Notas da Autora
Isis revela...
Seto encontra...
Yuugi e Kisara acabam...
Na cerimônia de aniversário de Atemu...
Yo!
O motivo da demora em atualizar a fanfiction foi por eu ter viajado por alguns dias, aproveitando uma folga que tive do trabalho, sendo que fui arrastada pelas minhas irmãs mais velhas.
Como o meu computador é de torre e o meu celular é velho (sistema android 4.2 Kit Kat), não pude revisar os capítulos e por isso, tive que esperar voltar de viagem para poder fazer a revisão.
Tenham uma boa leitura. ^ ^
Capítulo 25 - Presente ideal
- Como era essa visão?
- Foi difusa. Eu vi dois dragões. Um era branco e peludo. O outro não era peludo e era prateado, sendo que ambos tinham olhos azuis. Também vi alguém que lembrava o Faraó, mas não era o Faraó. Havia uma jovem de cabelos prateados, também. Acho que esses dois eram escravos. Não consegui ver nitidamente a visão e a última coisa que eu vi foi o Faraó se levantando e depois, os três Deuses egípcios.
- Isso vai acontecer durante a cerimônia de aniversário?
- Eu acho que sim. – ela fala preocupada – Nós devemos avisar o Faraó.
- Depois. Primeiro, devemos avisar os outros shinkans. Seto já voltou do mercado? Afinal, ele é o braço esquerdo do Faraó.
- Ainda não. Ele disse algo sobre comprar um presente ao Faraó como manda a tradição, uma vez que receberá vários presentes. Eu tenho um presente para o nosso soberano.
- Eu também tenho o meu. Estou curioso sobre o presente dele.
- Acho que todos os outros estão curiosos, também. Ele disse que queria um presente exótico.
- "Exótico"?
- Sim.
Longe dali, mais precisamente em um leilão no mercado da capital do império, o shinkan Seto estava sentado na área própria para nobres, com os seus soldados junto dele, sendo que havia decidido dar um escravo pessoal ao Faraó, uma vez que todos os outros dariam objetos. O sacerdote quis ser original no sentido de conseguir algum escravo exótico e após vários minutos, começou a se arrepender da sua decisão, pois todos que haviam sido mostrados estavam em mal estado e não eram distintos, sendo o mesmo em outros leilões que havia frequentado anteriormente, levando-o a questionar se devia ter pensado em um presente reserva, caso não conseguisse o que desejava.
Assim, ele não teria ficado exasperado ao ver que não conseguia achar nenhum que se enquadrava na sua concepção de exótico.
Na área atrás do palco, Yuugi e Kisara haviam recobrado a consciência, sendo que o jovem estava preocupado com a sua amiga Yukiko, pois conseguia, apenas, sentir a consciência dela ou mais precisamente os seus pensamentos, sendo que a única coisa que havia compreendido era que o objeto em seu pescoço estava bloqueando ela e de uma forma incompreensível ao mesmo.
O adolescente de cabelos tricolores podia sentir a fúria e o desespero dela, tanto por ele, quanto pela prateada, com o jovem acreditando que a sua amiga estava fazendo de tudo para tentar driblar a coleira ou transpassá-la.
Enquanto isso, os olhos ametistas olhavam para os orbes azuis da prateada de forma encorajadora, enquanto dava a sua mão a ela que correspondia, sendo visível o leve tremor que a acometia, com o jovem forçando um sorriso gentil para a garota, conseguindo acalmá-la, gradativamente.
Alguns minutos depois, após Kisara ter se acalmado, a calma entre eles foi quebrada abruptamente quando o captor deles apareceu na frente deles, aterrorizando os dois, para depois explicar sobre a coleira mágica que utilizavam, sendo que usou como exemplo a punição dada pelo objeto ao ordenar algo impossível a ambos, fazendo-os ser eletrocutados por alguns segundos até a punição cessar, com ele cancelando a ordem, enquanto gargalhava de deleite ao ver o semblante de dor e terror deles que se encolhiam contra as barras de trás de suas jaulas, enquanto Yukiko rugia de fúria, pois havia sentido a dor do seu amigo.
- Senhor?
O líder para de gargalhar e arqueia o cenho para um dos seus subordinados.
- O que é?
- Temos um dos shinkans dos Rokushinkan do Faraó na plateia.
- O quê?! É serio?!
Nisso, ele sobe na ponta do palco e dirige o seu olhar para onde o dedo do seu empregado apontava, sendo que notou que o shinkan estava aborrecido e que parecia estar prestes a se levantar.
Prontamente, o homem agarra a gola do seu subordinado, o arrastando até a altura do seu rosto, falando com agressividade:
- Quem mandou mostrar os nossos produtos medianos e inferiores para alguém como ele? Devemos mostrar os nossos melhores produtos! Os nossos melhores são eles – ele aponta para Yuugi e Kisara que estavam aterrorizados – Comece oferecendo a prateada e pelo maior valor! Depois, oferte o garoto! Para pessoas como ele, devemos mostrar os nossos melhores produtos, seu idiota!
