Capítulo 24
"Eu Confio Em Você"
- O Makoto decididamente vai morrer hoje. _ ele resmungava para si mesmo, enquanto levantava-se no meio das flores, batendo as mãos no corpo e nas roupas para tirar a terra. _ E eu também deveria morrer por levá-lo a sério.
- Está louco?
A voz dela o sobressaltou. Ele sabia que ela estava na casa, mas não podia imaginar que ela estaria ali, diante dele, assistindo à sua entrada que de triunfal não tinha nada. Imaginava entrar pelos fundos na casa e surpreendê-la lá dentro, onde ela não teria a chance de fugir dele. É claro que sempre haveria o risco dela vê-lo antes que ele a visse, pensar que era uma ladrão invadindo sua casa e chamar a polícia. Aí com certeza ele iria palar na cadeia.
No fim, que foi pêgo de surpresa foi ele.
Ele a encarou apenas por uns dois segundos antes de responder, mas foi suficiente para reparar que seus cabelos vermelhos estavam soltos e caíam até as costas, com a franja sobre os olhos. Tinha trocado a roupa de rua que estava antes por um top branco que terminava no meio de seu estômago, deixando a barriga de fora, com o clássico decote canoa discreto que ela adorava usar e que fazia sua bermuda (ou nesse caso, calça) ficar um pouco mais apertada sempre que seus olhos caíam sobre a pele alva de seus seios. Logo abaixo, estava um short jeans que terminava no início ainda da coxa. Estava com as pernas completamente expostas e um chinelo simples de dedos nos pés.
Seus braços estavam cruzados diante do corpo numa posição irritada, acentuando ainda mais seus seios. A calça apertou um pouco mais.
- Oi. _ ele disse, sem graça, com voz falhada.
Aquilo não estava realmente acontecendo.
Quando optou por ignorar a insistência de Kouga na campanhia, não imaginava que iria se dar ao disparate de invadir sua casa pelos fundos como um ladrão.
Foi sorte vê-lo entrando. Se tivesse seguido seu primeiro instinto e corrido para dentro da casa, teria ligado para polícia e ele estaria em maus lençóis.
Ela estava muito irritada com ele, mas não pôde deixar de notar a calça jeans negra e relativamente justa, como costumava usar para marcar seus atributos frontais e traseiros, a baby look também negra e justa nos braços fortes e o óculos escuro no topo da cabeça, agora um pouco torto pela queda. Kouga havia mesmo se preparado para espionar. Um preparo inútil já que ela o tinha visto diante da casa. Mas isso não mudava o fato de que ele parecia um espião extremamente quente da cia.
Suas bochechas esquentaram um pouco.
- Eu... Queria falar com você. _ Kouga justificou, ao ver que ela não se manifestava _ Porque não me atendeu em nenhuma das vezes que te liguei? _ acusou.
- Isso deveria ser óbvio, não é? _ ela retrucou. Doía ser grosseira daquela forma com ele, mas ela ainda não podia aceitar que ele só a visse como mais um brinquedo e que mesmo sabendo do que ela sentia, continuava insistindo em querer levá-la para a cama.
- Mas porque isso? _ Kouga quis saber, caminhando alguns passos até ela, que se afastou na mesma proporção _ Ayame, eu sei que fui um canalha lá na festa. Me deixei levar pelos meus maus hábitos ao te fazer uma proposta como aquela. Mas por favor, acredite quando eu digo que eu nunca, entendeu bem? NUNCA te vi como via as outras mulheres.
- Não foi essa a impressão que eu tive. _ Ayame revelou, os olhos baixos _ Você me tratou exatamente como trararia qualquer outra. Como uma válvula de escape para os seus hormônios em fúria.
Ayame corou ao dizer isso. Mesmo sabendo que o sexo era um assunto comum no dia-á-dia de Kouga, era estranho falar disso abertamente com ele. Porque em um ou outro momento da conversa, ele acabaria levando aquilo para o lado da malícia.
