaleiro não fosse, como ela tinha suposto ao princípio, alguém da alta sociedade? E se era um criminoso? Ou um bêbado? Era cedo; as pessoas não costumavam sair a passear a essa hora. Se gritasse, quem ia ouvi-la? Teria se afastado muito do cavalariço? Teria ficado onde o tinha deixado ou teria tentado segui-la? E se o tinha feito, teria ido na mesma direção?

Seu cavalariço! Esteve a ponto de gritar aliviada. Tinha que ser o cavalariço. Obrigou a égua a dar meia volta para tentar ver o cavaleiro. A libré dos Masen era vermelha, muito vistosa; certamente poderia vê-lo se...

Craque!

Ficou sem ar de repente quando um ramo lhe golpeou no meio do peito. Soltou um grito abafado e sentiu que a égua se movia para diante sem ela. E então caía... caía...

Caiu ao chão com um golpe seco e as folhas outonais que cobriam o chão tampouco fez muito para amortecer o golpe. Imediatamente, colocou-se em posição fetal como se, ao fazê-lo menor possível, pudesse também reduzir o máximo a dor.

Deus doía-lhe muito. Maldição, doía-lhe por toda parte. Fechou os olhos e se concentrou na respiração. Em sua cabeça repetia palavras malsoantes que nunca se atreveu a dizer em voz alta.

Mas lhe doía. Maldição, doía-lhe ao respirar.

Mas tinha que fazê-lo. Tinha que respirar.

"Respira, Bella - se ordenou-. Respira. Respira. Pode fazê-lo."

-Bella!

Ela não respondeu. Os únicos sons que lhe saíam da boca eram gemidos. Inclusive os grunhidos estavam fora de seu alcance.

-Bella! Meu deus, Bella!

Escutou que alguém descia de um cavalo e então escutou movimento nas folhas ao redor de seu corpo.

-Bella?

-Edward? - sussurrou, incrédula.

Não tinha sentido que estivesse ali, mas era sua voz. E a pesar de ainda não ter aberto os olhos, podia senti-lo. O ar era diferente quando ele estava perto.

Edward começou a acariciá-la com cuidado, olhando se tinha algum osso quebrado.

-Diga-me onde lhe dói - disse.

-Por todas partes - disse ela.

Edward amaldiçoou em voz baixa, mas as mãos continuavam tocando-a com muita delicadeza.

-Abre os olhos - disse, pausadamente. - me olhe. Concentre-se em meu rosto.

Ela sacudiu a cabeça.

-Não posso.

-Claro que pode.

Isabella ouviu que tirava as luvas e logo sentiu seus quentes dedos sobre sua têmpora, aliviando a dor. Depois lhe acariciou as sobrancelhas e, depois, o nariz.

-Shhh - disse Edward, suavemente-. Deixa-o sair. Deixa que a dor saia. Abre os olhos, Bell.

Muito devagar, e com grande dificuldade, fez isso. A única coisa que viu foi o rosto do Edward e, por um momento, esqueceu-se de tudo o que tinha acontecido entre eles, de tudo exceto do fato que o queria e que estava ali e que estava aliviando a dor.

-Olhe-me - insistiu Edward-. Me olhe e não feche os olhos.

Isabella conseguiu assentir, embora fosse um movimento quase imperceptível. Concentrou-se em seus olhos e deixou que a intensidade de seu olhar a mantivesse viva.

-Agora quero que relaxe - disse Edward.

Falava em um tom suave embora contundente, e era exatamente o que ela necessitava. Enquanto falava, ia se assegurando de que não tinha nenhum osso quebrado nem nenhum entorse.

E o fez a provas, porque não afastou o olhar de seu rosto nem um segundo. Ao que parecia, só tinha machucados e o susto de haver ficado sem respiração, mas toda precaução era pouca, e com o bebê...

Empalideceu de repente. Em sua preocupação por Isabella, esqueceu-se do bebê. De seu filho.

O filho dos dois.

-Bella - disse, lentamente. - acha que já está bem?

Ela assentiu.

-Ainda lhe dói?

-Um pouco - disse ela, engolindo em seco enquanto piscava. - Mas me sinto melhor.

-Tem certeza?

Isabella voltou a assentir.

-Bem - disse ele, tranqüilamente. Ficou calado um bom tempo e então, gritou-. Pode-se saber que demônios estava fazendo?