Ele o solta no chão, bruscamente, fazendo-o cair, para depois o mesmo consentir freneticamente, correndo até a jaula da prateada, amarrando uma corrente na coleira dela, além de prender os seus punhos e tornozelos com argolas de ferro, puxando-a em seguida com força sobre indignação do amigo dela ao vê-la tropeçar e cair no chão com o puxão violento que recebeu.
- Ei! Pare com isso!
O grito do jovem chamou a atenção do líder que viu a garota caindo no chão, para depois se levantar com dificuldade, fazendo-o bufar de raiva e caminhar até o seu empregado, que por sua vez, se encolhia ao ouvir o seu chefe esbravejando com ele:
- Ela é uma mercadoria de excelente qualidade, seu imbecil! Tome cuidado! Ela não pode ter qualquer dano!
Ele pede perdão ao seu líder e a puxa para o palco, após ser vendido o escravo que estava sendo anunciado, anteriormente, com o leiloeiro indo até o homem que trazia a jovem, sendo que o mesmo transmite as ordens do chefe deles.
Nas arquibancadas, mais necessariamente na parte da frente, Seto estava se preparando para se levantar, visando se dirigir a outra tenda para procurar algum escravo exótico, quando detém o seu passo ao olhar para o palco onde era trazido um novo escravo.
Ele fica em uma perda de palavras ao ver a bela mulher que subia ao palco tendo algemas em seus punhos e pés, além de usar uma espécie de coleira bem estranha na cor dourada e com escritas egípcias, sendo que não conseguia ler as inscrições, pois precisaria se aproximar para lê-las.
Seto percebeu que a jovem estava desnutrida e desidratada, além de exibir cansaço extremo e tinha absoluta certeza de que teria desmaiado, senão estivessem puxando os grilhões presos a sua coleira. Mesmo com a cabeça abaixada, ele podia perceber o medo dela e não a condenava.
Inclusive, ao olhar para a plateia, percebeu o olhar faminto e extremamente luxurioso deles para ela, fazendo-o cerrar os punhos, enquanto lutava arduamente contra o desejo de escorraçá-los do local por ficarem olhando daquela forma para a bela mulher no palco, enquanto estranhava a possessividade que surgia nele.
- Vejam que belíssima escrava! Ela tem uma pele exótica e lindos olhos azuis. Ela é virgem, também. Os senhores devem ter notado essa coleira distinta. O motivo dela usar esse objeto mágico é por causa da magia que ela possuí. Essa coleira impede que a magia seja utilizada contra o mestre ou contra quem mais ele ordenar, além de obrigá-la a obedecer à ordem do seu proprietário sobre risco de punição. Atualmente, eu bloqueei a sua magia. Mas quem quiser ver, basta definir como e onde pode ser usado os seus poderes.
Nisso, um murmúrio se instaura entre eles, sendo que Seto estava fascinado.
Afinal, havia achado era linda e com certeza iria comprá-la. Saber que a garota tinha magia, sendo isso algo raro, a tornava mais especial ainda, juntamente com a aparência exótica. Ele sentia que precisava tê-la para si e a sua possessividade perante a bela prateada lhe deixava desconcertado.
Nisso, começam os lances e o shinkan cobre todos eles até que ela é vendida para ele.
Enquanto isso, Kisara, ainda estava apavorada, temendo pelo seu destino e do seu amigo. Mesmo não compreendendo o que eram os olhares luxuriosos direcionados para ela, a jovem sentia um forte pavor tomá-la frente a aqueles olhares desconhecidos, devido a sua inocência.
Mesmo no final do leilão, a garota não ousou erguer seus olhos, pois temia ver o mesmo tipo de olhar desconhecido que a aterrorizava nos olhos do seu dono, além de não ter pressa em saber quem seria o seu proprietário, enquanto orava aos Deuses em pensamento que não fosse alguém cruel e que não tivesse a intenção de estupra-la, sendo que em relação a esse último pensamento, não lhe restava tanta esperança, pois a sua aparência era a sua perdição, a seu ver e enquanto era levada do palco, ela olha para Yuugi que era o próximo e derruba uma lágrima, pois acreditava que nunca mais o veria ao mesmo tempo em que temia pelo destino do seu amigo.
A prateada fecha os olhos e contém as lágrimas que desejavam brotar de seus orbes ao imaginar perdendo o jovem, assim como havia perdido a sua meia irmã, Nuru, sendo que ela não queria perder os seus queridos amigos ao ser levada para longe deles ou por eles serem levados para longe dela.
Um dos encarregados do leilão vai até o sacerdote e após se curvar, pergunta:
- Deseja que a levemos ao palácio?
