Capítulo XXV

Eles andaram por algum tempo lado a lado, Jack com a mão pousada sobre a pistola e Amira sobre a espada, deslizando rapidamente em direção ao fim da rua. Amira achou por bem não trocar nenhuma palavra com ele durante o caminho e, ao ver Jack se aproximar do estabelecimento de aparência encardida no fim do beco, resolveu manter uma distância maior. A taberna era de fato o destino deles, entretanto, para sua surpresa, Jack não entrou pela porta principal, ao invés disso, contornou a casa, parando em frente a uma porta oleosa nos fundos. Amira o imitou, mantendo a distância entre eles, como geralmente faziam os subalternos. Olhou para os lados, certificando-se que não havia ninguém no beco além deles, e inclinou o chapéu sobre os olhos, ocultando mais ainda suas feições. Jack girou a mão no ar e bateu-a secamente de encontro a madeira da porta.

Alguns minutos depois, ouviu-se passos do lado dentro dirigindo-se até eles, e a porta se abriu, revelando uma menina de cabelos loiros cacheados e olhos azuis que não passava dos treze anos e, para Amira, parecia-lhe estranhamente familiar. Jack sorriu para a menina, e ela devolveu-lhe o sorriso ao ouvi-lo:

- Olá, Inês. Está maior que da última vez! - Baixando-se até a altura dos olhos dela, perguntou baixo: - Sua mãe está?

A menina assentiu, dando-lhe passagem. Jack fez um gesto com a mão para que Amira o seguisse, e ela entrou logo atrás dele, vendo a menina fechar a porta e passar a frente de Jack. Seguiram por um corredor estreito até chegarem a um aposento pequeno e escuro, mas que possuía uma mesa com um par de cadeiras a sua volta e um sofá puído ao canto. O outro lado do cômodo era ornado apenas por um tapete em frente à janela, por onde entrava a única luz do lugar: os pálidos raios da lua. Inês indicou-lhes as cadeiras, Amira se aproximou de uma e se sentou, mas Jack foi até a janela e disse para a menina:

- Poderia avisar Arabella que estamos aqui?

- Sim, tio Jack – respondeu Inês, fazendo Amira ouvir pela primeira vez sua voz. E sem se demorar mais, sumiu pela porta ao lado da mesa.

Jack fitava a escuridão da noite que começava a se formar lá fora, enquanto Amira esperava que ele lhe dirigisse a palavra.

- Essa casa me traz muitas recordações – disse calmamente sem fitá-la.

- Você conhece Arabella há muito tempo, não é mesmo? – perguntou, hesitante pela resposta.

- Eu e Bella somos amigos de longa data. – Virou-se, encarando-a finalmente. – Foi aqui que comecei minhas aventuras com uma tripulação e navio próprios. Silver fazia parte dela. Naquele tempo, ele era conhecido apenas por Fitzwilliam.

- Ah... então era ela. - Os olhos de Amira arregalaram, mas ela fez questão de não se aprofundar no assunto. - Você me contou muitas coisas sobre isso.

- Sim – ele murmurou de volta, enquanto a porta ao lado de Amira soltava um estalido, e Inês entrava de volta no cômodo.

- Mamãe disse que virá vê-los assim que o movimento diminuir um pouco, está bem? – ela os avisou.

Jack assentiu, ainda absorto em seus pensamentos, e Inês os deixou a sós novamente. Um silêncio se seguiu à saída da menina, mas foi quebrado por uma suave melodia que entrava no cômodo vindo da rua próxima.

- Eu não devia tê-la deixado vir – ele disse inquieto, pegando a bússola em seu cinto e abrindo-a. Seus olhos escuros a fitavam atentamente.

- Por quê? – ela perguntou surpresa, vendo o semblante dele suavizar aos poucos.

- Porque Silver já pode está na ilha, e seríamos um alvo fácil para ele – rebateu, fechando a bússola entre seus dedos.

- Preferia ter vindo visitar sua amiga sozinho? - Os olhos dela brilharam ao fitá-lo.

