Personagens de Stephenie Meyer. Estória de Sarah MacLean.


CAPÍTULO DEZENOVE

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"Eu lhe darei qualquer coisa que você quiser. Qualquer coisa que pedir."

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Caro E,
Hoje, faço vinte e seis anos. Vinte e seis anos e solteira – ficando mais velha e murcha a cada hora, apesar do que minha mãe gosta de dizer, em seus momentos mais alegres. Oito anos de temporadas, e nem um pretendente decente... um fraco registro para a filha mais velha da Casa Swan. Esta manhã, durante o café da manhã, vi a decepção no olhar de todos.

Mas, sabendo quais eram minhas opções, não consegui me ver concordando com a censura.

Sou uma má filha, de fato.

Sem assinatura
Solar Swan, agosto de 1828

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Carta não enviada.

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A escada levava à suíte dos sócios. Edward a colocou em pé logo depois da porta secreta que se abriu no topo da passagem, fechando-a bem atrás deles, antes de seguir com graça até a porta principal da sala. Ela o acompanhou de perto, ansiosa pelo que veria a seguir, não querendo perder um instante daquilo. E dele... Ela pensou que ele a levaria para a cama – pois certamente naquele imenso clube, aonde os homens iam explorar a lascívia e o prazer, havia um lugar onde ele dormia. Onde ela poderia dormir com ele e fazer outras coisas, também, antes de precisarem voltar à realidade e relembrar todos os motivos pelos quais o casamento deles estava em ruínas, e suas vidas, totalmente erradas.

Quando ele trancou a porta e se voltou para ela, Isabella paralisou no meio da sala, iluminada pela luz quente de um trio de lareiras e a grande janela dourada que dava para o salão do Anjo Caído. Então ela se deu conta do que estava acontecendo. Ele queria que eles... Ali. Ela recuou por instinto, e ele a acompanhou, lenta e constantemente, numa promessa suave cintilando em seus olhos.

"Aonde está indo?", ele perguntou.

Ela prendeu a respiração e respondeu com dificuldade, dando um passo para trás.

"Seremos descobertos."

Ele sacudiu a cabeça.

"Não seremos interrompidos."

"Como você sabe?"

Ele levantou uma sobrancelha.

"Eu sei."

Ela acreditou nele. Isabella sentiu o coração batendo nas orelhas quando ele a seguiu através da sala grande e escura, na direção da janela, com uma intenção clara. Ele a possuiria e seria glorioso. Ela não estava recuando dele por nervosismo, preocupação ou vergonha. Ela estava recuando porque era insuportavelmente excitante ser perseguida por ele. Ele era lindo e elegante, e se movia com uma determinação inexistente em homens inferiores. Era aquela resolução que a atraía a ele, que o tornava tão tentador. A busca de Edward pelas coisas que desejava era implacável. E, naquele momento, ele a desejava...

Isabella foi dominada pela expectativa e paralisou. No instante seguinte, ele estava junto dela, estendendo-lhe a mão, envolvendo seu rosto e levantando-o para ele, capturando seu olhar com tamanha atenção. Tamanho foco. Todo sobre ela. Ela estava sem ar, consumida por excitação e percepção do que estava por vir.

"O que está pensando?" O polegar dele traçou sua linha do maxilar, deixando um rastro de calor.

"A forma como você olha para mim", ela disse, sem conseguir desviar o olhar dele. "Faz com que eu me sinta..." Ela parou de falar, insegura sobre o que dizer, ele se inclinou para lhe dar um beijo na base do pescoço, onde o pulso acelerou.

Ele levantou a cabeça mais uma vez.

"Como faz você se sentir, amor?"

"Faz com que eu me sinta poderosa."

Ela não havia se dado conta daquilo até dizer as palavras, e um lado da boca de Edward se levantou em um pequeno sorriso. A ponta dos dedos percorriam a pele dela, roçando-lhe a clavícula e a borda do vestido de seda, fazendo o prazer inundar toda sua pele.

"Como assim?"