Ele ia falar que a levaria naquele momento, mas decide que gostaria de mostrar a todos a beleza exótica que adquiriu, sendo que conhecia o momento ideal e comunica ao homem que consente, além do fato de que precisava voltar ao palácio para organizar alguns itens e por isso, não teria tempo para acomodar a sua nova aquisição, somente tendo algum tempo para ela, durante a cerimônia.
Então, o shinkan pensa, enquanto Kisara era levada para ser separada, visando ser entregue, mais tarde.
"Será que eu conseguirei encontrar outra escrava exótica? Não quero entregá-la ao meu primo. Eu a quero para mim."
Então, Yuugi é puxado para o palco através das correntes presas a sua coleira dourada, com Seto notando que era igual ao da escrava e arqueia o cenho, sendo que ao vê-lo melhor, nota o quanto é exótico, além do fato de se assemelhar ao Faraó, no quesito cabelos pontudos e tricolores, deixando-o estupefato. Claro, havia alguma diferença nas cores das bordas do cabelo, na cor da pele, nos olhos que eram ametistas e não carmesins, além da estatura, tornando-o menor que o seu primo, fazendo-o julgar erroneamente que aquele escravo devia ser uma criança, ainda, pelos olhos expressivos e estatura pequena, juntamente com o físico aparentemente delicado.
Ademais, além da cor exótica da pele, os olhos dele eram como duas ametistas. Os olhos de gema preciosa o tornavam ainda mais exótico, ainda mais pelo fato da ametista ser considerada uma joia preciosa no Egito e conforme analisava o escravo a sua frente, percebia que havia encontrado o presente perfeito para o seu primo.
O shinkan exibe um sorriso jubiloso por ter encontrado o que veio procurar, digerindo a surpresa por ter encontrado escravos exóticos, considerando o nível daquele leilão, pelo menos, até o surgimento da prateada que parecia atraí-lo intensamente.
Ademais, os olhos dele descansaram na coleira dourada com hieróglifos egípcios, fazendo-o questionar a si mesmo se ele tinha magia, sendo algo demasiadamente surpreendente, embora ele preferisse ouvir o leiloeiro para confirmar se de fato, era a mesma coleira.
Enquanto Yuugi estava no palco, a dragoa estava possessa, pois não havia conseguido trocar de consciência por ser repelida pelo item, ao mesmo tempo em que havia percebido que poderia subjugar aquela coleira, desde que usasse uma força violenta e o motivo de não ter feito isso, foi porque temia as consequências ao seu amigo caso forçasse a destruição da mesma.
Afinal, ela não queria arriscar a vida dele.
Claro, havia como driblar o item, mas a albina sentia que demoraria algum tempo para subjugar o objeto o suficiente para trocar de mente com ele, sem arriscar a vida dele, sendo que ela vinha trabalhando freneticamente nisso, enquanto rosnava furiosa, desejando destroçar aquele que os capturaram.
Enquanto isso, Yuugi se sentia mal pela sua amiga, que por sua vez, suspirava ao sentir os pensamentos dele, com Yukiko conseguindo, apenas, transmitir o seu pensamento ao seu amigo:
"Procure seguir todas as ordens para não ser punido. Enquanto isso, eu vou trabalhar para subjugar esse objeto. Eu acredito que irei conseguir subjugá-lo - ela fala, demonstrando determinação em seu semblante e voz - Mas vai demorar algum tempo. Portanto, evite ser punido. Sentir o seu sofrimento é o pior tipo de tormento para mim."
"Eu prometo, Yukiko-chan."
Desde que eles despertaram e descobriram a limitação imposta pelo objeto, o jovem lutava para acalmá-la, embora estivesse nervoso também, enquanto agradecia o fato de ainda poder conversar com ela.
Após ser puxado, ele fica cabisbaixo, enquanto Yukiko estava possessa e igualmente apavorada, rosnando furiosamente, conforme mostrava as suas presas alvas e afiadas, enquanto as suas garras, que lembravam diamantes, rasgavam o chão, ao mesmo tempo em que brandia o seu porrete na ponta da cauda como um chicote ao mesmo tempo em que esticava as asas e as dobrava rente ao corpo.
A dragoa odiava com todas as suas forças a limitação imposta pelo item mágico, pois temia não ser capaz de protegê-lo, assim como odiava a incapacidade de proteger Kisara, de alguma forma, sendo que havia jurado a si mesmo que na pior das hipóteses, caso o novo proprietário do seu amigo fosse cruel ou tentasse estuprá-lo, ela iria forçar a sua saída e se Yuugi acabasse morto no processo, ela mataria todos os envolvidos, enquanto procuraria libertar a prateada, caso a jovem estivesse por perto, para depois destruir o local, arrasando tudo em seu caminho ao despejar a sua dor e fúria.
