Nossos Sentimentos…
Nota: iCarly é obra original de Dan Schneider.
Futuro... O que será daqui em diante em nossas vidas? Arrumar um bom emprego, cursar uma ótima faculdade... Planos que, durante toda nossa vida, nos dedicamos ao máximo para cumpri-los! Por mais que digam que só cabe a Deus oque o futuro nos reserva, eu já tenho certeza que eu mesmo posso construir o meu próprio amanhã!
Capítulo 21: O amanhã
(Ponto de vista do Freddie)
- "Está pronta Sam?", perguntou Carly, que estava vestida como uma goleira de futebol, com luvas e chuteira, segurando uma bola de futebol.
- "Pode mandar, Carly!", disse Sam, que segurava um bastão de basebol e estava vestida tal como um jogador.
Esquisito? Totalmente! O que uma jogadora de futebol e uma de basebol vão fazer? Bem, quando vi, Carly jogou a bola para alto e deu um chutinho bem simples, que fez a bola ir até a direção de Sam. Minha namorada estava concentrada na bola... "Vamos ver se é mesmo uma boa goleira...", disse ela, dando uma tacada tão forte na bola, que fez ela passar do lado de nossa amiga, que nem se moveu. E pra piorar, a bola acertou a vidraça... bem...
- "Aí é ponto para a Puckett, a-hã, oh yeah, a Puckett é a maior!", disse minha namorada, fazendo a dancinha da vitória.
- "E uma vidraça quebrada...", eu disse. Sam chegou perto da câmera.
- "Fica na tua benzinho, se não a mamãe te cobre de mordida!", ela disse. Quem sou eu para discutir com ela né? Heheheheh... Carly estava toda sorridente e chegou próxima à câmera.
- "E isso prova que futebol e basebol juntos podem causar grandes estragos aos lares norte-americanos!"
- "Por isso gente... pratiquem bastante essa louca junção esportiva!", disse Sam.
- "E por hoje é só pessoal!", disse Carly.
- "Comam verduras!", disse Sam.
- "E escovem sempre os dentes!", disse a morena.
- "E em breve, estarão nos cinemas!", disse minha loira.
- "E corta!", eu disse, desligando a câmera.
Joguei para as meninas toalhinhas e duas garrafinhas de água. Era o nosso primeiro programa após o centésimo iCarly. Aquela noite da semana passada foi inesquecível! Muita diversão, música, bagunça e... Sam! Passar a noite com ela e poder beijá-la em público foi um momento perfeito em minha vida. Há dois anos atrás isso nem passaria pela minha cabeça, mas a verdade é que hoje, é o que mais quero fazer.
Porém, estive pensando nesses dias... o que vou fazer daqui para frente? Logo logo acaba o colégio e daí em diante, é só pensar no futuro. Existem inúmeras possibilidades... Sonhos a serem realizados, objetivos a serem traçados... Enfim, devo pensar direito no que farei daqui pra frente!
E as meninas? Queria saber o que elas pensam em fazer depois que acabar o colegial? Bem, levanto em conta o caráter delas, pode ser que façam algo beneficente para a população no futuro... ou não. A Carly, por exemplo, ela levaria muito jeito na televisão... Tem bom caráter, é bonita e chama a atenção de quase todos os garotos do colégio. Já a Sam, bem... Ela é linda, mas, diferente de nossa amiga, ela não é aquela pessoa que faz a alegria de todos (melhor assim, porque a mim ela faz feliz e amo muito tudo isso). Fora que é uma comilona nata! E o que me impressiona: ela não engorda uma grama sequer! Acho que ela deve ter um segredo para se alimentar bem sem ganhar peso... Hm... acho que ela deveria fazer algo ligado à nutrição, ou culinária!
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(Ponto de vista da Carly)
Assim que o programa acabou, eu, Sam e Freddie descemos para comer alguma coisa. Senti aquele ronco na minha barriguinha e preciso urgente de um grande lanche! Fui até a cozinha com os meus amigos e juntos, começamos a preparar uns lanches naturais: salada, atum, maionese (light), tomate, alface. Sam ainda jogou presunto no lanche dela, ehhehehe... "É natural... para mim!", ela disse. O gosto dela é um tanto excêntrico! Levamos para a sala uma bandeja enorme, com muitos lanches, um jarro grande de chá gelado e os copos. Agora sim, é hora de lanchar!