Isabella ficou boquiaberta e deixou de piscar. Fez um esforço de dizer algo, mas Edward a interrompeu.

-Que diabos faz por aqui sem cavalariço? E por que foi ao trote por um terreno tão perigoso como este? -Franziu o cenho-. E, pelo amor de Deus, Isabella, o que estava fazendo em cima de um cavalo?

-Montando? -respondeu Isabella.

-E não se preocupa com nosso filho? E não parou nem um momento a pensar em sua segurança?

-Edward - disse Daphne, com um fio de voz.

-Uma mulher grávida não deveria nem aproximar-se de um cavalo! Deveria ser mais prudente.

Quando Isabella o olhou, fez isso com uns olhos que pareciam muito mais velhos.

-E a você o que importa? - perguntou impassível. - Não queria este filho.

-Não, é certo, mas agora que está aqui não quero que o mate.

-Bem, pois não se preocupe - disse, mordendo o lábio-. Não está aqui.

Edward conteve a respiração.

-O que quer dizer?

Isabella afastou o olhar de seu rosto.

-Não estou grávida.

-Não está...? - Não pôde terminar a frase. Sentiu uma coisa muito estranha. Não achava que fosse decepção, mas não estava muito certo. - Mentiu-me? - sussurrou.

Isabella abanava a cabeça negando com força, enquanto se sentava frente a ele.

-Não! - gritou-. Não, não lhe menti. Juro. Achei que tinha ficado grávida. De verdade que achei. Mas... - começou a soluçar e fechou os olhos enquanto as lágrimas começavam a lhe correr pelas faces. Apertou as pernas contra o peito e afundou a cabeça entre os joelhos.

Edward nunca a tinha visto assim, tão doída. Olhou-a e se sentiu terrivelmente impotente. Só queria que se sentisse melhor e não ajudava muito saber que a causa dessa dor era ele.

-Mas o que houve, Bella? - perguntou.

Quando, afinal, olhou-o, tinha uns olhos imensos e cheios de dor.

-Não sei. Possivelmente queria um filho com tanta força que, inconscientemente, meu corpo não seguiu com seus ciclos. O mês passado estava tão feliz. - Suspirou trêmula, a ponto de voltar a soluçar-. Esperei e esperei, inclusive tinha tudo preparado se por acaso fosse um falso alarme, mas não aconteceu nada.

-Nada? - Edward nunca tinha ouvido algo assim.

-Nada. -Isabella esboçou um sorriso. - Nunca em minha vida tinha me alegrado tanto por nada.

-Tinha náuseas?

Isabella negou com a cabeça.

-Não me notava diferente. A única diferença é que não sangrava, Mas, faz dois dias...

Edward lhe agarrou uma mão.

- Sinto muito, Isabella.

-Não, não sente - disse ela, com amargura, enquanto retirava a mão violentamente-. Não finja algo que não sente. E, pelo amor de Deus, não volte a me mentir. Nunca quis este filho - soltou um riso. - Este filho? Meu deus, falo como se de verdade tivesse existido. Como se fosse algo mais que um produto de minha imaginação. -Baixou o olhar e, quando voltou a levantá-lo, estava muito triste-. E de meus sonhos.

Edward moveu várias vezes os lábios antes de começar a falar.

- Não gosto de vê-la tão triste.

Isabella o olhou com uma mescla de incredulidade e dor.

-Não sei que outra coisa esperava.

-E-eu-eu... - Engoliu e seco, tentou tranquilizar-se e, afinal, disse a única coisa que sentia no mais profundo de seu coração. - Quero recuperá-la.

Ela não disse nada. Edward rogou em silêncio que dissesse algo, mas ela não o fez. E Edward amaldiçoou seu silêncio porque significava que teria que continuar falando.

-Quando brigamos - disse, lentamente- perdi o controle. - N-não podia falar. -Cerrou os olhos, angustiado, porque sentia que lhe voltava a fechar a garganta. Afinal, depois de um longo suspiro, continuou-. Odeio-me mesmo quando me passa.

Isabella inclinou a cabeça enquanto franzia o cenho.

-É por isso que foi embora?

Edward assentiu.

-Não foi pelo... pelo que fiz?

Olhou-a nos olhos.

-Não gostei do que fez.

-Mas não foi por isso? - insistiu ela.

