Capítulo 25 – O primeiro embate
- Todos preparados?
- Sim... Acho que já é hora de partirmos Vitor. – Um nervosismo aparente preenchia a face de todos que ainda encontravam-se no acampamento, havia pouco mais de 12 pessoas e nenhum deles sabia o que aconteceria quando chegassem ao esconderijo de Voldemort.
- Bom, vamos em grupos de 4 então... Primeiramente o grupo da Gabrielle, depois o do Rony, em seguida o da Anna e por fim o meu. Todos entenderam? – Krum olhou imponentemente para todos que se encontravam parados diante de si e esperou pela resposta.
- Sim...
- Vá Gabrielle.
Em seguida a fala de Krum um estalido percorreu o ambiente e uma pequena nuvem de fumaça surgiu.
- Rony espere alguns segundos e vá.
Outra vez a mesma coisa aconteceu e continuou assim até que o acampamento se encontrasse completamente vazio.
O esconderijo de Voldemort realmente fazia jus a fama de seu dono, a paisagem compunha-se exclusivamente de pequenos arbustos e grandes clareiras de terra, o som do mar fazia-se presente a distancia, assim como o pio das corujas e uma vez ou outra o uivar de um lobo.
O castelo levantava-se imponente ao norte da onde todos desaparataram, não era nem de perto um lugar grandioso, mas serviria perfeitamente para manter prisioneiros, assim como Harry havia mencionado.
- Vamos repassar o plano novamente... – Krum sussurrava as palavras o mais baixo que podia. – Rony, você e seu grupo devem fazer a volta e tentar chegar ao castelo pelo norte... Gabrielle deve atacar pelo oeste e o meu grupo e o da Anna atacaremos juntos pelo sul. Mas o mais importante é que vocês se lembrem... Caso algo de muito errado ocorra lancem o sinal no céu e fujam, de maneira alguma duelem com Voldemort caso ele esteja no castelo. Todos entenderam?
Um balançar afirmativo de cabeças percorreu todos os presentes e em seguida um farfalhar produzido pelo movimento de todos iniciou-se.
- Olhe Moody! – Um dos garotos que estava junto a Olho-tonto apontou incisivamente para o portão de Hogwarts ao mesmo tempo que levantava sua varinha. – Olhe, tem alguém no portão!
Moody, antes mesmo da reação do garoto, já havia notado a aproximação de um vulto próximo ao portão. O vulto vestia vestes negras que cobriam-lhe completamente o corpo, a única coisa que podia-se ver era sua varinha pendendo da mão direita.
- Todos fiquem preparados! Envie o sinal! – Moody bradou suas ordens e mais uma vez manteve-se em silencio, apenas observando.
Logo em seguida um pequeno clarão vermelho coloriu o céu de Hogwarts e permaneceu por alguns segundos, no mesmo instante um ruidoso farfalhar se fez notar em todo o percurso que ligava o portão a entrada do castelo.
O olho mágico de Moody girava em todas as direções freneticamente, limitando-se a, em alguns momentos, fixar-se no vulto parado defronte ao portão e em seguida voltando a girar.
O vulto levantou sua varinha e toco de leve sua ponta no metal frio, não demorou muito e um ranger metálico anunciou que o portão se abria.
- Não ataquem! Não Ataquem! – Moody gritou de forma a todos próximo ao portão ouvirem sua voz. – É o Neville!
Todos permaneceram estáticos e lançaram um olhar pasmo para o vulto, há muito tempo eles não tinham noticias de do jovem desaparecido e muitos já acreditavam que ele estava morto.
O vulto caminhou calmamente para dentro da escola, seu andar era pesado e penoso, durante aproximadamente um minuto todos observaram fixamente seu caminhar, após cerca de 30 metros ele parou e caiu.
Apesar do forte instinto de levantarem-se e irem ajudar o antigo companheiro a razão se sobrepôs alertando-os de que aquilo poderia ser uma emboscada.
Moody rangia os dentes e controlava os mais próximos para que não fossem ao socorro de Neville, ele mantinha seu olho mágico constantemente em busca de inimigos enquanto o outro focalizava o portão.