Enquanto pegávamos os lanches, liguei a televisão. Estava passando algo sobre a faculdade de Yale, que é uma das mais concorridas no mundo. Hmmm... quem me dera ir para lá!
- "Olha gente, Yale parece ser bem divertido né?". Sam me olhou com uma cara de que não estava muito interessada em faculdades.
- "Nem quero saber de faculdade agora... Mal aguento o colégio!", comentou minha amiga, mordendo seu lanche.
- "Mas Sam, você precisa pensar no que vai fazer daqui para frente!", eu disse, me ajeitando no sofá.
- "Eu sei Carly... Mas não agora... Agora é só eu e o meu sanduba!", disse a loira, comendo mais um pedaço de seu lanche. Freddie riu.
- "Do jeito que a Sam pensa mais em comida do que na vida, é capaz dela ser uma chef de cozinha!", disse meu amigo, bebendo seu chá gelado. Sam o encarou, mas sem aquela fúria de antes.
- "Tá cheio de graça, né Freducho?", disse ela, e aproximando dele.
- "Só to pensando no seu bem...", respondeu o moreno, dando um beijinho nela.
- "É Sam! Por que não faz algo ligado à culinária? Com certeza você vai poder fazer e comer bastante!", eu disse, enquanto bebia um gole de chá. Sam pensou um pouco...
- "Até que não é má idéia! Vou inovar na culinária e fazer o possível para criar costelas gigantes e um presunto que nunca engorda!", disse ela. Eu e Freddie rimos.
- "Você vai ser uma cozinheira pra lá de louca, amor!", disse meu amigo, enquanto levava suas mãos na cabeça. Sam foi para cima dele e lhe mordeu o braço. Awn, que fofinho ver eles assim! "Auch!", reclamou.
- "Não pense porque é meu homem que poderá ficar me zuando assim...", disse ela, logo em seguida o beijando.
- "Ufa! Pensei que ia começar mais uma briga...", eu disse. Mas nem me dei conta de, que o que eu acabei de falar, fez meus amigos entrarem em estado de alerta.
- "Briga? NOSSA, A LUTA!!!", disseram os dois, uníssonos.
Sam imediatamente pegou o controle da televisão e destravou o pay-per-view. Droga, quando é que o Spencer vai mudar a senha para que ela não possa acessar esse canal? Freddie se sentou mais perto dela e juntos, eles ficaram antenados na televisão. Era o anuncio de mais uma luta de vale tudo. Hihihih... Isso me fez lembrar da Shelby Marx... Como será que ela está?
- "Nem acredito que esquecemos da luta deles!", disse Freddie.
- "Quem vai lutar hoje? A Shelby?", perguntei inocentemente.
- "Não... A Shelby só vai comentar a luta! Hoje vai ter a luta do primo do Freddie contra aquele rapaz do Brasil!", disse minha amiga, sem desgrudar os olhos da televisão.
- "Aaaaaahhh... o Julian vai enfrentar o Alex?", perguntei.
- "Isso mesmo... Para o Julian vai ser apenas mais uma luta, mas para o meu primo, vai ser a chance de despontar como o mais jovem lutador a vencer o UFC (Ultimate Fighting Championship)", disse Freddie, que terminava de comer seu lanche.
- "Tomara que ninguém acabe ferido...", eu disse. Sam e Freddie me encararam.
- "Mas aí não vai ter graça a luta...", disse Freddie.
- "O negócio é ver os bombados se arrebentando e ver todo aquele sangue jorrar!", disse Sam, agarrando o meu amigo pelo pescoço.
