25º capitulo- para o inferno
Três anos depois...
Ali estava eu, caminhando apressadamente pelas movimentadas ruas de Washington, os meus passos ecoavam pelo salto do meu sapato, meu vestido voava pelo fresco vento de fim de tarde. Eu devia ir para casa, mas todos os taxis estavam ocupados com outros clientes pelo jeito, pois nem um parava. Isso me irritou de certa forma. Continuei minha caminhada até que olhei para cima e pude ver a primeira gota de chuva cair bem em cima da minha bochecha esquerda.
"Droga"
Sussurrei para mim mesma. Comecei a correr para abrigar-me da forte chuva que começou do nada. Por sorte eu estava em um bairro comercial, com coberturas. Decidi ir até o meu destino caminhando mesmo; pensando bem nem era assim tão longe. As pessoas se amontoavam e paravam embaixo das coberturas que se estendiam pelo resto da longa avenida. Meus cabelos agora longos e lisos estavam molhados e meu pé escorregava dentro do scapim úmido.
Entrei em um enorme prédio, tomei um elevador que me levaria até o 4º andar. A secretaria era nova, e quando o elevador parou, pude vê-la esticando o pescoço para descobrir quem era. Assim que ela me viu abriu um singelo sorriso. Janice era o nome que se podia ler no crachá preso em sua blusa alva.
"Ele está me esperando."
Ela acentiu com a cabeça levemente e estendeu seu braço indicando a conhecida porta. Caminhei pelo longo corredor que levava ao meu destino final. Lembro-me da primeira vez que estive aqui. Eu era tão novinha, tão inocente e tão medrosa. A ansiedade era obvia em meu rosto. O medo e a incerteza também. Recordo que eu não sabia se havia sido a coisa certa a se fazer. Eu havia abandonado tudo.
Fui dominada por um momento de nostalgia, uma sensação ruim; uma tristeza profunda que doía em meu peito. Sem hesitar, abri a porta respirando fundo e mexendo minha cabeça raivosamente em uma boba tentativa de limpar minha mente destes pensamentos.
O meu campo de visão foi tomado pela vista daquela cinzenta cidade molhada, os pingos de chuva refletidos nos vidros das janelas. Atrás de uma mesa repleta de papeis e mais papeis encontrava-se ele. Meu patrocinador. Digamos que eu tive sorte de conseguir patrocínio tão rápido, mas eu não era exatamente famosa. Fazia alguns shows, tinha alguns fãs também, mas não era conhecida mundialmente nem nada. Ainda tinha a minha vida, sem ser perseguida e virar o destaque. Porem, em toda a minha vida, mesmo quando eu namorava com o sam, eu nunca imaginei que iria tão longe.
Por que, para uma caipira de uma cidadezinha que mais parece o fim do mundo, eu subi muito.
"Bom dia Leah. O que te trás aqui?"
Disse ele sem desviar sua atenção do papel em suas mãos. Estranhei arqueando uma sobrancelha:
"Boa tarde, quase boa noite."
Ele fitou-me surpreso.
"Maravilha, como sempre, eu estou aqui e minha família me odiando cada vez mais."
Disse ele retirando os óculos de grau e segurando sua cabeça com as duas mãos.
"Nem sabes como tens sorte Leah. Essa profissão e família são duas coisas distintas que não conseguem conviver em paz."
Fiquei calada caminhando até a cadeira em minha frente só então rompendo o silencio que se apoderara da sala onde nos encontrávamos.
"Não vim até aqui para ficar à par de sua vida pessoal e sim para cuidar da minha. Como você sabe, o natal está se aproximando e eu gostaria de tirar algumas semanas de férias."
Ele pareceu analisar minha proposta por alguns segundos finalmente dizendo em alto e bom som:
"Ótimo, duas semanas estão boas para você?"
"Na verdade, estava pensando em 20 dias."
"Vinte dias!"
