Bem, gente, mais um capítulo. Esse está de pura ação. Me mandem reviews, viu?
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No dia seguinte, os quatro ninjas adentraram o País dos Campos de Arroz. Itachi instruiu a todos que fossem disfarçados como civis para não atraírem atenção e pudessem chegar sem problemas ao povoado onde estaria a suposta localização da Vila do Som. Assim, guardaram suas roupas, coletes e armas ninjas em suas bagagens e vestiram-se com roupas normais como se fossem simples viajantes.
Passaram pela fronteira do país sem complicações e percorreram por vários dias a região. Itachi tinha apenas a sensação de que estavam sendo vigiados, mas não comunicou tal impressão aos outros. Paravam aqui e ali em alguma hospedaria onde passavam a noite. O Uchiha achou prudente que fingissem serem dois casais para parecerem mais convincentes. Assim, eles pediam dois quartos nos locais onde pernoitavam.
Para Naruto e Hinata não havia problemas, já que eram, de fato, um casal. Por isso, era uma maravilha aproveitaram essas noites juntos já que na floresta não podiam desfrutar da companhia um do outro a sós, pois Itachi não aprovaria que misturassem as coisas. Era isso que Hinata tinha que lembrar ao seu namorado para resistirem à tentação de desfrutarem do corpo um do outro. Mas os dois sozinhos entre quatro paredes, não tinha como o Uchiha interferir.
Quanto a Itachi e à Sakura, a noite se tornava uma angústia e uma tortura para ambos. Não conversavam quase nada entre si a não ser alguma coisa referente às missão. No mais, o silêncio parecia dizer tudo entre eles: tensão, enganos, mágoa, amor e desejo; sobretudo esses dois últimos, embora nenhum dos dois tivesse consciência do que o outro pudesse sentir.
Contudo, Itachi fazia questão de dormir no chão ou se o quarto tivesse alguma poltrona, dormia aí mesmo enquanto Sakura deitava na cama. Ela nem se atrevia a protestar. Não era bom nesse caso bancar a solidária e deixar que aquela tentação ficasse ao seu lado, ainda que ela acreditasse que ele iria lhe respeitar por ela ser noiva de seu irmão e estarem numa missão.
Na hora de tomarem banho então, era um suplício! Cada qual na sua vez ao tomar banho, trancava-se no recinto e trocava de roupa lá dentro mesmo enquanto o outro aguardava. E aquele que esperava se perdia em mil pensamentos ao lembrar das formas nuas do outro e das sensações provocadas na pele e junção de seus corpos nos tempos em que eram namorados e faziam amor.
No entanto, os dois estavam conseguindo disfarçar muito bem esses sentimentos e pensamentos. Pareciam dois atores encenando uma peça de teatro e sabendo como agir de forma que tudo fosse equilibrado e não terminasse num desastre (no caso, perder a cabeça e agarrarem um ao outro, se é que se pode chamar isso de desastre).
Finalmente, passados esses dias (de paixão e prazer para Naruto e Hinata, e tortura e frustração para Itachi e Sakura), chegaram ao povoado almejado. O local parecia meio deserto. Via-se pelas janelas das casas um ou outro morador que olhava para fora. Pareciam que olhavam com desconfiança para quem não pertencia àquelas paragens.
Os quatro companheiros se hospedaram na única pensão que havia no povoado. Itachi determinou que explorariam os arredores do local altas horas da noite para averiguar uma possível pista do paradeiro da Vila do Som. Não achou prudente que fizessem perguntas ao povo dali porque todos, inclusive, os da hsopedaria os olhavam de forma estranha como se adivinhassem quem eram eles e suas intenções. Aquela gente parecia ocultar um segredo e o Uchiha tinha quase certeza que muitos poderiam saber sobre a vila.
