Segunda parte
Japão, 1997
XXV
Mana estava retocando a maquiagem. De novo. Que coisa, o namorado não dava mesmo sossego...! Afinal de contas, como ele poderia estar assim, tão apaixonado, após dois anos...?
Sorriu no íntimo. É... parece que enfim ele havia se encontrado. Por isso aquela tranquilidade, aquela certeza de que seguia o caminho que o Destino traçara para si... uma parte da responsabilidade de isso acontecer era de Közi.
Logo, o "maluco" (que continuava "maluco" como sempre) entrou na sala de maquiagem e viu seu amor ali, se maquiando primorosamente, como só ele coseguia fazer em si mesmo.
- E aí, coisinha linda...? Vamos lá? O povo tá esperando a gente. É, é uma bosta, eu também odeio entrevista, mas fazer o quê...!
- Você odeia...? Não brinque! Você fala tanto, é tão desenvolto nessas entrevistas...!
- Ih, cara, faço isso é pra não quebrar com a cara das porcarias dos entrevistadores... vê como são atrevidos? Só falam merda! Ah, mas deixa... deixa, que depois da entrevista eu vou ficar pertinho da minha coisinha fofa...!
- Espera, Közi... espera, não me beija de novo...! Se me beijar de novo, será a terceira vez em que terei de retocar batom...!
- Ah, tá... nem no rosto?
- Não, o rosto também está pintado, bobo!
- Putz... vou ter mesmo que ficar esperando pra pegar na minha coisinha linda?
- Vai. Vai sim Közi! Afinal de contas... é uma entrevista pública. E ninguém precisa saber que a gente está namorando...
- É... esse povo tosco, aceita yaoi em anime e mangá, aceita orgia hétero, aceita o cacete... mas homossexualidade ainda não¹! Que porra!
- Deixa... depois a gente se vê, sim?
Assim que Mana passou por Közi, o parceiro lhe deu um tapa na bunda - e foi repelido por um quase gentil safanão no ombro. Mana não gostava daquilo, tímido que era... ainda mais quando iam entrar em público!
Os demais integrantes da banda estavam ali também. E não podiam deixar de pensar... em como haviam crescido nos últimos dois anos. Ora, Gackt já chegara pouco antes de o sucesso grande começar. Mas Yuki, Kami, Közi e Mana... eles quatro haviam pego a época de Tetsu ainda, onde eles se apresentavam em casas de show realmente pequenas... com capacidade para quê? Vinte, trinta pessoas? E agora... eram chamados pra entrevistas na televisão.
"Se o Tetsu soubesse o tamanho que a coisa ia tomar, caraaaaaaalho!", pensava Közi consigo próprio, enquanto todos ainda se encontravam nos bastidores. "Não ia pedir pra sair da banda, mesmo com elementos burlescos e o cacete! Mas que porra... também, se o cara tivesse ficado na banda, não tínhamos que ter lidado com a besta do Gakuto! E de qualquer forma... se ele não chegasse no Mana, capaz de o Mana estar sem ninguém até hoje. E consequentemente, eu sem Mana. Logo... é, parece que há males que vem para o bem! O mané ficou com ele por dois meses - e eu já estou há dois anos! Hahahahaha, se fudeu, palhaço!"
E era bem verdade. Közi, que no começo do relacionamento com o amigo tinha medo de algo dar muito errado, com o tempo viu que eles eram bastante compatíveis. Na cama, no comportamento, em tudo... por mais que fossem opostos em muita coisa, como no fato de Közi fumar e Mana não... isso fora resolvido com a diminuição de cigarro do Közi, principalmente quando estava junto do amante.
E, bem... as demais particularidades diferentes entre um e outro eram resolvidas em cada um mantendo a sua própria casa. Mana, no começo romântico demais a ponto de colocar a Gackt em casa com pouquissimo tempo de relacionamento, no segundo namoro pensou que essa era a melhor opção... em casa Közi podia fumar, fazer as coisas dele... e ele, Mana, podia jogar seus games, ver seus filmes de terror, cozinhar... e fazer, enfim, tudo isso que apenas a privacidade de duas casas pode dar.
