Disclaimer: Infelizmente TWILIGHT não me pertence, mas essa fanfic sim. Por favor, respeitem!
.
N/A: tirando a poeira disso aqui, espero que alguém ainda se importe... :p
.
Capítulo vinte e quatro – Afastar
.
"Decidi me afastar, agora estou tentando tirar da cabeça."
- Caio Fernando Abreu -
.
Edward lia cada palavra daquele maldito artigo pelo que parecia a centésima vez. Seus telefones não paravam de tocar, pessoas pedindo a sua posição sobre tudo aquilo, pessoas mandando mensagens o condenando, alguns mostrando indignação – seja por uma possível mentira ou por uma verdade. Tudo era um verdadeiro caos e o político só conseguia continuar lendo aquelas malditas palavras estampadas nas folhas amareladas do Washington Post.
Por mais que não conseguisse entender como, Edward sabia quem havia escrito cada uma daquelas palavras. A realidade era que somente uma pessoa sabia sobre tudo aquilo, a única pessoa em quem ele confiara, mas que aparentemente se equivocara. Ele deveria ter continuado com a sua máxima: a de nunca confiar em ninguém, a não ser ele mesmo.
O ruivo suspirou pesadamente, amassando o papel em suas mãos e jogando no fogo crepitante da lareira do escritório em sua casa.
Rapidamente ele levantou-se de sua cadeira e numa ação de puro ódio ele jogou todas as coisas sobre a mesa pelo chão. Papéis, canetas, livros, celulares, telefones, computador, uma xícara de café, um copo de uísque, tudo era uma confusão aos seus pés em uma bagunça. Mas o político pouco se importou, ele estava lívido. Isabella fez aquilo de propósito, como uma vingança pessoal pelo o que ele havia feito a seu irmão e amante.
O joguinho que ela fazia nas últimas semanas, mostrando compreensiva por suas atitudes, ajudando em sua defesa diante do povo que insistia na sua condenação ou mesmo um julgamento justo por seus atos. Muito duramente eles conseguiram minimizar os estragos do video, mas a luz desse maldito artigo tudo piorava. Tudo se tornava um buraco sem fundo, a luz de esperança que ele tinha com relação a sua exoneração do assassinato de Jacob Black, agora se tornava difusa, praticamente inexistente. Ele sabia que aquele artigo significava o seu fim.
- Porra! – exclamou com raiva enterrando seus dedos nos cabelos e os puxando com força, no mesmo instante que Carlisle, Jasper, Alec, Jane e Seth adentravam em seu escritório.
- Isso é verdade, Edward? – questionou Carlisle com um misto de raiva e nojo para o seu filho.
O senador suspirou pesadamente voltando a sentar-se em sua cadeira e apoiando seus cotovelos sobre a mesa, escondendo com suas mãos o rosto.
- Responda Edward! – exclamou o pai do ruivo. – Isso é verdade? – insistiu.
Edward afastou as mãos de seus olhos e encarou o grupo a sua frente. Cada uma das pessoas seguravam o jornal que assinara a sua ruína. Seth olhava com uma preocupação jurídica para o amigo de longa data. Jasper encarava sem qualquer expressão, porém seus olhos estavam lívidos. Alec parecia desesperado, num misto de incredulidade e piedade. Jane, chorava copiosamente, era a única que parecia sentir o baque da situação de seu pai. Carlisle, em contrapartida, estava rígido, sua expressão era lívida, seus olhos que sempre tinham simpatia, mesmo com os erros do filho, estavam um misto de nojo e indignação.
- Sim. – confirmou sem rodeios para o grupo. Não adiantava mentir, inventar desculpas para aquilo que estava escrito. Na realidade ele não tinha mais força para lutar contra tudo aquilo, ele estava cansado de vestir a máscara que vestira nas últimas décadas, ele estava exausto de fingir ser alguém que claramente ele nunca fora. Edward não queria mais mentir para qualquer pessoa, ele havia chego ao seu limite.
- Edward... – começou Seth.
- Não Clearwater! – exclamou Carlisle com ódio. – Pára de defender as ações do meu filho! – cuspiu em direção ao advogado.
- Carlisle, vamos nos acalmar. – pediu Jasper com uma voz baixa e gélida.
- Não, não vou me acalmar Jasper. – revidou o médico que um dia fora vice-presidente daquele país. – Eu preciso que todos vocês me deixem sozinho com Edward, eu preciso conversar com meu filho. – pediu com um suspiro, não desviando os olhos do ruivo.
Lentamente cada uma das pessoas presentes na sala se retiraram, deixando apenas pai e filho ali, se encarando. Carlisle estava nervoso, decepcionado e mais alguma coisa que Edward não conseguia identificar: tristeza? Talvez. Raiva? Com certeza. Ódio? Possivelmente. Edward sentia-se oprimido, como se algo tivesse dilacerando suas entranhas por dentro. Quando finalmente ouviram o clique suave da porta se fechando Carlisle sem qualquer cerimônia questionou:
- O que é tudo isso, Edward? – o ruivo suspirou pesadamente.
- Meu passado, possivelmente meu presente também, e agora, acredito, meu futuro. – disse complacente.
- Por quê? – perguntou desesperadamente o loiro, lembrando-se de cada palavra do artigo: "Edward Cullen cometeu assassinatos a sangue frio contra civis em suas infiltrações na Guerra. Mesmo sabendo que no lugar onde mandara uma bomba só tinha crianças e idosos, ele os assassinou com o simples desejo de ceifar vidas inocentes. Sem contar com tantos outros inocentes que tiveram seu fim nas mãos ou à mando do Senador".
- Porque não? – devolveu o ruivo, no olhar indignado do pai. – Você nunca esteve em uma guerra antes pai, há momentos que você esquece quem é, era bom matar. Na verdade era delicioso matar inimigos, amigos, pessoas culpadas, inocentes. Foda-se era estimulante. Por que você acha que muitos países antigamente, porra os EUA, antigamente, usava criminosos como membros do exército? Porque sabiam que mataria quem quer que fosse sem qualquer hesitação. – disse com fervor. – É pra isso que somos treinados na academia, para matar sem arrependimento.
"Quanto aquelas famílias no incêndio em Chicago?" – deu de ombros. – "Eu precisava me mostrar o herói que a cidade precisava, Anthony armou aquilo, eu apenas concordei, pois se quisesse mesmo ser prefeito de Chicago eu tinha que fazer algo que mostrasse a força, algo que era necessário na oposição naquela época. O mesmo pode se dizer do afogamento daquelas crianças no Rio Chicago, inicialmente pensamos em apenas duas, mas duas seria muito pouco, por isso optamos por uma ponte cair justamente quando seis crianças passavam de bicicleta, era fácil a conta, eu teria que ser o herói para duas, as outras quatro... bem as outras quatro foram o mal necessário". – contou sem emoção.
- Mas... – começou Carlisle atordoado.
- Anthony, ele conhecia pessoas na cidade, criminosos – apontou Edward. – você sabe a influência dele, pai, você muitas vezes esteve presente nas ações do seu pai quando mais novo. Não adianta negar – completou rapidamente o ruivo, quando viu seu pai balançando negativamente a cabeça. – meu avô me contou tudo o que fez, e como você o ajudou em muitas coisas ilegais. Afinal foi isso, não foi pai, que te mandou para a faculdade de medicina? – questionou com humor.
- Não nego as ações que fiz – contrapôs Carlisle. –, me arrependo de cada ato criminoso que cometi influenciado por Anthony, mas assassinar pessoas a seu favor? Edward eu não te reconheço! – exclamou o loiro indignado.
Edward gargalhou friamente.
- Mas você também tem sangue em suas mãos, papai. – provocou o ruivo com diversão.
- Co-como assim? – gaguejou o médico. Edward sorriu enviesado.
- Você realmente acredita que o infarto de John McCrane e de William Smithson foi obra do acaso? Que por causa de um infortúnio da vida você foi obrigado a ser vice-presidente no lugar de McCrane e depois assumir o mandato de Smithson nos últimos meses na presidência? – divertiu-se. – Qual é Carlisle, você não pode achar que tudo isso foi mera coincidência.