Na televisão, o narrador já estava anunciando a luta. Fazia um tempinho que não via o Alex e o Julian. O Julian... ai ai... que homem! Opa! Parou tudo! Eu já namoro! Me bati de leve, sem que meus amigos percebessem a minha recaída. Bem, vou prestar atenção na televisão. "Hoje a noite, a luta tão aguardada pelos americanos e pelos brasileiros! Colocando o título de campeão dos meio-pesados em jogo, Julian Cruz, o 'grande dragão branco', enfrentará a promessa norte-americana, o mais jovem lutador a ingressar no UFC, o 'Tigre de Seattle', Alex Masters!", disse o narrador.
O ginásio estava lotado. Bem que o primo do Freddie poderia ter nos arranjado umas entradas para ver a luta. Enfim, é melhor prestar atenção agora na luta, se não esses dois acabam me atacando!As câmeras estão focalizando os lutadores... Primeiro foi o Julian... Hmmm... ele tem uma boa ficha! Agora o Alex... hmmm... hey, espera um pouco! Conheço essa garota loira que está próxima ao ringue... Freddie e Sam grudaram os olhos na televisão, assim como eu... era ela!
(Ponto de vista da Sam)
- "MELANIE? AIIII... O QUE ESSA MALUCA ESTÁ FAZENDO ALI???", perguntei. Freddie tentou me acalmar.
- "Sam... não adianta estressar..."
- "Adianta sim! A luta é em Las Vegas! E ela foi pra lá sem o consenso do meu pai!", eu disse. Carly me cutucou.
- "Éééé... Acho que o seu pai deu o consenso dele sim! Olha ele ali!", disse ela, apontando na tela. Era ele mesmo, do lado de Melanie.
- "Olha que velho safado... deixa ele comigo...", eu disse, socando uma almofada. Carly e meu namorado riram.
A luta iria começar. Francamente, eu preferia que desse empate, mas como Alex é primo do meu Fredducho, eu torcerei um pouco a mais para ele. Mas fiquei pasma! Como o meu pai vai lá para Las Vegas e leva somente a Melanie? Ah, ele vai ter que se explicar para mim! Bem, a luta vai começar...
"Os dois no centro do ringue!", disse o juiz da luta, que é um cara do tamanho do meu pai. Ele explicou todas aquelas regras do UFC e ambos concordaram batendo as luvas. Alex estava vestindo um calção branco com uns detalhes em preto e Julian um calção preto, com duas faixas, uma verde e uma amarela, que simbolizavam as cores de seu país. O juiz deu o seu sinal e o gongo tocou! "Agora vai!"
Os dois lutadores se atracaram. Nossa, essa luta vai ser emocionante. Alex começou a dar socos e chutes seguidos em Julian, mas o brasileiro é bom! Ele se esquiva dos golpes como se não fossem lá muita coisa... "Pega ele Alex! Acerta as pernas dele!", berrou Freddie. As pernas de um grande homem seriam o seu ponto fraco, porém, as palavras do meu namorado parecem ter sido escutadas pelo campeão, que acertou duas caneladas certeiras na perna esquerda de Alex.
O garoto deve ter sentido uma dor daquelas! Mas o susto maior foi ver aquele cara imenso partir para cima dele, dando chutes e socos, seguidos. "Meu Deus... não quero nem ver!", disse Carly, vendo que o primo do Freddie tinha ido paras as grades do ringue. Eles estava sendo castigado! Julian socava e chutava o pobre do garoto, que tentava se defender... O round estava para acabar, quando Alex finalmente acertou um soco na cara de Julian... O lutador foi para trás e ficou meio tonto "Isso!", eu disse, apertando Freddie, que reclamou um pouco. O gongo soou e o round acabou... Era o primeiro de três!
- "Nossa, o Alex tá horrível...", disse Freddie, fazendo uma careta. Seu primo, que era praticamente um sósia dele, estava com o supercílio cortado, além de estar com parte do rosto inchado. Sangrava muito.
- "É por isso que não gosto de ver essas lutas! Elas são muito violentas!", disse Carly, agarrando uma almofada. "O seu primo tá todo machucado!", completou.
- "Ah amiga, luta de vale-tudo é assim mesmo!", eu disse, comendo meu lanche.
- "Quietinhas... a luta vai recomeçar!", disse Freddie. Dei uma almofadada nele. Ninguém, nem mesmo meu namorado, me manda ficar calada!