Ela respirou fundo com o prazer que ele provocava, com a forma como seus olhos acompanhavam o caminho dos dedos na pele dela e disse:

"Você me quer."

O verde dos olhos dele ficou mais intenso, e sua voz se transformou em fumaça.

"Quero."

"Isso me faz sentir como se eu pudesse ter qualquer coisa."

Ele puxou gentilmente o laço que mantinha o corpete do vestido justo sobre seus seios, soltando a fita e fazendo o tecido se soltar. O dedo dele mergulhou abaixo da borda do tecido, provocando-a, incitando-a.

"Eu lhe darei qualquer coisa que você quiser. Qualquer coisa que pedir."

Me ame. Não... Isso, ela sabia que ele não lhe daria. Mas antes que ela conseguisse concluir o raciocínio, ele estava levantando suas mãos e lhe desabotoando as luvas, tirando-as lentamente. A carícia deliciosa da pelica na pele garantia que ela jamais seria capaz de pensar novamente em calçar ou descalçar uma luva como qualquer coisa que não fosse um ato sexual. Ele deslizou a mão para dentro do corpete aberto, por baixo do tecido da camisa, para segurar um seio e tirá-lo de dentro da roupa. Ela arfou com a sensação e ele se inclinou para capturar o som com um beijo.

"Quero deitá-la na luz do Anjo Caído e fazer amor com você." As palavras foram pontuadas pela carícia áspera do polegar dele sobre um mamilo, e o raspar dos dentes em seu pescoço. "E acho que você quer isso também."

Ela não conseguiu deixar de assentir com a cabeça ou de confessar.

"Quero."

Desde que seja com você.

Ele a moveu, virando-a de frente para a imensa janela de vitral. Ela olhou para o salão do Anjo Caído, apinhado de gente, enquanto ele trabalhava em seus botões, soltando-os metodicamente.

"Diga-me o que você vê", ele sussurrou, os lábios pressionando, quentes e suaves, a curva de seu ombro.

"Há... homens... por todo lado." Isabella arfou e segurou o tecido que se soltava rapidamente junto ao peito.

Ele alcançou seu corpete e trabalhou rapidamente nos cordões, liberando-a da prisão de barbatanas e tecido. Ela suspirou com a sensação, e as mãos dele a acariciaram por sobre a camisa de algodão, aliviando a pele abaixo dela. Uma de suas mãos se apoiou na janela para lhe dar firmeza diante da sensação, tão bem-vinda na pele aflita. Ele pareceu compreender o som e lambeu sua orelha, deslizando as mãos por baixo do vestido e do corpete, acariciando-a e deixando um rastro de prazer.

"Minha pobre querida", ele sussurrou, as palavras soando como conhaque fino. "Vem sendo negligenciada."

E ela sentiu como se isso fosse verdade. Foi como se sua pele ansiasse pelo toque dele. Pelo beijo dele. Pelas longas e calorosas carícias que a levavam a um prazer quase torturante.

"Apenas homens?", ele sussurrou, atraindo sua atenção novamente para o salão, através dos vidros que definiam o belo pescoço amarrado de Lúcifer.

As mãos dele deram a volta para segurar os seios dela sobre a camisa, levantando-os e moldando-os com suas palmas quentes, antes de segurar os bicos ardentes entre os dedos e beliscá-los muito levemente, o bastante apenas para provocar uma onda de prazer em todo seu corpo. Ela arfou.

"Responda-me, Isabella."

Ela se forçou a focar-se na cena diante dela.

"Não... Há mulheres."

"E o que elas estão fazendo?"

Bella focou em uma mulher que vestia uma linda seda, os cabelos pretos presos no topo da cabeça, com cachos caindo ao seu redor.

"Uma delas está sentada no colo de um cavalheiro."

Ele pressionou contra ela, então, balançando os quadris contra seu traseiro, e Bella desejou que eles não estivessem separados por camadas e mais camadas de roupas.

"O que mais?"

"Ela está com os braços ao redor do pescoço dele."

Ele segurou a mão que a firmava contra a janela e a prendeu atrás dela, ao redor de seu pescoço, obtendo maior acesso às curvas encantadoras.

