Depois de passar algumas horas de sua tarde no hospital, lendo para as crianças, e algumas outras na academia, treinando, Finn havia tomado banho, colocado uma roupa não muito formal, e agora esperava por Rachel, que mais uma vez tinha proibido sua presença na suíte enquando estivesse se arrumando, para irem encontrar Puck e Lisa, no Joe's Pub.
Viu a garota chegar à sala, sorrindo, e tirando o fôlego dele, sensação com a qual ele já estava até se acostumando. Parecia que todos os dias ela conseguia ficar um pouco mais linda que no dia anterior, o que era uma loucura, porque ela já era a mais linda de todas as mulheres, para ele.
Rachel usava um vestido branco, que emoldurava seu corpo perfeito, e nos pés tinha uma sandália altíssima, de cor nude (não que Finn soubesse nomear essa cor, isso era da alçada de Kurt). Porém, o que chamava atenção era o decote do vestido, que realçava seus seios e parecia até deixá-los maiores. Ele não tinha qualquer problema com o tamanho dos seios dela, eles eram perfeitos! Contudo, não havia como negar o quanto eles pareciam pedir para serem tocados, naquela momento.
"Baby, você tem certeza que precisa sair com esse decote?" Disse, passando uma das mãos, nervosamente, pelo cabelo.
"Eu não pensei que você fosse do tipo repressor, Finn. Pensei que fosse gostar." Ela respondeu, contrariada.
"Não, Rach... não me entenda mal. Eu gostei. Na verdade, eu adorei! Você consegue me deixar mais... hipnotizado, a cada dia. E eu não sou do tipo repressor... claro que não." Ele se aproximou e tocou o rosto dela. "Na verdade, eu vou adorar que todos os caras babem por você a noite toda... e morram de inveja de mim. Porque é o meu nome que você vai gritar..." ele agora falava no ouvido dela, sussurrava "...quando eu te trouxer mais tarde pra casa."
"Então qual é o problema com meu decote?" Perguntou, delicada.
"Nós vamos estar num lugar público... o que quer dizer que eu vou ter que manter as minhas mãos longe de você, por algumas horas. Esse decote dificulta bastante as coisas, babe."
Rindo, ela pegou a mão dele e o puxou na direção da porta.
"Vamos! Você precisa saber se controlar, Sr. Hudson. Não é nenhum adolescente, com hormônios em ebulição."
A noite com Puck e Lisa foi super agradável. Rachel, Finn e o outro rapaz já tinham intimidade, histórias, brincadeiras, mas Lisa não ficou deslocada em nenhum momento. Ela entrava nas conversas com total naturalidade e eles, claro, também tinham a preocupação de inclui-la. No final do encontro duplo, as duas mulheres estavam se dando tão bem uma com a outra, que Lisa combinou de fazer aulas de Pilates na mesma turma de Rachel. Ela já conhecia a atividade, mas havia passado um tempo afastada.
Os quatro não somente conversaram, beberam, comeram, e apreciaram os shows que aconteciam no Pub, como também terminaram a noite dançando, quando a música se tornou mais rápida, mais animada. Finn tinha um pouco de dificuldade com dança, para dizer o mínimo, mas Rachel já tinha bebido o suficiente e estava suficientemente desinibida, para colar o corpo dela no dele e ditar o ritmo. O rapaz terminou a noite se perguntando como, apesar do decote e da dança extremamente provocante, ele tinha conseguido sobreviver e, principalmente, tinha conseguido não arrastá-la para o banheiro do bar e fazer um sexo totalmente selvagem com ela, ali mesmo, segurando-a contra a parede.
No carro, voltando para casa, ela começou a beijá-lo, a passar a mão pelo peito dele, pelo abdômen, a lhe lançar olhares cheios de luxúria, quando os dois se separavam em busca de ar. Ele já estava extremamente excitado e era possível perceber que ela também estava, porque sua respiração estava agitada e ela apertava as pernas uma contra a outra. Seria fantástico se eles pudessem transar ali mesmo, ou tocar um ao outro, mas o motorista podia vê-los, então essa não era uma opção.