A luta recomeçou de um jeito já esperado: Alex partiu para cima de Julian. Dessa vez o brasileiro que ficou na defensiva. Eu segurava na mão de Freddie, ao mesmo tempo em que eu me agitava em ver os golpes desferidos pelo primo dele. O moleque lutava muito. Começou a acertar alguns golpes na altura da cabeça de Julian, que se defendia como podia. De repente, Alex conseguiu dar uma rasteira no rapaz, e ele caiu. Alex foi para cima e começou a espancá-lo, literalmente.
"Vai Alex, tenta imobilizá-lo!", disse Freddie, se agitando. Ele deu um tranco mais forte, que quase me derrubou... "Tá querendo lutar é?", perguntei a ele, sarcasticamente. Carly riu e pediu apara que continuássemos a prestar atenção na luta. Pena que os rounds do UFC são curtinhos. Julian conseguiu se livrar de Alex, e ambos começaram a trocar golpes de novo. Porém, aquele chato do juiz os interromperam!
- "Droga! Agora que a lutava tava ficando boa!", eu disse, lamentando.
- "Sam, se a luta não parar, esses dois vão acabar se matando...", disse Carly.
- "Mas é aí que tá a graça Carly... Francamente, lutas sangrentas não fazem o seu tipo!", disse Freddie, zombando da minha amiga, que ajeitava seus longos cabelos negros.
- "E nem quero que façam... Não sei como conseguem ver toda essa pancadaria...", comentou a morena.
- "Relaxa Carlotinha... logo você deixará de ver o sangue e verá os ossos quebrados e os gritos de dor...", disse a ela, brincando, é claro. Carly fez uma careta de nojo.
- "Acho que nesse round o Alex leva. Ele conseguiu ferir bem o Julian...", disse meu namorado.
- "Tem que ser por nocaute a vitória!", eu disse.
- "Ih... a luta começou!", disse Carly.
O terceiro round da luta começou diferente dos anteriores. Alex e Julian estavam se estudando. Era um momento decisivo aquele... Um golpe poderia dar início a vitória de um deles... Julian deu um chute alto, mas Alex se esquivou. O primo de Freddie tentou revidar na mesma moeda e Julian defendeu. "Tá tenso o clima aqui em Las Vegas... os lutadores trocam golpes simples... Esse último assalto pode definir o futuro desses dois monstros do UFC!", disse o narrador da televisão.
Futuro... Ouvindo essas palavras, fiquei pensando... O que vou fazer depois que o colégio acabar? Sei que o Freddie vai querer ingressar em algo relacionado à tecnologia ou cinema. Carly com certeza vai virar uma daquelas modelos magrelas que até as asinhas de frango têm mais carne do que elas. Mas e eu? "Olha isso Sam!" berrou Freddie, me chacoalhando. Quando olhei na TV, vi Alex e Julian trocando socos, como se fosse uma briga de rua. Seus rostos já estavam inchados e ouvia-se perfeitamente o grito da multidão. "Derruba ele!", disse Carly. Eita! A Carly curtindo a luta? Esquisito... A troca de socos era violenta. Ambos já pareciam bem esgotados e quando Alex desferiu o último soco, ele se jogou para cima de Julian e ambos caíram.
"Inacreditável! O campeão Julian Cruz e o desafiante Alex Masters estão caídos. É uma cena rara que está acontecendo no UFC! O juiz dá início à contagem e nenhum dos dois lutadores parecem reagir...", disse o locutor. Segurei firme nas mãos de Freddie e de Carly. Juntos começamos a contagem. "Um, Dois... Três... Quatro... Cinco...", dissemos, uníssonos. Mas não adiantava muito... Eles mal se mexiam. De repente, Julian começou a rastejar para perto das grades... e Alex estava fazendo a mesma coisa. "Vai cara! Levanta!", gritou Freddie. "Seis... Sete... Oito...", estava contando o juiz. Mas o que pareceu ser um empate na luta, estava para virar algo surpreendente.
