Olá. Acho que nunca tinha vindo tão rápido como agora nessa fic. Mas, eu realmente estou aproveitando o tempo que eu tenho para atualizar todas as fic's, pois não sei quando terei um tempo assim novamente. *-*

Obrigado as novas leitoras que chegaram com tudo marcando a fic como seus favoritos e em seus alertas. Muito obrigado mesmo, meu coração transborda de felicidade ao saber que vocês estão gostando ao ponto de favoritarem e por em seus alertas. ;)

Patylayne : Sim, eu sei essa demora do Edward me mata as vezes também, mas eu acho que ele tem medo de que ela vai deixá-lo se ele revelar o seu passado. Vamos ver se nesse capítulo ele toma coragem. Ow! Eu amo como a Carol descreve esses momentos quentes dos dois, parece tudo tão real, é como se eu estivesse assistindo, mas não com Bella e sim comigo. :p Obrigado por comentar flor, fico muito grata por isso.

drix : Acho que no fundo todos tenham uma ideia do que seja, mas torcem para que não seja. Ela falará logo não se preocupe com isso é somente uma questão de tempo e quando a oportunidade chegar ela falará. Beijos e obrigado por comentar flor. ;)

Espero que gostem desse capítulo.

Boa leitura.


Menino.


Eu demorei dois dias para realmente conseguir dormir depois que saí do apartamento de Edward, e isso não quer dizer que tenha melhorado com o passar do tempo. Eram noites improdutivas, repletas de pesadelos, sonhos confusos que me acordavam no meio da noite ofegante e cansada, para simplesmente me sentar na cama esperando o sol nascer. Pensando em tudo o que tinha se passado e mesmo sem uma conversa eu podia dizer pela minha experiência que entendia alguma coisa do que havia acontecido. Mas, eu me recusava a chegar às minhas próprias conclusões.

Mas, hoje não. Hoje foi a minha melhor noite de sono dos últimos tempos. Eu não sonhei, ou pelo menos não me lembro do meu sonho, mas dormi tranquilamente, sentindo-me cuidada, amada e protegida. Acordei com a sensação de que estava sendo vigiada e, rindo, antes mesmo de abrir os olhos. E ao fazê-lo, deparei com as orbe azuis mais lindas que já vi. Edward estava me olhando sério, esperando que eu acordasse. E eu pude reparar que ele não havia dormido.

– Você não dormiu? – Passei os dedos em seus olhos e ele suspirou.

– Não, estava te olhando como não fazia há muito tempo. – Seu sorriso era doce e sereno.

– Deveria ter dormido, pelo menos um pouco. – Edward beijou minha mão enquanto eu tocava seu rosto, suspirando.

– Eu nunca tive nada com a Jessica. Nem mesmo um beijo. Ela quis sair comigo. Ela me disse, mas na época eu não podia, estava ocupado demais e...

– E porque não saiu depois? – Ele estava deitado à minha frente enquanto falava, os olhos apreensivos, possivelmente estudando minhas reações, mas sei que ele quer e precisa falar, posso sentir sua necessidade, então ouvirei calmamente seja lá o que tenha a dizer.

– Eu saí com outra pessoa. Foi a ultima mulher com quem eu saí. Mas... Bella, por favor, eu quero que entenda... – Eu ri para ele tentando passar a calma necessária para que ele falasse. – Não foram importantes. – Ele praticamente implorava em seu tom de voz.

– Edward, eu sei. – Ele me olhava boquiaberto como se não esperasse por essa reação.

– Bella, você realmente quer que eu fale sobre isso?

– Amor, eu quero que você se sinta a vontade para falar o que desejar e quando desejar. Eu estou aqui Edward, e vou estar sempre. Se quiser falar, eu quero ouvir.

– Bella não sei se você ainda estará aqui quando eu terminar de contar tudo o que tenho...

– Edward... – Eu disse pegando seu rosto em minhas mãos e o encarando profundamente. – Eu te amo, e estarei aqui. Mas você precisa confiar em meu amor e acreditar que nós dois juntos somos fortes.

– Bella, se você soubesse o quanto confio em você. O quanto te amo. – Ele me abraçou, sentindo o meu cheiro, eu podia ouvir o martelar do seu coração. Sabia o quanto estava nervoso.

