Capítulo 26
"Por que eu só faço com você, só quero com você, só gosto com você..."
Flashback
- Quer casar comigo?- perguntou James Ford a Emily Ohana.
Ele estava de joelhos na areia da praia em Oahu, segurando uma caixinha de veludo azul com um reluzente anel de diamantes dentro.
Emily estava de pé diante dele, os cabelos loiros soltos ao vento da maresia, as mãos no rosto e os lábios tremendo.
- Quero! Quero muito!- ela respondeu, se ajoelhando na areia junto com ele.
James retirou o anel da caixinha e o colocou no dedo dela. Os dois se beijaram intensamente.
Fim do flashback
O coração de James batia acelerado num misto de angústia e culpa enquanto ele estacionava seu carro no hospital geral de Oahu. Por mais que estivesse decidido a se separar da esposa, não queria que nada de mau acontecesse com ela. Sabia que Emily estava extremamente magoada, mas esperava que as coisas entre eles pudessem ser amigáveis; esperava que ela chegasse à mesma conclusão que ele de que o casamento deles tinha sido um erro porque eles eram muito diferentes para ficarem juntos.
Quando chegou à recepção da emergência, James abriu a boca para perguntar sobre sua esposa quando a recepcionista o reconheceu e falou antes que ele pudesse falar:
- James Ford! Oh, meu Deus! É você mesmo?
- Sim, sou eu.- ele respondeu um pouco incerto do que dizer porque não estava preparado para lidar com fãs naquele momento.
- Tira uma selfie comigo?- ela pediu sem esconder a empolgação.
- Eu... – James nem teve tempo de responder quando a garota saiu detrás do balcão, o abraçou de lado e tirou a selfie com oflash ligado bem na cara dele.
- Muito obrigada! Eu te amo!- ela disse, emocionada.
James piscou os olhos tentando se recuperar do efeito do flash em seus olhos claros.
- Ok, será que agora você pode me dizer onde Emily Ford está internada?- ele perguntou educadamente mas com firmeza, lembrando à garota que eles estavam em um hospital e ela tinha que atendê-lo, independente de quem ele era.
- Oh sim, perdão, Sr. Ford.- disse a moça um tanto embaraçada, percebendo sua gafe.
Ela consultou seus arquivos e disse:
- A Sra. Emily Ford está no segundo andar, quarto 205.
- Obrigado.- James respondeu e seguiu para o elevador.
Quando ele chegou ao quarto, encontrou Emily dormindo de lado com uma agulha de soro injetada em seu braço direito. Ele puxou uma cadeira e sentou-se ao lado da cama dela, segurando sua mão esquerda com delicadeza.
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Kate estacionou a picape cinza de quatro portas no canto mais remoto da praia e desceu. Colocou os óculos escuros acimda dos cabelos soltos e cacheados e procurou por Jack com os olhos. Logo o encontrou na beira da água. Ele tinha o paletó nos braços, a camisa azul-marinho de botões parcialmente aberta e a calça social escura metade enrolada nas pernas.
Ela suspirou pensando consigo "como ele podia ser tão lindo?"
- Acho que você está muito vestido para um dia na praia, Shepard..- Kate o provocou.
Jack sorriu e tirou os óculos escuros para olhar direto nos olhos verdes dela.
- Você ao contrário de mim está vestida perfeitamente para a ocasião.
A atriz vestia uma blusa branca muito fina de mangas compridas com apenas alguns botões fechados, revelando a parte de cima do biquíni verde escuro estilo cortininha que ela usava; para baixo ela usava uma saia jeans muito curta com a beira esfiapada e um cinto marrom grosso com uma imensa fivela de ouro velho no formato de uma estrela.
Kate se jogous nos braços dele que a apertou contra o peito forte enquanto sua boca buscava a dela num beijo lento e molhado.
- Fiquei tão feliz de ver a sua mensagem hoje de manhã.- Jack disse quando eles se separaram.
- Eu não sabia se eu deveria mandar...eu...
Jack a beijou de novo.
- Está tudo bem, Katie.
Ela segurou a mão dele e o guiou para perto do carro dela.
- Onde estacionou?- Kate perguntou.
- Do outro lado da praia.- Jack respondeu.