Então, após se vingar de todos e despejar a sua fúria, caso a prateada não estivesse próxima, ela caçaria quem a havia comprado e o mataria, a libertando, para em seguida se matar, pois não suportaria viver com a morte do seu amigo, uma vez que teria ocasionado a sua morte ao forçar a sua saída.
Enquanto estava no palco, muitos olhavam com cobiça para Yuugi que não via tais olhares por achar mais interessante olhar para os seus pés, enquanto se sentia mal por sempre acabar como um escravo, após a sua amiga libertá-lo, sendo que concordava com as reclamações dela em relação a tendência que ele tinha de acabar escravizado.
- Esse escravo é intocado e distinto! Devemos concordar que ele é demasiadamente exótico e usa a mesma coleira da outra escrava, pois ele tem magia e prefiro não lidar com isso. Tal como o outro item homólogo a este, o dono poderá definir se deseja ou não que ele use magia e como, pois são coleiras mágicas. Os princípios para ambos são os mesmos!
O fato de ter magia, também, deixou Seto curioso, pois possuir magia era algo raro.
Inclusive, muitos estudavam e treinavam arduamente para conseguir usar alguma magia e eram poucos os que conseguiam essa proeza.
Portanto, ver dois escravos terem tanta magia que era preciso uma coleira mágica para contê-los era no mínimo surpreendente e chegava a ser impossível.
Assim como foi com Kisara, ele cobre todos os lances e vence o leilão, ordenando que ambos, ele e a garota, fossem entregues ao palácio na parte da noite, para depois se retirar do local, seguido pelos seus soldados, pois precisava cuidar de algumas coisas para a cerimônia à noite, enquanto se vangloriava de ter conseguido um presente distinto para o seu primo ao mesmo tempo em que mimava a si mesmo com uma escrava exótica, tendo a absoluta certeza que despertaria a inveja em muitos e mal via a hora de exibi-la.
Após Seto sair, o leiloeiro ainda estava maravilhado pelo valor que recebeu por ambos e ficou ainda mais surpreso ao ver que a jovem ia para o Shinkan Seto e o escravo para o próprio Faraó como presente, sendo que comunica isso ao seu chefe que ficava maravilhado com o valor que conseguiram com cada um deles.
Então, conforme ele olhava para ambos que estavam separados dos outros que ainda iriam para a venda, decidiu que queria impressionar o próprio Shinkan e o Faraó.
Portanto, para conseguir cumprir com o seu intento, ele não podia dar escravos que não sabiam como se portar, a seu ver e com esse pensamento em mente, juntamente com o fato de que somente iria entrega-los à noite, decidiu que iria educa-los para serem escravos obedientes e submissos, ou seja, escravos exemplares, sendo ciente que precisaria ser bem ríspido para discipliná-los em um curto período de tempo.
Após ordenar que não fosse incomodado pelo resto do dia, ele puxa Kisara e Yuugi pelas correntes para discipliná-los, tomando o devido cuidado de separar um chicote diferente que provocava grande dor, mas que não deixava marcas visíveis, pois o maior dano era nos músculos.
Afinal, como eles não pertenciam mais a ele, o homem não podia entregar uma mercadoria danificada, uma vez que estavam intactos no momento da compra.
Enquanto era puxado, o adolescente de cabelos tricolores ameaçou olhar para cima e ao fazer isso, ficou apavorado com o olhar cruel que viu no semblante do homem que exibia um sorriso quase que demente, sendo o mesmo para Kisara que arregalou os olhos, enquanto tremia. Yukiko também ficou apavorada ao capitar através da mente do seu amigo o olhar e sorriso, para depois ficar furiosa, pois dessa vez, não poderia trocar de lugar com ele, sendo que a albina era mais resistente do que o seu amigo e por isso, temia o estado que ele ficaria após a disciplina.
Inclusive, a albina sentia que o seu ódio estava chegando a um nível inimaginável, sendo que temia pela prateada também, sendo que sentia o forte terror dela através da pulseira e que possuía a mesma intensidade do terror do jovem de cabelos tricolores.
De fato, após entrarem em uma das tendas, começou o treinamento brutal, sendo possível ouvir os gritos de dor deles e que eram estarrecedores, enquanto Yukiko chorava em pura fúria, sendo que estava irada não somente pelo que o homem fazia com os seus amigos. Ela se encontrava furiosa consigo mesmo em virtude de sua incapacidade de protegê-lo, enquanto chorava copiosamente pelo sofrimento que ele estava passando, pois não sabia até quando iria a resistência dele, antes que quebrasse e temia não ser capaz de juntar os pedacinhos depois, sendo que também se deprimia pela prateada que não estava em melhores condições.
Dentre o seu desespero, ela consegue emanar um pouco de sua magia por uma das fissuras do bloqueio, após várias tentativas desesperadas, sendo que com esse pequeno poder, a albina torcia para que conseguisse resguardar um pouco da mente de Yuugi e de Kisara, embora ela acreditasse que se conseguisse algo assim, seria um verdadeiro milagre, enquanto tentava criar desesperadamente mais fissuras, conforme sentia as ondas de dor que eram oriundas de ambos.