Nós respirávamos um ao outro e isso era o suficiente para nos acalmar. Nos dar esperança de que poderíamos confiar um no outro e prosseguir.

– Eu não sentia prazer com elas. Eu gozava, mas hoje sei que não era prazer o que eu sentia. – Ele riu, sem humor. – Era um desejo carnal, uma vontade física. Era melhor do que me masturbar, mas sempre me sentia culpado quando me afastava delas. Me sentia sujo e não valia a pena. Levava um longo tempo ate que conseguisse ficar com outra mulher. Primeiro era preciso superar a anterior.

Deus, ele estava sofrendo só com a lembrança desses momentos.

– Jessica queria sair comigo. E ate poderia, mas, sempre havia algo que impedia, nunca dava certo. Eu realmente nunca dei importância a ela, até que você apareceu na minha vida. Até que aceitei que estava completamente apaixonado por você, mesmo que não soubesse ainda disso... – Ele bufou fechando os olhos. – Então ela começou a me perseguir...

– Edward, como assim?

– Você se lembra dos telefonemas? – Eu apenas afirmei com a cabeça. – Eu reconheci o numero e a principio achei que fosse algum caso do hospital e como estava de férias resolvi não atender. Mas ela não parava de ligar e, quando atendi, Jessica queria saber por que não estava indo trabalhar, o que estava fazendo e com quem estava. É claro que achei aquilo estranho, mas nunca imaginei que ela pudesse ser tão insistente. – Edward estava encostado na cabeceira da cama comigo ainda deitada olhando atentamente para ele, ouvindo seu desabafo. – Ela não parava por nada. Eu fiquei muito irritado quase estraguei tudo quando saímos com Emmett, Rose, Alice e Jasper, e no outro dia fui ate o hospital falar com ela, mas foi inútil.

– Inútil?

– Bem, na hora ela me disse que eu estava imaginando coisas, que ela sim havia me ligado, mas que não estava insistindo tanto que, como eu estava de férias, tinha perdido a noção do tempo e que isso era bem comum, e eu, como um perfeito idiota, acreditei no que ela dizia. – Ele riu, mas o sorriso não chegou aos seus olhos. – Eu queria te proteger e estávamos indo para Nova Orleans, estávamos nos afastando de tudo, do meu passado de quem eu era, achei que não deveria me preocupar...

– Até que nós voltamos? – Edward afirmava com a cabeça.

– Sim, e fiquei furioso quando vi as rosas e, muito, muito preocupado. Eu não menti quando disse que fui falar com o gerente, não queria que ela chegasse perto de você e dei ordens para que nada, nem ninguém nos importunasse.

– O que estava escrito no cartão que veio junto com as rosas? Eu sempre quis saber.

– Uma mentira Bella. – Eu o olhava esperando a resposta, e Edward apenas bufou e respondeu. – "Meu amor, obrigada pelas noites maravilhosas nesse ultimo ano". Então alem de furioso fiquei com medo que você acreditasse. Com o meu passado era claro que você iria acreditar.

– Edward não é assim... - Mas, ele me olhou incerto e me lembrei de quando ela falou todas aquelas barbaridades ontem pela manhã e eu acreditei. Oh Deus? – Tá, mas você não viu como ela falou. E o que ela falou. Parecia que já havia ficado com você, ela sabe como... Você... É... Ah... Ela sabe como você é bom de cama. – Eu praticamente cuspi a ultima parte e estava completamente vermelha, sei que estava.

– Ela não descobriu isso por mim, pode acreditar.

– E como ela saberia disso?

– Bella? – Mas eu arqueei a sobrancelha o encarando. - Pelo visto as noticias correm em um hospital. – Ele falou resignado e eu arfei lembrando a época em que estava internada.

– Ok, sabemos que a Jessica cismou com você e parece que sua fama lá no hospital é bem interessante, mas, pode me explicar como adquiriu essa fama?

– Não fale como se não fosse importante Bella, estou com medo por você. Ela está na instituição e o que eu direi a minha mãe para tirá-la de lá? Como posso afastá-la de você? Como poderei te proteger?