Ela abriu a porta do carro e tirou uma colcha vermelha de dentro que estendeu na areia. Havia uma cesta de piqueinique no banco do passageiro. Jack pegou a cesta e colocou no topo da colcha. Eles se sentaram juntos enquanto ela abria a cesta e retirava os lanches que tinha trazido para dividir com ele.
- Peru defumado?- ele perguntou olhando para o sanduíche embrulhado em papel laminado.
Kate sorriu.
- Eu te amo!- ele disse agarrando o sanduíche, abrindo o papel e dando uma boa mordida.
- Eu mesma que fiz!- ela se gabout. – Tem até molho de cranberry.
Jack suspirou com prazer.
- O melhor que eu já comi.- disse de boca cheia.
Ela se serviu de um copo de suco de laranja que retirou de uma jarra de plástico.
- Como está o Charlie?- Jack perguntou, embora soubesse que aquele assunto era a última coisa que queriam discutir naquela manhã.
- Ele não tá muito bem.- contou Kate. – Eu me sinto tão péssima sobre isso!
- Hey, a culpa é minha! Eu não deveria ter te agarrado na festa. Foi inapropriado...
- Jack, eu deixei você me agarrar. Droga, eu queria que você me agarrasse, Shepard!
Ele a segurou a mão dela e plantou um pequeno beijo na palma.
- Katie, eu estou completamente apaixonado por você.- ele confessou como se não fosse óbvio. – Eu estive pensando...- começou a dizer mas não terminou.
Kate se aconchegou a ele.
- Jack, você ainda ama a Terry?- ela perguntou.
- Sim.- ele respondeu. – Eu a amo como uma amiga antiga e a respeito como a mãe dos meus filhos, mas como mulher...esse sentimento se esvaiu há muito tempo. Muita coisa aconteceu que fez a gente se separar e antes que você diga, Kate, não, não foi você. Por isso que eu disse que estive pensando...
Ela acariciou o cabelo curto dele. Jack suspirou.
- Eu preciso conversar com a Terry. Não quero que ela descubra as coisas do jeito que o Charlie descobriu. Não é justo.
- Eu também acho.- concordou Kate.
- Até o final da temporada teremos que ser muito discretos.
Kate assentiu e eles trocaram um beijo. Ele tirou uma folha de papel do bolso e entregou pra ela.
- A Dana fez pra você.
- Oh!- Kate exclamou olhando o desenho que a menina havia feito. – Jack, eu adoro os seus filhos, não quero partir o coração deles.
- Eu sei, baby, eu sei.- disse Jack abraçando-a.
Naquele momento os dois ficaram pensativos, tentando prever em seu íntimo como ficariam as coisas depois que Teresa Shepard descobrisse que os dois tinham se apaixonado profundamente.
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Ana-Lucia tinha acabado de tomar banho e se vestir. Ela pedira o café da manhã no quarto de James e estava pensando em ir embora quando ele finalmente telefonou lhe dando notícias do hospital.
- Hey, reina.- ele disse do outro lado da linha quando ela atendeu.
- Hey!- ela limitou-se a dizer antes de perguntar: - Como a sua esposa está?
- Ela está bem, eu acho.- disse James. – O médico disse que foi um ataque de nervos por conta de uma dor emocional muito forte. – Mas...ela tá se sentindo melhor e o médico vai dar alta pra ela ainda esta manhã.
- Conversou com ela?
- Brevemente.- ele respondeu. – Ela disse que precisa de um tempo longe de mim pra colocar as ideias no lugar.
- Sei.- disse Ana, sentindo-se mal com a situação toda mas sem deixar de sentir uma pontadinha de ciúmes porque ela sabia que James se importava muito com Emily. – Bem, eu tô indo!
- Indo pra onde?- ele perguntou, surpreso.
- Sei lá! Imagino que você tem coisas a fazer com a Emily e não vai voltar pro hotel.
- Ana, eu te disse que ela não quer falar comigo.- James insistiu. – E tudo o que eu quero é ficar com você. A gente tem un dias de folga, amor, vamos ficar juntos.
- No hotel?- ela retrucou.
- Não. A gente pode pegar o barco e sair velejando por aí. O que acha?