Durante dois dias fizeram ronda cada qual em um canto a fim de averiguar alguma atividade suspeita. Para falarem entre si a longa distância usavam alguns comunicadores que o Uchiha trouxera para a missão em caso de necessidade. Porém, não obtiveram sucesso nas rondas; por isso, Itachi resolveu que teriam que perguntar às pessoas alguma informação, mas aconselhou que todos fossem discretos e observassem para quem estariam perguntando e o fizessem de uma forma casual.
E numa manhã, separaram-se em duplas e foram procurar pessoas com as quais poderiam se informar. Itachi foi com Sakura para um lado enquanto Naruto ia com Hinata para outro. O Uchiha mais a Haruno agiram como se fossem turistas curiosos e aproximaram-se de umas crianças ( pois criança sabe das coisas melhor do que os adultos e são espontâneas em contar) e começaram a conversar com elas. A princípio, elas os olharam desconfiadas, mas depois simpatizaram com eles e entabularam conversação. No meio da conversa, Sakura perguntou com jeito se haviam ouvido falar sobre alguma vila oculta no povoado ou pessoas estranhas que tivessem alguma força ou mesmo armas especiais. As crianças, porém, nada haviam visto ou ouvido.
Então Itachi e a rosada se despediram e foram procurar outras pessoas. No meio do caminho, Itachi comentou:
- Você tem muito jeito com crianças.
- Você acha? – perguntou ela surpresa com o comentário
- Acho. Você será uma boa mãe.
Sakura nada respondeu e manteve-se impassível. Contudo, seu íntimo alegrou-se pelo elogio do Uchiha. "Pena que eu não possa ser o pai de seus filhos", pensou o moreno. Em seguida, interpelaram alguns idosos e de modo casual, também lhes fizeram perguntas. Eles também disseram que nada sabiam, mas Itachi percebeu que mentiam. No entanto, fingiu acreditar e foi-se embora junto com Sakura.
- Eles estão mentindo – disse ele a uma considerável distância.
- Como você sabe? – perguntou a moça
- Percebi. Já fiz muitos interrogatórios e sei quando alguém mente ou finge.
- Bem, isso explica.
- O que quer dizer?
- Nada – cortou a rosada - "Isso explica como conseguiu fingir tão bem que me amava", foi o que ela pensou, mas ao invés disso, indagou – E o que vamos fazer então?
- Vamos encontrar o Naruto e a Hinata para ver se obteram melhor sorte. Caso contrário, vou ter que ser mais radical.
- Como assim?
- Vou ter que usar meu Mangekyou Sharingan e obrigar alguma dessas pessoas a me contar a verdade.
- Isso é realmente necessário?
- Pra uma missão tudo é necessário.
- Ah, então pra você que se dane a vida dos outros desde que se cumpra uma missão.
- Eu não disse isso.
- Mas é o que parece demonstrar. Vai causar danos mentais a um civil inocente só para obter alguma informação.
- O nível deste Sharingan que vou usar não danifica o cérebro de ninguém. O máximo que vai ocorrer é que a pessoa vai ficar desacordada por algum tempo.
- Dano mínimo ou máximo dá no mesmo. Só que pra você é simples assim, né?
- Sakura – o moreno a segurou pelo braço – Percebo uma certa hostilidade de sua parte. Tem alguma coisa pra me dizer que esteja te incomodando?
- Não a nada ser dito – ela se soltou com delicadeza do braço dele – Tudo o que eu tiver que te falar vai se resumir apenas a esta missão e à futura relação que teremos quando eu me casar com Sasuke. É isso, cunhadinho. – deu ênfase à última palavra com ironia.
O Uchiha permaneceu calado e a fitava intensamente. Percebeu uma leve mágoa em seu tom de voz. Mágoa pelo que ele lhe tinha causado. Sakura, porém, tirou-o de seus devaneios:
- Vamos. Como você mesmo disse, temos uma missão a ser cumprida. Temos que achar o Naruto e a Hinata.