- Eu e Bella nunca tivemos nada, posso lhe assegurar, amor. – Seu tom voltara ao normal; a nuvem em volta de seus pensamentos se dissipou por completo ao olhar a bússola. Guardando-a no cinto, foi na direção de Amira com um brilho intenso no olhar e os lábios travados num sorriso cínico.

- Sei – debochou Amira, desviando o olhar do dele. - Assim como Esmeralda e Marie.

- Sua curiosidade está pregando peças outra vez, minha cara.

Jack agora estava em pé ao lado de Amira, a melodia vinda da rua os envolvendo aos poucos. Ele colocou a mão sobre a dela, tomando-a entre seus dedos e murmurou:

- Venha. - Puxou-a, fazendo-a levantar.

- Como? - disse confusa ao se ver de pé na frente dele, encarando castanhos intensamente e sentindo os braços dele fecharem ao redor de sua cintura.

- Vamos dançar. – Ele sorriu maroto, puxando-a mais para perto, prendendo-a junto a si.

- Jack – ela balbuciou. – Eu pareço um marujo. Se alguém entrar...

- Ninguém irá nos interromper – ele retrucou firme, olhando-a carinhosamente.

Levou a costa da mão até o rosto dela e acariciou-o. Amira sorriu duvidosa, e ele completou:

- Entenda, amor, eu sou o Capitão Jack Sparrow...

- Eu sei – ela assentiu, encostando seu rosto ao dele e sussurrando-lhe ao ouvido –, só não sabia que gostava de dançar... Principalmente com marujos, Capitão.

Jack sorriu malicioso, devolvendo-lhe o escárnio:

- Eu sou surpreendente, não é mesmo?

- A cada minuto - Amira rebateu, quando ele deu um volteio. Admirada, ela completou: - Dança bem, Capitão.

- Estou fazendo o meu melhor, querida, essa é uma ocasião especial – ele sussurrou-lhe ao ouvido, valsando com ela sobre o tapete a luz da lua.

Jack estava sério e ela captou o brilho diferente que cruzou o olhar dele, enquanto seus corpos deslizavam envolvidos pelo ritmo doce da melodia. Instintivamente ele a puxou para mais perto, colando-a sob seu corpo, os olhos presos aos dela. Jack baixou o rosto, enterrando-o nos cabelos pretos de Amira, e suavemente roçou os lábios sobre o pescoço dela com os olhos fechados, sorvendo seu perfume. Ela o manteve preso pela nuca, os pés ainda valsando a música que não mais tocava, e ouviu-o murmurar:

- Eu lhe devia uma valsa de casamento. Gostaria que tivesse sido melhor...

Ela fechou os olhos sem conseguir conter as lágrimas, apertando-o de encontro a si, enquanto Jack afagava-lhe os cabelos.

Um barulho seco vindo do cômodo ao lado arrancou-os daquele momento tão íntimo, afastando seus corpos com o susto. Amira o fitou intensamente, sentindo o coração disparado pelo medo de que aquele momento nunca mais se repetisse, e as lágrimas voltaram aos seus olhos. Jack sorriu, tentando manter seu jeito irreverente, mas também sentia o mesmo receio, e se aproximou uma vez mais dela. Com as pontas dos dedos, secou as lágrimas, movendo-os depois para sua nuca, enquanto deitava carinhosamente seus lábios sobre os dela.

Espere por mim, morena
Espere que eu chego já
O amor por você, morena, faz a saudade me apressar...

Tire um sono na rede
Deixa a porta encostada
Que o vento da madrugada
Já me leva pra você.

E antes de acontecer o Sol
A barra vir quebrar
Estarei nos teus braços
Para nunca mais voar.

E nas noites de frio
Serei o teu cobertor,
Quentarei o teu corpo
Com meu calor

Ah, minha santa, te juro
Por Deus Nosso Senhor,
Nunca mais, minha morena,
Vou fugir do teu amor.

Espere por mim, morena
Espere que eu chego já
O amor por você, morena, faz a saudade me apressar...