"Exato, pretendia passar as festas natalinas e o ano novo em minha cidade natal. Então, vinte dias era o mínimo! e alem do mais, eu estou trabalhando três anos sem férias! Acho que mereço não?"
Ele passou a mão direita em seus cabelos calvos e só então suspirou dizendo:
"Como quiser, você e sua banda têm vinte dias de férias, e que não passe disso!"
Sorri vitoriosa.
"Foi um prazer conversar."
Sai andando a passos firmes daquele escritório. A chuva havia diminuído e, por sorte, consegui um taxi. Liguei para minha banda, iríamos viajar, estávamos planejando isso há quase um ano e agora, iríamos conseguir! Sem mais delongas, tomei o elevador e parei no 5º andar, o andar do meu modesto apartamento. A animação era muita em mim, arrumei minhas malas e reservei as passagens, pesquisei hotéis em Lá Push e fiz nossas reservas. Como eu imaginava, não havia hotéis na reserva, apenas em Forks. Dormi com bons pensamentos e muitas esperanças.
Quem dera que um dia eu iria sentir saudades daquele buraco em que fui criada!
Só de manhã, quando despertei de um sonho, eu lembrei. Lembrei dele. De Jacob. Um tremor percorreu meu corpo. Por mais que eu quisesse, eu não podia fugir, não iria. Por que, uma coisa que eu aprendi aqui, foi a enfrentar os medos. E era exatamente isso que eu faria.
Era dia 22/12, o dia da viajem.
Todos nos encontramos no aeroporto. Estávamos animados e eu só conseguia pensar nele. Minha mente estava a mil, então, em uma tentativa de me acalmar, decidi ouvir musica. Vasculhei minha bolsa em busca do meu mp4, desenrolei os fones e liguei o aparelhinho discreto preto. Porem, mesmo estando eu ocupada com a música, as melodias e as letras, todas elas me faziam recordar dele. Do meu amor. Do meu Jake.
Olha só como mudou a vida
Quem dera fosse só eu escrever poesia
E transformar o mundo em tudo o que eu queria
Será que nos romances, os seus escritores
Conhecem o amor ou são só inventores
às vezes penso se essa vida é minha
Os minutos não passavam e meu coração doía. A saudade me dominava, e eu desejava com todas as minhas forças que ele estivesse me esperando, desejava vê-lo mais uma vez, sentir seu corpo no meu, seus lábios sobre os meus, a sua língua quente em contato com a minha, suas mãos em meu corpo. Era tudo o que eu queria. Porem... Lá no fundo eu tinha medo. Na verdade não era medo, era a realidade que era jogada em mim como uma balde de água fria. Aquilo que existia. Ele e ela. Reneesme. Aquela que sempre teve tudo o que quis.
Nessie era a única coisa que me impedia de ter aquilo que eu sempre quis, mesmo inconscientemente. E eu sentia raiva dela, por ter tudo e não dar valor. Não por tê-lo. Mas isso não vem ao caso. O avião logo vai pousar e finalmente estarei em casa. Na minha terra, no meu lugar. Apesar de ansiosa, eu temia algo e uma duvida não me deixava: será que a minha vinda teria sido correta?
Resumindo. Já que estou voltando, vamos recapitular o que eu sei sobre eles desde que eu fui embora há três anos atrás:
Minha mãe e Charlie reformaram a casa. Eles me mandaram uma foto por e-mail. A casa onde eu passei toda a minha infância, que lembrava tanto o meu pai, foi totalmente modificada. Eles construíram uma área de festas na garagem, e fizeram uma churrasqueira. A casa continua com dois andares. Eles mudaram a cor. De verde eles fizeram detalhes da cor terracota com areia. Ficou bem moderno e diferente. Mudaram os móveis e grande parte de toda a decoração.
A menina da Emily esta linda, o seu nome é Cindy. Ela é tão bonitinha, tem os cabelos negros como carvão, os seus olhos são meio verdes escuros, e a pele dela é mais escurinha. Emily esta grávida novamente. Dessa vez de um menino. Sam esta todo bobo pelo que fiquei sabendo.
