Capítulo 25- Momentos íntimos

Kate ficou lutando consigo mesma durante vários segundos até decidir se iria ou não tomar um café com Jack. Olhou sua mãe que dormia profundamente e depois voltou-se para a expressão gentil e ansiosa do doutor. O que poderia fazer?

Viu que ele batia levemente o pé direito no chão num claro sinal de nervosismo e isso a fez sentir-se poderosa. Talvez ele tivesse se arrependido de tê-la expulsado de sua casa e queria pedir desculpas. Kate queria aceitar essas desculpas, mas também não podia ceder assim tão fácil, ele precisava aprender a respeitá-la, pensou por fim.

- Eu não acho uma boa idéia!- respondeu fitando os olhos castanho-esverdeados dele sem nenhuma emoção.

- E por que não?- Jack provocou com cara de filhotinho abandonado, Kate sentiu uma pontada no coração.

- Porque não conseguiríamos manter uma conversa civilizada e você sabe disso. Iríamos nos magoar ainda mais, e eu disse a você ao telefone que era melhor que saísse da minha vida.

- Kate...

Jack a puxou pela cintura, para bem pertinho dele e instintivamente sentiu que a pulsação dela acelerava.

- Senti tanto a sua falta. Por favor, tudo o que peço a você é um café para me desculpar, o que me diz?

Kate afastou-se dele abruptamente, tentando controlar a vontade que sentiu de envolver seus braços ao redor do pescoço dele e beijar aquela boca masculina carnuda que lhe enchia de desejo.

- Está bem, mas é só um café, não posso me demorar muito, minha mãe pode precisar de mim.

Jack sorriu, um café já era um começo.

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- Ahá! Eu sabia que tinha!- exclamou Claire ao abrir a geladeira de Jack e encontrar um pote de sorvete de trufas de chocolate com amoras. – O Jack adora esse sorvete.

- Eu sei.- respondeu Sarah sentada à mesa da cozinha segurando duas colheres de cabo de madeira. Deu uma para Claire e as duas começaram a comer.

- Gostei muito de ter saído com você hoje Sarah, espero que a gente possa sair mais vezes.- comentou Claire servindo-se de uma generosa quantidade de sorvete.

- Eu também Claire. Gostaria de ter conhecido você quando ainda era casada com o Jack. Aposto que seríamos as cunhadas inseparáveis.

Claire deu um sorriso, mas nada disse. Foi Sarah quem quebrou o silêncio momentâneo.

- Sabe, se eu pudesse voltar atrás, jamais teria largado o Jack.- confessou. – Foi uma coisa tão estúpida. Eu o deixei porque me sentia sozinha e encontrei o Kevin por acaso no supermercado, tudo pareceu tão certo, mas agora...sei que nem se eu quisesse teria chances com o Jack novamente. Tenho que pensar no meu filho que vai nascer.

Claire tocou na mão dela.

- Pois eu acho que seria maravilhoso se você voltasse com o meu irmão. O Jack é uma pessoa maravilhosa, mas não gosto dessa vida desregrada que ele anda levando. De repente, o que ele está precisando é se sentir seguro novamente.

- Você acha, Claire?

- È claro que sim Sarah. E quer saber? Vou ajudá-la de alguma forma, pensarei em algo para reaproximar vocês dois.

- Eu largaria o Kevin sem pensar duas vezes. Faria isso mesmo, Claire?

- Oh sim, pode contar comigo Sarah. Eu quero que sejamos cunhadas inseparáveis.

E como para provar o que dizia, Claire abraçou Sarah selando seu acordo.

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Kate mexia na alça da xícara de café girando-a de um lado para o outro enquanto Jack comia um bolinho de queijo. Desde que tinham chegado à lanchonete limitaram-se a pedir o café e não conversaram sobre nada, embora a proposta de Jack tivesse sido essa. Não agüentando mais o silêncio, Kate indagou:

- Sobre o que queria conversar, Jack?