Carlisle arregalou seus olhos, lembrando da morte acidental dos dois homens, que acabou forçando a sua entrada na política. Ele sempre soube que seu pai, Anthony, usará um pouco da sua influência para conseguir a sua posição como vice-presidente na chapa de Smithson, mas que isso ocorreu devido o assassinato de McCrane, isso era um absurdo, mas, tão possível ao mesmo tempo. E, se pensar além, depois toda a pressão de Anthony para lançar sua candidatura de presidente para o partido após a morte de Smithson, meses antes de sua reeleição. Claro, tudo fazia sentido, como ele nunca vira isso antes?
Edward parecia ler os pensamentos de seu pai. Sim, Carlisle era inteligente, ele sabia que tudo o que o filho acusara era verdadeiro.
- Sangue, querido pai – disse presunçoso o senador. – nossa família sempre conseguiu o que queria com sangue. Eu, você, meu avô, tudo o que conquistamos foi por meio de sangue, nossas mãos estão cheias de sangue.
Carlisle enterrou seus dedos nos cabelos.
- E as falsificações? Documentos, dados, votos comprados? – perguntou o homem mais velho ao seu filho.
- Isso fui eu quem fiz, Anthony só me disse que era possível. Eu precisava me manter no topo. Tempos desesperados, pendem medidas desesperadas. Agi da forma que achei que deveria para garantir meu status político. – deu de ombros o ruivo.
- Por que Edward? Era necessário? – inquiriu o loiro procurando algo para que agarrar a esperança de que seu filho fosse alguém bom.
- De novo: porque não? – perguntou Edward tirando um cigarro do maço que estava em sua gaveta, junto com um cinzeiro. – Acreditava que manipulações, seja de qual tipo for, era a única forma de conseguir o que queria. Fui inocente.
- E o que você quer? – perguntou reflexivamente o médico. Ele sabia o que seu filho queria.
Riu sem humor.
- A Casa Branca. – respondeu com convicção.
- Mas agora... – começou com reticência o médico, brilhando seus olhos para o artigo do Washington Post.
- Fodeu. – pontuou sem diversão.
Carlisle riu sem humor.
- Como James Collins conseguiu isso? Você não pode ter sido inocente e deixado algum rastro pra trás, se fosse isso, tudo já teria sido revelado há muitos anos, então? Como? – perguntou com simplicidade.
Edward bufou.
- Claro que sumi com tudo, você acha que eu sou otário? Tive que pagar muitas pessoas, algumas concordaram por bem, outras bem... você não quer saber, na realidade. – admitiu com sinceridade.
- Não, definitivamente não quero. – concordou Carlisle. – Mas como então?
Edward considerou, pensou em Isabella. Ele sabia que fora ela, ela era a única que sabia de tudo aquilo, muitos dos documentos que ilustraram o artigo ele tinha mostrado à ela anos atrás, em um ato de confiança e cumplicidade. Mal sabia que esse ato foi a sua ruína. Mas será que ele deveria confessar a Carlisle que quem o traíra fora a sua própria esposa? Carlisle já sabia que Aro Volturi era pai de Isabella, se ele dissesse que ela foi a responsável por divulgar aquelas informações, o loiro com certeza iria enlouquecer, dizendo que fora Aro, mais uma vez que fodera tudo. Ele contemplou o artigo em sua mesa. Viu de relance o nome de Victoria, e sabia que era insalubre manter a esposa do homem que durante antes o perseguiu. Sua piedade com relação a ruiva era ridícula. Era o momento de acabar com isso.
- Victoria. – disse simplesmente Edward, dando um trago no cigarro que finalmente ascendera.
Carlisle fechou os olhos em fendas.
- Ela sabia onde eu mantinha alguns documentos sigilosos. – deu de ombros. – Não sei como ela ou James conseguiram pôr as mãos neles, mas colocaram e... bem... deu nisso.
- Por que você manteve ela durante anos no seu gabinete Edward? – questionou com os dentes trincados. – Por que você a manteve como amante durante todo esse tempo?
Dessa vez Edward sorriu verdadeiramente, como seu pai tivesse lhe contato uma piada muito divertida.
- Porque você foi amante durante 8 anos de Maggie Bryant? Você realmente acredita que a sobrinha dela não fosse tão gostosa quanto? – inquiriu retoricamente o político. Carlisle abaixou seus olhos envergonhado, aquele fora um erro que ele nunca se perdoaria por ter cometido. – Afinal, tal pai, tal filho. – finalizou.
- Mas você tinha outras amantes? Pelo menos quatro, segundo esse maldito artigo, porque Victoria, Edward? – suspirou pesadamente o médico, sabendo que perdera toda e qualquer razão naquele momento.
- Não sei. Orgulho, talvez? Facilidade? Não sei. Victoria sempre esteve ali presente, disposta, me querendo a todo momento, não sendo nada sútil em me seduzir. – deu de ombros. – Eu sou homem. Sou humano.
Carlisle admirou seu filho. Ele sempre soube que Edward nunca fora o filho perfeito, a influência de Anthony sobre ele sempre fora algo que o próprio Carlisle se culpava. Ele sabia como seu próprio pai era: vicioso, manipulador, arrogante, malicioso, e da mesma forma que ele odiava Anthony por ter manipulado muitos quesitos na sua vida antes de enfim tomar as rédeas dela, Carlisle lamentava por nunca conseguir minar a influência de seu pai, sobre seu filho. Sempre era outras coisas que chamava a sua atenção. O hospital. Depois Alice. Depois Maggie. Depois as funções políticas. Novamente Maggie. O partido. Ele sabia que o fato do seu filho ter se tornado seu próprio pai, era a sua culpa.
- O que você vai fazer? – perguntou com um encolher de ombros.
- Me afastar. – disse com simplicidade. – Assumir meus erros, tentando me inocentar, mas sair por um período do cenário político. Minha imagem com esses dois escândalos seguidos está destruída, pai. Eu sei disso, você sabe disso, todo mundo sabe disso. Por isso que deixar Washington é a melhor opção no momento.
- Você tem certeza? – perguntou com os olhos fixos no filho. – Tenho certeza que poderíamos conseguir inverter essas acusações, tirar o foco de você.
Edward gargalhou.
- Você, Carlisle Cullen aquele que sempre odiou o jeito de jogar de Anthony Cullen querendo agir como ele? – inquiriu divertido.
- Como você disse, momentos desesperados, pedem medidas desesperadoras.
- Agradeço a ousadia pai, mas não. Preciso me afastar de DC, da política por uns tempos. Reconstruir minha imagem. Já que toda essa merda foi jogada no ventilador, tentar recomeçar essa carreira de outra forma. Deixar o legado de Anthony Cullen para trás. Ser um novo Edward Cullen, quem sabe assim não me torno presidente? – afirmou com um sorriso torto.
- Bem... se você quer fazer assim, eu irei apoiar. – disse complacente Carlisle.
- Simples assim? – perguntou Edward confuso. Carlisle deu de ombros.
- Chame os outros, precisamos pensar em uma estratégia para você não ser acusado formalmente pelo congresso ou pela justiça comum. – pediu o homem mais velho. Edward assentiu e caminhou até a porta, ignorou os itens que mais cedo havia jogado no chão. O político simplesmente abriu a porta e retornou para sua cadeira, rapidamente Jasper, Seth, Alec e Jane entraram na sala.
- Então? – pediu Jasper sem rodeios, lendo a expressão nos rostos do sogro e do cunhado.
- Nada a dizer Jasper. – informou Edward. O marido de sua irmã Alice fechou os olhos em fenda.
- Edward você disse antes de sairmos que tudo o que está no Post é verdade e agora se recusa a dar algo? – retrucou o senador do Texas. – Quem divulgou esse monte de informações sigilosas?
- Victoria Collins. – afirmou Carlisle. – Mulher com orgulho ferido é sempre pior que qualquer adversário. – disse sabiamente.
Edward suspirou pesadamente. Encarou seus filhos que estavam ainda com olhares atordoados pelos atos que seu pai cometeu.
Seth encarou seu amigo, algo estava muito estranho em toda aquela conversa, e o moreno podia apostar facilmente um milhão de dólares que o que cheirava mal nessa história não era Victoria Collins, mas sim Isabella Swan.