( Espere por mim, morena – Gonzaguinha )

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- Will – disse Elizabeth, fitando carinhosamente os dois homens a sua frente, enquanto se aproximava deles. Sem conseguir esconder sua pertubação, entretanto, murmurou: - Não podemos nos demorar mais...

- O que está acontecendo? - Will perguntou com o olhar preocupado.

- Tio Jack arrumou uma maneira de quebrar a maldição - William explicou afoito, os olhos brilhando intensamente.

- Isso é alguma brincadeira, Lizzie? - Will debochou, procurando algo no fundo dos olhos dela.

- Não - balbuciou a esposa.

- Não, papai - William falava cheio de excitação. - É verdade, eu vi os mapas da Fonte da Vida!

- Fonte da Vida? - repetiu Will, curioso.

- Eu lhe explico quando chegar-mos ao Pérola – respondeu Elizabeth. – Agora precisamos ir.

- E posso saber qual é o nosso rumo? – ele a interpelou, maroto.

- Tortuga

- Encontrar o Jack, você quer dizer – retrucou Will, com um sorriso leve nos lábios.

- Precisamente – rebateu Lizzie. – Ele nos espera ainda essa noite. - Fitou a Lua que surgia no céu naquele momento e jogava seus raios prateados sobre a enseada. – Não temos muito tempo.

Os três se dirigiram ao bote que trouxera Lizzie e o filho até a ilha e voltaram ao Pérola. O Holandês seguia seu Capitão placidamente sobre as águas do Caribe. Lizzie, Will e William desembarcaram no Pérola saudados por alguns membros da tripulação, inclusive o Sr. Gibbs. Elizabeth fez um meneio de cabeça, juntamente com Will, agradecendo-os, e foi em direção a sua cabine, seguida pelo marido e o filho. Entrou no ambiente confortável de seus aposentos, encontrando o Capitão Barbossa debruçado sobre os mapas. Ele levantou os olhos na direção dos três, e sorriu.

- Capitão Turner – saudou Will, e virando-se para Lizzie, repetiu quase as mesmas palavras. - Capitã Turner. Fico feliz que tudo tenha saído bem – completou, mantendo o sorriso brejeiro nos lábios.

- Nenhuma novidade desagradável sobre os mapas, espero – disse Elizabeth, fitando-o curiosamente.

- Oh, não. - Ele manteve o sorriso. Saindo de trás da mesa, continuou: – Estava só recalculando a distância entre Tortuga e a Ilha de La Fountain. – Um brilho escuro cruzou seu olhar ao encará-la por um breve momento, depois completou: - Já contou ao Capitão Turner o que o Jack pretende fazer?

- Em parte - rebateu Lizzie, e fitou o marido de soslaio. Will se adiantou até a mesa, ouvindo-a completar: – William deu-lhe uma introdução parcial de nossos planos.

- Vocês têm um mapa que nos leva à Fonte da Vida? - perguntou Will, espantado ao debruçar-se sobre a mesa e verificar os mapas atentamente. – São os mapas de Sao Feng – completou surpreso. – Não pretendem fazer uma viagem até um lugar insólito para beber uma água qualquer, não é? - criticou-os, incrédulo.

- Na última vez que fizemos uso deles - Barbossa rebateu, sério – não me pareceu que nos levaram ao lugar errado. O que me diz a respeito, Capitã Turner? - Virou-se para ela com os olhos brilhantes.

- Will – ela balbuciou em verdes intensos –, há uma chance de lhe devolvermos uma vida normal. Não acha que devemos tentar chegar lá e ver com nossos próprios olhos a tal fonte?

Ele ficou em silêncio por alguns segundos, a mão pousada sobre os círculos sobrepostos ao centro, girando-os. Barbossa e Elizabeth se entreolhavam apreensivos, e William analisava a cena, sentado sobre a cama, com o ar preocupado. Will levantou os olhos depois de mais alguns minutos em que todos pareciam não respirar esperando uma resposta sua, e disse bruscamente:

- Acha mesmo que isso pode retirar o feitiço que há sobre mim?