"E?"

"E ela está falando no ouvido dele."

"Guiando o jogo de cartas?" Os dedos dele a beliscaram novamente, e ela arfou, fechando os olhos e se virando de frente para ele.

"Edward", ela sussurrou, desejando que ele a beijasse.

"Amo quando diz meu nome. Você é a única que me chama de Edward", ele disse, antes de lhe dar o que ela queria, a língua a acariciando profunda e suavemente, até ela estar se contorcendo nos braços dele, pressionando os seios em suas mãos mágicas.

"Você detestava...", ela protestou.

"Você me venceu." Ele sugou suavemente a pele macia do pescoço dela. "Fale mais sobre a mulher."

Isabella se virou novamente para a janela, esforçando-se para encontrar o foco uma vez mais. Viu a mulher se inclinar para frente, permitindo que o parceiro tivesse uma vista direta para dentro de seu corpete. Ele sorriu, aproximando-se para lhe dar um beijo na clavícula antes de deslizar uma das mãos pela coxa e pela canela dela e finalmente desaparecer sob a bainha do vestido. Bella arqueou para trás, contra Edward.

"Ah, ele a está tocando..."

Os dedos dele ficaram mais leves com aquelas palavras, a carícia mal sendo perceptível, sua suavidade fazendo Bella desejar que ambos estivessem nus na sala escura.

"Tocando onde?"

"Embaixo das..." Ela fez uma pausa quando a mão de Edward desceu, na direção do lugar onde ela mais ansiava por ele. Ela suspirou a palavra seguinte enquanto os dedos dele encontravam seu cerne, acariciando suavemente. "...saias."

"Assim?" Apesar dos tecidos das saias de Isabella, o joelho de Edward encontrou o caminho por entre suas pernas, abrindo-as mais, enquanto deslizava a mão para seu calor, movendo a palma contra ela.

A cabeça dela caiu para trás, sobre o ombro dele.

"Não sei."

"O que você acha?"

"Pelo bem dela, espero que sim", ela sussurrou enquanto ele a acariciava.

Ele riu, uma risada baixa e rouca.

"E eu, por ele."

Bella fechou os olhos enquanto as mãos de Edward se moviam em concerto; uma em seu seio, brincando, tentadora, e a outra entre suas pernas, acariciando-a com maestria. As carícias continuaram por vários minutos antes de Isabella suspirar, deliciando-se na sensação dele contra ela, pressionando para trás, para se encaixar o mais perfeitamente possível nele. Ele balançou junto com ela, sussurrando em seu ouvido.

"Se continuar com isso, querida, não conseguirá olhar para eles por muito mais tempo."

"Eu não quero mais olhar para eles, Edward."

"Não?" A pergunta saiu curiosa na altura do ombro dela, onde os dentes dele estavam raspando a pele.

Ela sacudiu a cabeça, entortando-a para lhe dar melhor acesso.

"Não", ela confessou. "Eu quero olhar para você." Os dedos dele fizeram algo maravilhoso entre as coxas dela, e ela suspirou. "Por favor..."

"Bem", ele disse, e ela ouviu o sorriso provocador nas palavras. "Como você pediu tão direitinho..."

Ele a virou de frente para ele, os olhos estremecendo sobre o lugar onde ela ainda segurava o tecido do vestido sobre o peito.

"Solte o vestido, Isabella", ele ordenou, as palavras fluidas, e ela apertou ainda mais.

"E se..."

"Ninguém pode ver você."

"Mas..."

Ele sacudiu a cabeça.

"Você acredita mesmo que eu deixaria qualquer um vê-la, minha querida gloriosa? Não pode imaginar que eu os mataria se a vissem assim?"

