Notas da Autora
Após descobrir a verdade, Sayuri deseja...
Enquanto isso, após Goku e Katatsu chegarem em um planeta, eles se surpreendem, quando...
Capítulo 25 - O desejo de Sayuri
Após ouvir a história de sua genitora, Sayuri está chocada, pois, ainda digeria o que ouviu, até que pergunta, fracamente:
- Então, eu não sou humana?
A mãe olha condoída para ela e fala:
- Não, meu amor. Eu peço desculpas. Mas, saiba que fizemos por amor. Sei que fomos egoístas. Eu sinto tanto.
A jovem suspira tristemente e se levanta, falando:
- Preciso pensar sozinha, um pouco.
Nisso, ela se afasta, enquanto que a mãe dela olhava tristemente para ela, sendo que senão fosse a sua doença, nunca teria revelado a verdade a sua amada filha, pois, desconfiava da reação dela e não podia condená-la. Seria uma notícia chocante para qualquer um.
Longe dali, em um canto, longe da vista dos outros, ela está pensativa, sendo que estava sentada no chão de pedra com as costas apoiadas em uma parede fria, enquanto pensava no que foi revelado.
Sim. Ela estava em choque. Aliais quem não ficaria ao saber que viveu uma mentira?
Porém, entendia os sentimentos de seus pais e que eles sacrificaram tudo, para ter a sua única filha de volta, mesmo que tivessem que torna-la uma bioandroíde. Eles foram egoístas ao pensarem neles mesmos, sendo que sabia que os pais eram assim. Eles a amavam e muito. Por isso, fizeram a única coisa que poderia ser feito para ter a sua filha de volta.
Quem ela era para julgá-los? Ainda mais um ato movido por amor. Claro, egoísta, mas, nem por isso deixava de ser por amor.
Ela suspira e fica pensativa por algum tempo, até que se levanta e volta para o quarto onde estava a sua mãe, que estava nervosa, apertando o lençol entre as suas mãos e fala, com a sua genitora olhando expectante para ela:
- Não posso condená-los. Foi um ato egoísta, mas, foi por amor. Vocês estavam desesperados, pois, meu estado era crítico e dificilmente eu iria sair do coma. Inclusive, mesmo se saísse do coma profundo, por algum milagre, eu teria graves sequelas. Transformar-me em uma bioandroíde era a única opção que vocês tinham. Eu compreendo.
Nisso, ela senta e a mãe se ergue para abraça-la, sendo que Sayuri sorri, enquanto que a genitora tinha lágrimas nos olhos devido a imensa felicidade que sentia, até que é deitada gentilmente pela filha.
- Se eu sou uma bioandroíde, eu devo ter algum poder ou força sobre humana, né?
A mãe dela olha preocupada para a filha que fala, após suspirar:
- Eu estou perguntando isso, pois, quando sairmos daqui, em algum momento do futuro, eu quero ajudar as pessoas. Quero ser, tipo, uma heroína, já que eu tenho poderes.
- Heroína?
- Sim. Quero salvar vidas com o meu poder. Quero fazer algum bem ao mundo. Não quero ficar com esse poder, sem uso. – ela fala determinada.
- Mas, se fizer isso, irá se ferir. Estávamos planejando que usasse esse poder para se defender, se fosse necessário, assim como não desejávamos que se colocasse em perigo, meu amor. – a mãe fala preocupada.
- Kaa-chan, vocês me transformaram em uma biondroíde por amor. Agora, eu quero usar esse poder para salvar o mundo e fazer alguma diferença na vida das pessoas. Sei que estou sendo egoísta, ao não pensar em seus sentimentos. Mas, agora, eu quero ser egoísta também e por uma boa causa. Sempre quis ser uma heroína e agora, posso cumprir com o meu sonho. Pelo menos, em algum momento no futuro.