Várias horas depois, a noite cai no Egito e começa a cerimônia de aniversário de Atemu, após cumprir o ritual na parte da manhã, enquanto que os outros shinkans estavam curiosos para saber qual presente Seto comprou para o Faraó, pois ele apenas havia comentando que era distinto, fazendo-os se entreolharem.
Então, com todos os convidados no salão, os portões duplos que davam acesso ao interior do palácio são abertos, revelando os Shinkan com seus respectivos Sennen Aitemu (itens do milênio), com guardas os escoltando, para depois se dividirem a direita e a esquerda do trono do Faraó, sendo que Shimon estava no lado direito do trono.
Após os membros do Rokushinkan se posicionarem, o Grã vizir e também Conselheiro real exclama, conforme Atemu surgia, seguido por guardas responsáveis por sua escolta, enquanto que atrás dele, no seu lado esquerdo, se encontrava Diiva e no seu lado direito se encontrava Rishid com todos os guardas do salão batendo a ponta de baixo das suas lanças no chão, fazendo ecoar um som seco e alto, anunciando a entrada eminente do Deus deles:
- Ajoelhem-se diante de sua santidade e governante supremo do Egito, descendente dos Deuses e o próprio Deus na terra, Faraó Atemu!
Nisso, todos os que estavam na festa fazem o que lhes foi dito, com os nobres estrangeiros fazendo uma mesura, sendo que os Shinkan curvaram levemente a cabeça, pondo o pé esquerdo na frente do corpo, demonstrando a sua humildade e respeito perante o Faraó.
O Faraó adentra o Salão exibindo uma face impassível, com o toucado Nemes contornando o seu rosto, sendo que o olho de Ra confeccionado em ouro puro se encontrava repousando em sua testa com uma serpente saindo dele, indicando que ele era filho do Deus Sol Ra, com os Faraós sendo protegidos pela serpente sagrada Uraeus, confeccionada com a cabeça erguida e pronta para o bote. A grossa linha de Kohl embaixo de cada olho dava a impressão de alonga-los em direção as orelhas para depois se curvar para baixo em direção ao rosto e completando a sua maquiagem, a mesma fora adornada com poeira de ouro cintilante espalhado em sua pele, dando a impressão dele ter a áurea dourada do Deus Rá quando a claridade incidia em sua pele, fortalecendo assim a ilusão dele ser uma divindade dentre meros mortais.
Atemu segurava o heqa (cajado) e o mangual, um em cada mão, com eles se encontrando cruzados na frente do seu peitoral, com a maioria dos seus dedos sendo ornamentos com anéis dourados, enquanto caminhava lentamente pelo tapete em direção ao seu trono.
A suas vestes cerimoniais consistiam de um tecido ricamente lavrado, contendo um saio plissado de linho fino, branco e entrelaçado com fios de ouro e prata, enquanto que a sua cintura se encontrava entrelaçada com tiras douradas com detalhes prateados e incrustrados de pedras preciosas e sobre essas tiras, repousava o nome real em signos prateados.
Em seu tórax jazia um peitoral feito de ouro com tons de turquesas e falcões engastados em sua superfície, emoldurando o olho de Hórus, indicando a sua ascendência ao Deus Sol Ra, sendo que o seu Sennensui (Sennen Pazuru) se encontrava repousando em seu peitoral, enquanto que em seus braços e tornozelos reluziam braceletes de ouro com detalhes prateados e incrustrados de pedras preciosas, dentre elas a ametista, a jade e a esmeralda, além de portar anéis dourados em seus dedos e acima de cada ombro jazia espécies de ombreiras douradas compostas por camadas e com joias incrustadas em formato de asas, fazendo uma alusão ao Deus Rá.
Por cima dos ombros jazia um manto vermelho com detalhes prateados, com um falcão bordado com fios dourados que se estendia para as costas, após contornar o pescoço do príncipe e cobrir o início das ombreiras e era tão comprido que chegava próximo do chão, sendo que havia bordados de escaravelhos dourados com olhos de rubi.
Em seu pescoço jaziam colares dourados, enquanto os seus brincos de ouro puro tinham a forma de uma placa com o símbolo de Ankah em relevo, contendo pequenas joias preciosas adornadas em seu interior, sendo que o olho de Ra se encontrava em sua testa e era confeccionado em ouro puro, indicando que ele era filho do Deus Sol Ra.
Os seus sapatos eram elaborados com fios de ouro em suas bordas e em cada sapato havia um escaravelho prateado com joias ametistas em sua cabeça.
Quando ele sentou em seu trono, Diiva e Rishid assumiram os seus respectivos lugares no Salão real, com ele ordenando com uma voz barítono e inflexível que ressoava por todo o salão:
- Levantem-se.