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Caminharam um bom tempo em silêncio até que chegaram próximos a um bar da cidade. De repente, presenciaram uma desagradável cena: cadeiras e mesas eram jogados porta afora e um bando de tipos mal-encarados também. Ouviram o grito de uma voz conhecida vinda do bar:
- Rasengan! – era a voz de Naruto
- Mas o quê... – ia perguntar Sakura, mas Itachi adiantou-se e correu para dentro do bar
A rosada o seguiu e os dois viram o que estava acontecendo. Lá dentro, Naruto junto com mais três clones seus estavam brigando com vários tipos enquanto Hinata mobilizava quatro deles com seu Juuken.
- Naruto! Hinata! – gritou Sakura
- Sakura-chan! – contestou o loiro ao vê-la
- Sakura! Itachi-sama! – respondeu a Hyuuga por sua vez
Logo os dois terminaram de abater os homens que estavam no bar e juntaram-se aos seus companheiros. Por todos os lados do local havia vários indivíduos nocauteados.
- O que está acontecendo aqui? – perguntou Itachi com o tom frio, mas demonstrando claramente sua indignação
- Bem, Itachi-sama, é que... – coemeçou Hinata
- A gente veio neste bar perguntar a esses caras se sabiam alguma coisa sobre a vila do som – interrompeu o loiro – E do nada eles começaram a nos atacar.
- Suponho que isso tenha sido idéia sua, não? - indagou o Uchiha
- Bem.... sim – respondeu o loiro já sem graça pelo olhar repreensivo que o outro lhe dirigia
- Baka! Veja a confusão na qual se meteu! – gritou Sakura furiosa – Agora todos saberão que somos ninjas.
- Mas... mas... o plano não era perguntar sobre a Vila para as pessoas?
- Sim, mas eu disse claramente que era para sermos discretos e saber para quem perguntar e onde perguntar sem chamar muita atenção – suspirou – Bem, agora vamos ter que nos retirar rapidamente deste povoado antes que venham mais desses caras. Voltaremos na surdina da noite para fazermos do meu jeito. – olhou significativamente para Sakura. Depois de alguns momentos, ela assentiu.
Eles mal tinham acabado de sair quando se depararam à frente com uma multidão, a maioria de homens, mas haviam algumas mulheres e idosos também. Pareciam furiosos e portavam paus. E foram aos poucos formando um círculo em torno dos quatro.
- Ótimo, Naruto! Muito obrigada – disse Sakura raivosa
- Mas...mas – o loiro tentou se explicar
- Cale-se, baka! – a rosada deu-lhe um murro na cabeça e voltou sua atenção àquela gente.
Um deles, um senhor de aparência de meia-idade se adiantou e disse:
- Intrusos não são bem-vindos aqui. Já sabemos que são ninjas. De onde são e o que querem?
- Ouçam – respondeu Itachi – Não queremos arrumar confusão com ninguém. Somos ninjas de Konoha e só queremos saber onde fica a Vila Oculta do Som. É muito importante, depois vamos embora.
- Nós não temos nada que dizer. O País do Arroz é uma nação pequena que também precisa se defender de países como o seu que se acham os maiorais. O País do Fogo já tem Konoha. Nós não podemos ter também nossa própria vila oculta pra vocês virem aqui nos tirar isso também?
Itachi ficou calado bem como seus companheiros. Eles poderiam facilmente dar cabo de toda aquela gente. O problema é que eles eram civis.
- Vão embora daqui! – continuou o homem – Senão vamos ter que atacar vocês! Podemos não ser ninjas, mas somos a maioria e mesmo que ainda assim não conseguirmos lutar contra vocês, não vamos nos render. Já chega de sermos explorados pelas grandes nações.
- Bem, sendo assim, não tenho outra escolha – disse Itachi no seu tom frio e já ia ativar sua técnica ocular quando foi interrompido por Sakura que apertou seu braço.
- Itrachi, por favor, não – olhou para ele e em seguida, voltou-se para a multidão – Está bem, nós iremos.
Então as pessoas deram passagem a eles e os quatro passaram por aquela gente que ainda os olhava desconfiados. Voltaram para a hospedaria para apanharem seus pertences. No quarto em que dividiam, o Uchiha indagou a Haruno:
- Por que você não me deixou fazer o que era preciso?