A genitora suspira e se recorda que a sua filha sempre lia os quadrinhos de super heróis, focando-se em super heroínas, além de ter sentimentos altruístas desde criança. Quantas vezes ela não tentou salvar um animal? Quantas vezes não procurou ajudar os outros? Inclusive, ela é querida por muitos funcionários do palácio, por causa de seu coração bom e gentil.
Claro que não compactuava com os planos da filha, pois, sempre vinha a sua mente, a visão dela ferida ou agonizante e tais pensamentos sempre a preocupavam. Ela queria colocar a sua filha "embaixo das asas" e não deixa-la encarar o mundo. Queria protege-la de tudo e de todos.
Porém, sabia que era algo impossível, mesmo que não estivesse gravemente enferma. Não podia proteger para sempre a sua filha. Em algum momento, teria que "soltá-la" e isso a angustiava, enquanto que meditava sobre as palavras de Sayuri e o seu desejo genuíno de ser uma heroína.
De fato, ela e seu marido, movidos por amor, foram egoístas ao transformarem a amada filha em uma bioandroíde, dotando-a de força sobre humana e grandes poderes, como consequência do projeto aprimorado pelo doutor Brief.
Portanto, se analisasse por esse ângulo, cogitava a hipótese de que a sua filha merecia o direito de escolha, já que lhe privaram quando ela era pequena, ao decidirem por ela, uma decisão que iria repercutir em toda a sua vida. Será que era tão egoísta e intransigente, que não poderia apoiar a sua filha em sua decisão? Será que seria tão intransigente, ao ponto de não ter consideração pelos sentimentos de sua amada filha, mesmo que fossem contrários ao que planejou?
Hanna olha para a filha, percebendo que os olhos dela exibiam uma intensa determinação, até que suspira e fala derrotada:
- Sim. Inclusive, o doutor Brief deu a ideia de fornecer conhecimento de artes marciais para você. Inicialmente, não gostamos dessa ideia, mas, ele disse que seria uma precaução, caso fosse necessário, pois, não sabia como seria o futuro. Nunca imaginei que no final, você iria libertar por si mesmo, a trava que contém a maior parte do seu poder e força, assim como o conhecimento de artes marciais, quando falasse a verdade. Mas, se de fato, deseja seguir o seu sonho, quem sou eu para ficar contra o que deseja, após o meu ato e o do seu pai para com você, sem consulta-la, pois, era um bebê e estava em um coma profundo e provavelmente, irreversível?
- "Trava"? – ela pergunta confusa.
- Sim. Você é forte demais para um humano, assim como poderosa. Para impedir que alguém desconfiasse de você ou cogitasse alguma hipótese, chamando uma atenção "indevida", foi instalado uma espécie de "trava", digamos assim, que limita a sua força e poder. O conhecimento de artes marciais está selado dentro de você, pela parte androide sua. Se libertar todas as travas e liberar o conhecimento, você vai passar a sentir esse outro sistema, que até então estava oculto. Com o tempo, você pode usá-lo, caso sinta necessidade, a fim de preservar alguma consciência, podendo usar como um "baú", digamos assim. Espero que nunca tenha que usá-lo, pois, fico desesperada ao pensar em que tipo de situação você seria obrigada a usar essa parte, até então, inconsciente sua.
- E como eu vou destravar? – ela pergunta curiosa – Pelo que eu entendi, eu mesma consigo destravar o meu verdadeiro poder e força, assim como o conhecimento de artes marciais.
- Apenas, tem que se concentrar. Agora, você tem o conhecimento para destravar tais poderes e conhecimento. Basta procurar um lugar calmo e se concentrar. Procure acessar o local mais profundo de sua mente. Poderíamos ter colocado algum dispositivo ou algo assim, mas, temíamos que alguém conseguisse fazer algo, ao usar tal mecanismo. Por isso, decidimos, na época, que você mesmo iria retirar as travas, caso viesse a tomar conhecimento de si mesmo. Confesso que esperávamos que esse dia nunca chegasse e que você tivesse uma vida normal.
- Eu sei. – ela fala sorrindo.