As câmeras focalizaram o lado onde Alex estava tentando se levantar e nas grades, vi a imagem da minha irmã, Melanie. Ela estava chorando e berrava com seu namorado. Parece que o berro deu uma nova vida para Alex, que se foi se levantando lentamente, enquanto apoiava nas grades. Julian já estava quase de pé, mas desabou. "YES!", gritei, abraçando e beijando Freddie, quanto Carly jogou a almofada para o alto. Alex venceu a luta!
Os ajudantes de Alex e o sensei dele entraram no ringue, mas nenhum deles impediu a minha irmã de abraçar seu namorado e o beijá-lo, mesmo que este estivesse coberto de sangue e suor. "Essa luta me deu moral... Agora vou pensar no meu futuro como lutador!", disse Alex. Julian, veio até ele e o cumprimentou, lhe dando um abraço depois. Mas a festa não se resumiu apenas ao ringue. Eu, Freddie e Carly comemoramos bastante também. Desligamos a televisão e voltamos a bater papo...
---------------------------------------------------------------------------------(Voltando à conversa)-----------------------------------------------------------------------------
A luta tinha acabado. Alguns lanches postos sobre a mesa "repousavam" à espera de um faminto. Já era quase 23:30 da noite em Seattle. Enquanto a programação local mostrava o noticiário, repousei minha cabeça nos ombros do meu namorado, enquanto Carly, que estava no outro sofá, respondia mensagens eletrônicas pelo seu pêra-pod. Na televisão, o jornal estava mostrando os diversos cursos que um aluno pode se matricular para um futuro melhor...
Eram diversos curso... Moda, Design Gráfico, Desenho Industrial, Educação Física... Hmm... "Os melhorres chef's do mundô já passarram comigo antes de alcançarr a fama!", disse um cozinheiro com sotaque francês. Aquilo me interessou. Não sou muito boa em cozinha, mas pelo que a propaganda está mostrando, acho que esse curso vai me render ótimos frutos no futuro! Além é claro, de poder comer comida boa e de graça! Meus amigos perceberam meu entusiasmo momentâneo...
- "Gostou do chef Claude Laurence?", perguntou meu namorado.
- "Gostei dos pratos que ele faz, Freddinho... O francês chamou a atenção do meu estômago!", respondi. Carly sorriu.
- "Culinária é a tua cara Sam! Por que não faz um curso com esse chef da França?", perguntou minha amiga.
- "Quem sabe..."
- "Bem, pra qualquer dúvida, eu anotei o telefone do curso onde ele leciona... Se tiver interessada amor, vai lá! Dou todo meu apoio!", disse Freddie, fazendo um carinho na minha cabeça.
- "Vamos ver né... Nem sei se é realmente isso o que quero para o meu futuro!", disse. Minha amiga e meu namorado ficaram mais sérios depois do que eu falei.
- "Sam... o que pensa do seu futuro?", perguntou meu moreno.
- "Pra ser sincera... Eu não sei...", disse, num tom baixo e triste.
- "Por que Sam?" perguntou minha amiga, se aproximando de mim. Umas lágrimas rolaram no meu rosto.
- "Porque... o que uma menina metida a valentona pode oferecer no futuro?", questionei. Freddie e Carly me abraçaram.
- "Você pode contribuir em muita coisa para o futuro, mesmo sendo a minha loira briguenta que amo tanto!", disse Freddie. Isso me deixou um pouco mais animada.
- "Tipo?"
- "Você é uma ótima desenhista! Poderia desenhar projetos para empresas... ou quem sabe na moda!" disse Carly.
- "Hm... Moda combina mais com você Carls...", comentei, tentando enxugar minhas lágrimas.
- "Quem sabe então poderia trabalhar como policial! Você é bem forte e sabe lutar...", continuou minha amiga.
- "Odeio a polícia...". Freddie estava quieto e olhando para o seu celular. Quando bati o olho de relance, vi que era o telefone do curso do chef francês...
- "Sam... pense no seu melhor... Acho que se eu ou a Carly ficarmos sugerindo o que você deve fazer no futuro, você só vai se sentir pressionada", disse ele.
- "Tem razão... Desculpa Sam...", disse minha amiga, me dando um beijinho na bochecha.