As palavras foram tão possessivas, que ela não conseguiu evitar o prazer que provocaram. Ninguém jamais a havia chamado de gloriosa. Ninguém jamais sequer pareceu minimamente interessado em possuí-la. Mas, naquele momento, Edward a queria. Ela o observou cuidadosamente por um longo tempo, adorando a forma como seus olhos imploravam que ela se despisse para ele, antes de soltar o tecido, deixando-o cair no chão, deixando-a nua, exceto pelas meias, para a penumbra do quarto... e para seu marido. Ele paralisou, percorrendo seu corpo com os olhos, finalmente fixando-se em seu rosto antes de dizer, de modo reverente:

"Você é a coisa mais linda que eu já vi."

Ele estava a seus pés, retirando as botas e as calçolas, deixando-a apenas com as meias. Ele acariciou suas pernas sob as meias, dedicando mais tempo no ponto onde a seda encontrava a pele. Quando ela arfou pela sensação, ele lambeu a pele ali.

"Tenho uma queda por meias, querida. Suaves e sedosas, como a sua parte mais macia."

Ela corou, sem querer admitir que adorava a sensação das meias em sua pele, sem querer dizer a ele que, desde a noite de núpcias, ela saboreava a carícia do cetim em suas pernas fingindo ser o toque dele.

"Vejo que gosta delas também", ele provocou, e ela sentiu a curva de seus lábios em suas coxas.

"Eu gosto de você...", ela sussurrou, fixando uma das mãos na nuca de Edward, acariciando seus cabelos macios com os dedos.

Ele se levantou, deixando-a de meias, beijando-a, de maneira firme e maravilhosa.

"Você é feita de curvas perfeitas e pele macia" – uma das mãos a acariciou para cima, abrindo a palma sob o seio – "tão linda e voluptuosa."

As palavras dele estavam destruindo sua sanidade. Eram ainda mais danosas do que seu toque. Ela arqueou o corpo na direção dele, na direção de seu beijo, e ele a deixou sem fôlego, sem palavras e sem pensamentos, os lábios e a língua a acariciando, prometendo mais prazer do que ela poderia imaginar. Quando ele interrompeu o beijo, ela suspirou, esquecendo de protestar e o observou recuar, tirar as roupas em movimentos rápidos e ágeis, e ficar de frente para ela. A luz do cassino do outro lado da janela o transformava em um mosaico de cores e texturas, as pernas compridas e os músculos fortes, quadris magros, ombros largos e... Não. Ela não deveria estar olhando para aquilo. Não importava que quisesse olhar. Que estivesse incrivelmente curiosa. Apenas uma olhadela rápida.

Minha nossa. Isabella ficou imediatamente tímida, movendo as mãos para cobrir a própria nudez.

"Não podemos... eu não... não era isso que eu estava esperando."

Ele sorriu então, um raro sorriso predador.

"Você está nervosa?"

Ela sabia que deveria fingir não estar – ele provavelmente já havia feito isso com uma dúzia de outras mulheres. Mas ela estava nervosa.

"Um pouco."

Ele a levantou, levando-a até uma chaise baixa em um lado do quarto, colocando-a em seu colo para um beijo longo e intenso que lhe roubou o fôlego, e as inibições. Ela lambeu o lábio inferior dele, sugando-o gentilmente, e ele recuou, respirando forte. Isabella arregalou os olhos.

"Sinto muito... o lábio. Os socos de Emmett têm a tendência de permanecer."

Ela recuou, levantando a mão para acariciar os cabelos dele e examinar seu rosto em busca de outros ferimentos.

"Não deveria deixá-lo bater em você", ela sussurrou, dando um beijo suave ao lado do ferimento.

"Era a única maneira de parar de pensar no fato de que eu não podia ir para casa e levá-la para a cama." Ele passou a mão pelo braço dela, em uma longa e deliciosa carícia. "Você me apavora." Os lábios dele se abriram em um sorriso triste, enquanto seus dedos acariciavam e provocavam a pele do pulso, do cotovelo e do ombro dela.

"Como isso é possível?"

"Eu não consigo ficar com pequenas provas de você, querida. Consigo apenas me empanturrar de você. Você é irresistível." Ele deu um beijo em seu ombro, estendendo a língua para lamber sua pele. "Você é como o chocalho dos dados, o embaralhar das cartas... Você me atrai até eu ficar maluco de desejo." As palavras saíram como um sussurro na base do pescoço dela. "Eu poderia facilmente ficar viciado em você."