Então, beija gentilmente a testa da mãe, para depois encostar as costas na parede ao lado da cama da genitora, passando a se concentrar, sabendo que ninguém iria, ao menos, por algumas horas, até o quarto onde estava a sua mãe, pois, as outras mulheres que ocupavam os demais leitos, estavam ocupadas.
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AGE 755 - Wakusei Harse (Planeta Harse)
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Após vários meses no espaço, as naves de Goku e Katatsu chegam a um planeta, cuja atmosfera era arroxeada, sendo que havia pouca oxigenação, garantindo assim, na visão do namekuseijin, um treinamento excelente para o seu filho, pois, era uma condição adversa que iria intensificar o treino dele.
Claro, os saiyajins podiam se adaptar a condições externas.
Porém, se fossem obrigados, constantemente e implacavelmente por anos, iria haver um aumento natural da resistência.
Além disso, esse planeta era famoso pelas tempestades violentas com relâmpagos ferozes e implacáveis.
Havia uma raça humanoide com a pele coberta de escamas, sendo que vivia em tuneis e galerias embaixo das terras, sendo que ocupavam rochas também. Tinham em torno de um metro e sessenta, olhos como os de besouro, orelhas grandes e pontudas, além de terem chifres, sendo que usavam pele de animais como roupas. Eram os harsianos.
Após as naves pousarem em uma espécie de platô, Katatsu e Goku se aproximam da borda e observam em um vale próximo dali, vários membros do povo que viviam no planeta, fugindo de alienígenas armados.
Inicialmente, o namekuseijin pensou que eram homens de Freeza ou de Koora, já que estavam próximos dos limites do território de Freeza, que faziam divisa com os do irmão mais velho.
Porém, não eram soldados e se recorda que esses tipos de roupas eram de piratas especiais e fala:
- São piratas espaciais.
Kakarotto observa tudo em volta e avista algo, ao estreitar os olhos, sendo que aponta e fala:
- Aquela nave deve ser a dos piratas espaciais.
- Pelo visto, sim.
- Seria ótimo termos essa nave para nós. O que acha, tou-chan?
- Uma excelente ideia, meu filho – nisso, olha para o povo que fugia desesperado, sendo que alguns foram capturados e frente a isso, o namekuseijin estreita os olhos – Vamos salvá-los e de quebra, conseguiremos uma nave. Só quero que você os deixe gravemente feridos. Não mate eles, ainda. Quero vasculhar a mente deles para aprender a pilotar a nave.
- Tudo bem, tou-chan.
Então, ambos avançam nos piratas espaciais, sendo que Goku procura nocautear todos, sendo que o pai dele começa a revirar a mente deles, sendo que os mata, em seguida.
Após algumas horas, todos estão mortos, sendo que Katatsu conseguiu encontrar o piloto da nave que estava escondido, tremendo e muito, conseguindo assim os dados que precisava. Eles também libertaram todos que foram escravizados.
Após libertarem todos que estavam presos em jaulas, os harsianos se aproximaram de ambos, olhando-os curiosamente, para depois o saiyajin e o namekuseijin partirem dali, juntamente com a nave, pousando a mesma em uma parte baixa do terreno, passando a treinar, próximos da nave.
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AGE 755 – Wakusei Chikyuu (Planeta Terra)
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Há milhares de anos luz dali, Tights enfim chega a Miyako City, sendo que ela e o grupo que a acompanhavam, tiveram alguns problemas com bandidos e estupradores, sendo que ela os surpreendeu, quando castrou os estupradores, após quebrar a coluna deles com uma ferramenta, após serem nocauteados por Tenshinhan e Kuririn.
Como ela era inteligente e cientista, ela se lembrou do local que deveria atingir, para fazê-los ficarem tetraplégicos e ela assim o fez, deixando os guerreiros estarrecidos.
Durante a viagem, conseguiram ensina-la a usar o ki e a voar, sendo que os outros conseguiram aprender, também.