Elizabeth pareceu incapaz de responder à intensidade de seus olhos e o calor de suas palavras. Mas Barbossa o fez, irreverentemente, quebrando a tensão na cabine:

- Alguma idéia melhor, Capitão Turner? - Seus olhos brilharam. – Todos nos empenhamos em chegar até aqui para lhe dar uma chance de conseguir retomar sua vida ao lado dessa bela jovem. - Encarou os olhos de Will ferozmente, antes de acrescentar: - Tenho que admitir que até mesmo Jack deu o seu melhor, e trouxe consigo a chave para chegarmos sãos e salvos ao nosso destino.

- Chave? - disse olhando de soslaio para Elizabeth, e completou preocupado: - Da última vez que havia uma chave envolvida...

- Esqueça isso – ponderou Elizabeth – Jack na realidade foi atrás da irmã, mas isso é uma outra história.

- Irmã? - repetiu Barbossa surpreso, e sem querer demonstrar muita importância pelo fato no momento, completou na direção de Will: - Tanto faz. O fato é que você não vai querer jogar tudo fora, ou vai?

- Eu não disse isso – ele murmurou, encontrando os olhos do filho, que se levantara e se colocara ao lado da mãe. – Eu só...

- Está com medo que não dê certo – completou Barbossa. – Todos estamos. Todos nós temos propósitos pessoais em conseguir chegar a essa fonte, mas me parece que o seu é o mais forte. Não deveria descartá-lo tão facilmente. – Dizendo isso, andou até Elizabeth e William, colocando as mãos nos ombros dos dois e completou: - Sua família, aqui reunida, acalentou essa esperança nos últimos anos. Dê-lhes ao menos o benefício da dúvida. Não tem nada a perder ao embarcar nessa aventura, mas tem muito a ganhar se ela for verdadeira.

Ardilosamente, Barbossa aproximou Elizabeth e William de Will, e finalizou:

- Você poderá desfrutar deles todos os dias, meu caro.

Barbossa sorriu para Will enquanto o via desviar os olhos para a família e voltar até ele, respondendo-lhe firme:

- Você tem razão, Capitão Barbossa. – Devolveu-lhe o sorriso, indo na direção de Lizzie e William. – Não há nada que tenha mais importância para mim.

- É assim que se fala, filho – disse Barbossa, dando-lhe um tapinha nos ombros. Enquanto se dirigia para a porta da cabine, indagou a Elizabeth: - Rumamos para Tortuga, Capitã?

- A todo pano, Capitão – Elizabeth respondeu firme.

Barbossa assentiu de leve com a cabeça e se retirou, deixando a família a sós. Eles tinham muito para conversar e pouco tempo até chegarem a Tortuga.

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O Storm se aproximou calmamente da enseada que se erguia atrás da ilha, lançando sua âncora ao mar. Silver estava em sua cabine dando as últimas ordens ao Sr. Trevis antes de desembarcar. O imediato ouvia tudo atentamente, os olhos azuis vasculhando por mais detalhes dentro dos de Silver, mas não havia nenhum resquício de algo que pudesse atrair sua atenção. Com algumas palavras de compreensão, ele deixou o aposento para ir na direção do convés. Silver sorriu para si mesmo satisfeito, chegara a Tortuga quase ao mesmo tempo que o Raio. Calypso com certeza gostaria das boas novas. Pegou o rum sobre a mesa e levou-os aos lábios, esticando as pernas sobre ela.

O céu começava a ganhar tons alaranjados, e não tardaria a anoitecer. Deu um longo suspiro; iria à terra em poucas horas e tentaria resgatar Amira antes que Jack a levasse para o ponto de encontro. Ele sorriu fitando a garrafa entre os dedos e balbuciou para si mesmo: Amira. A voz macia da deusa no entanto abafou seus pensamentos e suas palavras.

- Vejo que se saiu melhor do que eu imaginava, Capitão. - O rosto dela surgiu emoldurado pelos cabelos pretos e um sorriso cínico.