- Me desculpe se passei essa impressão. _ ele pediu _ Não era a minha intenção. _ finalizou, simplesmente.
Isso a surpreendeu. E surpreendeu-se ainda mais quando a pele morena de seu rosto ganhou um tom rosado. Ele baixou os olhos, sorrindo com tristeza.
- Infelizmente, meu passado me condena. _ confessou _ Eu fui criado pelo meu pai, já que minha mãe morreu quando nasci. Não tive realmente uma boa referência feminina. Meu pai sempre amou minha mãe, mas era um mulherengo inveterado. Ele nunca a traiu, claro, mas teve muitas mulheres antes dela. E depois que ela morreu ele esperou apenas até que eu ficasse grande o suficiente para entender as coisas que aconteciam entre homens e mulheres quando ficavam sozinhos num quarto. Eu devia ter uns dez anos. Desde então, era uma mulher diferente que se trancava com ele dia sim, dia não, enquanto eu ficava na sala assistindo alguma coisa enquanto faziam seja lá o que fosse.
Ayame corou com a imagem de Kouga na sala assistindo desenhos animados esperando as mulheres de seu pai deixarem a casa. Makoto era mesmo um irresponsável por deixar o garoto sozinho sabendo o que ele estava fazendo.
- Não era tão ruim. _ Kouga continuou, com o mesmo misto de ar sonhador e ar de culpa _ Papai tinha muitas coleções interessantes.
- Co-Coleções? _ Ayame gaguejou vermelha, sabendo que ele não estava se referindo a séries animadas.
- Pornôs. _ ele respondeu, agora sem a menor vergonha. _ E da melhor qualidade. _ Sorriu torto, agora olhando diretamente para ela.
- Não quero saber disso. _ ela retrucou baixando os olhos, seu rosto mais quente que asfalto em dia de sol _ Seu passado pervertido não me interessa nem um pouco.
- Era legal. _ ele continuou, ignorando o comentário dela _ Enquanto meu pai praticava no quarto, eu, por meses, apredia tudo o que podia na teoria. Aos onze anos, já agarrava as meninas mais bonitas da escola. Aos treze, perdi minha virgindade com uma garota três anos mais velha.
- Hein? _ Ayame o encarou, rubi.
- Deve estar imaginando o que uma garota de dezesseis anos viu em um moleque de treze, não? _ ele adivinhou, lendo os pensamentos dela _ Acontece que aos treze eu tinha muito mais experiência do que ela aos dezesseis que só tinha ficado com um cara até então. Sem contar _ sorriu ainda mais abertamente _ Que meu corpinho sempre foi meu ponto forte. Eu sempre fui diabolicamente sexy.
Isso a irritou.
- Ora, se veio até aqui para me enumerar suas conquistas amorosas, perdeu seu tempo! _ gritou, atirando-lhe o livro que quase lhe acertou a cabeça, mas ele se desviou no último instante. _ Já disse, seu passado não me interessa nem um pouco! Me deixe em paz, Kouga. Suma daqui, ou chamarei a polícia! _ ameaçou. _ Eu falo sério!
Começou a sair, mas Kouga completou a distância entre eles, segurando-a.
- Me desculpe! _ ele pediu em seu ouvido.
Mais que isso.
Ele implorou.
Kouga estava arrependido por ter deixado novamente seu lado arrogante se sobressair. Ele tinha jurado a si mesmo que não se permitiria voltar a humilhar Ayame. Ela já tinha se magoado demais por conta dele.
- O que você quer de mim, afinal? _ ela implorou, os olhos molhados _ Já não pisou o suficiente em meu coração? Ainda tem que invadir a minha casa e me humilhar ainda mais enumerando cada um de seus maravilhosos feitos? Já estou cansada de você, Kouga. Por favor, se não quer nada de mim além de diversão, não me perturbe mais!
Ela tentou se soltar dele, mas ele a puxou de volta. Sua mão a puxou pela nuca. A outra, envolveu-a pela cintura, prendendo o corpo dela ao seu. Sua boca tomaram-na com força e paixão.