– Edward, eu não tenho medo dela, tenho pena. E se essa for à tática dela pra tentar conquistá-lo?

– Será inútil, bebê, eu só tenho olhos e ouvidos para você. Só você aqueceu meu coração. Só você me fez conhecer o amor. – E Edward passou a mão em meu rosto me fazendo fechar os olhos e sentir o calor e o desejo que vinham com o seu toque.

– Eu tinha medo de namorar quando era um adolescente, quando era um calouro na universidade, durante todo o curso e quando me formei. Mas parece que eu sabia como agradar as mulheres... – Edward fechou os olhos, passando a mão pelos cabelos frustrado. – Sabia do que elas gostavam e nunca tive dificuldades em ter qualquer uma que quisesse. – Eu semicerrei os olhos olhando para ele. – Mas eu não queria nenhuma delas Bella, não de verdade. Eu achava que jamais iria me apaixonar por ninguém, que isso era para pessoas como você, como minha mãe e homens privilegiados como meu pai e Emmett.

– De onde tirou isso Edward?

– Eu aprendi a fazer sexo forte, duro. Aprendi como foder bem uma mulher, como dar prazer e fazê-la gozar em primeiro lugar. Aprendi que amor é para casais como os meus pais e não para alguém como eu. E algumas mulheres me queriam e concordavam apenas em ficar uma noite. O tempo de transar e sair sem que me apegasse, sem que machucasse ninguém, sem que me machucasse. Mas, você apareceu e me apaixonei...

Eu não tentei tocá-lo, apenas permaneci sentada na sua frente, com as pernas cruzadas, ouvindo cada uma de suas palavras com bastante atenção.

– Você estava machucada quando eu a vi a primeira vez, fiquei tão preocupado, você parecia tão pura. Acho que me apaixonei naquele momento. Eu tentei me focar o maximo, mas estava com tanto medo de não conseguir que chamei meu pai e o Aro para ter certeza que estava fazendo o certo, não havia a menor possibilidade de falhar, não com você. E, enquanto estava em coma eu dormia ao seu lado, tão tranquila, era como um bebê, eu debatia comigo mesmo tentando entender o que estava sentindo. Eu queria te proteger, cuidar, queria que ficasse bem, me importava mais com você do que com qualquer outro paciente que já tivera. Eu cantei para você. – E eu ri aquiescendo ao que ele dizia. – Te dar alta, ao mesmo tempo em que era o certo a se fazer, foi uma dor, não a teria mais debaixo dos meus olhos. Então soube no outro dia que você havia viajado e pensei que havia sido melhor, eu estava cogitando muitas coisas erradas ao mesmo tempo.

– Coisas erradas?

– Eu queria te abraçar, te tocar, sentir o seu cheiro, o seu calor, seu beijo, seu corpo, queria ouvir você gozando e chamando meu nome. Mas, isso não podia acontecer com uma paciente, então eu precisava afastá-la de mim. Você não podia querer correr para mim, deveria me odiar, mas não importava o que eu fizesse, você ainda estava ali, pronta pra me amar.

– Edward...

– Uma parte minha adorava isso, mas não era certo, eu ia acabar te machucando. Minha família te ama muito e isso só ficava pior, aí eu a vi na instituição e achei que estava me perseguindo ou tinha sofrido algo quando criança e quase enlouqueci com essa possibilidade. – Eu tentei tocar sua perna, mas o senti desviar os olhos da minha mão e voltei a colocá-la em meus joelhos. – E no natal, quando eu ia dizer que estava desistindo, que te queria mais que tudo, que sou um fraco, você jogou aquilo tudo em cima de mim. – Eu estava vermelha me lembrando do que havia feito. – Eu fiquei furioso e excitado, muito excitado. Meu pau nunca ficou tão duro como fica com você. Eu não sabia o que fazer, como reagir a você. Era diferente de tudo o que já havia vivido.

Uma lagrima começou a cair quando me lembrei daquela noite, mas eu estava sorrindo. Eu amava as lembranças da nossa primeira noite, de como foi bom estar com Edward pela primeira vez.