- Não lhe parece óbvio, gênio? – respondeu a rosada com ironia – Essas pessoas são inocentes e eles estavam com medo da gente. Eles temem Konoha e a nossa nação.
- O que mostra que devem ser detidos junto com essa tal vila oculta.
- Eles são civis. São gente inocente.
- Sim. Mas são pessoas que seriam capazes de entrar numa guerra pra defenderem o que acham seu direito. E é por isso que estamos aqui. Pra deter o mal antes que ele se torne forte e real.
- Pare de falar como se fossêmos os bonzinhos e eles os vilões – suspirou a garota – Eu não os culpo por olharem nosso país com desconfiança.
- Sakura, eu tinha quatro anos de idade quando começou a Terceira Guerra Ninja. Eu vi muita gente morrer. Muita gente que eu conhecia. E você não faz idéia de como é horrível isso.
Sakura o olhou surpresa. Ele lhe olhava intensamente e parecia sincero no que dizia. Uma coisa tinha que reconhecer: Uchiha Itachi podia ser tudo, menos alguém que não se importasse com a vila e com a sua gente. Era antes de tudo um bom shinobi que cumpria bem seu dever. Em todo caso, perguntou-lhe:
- Está certo. Mas o que vamos fazer? Você pretende colocar mesmo em prática o plano que traçou de voltarmos aqui escondidos à noite e interrogarmos alguém à força?
- Esta parece ser a melhor solução – respondeu o Uchiha suavizando a expressão de seu rosto
Terminaram de arrumar suas bagagens, encontraram Naruto e Hinata na recepção da hospedaria, acertaram sua conta e partiram. Durante o trajeto, Itachi explicou seu plano. Quando estavam quase saindo do povoado, foram interpelados por uma anciã. Era uma senhora de baixa estatura, aparentava ter uns setenta anos, carregava uma bacia de frutas na cabeça e lhes chamou parecendo meio receiosa. Surpresos e intrigados, aproximaram-se da idosa. Esta lhes disse:
- Vocês são ninjas de Konoha, não?
- Sim – respondeu Itachi – A senhora quer nos dizer alguma coisa?
- Olhe, meu filho, eu não deveria nem estar aqui falando com vocês, mas ouvi que vocês vieram aqui pra saber da Vila Oculta do Som e acho que posso ajudar vocês.
- Me desculpe, senhora, mas por que quer fazer isso?
- Bom, eu tenho uma coisa comigo que se chama intuição e algo me diz que boa coisa não vai sair ali daquela Vila e que nós do País do Arroz é que vamos ter dor de cabeça. E antes que isso aconteça, é bom estarmos prevenidos. Se eu ajudar vocês, prometem que seu país não vai deixar o meu na mão se precisarmos.
- Eu prometo. Como futuro Hokage da Vila Oculta da Folha, Uchiha Itachi.
- Uchiha Itachi? – a velha arregalou os olhos – O ninja gênio do clã Uchiha! Minha comadre não vai acreditar.
- Pois pode acreditar, senhora. E dou minha palavra que tudo acabará bem se a senhora puder nos ajudar.
- Bom, sendo assim, vou dizer onde fica a tal vila. Mais pra leste daqui, vocês vão encontrar um vale pedregoso e mais pra frente, um rio. Seguindo o curso deste rio até a nascente, tem ums floresta. No meio dela é que está essa Vila, mas é até aí que nós sabemos onde ela está. Mas acho que o resto vocês como ninjas devem saber o que fazer para encontrar.
- Certo, muito obrigado, minha senhora pela informação – agradeceu Itachi
- Tchau, vovó – gritou Naruto.
- Tchau, meus filhos. Boa sorte! – e disse para si mesma – Vão precisar!