Paul também vai ser pai. De gêmeos. Ele também não sabe o que fazer primeiro de tanta alegria. Soube também que Jacob quer matar ele por engravidar sua irmã. Mas, por incrível que pareça, ele não se importa. Isso que é um cara feliz!
Claire está com oito anos. Fiquei sabendo pelo Seth que esses dias Quil foi até a escola querendo catar na esquina uns pias que ameaçaram bater nela. Essa menina tem sorte, tem um segundo pai. Um segundo irmão, alguém que daria a própria vida por ela.
Seth disse que a monstrinha já alcançou a maturidade. E disse também que ela esta linda. Mas isso não me importa. Ele não quis me disser nada sobre Jacob. Não por que ele não queria, muito ao contrario, eu não deixei. Pois se eu deixasse o Seth falar, ele não acabaria nem no mês que vem.
Eu nunca mais vi minha mãe, nem mais ninguém. Não fui nem uma vez para lá desde que eu vim pra cá. As únicas pessoas que falam comigo são: o Seth, todo santo dia, Claire, que está descobrindo o mundo agora. Emily, pra falar da vida perfeita dela e minha mãe, quando ela quer disser o que ela acha legal e quando sente saudades.
Eu me isolei completamente da minha família. E acho que foi melhor assim, não que eu tenha esquecido o Jacob, mas eu acho que eu estou melhor dessa forma.
Bom, eu fiz sim, aulas de canto, por quase um ano. Superei meu medo de palco, abri um show e justo naquele dia eu conheci meu atual patrocinador. Depois disso eu fiz um contrato, e comecei aos poucos a fazer fama. Comecei cantando musicas de outros cantores, depois cantando as minhas composições. Como já disse, eu não sou famosa.
A vida continua, e o mundo nunca pára. Tudo mudou menos essa minha teimosia de amar o Jacob, mesmo estando três anos sem vê-lo na minha frente. Pois a verdade é que, às vezes, quando tento dormir e não consigo, eu penso nele, involuntariamente, inconscientemente. E a dor me domina. Caminho para o banheiro aos tropeços enquanto as lagrimas estão correndo pela minha face. A minha garganta seca precisa de mais água do que normalmente precisaria para engolir aquela amarga pílula. Amarga como eu. Quando retorno à cama, os lençóis parecem tão gelados sem o calor dele; a cama parece tão grande sem o corpo dele aqui, grande como se fosse me devorar. E quando cochilo, pois eu não sei o que é dormir a muito tempo; é o cheiro dele que eu sinto. Aquele perfume tão conhecido, tão forte. O cheiro que eu poderia distinguir dentre milhares de odores. É a sua mão quente segurando a minha gelada pela umidade das lagrimas que eu tento secar. O seu corpo parece estar tão perto do meu. Mergulho e me entrego a esse pensamento; a essa ilusão. Doce sonho para o qual eu caminho a passos largos. Aquela fantasia que só vai me fazer sofrer mais pela manhã. Aquilo que eu deveria negar; mas que me deixo levar, pelo momento. E de momento em momento, de noite em noite, eu erro cada vez mais, dias, semanas, meses, anos... E eu nunca mudo. Posso sentir meu corpo entorpecido. É como se ele estivesse me olhando e me abrasando. Sorrio fraca e melancolicamente sabendo que é apenas um sonho. E em um segundo, apago. Não durmo; desmaio. Efeito da pílula. Daquela que eu dependia tanto quanto eu dependia dele. Acordo pela manhã e percebo que tudo não passou de um sonho. Iludida, inconformada, choro rios de lágrimas. Lembro de como a vida era boa e de como eu amava ele; e em um segundo, é como se pudesse vê-lo; como se o fantasma dele estivesse aqui, para me assombrar, me perturbar e me machucar mais ainda. Porem, tudo isso, tudo, foi, de certa forma, minha culpa. Desde o inicio. Fui eu que me entreguei a ele; e foi a partir do momento que passei a depender dele para aliviar a dor causada por sam, foi tentando esquecer uma paixão que me entreguei a uma maior ainda; um amor que me machucou mais do que o anterior.