As palavras fizeram o coração dela disparar.

"E isso é ruim?"

Ele riu, a risada vibrando contra a barriga e os seios dela.

"Para mim, sim. Muito, muito ruim." Ele a beijou, longa e lentamente. "E para você também. Você me pediu para não tocá-la e eu queria respeitar seu desejo."

Só que aquele não era o desejo dela. Não de verdade. Ela sempre quis que ele a tocasse, mesmo quando dizia o contrário. Ela sempre o havia desejado, mesmo quando disse a si mesmo o contrário. Ele era sua fraqueza. Ele a salvou de precisar falar ao tocá-la, os dedos brincando em um dos seios até ela suspirar com a sensação, deslizando as mãos pelos cabelos dele. Ela recuou e o encarou em seus lindos olhos esmeraldas.

"Edward", ela sussurrou. Ele não desviou os olhos dos dela quando a levantou como se ela não pesasse nada, passando a mão por uma das coxas, estimulando-a a abrir as pernas.

A simples ideia disso era um escândalo. Um sonho. Ela hesitou por apenas uma fração de segundo antes de seguir as instruções silenciosas, montando nele. Havia orgulho e prazer em sua voz quando ele disse:

"Minha bela aventureira..."

Ela sabia que era um exagero. Ela não era bela. Mas, naquela noite, ela estava se sentindo linda, e nem sequer cogitou ignorar o pedido. A nova posição lhe deu acesso a todo ele, aos ombros largos e firmes, ao peito amplo que subia e descia com a respiração, e ela não pôde deixar de espalmar as mãos sobre aquele homem lindo e maravilhoso que era seu marido. Ele gemeu de prazer ao toque dela e a levantou até os seios estarem na altura de sua boca, e ele soprar os mamilos em um fluxo longo e constante. Ela acompanhou o olhar dele, tão atento sobre ela, observando seus mamilos enrijecerem – primeiro um, depois o outro – insuportavelmente duros e excitados. Isabella queria sua boca nela.

"Toque em mim", ela sussurrou.

Ele já estava lá, lambendo e sugando até ela achar que poderia morrer com aquele prazer lascivo e maravilhoso. As mãos dela percorriam os cabelos dele, segurando-o perto de si, até ele recuar e levar a boca até o outro seio, negligenciado, lambendo-o em carícias longas e deliciosas, antes de fechar os lábios ao seu redor e lhe dar exatamente o que ela queria. Ela se contorceu nos braços dele, no ritmo da sucção de seus lábios, das lambidas da língua, do raspar dos dentes. Céus... Ele lhe dava prazer como um mestre, com arte e habilidade e ela não queria que aquilo terminasse jamais.

Ele recuou, afinal, levantando-a mais alto, para mais perto dele, dando um beijo quente na pele macia de seu torso, antes de abaixá-la e capturar sua boca uma vez mais. Os joelhos dele levantaram embaixo dela, segurando-a firme contra seu peito e enfiando os dedos pelos cabelos dela, fazendo grampos saírem voando por todo lado e se espalharem no chão do ambiente luxuoso. A boca de Edward foi para o pescoço dela, onde lambeu a pele delicada acima do ponto da pulsação, e Isabella suspirou o nome dele uma vez mais, sentindo-se embriagada de prazer. Prazer que ela não sabia que existia antes dele e que ela jamais teria conhecido se não fosse por ele.

"Edward..."

Ele sorriu, satisfeito consigo mesmo, um sorriso absolutamente masculino, fazendo a mão que estava nas costas dela deslizar por entre eles. Ela voltou o olhar para aquela mão lasciva e gatuna, hipnotizada por seu movimento, e então seus dedos estavam roçando nela, em seu cerne, muito levemente, como se tivesse um tempo infinito para explorá-la. Ela jamais quis tanto algo na vida. Os dedos dele se agitaram contra ela, e Isabella se contorceu contra ele, com uma das mãos descendo pelo torso para tentar chegar, hesitante, à parte dele sobre a qual ela estava tão curiosa. Ele inspirou fundo quando a mão dela tocou em seu membro.