Inclusive, era delicioso ver como, após alguns dias sem se verem presencialmente, eles se queriam mais... se beijavam com mais intensidade... e se amavam com tanta paixão. Talvez isso fizesse o relacionamento ainda estar muito intenso após dois anos...
E de mais a mais, com a banda fazendo mais sucesso e por conseguinte dando mais dinheiro, Közi enfim encheu a casa de tralhas que Mana não gostava muito... e de gatos. Sim, Közi enfim arrumou dois gatos pra criar... e Mana não gostava de ter animais em casa. Não que ele não gostasse dos animais em si... ele gostava. Porém, tinha algum certo receio, uma coisa que não sabia explicar, em relação a manter contato físico com bichos. E por isso... era até melhor que Közi pudesse criar a seus bichinhos em paz, em sua casa. Se ambos morássem juntos, aquilo seria motivo de discórdia... então, melhor assim.
Quem não se conformava com a duração daquele namoro era Gackt... no começo pensando que, talvez com alguma investida mais romântica ou um pedido de perdão mais "formal" (como ele tentou realmente fazer, ao enviar cartas e mensagens particulares, que imediatamente foram jogadas fora sem sequer serem lidas) teria ao crossdresser de volta para si, depois foi vendo que não tinha mais jeito... que a saída com Aiko e as palavras duras que proferira ao antigo amante naquela fatídica noite haviam matado tudo que ele um dia sentira por si.
O que mais lhe deixava intrigado, porém... não era o fato de Mana não o querer mais. Era o fato de ele estar com Közi - e há tanto tempo...!
Dois anos com aquele cara estranho! No início, Gackt pensou que seria apenas um "porto seguro" sair com ele... ou "vingança" pela sua traição. Ou ainda, uma distração para Közi... que logo o maluco ia voltar pra esbórnia de sempre, ia trair ao Mana e tudo ia acabar de forma semelhante como acabara consigo... mas não! Eles ainda estavam juntos, depois de dois anos...! E Közi realmente não havia voltado pra esbórnia...
Esbórnia essa, aliás, que após o que ocorrera com Lara e Yoru, ficou extremamente surpreendida. A "magrela do Közi" se transformou no "traveco do Közi". O que não faltavam eram chistes maldosos sobre o Közi "ter virado viado" e coisas do tipo. Ora, muitos ali saíam casualmente com outros homens... mas a ponto de assumir a esse homem como namorado? A ponto de rejeitar mulher por conta desse homem? Jamais! Travestis eram "comida" e só.
E o Közi assumira o "traveco" assim, deixando todo mundo de boca aberta. E o que mais surpreendeu, foi saber que, com o tempo e o sucesso do Malice Mizer, o "traveco" e o Közi trabalhavam juntos. Pronto. Isso tudo fez com que, automaticamente, se afastassem dele. E ele não ligou... podia viver muito bem sem aquele povo, e era isso mesmo que estava fazendo.
Mana, por sua vez, mal olhava para a cara de Gackt. No começo, até mesmo evitava de olhar para ele. Porém, com o arrefecimento da dor que aquela traição lhe causara, ele começou até mesmo a falar frases curtas com o ex namorado. No entanto, de forma tão seca e direta, que não deixava dúvidas sobre não querer mais nada com ele. E era assim mesmo... ele, Mana, quando levava uma coisa a sério, era de fato a sério que tudo andava. E ele era fiel a Közi, logo... não dava esperança alguma para Gackt. Este último, pensando que "Não existe mulher difícil, só mal cantada", viu enfim que Mana, embora houvesse sido seu um dia, fazia questão de, no momento, ser inacessível. Completamente inacessível.
Aos poucos, Gackt enfim desistiu de ter algo com o antigo amante. Tentou se satisfazer com as mulheres e, embora a lembrança e o desejo de ter Mana de novo nos braços fosse forte, ele não se empenhava mais naquilo e deixava pra lá. No entanto... lembrava bem da humilhação que fora apanhar de Mana naquela fatídica noite... aproveitou que era de Okinawa e começou, enfim, a fazer artes marciais. Não que ele esperasse que Mana levantasse a mão contra si outra vez... porém, apenas para não se ver numa situação como aquela de novo, preferiu não arriscar e aprender a se defender, fosse de quem fosse.