Assim que eles se afastaram, a velha senhroa deu uma risada malvada e transforsmou-se numa bela mulher de cabelos longos e pretos e que trajava roupas de combate: calças com pintas pretas e gola da blusa no mesmo estilo e um protetor com o símbolo do Som. Ela riu e murmurou:
- Idiotas!
Saiu dali e tomou um atalho.
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Os nossos quatro companheiros percorreram o caminho indicado pela falsa anciã. Itachi estava pensativo quando Sakura se aproximou:
- Você também percebeu, né?
- Sim – foi a resposta do moreno
- Foi o que pensei. Você não é de se gabar assim sem mais nem menos. Só quis entra no jogo.
- exato - contestou impressionado pela percepção da rosada
- Do que vocês estão falando? – perguntou Naruto atento à conversa
- Aquela senhora que nos falou sobre a Vila do Som na verdade era um hengue de algum ninja – tornou Sakura
- Como você soube, Sakura-chan?
- De tanto lidar com meu chakra nos pacientes e também nos adversários consigo sentir quando alguém é um shinobi ou não. Somente os ninjas conseguem manipular bem seu chakra ainda que em técnicas básicas.
- Então – disse Hinata – ou ela nos indicou uma direção errada para nos afastarmos ou....
- Nos indicou para alguma armadilha – completou Itachi – O mais provável é que estamos indo para a Vila do Som onde somos esperados para alguma emboscada.
- E você acha prudente nos dirigir assim para o perigo?
- Não temos escolha. É claro que um ninja não deve correr riscos desnecessários, mas este é um caso de extrema importância.
- O que significa que essa tal Akatsuki é realmente perigosa, não é? – concluiu a rosada – Pra você se arriscar tanto a obter alguma informação com o Som. Já me falaram que você é prudente, embora nunca recue numa missão.
- Até que enfim ouço um elogio de sua parte – tornou Itachi meio irônico e satisfeito.
- Eu nunca duvidei de sua integridade como shinobi. Isso (enfatizou a palavra) eu tenho que reconhecer.
O moreno entendeu o recado e ambos se calaram. Itachi voltou-se para seus pensamentos. Desde que esta missão lhe fora designada, algo o estava incomodando. Aquele chakra fraco e estranho que sentiu bem acima da sala do Hokage. A impressão de que estavam sendo vigiados desde a entrada ao País do Arroz e não era só pela população. E agora aquilo, aquela provável armadilha. Tudo junto lhe confirmava suas suspeitas: de alguma forma, desde o início da missão, alguém sabia que eles estariam sendo mandados pra lá. Mas quem poderia ter acesso a essa informação e o que pretendia? Sakura parecia compartilhar de suas reflexões, pois disse:
- Eu acho que já sabiam antes mesmo da gente chegar, não é? Sabiam que a gente viria.
- Humpf – foi a única resposta que o Uchiha deu
Logo chegaram ao ponto final indicado. Itachi, que era ótimo rastreador, conseguiu visualizar vários rastros de atividades lá na floresta imperceptíveis para uma pessoa comum e até para um ninja não tão perspicaz, mas não para ele. Liderou sua equipe e seguiram as pistas.
A caminhada durou o resto do dia até que, por fim, chegaram num tope de um desfiladeiro. Adentraram e depararam-se com uma gruta enorme no meio. Os rastros terminavam ali. Uma grande pedra tapava a gruta e havia um selo grudado na mesma como se fosse uma espécie de barreira.
- É aqui? – perguntou Naruto
- Tudo indica que sim – foi a resposta do Uchiha
- O que estamos esperando então? Vamos derrubar esta pedra e entrar.
- Alto lá, Naruto! – exclamou Sakura – Não é tão simples assim. Vê aquele selo lá em cima? Há uma barreira de proteção nesta pedra e se não a removermos será inútil que entremos.
- Ah, tá. Tô lembrando. Iguais aquelas que a gente já encontrou nas nossas missões. Isso quer dizer que deve ter outros selos espalhados por aqui.