- Sobre nós.- ele respondeu terminando o bolinho e limpando as mãos com um lenço.

- Nós?- Kate sorriu destacando a covinha no lado direito de seu rosto que Jack tanto adorava. – Certo, vamos falar da forma como você me escorraçou do seu apartamento da última vez.

- Hey!- Jack tocou a mão dela antes que se exaltasse. – Viemos aqui para ter uma conversa civilizada se lembra?

Ela relaxou um pouco: - Tudo bem, mas eu quero explicações sobre o porquê me tratou daquela maneira.

- Porque estava com ciúmes.- respondeu ele.

- Ciúmes?

- Estávamos juntos e você me chamou de James.

- Eu pedi desculpas pra você, foi sem querer. James é meu marido a cinco anos, natural que por alguns segundos em meus sonhos eu tenha imaginado estar com ele.

- Eu sei disso, mas é que não pude evitar Kate, ainda te amo.

- Ai meu Deus!- exclamou Kate.

- O que foi? Não se sente bem?- ele perguntou, preocupado, assumindo a postura de médico de repente.

- Não é que ouvir você dizendo isso assim, depois de tanto tempo, me deixa nervosa. Por favor, não diga que me ama!

Jack deu uma risada: - Mas eu te amo e você?

Kate queria gritar que sentia o mesmo, mas simplesmente não conseguia. Jack ficou decepcionado, mas não a pressionou.

- Pelo menos estou perdoado?

- Eu acho que sim.- respondeu Kate, evasiva.

Jack se ajeitou na cadeira, olhando bem fundo nos olhos verdes dela e se inclinou em sua direção.

- Então, se eu te convidasse para vir ao meu consultório agora, para eu te "examinar", você viria?

- Jack...- ela pronunciou o nome dele num tom acusatório, mas o médico não se intimidou.

- A gente vai pra lá, eu apago as luzes, acendo só a do abajur, tiro sua roupa bem devagar, beijo a sua boca...- ele deu a volta na mesa para ficar ao lado dela, estavam praticamente sozinhos na lanchonete, a moça que lhes servira o lanche estava na despensa verificando estoque. – Toco seus seios, passo a língua nos biquinhos...

- Jack, seu pervertido, pare com isso!- Kate gritou, mas a umidade em sua calcinha já a denunciava. Jack havia se transformado em um sedutor, e Kate adorava isso, embora não admitisse.

- E faço mais, muito mais...eu até...- ele pronunciou coisas libidinosas em seu ouvido e Kate segurou a toalha de mesa com força, mordendo o lábio inferior.

- Está bem, vamos.- ela respondeu se rendendo, impossível resistir ao doutor. – Mas vamos logo, tenho que voltar ao quarto da minha mãe.

Jack estendeu a mão a ela e eles seguiram para o andar onde ficava o consultório dele. Assim que entraram, agarraram-se sem dizer palavra. Como prometera, Jack desligou as luzes e ligou só a de uma luminária.

- Você não me parece bem.- ele gracejou. – Preciso examiná-la, tire tudo!

- Sim, doutor.- respondeu Kate, muito excitada, gostando da brincadeira.

Olhou para ele e soltou seus cabelos que estavam presos em um rabo de cavalo. Depois desabotoou a blusa e tirou o sutiã. Ficando de pé na frente dele.

- Me diga aonde dói!- ele sussurrou.

- Aqui!- disse Kate pegando a mão dele e colocando em seu seio direito.

Jack acariciou e massageou o seio dela.

- Está melhorando?

- Oh sim.- Kate gemeu buscando a boca dele.

Jack a beijou sentindo um bem-estar infinito por poder fazer isso outra vez, quando discutiram ao telefone chegou a pensar que isso jamais fosse possível.

- Temos um problema, Jack.

- O quê?- ele perguntou preocupado, pensando que ela iria desistir de tudo naquele momento.

- Eu estou seminua e você ainda está completamente vestido.