Enfim... o contato entre ele, Közi e Mana andava tão, mas tão escasso, que simplesmente não havia atritos. Közi não tinha motivos de desconfiar de Mana, sendo ele o namorado sério que era. E Gackt com o tempo desistira dele... logo... não mais havia motivos para desavenças, embora eles também não fossem "amiguinhos".
Para causar impacto, eles se vestiam e se maquiavam igual ao que fariam num show quando eram entrevistados. Numa dessas primeiras entrevistas, dadas em 1996, Mana quase "morreu"... era realmente tímido, e de maneira terrível. Encolheu-se na cadeira, quis fugir daquele monte de câmeras que lhe filmavam incessantemente, aqueles olhos todos em cima de si... mal conseguiu se apresentar em voz alta. Mesmo estando ao lado de Gackt e não gostando dele como pessoa, resolveu... falar as respostas no ouvido dele, para que ele respondesse em seu lugar.
A partir de então, aquilo virara sua marca registrada. Falava no ouvido de alguém e a pessoa agia como seu porta-voz. Com o tempo e a prática, o receio de aparecer em público diminuíra - porém ele ainda não conseguia falar em público.
Közi, no entanto, falava até demais. Não tinha ciúmes de ver o namorado falando no ouvido de Gackt, dado que sabia que aquilo era por necessidade - e sendo que muitas vezes ele usava a si como porta-voz também... e com o tempo, os novos singles e as aparições cada vez mais frequentes na mídia, aquele negócio de "Mana sama" escapou da boca de Közi. Pronto, a partir de então a "fanbase" cada vez mais crescente só chavama a Mana dessa forma. Közi, é claro, achou o máximo. Mas Mana... Mana não achou muita graça. Enfim... deixou passar. Contanto que aquilo não virasse paranóia...
E de certa maneira virou. Virou, porque como Közi bem observara, as meninas adoravam yaoi. E como eles estavam sendo produzidos por uma produtora e uma gravadora grandes, nada mais aconselhável do que fazer "fanservice".
A primeira coisa que pensaram, claro, foi haver "fanservice" de Közi e Mana, que eram um casal de fato. Porém... quando isso foi colocado eu pauta para a produtora, mesmo que sem dizer claramente que Közi e Mana eram um casal de verdade (eles ainda não se sentiam a vontade pra expor isso, mesmo após dois anos, e mesmo apenas para a produtora), algo meio "estranho" ficou no ar...
Eles não achavam Közi bonito o suficiente pro "fanservice". Gackt, claro, exultou... Közi ficou puto da vida, mas no íntimo já sabia que Gackt era considerado muito mais bonito do que ele para os "padrões"... só que Mana resistiu à idéia. Não queria fazer "fanservice" com o homem que magoara seu coração daquela forma, mesmo que fosse somente a trabalho! Közi também se indignava, falando de si para si, sem externar nada sequer a Mana:
"Puta que pariu, eu sou 'feio' pra fazer fanservice com o Mana, mas na vida real quem come ele de verdade? Hein? Eu! E comigo ele é bem mais feliz, suponho, do que foi com a porcaria do 'bonitinho'! A merda do mauricinho que somente graças a gente tem algum dinheiro no bolso agora! Ah, mas que merda!"
E assim ficou. A banda ficou, ao menos por um tempo, sem "fanservice". Mas não seria assim por muito tempo...
Enfim, voltemos à entrevista. Àquele dia em especial, ninguém estava muito a fim de falar... por isso, Mana sentou longe de Gackt e até mesmo de Közi, seus usuais porta-vozes, para deixar bem claro que desejava ficar quieto. Assim que entraram, cada um sentou no seu lugar... e Mana ficou na ponta, longe de todos. Planejava ficar apenas ali, sentado, quieto, olhando para um lado e outro, fingindo que nada acontecia e que não estava, de modo algum, numa estrevista... quando a câmera focalizou direto em seu rosto.