- Hum. Impressionante. Até que enfim disse algo inteligente – tornou Itachi o que fez o loiro amarrar a cara e fazer bico. O Uchiha se segurou para não rir e voltou-se para a Hyuuga – Hinata, pode localizar para nós onde estão os demais selos e quantos são?
- Hai – contestou a garota – Byakugan!
Imediatamente os olhos da garota se apertaram preenchidos de chakra e ela pôde ver à longa distância os outros selos. Haviam mais dois que juntamente ocm o selo da pedra formavam uma espécie de triângulo. Ela informou a Itachi que determinou que ele, Naruto e Hinata cada qual se ocuparia de um selo e removeriam-nos juntos enquanto Sakura quebrava a pedra com o punho concentrado. Para isso, utilizariam-se dos comunicadores para que fizessem a operação ao mesmo tempo, pois se os selos não fossem removidos na mesma hora, seria inútil para quebrar a barreira.
Então cada um foi em direção a um selo: Naruto foi para um selo que estava a sudoeste da gruta e Hinata foi para sudeste; Itachi aguardava que eles se comunicassem enquanto Sakura concentrava o chakra no punho. O moreno observava discretamente sua amada. Estava ansioso para verificar a força que diziam ela ter herdado de Tsunade. Assim que Naruto e Hinata confirmaram suas posições diante dos selos, Itachi disse:
- Ao meu sinal quando eu contar até três. Compreenderam?
- Hai - responderam os dois em uníssono
- Um... dois... três!
Os três removeram os selos na msma hora de uma só vez.
- Sakura! Agora! - gritou Itachi
- Hai! - contestou a shinobi e avançou de uma só vez na pedra com o punho concentrado - Hááááááááááááááááááá!!!
Imediatamente, Itachi deu um pulo e Sakura acertou a pedra com toda sua força. Esta se espatifou em mil pedacinhos formando uma enorme poeira. Assim que a nuvem de poeira se dissipou, Itachi viu a façanha de Sakura. Ficou impressionado e orgulhoso de sua flor. Ah! Que vontade tinha nesse momento de abraçá-la e levantá-la em seus braços para lhe dar os parabéns, mas sabia que não podia. Ao invés disso, limitou-se a dizer:
- Bom trabalho.
- Você também - ela respondeu - Chame o Naruto e a Hinata.
- Certo. Naruto, Hinata, voltem. Nós conseguimos. Vamos entrar - havia uma pequena interferência - Estão me escutando?
- Sim, Itachi - respondeu Naruto depois de algum tempo - Mas é que aqui estou com um pequeno problema.
- Que problema?
- Parece que o inimigo preparou uma armadilha para nós.
De fato, o loiro estava cercado de ninjas mascarados. Mas não eram ninjas reais. Eram sombras que atacavam e multiplicavam-se. À medida que se acabava com uma reapareciam duas no lugar. Com Hinata estava acontecendo a mesma coisa.
- Droga! - disse Itachi
- O que foi? - perguntou Sakura e teve sua pergunta respondida imediatamente pelo moreno - Precisamos ir até eles e ajudá-los.
- Isso nos fará perder tempo. Precisamos seguir e concluir a missão.
- Que se dane a missão! Não vou deixar meus companheiros pra trás!
- Sakura, você é uma shinobi e como tal deve cumprir com as regras. Eu estou no comado e digo que devemos prosseguir.
- Eu estou consciente dos meus deveres como shinobi. Mas não devemos deixar que hajam perdas desnecessárias. Isso também é uma regra. Prossiga você. Eu irei até eles - ela disse num tom de desafio
Itachi sem se alterar disse:
- Olhe, Sakura, você mesma disse que o Naruto era forte e talentoso. O mesmo presumo de Hinata já que vocês hoje são considerados os melhores de Konoha. É verdade que não se deve abandonar os companheiros da equipe e sofrer perdas desnecessárias, mas também tem que se confiar na capacidade deles. Acha que eles não darão conta?
Sakura não respondeu a pergunta. Ao invés disso, pediu:
- Me deixe falar com o Naruto e com a Hinata só para eu averiguar a situação.