– Eu já sabia que seria diferente quando decidi trazê-la para cá, mas tê-la aqui foi maior que tudo. Eu não queria deixá-la ir. E, pela primeira vez, dormi com uma mulher, eu quero você ao meu lado para sempre. E já sabia disso naquele momento. – Eu sorri ouvindo o que ele dizia. – Eu me senti realizado, em paz com você nos meus braços. Me senti um homem pela primeira vez. E você quase me matou de susto no outro dia. Eu estava quase implorando para você ficar comigo, acho que implorei, pra ser sincero. – Eu ri da cara que ele fez. – Eu estava radiante por poder cuidar de você, tê-la ao menos por 10 dias ao meu lado, e você sempre me queria. Por mais confuso que eu estivesse, tinha uma certeza, alias ainda tenho, eu te quero e cada vez mais. Como uma pessoa tão doce quanto você poderia querer alguém como eu? E continua querendo?

– Como posso não querer você Edward? Como não querer o homem mais honesto, doce e gentil que conheço? Como não vou querer o homem dos meus sonhos? – Eu ri para ele que me olhava com um sorriso no rosto.

Edward baixou a cabeça, de olhos fechados, puxando os cabelos, perdido nele mesmo. E, sem me olhar, falando em um fiozinho de voz, tão baixinho que se não estivesse um silencio absoluto no quarto, tenho certeza que não ouviria.

– Eu queria ser como o Emmett, forte, brincalhão, divertido, um menino grande. E naquele inicio de noite, eu o vi indo para seu quarto e corri atrás dele, ele não estava em canto algum, então entrei no banheiro e, lá estava ele, com a mão no pau, sentado no vaso. Eu perguntei o que estava fazendo ele quase morreu de susto e disse que era coisa de homem que eu fosse embora. Eu queria ser um homem como ele, como meu pai. Queria fazer coisas de homem. Meus pais haviam saído para um jantar beneficente e, deitado em minha cama, resolvi que faria coisas de homem como o Emm e estava com a mão em meu pequeno pau, quando ela entrou e me viu ali. – Eu estava chocada com o que ouvia, e não tive reação alguma a não ser olhar para ele esperando que contasse o resto da historia. Edward não levantou sua cabeça, mas continuou a falar. – Eu me assustei com sua presença e retirei rapidamente minha mão, mas ela me tranquilizou com sua voz ao dizer que mesmo fazendo errado, ela iria me ensinar, a principio fiquei feliz, a vi fechando a porta com a chave e vindo até mim, me pedindo que tirasse o short totalmente e abrisse um pouco as pernas, então ela me tocou. Eu sabia que havia algo errado assim que ela pôs sua mão em mim. Era grande demais e eu não senti nada. Emmett parecia gostar do que estava fazendo, mas eu não. Quando ela terminou disse que não falasse nada, porque senão iriam brigar comigo. E eu aceitei.

Edward falava ainda mais baixo, ele tinha medo, vergonha, angustia, tudo misturado em sentimentos que só poderiam ser traduzidos como dor pura. Eu sentia isso, sentia sua dor em falar sobre isso.

– Eu nunca falei sobre isso ate agora, até hoje. Ela disse que me ensinaria, e eram realmente lições. Ela dizia como eu deveria pegar, como deveria movimentar. Ensinou-me a me lavar e, depois de um tempo tive meu primeiro orgasmo. Eu tinha 12 anos quando isso aconteceu, mas já havia batido muita punheta até esse momento. Com o passar do tempo eu não soube mais o que o Emmett andava fazendo, mas não me senti de forma alguma um homem como ele ou meu pai. Sentia-me estranho. Não sei como me sentia, pra ser sincero. Eu sabia instintivamente que isso era errado e não gostava, mas ela dizia que era assim mesmo, no começo não era legal, mas depois ficaria.

Quantas perguntas estavam sendo criadas nesse exato momento em minha mente. Eu tinha tanto pra perguntar, mas sabia que não deveria falar nada, era o momento dele desabafar, de dizer apenas o que estava sentindo e eu era uma privilegiada por ser digna de sua confiança.