- "Tudo bem..." disse. "E quanto a vocês? Quais seus planos para o futuro?" perguntei.
Carly e Freddie ficaram pensativos. Mas acho que eu já sei o que esses dois vão fazer no futuro.
- "Bem... pra ser sincero, eu pretendo cursar uma boa faculdade de cinema! Ou melhor, Artes Cênicas!", disse meu namorado.
- "É bem a tua cara...", disse, segurando em seu braço.
- "Vai ser diretor de cinema é?", perguntou Carly, mantendo o seu belo sorriso de boa-menina.
- "Quem sabe? É uma possibilidade...", ele respondeu, rindo.
- "Ué? Não está certo se vai estudar cinema?", perguntei, o encarando.
- "Posso fazer algo ligado à tecnologia... Ou se não, fazer uma faculdade de direito...", comentou Freddie. Eu e Carly rimos disso.
- "Cuidado com a faculdade de direito... Se não vai ficar que nem o meu irmão!", disse Carly.
- "Hehehe... engraçadinha!", disse meu namorado, fazendo careta para Carly. "E você Carly?", ele perguntou. A morena nem pensou duas vezes pra responder...
- "Moda! E ainda farei curso para ser atriz!", ela disse. Freddie me olhou e deu um sorriso.
- "Já era de se imaginar...", eu disse, mexendo em meus longos cabelos loiros.
- "Imagina só... Dona de grifes famosas e ainda por cima, atriz renomada!", comentou Carly.
- "É bom ganhar muita grana para dividir com os amigos!", disse Freddie.
- "Uma parte para você e uma para a Sam, ok?", disse ela, rindo.
- "Demorou!", eu disse.
Caímos na risada. Mas foi bom comentar com meus amigos sobre o que faremos daqui por diante. Estávamos próximos do último ano de colégio e tínhamos que pensar no nosso amanhã. Bem, desde que o meu amanhã seja ao lado do meu Fredduardinho, eu posso exercer qualquer tipo de trabalho. Mas a possibilidade de ser uma chef me interessou. Normalmente esses cozinheiros costumam ter muitos restaurantes... Ou seja: grana!
Já eram quase meia-noite... Freddie se despediu de mim com um beijo e cochichou umas coisinhas no meu ouvido. Eu preferi ficar na casa de Carly por um tempo. Ajudei Carly com a louça e depois que ela foi para o banheiro, avisei-a de que dormiria na casa do Freddie. "Vê lá o que vocês vão aprontar hein...", disse minha amiga, me alertando. Bem, não posso garantir que irei dormir mesmo, ehehehe...
-----------------------------------------------------------------------------------(Dormindo no Freddie)--------------------------------------------------------------------------
(Ponto de vista do Freddie)
Já eram mais de meia noite, quando eu estava arrumando minha cama para dormir. Minha cama era grande e claro que ela estaria esperando uma pessoa especial. Coloquei mais um travesseiro na cama, o meu edredom e me troquei. Pus uma calça de moletom azul marinho e minha regata preta. Me olhei no espelho depois... Cara, to ficando mais forte a cada dia que passa! O programa de treinamento do Treinador Stell funciona mesmo.
Mamãe estava viajando. Tinha ido para a caso de um de nossos tios, em Boise, no Idaho. Portanto, hoje não terá nenhum problema em Sam passar a noite comigo. Uma vez eu sugeri, na brincadeira... "FREDDWARD BENSON! AQUELA MENINA TÁ TE TRANSFORMANDO NUM ASSANHADO!"... Argh! Minha mãe poderia ser menos dura com as palavras. Sam é mais independente, mas não é desse jeito que minha mãe falou não. Ouvi o barulho da campainha tocar... Só poderia ser ela!
- "Já estava com saudades...", disse, sorrindo.
- "Eu também...", respondeu Sam, me beijando.
Entramos no apartamento. Enquanto eu trancava a porta, Sam se desfez de seu casaquinho e seu tênis e deitou-se no sofá. Eu peguei sua mochila e levei-a para o quarto. Sam carregava algumas coisinhas pesadas nela... Inclusive, dois quilos de presunto... Como é que alguém consegue andar com presunto na mochila? Só ela mesmo viu...