Descanso minha face sobre o travesseiro e posso sentir o odor dele. Aquele cheiro viciante que eu tanto tento esquecer, mas que, inconscientemente procuro em todos os lugares e em todas as pessoas. Tudo parece um pesadelo. Um terrível pesadelo que jamais vai acabar.
Posso sentir aqui, agora, sentada sozinha nessa poltrona do avião a fina lágrima escorrendo pelo meu rosto. Respiro fundo e abro minha bolsa para depositar de volta o aparelho. Retiro um livro; acho que dessa forma o tempo vai passar mais rápido e as lembranças ruins não vão me dominar. Formaturas infernais. Não podemos considerar um livro longo, contando que ele não é exatamente um livro, e sim uma coletânea de contos de diversas autoras. A filha do exterminador: Meg Cabot. Comecei a ler e me perdi naquelas palavras. Nunca havia lido o livro, mas quando parei na frente da livraria, essa capa me chamou a atenção. Não hesitei em adquirir mais um livro para a minha extensa coleção.
Como disse anteriormente, perdi-me na leitura; não sentia o tempo nem as milhas aumentarem. Era apenas eu e as palavras. Com grande sorte, consegui prender minha atenção completamente naquelas linhas limpando da minha mente Jacob. Posso também dizer que estava apreciando aquela leitura, pois quando me chamaram para avisar que iríamos pousar e me vi obrigada a largar o livro, admito que eu suspirei pesarosa.
Descemos do avião e seguimos para o hotel que eu havia feito reserva. O carro que locamos estava esperando no aeroporto com toda aquela papelada de contratos e indicações. Instalamos-nos cada qual em seu respectivo quarto e assim passou o resto do dia. Ficamos ali, conversando e brincando. O próximo dia, 24/12, nós passamos lá no hotel mesmo, pois ocorreu uma nevasca muito forte obrigando o governo a fechar as ruas. Estávamos todos sentados no meu quarto com a televisão ligada e eu estava pensando seriamente nisso, nessa nevasca quando Ryan, o baixista comentou:
"Ouviu Leah? Eles vão jogar sal nas ruas. Por quê?"
Suspirei cansada de perguntas idiotas; mas mesmo assim, tentei ser sociável e disse:
"Por causa da neve."
Percebi que uma sobrancelha se ergueu e ouvi a maior das besteiras que já imaginei:
"O povo daqui vai fazer macumba? Porque agora eu fiquei com medo!"
O encarei de esquerda e lhe disse sem nem um pouquinho de paciência:
"Não Ryan, o povo daqui não vai fazer macumba. O povo daqui vai jogar sal para derreter um pouco da neve que se acumulou nas ruas. Satisfeito? E agora chega de perguntas idiotas, por que isso já está me deixando com dor de cabeça."
Deitei minha cabeça sobre meus joelhos e foi mais ou menos assim que passamos a véspera de natal. O hotel ofereceu um jantar típico daqui, comemorando as festas natalinas. Após isso, subimos para os nossos quartos, e pudemos contemplar uma ótima noticia: amanhã a previsão era de um tempo um pouco melhor. Quem sabe amanhã fossemos, de uma vez por todas, ver a minha família!
Mesmo animada, não consegui dormir. A ansiedade e as duvidas eram tão fortes, tão grandes, que me causavam arrepios. Não era frio. Era medo mesmo. Por que eu era sim, uma grande medrosa. Aquele quarto parecia ser muito quente para mim. Muito fechado. Coloquei uma calça jeans clara e uns bons casacos, com um sobretudo também branco por cima. Então, eu quis fazer uma coisa que eu sempre fazia quando o meu pai estava vivo. Ver a noite, quando está nevando é muito bonito. Meu pai sempre fazia isso na noite de natal com agente.