- O que você quer que eu diga Jasper? Você esteve na guerra também, sabe como aquele lugar destrói a nossa humanidade. – pontuou amargamente. – Depois que me tornei político também cometi atos errados, fiz coisas que definitivamente não deveria. Me arrependo? Não muito. Faria diferente? – riu sem humor. – Claro que faria, com toda certeza nunca me deixaria influenciar pelos outros como fui influenciado.
O loiro de cabelos cacheados arqueou uma sobrancelha, esperando que o cunhado dissesse quem o influenciara.
- Anthony Cullen. – para a surpresa de todos fora Seth Clearwater quem respondeu. Edward confirmou com um aceno.
- Mas Anthony tá morto há 15 anos! – exclamou Jasper. – Edward tem coisa antiga nessa merda, mas também tem coisas muito novas, de tipo 5, 6 anos atrás!
- Eu sei Jasper, ok?! – gritou o ruivo. – Como eu disse, eu fiz muita merda, fiz o que precisava para manter essa profissão que escolhi. Me orgulho? Nem um pouco, mas foi as escolhas que fiz, porra! Infelizmente tenho que conviver com essa merda, você acha realmente que eu gostaria que isso fosse divulgado? Você realmente acha que não tentei esconder todos esses erros? Sério Jasper, você me conhece há mais de duas décadas, você acha que eu deixaria essa merda aí livre, leve e solta esperando bater no ventilador? Acha que eu queria ver a cara de decepção dos meus filhos? – pontuou cansado Edward apontando para Alec e Jane.
A loira buscou o olhar do irmão. Os dois filhos de Edward estavam quietos, apenas observando seu pai. Para ambos mesmo os erros do pai, não mudava a pessoa que ele era. Claro era chocante saber que ele não é a pessoa mais justa da terra, claro que era, mas ambos – por nascerem no meio da política, por verem o descaso de sua mãe, Tanya, aos cuidados dirigidos a eles, as acusações tão comprovadamente verdadeiras do pai, não davam raiva ao casal de gêmeos, na verdade ambos sabiam que seu pai fez o que precisava fazer.
- Pai... – começou Jane chorosa.
- Não o culpamos, na verdade Jane e eu sempre vivemos nisso e sempre soubemos que você fez merda, céus! Todos nós fazemos merda na vida, você tomou decisões erradas? Foda-se vamos arrumar uma forma de sair dessa, nós somos Cullen's caralho! Somos como fenices, porra, sempre renascemos da cinza! – declamou Alec. Edward sorriu satisfeito para seus filhos.
- O que você pretende fazer Edward? – questionou Seth curioso.
- Me afastar do Senado. Me afastar de DC.
- O quê?! – disseram Jasper, Alec e Jane em uníssono.
Edward encarou seu pai. O loiro ainda não estava muito convencido com o afastamento de Edward da política e principalmente de DC, mas como tudo na vida de seu filho essa era mais uma vez uma escolha sua. Ele deveria decidir o que fazer.
- Meu nome tá no lixo, desde aquele maldito vídeo do assassinato do Black, agora isso... não tem como eu tentar me recuperar disso. – disse cansado. – Vou assumir uma culpa parcial e abrirei mão do meu cargo, para evitar um processo pelo Senado, tratar com a justiça comum nesse caso será mais fácil. – encarou Alec e Jane. – Quanto a deixar DC, bem... eu preciso preservar minha imagem, se eu ficar aqui sempre uma câmera vai me seguir, sempre vai haver rumores, toda essa merda – apontou para o jornal. – sempre voltará em qualquer coisa que eu faça.
- Você não pode simplesmente entregar o seu cargo e sair como se nada tivesse acontecido Edward. Você vai ter que dar declarações, você vai enfrentar um julgamento público, não pode simplesmente sumir do nada, esperando que tudo acabe. – pontuou Jasper cansado, sentando na cadeira ao lado do seu sogro.
- Eu sei Jazz, nos próximos meses farei uma força-tarefa para evitar um processo judicial que me prejudique, mas no mais tardar no Natal estou deixando DC, por um tempo, talvez anos, se necessário.
- Para onde você vai pai? – questionou Jane com a voz miúda.
- Grandes Lagos, princesa. Preciso ficar um tempo isolado, mas vocês – apontou para Alec e ela. – sempre serão bem-vindos para me ver. – disse com um sorriso.
A mulher loira acenou a cabeça.
- Na sua defesa você irá precisar de toda a ajuda que conseguir Edward. – interpôs Seth, sentando-se na outra cadeira ao lado de Carlisle.
- Eu sei. Espero que você Seth e Jasper também estejam dispostos a pensar em toda estratégia para a minha defesa.
- Precisamos planejar uma defesa a todo e qualquer ataque que você irá sofrer Edward. A maioria dos crimes que você foi acusado no artigo já prescreveram, mas existe alguns que ainda vão causar dor de cabeça. Vamos ter que pedir muitos favores no congresso para que a casa não te processe. – declarou Jasper. – Sem contar com o partido... eles vão querer sua cabeça.
- Com o partido eu lido Jasper. Você e Edward trabalhem na surdina no Senado. Jane e Alec cuidam da imprensa, e Seth junta a equipe jurídica e usem cada detalhe bom sobre a vida de Edward. – pontuou Carlisle. – Edward, você e Isabella precisaram se mostrar unidos nesse momento... falando nisso, cadê ela?
O ruivo trincou os dentes, sentido suas unhas fincando a palma de sua mão quando as fechava com força. Toda ação do político não passou despercebida por Seth.
- Isabella está no estado de Washington, resolvendo umas questões sobre a casa de seu falecido pai. – respondeu rudemente.
- Então ligue imediatamente para ela e peça para que ela esteja ao seu lado nesse momento, você precisa da sua família. Vocês cinco – disse encarando Alec e Jane. – precisaram posar como uma família feliz e consistente. Foda-se! Elizabeth deve ser aquilo que vai assegurar a sua inocência. Ela é um bebê, e é sua filha. Todo o país acompanhou a gravidez de Isabella, você aparecer em situações cotidianas com ela e sua esposa, vai minar muitas críticas contra você. – pontuou o pai do ruivo.
- Isabella já está retornando a DC – disse Jane. – conversei com ela um pouco antes, ela está atordoada com o artigo, não está acreditando na verdade. – refletiu a loira.
Edward arqueou suas sobrancelhas. Atordoada? Definitivamente Isabella Swan-Cullen era uma excelente atriz.
- Ótimo! – exclamou Jasper. – Alice, eu e Matthew vamos também auxilia-ló nisso Edward, vamos fazer alguns jantares públicos, sei lá, vamos mostrar que somos uma família unida.
- Obrigado. – disse Edward. – Agradeço a ajuda de todos.
Carlisle e Jasper levantaram-se em um rompante.
-Tenho trabalho a fazer – disse o loiro mais velho. -, preciso fazer alguns telefonemas e conversar com algumas pessoas que podem nos auxiliar.
- Eu também Carlisle. Vou ligar para alguns políticos aposentados e começar a puxar as cordas pra abafar um pouco isso. – informou Jasper.
- Falarei com a imprensa, vou emitir uma nota em suas redes sociais pai, dizendo que você fará um pronunciamento amanhã no final da tarde, tudo bem? – pediu Jane, anotando algo em seu celular. Edward assentiu.
Alec por sua vez murmurou algo sobre ter que retornar à prefeitura para decidir algumas coisas, mas retornaria no final da tarde. Pouco a pouco cada uma das pessoas foram deixando a sala, deixando somente Edward e seu advogado e amigo Seth ali. O moreno estudava o rosto do político desde que o nome de Isabella fora levantado por Carlisle, Edward sabia que Seth percebera a sua resistência ao falar da esposa.
- Foi ela não foi? – questionou sem rodeios o advogado. – Foi Isabella que vazou as informações, certo? Victoria Collins não teve nada haver com isso. – afirmou com complacência.
Edward suspirou retirando um cigarro de seu maço, acendendo e tragando profundamente.