– Quando eu tinha quase 12 anos numa noite ela me acordou com sua boca em meu pau, eu quase gritei, mas ela tapou minha boca, com força demais e me senti sufocar. Chorava como um bebê e ela dizia que essa era a próxima lição, aprender a receber um boquete. Eu passei a fazer xixi na cama sempre que imaginava ou ouvia um barulho em minha porta no meio da noite, imaginando que era ela. Ela sempre disfarçava, me limpando. Eu não falava nada por medo. Eu tinha medo da minha mãe. Não dela brigar comigo, mas de vê-la sofrer. Eu faria qualquer coisa para que Esme não sofresse. Eu me sentia triste com tudo, me isolei, me fechei, passei a tocar as musicas soturnas de Choppin e meu pai percebeu que algo estava diferente. Eles me levaram a psicólogos, terapeutas, mas eu os enganei, minhas notas melhoraram na escola, passei a ler um livro atrás do outro e todos diziam que era a mudança da infância para adolescência, que eu era um garoto normal. Então papai e mamãe aceitaram. E eu entendi que eles jamais poderiam saber.

As lagrimas caiam por meus olhos, como o menino que o Edward foi pode sofrer tanto sem ter apoio de ninguém?

– Emmett e Jasper são mais velhos que eu 05 e 03 anos respectivamente, eles só pensavam em garotas, em namorar, em beijar, em transar e eu, com 12 anos, era mais experiente que eles, que ainda eram virgens. Não que eu não fosse, mas durou pouco ate que acontecesse. No dia em que gozei pela primeira vez eu senti prazer e, foi o pior dia da minha vida, fiquei confuso, porque estava gostando de algo que ate o outro dia parecia sujo e feio. Eu não entendia minha cabeça nem meu corpo e durante a noite, ela disse que me ensinaria a ser um homem de verdade. Que um homem de verdade se preocupa com a sua mulher em fazê-la gozar como eu havia gozado. Eu não entendia muito bem do que ela falava e queria dizer que não queria mais, mas ela dizia que contaria pra minha mãe e ela ficaria muito chateada comigo, que Emm e Jazz ririam de mim, porque eu não seria um homem de verdade. E ainda estaria decepcionando meu pai. Eu faria tudo por eles. As pessoas que sempre amei.

Finalmente Edward levantou um pouco o rosto, respirando com dificuldade, mas foi incapaz de me olhar nos olhos. Mas sei exatamente o que ele estava sentindo a dor de uma vida estava sendo colocada ali na minha frente.

– Ela me dizia que um homem deve fazer sua mulher feliz, fazê-la gozar, deixá-la realizada. Ela se sentou na minha cama e tirou a camiseta que usava, ficando com o seio de fora e me ensinou a mamar, a tocar. Depois eu conheci o corpo feminino, não gostava nada disso, mas não seria um homem se não o fizesse, passei a aprender a fazer sexo oral. Eu era terrível no começo e era bastante castigado por não saber o que fazer. Uma vez passei quase toda a noite fazendo oral nela como castigo, minha boca e minha mandíbula doíam, acordei exausto, ela disse a meu pai que eu estava doente, o que foi quase uma verdade. Eu não queria ser castigado, então aprendi o mais rápido possível. Ela se gabava dizendo que graças a ela eu seria um amante perfeito.

Eu estava sem ar, querendo correr, fugir daquele lugar de toda essa loucura. Como alguém teve coragem de fazer isso com uma criança? Edward era apenas um menininho quando tudo aconteceu.

– Dos 12 aos 13 anos, que foi o tempo que ela ainda ficou conosco, ela me ensinou a foder. Ela gostava de sexo selvagem, e me deixava duro em sua boca para que a penetrasse da forma como ela gostava. Aprendi algumas posições e ela me dizia que era assim que uma mulher gostava de ser fodida. Duro e forte. Que elas gostavam de ser tocadas, chupadas, lambidas, mordidas. E, se eu gozasse antes de penetrá-la, ou dela gozar era castigado. Ela me batia com jornal molhado nos rins para não deixar marcas, eu acabava fazendo xixi na calça e ela ria de mim, me chamava de maricas, de filhinho de papai, era humilhado, não quero passar por mais nenhum tipo de punição na minha vida. Não agora, não mais. Então comecei a gostar, gostar de fudê-la e a punição mudou. Quando fazia algo errado ela me privava de sexo e eu queria sempre, todos os dias. Estava incontrolável. Eu sabia foder uma mulher, fazê-la gozar com oral, com um bom sexo, aprendi a fazer anal também. Aos 13 anos eu já tinha feito mais sexo que meu irmão de 18.

