N/A: Continuo sem a Internet no meu computador, por isso a demora para sair o novo capítulo. Quando a situação se regularizar, voltarei a publicá-los todos os fins de semana. Espero que gostem do capítulo!


Capítulo Vinte e Cinco: O próximo passo.

"Buchanan."

"Bill, é Michelle."
"Você acordou agora?"

Bill perguntou notando a voz sonolenta dela.

"Sim. Acabei de acordar. Fui ao banheiro e na volta, vi no celular as suas 3 ligações."

"Não é urgente. Você pode voltar a dormir, apesar que, pelas minhas contas, já são 13:15 aí em Vegas."

"O que?! 13:15?" Michelle olhou para o relógio na cabeceira do seu lado da cama.

"Parece que a festa foi mesmo boa." Ele não escondeu a vontade de sorrir.

"Foi muito boa, apesar da minha cabeça parecer que vai explodir a qualquer momento." Ela pressionou uma das mãos na testa tentando conter a dor.

"O quanto vocês beberam?"

"Mais do que o suficiente. Literalmente."

"Jack está acordado?"

"Não. Eu posso ouvi-lo roncando."
Bill sorriu.
"Durma de novo ou tome um banho, depois um remédio pra essa dor de cabeça e vocês dois tirem o dia para se recuperarem."

"Você não quer saber o que conseguimos?" Um bocejo.

"Algo muito, muito importante?"

Michelle parou uns segundos para pensar.

"Não."
"Ok, então. Eu acho melhor você ficar inteira de novo ou Tony vai odiar ainda mais essa missão."

"Bill," Um latejo forte na cabeça dela. "Como ele está?"

"Sentindo sua falta."

Michelle abriu um sorriso.

"Não conte a ele meu atual estado."

"É o nosso segredo, Michelle."
"Obrigada, Bill."
"Não tem de quê. Volte a dormir, é uma ordem."

"Sim, senhor."
Os dois desligaram simultaneamente. O sono rapidamente tomou conta dela de novo.

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"Chloe, você conseguiu algo com a festa que Jack e Michelle foram ontem?"

Tony entrou na sala reservada para eles e sentou-se na cadeira em frente à mesa onde Chloe trabalhava no seu laptop.

"Não. Nada." Ela replicou frustrada.

"Droga." Ele passou as mãos pelo cabelo.
"Eles vão conseguir algo para nós, Tony."
Os olhos deles se encontraram.

"É só que... eu me sinto inútil aqui sem muita informação para processar, apenas esperando os dois se arriscarem para conseguirem uma nova pista."

"Você está errado. Você é útil aqui sim."

Tony continuou olhando-a e esperou ela continuar.
"Jack e Michelle estão sim, se arriscando cada vez que eles saem lá fora, mas só em você estar aqui, faz com que eles se sintam mais seguros. Especialmente a Michelle, o marido dela, o homem que a ama mais do que tudo no mundo, está bem perto dela, dando o melhor dele para que ela fique segura. Isso é ser útil, Tony. Acredite você ou não."

"Você tem razão." Ele disse depois de alguns minutos em silêncio.

"Eu sempre tenho, Almeida."

Ele abriu um sorriso pela primeira vez naquele dia.

"Eu estou com fome." Tony falou levantando-se da cadeira pronto para voltarem ao maravilhoso restaurante que eles foram no dia anterior. Chloe olhou-o com um sorriso no rosto.
"Nós também." Ela disse botando uma das mãos sobre a barriga e baixando os olhos para olhá-la.
"Então, estou levando vocês dois," Tony foi até Chloe e pegou-a pela mão. "Ou duas, para almoçar agora mesmo."
"Nós agradecemos."

Tony sorriu para ela, depois para a barriga dela e passou um de seus braços pelo ombro dela, conduzindo-a para fora do prédio.

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"Jack?"
"Sim, Michelle."
Os dois estavam sentados frente a frente, ambos devorando o almoço que eles haviam pedido ao acordarem às 15 horas.

"Você acha que acabaremos essa missão em duas semanas?"
Ele a olhou interrogativamente.

"Eu não sei. O que vai acontecer daqui a duas semanas?"
Ela não precisou responder, ele mesmo lembrou.

"Oh Deus! O aniversário de Tony!"
"É..." Michelle concordou tristemente.

Os dois ficaram em silêncio por um tempo.

"Então eu acho que nós não temos outra opção. Vamos terminar com isso em menos de duas semanas."
"Nós não podemos apressar a missão e correr o risco de arruiná-la, Jack."
"Eu sei, eu sei. Um pouquinho de otimismo, ok?"

"Qual nosso próximo passo?"

"Eu pensei em irmos ver Berg amanhã pela manhã. Agradecer pela festa, começar os negócios, você sabe."

"Ótimo. Nós temos que ligar para Bill e passar o nome das pessoas que conhecemos ontem pra ver se um deles está em uma das listas de terroristas das nossas Unidades."

"Nós ligaremos."
Os dois levantaram da mesa e começaram a ir ao saguão do hotel.
"Como está sua cabeça?" Jack perguntou colocando uma de suas mãos nas costas dela e conduzindo-a para o salão de jogos.

"Bem melhor, obrigada."

"O que você me diz de jogarmos um pouquinho?"
Eles trocaram um olhar de cúmplices.
"Eu não sei, Jack. Ganhar de você nas cartas também? Não vou ferir seu ego de alfa macho?"