- Edward você tem que se divorciar dela imediatamente. Foda-se o que Carlisle disse, essa mulher é um perigo! Sempre te alertei sobre isso, você precisa se afastar dela!
- Eu não posso. – disse derrotado o político fumando seu cigarro.
- O caralho que você não pode Edward. Essa mulher desde o dia que entrou no seu escritório sem calcinha pra porra de uma entrevista vem fodendo a sua vida, e não de um bom jeito! – interveio rapidamente, diante do sorriso saudoso no rosto do amigo. – Desde que você descobriu que ela era filha de Aro Volturi você deveria ter divorciado. Foda-se quando você descobriu que ela tinha um caso com o irmão, você deveria ter mandado ela a merda. – levantou-se um rompante o homem caminhando até onde estava as bebidas de Edward. – Porra! Quando você descobriu que ela era uma jornalista do Post infiltradano seu gabinete você deveria ter se afastado!
- Mas eu não me afastei Seth. – devolveu com irritação o ruivo, aceitando o copo que seu amigo lhe oferecia. – Agora eu não posso me divorciar dela, nunca conseguiria manter isso da imprensa ante a toda essa merda. Vou ter que manter esse casamento por um tempo.
- Foda-se Edward! Eu dou um jeito e faço esse divórcio parecer coisa dela, que ela não aguentou toda a pressão, a perda de status, sei lá, qualquer caralho que eu conseguir inventar.
Edward suspirou tragando pela última vez seu cigarro.
- Não! – exclamou com finalidade. – Isabella é problema meu. Eu resolverei as coisas entre nós do meu jeito, não quero que você interfira Seth. Isso é um problema conjugal. – exigiu com frieza.
O moreno suspirou derrotado.
- Você que sabe, mas deixarei todos os documentos prontos caso você mude de ideia e resolva assinar esse divórcio.
Edward sorriu diante a lealdade do amigo.
.
Isabella torcia suas mãos compulsivamente. Ela estava extremamente nervosa. Era evidente que Edward supunha – com razão – que fora ela quem escrevera aquele maldito dossiê sobre todos os erros que cometera. Ela não fazia ideia como conseguiria enfrentá-lo, mas sabia que era o que deveria fazer. Era uma certeza absoluta que ele não seria nenhum pouco solidário com a morena, mas ela tinha que tentar se explicar.
Mas como ela explicaria? A jornalista não fazia a menor ideia de como, mas ela tentaria.
Cedo demais ela chegou em sua casa. A casa que passara a ser sua no dia que casara com Edward. Ela suspirou pesadamente e saiu do carro.
Os saltos de seus sapatos ecoavam no piso de pedra da entrada. Assim que passou pela soleira da porta sentiu o ar pesado. Tudo ao seu redor parecia se fechar a sua volta. Seu coração batia furiosamente. Ela sabia onde a única pessoa que interessava ela no momento estava, e por isso, não deu atenção às empregadas, nem mesmo a sua filha que brincava com a babá na sala. No momento seu único foco era Edward.
Quando finalmente chegou a soleira da porta do escritório de Edward – que estava aberta – a morena olhou nervosamente para dentro encarando finalmente o marido. Os olhos verdes do político estavam queimando em ódio, suas linhas de expressão estavam duras. Os músculos de seus ombros estavam rígidos. Ele trincava os dentes e apertava suas mãos.
Isabella engoliu em seco. Seria pior do que ela imaginava.
- Edward, eu sin... – o político levantou sua mão a calando.
- Não diga que você sente muito Isabella, você é uma puta insensível e a última coisa que você sente é algum tipo de arrependimento. – sentenciou o homem retirando um cigarro de seu maço, acendendo e tragando com violência.
A morena finalmente adentou o escritório fechando a porta atrás de si e tomando fôlego e coragem para tentar fazer o seu marido ouvi-la.
- Edward, não fui eu! – suspirou. O senador arqueou as sobrancelhas. – Tá, fui eu, mas não fui eu quem publicou. Eu desisti de divulgar no minuto seguinte que terminei de escrever!
O político bufou uma risada irônica.
- Me poupe das suas desculpas Isabella. Eu não quero saber. – interveio rapidamente. – Eu tenho outros problemas para resolver do que lidar com a sua crise de Madalena arrependida. Por mais que eu odeie ter que depender de você, no momento eu vou precisar, infelizmente de você, para tentar consertar minha imagem.
Isabella engoliu pesadamente.
- O que eu tenho que fazer? – pediu desesperada. Edward entregou uma folha com todas as ações que ele tomaria para tentar amenizar os estragos que o artigo fizera. A jornalista leu tudo com atenção. Por fim acenou em concordância com as ações.
Edward sorriu satisfeito e começou a levantar de sua cadeira.
- Ah... e outra coisa Isabella – começou o ruivo. – você não vive mais nessa casa, você pega o que tiver que pegar a vá para o seu apartamento em Downtown.
A morena arqueou suas sobrancelhas preocupada.
- E... e Elizabeth? – perguntou com um fio de voz.
O senador gargalhou.
- Agora você está preocupada com sua filha? – divertiu-se. – Ela fica aqui, quando, e se você realmente quiser passar um tempo sozinha com ela comunique uma das babás que elas levam o bebê até você! – sentenciou saindo do escritório deixando a morena ali sozinha.
A morena soltou uma respiração que não imaginava que estava segurando, e fechou seus olhos. Lágrimas gordas e gélidas escorreram por seu rosto. Isabella nunca foi uma mulher muito emocional, na realidade em outros tempos a ação de Edward seria recebida de bom grado por ela, mas hoje, ante a atual situação ela sentia-se quebrada por dentro.
Ela não fazia ideia quando havia mudado, na realidade ela sempre fora uma mulher dura, que sempre pensou em si mesma, mas desde o assassinato de Jacob pelas mãos de Edward algo dentro dela havia mudado – na realidade antes disso. Talvez quando Elizabeth havia nascido, ela não tinha certeza, mas algo na rejeição e na frieza do marido a deixava oprimida, temerosa.
De repente uma sensação como uma mão que apertava seu coração a machucou. Era diferente da dor que sentira quando Jacob morreu, na verdade a dor era algo acalentador, necessário como viver, respirar. Logo suas lágrimas eram mais constantes, necessárias, elas ajudavam avaliar a dor que sentia em seu peito. Naquela momento Isabella entendeu o que significava aquela dor: ela amava Edward.
Ela entendeu que até aquele momento ela nunca havia de fato conhecido o amor. Claro, Jacob fora uma paixão, alguém que sempre estava ao seu lado quando precisava. Existia cumplicidade, companheirismo, mas o sentimento de necessidade, de pertença ela nunca havia sentido com ele, ela sentira isso com Edward. Desde o momento em que eles começaram o seu caso ela sentiu algo pelo ruivo que nunca sentiu antes, agora, naquele momento em que os dois se separavam – talvez para sempre, sem qualquer chance de recuperação do seu relacionamento, ela enfim percebeu o porque ela precisava tanto de Edward.
Ela amava ele. Ela precisava mostrar isso à ele. Como ela faria isso? Não fazia ideia, mas ela precisava. Pegou novamente o papel que Edward havia lhe entregue antes, sobre as ações que precisava fazer para tentar controlar os danos do maldito artigo. Ela percebeu que eles deveria agir como família. Ela notou que nos próximos quatro meses ela precisaria se mostrar apaixonada, devotada ao marido e era isso que ela faria. Talvez isso fosse suficiente para mostrar o seu comprometimento para Edward. Para mostrar ao ruivo que ela se arrependera amargamente de ter escrito aquele maldito artigo.
Com um suspiro de confiança, a jornalista limpou as lágrimas que manchavam o seu rosto e deixou o escritório.
Ela não precisava pegar qualquer coisa na casa, tudo o que ela precisava já estava no apartamento. Ela aproveitou um tempo para ficar com seu bebê, encarando pela primeira vez a menina que fora o fruto do seu amor por Edward – mesmo que no começo ela não visse isso, agora era evidente.
Elizabeth era um símbolo da sua união e amor por Edward.
.