Não nevava mais, mas a neve havia se fixado ao chão. Como sempre. Então senti alguém caminhar ao meu lado. Virei-me e vi que era o Ryan.
"Pensando?"
Ele pediu olhando para mim. Respondi com um sorriso:
"Relembrando."
"O que?"
Perguntou ainda me fitando.
"Meu passado. Quando meu pai estava vivo, na noite de natal ele levava eu, meu irmão e minha mãe para fora para vermos a neve se fixando ao chão sob a luz da lua. É uma das poucas lembranças boas que eu tenho da infância."
Finalmente alterei meu campo de visão e me virei para ele, contemplando um sorriso muito bonito vindo dele, seus dentes brancos a mostra, seu hálito quente em minha bochecha.
"Da onde eu venho não tem neve no natal."
Um lugar sem neve no natal? Que lugar seria esse? Por mais tempo que eu o conhecesse, eu ainda não sabia de onde ele havia vindo.
"Da onde você vem?"
Sua gargalhada foi ainda mais quente e despertou meu senso de humor.
"Lá de onde Judas perdeu as botas."
"Pensei que fosse do fim do mundo!"
Nossas risadas ainda pairando pelo ar.
"Na verdade, você que vem do fim do mundo, afinal, se eu nem sabia que existia um lugar chamado Forks no mapa, como eu iria adivinhar que ainda por cima, existia uma reserva chamada La Push?"
O gelo abaixo de nós, a lua acima, e nossas risadas no ar. Os pinheiros banhados pela alva neve, o cenário perfeito. Olhei firmemente para ele.
"Por que está me olhando assim?"
Ele pediu me encarando também.
"Porque você me lembra uma pessoa."
"Quem?"
Abaixei minha cabeça e ele parece perceber que eu não iria falar sobre isso.
"Tudo bem se você não quiser me responder."
Sorri ainda com minha cabeça abaixada.
"Sabe o que me pai também fazia na noite de natal?"
"O que?"
Joguei um pouco de neve nele. Rindo. Ambos.
"Isso."
"A é?"
Ele jogou um pouco em mim e assim foi indo ate que estávamos fazendo guerra de bolas de neve. Eu era boa nisso, sempre brincava disso com o Seth então eu tinha experiência. Mais ele não ficava para trás. Ele era bom, segundo ele por causa do handebol. Então, eu não sei como aconteceu mas eu cai no chão e ele também, ficamos lá caídos, um do lado do outro. Olhando o céu. A lua. À noite. A neve ao nosso lado nos refrescava.
Eu estava me levantando, ele também, ele se levantou rapidamente e me ajudou, mas ele me puxou muito forte e eu acabei indo de encontro ao peito dele. Ele me segurou e olhou para mim, eu para ele. Meu olhar no dele e o dele no meu. Isso me é familiar... De repente, sinto algo em meus lábios. São os dele. Seu beijo lembra tanto o beijo do Jake. Eu poderia me entregar. Do jeito que eu estava qualquer um teria o meu coração e ele era tão parecido com o Jacob... Seus lábios, sua risada rouca, sua pegada, seu olhar... Ele me segurava. Eu me deixaria levar novamente? Era tudo o que eu precisava. De alguém melhor que Jacob, ou seja, descompromissado. Eu sabia que ele era solteiro. Mais será que seria como antes? Seria como foi com o Jake?
"NÃO!"
Empurrei-o com toda a minha força. Eu tremia. Ele me olhou espantado.
"Desculpa. Não dá Ryan. Eu não consigo."
Falei com minhas mãos para a frente tentando me livrar da culpa.
"Sou eu?"
Perguntou ele limpando os lábios.
"Não. Sou eu. Eu amo outro."
Deixei-me cair sobre a neve olhando para meus pés.
"Ama alguém que te fez sofrer."