Havia um tom ainda mais triste se é que era possível quando ele falava de Emmett, eu podia sentir a adoração com que Edward se referia ao irmão, mas ao mesmo tempo havia tanta dor. Era quase palpável.

– Ela realmente me ensinou muito. Me ensinou o que gostava e como gostava. Me dizia que o amor não existia para pessoas como eu, para mim sempre seria sexo, eu sabia fazer sexo isso era suficiente. Isso que era amor. Mas eu ficava imaginando meus pais e, quando Emmett conheceu Rosalie, eu vi que havia algo errado, havia amor. Nessa época claro que eu saia com outras mulheres, mas como iria namorar? A primeira garotinha que quis namorar na escola eu não sabia chegar nela, não sabia paquerar, ok, nenhum garoto realmente sabe, mas como iria olhar pra ela e dizer que queria fodê-la. Como dizer isso a uma menina de 14 anos? Então fiquei com a líder de torcida atirada que me deixou chupar seus seios e ficou tão feliz que me deu seu cu então vi que era realmente isso que me estava destinado. As lideres de torcida, as garotas fáceis da faculdade, as transas sem compromisso nos plantões noturnos. Era isso, assim seria mais fácil. Sem compromisso, sem envolvimento, apenas sexo, pelo sexo.

Edward respirou profundamente, resignado, a cabeça ainda baixa, a voz tremula traindo-o a cada minuto, o tom indiferente muito longe do meu sexy como o inferno.

– Eu não planejei ser esse cara que transa e vai embora, nem sei como isso começou, mas não conseguia me entregar a mulher alguma, não conseguia me achar digno de ter mulher alguma, ainda não sei...

Eu levantei o dedo e sei que ele viu, porque vi uma espécie de sorriso em seu rosto, mas parecia mais uma careta, um risco disforme em seu lindo rosto, tão rápido, tão distorcido.

– Me dava prazer satisfazê-las, deixá-las saciadas e felizes, mas quando ejaculava sentia a dor, a angustia e não a liberação. A primeira vez que me senti livre foi com você e foi incrível, como se o mundo parasse, como se eu tivesse encontrado meu lugar no mundo. E eu quis mais. – Eu estava realmente chorando agora. As lagrimas caindo copiosamente por meu rosto. – Quando uma menina tentou me fazer sexo oral vi o quanto seria difícil para mim. Eu odiava quando ela tentava porque sempre me lembrava da forma como era acordado com 08, 09 anos e geralmente era punido por gozar rápido demais, isso sempre vinha à tona. Então percebi que não conseguiria dormir com alguém, estava fora de cogitação contar o que havia acontecido, então era melhor foder e ir embora. Não ser de ninguém, não me prender a ninguém.

Edward respirava com dificuldade falando cada vez mais rápido eu sentia que ele estava suando ainda mais, podia ver o suor em seu dorso.

– Mais uma vez você foi à primeira, a primeira a me fazer sexo oral depois dela, eu estava com medo, mas o seu rosto... Seu lindo rosto de anjo, com meu pau na boca e, diferente de qualquer coisa que havia imaginado, eu me excitei e gozei, e fiquei ainda mais duro e louco pra estar dentro de você. Naquele momento entendi que poderia morrer e ainda assim ia te querer. Eu ia te amar.

Edward levantou minimamente a vista e eu não havia tirado os olhos dele ou feito qualquer movimento mais brusco. Eu queria tocá-lo dizer que seria dele e tudo ficaria bem. Mas como fazer isso, como garantir para o menininho Edward que o homem ficaria bem?

– Quando estava com ela, transamos sem camisinha, eu nem sabia que existia. Eu só senti uma mulher, que foi você. Eu só gozei de verdade com você e dentro de você. Eu só fui homem realmente para você. Se eu olhar para trás posso ver que era o homem que sabia foder uma mulher e aprendi ainda mais com o tempo, porque sempre queria dar prazer. Mas ser o homem que ama uma mulher, ser o que uma mulher precisa, isso não aprendi, pelo menos não com ela.