Quando eu voltei para chamá-la... Bem, qual não foi a minha surpresa: Sam estava apagada. Me aproximei dela. Ela é linda até mesmo quando está dormindo. Seu rosto demonstrava uma paz e tranquilidade que eu raramente vejo no dia-a-dia. "Como você me dá trabalho, minha Princesa Puckett", disse, pegando ela e a levando, no colo, para a cama. Tirei as coisas de sua mochila, que além do presunto, tinha uma escova de dentes, roupas limpas e um pijama cor de rosa. Depois disso fiquei pensando... e corei: "Ai caramba! Tenho que vestir a Sam para dormir!"
Eu já vi a Sam sem nada uma vez... bem, somos namorados né? Mas por que estou nervoso? Medo da Sam acordar? Claro! Daquela vez estávamos num clima diferente, rolou mesmo! Mas agora é outra situação. Ai caramba, tenho que despi-la sem que ela perceba. Se ela acordar, é velório (mesmo que eu seja o namorado dela, ela não permitira que eu a fizesse de indefesa). Fui tirando sua calça, lentamente... Ela usava uma daquelas cuecas-femininas, branca com as bordas rosa. Até aí beleza. Ela deu apenas um gemidinho, mas não acordou. Agora eu teria que tirar sua blusinha.
Eu estava suando frio... Antes de tirar a blusinha, tomei um pouco de ar. Cara, por que to me sentindo assim? Fui tentar tirar a parte de cima da roupa da minha namorada sonolenta... Indo bem devagar, deixando a mostra o seu umbigo. Fui levantando lentamente até que um barulho me assustou! "AI MEU DEUS, EU VOU MORRER!". Nem mesmo com meu berro Sam acordou. Quando vi o que me assustou, era o meu celular. Mamãe deixou uma mensagem dizendo que tinha comida na geladeira e que era só esquentar. Essa mulher ainda me mata do coração!
Voltando à Sam, fui a despindo, lentamente. Quando consegui remover sua blusinha, de botões, percebi que ela usava um sutiã da mesma cor da sua "cuecalcinha". Observando bem a minha namorada, já vi que ela tá com um baita corpão. Seus peitos estão maiores... Ah cara! To vermelho de novo! Peguei o seu pijama para vesti-la...
- "Nham... Deixa que eu visto depois amor...", disse Sam. Disse Sam?
- "Aaaaaaaahhh... você acordou!", eu disse, assustado. "Então... tava tentando sabe... te vestir...". Tentei me explicar, mas ela não ficou lá muito convencida.
- "Sei... E se aproveitou de mim, indefesa...", ela disse. Acho que vou levar porrada.
- "Vai me matar né?", perguntei. Ela sorriu para mim.
- "Claro que não, seu tonto...", disse ela, me beijando logo em seguida. "Você tem liberdade para isso... Desde que eu também tenha...", comentou Sam.
- "Tem liberdade de sobra!", eu disse.
Sam nem se vestiu. Foi daquele jeito para cima de mim e caímos na cama. Nos encaramos... Seus olhos azuis começaram a me hipnotizar, deixando Sam ter controle total sobre mim. Ela começou a tirar minhas roupas e me deixou apenas de cuecas (uso daquelas boxers, tipo calção...). "Meu lindo tá ficando cada vez melhor...", disse ela, beijando-me no pescoço. Senti um leve arrepio. Gosto de suas carícias. Gosto do jeito que ela vem me tratando... Eu a amo!
Sam deitou-se por cima de mim... "Vou ficar coladinha com você... Não vai sentir frio nenhum...", ela disse. Como passaria frio numa situação quente que nem essa? Minha namorada, semi-nua, me esquentando com o calor do seu corpo. O calor era tanto, que não consegui me conter. Já estava "daquele jeito". Sam percebeu e me tocou... "Sam...", gemi baixinho. Ela sorria maliciosamente para mim, enquanto sentia sua mão me tocando...
- "Freddie... eu quero...", disse Sam, fazendo uma carinha de criança, quando quer alguma coisa. Aquilo me deixou abobado, mas ainda assim, muito mais apaixonado por ela.