"Bella..." A palavra se perdeu em um gemido.

Ela queria tocá-lo, aprendê-lo, dar a ele todo o prazer que ele estava dando a ela.

"Mostre-me como. Me ensine."

Os olhos dele estavam encobertos de prazer, e ele usou a outra mão para guiá-la, mostrando-lhe exatamente como tocar, como acariciar. Quando ele gemeu, longa e encantadoramente, ela se inclinou para frente e deu um beijo suave no rosto dele, sussurrando contra sua pele:

"Isto é muito mais interessante do que bilhar."

Ele deu uma risada rouca.

"Não posso concordar mais."

"Você é tão macio", ela disse, acariciando sua extensão, maravilhando-se com a sensação dele. "Tão duro." Edward fechou os olhos enquanto Bella o tocava. Ela observava seu rosto, apreciando o efeito do prazer em sua expressão.

Ela esfregou o polegar com firmeza na ponta, e ele arfou, abrindo ligeiramente os olhos.

"Faça isso de novo."

Ela fez, e ele a puxou em sua direção para beijá-la longa e profundamente enquanto ela continuava sua exploração, a mão dele em cima da sua, mostrando como ela devia se mover, onde permanecer, quanta pressão exercer. Edward jogou a cabeça para trás e sua respiração ficou rápida e superficial.

"Assim está bom?"

Ele gemeu com a pergunta.

"Está perfeito. Não quero que pare nunca." Ela não estava interessada em parar. Adorava vê-lo sentindo prazer. Finalmente, ele a afastou com um movimento rápido. "Espere... Deixe eu estar dentro de você novamente." As palavras a fizeram corar, e ele riu, baixo e encantador. "O fato de que eu quero estar dentro de você a enrubesce de vergonha, minha linda?"

Sacudiu a cabeça.

"O fato de que eu quero você dentro de mim me faz corar. Damas não pensam esse tipo de coisa."

Ele a beijou avidamente.

"Eu não quero que você jamais silencie seus pensamentos lascivos. Na verdade, quero ouvir cada um deles. Quero tornar todos realidade."

Os dedos dele estavam se movendo firmemente, fazendo coisas maravilhosas entre as coxas dela, e ela estava arfando.

"Edward... Mais disso."

"Mais o quê, minha linda?" As pontas dos dedos dele deslizaram sobre o lugar onde ela o queria, mais uma provocação do que um toque. "Mais aqui?"

Ela arfou com a sensação, e ele se afastou antes que ela repetisse seu nome, ouvindo a súplica em sua voz.

"Ou quem sabe mais aqui?" Um dedo longo deslizou profundamente para dentro, e ela gemeu com a sensação.

"Em tudo..."

"Que mulher tão gulosa com quem me casei." Ele provocou, beijando-a, lambendo profundamente, segurando-a firme enquanto explorava sua boca, o tempo todo com os dedos percorrendo círculos maliciosos. Ele levantou uma sobrancelha e um segundo dedo se juntou ao primeiro, em um deslizar lento e demorado de prazer. "Aqui?"

"Sim", ela arfou. Ele estava perto.

"Aqui?" Ele se mexeu.

Para mais perto... Ela mordeu o lábio e fechou os olhos.

"Sim..."

"Aqui?"

Tão. Perto... Ela se manteve perfeitamente imóvel, não querendo que ele parasse.

"Adoro tocá-la aqui, Isabella", ele sussurrou, enquanto sua mão maliciosa a explorava. "Adoro descobrir a sua forma, a sua sensação, o quanto fica molhada por mim." Os dedos acariciaram uma vez mais, os sussurros contínuos. Ele torceu a mão, fazendo um círculo simples, ameaçando aquele lugar maravilhoso. "Adoro explorá-la."

"Encontre...", ela sussurrou, sem conseguir ficar em silêncio.