Levantei-me e apontei um dedo acusador para ele:
"Não se meta na minha vida. Eu estou disposta a esquecer isso ok? Vamos voltar a ser apenas amigos. Eu amo outro e apesar dele me fazer sofrer, eu não consigo. Eu não posso. Entenda. Por favor."
Baixei minha mão e afastei-me a fim de colocar uma distancia segura entre mim e ele.
"Você não vai ter outra chance. Eu te amo."
Disse Ryan tentando se aproximar de mim.
"Não, você não me ama. Não perca seu tempo comigo. Você pensa que me ama, mais não é verdade. Parta para outra. Por mim."
Só espero não estar cometendo outro erro pelo Jake.
"Leah..."
"Sem Leah."
Falei suplicante.
"Você que manda."
Ele entrou no hotel, mas eu permaneci ali, deixei meu corpo cair no chão eu sentia a neve derreter. Não sei quanto tempo passei ali, mas foi o bastante para eu decidir o que faria da minha vida. Eu tinha que ver a minha família. Era o que eu queria. Queria que alguém viesse me abraçar, queria matar a saudade que vivia comigo, No meu peito. Queria que ele estivesse me esperando. Mas como? Eu o mandei seguir em frente. Mandei-o ser feliz. Queria que ele fosse feliz, mas também queria que ele ignorasse as minhas palavras. Queria que ele ficasse comigo. Queria que ele dissesse que me ama, como naquele dia no aeroporto. Eu não queria esquecer ele. Queria ter ele comigo sempre. Para a eternidade. Pois com Ryan, eu seria feliz por um período limitado. Ele desconfiaria por que eu não envelheço. Pois eu tenho quase 30 anos e estou com a aparência de 21 ainda. E com Jacob, eu poderia ficar pela eternidade. Assim. Poderíamos viajar, eu poderia simplesmente morrer mudar meu cabelo, minha aparência, meu nome, fugir com ele e depois de um tempo, voltar com outro nome. Seria perfeito. Mais para isso eu precisava dele.
Assim, a lua foi substituída pelo sol, que começava a sair, bem fraquinho. Subi para o meu quarto, coloquei uma roupa limpa e seca, peguei as chaves do carro que alugamos e dei a partida. Para onde? Para o inferno.
N/A: oi pessoal, sei que vocês devem estar querendo me matar pelos séculos de demora, mas eu sinceramente não tinha tempo e nem idéias para o que fazer nesse capitulo; afinal, é uma das partes mais importantes! Mas enfim, meus motivos são os de sempre: provas, temas, falta de criatividade, tombos e machucados, e, eu tenho uma novidade! Desta vez eu atrasei também por que estou trabalhando em um novo projeto!
É totalmente novo para mim; vou testar um novo campo: Naruto! Vou criar uma fanfic com vários casais (os mais famosos), cujo qual o mais importante vai ser Sasuke/Sakura. A fanfic vai ter alguns (muitos) traços da minha vida: é uma homenagem ao meu ultimo ano neste colégio e eu prometi que iria registrar as nossas brincadeiras, as novidades e as amizades de alguma forma; então eu decidi fazer uma fanfic! Também pensei em adquirir uma nova tática: capas! Então, cada capítulo vai ter uma capa! Não pretendo demorar tanto para atualizar, tanto essa fanfic, como a próxima.
Se alguém se interessou, fique atento que logo irei começar a postar, provavelmente nas férias do meio do ano que estão se aproximando para mim; e alem do mais... snif... Essa fanfic... snif... Está chegando... snif... Ao fim!
Então, ali está o capitulo. Eu me dediquei bastante nesses últimos dias a ele; mas sinceramente? Não sei o que vou fazer nos próximos :/
Teve alguma idéia? Deixe uma review, nem que seja para me criticar, mas deixe a sua opinião, você não imagina como ela é importante para mim =)
Atenciosamente:
Samantha Emmanuely Hafemann 2010-07-18
(Manu)