Toda imprensa americana se reunia em um auditório no Capitólio. O artigo que fora um dossiê sobre toda a vida pública de Edward ainda repercutia não só nos Estados Unidos, mas em todo mundo. O escândalo era tão grande que metade da imprensa e da população americana pedia a cabeça de Edward. Em trinta e seis horas – de completo silêncio do político – foram suficientes para que inúmeras teorias surgissem na imprensa.
Carlisle, Jasper e Jane fizeram um trabalho excepcional nas últimas horas buscando apoio – seja de alguns políticos, seja do partido, como também da imprensa. Edward esperava que o fato dele declarar que estava afastando da política para resolver as pendências judiciais como um cidadão comum fosse o suficiente para conseguir um apoio do povo e provavelmente diminuir a sua culpa.
O político entrou com toda a sua arrogância na pequena ante-sala em que estava esperando sua família. Com um conjunto todo preto – terno, camisa, gravata e sapatos – o político passava uma aura de poder. Seus olhos verdes, bem como o seus cabelos bronze ficavam muito mais brilhantes devido ao conjunto negro. Seus olhos esquadrinharam a sala, em um canto, afastada de toda a sua família estava Isabella. Assim como ele, ela também usava roupas pretas. Um vestido justo de mangas longas com um leve decote em 'V' que abraçava todas as suas curvas, suas pernas eram cobertas por meias negras e em seus pés scarpins da mesma cor. Seu anel de casamento brilhava contrastando com a negritude do seu traje. Seu rosto estava com uma maquiagem suave e seus longos cabelos castanhos estavam soltos, emoldurando sua pele de porcelana. Quando viu pelo canto do olho a entrada de Edward a morena rapidamente ergueu a cabeça, reconhecendo o olhar do marido. O político deu um pequeno aceno com a cabeça indo ao encontro de seu pai e cunhado.
Alice – irmã de Edward – observou a interação do irmão com sua esposa, e curiosa como só ela era, a bela morena de cabelos curtos caminhou até onde sua cunhada estava. Em um conjunto de saia azul profundo e camisa azul claro, a pequena mulher reluzia. Isabella sentia-se menosprezada por todos os Cullen, parecia que todos a culpava por algo, exceto Alice.
- Hey Isa – cumprimentou a mulher com um sorriso igual ao do irmão. Isabella sorriu timidamente em reconhecimento. – você está bem? Digo você e Edward estão ok?
Instantaneamente Isabella sentiu os olhos de Edward sobre ela. Limpando a sua garganta a morena respondeu a mulher.
- Está tudo bem Alice, quer dizer, na medida do possível. – deu de ombros. – Estamos apenas nervosos tentando encontrar um jeito de arrumar essa bagunça. E também estou com dor de cabeça, Elizabeth teve febre durante a noite e boa parte do dia, estou cansada e preocupada com minha filha. – mentiu com facilidade.
- Oh! Que momento terrível para nossa pequena Elizabeth ficar doente, espero que ela melhore logo. – compadeceu Alice.
- Sim... – falou reticente a mulher. – Espero que tudo se resolva rapidamente. – completou abaixando o olhar.
Alice continuou estudando a cunhada. Havia algo estranho na mulher, e Alice estava determinada em descobrir.
- E Victoria, hein? Quem diria que ela faria algo assim contra Edward! – exclamou a esposa de Jasper Whitlock. Isabella encarou a mulher confusa.
- Victoria? – questionou reflexivamente.
- Sim! – suspirou exasperada. – Traidora, usou da confiança de Edward para divulgar ao marido documentos sigilosos do meu irmão! É um absurdo! Se eu pudesse eu mesma matava aquela desgraçada! – exclamou. – Você também está com ódio dela? – perguntou.
Isabella que encarava confusa a pequena morena a sua frente, notou ao longe o brilho no olhar de Edward. Naquele momento ficou claro que para protegê-la da ira de sua família, o político disse que fora Victoria que divulgara os documentos que serviram de base para o artigo que "James" escrevera. Ao mesmo tempo que se sentira grata pelo marido, tinha medo do que essa mentira significaria no futuro. Nunca que Edward deixaria isso passar sem uma pequena vingança contra ela. Isabella sabia que Edward colocá-la no apartamento de Downtown, longe de sua filha era nada perto do que ele faria em breve, e por mais que deveria ter medo, a morena acreditava que merecesse, o que quer que fosse, que o marido fosse fazer contra ela.
- Victoria sempre foi ardilosa, Alice. – suspirou Isabella. – Não é de hoje que ela ronda procurando algo contra Edward. James Collins com toda a certeza exigiu que sua esposa mantivesse contato com o gabinete de Edward para conseguir justamente algo dessa magnitude, não me surpreenderia que metade do que foi escrito naquele maldito artigo fosse mentira.
Alice olhou com piedade para Isabella.
- Jazz disse que Edward confirmou tudo. – disse pesarosa. – Tudo que o Collins expôs é a verdade, por isso toda aquelas medidas de "contenção de danos".
Isabella franziu o cenho. Quando ela disse algo, Edward interpôs:
- Bella – disse usando o apelido que sua família sabia que ele dirigia a ela para chamá-la. Rapidamente a morena tirou seus olhos castanhos da mulher a sua frente e encarou o seu marido. As esmeraldas dos seus olhos brilharam. – está na hora. Vamos? – pediu com exigência.
Com um sorriso apologético a cunhada, a mulher levantou-se da cadeira que ocupava alisando sua saia e em seguida caminhando até seu marido, que rapidamente enlaçou os dedos e começou a guiá-la ao pequeno palanque em que daria seu pronunciamento.
Isabella não se importou com toda a família Cullen atrás de si, naquele momento a única coisa que ela se importava era a sua proximidade com o político. O calor que emanava de seu corpo, a eletricidade que corria onde seus dedos estavam interligados. A morena sentiu-se feliz com aquele aperto, com aquele contato entre os cônjuges. Naquele singelo contato a morena sentiu-se esperançosa, de que eles com certeza superaria aquele empecilho.
Edward, por sua vez, sentia o calor do corpo de Isabella ao lado do seu. A eletricidade que corria através de onde os dois estavam em contato. E por mais que ele sentisse ainda desejo por aquele belo espécime feminino, esse desejo naquele momento era uma outra coisa. Um ódio corrosivo, uma raiva direcionada, afinal, se ele estava naquela situação no momento a culpa era somente dela. Única e exclusivamente de Isabella Marie Swan-Cullen.
Apesar da aversão a morena, Edward a manteve do seu lado durante todo o pronunciamento. Foram quarenta minutos em que o político não escondeu a sua culpa pelos atos divulgados pelo Post no dia anterior, mas ainda assim, com uma confiança determinada o político disse que todas as suas ações foi visando o bem estar do povo. Nunca foi a sua intenção fazer mal contra a vida humana. Ele somente agiu conforme o personagem que aqueles momentos pedira.
Contudo a surpresa geral da imprensa, e principalmente de Isabella, veio no final do pronunciamento quando o senador disse que estava entregando o seu cargo como membro do congresso americano e que na tentativa de se mostrar digno da esperança e dos votos de seus eleitores estaria se afastando da política por alguns anos, para que assim pudesse responder todo e qualquer processo que fosse instaurado em face do dossiê pela perspectiva de um cidadão comum.
Evidente que após o pronunciamento à imprensa gostaria de fazer perguntas ao ruivo, mas ele polidamente recusou-se a toda e qualquer pergunta, afirmando que naquele momento ele não era mais um homem público e por isso não gostaria mais de que o tratassem daquela forma. E que além de cuidar das suas pendências jurídicas, iria agora se dedicar a sua família – esposa e filhos.
Isabella estava atordoada com as palavras de Edward, ela gostaria de questionar o motivo da decisão que tomou, mas fazer isso na frente de sua família iria chamar uma atenção indesejada da sua família. Foi somente depois de 2 horas quando ambos estavam no mesmo carro – seguindo para o apartamento dela onde ela ficaria, que finalmente perguntou ao marido o que estava em sua mente desde que ouvira seu discurso.
- Você vai se afastar por quanto tempo da política? Isso significa que você irá deixar DC? E Elizabeth? Jane? Alec? Seus pais? Sua irmã? Eu? – disse com um fio de voz. O ruivo arqueou as sobrancelhas.