- Pode ser.- Ana respondeu um pouco incerta.
- Hey baby, por que não vem à minha casa hoje?
- Pra sua casa? James, enlouqueceu?
- A melhor amiga da Emily está vindo para levá-la. Ela não vai voltar pra casa por um tempo e eu preciso de algumas coisas de casa pra gente sair no barco...
- James, eu acho que isso não é uma boa ideia.
- Por favor, reina...
- James...
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Mais tarde naquela noite quando James Ford cruzou o portão de sua mansão de frente para a praia nos arredores de Oahu, Ana-Lucia Cortez sentiu um súbito nervosismo.
James estacionou o carro na garagem com muito cuidado e voltou os olhos azuis para Ana-Lucia, eles pareciam ainda mais profundos por alguma raão. Ela sorriu para ele, e gracejou:
- Então você é rico!
James deu uma risada bem-humorada: - Como você pode ver!
Desceu do carro e contornou a picape indo abrir a porta para ela antes que descesse.
- Não precisava fazer isso.- ela comentou quando ele abriu a porta.
- Mas eu quero ser cavalheiro.
Ana-Lucia deu de ombros e desceu pegando sua bolsa. James estendeu sua mão a ela e disse: - Venha senhorita Cortez, seu tour pela mansão Ford começa agora!
Ela o acompanhou e juntos adentraram a bela mansão. Ana-Lucia alargou os olhos ao ver tanta suntuosidade. As paredes da casa eram imaculadamente brancas, tapetes persa espalhados estrategicamente pela sala, sofá enorme e convidativo, vasos antigos nas mesinhas e um home theather altamente equipado. Ela assobiou:
- È, cowboy, você sabe como viver bem!
- Na verdade, eu não sou muito dado a luxos, isso é coisa da Emily, eu ficaria mais feliz em uma cabana antiquada com uma lareira.
Ana-Lucia franziu o cenho ao ouvi-lo falar de Emily. James notou e logo mudou de assunto.
- Então, fique à vontade, a casa é sua, pode ir aonde quiser.
Ela deu um sorriso safado.
- Quero ir pro quarto!
- Seu pedido é uma ordem.- respondeu James erguendo-a nos braços.
Ana-Lucia riu e passou os braços ao redor do pescoço dele, arriscando:
- Mas não quero que você me leve para qualquer quarto, quero ir até o seu quarto.
James sentiu um aperto no peito. Sabia que levar Ana-Lucia para a cama que costumava dividir com Emily seria ir longe demais, mas ele estava louco por ela, tanto que não conseguia sequer raciocinar. Seu corpo doía de desejo contido, queria tê-la mais uma vez, precisava dela como o ar para respirar. Franzindo a sobrancelha e um pouco incerto, James respondeu:
- Está bem!
Ana-Lucia quase não acreditou quando ouviu James dizer que a levaria para o seu quarto. Ela havia arriscado para ver até onde a loucura dele por ela ia e se surpreendeu com a resposta.
- Pronto!- disse ele, pondo-a no chão quando lá chegaram.
Abriu a porta branca com a maçaneta dourada e introduziu Ana-Lucia em seu quarto. Era muito amplo, com uma cama enorme, decoração de muito bom gosto e um retrato gigantesco de Emily em preto e branco na parede.
Ana não gostou de ver aquele retrato, aliás ela não gostara nada do quarto. Sentiu ciúmes ao imaginar que James tinha feito amor com Emily naquela cama, olhando para aquele retrato enorme e de péssimo gosto.
- O que achou?- questionou James meio sem saber o que dizer.
- Man, eu detestei.- ela respondeu. – Esse lugar me tira o tesão, vamos sair daqui!
Eles foram para a sala de estar. Ana-Lucia se jogou no sofá, insinuante e perguntou a ele:
- Então, não me oferece nada para beber?
- O que quer beber?
- Tequila e tônica.- respondeu ela brincando.
- O drinque da sua personagem- falou James, achando graça. – Eu vou buscar.