Todos que haviam prostrado se levantavam, enquanto que os nobres e representantes de outros povos levantaram a cabeça, pois a haviam curvado levemente.
Shimon murmura ao seu soberano, enquanto que Akhenaden ocultava a ira que sentia por Atemu, tanto pelo que ele ouviu há quase dois anos atrás, assim como pelo fato do seu filho ter se afastado dele ao ouvir a fúria divina do Faraó, acabando por se aproximar do primo que o tratava como igual longe do público:
- Conseguimos suprimir os saqueadores de tumba, meu Faraó e por precaução, fortalecemos as proteções nas demais pirâmides.
- É uma notícia excelente.
- A Pirâmide do senhor estará pronta em questão de alguns anos e saiba que eu mesmo me certifiquei de colocar várias armadilhas para garantir a sua proteção. Nenhum ladrão conseguirá sair vivo dela – ele termina o final com um risinho, pondo a mão na frente do pano que colocou em seu rosto, deixando apenas os seus olhos a mostra.
- Eu agradeço Shimon – ele comenta com uma gota, pois aquela cerimonia era um evento festivo e por isso, comentar sobre algo tão mórbido, destoava da ocasião.
Então, Atemu torna a colocar a sua máscara, demonstrando uma feição impassível, não mostrando os seus reais sentimentos ao ocultá-los sobre uma fachada que exibia superioridade, seriedade, olhos implacáveis, autoconfiança extrema e absoluta, demonstrando dessa forma a sua ligação com os Deuses, enquanto que a sua voz barítono deveria soar inflexível, duro e desafiador, sendo esta a voz de um governante, pois uma mão divina autoritária era essencial para manter o império.
Afinal, para o povo ele devia ser um Deus na terra e assim ele agia, inflando a admiração e o medo, sendo este último pela autoridade divina dada ao Faraó que era o próprio Deus, assim como era o próprio nascer e por do sol.
Shimon começa a anunciar cada um dos presentes, com ele os aceitando a título de diplomacia, pois desejava manter, ardentemente, um reinado sem guerras, fosse internamente ou externamente, para que o seu povo pudesse viver em paz e consequentemente, em prosperidade.
Em decorrência desse desejo, ocultava o seu aborrecimento, enquanto fingia ter algum interesse, sendo que a sua mente estava longe dali, mais precisamente nas palavras de Isis sobre os dois dragões e escravos, sendo que o que deteve mais a sua atenção era o escravo parecido com ele.
Afinal, após tentar por vários anos encontrar o jovem que habitava os seus sonhos, ele chegou ao ponto de achar que nunca o veria pessoalmente, enquanto que surgira a hipótese de ter se tratado de algo que não era real.
Portanto, a visão do Sennen Tauku fez o seu coração se encher de expectativa, levando-o a acreditar que o garoto de suas visões era real e que ele iria aparecer durante a cerimônia, reacendendo assim a esperança em seu coração.
Pelo menos, era o que o soberano ansiava e aguardava pacientemente, orando aos Deuses para que esse jovem fosse o mesmo dos seus sonhos, decidindo que iria prestar a devida atenção na festa, fosse dos seus conterrâneos, dos convidados, servos e inclusive escravos.
Ao mesmo tempo, ele reservava a devida preocupação para a presença de dois dragões, sendo que a shinkan não conseguiu confirmar se eram Ka ou seres vivos, por mais que esse último pensamento fosse absurdo, pois os únicos dragões possíveis de existir, a seu ver, seriam aqueles criados pelos sentimentos dos corações das pessoas e que se materializavam em forma de Ka.
Inclusive, eles possuíam Ka em forma de dragões selados em pedras.
Nesse interim, havia começado a procissão de presentes que eram anunciados por Shimon, que também nomeava o nobre ou reino que havia enviado aquele presente.
O primeiro presente consistia de odaliscas que vieram dos árabes como um presente e que se apresentaram ao Faraó ao fazerem a dança do ventre usando véus, serpentes, castiçais e espadas, dividindo-se em grupos para deleite da maioria esmagadora dos homens, sendo que usavam roupas provocantes que revelavam muita coisa. Elas eram todas escravas, com Atemu pensando se o seu harém comportava mais jovens, apesar dele ter libertado muitas delas para que fossem felizes com quem amavam, constituindo as suas próprias famílias, após a remoção do selo.
Depois, elas se recolheram, ficando, temporariamente, próximas do salão, pois os servos as colocaram em um canto.
Outros monarcas e nobres enviaram presentes, sendo que os nobres das várias províncias entregaram pessoalmente os seus presentes, após se prostrarem ao Faraó, no caso os egípcios, pois os estrangeiros apenas se curvaram, enquanto mostravam os seus presentes ao soberano, após a apresentação de Shimon da figura política aos pés da escadaria de acesso ao trono, enquanto o Faraó era escudado pelos membros do seu Rokushinkan.