Pronto. Aquilo foi motivo para que os suores viessem de novo, os lábios tremessem, os olhos fechassem involuntariamente. Todos, TODOS sabiam que ele era o que mais odiava aparecer em público - e faziam aquilo. Faziam de propósito, por sinal! Por ele não falar em público e acharem que aquilo era uma espécie de "arrogância" ou algo do tipo, descontavam ao colocarem aquela câmera bem ali, no seu rosto, por segundos e segundos, que pareciam não ter mais fim.
Enfim, quando a câmera saiu de seu rosto e voltou para Gackt, ele pôde voltar a respirar. Enfim, as perguntas começaram. Bobagem atrás de bobagem... havia vezes inclusive em que perguntavam a cor da roupa íntima... e Mana, claro, não respondia. Tentava desviar, com coisas como "Você é atrevido, hein!" ou ainda, alguma brincadeira de mau gosto, somente para querer demonstrar o quão aborrecido com aquilo estava.
Às vezes, até mesmo perguntavam coisas sobre parceiros sexuais ou namoradas (sempre no feminino, claro, dado que não se presumia que algum deles fosse homossexual). Közi, Yuki ou ainda Gackt, que eram os mais "atrevidos", falavam um monte de bobagem em forma de brincadeira. Mana tentava "inventar" o que responder, mas chegou uma hora em que começou a brincar também - principalmente quando as respostas podiam ser feitas por escrito.
Ao fim daquela entrevista, quando eles lançavam "Bel Air", mais um single e mais um clipe (um clipe, coisa que sequer imaginavam ser capazes de gravar antes do patrocínio da Columbia!), todos se despediram cortesmente e enfim foram para os camarins, para tirar as roupas pesadas e a maquiagem mais forte. Közi, sem cerimônias, seguiu a Mana para dentro do camarim particular, e já começou a lhe agarrar ali dentro mesmo.
- Huuuuun, Közi...! Deixa eu tirar a roupa...!
- Deixa que eu tiro pra você, amorzinho...!
- Közi, espera um pouco...! Prometo que não demoro...!
- Eu tive de esperar tanto pra beijar essa boquinha gostosinha...! Un... só um beijinho, vai, amorzinho...!
- Hun... tá, só um beijo, hein!
Ao ouvir a afirmativa do amante, o "maluco" o beijou com vontade, abraçando-o pela cintura, descendo as mãos para debaixo de sua saia, passando a mão na sua bunda...
- Un... Közi...! Você disse que ia ser só um beijo...!
- Maninha... os entrevistadores chatos querem saber a cor das suas roupas de baixo... mas eu sei...! Calcinha azul pra combinar com o resto do vestido... un...!
- Közi, chega...! Aqui no camarim não, os outros estão lá fora, já devem até estar sabendo que seus beijos estão tirando o meu batom no lugar do demaquilante...!
- E daí...? O que é bonito é pra se mostrar, não acha?
- Depende...! Aqui não, prometo que vou pra sua casa depois que nos trocarmos!
- Hum... vai mesmo?
- Vou sim... eu preciso de um tempinho junto do meu namorado querido depois de toda essa correria de imprensa, apresentações, entrevistas... não aguento mais, sequer durmo direito à noite! Como hoje e amanhã não tem compromisso nenhum eu passo com você na sua casa... hein, que acha?
- Acho ótimo, minha coisinha linda dos infernos...! Mas passa mesmo, hein! Que com essa correria mal tem dado tempo de a gente se ver... adoro você, Maninha!
Antes de deixar ao amante para que ele pudesse terminar de se trocar e se demaquilar, Közi ainda deu uma boa de uma passada de mão na bunda dele, enfiando a mão pra dentro da calcinha, os dedos tocando-o mesmo na parte interna das nádegas, quase penetrando-o enfim com os dedos. Mana se afastou, um tanto quanto irritado com a insistência do amante - mesmo ele dizendo que já ia pra casa dele logo em seguida. Não podia esperar mais um pouco?