Houve um longo silencio e então ele disse:

-Não foi por isso.

Isabella apertou os joelhos contra o peito, considerando essas palavras. Todo este tempo, tinha pensado que a tinha abandonado porque a odiava, odiava o que tinha feito, mas a verdade era que se odiava a si mesmo.

Suavemente, disse:

-Sabe que não o subestimo quando gagueja.

-Eu sim que o faço.

Ela assentiu lentamente. Claro que o fazia. Era orgulhoso e teimoso, e todo mundo o admirava.

Os homens queriam parecer-se com ele e as mulheres flertavam a seu redor. E enquanto isso, ele estava horrorizado cada vez que tinha que falar.

Bem, nem sempre, pensou. Quando estavam juntos, falava sem problemas e respondia tão depressa que era impossível que se concentrasse em cada palavra.

Pôs uma mão em cima da dele.

-Não é o menino que seu pai pensava que era.

-Já sei - disse ele, mas não a olhou.

-Edward, me olhe - ordenou ela. Quando o fez, Isabella repetiu-. Não é o menino que seu pai pensava que era.

- Já sei - repetiu ele, estranhando e um pouco zangado.

-Está certo? - perguntou ela, pausadamente.

-Maldita seja, Isabella, já sei... -Se calou e começou a tremer. Por um momento, Isabella pensou que ia chorar. Mas as lágrimas que lhe acumulavam nos olhos nunca chegaram a cair e, quando a olhou, só pôde dizer. - Odeio-o, Isabella. O ou-ou-O...

Isabella tomou o rosto entre as mãos e o obrigou a olhá-la.

-Está bem - disse-. Parece que foi um homem horroroso. Mas tem que esquecê-lo.

-Não posso.

-Sim pode. Está bem sentir ódio, mas não pode permitir que seja o que rege sua vida. Inclusive agora está deixando que ele dite suas ações.

Edward afastou o rosto.

Isabella o soltou, mas apoiou as mãos em seus joelhos. Precisava estar em contato com ele. Era estranho, mas sentia que se o deixasse agora, o perderia para sempre.

- Parou alguma vez para pensar se queria uma família? Se queria ter filhos? Seria um pai maravilhoso, Edward e, ainda assim, nunca se permitiu nem pensar isso Acredita que assim está se vingando dele, mas o que em realidade está fazendo é deixar que continue controlando-o da tumba.

-Se lhe dou um neto, ganha ele - sussurrou Edward.

-Não. Se você tiver um filho, ganha você - disse Isabella-. Ganhamos todos.

Edward não disse nada, mas Isabella viu que estava tremendo.

-Se não quer filhos porque não os quer, é uma coisa. Mas se está se negando o prazer da paternidade por um homem morto, é um covarde.

Isabella fez uma careta quando disse a última palavra, mas tinha que dizer.

-Em algum momento, terá que deixá-lo atrás e seguir com sua vida. Tem que deixar atrás o ódio e...

Edward sacudiu a cabeça, com o olhar perdido.

-Não me peça isso. É tudo o que tenho. Não o vê? É tudo o que tenho!

-Não o entendo.

Falou um pouco mais alto.

-Por que acha que aprendi a falar corretamente? O que acha que me motivou? Foi o ódio. Só foi ódio, para que aprendesse que se enganou.

-Edward...

Edward riu, zombador.

-Não é engraçado? Odeio-o. Odeio-o com todas minhas forças e, apesar de tudo, é a única razão que me tem feito seguir adiante.

Isabella negou com a cabeça.

-Isso não é verdade - disse-. Teria seguido adiante de qualquer modo. É teimoso e brilhante, e o conheço. Aprendeu a falar por você, não por ele. -Quando viu que Edward não dizia nada, acrescentou:

- Se tivesse demonstrado seu amor, tudo teria sido mais fácil.

Edward começou a agitar a cabeça, mas Isabella o interrompeu elevando a mão e lhe agarrando o rosto.

-A mim, de pequena, só me demonstraram amor e devoção. Confia em mim, assim tudo é mais fácil.

Edward ficou imóvel um bom momento, respirando profundamente enquanto se tranquilizava. Ao final, quando Isabella começava a temer que o estava perdendo, levantou a cabeça e a olhou.

-Quero ser feliz - disse.

-E o será - prometeu ela, abraçando-o. - Será.