- Mas esse é um problema que podemos resolver bem rápido.- respondeu ele desabotoando a camisa, tirando a calça.

Kate se deliciou ao vislumbrar as pernas fortes e bem torneadas de Jack. Ele era muito bonito. Sorriu travessa ao se lembrar de sua curiosidade em vê-lo nu quando estavam na ilha. Certa vez o seguiu até o lago quando ele foi tomar banho e ficou observando escondida, se deliciando com a imagem que via, lógico que Jack jamais soube disso.

- Agora estou mais nu do que você.- disse ele.

- Então acho melhor ficarmos em pé de igualdade.- falou Kate tirando os sapatos e despindo a calça de tecido leve que usava, para melhor acomodar a barriga que começava a crescer.

Jack notou a protuberância visível no ventre dela, denunciando seu estado, lembrando a ele que ela pertencia a outro homem. No entanto, deixou isso de lado e fantasiou secretamente em seu íntimo que ele era o responsável por aquilo, que aquele bebê havia sido concebido por ele.

Ficou admirando-a por alguns segundos, tendo-a diante de si só de calcinha. Uma calcinha vermelha de renda, com babados, maior do que as que ela usara nas últimas vezes em que estiveram juntos. "Muito sexy", pensou ele.

Abraçaram-se e beijaram-se. Jack a conduziu para um sofá no canto de sua sala e a deitou lá, começando a beijá-la no pescoço. Kate desejou que ele a beijasse mais para baixo, que relaxasse a tensão em seus seios, que beijasse sua barriga e acariciasse com a língua bem mais embaixo, onde ela realmente precisava.

- Jack, você está me enlouquecendo.

- Kate, quero beijar você por inteiro, lentamente, cada centímetro e depois repetir tudo de novo até você gritar de desejo.

- Faça isso Jack, por favor, faça...- o orgulho dela já tinha ruído há muito tempo.

Jack se abaixou sobre ela e esfregou os dedos nos mamilos endurecidos. Colocou um deles dentro da boca e sugou-o até que ela assanhasse seus cabelos e rebolasse os quadris embaixo dele.

Desceu beijando o corpo dela, a curva da barriga, o umbigo e se deteve na parte interna das coxas. Kate arqueou-se num convite mudo para que ele viesse provar de seu doce recanto.

- O que você quer, Kate?- ele indagou com a respiração colada à coxa dela, os dedos puxando vagarosamente a renda da calcinha. Ela estava a ponto de puxá-lo para baixo e colocar os lábios dele onde queria.

- Eu quero que você me prove Jack, preciso de você...

Jack tirou a calcinha dela e fez o que ela pediu, mergulhando a língua em sua feminilidade, sentindo o sabor dela pela primeira vez. Naquele instante pensou que ficaria viciado naquele gosto. Kate gemeu de prazer, emitindo sons deliciosos que encheram os ouvidos de Jack. E ele continuou desfrutando dela até sentir contrações em sua boca, o que indicava que ela chegara ao seu primeiro ápice.

Entretanto, ele não agüentou esperar que os tremores no corpo dela findassem, baixou sua peça íntima e colocou-se entre as coxas dela sentando-a em seu colo, possuindo-a devagar. Kate gemeu alto sentindo um novo clímax dominá-la ao ter Jack dentro de si. Olhou nos olhos dele e se sentiu exposta porque sabia que seus olhos revelavam tudo, cada instante de prazer que sentia em cada golpe dentro dela. Mas Jack também estava exposto, porque ela podia ler os mesmos sentimentos nos olhos dele.

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Shannon esperou que Sayid e as crianças dormissem para ir conversar com o irmão. Não conversavam direito há uns dois dias e ela queria mais um relatório das atividades do marido. Saiu de sua suíte na ponta dos pés e bateu à porta do quarto de Boone que ficava a alguns passos do seu.

Ele atendeu sonolento, mas fez um gesto para que a irmã entrasse, fechando a porta atrás deles quando ela passou.