"Encontrar o quê, amor?" Ele fingia inocência. Um mentiroso perverso.

Ela o encarou, sentindo-se poderosa.

"Você sabe o quê."

"Vamos encontrar juntos."

Aquilo era demais. Ela pôs a mão entre a dele, agarrando-a, afinal, empurrando-o contra ela. Ela se inclinou sobre ele, encontrando seus olhos, vendo o prazer intenso nele, a necessidade firmemente controlada. Os dedos dele deslizaram através dos cachos macios dela, abrindo suas dobras secretas, girando, circundando, guiados pela mão dela em seu pulso. O polegar a acariciou longa e lentamente em um arco lascivo que a fez questionar a própria sanidade.

Ele a observou lutar contra o peso do prazer, provocando-a tanto com as palavras quanto com os dedos.

"Aí, amor? É aí que é bom?"

Ela estava perdida nas palavras maliciosas e estimulantes e nos dedos maliciosos e estimulantes, e sussurrou sua resposta, movimentando-se contra ele.

Então Edward começou a tocá-la exatamente como ela queria, em círculos perfeitos, acariciando-a com a quantidade perfeita de pressão. Era como se ele conhecesse seu corpo melhor do que ela mesma. Era como se seu corpo pertencesse a ele. E talvez pertencesse mesmo. Com um dos lindos dedos longos ainda dentro dela, e a palma da mão pressionando um ponto de prazer agudo, quase insuportável, ela gritou o nome dele, balançando contra seu toque, sabendo que algo incrível estava prestes a acontecer.

"Edward", ela sussurrou, querendo mais. Querendo tudo.

Estava cheia de desejo e cobiça e queria que ele nunca mais parasse de tocar naquela sua parte mais secreta. A parte que agora pertencia a ele.

"Espere por mim", ele sussurrou, abrindo suas pernas. Ele ficou mais próximo dela, tirando os dedos e os substituindo pela ponta larga e macia e, enquanto pressionava Isabella contra si, deu um longo suspiro em seu ouvido, antes de sussurrar: "Por Deus, Bella... Você é como o fogo. Como o sol. E eu não consigo deixar de desejá-la. Quero ficar dentro de você e nunca mais sair. Você é meu novo vício, amor... mais perigoso do que qualquer outro que eu já tive."

Ele deslizou profundamente para dentro dela, rangendo os dentes quando sua ponta se encaixou na entrada dela, onde ela se sentia tão vazia... onde precisava dele. Ela se aproximou dele, adorando a sensação de seu corpo contra o dela, querendo-o mais fundo. Ele paralisou.

"Isabella." Ela abriu os olhos, encontrando o olhar escuro e sério dele. Ele se inclinou e tomou seus lábios em um beijo longo, lento e cheio de promessas. "Sinto tanto que tenha se sentido desonrada, amor... neste momento, não há nada em você que eu não considere absolutamente precioso. Saiba disso."

As palavras impressionantes e repletas de verdade encheram os olhos de Bella de lágrimas. Ela assentiu com a cabeça.

"Está bem."

Ele não desviou o olhar.

"Você vê? Vê o quanto eu a valorizo? Sente isso?" Ela assentiu novamente, derramando uma lágrima, que rolou pelo seu rosto e caiu sobre a pele macia do ombro dele. Uma das mãos dele subiu até a bochecha dela, e o polegar limpou a trilha salgada. "Eu a adoro", ele sussurrou. "Queria ser o homem que você merece."

Ela levantou a própria mão para segurar a dele junto ao seu rosto.

"Edward... você pode ser esse homem."

Ele fechou os olhos diante do que ela disse, puxando-a em direção a ele para um beijo profundo e comovente, antes de pôr a mão entre os dois para procurar e encontrar aquele lugar maravilhoso onde o prazer parecia estar se acumulando dentro dela. Ele a acariciou e circundou por longos minutos, ininterruptamente em um ritmo perfeito, quase insuportável, até ela estar empurrando a si mesma contra ele, sentindo o próprio prazer aumentar. Ele parou antes que ela chegasse ao limite, deixando-a voltar para a terra antes de penetrar mais uma vez e hesitar novamente. Ela gritou de frustração.