- "Pode vir Sam... Sou todo seu hoje!", eu disse.
Minha namorada nem pensou duas vezes e se enfiou por debaixo do meu edredom. Novamente, ela me fez me sentir nas nuvens. Tentei me conter, mas Sam era boa. Ela me deixava louco com cada movimento que fazia. Depois foi a minha vez de lhe retribuir o gesto. Me enfiei por debaixo do edredom e dei à Sam a mesma sensação... "Aaahhh... Fredieee...", ela gemeu, acariciando meus cabelos.
Depois disso, Sam subiu em cima de mim. Senti o calor de seu corpo mais uma vez se encontrar com o meu. Iríamos nos tornar um só novamente. Fazíamos leves movimentos e Sam estava gostando muito. A noite ainda estava a nosso favor. Sam fica linda ao anoitecer... Depois foi a minha vez de ser o dominador... "Me possua...", ela disse. Não tive como resistir... queria ter ela só para mim. Tentei ser mais carinhoso nos movimentos, mas Sam queria um pouco mais de força... Foi ótimo! Estávamos em total sintonia... Nos controlamos até chegar no ápice... Aí, bem... Não preciso entrar em detalhes!
Depois disso, Sam repousou sobre o meu corpo. Foi muito bom. Enquanto eu lhe acariciava, ela se aconchegava mais em mim, querendo todo meu amor. Cara! Duvido que alguma garota seja que nem a minha Sam! Du-vi-do! A cada dia que passa, fico mais apaixonado por ela... Peguei sua correntinha que havia lhe dado quando começamos a namorar... e percebi um terceiro espaço... curioso...
- "Freddie... o que você acha que devo fazer?", ela perguntou.
- "Sobre...?"
- "O meu futuro... Não quero ficar dependendo dos outros...".
- "Sam, se eu fosse você, abraçaria esse lance de chef de cozinha! Dá muito dinheiro!", eu disse. Ela me olhou nos olhos... e sorriu.
- "Acho que vou seguir suas palavras amor... Amanhã mesmo vou correr atrás desse curso!", disse minha namorada.
- "É isso aí!". Legal! Minha namorada finalmente se importa com o seu futuro.
- "Freddie... fiquei aqui pensando... Como estaremos no futuro?"
- "Estaremos bem...", eu disse, com bastante confiança.
- "Tomara que estejamos casados até lá!", disse Sam. Ambos coramos... Nos encaramos novamente e rimos.
- "Se você quiser casar comigo...", eu disse, de brincadeira. Mas na verdade, quero mesmo que isso aconteça um dia. Sam veio até meus lábios e os pressionou suavemente contra os seus.
- "Por mim, já seríamos marido e mulher desde que começamos a namorar!", ela disse, sorrindo.
- "É?"
- "Lógico! Sempre amei você!", disse minha loira.
- "E sempre amará, assim como eu amo...", eu disse.
- "Sempre!", disse Sam.
Nos beijamos apaixonadamente. Por mais que pensemos no futuro da gente, o legal é, por enquanto, curtir o presente. Sam me deu uma indiretassa... Acho que vou pedí-la em casamento daqui uns anos! Acho não! É certeza! Nos amamos e isso vai dar certo, nem que custe a minha vida! Me lembrei de perguntar sobre o colar...
- "Ah Sam... eu vi uma linha riscada abaixo de nossas iniciais no seu colar... o que é aquilo?", perguntei. Sam sorriu para mim.
- "É o espaço reservado para as iniciais do nosso filho... ou filha!", ela disse. Tomei um pequeno susto. Será que a Sam tava...
- "Sam... por acaso...". ela riu.
- "Não seu bobo! Somos jovens demais para sermos pais!" disse Sam. "Mas tenho certeza de que se vier um bebê, ele será lindo que nem você!"
- "Ou que nem você!", respondi.
- "Você é mesmo um amor... Te amo demais!", disse minha namorada, indo de encontro aos meus lábios.
- "Também te amo!", eu disse. E nos beijamos mais uma vez, com muito amor!