- E então?- Shannon perguntou sentando-se em uma poltrona perto da cama dele.

- Tudo na mesma maninha! Meu digníssimo cunhado Sayid até onde eu pude averiguar mantém um comportamento impecável, ou seja, ele é completamente fiel a você.

- Mas e a tal Nádia, Boone?

- Shannon eu não descobri nada sobre ela, só o que já sabíamos. Escute, se ele procurou saber dela quando chegou a LA deve ter sido para descobrir se ela está bem, se ela foi o grande amor da vida dele é normal que ele ainda se preocupe com ela devido às circunstâncias em que ficaram separados. Você está com ciúmes minha irmã, mas isso é besteira, o Sayid ama você.

Shannon balançou a cabeça negativamente.

- Não Boone, tem alguma coisa estranha acontecendo com meu marido e você não quer me ajudar a descobrir o que é!

- Estou fazendo o que eu posso, mas duvido que eu vá encontrar alguma coisa mesmo que eu continue com essa investigação ridícula.

- Tudo bem Boone, eu vou voltar pro meu quarto antes que o Sayid perceba que saí e comece a procurar por mim.- disse Shannon com ar de derrota se levantando da poltrona, mas antes que ela saísse do quarto, Boone disse a ela:

- Aconteceu uma coisa estranha há dois dias atrás durante as minhas investigações.

- O quê?- os olhos dela brilharam de ansiedade e medo.

- Não é sobre o Sayid, eu já te disse, não encontrei nada.

- E o que é então?

- Encontrei o Locke.

- O seu amiguinho das selvas que quase causou a sua morte? E daí? A maioria dos sobreviventes ficou aqui em LA, que tem demais você tê-lo encontrado? Colocaram a conversa em dia?

- Shannon, tem algo errado com ele. Quando o encontrei, ele estava de volta à cadeira de rodas e em estado catatônico. A mulher que toma conta dele, uma ex-namorada me disse que ele ficou assim alguns meses depois de ter retornado da ilha, inexplicavelmente, simplesmente aconteceu.

- Boone, talvez ele tenha ficado assim porque entrou em depressão. O Locke adorava aquela ilha, achava que a gente jamais deveria ter saído de lá e que isso traria conseqüências desastrosas para todos nós. Não se lembra dele gritando quando o cargueiro chegou para nos resgatar: "Me escutem, não podemos ir! Não podemos ir!"

- È claro que eu me lembro, mas ao vê-lo naquelas condições, as palavras dele começaram a fazer todo o sentido.

- Boone, quem está sendo ridículo agora? Eu vou dormir! Boa noite.

- Boa noite.- Boone respondeu vendo-a sair do quarto. Deitou a cabeça no travesseiro, mas a imagem de John Locke catatônico persistiu em sua cabeça causando-lhe uma sensação desconfortável. E se ele estivesse certo, e se algo ainda fosse acontecer com eles porque deixaram a ilha? Locke foi capaz de matar Naomi, a paraquedista que os estava procurando na tentativa de impedi-los de embarcar no cargueiro. – Que idiotice! Já faz cinco anos e estamos bem!- comentou Boone consigo mesmo e tratou de relaxar na cama, esperando o sono vir.

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- E eles viveram felizes para sempre!- disse Sawyer terminando de ler a história para Èrica e Clementine que estavam quase dormindo, encolhidas nos cobertores.

Depois de passar um final de tarde maravilhoso com Ana-Lucia e as meninas no parque da décima avenida, Sawyer retornou à casa da policial com as crianças e eles continuaram se divertindo. Jogaram twister e assistiram a desenhos animados até que as meninas manifestassem cansaço, o que parecia uma coisa quase impossível. Por fim, as duas começaram a esfregar os olhinhos e Ana ofereceu para que Clementine ficasse no quarto de Èrica outra vez.