- Você? – devolveu com desgosto. – Você não estava preocupada com isso quando escreveu aquele artigo, sabendo que aquilo poderia me mandar para a cadeia.
- Edward, eu sin... – começou.
- Pára de dizer que sente muito, caralho! – exclamou exasperado. – O que tá feito tá feito Bella, você foi culpada de toda essa merda, ficar pedindo perdão dizendo que não foi a sua culpa, não vai ajudar em nada. Na realidade só está me deixando mais enjoado. Vai ser um inferno passar os próximos quatro meses ao seu lado fingindo que estamos bem. Se a minha vida não tivesse o lixo que está, por sua causa, diga-se de passagem, eu estaria me divorciando de você imediatamente. Infelizmente não posso atrair ainda mais atenção negativa sobre mim, por isso que não assinei o documento que o Seth quer há anos que eu assine! – explodiu. – Mas fique tranquila esse casamento de fachada só irá durar mais alguns anos. Até lá só peço que você não faça mais nada para me foder, porque desde o dia que você entrou na minha vida você tem sido um estorvo!
Os olhos de Isabella estavam arregalados diante das palavras inflamadas Edward. Lágrimas brilhavam em seus olhos. Seu coração batia ferozmente. O peso das palavras de seu marido eram como facadas em seu coração. Machucava. Doía como nunca antes nada havia doido na vida da morena. Toda a raiva direcionada à ela, ela tinha consciência que era fundamentada, mas as palavras usadas por Edward, ainda assim, eram duras, ferrenhas. Ela sabia diante do olhar inflamado de ódio e raiva de Edward que nunca mais eles seriam um casal. Que qualquer chance de felicidade estava há muito enterrada.
A culpa aterrava Isabella. Era vertiginosa. Naquele momento ela sentiu que podia morrer e que não sentiria nada, pois ela já estava morta. As palavras de Edward cada uma delas era um tiro, que a matara lentamente.
Ela engoliu em seco. Buscando uma respiração e algum compadecimento de Edward ao seu desespero. Mas ela só viu em seu olhar divertimento ante ao seu sofrimento.
- Chegamos na sua casa. – disse sem emoção o ex-Senador. – Esteja preparada amanhã para se mostrar como uma esposa e mãe dedicada diante do público. Apesar de pedir para aqueles abutres privacidade eles não darão. – a morena concordou com um aceno mínimo. – E Isabella? – chamou Edward quando ela deixava o carro. – Nem tente chamar seu papai ou qualquer homem para sua casa. Você está com vigilância todo tempo, não quero mais surpresas. – advertiu.
Mal a jornalista havia fechado a porta do carro, o mesmo arrancou lançando poeira em seu rosto. Isabella estava atordoada. Sem esperança, sem qualquer tipo de emoção. Arrastando-se a morena dirigiu-se a seu apartamento, as lágrimas ainda derramavam copiosamente, um grito de frustração rompeu seu peito, no mesmo instante que ela caia desamparada contra a porta de entrada de sua fortaleza.
.
Os meses seguintes Isabella e Edward protagonizaram um ato muito bem ensaiado. Eles pareciam estar em sintonia, sorrisos, abraços, beijos compartilhados – aos olhos de fora, eles eram um casal apaixonado que se apoiava incondicionalmente. Todavia entre eles todos os atos eram pensados e meticulosamente calculados. Edward sempre falava palavras de repúdio à mulher, toda e qualquer oportunidade era motivo para que ele a humilhasse, e apesar da raiva que parecia brilhar em seus olhos, a morena somente assentia e sorria em complacência. Cada trincada de maxilar dela era um deleite a Edward que se divertia com aquilo.
Aquela não é a mulher que se encantou, a mulher que ele havia casado não aceitaria aquela humilhação quieta, mas ele sabia que ela estava de mãos atadas, ou fazia aquilo ou as coisas ficariam pior para ela – até que finalmente ela começou a revidar as acusações de Edward. No mesmo ato falso, no mesmo jogo do marido, Isabella finalmente começou a participar.
Pouco a pouco as ofensas e humilhações era um ato muito mais real do que eles imaginavam. Mesmo quando beijos ou abraços eram compartilhados, ambos estavam determinados a magoar um ou o outro. Isabella queria levar Edward ao limite, exigindo que ele tomasse uma atitude – nem que fosse bater nela. Edward, por sua vez, mais irritado que estivesse, sabia o que a morena queria, e por isso mesmo ele esperava o momento que ela sucumbisse, que desse um passo em falso.
Mas ambos sabiam que nenhum iria quebrar, e quando último compromisso daqueles programados para limpar a imagem de Edward terminou, a morena finalmente respirou aliviada.
Apesar de amar Edward, como nunca amou ninguém, Isabella estava com raiva do homem. Ele a humilhou. Xingou ela, levou-a ao limite. Ele estava puxando os fios para que a morena sucumbisse, mas ela conseguiu superar. Quando finalmente deixou o carro ao lado de Edward e seguiu para seu apartamento a morena enfim sentiu-se calma. Toda raiva e ódio imediatamente começou a dissipar.
Procurando relaxar diante de todo estresse que passara nos últimos meses, a morena decidiu que tomaria um longo banho de banheira e tomaria uma garrafa de vinho. Ela queria relaxar, mesmo que para isso devesse se embriagar. Mergulhado no calor perfumado da banheira com o som suave de uma melodia e o vinho fazendo a mágica em seu corpo, Isabella viu cada nó de tensão se desfazendo, cada lágrima que derramou nos últimos meses sendo limpas, cada mísero pensamento negativo sendo lavado. Ela estava sentindo-se finalmente sossegada, tranquila. Ela estava tão relaxada que não ouviu a porta sendo aberta, e muito menos sentiu dois olhos queimando sua pele – afinal ela estava de costas para a porta do banheiro encarando as luzes de Washington.
Edward não sabia o que levara ali. Assim que chegara ao acalento de sua casa sentiu que não deveria estar ali. Era a sua última noite em DC – talvez por um longo tempo – e por conta disso o único lugar que ele gostaria de estar era naquele maldito apartamento em Downtown com a mulher que nos últimos meses o traíra, o incitara, mas principalmente o seduzira. Isabella ainda era o veneno de Edward, era o seu ponto fraco. Ele precisava dela como um viciado precisava de uma droga e se fosse pra ficar longe de tudo – ficar longe, principalmente dela, ele tomaria tudo o que podia antes de ir.
Lentamente ele retornou ao quarto e tirou o mais silenciosamente possível suas roupas. Não se incomodando em ficar com qualquer peça. Ao longe o político ouviu a água da banheira se mexendo – ele sabia que ela estava deixando a banheira, por isso optou em ficar nas sombras somente esperando o momento que tomaria a bela mulher para si.
Isabella saiu sonolenta de banheiro, o banho definitivamente fizera sua mágica, assim como o vinho. Ela sentia relaxada, tranquila, desestressada. Ela enxugou-se com a felpuda toalha branca ainda no banheiro e estando sozinha em sua casa, decidiu seguir para sua cama nua.
Edward ainda escondido nas sombras observava as curvas descobertas da bela morena. Isabella era extremamente sexy. O seu corpo escultural parecia gritar para ele, o convidando para se acalentar, se esfregar contra ele. O homem sorriu enviesado e como um gato silencioso caminhou até a mulher. Isabella estava tão sonolenta que não notou a aproximação de Edward, somente quando ele agarrou sua cintura e cobriu a boca dela com suas mãos que a morena se deu conta que havia alguém ali.
Em um primeiro momento ela sentiu assustada, mas quando sentiu o perfume de Edward – sândalo e tabaco – e seu corpo duro a abraçando por trás que ela relaxou. Isabella sentiu que assim como ela o marido estava completamente nu, e deste modo ela relaxou ao seu toque. Observando que ela não transmitia resistência, o ruivo afastou a mão de sua boca, correndo as duas pelo corpo feminino, apertando os seios perfeitos, com mamilos entumecidos, ele rapidamente os beliscou recebendo um gemido gratificante da mulher.