Acho que chorei mais alto porque ele levantou a cabeça preocupado me encarando por um breve segundo.

– Meu pai sempre foi louco pela minha mãe. Mandava flores sem motivo, dava joias em datas especiais, presentes, a levava pra jantar, ele a ama muito. Emmett não é diferente, tem aquele jeitão divertido e parece que vive no mundo da lua, mas não perde um só movimento da Rose, sei que ele seria capaz de morrer por ela. E até o Jasper é da mesma forma com a Alice. E eu? O que eu sei?

– Edward. – Eu disse tão baixinho que não tenho certeza se ele me ouviu.

– Eu nunca amei, nunca sonhei, nunca desejei, nunca planejei, nunca imaginei, e você apareceu para mim, perfeita, linda, amada, adorada, como eu poderia imaginar que havia guardado tudo pra você? Guardado coisas que nem eu mesmo sabia que tinha? Guardado o que havia de melhor em mim pra você? Como pode ter tanta fé em mim e tanta disposição para encontrar algo de bom em alguém como eu, sujo, impróprio, marcado dessa forma.

– Não Edward. – Falei o mais alto que consegui quebrando a frase ao meio com um soluço. E foi o suficiente para que ele realmente me olhasse desde que havia começado a falar. Os olhos mais tristes que eu já vi numa pessoa. O rosto suado, os cabelos desgrenhados. Dor, angustia, medo, desespero, aflição...

– Eu posso entender se você quiser ir embora e nunca mais me ver. Talvez esse seja o certo a fazer, afinal um anjo não pode cair no inferno. Você merece alguém que seja tão puro quanto você. E não esse...

– Edward. – Eu pulei em cima dele, sem me importar com mais nada, chorando copiosamente e não tentando disfarçar. Não sei se era o certo, mas essa distancia estava me matando, eu queria colocá-lo nos meus braços, mas me contentava em estar nos seus. E depois de um longo tempo onde eu fiquei assim, consegui me acalmar e o trouxe para meus braços, como um garotinho, era impressionante como o imenso homem que eu amava podia caber neles. Eu me encostei a cabeceira da cama e o abracei de tal forma que podia niná-lo, tê-lo sob minha proteção, embalando-o e cuidando dele que apenas chorava assim como eu.

– Como pode me querer Bella, como pode querer estar do lado de alguém tão impuro, tão sujo, com uma vida tão miserável? Eu sou o pior dos homens por ter te tocado, eu não podia, você não é para...

– Shi, meu bebê. Não, amor. Eu sou sua, Edward. Você é o amor da minha vida. Meu homem. Meu sonho. – Eu tentava enxugar minhas lagrimas e as dele. – Meu sonho que virou realidade.

– Por que eu Bella? Por que ela fez isso? Eu seria outro homem, quem sabe agora não seriamos casados e estaríamos sendo acordados nesse momento por nossos filhos entrando por aquela porta? – Eu imaginei a cena.

– Edward, olha pra mim. – E o fiz olhar em meus olhos - Você não tem culpa de nada, está me ouvindo? Você era só um garotinho, puro e inocente. – Mas ele apenas meneava a cabeça. – Sim Edward, um menininho. Um lindo e doce menino. Essa mulher é doente, ela é a culpada, não você meu amor. Você é forte. O homem mais forte, gentil, amoroso e cuidadoso que eu conheci.

As lagrimas dele caiam abundantemente me olhando enquanto negava com a cabeça sem querer acreditar no que eu estava dizendo.

– Como um menino de 08 anos pode ser forte Bella? Contra uma adulta que deveria cuidar dele?

– Oito Edward? Até que idade isso aconteceu?

– Até os 13, quando minha mãe achou que eu já era grande demais pra ter uma babá. Mas, eu era fraco demais pra saber o que fazer...

– Não. Hei, fique você sabendo que sinto o maior orgulho de ser sua mulher Edward Cullen. É isso o que eu sou, a mulher de um grande homem, que sofreu sozinho todo esse tempo para não trazer mais dor para as pessoas que o amam. Que foi grande e generoso a ponto de ajudar outras crianças e que agora não está mais só, estou com você amor e, nós dois, juntos, vamos descobrir como resolver essa situação.