Emprestou um pijama da filha para Clementine e depois que as meninas já estavam aninhadas nas camas, Èrica pediu que Sawyer lesse para elas uma história de um de seus livrinhos. Ele fez com prazer e ao final da narrativa, as meninas estavam adormecidas. Foi nesse momento que Sawyer voltou a pensar na conversa que teve com Ana ainda no parque. Ele pedira por uma noite de amor com ela e Ana nada respondera, porém ele sentia em seu íntimo que se aproximasse dela, seria bem recebido. Ansioso, desceu as escadas e a encontrou na cozinha arrumando algumas coisas.

- Hey!

Ana-Lucia quase deixou cair um prato que enxugava no chão ao ouvir a voz masculina atrás de si.

- Você me deu um susto.- ela comentou.

- Desculpe Lucy, não foi a minha intenção.- respondeu ele.

- E as meninas?- ela indagou.

- Dormindo como anjinhos.

Ana assentiu e continuou a enxugar o prato. Sawyer, porém, tirou o prato das mãos dela e pousou na bancada de mármore da cozinha. Acariciou delicadamente seu rosto e disse:

- Você é tão linda!

Ela deu um passo atrás.

- Eu ainda não te dei minha resposta, cowoby.- provocou.

- Mas eu não estou fazendo nada, chica. Só estou tocando seu rosto macio, os seus cabelos...- os dedos dele emaranharam nos cachos negros. – Beijando o seu pescoço...

Ana-Lucia deixou escapar um pequeno suspiro e inclinou a cabeça para o lado dando acesso para seu pescoço. Ela o queria muito e esta noite seria impossível de se conter. Como ele mesmo dissera, iria embora e ela não precisaria mais pensar sobre essa noite.

"Ninguém precisa saber, ninguém precisa saber"!- ela repetia as palavras mentalmente como um mantra.

Do pescoço, os lábios dele roçaram os dela de um jeito suave e gentil, nada ameaçador, dando-lhe a chance de desistir de tudo. Nem mesmo um arranhão de sua barba por fazer. Mas a boca de Ana-Lucia estava formigando e ela entreabriu os lábios convidando a um beijo mais intenso.

- Eu passei a tarde inteira louco pra beijar você, só de vê-la com esse vestidinho, você fica muito sexy de vestido muchacha...

Os olhos de Sawyer haviam escurecido, exatamente como da primeira vez em que ele a tocou na ilha, Ana lembrou-se disso e do quanto esse olhar a deixou excitada. Um olhar que prometia todos os tipos de prazeres mundanos. Colocou o dedo nos lábios cheios dele e sentiu que ele sugava-o, soltou mais um suspiro involuntário.

Ele voltou a tocar os cabelos dela, passando os dedos sob os fios.

- Tão macios!- exclamou ele brincando com os cachos. – Ah morena, quero te beijar!

- Então me beije!- Ana respondeu envolvendo seus braços ao redor do pescoço dele.

Sawyer a beijou várias vezes, mordiscadas minúsculas e leves, que prometiam e exigiam mais. Escorregou sua língua para dentro da boca de Ana e explorou todo o espaço, incitando-a a corresponder.

A cozinha estava ficando desconfortável para o que Sawyer pretendia fazer, por isso, num gesto ousado, ele a ergueu pelo bumbum apalpando a carne macia, prendeu-a em seu corpo fazendo com que ela colocasse as pernas em volta de sua cintura. Quando ela fez isso, o vestido leve subiu acima dos joelhos, revelando boa parte de suas coxas fartas. Com esse gesto dele, Ana pôde sentir a ereção dele pressionando seu corpo, tão excitado quanto ela, necessitando de sexo.

Ele a levou para a sala e encostou-a contra a parede onde haviam vários retratos organizados em escala. Quando a escorou na parede fria, um dos retratos caiu ao chão e se quebrou, justamente um retrato do casamento de Ana com Danny. Ela olhou para o retrato partido no chão e sentiu culpa, mas antes que isso pudesse fazê-la desistir, Sawyer a esmagou contra a parede, pressionando seu sexo contra o dela, ainda separados pelas roupas.