Passaram-se quase 5 minutos até que um garoto, que não aparentava ter mais de 15 anos, correu em direção ao corpo estendido sobre o caminho que levava ao castelo e começou a arrasta-lo pelas vestes. Mesmo com a recente movimentação tudo mantinha-se no mais completo silencio e Moody ainda assim impedia que aqueles que o acompanhavam fossem ao encontro do garoto e de Neville.
Não demorou muito até que mais dois garotos abandonassem suas posições para ajudar Neville e logo já podia-se perceber onde muito dos outros estavam escondidos, os únicos a não revelarem suas posições eram os companheiros de Moody, justamente devido a presença do Auror.
Os três garotos já estavam quase chegando a porta do castelo com o companheiro ferido nos braços quando uma veloz sombra correu pelo portão, o olho mágico de Moody pode percebê-la, mas já era tarde de mais para um dos garotos quando Olho-tonto foi capaz de gritar um aviso.
Um jato verde de luz irrompeu no ar e acertou em cheio as costas do jovem que segurava os pés de Neville, fazendo-o cair inerte de encontro ao solo. Antes mesmo que seus companheiros pudessem fazer algo, ou que os outros tantos escondidos pudessem ter uma reação uma enorme quantidade de sombras penetrou pelo portão e em seguida um festival de jatos de luz cobriam a área de entrada da escola.
Mórbidos jatos esverdeados dançavam pelo ar tentando acertar sua próxima vitima enquanto alguns poucos jatos vermelhos faziam-se presentes. Os vultos trazidos por Voldemort mostraram-se extremamente eficazes e não estavam dando sequer uma chance para que os soldados de Moody defendessem-se, por alguns minutos a luta foi feroz e muito desequilibrada.
Moody corria em meio aos feitiços no intuito de salvar quantos mais conseguisse e em alguns poucos momentos de sorte aventurava-se a lançar algum feitiço no Comensal mais próximo.
- Voltem todos! Para o castelo! – A voz de Moody soou por todo o gramado e logo todos começaram uma pequena corrida de encontro à ultima esperança de salvação.
Moody salvou o máximo de "soldados" que pode antes dele próprio iniciar seu recuo, alguns poucos já se encontravam as portas do castelo, preparando-se para novamente batalhar quando os comensais chegassem mais próximos.
Só agora eles puderam ter uma noção real da batalha, eles não passavam de 50 bruxos a beira do portão e olhando agora, fora da batalha, puderam perceber que havia com certeza mais de 100 comensais e, com certeza, muitos outros ainda preparando-se para entrar no perímetro da escola.
Assim que Moody chegou às portas do castelo com ele chegaram os Comensais e novamente a batalha direta se iniciou. Agora a luta aparentava estar um pouco mais igual, mas mesmo assim o numero de Comensais era muito grande para os poucos defensores.
Moody vendo-se encurralado mirou sua varinha para o céu e liberou um jato dourado de luz que subiu cerca de 30 metros e explodiu como um rojão, muitos comensais pararam para ver o que acontecia, mas poucos entenderam o que aquilo significava, entretanto nos segundos seguintes eles já puderam entender.
Surgindo do nada vieram cerca de 30 guerreiros todos montados em vassouras e voando velozmente por cima da cabeça dos comensais, os guerreiros lançavam feitiços e empurravam os comensais de encontro a entrada do castelo, encurralando-os assim entre a tropa de Moody e os outros 50 novos guerreiros que surgiram correndo do meio das arvores mais próximas da floresta proibida.
Agora em maior numero a tropa de Moody conseguia lutar igualmente contra os Comensais e logo conseguiram sobrepujá-los e por fim derrotá-los. Um grande lampejo de felicidade percorreu o corpo de todos naquele momento e altas urras de satisfação preencheram o ar.
Todos se congratulavam e procuravam por feridos, mas antes mesmo que pudessem se recompor uma visão assustadora preencheu a paisagem de todos. Agora, passavam pelos portões grandes levas de Comensais, cada grupo devia ser composto por cerca de 50 inimigos e até o momento já se somavam, aparentemente, 5 grande regimentos.