– Eu procurei um psicólogo. – Edward disse quase se desculpando e eu sorri para incentivá-lo. – Achei que ele saberia me dizer o que precisava fazer pra trazer você de volta. – Agora eu ri mesmo.

– E ele ajudou?

– Você é sempre mais rápida Bella.

– Porque sou sua Edward. Sempre fui. Todas as noites quando sonhava com você eu rezava para que estivesse bem, protegido e cuidado, para que um dia voltasse pra mim e me amasse e, aqui está você nos meus braços, não vou te deixá-lo ir pra lugar algum, não sem mim. Você é meu e eu sou sua.

Edward levantou lentamente a cabeça me olhando sem entender absolutamente nada e eu apenas ri para ele movendo-nos lentamente para frente e para trás.

– Você acreditaria se dissesse que sonhei com você por quase dois anos antes mesmo de conhecê-lo? Sem nunca sequer tê-lo visto? Ouvia sua voz, sexy como o inferno quando estava em coma, desejando com todas as minhas forças poder vê-lo e saber se era tão lindo quanto eu imaginava. E, ao acordar você estava na minha frente, foi a primeira pessoa que vi, acho que levei o maior susto da minha vida. Não sabia se ainda estava dormindo e sonhando ou se estava acordada e tendo algum tipo de alucinação. – Edward me olhou com um sorriso fraco no rosto. - E como poderia agradecer mais a Deus por aquela bendita moedinha? Ela te trouxe pra mim. – Enquanto eu falava alisava e beijava seus cabelos.

– Bella... – Edward suspirou sentando-se a minha frente, olhando-me atentamente. – Como um anjo pode sonhar em ser de alguém como eu?

– Os anjos às vezes sonham em ser humanos e pertencer às mais lindas criaturas que eles conhecem. Se eu fosse um anjo então você seria o humano mais lindo que já conheci. Mas, como eu sou uma mulher Edward, posso dizer que tenho a imensa sorte de ser a sua mulher, meu amor.

As lagrimas de Edward caiam por seu rosto enquanto eu tentava secá-las e ele as minhas então ele me pegou trazendo para seu colo e sussurrando em meu ouvido.

– E o anel? – Eu ri.

– Ah, claro, o anel. – Ele me olhou, mas não vi alegria ou raiva, apenas aceitação, ele estava me deixando escolher entre falar ou não. - Você me deu um parecido em sonho então resolvi usar esse para que o mundo soubesse a quem eu pertenço.

– Hum. Eu fui rápido então? – Ele disse me puxando fazendo com que o olhasse nos olhos. – Te tomei pra mim, antes mesmo que tivesse consciência disso. E você aceitou ser minha...

– Eu sou sua. Sempre fui e sempre serei. – Edward sorriu e finalmente seu sorriso chegou aos olhos.

– Eu sou seu meu amor. Sempre fui e sempre serei. – Nós nos beijamos apaixonados. Um beijo de amor e entrega.


Finalmente a verdade sobre Edward.

A maioria desconfiava do que seria. Mas, acho que não com essa intensidade.

*Todas em fila nesse momento com suas armas para caçar a babá do diabo que praticamente destruiu a vida de um menino de 8 anos de idade*

O mais revoltante é que na vida real existem casos como esse, onde pessoas abusam sexualmente de crianças sem nem ao menos pensar duas vezes. Na verdade, existem gente que abusam de qualquer pessoa, sendo criança ou não.

Aposto que a maioria quer pegar o Edward no colo e consolar ele nesse momento. Confesso que sempre choro com essa confissão dele. Por que é a primeira vez que ele conta para uma pessoa, deve ter sido libertador depois de muito tempo com isso dentro de si.

Espero ouvir de vocês o que acharam, sejam palavras boas ou ruins o importante é saber o que estão achando, pois eu sei que abuso sexual é um assunto delicado e tenso. Também espero que não abandonem a fic, ela está na metade e tem muitas coisas que ainda vão acontecer e são coisas felizes. Apertem o botão verde logo aqui em baixo na caixa, Please. Estou louca para saber o que estão se passando em suas cabeças nesse momento.

:*