Então, quando ela se aproxima de onde era a Corporação Capsula, sendo que não falou a verdade para eles, ela vê a sua casa destruída, sem saber que era uma falsa projeção, através de espelhos falsos.
Portanto, sem saber disso, julga que a sua família foi destruída e frente a tal constatação equivocada, ela cai de joelhos no chão, chorando copiosamente, assustando todos, principalmente Tenshinhan e Kuririn que estavam próximos dela, sendo que o guerreiro careca a achava linda e como era tímido, não conseguia se aproximar dela, limitando-se a observá-la, timidamente.
- O que houve Tights? – Kuririn pergunta preocupado.
- Minha família está morta!
Os guerreiros se entreolham, não compreendendo o que ela queria dizer com isso, sendo que o mittsumeijin pergunta preocupado:
- Como assim?
Ela levanta os olhos e procura uma casa destruída próxima dali e ao achar a casa, aponta para ela, orando para que ninguém do grupo tivesse algum parente morando naquele local e como se as suas preces fossem ouvidas, ninguém se manifestou, quando ela apontou a casa destruída.
Kuririn apoia a mão no ombro dela, para depois ela o abraçar, sendo que ainda estava de joelhos, enquanto era confortada pelo guerreiro careca, que estava corado.
As outras pessoas do grupo tentavam confortá-la, até que ela se recupera, após algumas horas, decidindo que continuaria a jornada com eles, já que não tinha mais família.
Então, eles se afastam de Myako City, tomando outra rota, enquanto que o robô enviado por Bulma, por pouco, não viu Tights. Se tivesse virado a câmera para o lado direito alguns minutos atrás, a Brief mais velha teria ficado no campo de visão da câmera e por sua vez, a mais nova veria a sua irmã mais velha.
Por apenas alguns minutos, elas não se viram.
Há centenas de quilômetros dali, no quartel general subterrâneo da Red Ribbon, o doutor Gero e o comandante Black, olhavam orgulhosos os vários androides que possuíam, sendo que os mais poderosos eram o dezessete e dezoito. Dos psíquicos, o androide Zero, que era pequeno, mas poderoso e dos robôs, era o número quinze. Havia o dezesseis, mas, ele tinha um defeito que consistia em não ferir seres vivos ou a natureza.
Portanto, ele foi desativado e posteriormente, destruído, pois, por algum motivo, a programação persistia, por mais que tentassem mudar ou modificar o programa. Também, foi o único fracasso, ao ver do comandante Black.
Havia alguns que tentaram se rebelar, mas, foram corrigidos. Black não pode suprimir um gemido de orgulho ao saber que todos eram obedientes e que eventuais problemas de desobediência foram erradicados do sistema deles, os tornando soldados perfeitos.
- Isso é magnifico, doutor Gero! O senhor fez um excelente trabalho!
- Eu também estou maravilhado ao ver os soldados perfeitos que criei para a Red Ribbon.
- Com certeza, iremos destruir aquele rei dos demônios e suas crias, nos tornando "heróis" para o povo que sofre com eles. – ele fala heróis entre aspas, para depois rir malignamente.
- Sim. Eles estão tão abalados emocionalmente, assim como no âmbito da psique, que se encontram passíveis de aceitarem as nossas ordens e domínio em prol da "segurança".
- O que acha de darmos a primeira missão para eles? – o comandante Black pergunta com um sorriso de canto.
- Seria perfeito. Quero vê-los em ação. Também quero ter uma amostra do rei dos demônios.
Nisso, o comandante se aproxima, chamando a atenção de todos os androides e robôs que passam a olhar atentamente para ele:
- A primeira missão de vocês é erradicarem os capangas de Piccolo e o próprio rei dos demônios. Porém, no caso dele, vocês devem trazer um pedaço dele. Compreendido?
- Sim, comandante Black-sama. – todos falam em usino.
- Ótimo. Agora, vão!
Todos se prostram, para depois se levantarem, saindo dali, através de uma passagem para a superfície.