Enquanto ele se afastava para ir até o bar, Ana-Lucia olhou para a porta de saída da casa e pensou se ia embora naquele mesmo instante. As coisas estavam ficando absurdamente sérias entre eles, e ela sabia que o caminho da paixão era sem volta. Entretanto, não teve coragem de ir, estava ali com seu amor, louca por outra noite inteira de luxúria com ele e se fosse embora tinha certeza de que se arrependeria. Se ele não gostasse dela de verdade não a teria até sua casa. Mandou o bom-senso às favas mais uma vez e relaxou no sofá.
James não demorou a voltar com o drinque. Ana o admirou à medida em que ele caminhava até ela com aquele sorriso sedutor e safado nos lábios, aquelas covinhas deliciosas nas bochechas. Tomou a bebida das mãos dele e sorveu um gole. Ele a fitava com paixão extremada e Ana-Lucia sentiu as conseqüências daquele olhar em seu corpo. Seus seios estavam tão intumescidos que chegavam quase a furar o cetim prateado do vestido que usava, as pernas estavam ligeiramente bambas e ela se sentia úmida. Aliás, ficava úmida só de pensar nele, quando ele a fitava daquele jeito então, perdia as estribeiras. Passava noite e noites se retorcendo na cama fantasiando o corpo delicioso dele tomando o seu.
Como se adivinhasse os pensamentos dela, James fixou seu olhar nos lábios vermelhos e carnudos de seu objeto de desejo, afastou os cachos escovados que caíam em seu rosto. Os lábios dela se abriram em um suspiro, o coração parecia que ia saltar. Ele então a segurou pelos ombros trazendo-a lentamente até ele, as bocas finalmente se encontrando. Ana-Lucia agarrou-se a ele; a boca faminta. Ele gemeu e a deitou, beijando-a até quase sufocá-la. Finalmente, ele parou percorrendo o corpo de Ana-Lucia com os olhos.
- Vamos tirar isso!- sugeriu ele, erguendo a bainha do vestido dela.
Ana soltou o fio que o prendia no pescoço e ergueu os braços para que James lhe tirasse o vestido, jogando-o longe. Em seguida, ele deu beijinhos nos tornozelos dela, retirando uma a uma as sandálias pretas que ela usava.
- Assim fica mais fácil!- ele completou com um sorriso triunfante.
Ela ficou olhando para ele, esperando que tirasse a roupa. Mas James não o fez, ao invés disso, afastou a perna dela e se sentou no sofá, começou a percorrer sua pele, brincando com seus mamilos.
Ana deu um pequeno gemido de ansiedade e suspirou de frustração quando ele parou de acariciar seus seios e subiu pelos seus ombros e pescoço até chegar ao rosto. Segurando-o, ele se abaixou até suas bocas se tocarem. A língua contornava os lábios dela.
- Agora me dê aqui sua língua.- ordenou ele.
Ela estendeu a língua a ele num gesto erótico e tremeu quando ele tocou a ponta da língua dela com a sua e depois a sugou.
- Gostosinha.- ele murmurou. – Eu te quero muito...
- Te quiero, papí.- ela sussurrou dando continuidade ao duelo entre as línguas.
- È bom ouvir isso, reina.- ele completou devorando a boca de Ana-Lucia.
Afastou-se dos lábios dela e desceu a cabeça em direção aos seios arfantes. Ana soltou um gemido quando ele esfregou o queixo áspero da barba por fazer nos mamilos dela. Estavam tão intumescidos que pareciam queimar. James os beijou e sugou.
Uma descarga elétrica percorreu-lhe o corpo e alojou-se entre as coxas. Ele segurou-lhe as mãos e empurrou-lhe suavemente no sofá. Os lábios dele se concentraram no outro mamilo, mordiscando-o. Quando Ana arqueou-se novamente, ele a conteve, mantendo-a quieta para continuar a brincadeira com os seios.
O efeito era delicioso, ela estava muito excitada. Contorcia-se entre os lábios e mãos que a subjugavam, gemendo, sentindo prazer e dor. De vez em quando sentia-o morder um mamilo e depois o sugava. Ana-Lucia respirava aliviada quando ele soltava, mas ansiava pela repetição.
Mas de súbito ele parou, e as mãos desceram para o ventre dela, tocando-a tão delicadamente que a sensação que ela tinha era de que plumas deslizavam por sua pele.