Mesmo não gostando da etiqueta, os amigos do soberano a seguiam exemplarmente, sendo que haviam convencido os seus pais a adquirirem jogos fora dos domínios egípcios, enquanto os apresentaria ao seu amigo, conforme representavam a sua própria casa.
O pai de Jounouchi conseguiu um Shouji, que era um jogo japonês com o filho dele o apresentando ao Faraó, sendo que o tabuleiro era de ouro com detalhes prateados e joias de jade o enfeitavam, juntamente com as peças feitas de ouro e com entalhes belíssimos.
O loiro viu a intensa felicidade que o seu amigo demonstrou em seus olhos ao ver o jogo, enquanto mantinha a face impassível, sendo algo que ele já esperava, pois Atemu adorava jogar, sendo que ele não havia jogado esse jogo, ainda, o fazendo ficar fascinado pelo presente, embora ocultasse esses sentimentos ao usar a máscara do Faraó, com o loiro sabendo que mesmo que fosse feito de madeira, para o amigo deles seria a mesma coisa. A ideia de fazer um jogo belíssimo foi do pai dele para que não ficasse atrás dos outros nobres e ao ver o olhar de interesse do filho do seu falecido amigo, o homem suspira, agradecendo a si mesmo por ter seguido a dica do filho, enquanto que a sua esposa e filha que estavam ao seu lado, sorriam imensamente ao verem que haviam dado um presente que o Faraó havia apreciado.
Claro, o monarca não demonstrava publicamente o que sentia, conseguindo manter a sua máscara de Faraó, mas pelo brilho nos olhos dele era visível o fato de que o presente ideal para o soberano eram jogos que ele nunca havia jogado.
Claro que somente aqueles que tinham autorização para olhar nos seus olhos e que o conheciam desde que era pequeno, conseguiam ver esse brilho que estava bem oculto.
Em seguida, Honda se prostra e faz o mesmo que Jounouchi, apresentando outro jogo feito de ouro e pedras preciosas, além de detalhes de prata. No caso, era o jogo Dou Shou Qi, proveniente da China e feito sobre encomenda, sendo tão luxurioso quanto o do loiro, com o moreno sabendo que mesmo que fosse simples, teria despertado o mesmo interesse em Atemu e que tal como o pai do seu amigo, o seu genitor havia decidido fazer algo bem glamoroso.
Ryou também representou os seus pais e trouxe um jogo ricamente adornado. No caso, era o jogo Xiangqi, feito com detalhes de ouro, rubi e esmeralda, além de madeira envernizada com detalhes prateados.
Depois, foi a vez de Mariku, que apresentou o jogo Go, confeccionado de forma luxuriosa com jade, ametista e placa dourada com detalhes prateados.
Atemu havia ficando imensamente feliz com os jogos, pois nunca os havia jogado e estava ansioso para poder jogar todos os que haviam ganhado.
Então, após esses presentes, vieram outros, sendo que nenhum deles eram jogos e sim, itens usuais, além de mais escravos para desânimo do soberano, embora ele mantivesse a mesma face impassível e séria como um Faraó devia ter, já que era visto como um Deus, com ele tendo que conter a sua surpresa ao ver um tigre regular e outro alvo, trazidos como presentes do rei de um império próximo ao Egito e que haviam sido apresentados pelo representante do reino que os enviou, sendo que os animais estavam sobre o controle dos seus treinadores que também eram escravos e vinham junto com os tigres.
Contendo a surpresa inesperada, ele se limita a fazer o mesmo gesto que fez aos outros e que seria esperado do Faraó, enquanto pensava consigo mesmo:
"Bem, agora temos tigres, além de mais escravos. Pelo visto terei que arranjar locais para eles ficarem. Se eles ainda me dessem jogos...".
Shimon estava ao lado do Faraó e aprovava a forma como Atemu estava agindo, pois agia como um verdadeiro Faraó, demonstrando firmeza e superioridade em seu rosto, conforme o esperado de sua posição, embora percebesse a sombra no olhar de desânimo, visível apenas a aqueles que o conheciam desde pequeno, como era o caso do seu Conselheiro real.
Além de tigres, houve outros animais exóticos, com o soberano pensando o quanto seria difícil para os pobres animais se adequarem ao clima do Egito, como no caso dos flamingos. Claro, eles eram bonitos, mas ele questionava se conseguiriam sobreviver ao calor do Egito, assim como, os outros espécimes de aves, igualmente exóticos.
Inclusive, com tantas aves exóticas, o monarca decidiu fazer um aviário na parte mais fresca do palácio, visando fornecer o maior conforto possível aos pobres animais em virtude da idiotice humana, no caso, de quem os presentou, ao ver do soberano, pois eles não pensarem no clima do Egito e que o mesmo podia ser impróprio para a maioria daquelas aves.