"Edward..."

Ele beijou a lateral do pescoço dela e sussurrou em seu ouvido:

"Mais uma vez. Mais uma vez e eu deixarei que o pegue. Deixarei que me pegue."

Dessa vez, quando ela chegou ao limite, quando estava prestes a ultrapassá-lo, ele deslizou para dentro dela em um golpe longo e suave, expandindo-a. Preenchendo-a, gloriosamente. E ela se perdeu, caindo no precipício, segura nos braços dele enquanto os dois balançavam juntos e ela gritava o nome dele e pedia por mais, e ele dava mais a ela sem parar, até ela não conseguir mais respirar ou falar e não conseguir fazer nada além de atirar-se nos braços dele.

Ele a segurou por uma eternidade, acariciando-lhe as costas, com um movimento suave, generoso e paciente. Ela jamais deixaria de amá-lo. Não pelo imenso prazer que ele havia lhe dado, mas pela suavidade quase insuportável que lhe oferecia agora. Pela forma com que a acariciava gentilmente e sussurrava o nome dela como se tivesse todo o tempo do mundo, enquanto permanecia no fundo dela, duro e insatisfeito. Ele havia esperado que ela sentisse seu prazer, querendo garantir que tivesse o dela primeiro. Edward havia feito muito esforço para esconder esse seu lado, mas ali estava, todo o carinho. Ela amava aquilo. O amava. E ele jamais aceitaria isso. Bella paralisou ao pensar isso, levantando a cabeça, com medo de encará-lo nos olhos, preocupada que ele pudesse ler seus pensamentos. As mãos dele se apertaram ao redor dela.

"Eu machuquei você?" A pergunta saiu rouca, como se ele não pudesse suportar a ideia.

Ela sacudiu a cabeça.

"Não."

Ele se mexeu embaixo dela, tentando sair de seu corpo.

"Bella... deixe-me... eu não quero machucar você."

"Edward..."

E então, porque ela estava com medo demais de falar – com medo demais que, caso se permitisse falar, pudesse dizer algo que ele não queria escutar –, ela se balançou contra ele, levantando-se apenas um pouco e afundando novamente sobre ele, adorando a forma como sua cabeça caiu para trás, os olhos semiabertos, os dentes cerrados, o pescoço marcado pelo controle absoluto. Ela repetiu o movimento, e sussurrou:

"Toque em mim."

Com essas palavras, ele abandonou o controle e, finalmente, se mexeu. Ela suspirou com o movimento, e ele a acariciou linda e profundamente, com todo prazer e perfeição. Os dois se mexeram juntos, as mãos dele em seus quadris, suas mãos nos ombros dele, e ela se colocou acima dele.

"Mais...", ela sussurrou, sabendo, de alguma forma, inquestionavelmente, que ele tinha mais a dar.

E ele lhe deu em estocadas mais longas e mais profundas.

"Linda Isabella... tão quente, macia e gloriosa", ele sussurrou no ouvido dela. "Quando a vi desmoronar em meus braços, achei que poderia morrer com o prazer daquilo. Você é linda em êxtase. Quero levá-la até lá de novo... e de novo... e de novo." As palavras dele foram pontuadas pelas estocadas, pelas mãos acariciando-lhe as costas, os ombros, descendo para envolver seu traseiro e guiá-la sobre ele.

"Edward, eu..." E então as mãos dele estavam sobre ela, entre eles, e ele estava tão fundo, que ela não conseguiu concluir a frase... porque aquela sensação estranha e impressionante de prazer havia voltado, agigantando-se diante dela, e ela nunca quis tanto algo como queria alcançá-la.

"Diga", ele sussurrou asperamente, estocando com mais força, mais rápido, dando a ela tudo o que ela não sabia que queria e que precisava.

Eu amo você. De alguma forma, ela interrompeu a si mesma quando o prazer a dominou novamente. Ele ultrapassou o limite com ela, gritando seu nome na sala escura.