- Certo - concordou Itachi diante da teimosia dela
A rosada falou com seus amigos e perguntou-lhes sobre a situação, ao que ambos responderam que era bastante desgastante e que não sabiam como se livrar daquela técnica. Contudo, insistiram para que os dois prosseguissem na frente ou perderiam tempo. Depois, os alcançariam. Diante da insistência deles, a rosada concordou.
- Eles pedem que continuemos, que vão resolver o problema sozinhos. depois nos seguem - comunicou
- Ótimo.
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Os dois avançaram pela gruta correndo. Era a entrada para a Vila do Som. O interior da gruta se mostrou muito maior que imaginavam, parecia uma fortaleza com imensas bifurcações e inúmeras armadilhas que evitavam com cuidado. Demoraram a chegar ao centro.
- Realmente, essa vila é guardada a sete chaves. Quem quer que seja o senhor dela, a defende muito bem de intrusos.
Continuaram a caminhar e se Itachi não fosse um perito em examinar rastros (e descobrir as pistas falsas para confundir) já teriam se perdido naquele lugar que era um verdadeiro labirinto. Por fim, chegaram a um longo túnel à frente deles. Antes que retrocedessem, outra parede de pedra se fechou atrás deles. Estavam encerrados.
- Droga! - se maldisse o Uchiha. Não acreditava ter caído num armadilha tão banal como aquela
Logo, a parede de pedra à direita deles se abriu e lá estavam centenas de ninjas mascarados prontos para atacá-los. Um deles, o mais troncudo e alto (devia ser o líder) deu um passo à frente. Sakura e Itachi estavam em posição de ataque. O ninja não disse nada, mas a um sinal que fez com o braço, todos os outros avançaram para atacar o Uchiha e a Haruno. Daí eles começaram a lutar.
Apesar de serem só eles dois, conseguiram abater sem muita dificuldade todos aqueles lutadores. Itachi usava sua espada e rapidamente os abatia e Sakura com um só golpe no chão, quebrava o solo fazendo aqueles ninjas caírem ou os atacava com seus golpes de taijustsu quando algum saltava sobre ela. O inimigo os estava subestimando. Ou não sabia quem eles eram ou estava caçoando deles para mandar shinobis tão fracos como aqueles mesmo em grande quantidade os atacar.
Quando todos aqueles ninjas estavam abatidos, o que parecia ser o líder deles ficou assombrado e deu meia-volta para fugir, mas Itachi já tinha se posicionado atrás dele.
- Aonde pensa que vai? - perguntou o moreno no seu tom frio e agarrou o ninja pela gola levantando-o acima de sua cabeça - Nos leve para a Vila do som até seu mestre.
Porém, a outra parede de pedra à esquerda se abriu. Sakura se postou do lado de Itachi. Apareceram outros ninjas. No entanto, estes não estavam mascarados e pareciam mais fortes. Entre eles estava a jovem que fingira ser a anciã que falara com eles. À frente do grupo estava um senhor de meia-idade, estatura mediana, careca e com a barba grisalha. Apesar da aparência, Itachi sentiu uma quantidade grande de chakra vinda dele. Pelo jeito, não era um inimigo comum. Notou também que ele era cego, mas parecia saber exatamente em qual direção se posicionar sem auxílio algum. O homem adiantou-se e disse numa voz grave, rouca e sarcástica:
- Muito nos alegram que tenham vindo nos visitar. Espero que tenham se divertido com as nossas boas vindas - assumiu um semblante sério - Porque agora o que os aguarda é a morte.
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Gente, como vocês devem ter percebido, plagiei um pouco a cena dos selos que formam a barreira, mas é que se encaixava aqui. Os próximos dois capítulos serão de pura ação e depois chegará o confronto entre eles e o tão aguardado hentai. Mal posso esperar (nem imaginam o que essa mente perva está planejando). Vou tentar postar mais um capítulo neste fim de semana, mas não garanto. OK? Até a próxima.