Com uma necessidade voraz, ele moveu suas mãos entre as pernas da mulher a encontrando quente e úmida para ele. Edward sorriu vitorioso. Isabella também não era nada inocente, recuperada da supresa de ter o marido ali, a morena mesmo de costas deslizou a sua mãos pelos lados do homem, e rapidamente alcançando a sua ereção rígida e pulsante. Rapidamente ela começou a trabalhar em seu cumprimento, recebendo um gemido do ruivo.
Em uma velocidade sobrenatural o homem virou a mulher, e com um olhar que claramente dizia: "me chupa" a morena caiu de joelhos levando o suntuoso membro em sua boca.
- Porra! Que boca maravilhosa! – exclamou o político, enquanto que Isabella passava a ponta de sua língua sobre a ponta de membro, lambendo o pré-gozo que ali se encontrava. Edward enlaçou seus dedos em torno dos cabelos castanhos, guiando a morena para levá-lo todo em sua boca. Isabella gemeu sufocada, o que fez com que Edward endurecesse ainda mais em sua boca.
Ela trabalhou com movimentos de sucção e de lambidas. Literalmente babando, saboreando a masculinidade de Edward. Uma de suas mãos bombeava a base de sua ereção, enquanto a outra massageava suas bolas, levando o homem a loucura.
- Isso, Bella, continua. Me faz gozar nessa sua boca deliciosa. – gemeu, apertando ainda mais o punho em torno dos belos cabelos castanhos, o que incentivou a morena a ser mais vigorosa em seus movimentos. – Como é bom foder essa boca. Deus! – exclamou bombeando na boca de Isabella.
A morena tomou tudo o que Edward lhe dava com gosto, com vontade, com desejo. Ela nunca imaginou o quanto precisava daquilo, mas agora que conseguira, iria aproveitar cada gota daquele deleite. A cada bombada o ruivo sentia seu prazer se construir.
- Merda! Porra! – suspirou com gosto. Quando algo alertou dentro de si ele explodiu o ápice de seu prazer na boca de sua esposa. Isabella estava gulosa, tudo que Edward lhe ofereceu ela tomou. Assim que ela limpou com a língua cada gota de gozo oferecido. Edward gemia em prazer.
Quando a morena se afastou, o político com uma agilidade surreal agarrou pelos seus braços e jogou-a na cama. Ela gemeu de satisfação e antecipação do prazer iminente que estava vindo. Caída sobre a cama a jornalista sabia o que deveria fazer, e por isso abriu suas pernas exposto sua feminilidade brilhante, molhada e pulsante para homem.
Edward grunhiu.
- Que maravilha essa bocetinha, Bella. – disse se ajoelhando entre as pernas da esposa, avançando seus longos dedos para massagear seu núcleo. A jornalista gemeu de prazer, estimulando o ex-senador que avançou a sua boca para as dobras molhadas e pulsantes da mulher. – Porra, que delícia! – exclamou, abocanhando mais uma vez o sexo de sua esposa.
Sua língua fazia movimentos de vai e vem, giratórios. Sugando seu clitóris. Isabella urrava de prazer. Aquilo era totalmente diferente de tudo o que já sentira. Sentido a mulher tremer o homem inseriu um dedo nela, que gritou:
- Porra Edward! Oh meu Deus! Com força. – implorou com gemidos. Imediatamente ele inseriu outro dedo. Bombeando com velocidade enquanto chupava com vigor seu clitóris. A morena tremia de prazer. Seus gemidos eram gritos de desejo, cheios de luxúria, paixão. Até mesmo de amor. – Edward! – gritou.
O ruivo riu diante dessa súplica.
- Eu vou... – começou a morena, no mesmo instante que Edward bombeou seus dedos com vigor e sugou seu clitóris como se fosse a coisa mais importante da vida. – Edward! – gritou novamente, no mesmo instante que seu prazer explodia na boca do marido. Ela tremia, enquanto que o político tomava tudo o que ela lhe dava. Quando terminou ele afastou sua boca dela, mas deixou seus dedos dentro dela, enquanto seu polegar massageava seu clitóris, arrastou beijos por seu corpo.
A morena tremia, e quando os lábios de Edward capturou os dela. Ela pode se provar a si mesma em sua língua, aquilo somente queimou ainda mais o seu desejo. Edward notando o deleite dela aprofundou o beijo. De repente aquele beijo se tornou tudo o que eles precisavam que fosse.
Reconhecimento.
Saudade.
Despedida.
Desejo.
Tesão.
Paixão.
Luxúria.
Amor.
Naquele beijo algo que nunca nenhum dos dois conseguira sentir ou colocar, estava pela primeira vez ali. Era um amor doentio, necessitado, único. Bandido e violento. Inocente e gracioso. Luxuriante, devotado. Cada um deles estava colocando tudo o que em anos juntos não colocaram. Cada dor, cada barreira, cada grito, cada culpa, tudo estava ali sem qualquer barreira, sem qualquer limitação.
Eles se afastaram arfantes. Os olhos castanhos da morena encararam os verdes do homem. Eram esmeraldas líquidas – brilhantes e cheias de amor. Da mesma forma eram os castanhos – chocolate derretido, brilhante e repleto de devoção. Isabella sentiu seu coração apertando de amor e desejo. Ela precisava dele.
- Edward, por favor. – implorou.
- Por favor, o quê Bella? – exigiu o homem.
Ela chorou um gemido quando ele moveu seus dedos de uma forma que alcançava o seu ponto G.
- Eu... Oh meu Deus... eu preciso de você dentro de mim! – exclamou com um grito angustiado no momento em que ele tirava os dedos dela, com um sorriso arrogante em seus lábios.
- Meu prazer. – murmurou . Entrando sem qualquer aviso nela. Imediatamente a morena sentiu-se preenchida em todos os lugares por seu marido. O próprio Edward teve que se segurar para não explodir. – Tão apertada. – suspirou começando a se mover.
- Mais fundo, Edward. – exigiu Isabella abraçando o ruivo com suas pernas forçando ele enterrar mais fundo dentro de si. Ambos gemeram em uníssono.
Rapidamente o casal relembrou seu ritmo. Cada movimento era ritmado e contínuo, ambos quando sentiam o orgasmo se acalmavam, tentando acalma-lo – seja mudando de posição, seja tornando os movimentos mais lentos. Quando Isabella estava sobre o marido, rebolando sobre o membro latejante, Edward sabia que não conseguia mais se controlar, movendo seus dedos para o clitóris para estimular seu ápice. Com movimentos duros mais precisos ele percebi que a morena estava chegando ao ponto alto do prazer.
- Vem Bella. Vem pra mim! – pediu Edward com um gemido.
- Edward! – gritou a morena no mesmo momento em que os dois gozavam juntos.
Os dois arfavam juntos. Isabella caída sobre o corpo de Edward, e ele deslizando suas mãos por suas costas – em um simples gesto de carinho. Eles ainda estavam conectados. Depois de longos minutos a morena saiu de cima do ruivo com um gemido, caindo ao seu lado na cama. Ela demorou mais alguns minutos para assimilar o que tinha acontecido, lentamente virou sua cabeça para onde estava o homem. Que mantinha seus olhos fechados respirando suavemente.
- Por... – começou a mulher.
- Shiiu. – exigiu Edward. Isabella fechou seus olhos.
Rapidamente movimentou-se inquieta em direção ao seu criado mudo retirando um cigarro da cartela que havia colocado ali mais cedo. O político estendeu a mão, pedindo um em silêncio. Isabella lhe entregou, e depois de acender o seu passou o isqueiro ao homem. Ambos fumaram seus cigarros em silêncio não se importando com a fumaça grudando nos lençóis ou as cinzas caindo no chão. O silêncio que no começo era confortável, no final tornou-se opressivo.
Fora Edward o primeiro a quebrar.
- Sabe... foda-se! – exclamou. – eu preciso de outro cigarro. – e levantando com agilidade foi até onde havia deixado o seu terno retirando o seu próprio maço de cigarros e ascendo com o isqueiro da esposa que ainda estava em mãos. Com uma profunda tragada, dirigiu-se para porta francesa da suíte abrindo-a para a varanda. Imediatamente o vento gelado de dezembro circulou o quatro, fazendo com que a pele de ambos arrepiasse.