- Vamos tirar isso também!- James acrescentou num timbre de voz grave e sensual, se referindo à calcinha branca e rendada que ela ainda vestia.
- Pode tirar!- respondeu Ana-Lucia iniciando a tarefa que James fez questão de concluir.
Uma vez que ela estava totalmente nua, James não perdeu tempo e tocou o vértice úmido e aconchegante entre as pernas dela. A língua fez o mesmo trajeto, parando no umbigo enquanto os dedos a penetravam. Ela começou a gemer de prazer de um jeito dengoso e manhoso que enlouquecia James
- Assim papí, eu quero mais! Mais!
Ele obedeceu apoiando a perna dela em seu ombro e substituindo os dedos pela boca. Quando ela arquejou, ele agarrou seus quadris e os levantou para ter melhor acesso ao que pretendia e imobilizou-a.
- Ai cowboy, assim é tão gostoso.- ela instigava. – Hummmm, não para, não para!
Sua língua massageou seu ponto fraco e ela quase gritou. E outra vez, e mais outra, num ritmo cadenciado. Ela cerrou os dentes para não gritar. Mas não funcionou muito tempo porque quando os lábios dele abocanharam e sugaram sua intimidade, Ana-Lucia deixou escapar um grito e atingiu o clímax. Os espasmos sacudiram seu corpo por um tempo que lhe pareceu quase infinito até cessarem.
James se levantou com ar de moleque:
- Preciso me recompor, seu entusiasmo me tirou do sério, Lucy.
Ela deu uma risadinha maliciosa.
- Da próxima vez vamos chegar ao céu juntos e por muito mais tempo. Não saia daí.- ele abaixou a perna dela de cima de seu ombro e deu um beijinho em sua barriga, se afastando em direção ao banheiro.
- James!- ela chamou, se sentando no sofá.
- Eu já volto!- ele gritou de lá de dentro do banheiro de visitas.
Ana-Lucia se encolheu no sofá, de repente o bom senso ameaçava voltar. Estava completamente nua na sala de James Ford e se de repente Emily entrasse pela porta e os flagrasse naquela situação. Olhou para suas roupas atiradas pela casa e ponderou se não devia chamar um táxi e ir embora, mas James logo voltou turvando todos os seus pensamentos coerentes. Estava completamente nu e escandalosamente excitado. Ana ergueu uma sobrancelha quando o viu naquele estado.
- James, pensei que você tivesse dito que havia se "empolgado" demais com o meu entusiasmo.
- Eu sei o que eu disse- ele respondeu. – Mas já devia saber que uma mulher como você não me faz perder as baterias tão rápido.
Ele a ergueu do sofá, carregando-a em seus braços.
- Hum, hoje você está com vontade de me carregar! Vai ficar com dor na coluna, eu não sou muito leve!- ela brincou.
- Quanto você pesa?- ele indagou, subindo as escadas com ela.
- Uns 55 kg!
- Só isso? Pra mim está ótimo.
Ana-Lucia ficou pensando se ele iria levá-la para o quarto de Emily, mas dessa vez ele a levou a um lugar muito melhor.
- Esse é o meu refúgio!- anunciou ele colocando-a no chão.
Era um quarto aconchegante com paredes de madeira, sofás de couro, um tapete de pele ao centro, uma cama convidativa e uma janela com varanda que tinha vista para o mar, além de uma escrivaninha, uma charmosa máquina de escrever daquelas bem antigas, um aparelho de som e uma estante apinhada de livros. Aquele lugar sim deixou Ana-Lucia encantada e muito à vontade.
- Esse quarto se parece muito mais com você!- disse ela indo abraçá-lo. – Eu me sinto muito bem aqui!
- Pois eu me sinto muito bem em qualquer lugar com você, desde que esteja assim, nua.- ele respondeu com um sussurro ao pé do ouvido dela.
Ana sentiu um arrepio gostoso na espinha e deu-lhe um selinho na boca, indo se deitar na cama espaçosa. Deitou-se de costas de modo displicente, os cabelos negros se espalhando pelo travesseiro.