De alguma forma, Finn conseguiu se conter e controlar Rachel, até chegarem ao apartamento. No elevador, ela também estava impossível, roçando o corpo no dele, beijando seu pescoço, mordendo sua orelha, dizendo que o queria muito, que precisava ser dele, que ele era muito gostoso, enfiando as mãos por dentro de sua polo azul marinho.
Tudo que ele queria era levantá-la e colocá-la contra a parede, arrancando sua calcinha e a penetrando com força, ali mesmo, no cubículo espelhado. Contudo se frustrou, mais uma vez, porque havia câmeras no local e ele prezava a reputação de Rachel, não queria que ela fosse alvo de olhares maliciosos dos funcionários, no futuro.
Dentro do apartamento, no entanto, a história era outra. Se ele tinha imaginado invadir a intimidade dela, pressionando seu pequeno e perfeito corpo contra uma parede, tanto enquanto estavam no bar, como durante a pequena viagem de elevador, não era na cama que eles iriam ter a sua primeira rodada de sexo da melhor qualidade, naquela madrugada, mas contra a primeira parede em que ele a conseguisse encostar.
Foi assim que eles sequer saíram do lado da porta de entrada da casa. Ainda com grande parte das roupas em seus corpos, tendo sido afastados apenas os pedaços de tecido que impediriam o contato, provavelmente em menos de um minuto ela o sentia dentro de si, movimentando-se rapidamente.
"Oh, meu Deus, Finn! Oh, meu Deus... isso é bom... tão bom."
"Você é tão gostosa, babe! Você me deixa tão..." Não pode terminar, porque teve seus lábios capturados em um beijo faminto.
"Oh, Finn... hum... ham..."
"Isso... isso, mexe pra mim, babe..." Disse, entre gemidos, sentindo ela também se mover, meio na direção dele, meio desenhando círculos com o quadril, fazendo seu clitóris ter a fricção tão desejada, que a levaria à loucura.
"Mais rápido, baby... por favor, Finn, mais forte."
"Assim, gostosa?" Ela respondeu apenas com as reações naturais, que mostravam que ela estava perto de chegar ao ápice, os gemidos, a pressão ainda maior em volta do membro dele, as mãos apertando mais os braços dele. "Goza pra mim, Rach... vem pra mim. Eu to... só te esperando." A respiração dele era difícil, ele não sabia se conseguiria de fato esperar.
A resposta não demorou muito. O que ele tinha esperado até agora tinha sido o suficiente. Ela foi atingida por uma onda de prazer que quase fez com que perdesse o controle de seu corpo, mas, com um pouco de esforço, conseguiu manter as pernas en volta do quadril dele, tempo bastante para que ele também tivesse um orgasmo intenso, e a colocasse de pé, em segurança.
Seus corpos, contudo, precisavam de um momento para se recuperarem, então ambos acabaram sentados no chão, encostados na parede, olhos fechados e sorrisos nos lábios, a pele suada, a respiração se acalmando lentamente.
Na cama, alguns minutos depois, estavam mais calmos, menos ansiosos, menos desesperados um pelo outro, apesar de igualmente atraídos. O lado faminto, sedento do casal deu lugar ao lado apaixonado, devotado, encantado de ambos. Se amaram lentamente, dessa vez, demorando nas preliminares. Costas das mãos, dedos, lábios, línguas, percorrendo pele, em todos os lugares, antes da conexão entre as intimidades acontecer de novo.
Quando o sol bateu forte no rosto de Rachel, despertando-a de seu sono, já era hora de ela sair para uma de suas aulas. Finn dormia como um anjo e ela decidiu que seria crueldade acordá-lo. Ele não tinha mencionado nenhuma atividade importante pela manhã e trabalharia naquela noite, então merecia descansar ao máximo.
Já vestida e completamente pronta para sair, a garota pegou um papel na escrivaninha e, deixando nele algumas gotas de seu perfume, escreveu um pequenino bilhete, que depositou na cabeceira ao lado dele.
Precisei sair, mas deixei um pouquinho de mim: o cheirinho que você adora.
Já sinto sua falta, então se prepare para me compensar à noite, hum? ;)
Bom dia e bom trabalho. Quebre a perna!
Muitos beijos da sua Rach