Jack a lançou um olhar que congelaria o inferno.

"Só não diga que eu não avisei."
"Eu vou destruir você, Jenny."
"Eu não apostaria minha vida nisso, querido Julian."
Os dois riram e acharam uma mesa para jogar.
"E Jack..." Ele olhou-a. "Eu vou precisar da sua ajuda para fazer o aniversário de Tony acontecer do jeito que eu planejo."

"Você quer me deixar curioso para assim ter uma pequena chance de me vencer nisso aqui?"

"Não, Loiro. Eu só quero te avisar que você vai ter que me ajudar mesmo depois de eu te liquidar nesse joguinho aqui."

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"Eu disse a você que ia ganhar! Eu disse!"
Michelle e Jack estavam saindo do saguão com uma Michelle extremamente excitada por ter ganho todas as rodadas nas cartas.

"Onde diabos você aprendeu a jogar?" Jack estava impressionado com a habilidade dela em blefar.
"Meu irmão." Michelle falou com um enorme sorriso no rosto. Os dois sentaram em uma mesa e pediram o jantar. Eram 20:30.

"Você claramente aprendeu."

Eles trocaram um sorriso.

"Eu devia fazer Tony me reembolsar."

"Aprenda a perder, Loiro."

"Eu sei perder! Só estou cansado de perder para você."

"Ah, então você admite?" Michelle o provocou.

"Acho que acabei de fazê-lo."

"Só tem uma coisa que você sabe fazer melhor do que eu, Loiro."
"E isso seria?"
"Atirar."

"Você está certa. E se eu fosse você, eu teria cuidado. Jack Bauer nunca erra um tiro."

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"Papai!"
Matt gritou ao pegar o telefone da mão de Kim.

"Hey, parceiro! Como você está?"
"Quando você e a mamãe voltam, papai?" O tom da vozinha dele era um pouco triste.

"Eu não sei, Matty. Nós estamos nos esforçando para voltar o mais rápido possível."

O menino não respondeu nada.

"Eu posso falar com a mamãe hoje?"
Tony não respondeu imediatamente.

"Ela está ocupada com o tio Jack, filho. Ela prometeu a mim que ligaria pra você assim que ela e tio Jack terminassem o que eles estão fazendo juntos."
"Tudo bem, papai. Diga a mamãe que eu amo muito ela, muito, muito, muito!"
"Eu direi." Um sorriso apareceu nos lábios de Tony. "Matty, como vai a escola? Você e Harry estão indo bem?" Ele rapidamente decidiu mudar de assunto.
"Nós teremos outro jogo de futebol amanhã!" O menino falou pulando pelo sofá.

"Sério, filho? Papai e Mamãe estarão com os dedos cruzados aqui!"
"Eu ligarei pra você assim que voltarmos do jogo!"
"Faça isso! Como está a sua irmã?"
"Ela está aqui no colo da Kimzinha. Quer falar com ela?"

"Bote ela na linha, por favor, campeão."
Matt passou o telefone pra Kim que segurou para Lizzie escutar o pai.
"Hey, Lizzie."

"Pa-pai." A pequena falou com um enorme sorriso ao reconhecer de quem era a voz do outro lado da linha.

"Papai te ama, minha princesa."
Mesmo sem saber o que aquilo significava, ela sorriu.
"Hey, Tony."
"Hey, Kim."
"Como vão as coisas por aí?"

"Tivemos alguns pequenos avanços."
"Não minta pra mim."

Tony soltou um suspiro. Ele e Kim sempre se deram bem o suficiente para ela saber quando ele contava uma mentira.

"Não conseguimos nada que me dê esperanças que isso está perto de terminar."

"Entendo. Sinto muito."
"Tudo bem. As crianças estão dando muito trabalho?"
"Na verdade, não. Eve é uma ótima babá. Audrey passa por aqui e ajuda também. Estamos indo bem."
"E o Jimmy? Chloe está ocupada agora, mas vai querer saber dele quando eu contar a ela que liguei pra vocês."

"Meu irmão está indo bem. Ele chora às vezes, chama por ela ou pelo papai, mas eu dou um jeito de acalmá-lo."

"Tem visto o Harry?"
"Ele vem para cá a maioria dos dias depois da escola com o Matty. Ele está bem. Às vezes pergunta por vocês."

"E você?"
Ela sorriu com a preocupação dele. Ela sempre considerou Tony como um segundo pai.
"Eu estou bem, papai." Ela falou em tom de brincadeira.

"Espero não estarmos atrapalhando as coisas entre você e o Eric."

"Você está brincando? Ele ama crianças!" Ela disse animadamente.

"Isso é bom."

Os dois passaram mais uns minutos conversando. Tony falou mais uma vez com Matt e depois desligou. A lista com os nomes que Michelle e Jack haviam dado a Bill havia chegado e eles estavam checando um por um. Tony esperava achar um nome que o salvaria de toda aquela dor, de toda daquela saudade.


"E todas as estradas pelas quais temos de caminhar são sinuosas,
E todas as luzes que nos conduzem até lá estão nos cegando.
Existem muitas coisas que eu gostaria de dizer para você,
Mas eu não sei como.

Porque talvez
Você vai ser aquela que me salva.
E no final das contas,
Você é a minha protetora."

Wonderwall - Oasis