Isabella tremeu.
- Por quê Edward? – pediu a morena, sentando-se contra a cabeceira da cama e abraçando seus joelhos. O político manteve-se em silêncio fumando seu cigarro admirando o obelisco da capital política dos Estados Unidos. Quando o homem terminou seu cigarro e sentou-se na poltrona perto da varanda e encarou a morena, novamente ela questionou: - Por quê Edward? Por que você está aqui? – pediu com um deve desespero.
- Não sei. – disse com simplicidade. – Eu te odeio, eu realmente te odeio. Você me traiu de uma maneira que eu nunca esperei de uma pessoa, e isso me deixa puto! Só que esses malditos meses, esse joguinho que jogamos me deixou louco! Eu não sei... – suspirou. – Sabe, eu gostaria de te matar. Eu pensei te matar, quantas vezes eu me imaginei vindo aqui durante a noite e te sufocando com o travesseiro. Mas aí lembrava de toda merda que eu já estou e o pensamento se afastava. – confessou.
- Edward eu sei que errei. Deus! Eu fiz uma grande besteira, mas você tem que me ouvir! – pediu suplicante.
- Eu não quero ouvir! – sobrepôs com sua voz grave e profunda. – Eu precisava te foder, como eu já fodi um milhão de putas na vida. Você é mais uma entre tantas. Porque eu vim aqui? Sei lá, eu queria te foder pela última vez. – disse amargamente.
- Última vez? – questionou com um fio de voz.
Edward fechou os olhos e suspirou pesadamente levantando-se da poltrona. E caminhando em direção a mulher.
- Estou indo embora de DC. – respondeu, tomando o corpo da mulher mais uma vez violentamente.
Eles fizeram sexo à noite toda. Nenhuma outra palavra foi dita – a não ser palavras que tinham haver com o ato que praticavam. O sol já nascia no horizonte quando Isabella caiu cansadamente na cama, o sono tomando o lugar. Edward também estava exausto, mas ele não se renderia aos braços de Morpheu na cama com Isabella. Levantando-se rapidamente pegou mais um cigarro de seu maço e o ascendeu encarando a distância o Capitólio – um lugar que ele deveria ficar distante.
Pelos próximos seis anos – conforme o acordo que assinara no começo do mês – ele não deveria pisar ali. Ele não poderia sequer pensar em política. Esse foi o acordo que o partido democrata e o congresso propôs para evitar um processo criminal a ele. E se era realmente a sua intenção deixar todo aquele maldito passado para trás ele precisava. Ele tinha que fazer isso.
Virou seus olhos para a bela morena adormecida em meio aos lençóis de cetim cinza claro. Ela era linda. Porém era a culpada por ele estar deixando tudo para trás. Imediatamente Edward sentiu-se com raiva de si mesmo, por ter sucumbido à luxúria, ao desejo de ter Isabella.
Mas Deus! Ele a amava.
Ele se odiava por aquilo. Mas era a mais pura e aterrorizante verdade: ele a amava. Ele a odiava também, na mesma medida, mas ainda assim o amor que sentia por ela era esmagador. Sentindo-se culpado por ter ido ali no dia anterior retornou até onde deixará suas roupas e as vestiu com agilidade. E com um último olhar a morena ele deixou o quarto, sem olhar para trás.
.
Isabella não sabia por quanto tempo havia dormido. A sua cabeça rodava. Seu corpo doía. Suas pálpebras estavam pesadas. Ela se esticou na cama, procurando algo que definitivamente não estava ali. Rapidamente ela abriu seus olhos e se sentou-se – ignorando a a dor entre suas pernas e seus músculos.
Imediatamente ela lembrou da noite que tivera. De Edward sobre, sob, dentro dela. Ela gemeu de necessidade caindo sobre os travesseiros. A única lembrança da presença de seu marido ali era o suave cheiro dele em seus travesseiros. Com agilidade buscou seu celular sobre a mesa de cabeceira e discou o número do marido – caixa postal. Sem pestanejar ligou na casa, e quando pediu para uma das empregadas chamar o homem, Isabella descobriu que ele havia ido embora.
Suas lágrimas mais um vez inundaram seus olhos, e um grito desesperado rompeu sua garganta. Com lágrimas desesperadas a jornalista mais uma vez caiu em um sono cheio de soluços.
.
Fazia cinco meses que Edward estava na casa dos Grandes Lagos. Viver longe da vida política e agitada de Washington era esmagador, mas pouco a pouco ele foi se adaptando. Isabella não viera visitá-lo, em contrapartida seus filhos, pais e sua irmã e marido vinham sempre, e todas as vezes eles traziam a pequena Elizabeth para que a pequena menina estivesse próxima ao pai, mesmo na distância em que viviam.
Edward lia tranquilamente um livro na biblioteca, quando seu telefone tocou anunciando uma mensagem de Carlisle, seu pai.
Ligue na CNN imediatamente. – C.
Rapidamente o ruivo procurou o controle da televisão que ficava na sala e ligou no canal indicado. Ali em palavras garrafais a notícia que Edward não sabia se comemorava ou se se preocupava.
JAMES COLLINS – JORNALISTA DO WASHINGTON POST QUE DENUNCIOU OS CRIMES DO EX-SENADOR EDWARD CULLEN SOFREU UM ACIDENTE DE CARRO NO INTERIOR DE MASSACHUSSETS PROVOCANDO A SUA MORTE E DE SUA ESPOSA VICTORIA COLLINS.
- O que é isso Carlisle. – questionou Edward quando o seu telefone tocou com uma ligação de seu pai minutos depois.
- Um presente. – disse com uma voz inflexível o loiro. – É isso o que nós Cullen fazemos: temos sangue em nossas mãos. – relembrou o que o filho dissera meses atrás.
- Mas pai... – começou o ruivo.
- Edward tá feito! Tirei essa pedra do nosso caminho. Esse filho da puta não vai poder fazer mais nada contra você!
- Bem... obrigado. Mas isso não vai me causar problemas? – pediu ligeiramente nervoso.
- Não. Tomei todas as medidas. Fui cirúrgico tal como Anthony. – afirmou com finalidade. E com despedidas finais os dois homens desligaram a chamada. Mesmo não querendo Edward continuou ouvindo as notícias sobre as mortes de James e Victoria, realmente o seu pai fizera da melhor forma possível. Tudo era tratado como uma tragédia inesperada.
.
Isabella assistia às notícias sobre a morte de James e Victoria com indignação. Era tudo muito curioso, mas evidentemente era uma grande tragédia. Depois de ter perdido o prêmio Pulitzer no início do ano, James começará uma nova caça às bruxas contra Edward, mas cada vez ele se frustrava. Perdera seu emprego no Post, sua carreira estava em verdadeira decadência, pois muitas pessoas alegavam que as acusações contra Edward eram falsas.
A morena estava perdida em pensamentos, quando a campainha de seu apartamento tocou a sobressaltando. Rapidamente seguiu para a porta se surpreendendo em encontrar sua sogra: Esme Cullen, estava ali com sua elegância única e seu olhar duro e frio.
- Esme... entre. – pediu a jornalista. Sem rodeios a mulher mais velha disse.
- Eu preciso de você Isabella. Chegou o momento de você mostrar a sua lealdade aos Cullen. – disse com veemência.
- Huumm... com o quê? – inquiriu atordoada.
- Aro.
.
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
N/A: Oooooiiii.
Sabe aquele ditado: quem é vivo SEMPRE aparece? Então! TA-DA! Aqui estou eu.
Posso dar pelo menos um milhão de desculpas, mas pouco vai importar. Sim sou consciente. Só posso dizer que voltei dos confins da filosofia pra terminar isso aqui. Espero que ainda tenha gente que leia isso aqui depois de... Oh Lord! 2 anos sem atualização. SORRY!
Bom, todo mundo sabe o que fazer: gostou comenta aí, essa escritora esquisita aqui agradece como sempre. Obrigada por ler e logo, mais logo mesmo, eu volto com outro.
Beijos,
Carol.
.-.-.-.-.-.-.
REVIEWS? MEREÇO?