- Vai me agradecer agora ou mais tarde? - rebateu Silver, mordaz.

- Deveria dobrar sua língua quando se dirige a mim – ela o alertou com um silvo. – Não pense que está no controle da situação só porque conseguiu o feito de chegar aqui ao mesmo tempo que o Jack. - Sorriu para ele. – Ele está com Amira, você não...

- Por pouco tempo, minha cara – afirmou Silver, colocando-se de pé. – Assim que anoitecer eu vou recuperar nosso tesouro.

- É um plano audacioso. – A deusa riu dele enquanto se aproximava. – Sabe onde eles vão se encontrar?

- Eu diria que tenho uma teoria muito forte a respeito – retrucou Silver, com azuis cintilantes.

- Imagino que envolva uma certa taverna chamada "Noiva Fiel" e sua proprietária - concluiu Calypso.

- Nada escapa ao seu conhecimento, não é mesmo? - Estreitou seus olhos sobre ela.

- Você nem faz idéia do que eu sei sobre esse lugar... - desdenhou a deusa.

- Algo que eu possa compartilhar? - Silver sugeriu maliciosamente.

- Talvez. - Ela aproximou seu rosto do dele e deslizou o dedo sobre a face queimada de sol do capitão, murmurando: - No momento adequado. Por hora...

- Por hora? - perguntou ríspido, desvencilhando-se do toque.

- Não tenha uma ambição tão pueril, meu bom capitão - disse calmamente, afastando-se. – Sabe o que mais está nessa ilha e ao alcance de suas mãos?

Ele negou com a cabeça e a fitou, curioso. Calypso andava pela cabine ao completar seu pensamento:

- O baú com o coração de Will Turner. – Colocou as mão sobre o coração ao concluir: - Não estaria interessado?

- O baú... - balbuciou Silver.

- Sim. - Fitou-o com o olhar brilhante. - A bordo do Pérola Negra. Não é deveras tentador?

- Seria arriscado - ponderou Silver.

- Não vai me dizer que tem medo de um punhado de marujos idiotas e bêbados - retrucou a deusa, irritada. – Você é Long Silver, Capitão do Raio, um corsário temido - disse eloqüente, observando o efeito de suas palavras sobre ele. – Não vai deixar que a tripulação de Jack se coloque entre você e Amira, vai?

Os olhos de Silver brilharam, e Calypso soube que conseguira seu intento. Antes de deixar a cabine, no entanto, ela soprou em seu ouvido:

- Boa sorte, capitão.

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N/A: Meninas, I'm back!

Obrigada pelas reviews tão lindamente deixadas para essa autora nos dois últimos caps, eu nem sei como agradecer tanto carinho, savvy? Senti tanta saudades de vcs! Agradecimento mega-ultra especial para minha filha que postou os caps! Não sei como seria minha vida sem vc, flor!

Eu realmente acho o momento do encontro do Will com a Lizzie maravilindo ( em homenagem a Fefa Black, te lovo! ), assim como Jack e Amie andando em Tortuga foi uma inspirção que eu não sei de onde veio! Eu gosto do jeito que eles se degladiam de vez enquando... KKKKK

Bom, eu quero deixar um beijo enorme com cerejas e rum para Aline, Carlinha Turner, Cap"lara, Taty, Ieda, Maninha, Dora, Bia e Mah. Amo vcs de paixão!

E no próximo caps:

- Bom vê-lo são e salvo, Sparrow - disse, levantando o copo na direção de Jack.

Jack sorriu agradecido, rebatendo:

- E não era esse o motivo do rum? - desdenhou, ao ver Amira se encolher ao seu lado.

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- Deseja falar comigo, senhor?

Silver ergueu seu rosto até encontrar o dela, e a fitou com os olhos azuis e um sorriso malicioso nos lábios. Bella tentava manter um ar indiferente áquele olhar e desviou o seu para o outro homem sentado à mesa, perguntando:

- Algum pedido em especial?

- Bella - murmurou Silver -, não está me reconhecendo?

continua...