Deu-lhe o já famigerado safanão no ombro, ao que Közi sorriu e lhe mandou um beijo no ar logo em seguida. Mana fechou a porta do camarim e a trancou a chave... mas ainda deu pra ouvir, lá de fora, Közi reclamando com os outros:
- Que tão olhando, porra? É, caralho, eu tava me pegando lá dentro com o Mana, algum problema? Ruim que a parte mais gostosa vai ficar pra quando chegarmos em casa, mas e agora? É, caras, quem pode pode, quem não pode fica aí com cara de bunda!
Kami e Yuki riram, levando tudo aquilo na brincadeira... no entanto, Gackt sabia que aqueles chistes eram direcionados a ele. Era sempre aquele tom que Közi usava... o de ter Mana para si, e ele não ter mais.
Era sempre isso...!
Logo, todos se demaquilaram e vestiram suas roupas normais. Gackt e Yuki, fora dos palcos, se vestiam de forma bastante "normal" segundo o que a sociedade ditava; Közi era um "hard rocker" mesmo depois dos trinta anos e ao menos alguma camiseta de banda, anéis, cabelos grandes e botas usava; Kami era um pouco excêntrico por seu longuíssimo cabelo, porém nada de tão estranho nas roupas... se comparado a Mana, que usava os longos cabelos como se fosse mulher e sempre misturava algum atributo feminino ao resto das roupas, mesmo quando se vestia "de homem".
E àquele dia, Mana não estava "de homem"... preferira sair com uma saia negra rodada, uma blusa casual preta e branca, uma plataforma baixa... e claro, batom cor de boca, um pouco de pó no rosto, lápis nos olhos e rímel. Não saía sem essas coisas - não sabia quem era sem maquiagem alguma.
Era ainda estranho ouvir a voz masculina dele - que ele, ao contrário de outros travestis², não tentava "afinar" ou "afeminar"; aquela voz era cem por cento de timbre masculino - com aqueles visuais que de "masculinos" pouco tinham.
- Vamos, amour...? - ele disse para o namorado, o qual lhe deu o braço.
Ambos eram realmente opostos... Közi com aquele visual "macho", meio "punk" meio "metaleiro", e Mana de mulher, só denunciando a masculinidade pela voz (isso quando abria a boca pra falar), pela altura que era usualmente superior a de uma mulher japonesa comum, e pela total ausência de seios.
Não; Mana não tentava "afeminar" ao corpo também. Assim como fazia com a voz, o corpo era totalmente masculino. Sem enchimentos, sem nada. O que ele tinha de andrógino - as feições do rosto mais finas que a da maioria dos homens; a curva que o espartilho pouco a pouco esculpira em sua cintura; o formato delgado e delicado das pernas - tudo isso era conseguido praticamente sem esforço ou intenção de sua parte para se "afeminar". E mesmo assim, a grande maioria o confundiria com uma moça ao vê-lo sem falar...
Saíram todos do local, cada um tomando seu caminho e Közi indo com Mana até sua casa. Cantando pneu, como sempre...
- Közi, quando vai parar de cantar pneu...?
- No dia em que você, meu amorzinho, parar de usar batom... ou seja... nunca!
Ambos riram com gosto. Porém, aquelas brincadeiras eram apenas o começo de uma tarde muito, muito excêntrica e divertida na casa de Közi... pois Mana podia não lembrar, mas aquele dia... era aniversário do consorte.
To be continued
OoOoOoOoOoOoO
¹Algumas fontes dizem que homossexualidade no Japão é super aceita, já outras dizem que gays não podem sequer doar sangue... enfim, acabei ficando, na fic, com a parte de que a coisa ainda seria discriminada.
²Li recentemente que o Mana não gosta de ser chamado de travesti... comofas? Do que chama um homem que se veste de mulher? RS!
Acho que é porque geralmente a palavra "travesti" se refere ao cara que, além de se vestir de mulher, é homossexxual e se prostitui - sendo que, homossexual na vida real ou não, o Mana não se prostitui... mas enfim, continuarei mantendo o termo na fic porque além desse, e de "crossdresser", não conheço mais nenhum para alguém que se veste como o sexo oposto usualmente se vestiria...
Rs!