- Você é a própria deusa do amor!- James comentou aceguerado por ela. Ficava completamente encantado com o jeito despudorado e tranquilo de Ana. Ela parecia não dar a mínima ao fato de ser observada nua, sem um pingo de maquiagem, do jeito que veio ao mundo. Sem máscaras, era simplesmente ela mesma, a sua Ana-Lucia.
Percebendo que ele não tirava os olhos dela, Ana-Lucia voltou a sentir a excitação crescer novamente dentro de si e com o intuito de provocá-lo, remexeu-se sobre os lençóis, ronronando como uma gata selvagem. Aquilo foi suficiente para tirá-lo do transe em que se encontrava diante da beleza natural dela e ele finalmente acercou-se de Ana na cama.
Ela ficou quieta e deixou com que ele explorasse seu corpo mais uma vez. James deslizava os lábios pelas costas dela e distribuiu beijinhos ao mesmo tempo em que lhe beliscava o bumbum de um jeito moleque, fazendo com que ela risse levemente.
Ana-Lucia esperou que ele estivesse bastante distraído com as curvas dela e de repente, investiu contra ele, trocando de posição na cama, dominando-o. James se assustou momentaneamente.
- Lucy!
- Agora você é quem vai ficar quietinho, cowboy. Vai deixar eu me divertir um pouco, e nem pense em tirar o doce da minha boca antes da hora.- ela deu uma piscadela para ele e começou a beijar e lamber o peito forte e suado.
James a obedeceu, ficando bem quietinho e desfrutando das carícias dela. Ana seguiu beijando-o e acariciando-o lentamente. Quando ela sugou o mamilo dele, James arfou e ela riu.
- Está vendo só? Prove do próprio remédio, sinta o que eu sinto quando você faz isso comigo, gostosinho!
Atrevida, ela desceu lambendo a barriga dele e acariciou o umbigo de modo ritmado, cotornando-o com a língua e depois penetrando-o levemente. James cerrou os dentes, mas continuou quieto, ansioso para que ela o tocasse onde o nível de excitação já estava ficando insuportável. E foi o que ela fez, castigando-o com suas carícias.
James gemia, de olhos fechados e Ana-Lucia se sentia poderosa em provocar todas aquelas sensações nele. Brincava com a intimidade dele usando as mãos, boca e língua, levando-o ao céu.
- Oh Lucy, te amo!- ele murmurou gemendo de prazer.
- Você é uma delícia, cowboy!- disse ela dando fim à tortura, sentando-se sobre ele de modo insinuante. – Agora vamos ao céu juntos porque o seu entusiasmo já está me levando à loucura.
Ele não perdeu tempo e ao sentir suas intimidades tão próximas, arrebatou-lhe de uma vez só, segurando-a pelos quadris. Ana-Lucia cavalgou sobre ele de modo ritmado, gemendo sem pudores, pronunciando palavras de amor e sexo.
Amaram-se de maneira selvagem, devorando as bocas um do outro. Iam cada vez mais rápido até que o clímax explodiu para ambos, como estrelas cadentes despencando do céu sem aviso, milhões de partículas elétricas que se expandiam por seus corpos. Inebriado, James sentia os espasmos do corpo dela apertando o seu, elevando o nível de seu prazer.
Ana-Lucia sentiu o resultado do gozo dele dentro de si e mordeu os lábios apertando as coxas ao redor do corpo dele uma última vez, antes de deixar-se cair no colchão.
Ela respirava pesadamente, exausta mas satisfeita. Ficou quieta esperando com que sua respiração voltasse ao normal até que sentiu James acarinhando-lhe os cabelos suados.
Ana sorriu e fechou os olhos. James cobriu a ambos com o edredon da cama. Encostou a cabeça no pescoço dela, dando-lhe um último beijinho na nuca, antes de adormecerem juntos.
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James abriu os olhos de repente e notou que já era dia. Estendeu o braço na cama e sentiu falta do corpo de Ana-Lucia junto ao seu. O coração começou a bater mais forte, ela não poderia ter ido embora assim. Levantou-se da cama, pegou um short de surfista no guarda-roupa, lavou o rosto rapidamente no banheiro e desceu as escadas correndo. Ana-Lucia se dirigia à porta. Pigarreando, James indagou com os braços sobre o peito nu:
- Aonde a senhorita pensa que vai?
Continua...
