Cruciatus É Para Os Fracos
"Então, Srta. Weasley. Parece que, mais uma vez, você foi encontrada na cena do crime."
Os olhos de Amycus brilhavam perigosamente, e tinha um sorriso maldoso no rosto. Ao lado dele, as feições de Malfoy estavam escondidas na sombra. Ginny levantou o queixo, desafiando-o.
"Parece que você não consegue me controlar, afinal."
"Ah, sim... Eu diria que a maldição cruciatus já se tornou cosquinhas para você. Mas não se preocupe... Você vai aprender qual é o seu lugar."
Ele deu um passo a frente, sem nenhum sinal de que pegaria a varinha, e a segurou pelo braço.
"Ahem" fez Draco, dois passos atrás do professor. "Se me permite, professor, eu gostaria de ficar encarregado deste caso."
O Comensal da Morte olhou para o loiro, um sorriso divertido em seu rosto.
"É meu dever como Monitor garantir que os alunos cumpram as ordens", falou novamente, a voz calma mas cheia de maldade. "E... Tem muito tempo, Senhor. Estou preso no castelo, afinal."
O homem deu uma risadinha antes de acenar.
"Claro. Tenho certeza que fará Srta. Weasley gritar."
"Ah, acredite", falou o loiro, sorrindo também. "Ela vai aprender a gostar."
"Vocês tem meia-hora" declarou o homem, saindo da sala. "Estarei esperando lá fora."
Draco aproximou-se rapidamente da menina, encostando-a na parede, que respondeu entre dentes.
"Você é desprezível, Malfoy. Devia ao menos dizer a verdade: que estava louco para fazer isso há muito tempo."
Ele deu uma risadinha, sem tocar nela fora o braço que a segurava.
"É melhor você começar a fingir, Weasley, antes que ele venha ver se estou te punindo."
Ela o olhou, chocada.
"Eu não tenho o menor desejo de ter você contra sua vontade, mas acredite, ele adoraria cada momento. Agora, vamos ver quais são suas habilidades teatrais."
"Você é estranho, Malfoy..." ela falou, ainda intrigada. "Quase bom, eu diria."
"Você diz isso porque eu não vou realmente fazer nada. Se me experimentasse de verdade, ai você saberia que sou muito mais do que bom."
Ela engoliu uma risada de deboche.
"Você é um porco arrogante, não é?"
"Chega de conversa, Weasley. Está na hora de gritar por mais."
E, apoiando-se na cadeira, ele começou a produzir sons ritmados e barulhos o suficiente para enganar alguém do lado de fora. Era humilhante estar ali e fingir que algo estava acontecendo, mas ainda assim, era a melhor opção. Aquela era a forma dele de salvá-la, afinal, e ela não poderia deixar de agradecer.