Enquanto ele havia pensado, erroneamente, que não receberia nada mais extremo do que tigres, ele acabou recebendo um casal de jacarés que estavam subjugados por tratadores, fazendo Atemu questionar onde os colocaria, com o seu primeiro pensamento sendo de colocá-los junto com os crocodilos, embora estivesse preocupado pelo fato de não saber como os crocodilos reagiriam, pois era evidente o fato de que eles eram bem menores do que aqueles que habitavam o Egito.
Depois dos jacarés, o Faraó acreditava que mais nada o surpreenderia, sendo que após alguns minutos, ele descobriu o quanto estava errado ao receber dois casais, um de zebra e um de antílope.
Então, ele pensou consigo mesmo:
"Considerando o que conheço da África, através dos pergaminhos, só me falta uma chita."
Nisso, aparece uma chita e o Faraó controla a vontade de fazer um facepalm, pois devia ter silenciado os seus pensamentos.
Enquanto isso, Jounouchi, que se encontrava tão estarrecido quanto Honda, Mariku e Ryou, comenta:
- Não sei onde Atemu vai colocar esses animais.
- Eu também não faço a mínima ideia.
- Idem.
- Não consigo encontrar um local satisfatório para eles.
Enquanto isso, em seu trono, Atemu aguentava a procissão de presentes, ficando aliviado ao ver que os demais se abstiveram de dar animais, limitando a dar tecidos, joias, artefatos e itens diversos, sendo que no final da procissão dos presentes dos nobres e dignitários, os únicos que tiveram o seu interesse foram os jogos de Jounouchi, Mariku, Ryou e Honda.
Afinal, como eram amigos dele, eles conheciam o que ele apreciava, conseguindo assim dar presentes que o Faraó havia adorado.
Depois dos nobres, Rishid entregou o seu presente que consistia de um item belíssimo, sendo o mesmo para Diiva.
Então, depois deles, foi a vez de Shimon que presenteou o monarca com um novo jogo ricamente adornado com ouro e pedras preciosas. No caso, era o jogo Sugoroku, proveniente da China, fazendo Atemu conter a felicidade que sentia por ter mais um presente que o agradava.
Depois, foi a vez dos Rokushinkan, começando com Mahaado, que conhecendo o gosto do seu amigo, deu outro jogo ricamente adornado, nesse caso, um jogo de tabuleiro, o Chaturaji.
O soberano apreciou o presente, sendo que precisou manter a sua face neutra, embora tenha surgido um brilho de felicidade ao encarar os novos jogos que tinha para decifrar e jogar com os amigos longe da vista do público, para que pudesse ser simplesmente Atemu e não, um Deus.
Depois, foi a vez de Isis que ficou feliz de ter seguido a dica daquele que amava, dando um jogo de Chaturanga, também ricamente adornado para combinar com os outros, com ela ficando feliz ao perceber o quanto o Faraó ficava feliz com os jogos, apesar dos outros presentes maravilhosos que recebeu.
O soberano concordava que estava ansioso para jogar e devido às comemorações, ele havia se esquecido, momentaneamente, das visões de Isis e ao recordá-las conforme olhava para ela que retornava ao seu lugar, após presenteá-lo, decidiu que deveria ficar atento para qualquer atentado contra a integridade do Faraó.
Os outros sacerdotes deram presentes belíssimos na forma de itens magníficos, mas nenhum deles contemplava jogos.
Seto havia notado que o olhar do seu primo só ficava animado com jogos, ignorando as belas mulheres exóticas em roupas que revelavam muita coisa e outros presentes caríssimos ou exóticos, sendo algo que ele já esperava.
De fato, ele havia pensando em combinar a compra de algum jogo, uma vez que eles eram excelentes para desenvolver estratégias, sendo algo necessário em uma guerra.
Porém, ao ver que ele ganharia muitos jogos, decidiu que queria dar algo exótico ao seu primo e que esse pensamento, o levou ao mercado.
Porém, conforme ele se recordava do amor de Atemu pelos jogos, começou a duvidar se o seu presente chamaria a atenção do seu soberano, sendo que essa leve dúvida foi percebida por Mahaado, braço direito do Faraó, que questiona ao braço esquerdo do mesmo:
- Está preocupado com o seu presente?
- Um pouco... Mas eu acho que estou me preocupando a toa. Não tem como Atemu não gostar do que vou dar para ele.
Então, o poderoso mago arqueia o cenho e pergunta:
- Qual presente você dará ao Faraó?
- Quero surpreendê-lo. – ele responde misteriosamente.
Nisso, um servo se aproxima e fala algo a Seto, fazendo-o sorrir, sendo que chegou a vez dele, com ele se dirigindo até o Faraó, se prostrando, assim como os outros fizeram, para depois falar respeitosamente:
- Por favor, aceite esse humilde presente. O da direita pertence ao senhor.