- Você compra uma moldura nova.- disse ele voltando a beijá-la.

Ana-Lucia gemeu, mas o som se perdeu no beijo que, a cada momento ficava mais e mais exigente. Então de repente, ele parou e apenas encarou-a.

- O quê?- Ana indagou ainda com a respiração alterada.

- Quer continuar?- ele perguntou de volta fazendo-a escorregar para o chão, mas certificando-se de que seus corpos continuassem presos um ao outro.

Ana nada respondeu e Sawyer disse: - Não consegue decidir? Então deixe que o seu corpo decida por você.

O tecido do vestido dela era forrado, mesmo assim o pano tinha uma textura fina, o que possibilitava que ele sentisse os bicos excitados de seus seios contra o peito dele. Sawyer contornou um mamilo arrepiado sob o vestido com seus dedos e Ana quis gritar de tanta vontade que sentia de se entregar a ele.

"Luxúria, isso é luxúria!"- uma voz repetia em seu pensamento. Luxúria num grau que ela nunca experimentara antes.

- Ana!- ele sussurrou. – Estou entrando em combustão espontânea aqui, não esperava por isso, mas te quero muito chica.- ele beijou a ponta do nariz dela. – Preciso matar essa vontade!- beijou-a novamente, só que dessa vez no cantinho da boca.

Ana o abraçou desesperada por aumentar o contato físico entre os corpos, a umidade em seu corpo a estava enlouquecendo. Se ele precisava matar sua vontade, ela também precisava matar a dela e urgente. Se ele não a tocasse ela faria algo bem idiota como suplicar.

Sawyer pareceu sentir a urgência dela, tão grande quanto a sua e da parede guiou-a para o sofá, sentando-a de frente para ele com as pernas abertas, colocando-se entre suas coxas. O vestido não era curto, e o tecido ainda foi capaz de cobrir sua intimidade, mas Sawyer começou a subir o tecido da saia bem devagar até poder vislumbrar a lingerie dela. Dessa vez nada iria pará-lo.

Tocou-a levemente e como na noite na cabana ela estava molhada por ele, preparada para recebê-lo dentro de seu corpo. Ana jogou a cabeça para trás, queria inclinar-se, oferecer-se para ele, vê-lo perdido entre suas coxas, provando-a de todas as maneiras.

- Percebe?- ele indagou roçando o cerne dela com os dedos por cima do tecido da calcinha. – Um toque e estamos perdidos. O que vamos fazer quanto a isso?

Ana não podia acreditar que estava se deixando seduzir daquela maneira, mas não conseguia parar a si mesma.

- Quero tirar sua roupa muchacha, todinha...- ele abaixou as alças do vestido bem lentamente até desnudar os seios dela diante de seus olhos. Sawyer suspirou, como era possível que ela ainda fosse mais bonita do que na imaginação dele, do que se lembrava na ilha.

Ávido, acariciou os mamilos dela com os polegares, brincando com eles.

- Seus seios costumavam caber quase inteiros na minha boca...- ele disse fitando-a com um desejo louco. – Mas agora...

- Eles aumentaram um pouco depois que eu tive a Èrica...- disse ela, sem tirar os olhos do que ele fazia.

Sawyer sorriu:

- Bom saber disso!- e dizendo isso ele abocanhou um dos seios dela, sugando-o, colocando a auréola inteira na boca.

Ana quase teve um orgasmo quando ele fez isso tamanho o poder do momento e da sedução. Começou a gemer baixinho e acariciou os cabelos loiros dele.

- Sawyer!- o nome saiu junto com um soluço.

Ele continuava se alimentando nela enquanto acariciava o outro seio com a mão em concha. Ana-Lucia estava preste a pedir que ele colocasse a mão entre suas pernas e a levasse ao céu quando ambos ouviram a porta da cozinha se abrir e fechar logo em seguida.

- Ana, hija, você está aí na sala?

Continua...