- Vai sair de novo? _ a voz mansa dele chegou aos seus ouvidos, irritando-o.
- E o que isso interessa a você? _ o rapaz de cabelos prata atirou de volta _ Se bem me lembro, você adorava dar suas saídas misteriosas e odiava que te questionassem onde ia.
- Isso foi a muito tempo. _ Sesshoumaru respondeu, desconversando incomodado _ Não há porque um moleque como você me lembrar disso agora.
- O que você fazia, hein? _ Inuyasha quis saber.
- Desde quando se interessa pela minha vida? _ Sesshoumaru atirou de volta.
- Não me interesso. _ Inuyasha respondeu _ Mas já que está tão interessado em mim, também fiquei curioso a respeito dos segredos obscuros do meu irmãozinho perfeito.
Sesshoumaru o encarou por alguns segundos.
- Vá se danar. _ disse sem alterar a voz e saindo da sala em seguida _ O que você faz ou deixa de fazer não me interessa nem um pouco.
Inuyasha sorriu vitorioso e enfiando a jaqueta, foi até o carro. Iria buscar Agome para saírem. E algo dentro dele lhe dizia que aquela seria uma noite muito longa.
Seu corpo todo estava mole. A mão em sua nuca pressionava seus cabelos de forma intensa, as unhas dele roçavam seu coro cabeludo e seu corpo estava tão preso ao dele que podia sentir cada sulco de músculo de seu peito, cada batida de seu coração. Cada tremor de sua pele.
E principalmente, o indício do descontrole de Kouga cada vez mais evidente contra seu ventre, causando nela o louco desejo de deixar que ele avançasse todos os sinais para ver do que ela própria era capaz.
Kouga era intenso em todos os aspectos. Era muito experiente, e isso a fazia se lembrar de que não era nem a primeira e menos ainda seria a última que seria beijada por ele daquele jeito.
- Por favor... Pare... _ ela pediu virando o rosto.
Mas mesmo assim, contiuou presa ao seu corpo forte.
- - Ayame... - _ ele sussurrou, depois continuou, com voz rouca _ Por favor... Não me leve a mal. Eu não quis te humilhar. É só que... Esse sou eu. Um tarado inveterado que não sabe segurar a língua. Eu só quero dizer, que não via as mulheres de outra forma que não fosse diversão. Até conhecer você.
O coração de Ayame deu um salto. Ela virou-se, ficando de costas para ele. Mas seus corpos ainda estavam colados. A masculinidade de Kouga ainda estava evidente contra suas curvas traseiras, mas isso não parecia importar a ele. Estranhamente, ele só queria ficar abraçado a ela. De forma intensamente doce.
- Ayame... Você me fez acreditar que garotas podiam ser companheiras. Que podiam ser muito mais do que um pedaço de carne no meu menu pessoal. _ ele tentou brincar, fazendo referência ao modo que ela mesma falava _ Com seu jeito doce, tímido e intenso. Diferente de todas as leoas famintas que conheci. Você é a minha gatinha única. E me fez ver isso como mais ninguém fez. Tem idéia... _ hesitou _ Do quanto sua ausência me fez sofrer? Não era só sua falta como integrante da banda. Ayame, eu preciso de você. Queria estar ao seu lado. Queria ver o seu sorriso. Queria ver você jogar seu cabelo para o lado. Queria ver você trancar os olhos irritada com algo que eu dissesse. Queria ver você jogar o seu corpo para os lados ao rítmo da música. _ e baixou a voz, alisando o pescoço da moça com a ponta do nariz _ - Você me tira do sério, ruivinha. - _ e o desejo dele ficou ainda mais acentuado contra seu corpo _ - Não sabe o quanto. -
Seu corpo todo extremecia. Ayame custava em admitir, mas seu corpo tinha tantos sinais de desejo quanto o de Kouga. Sentia-se quente, por dentro e por fora. E ansiava que Kouga a possui-se da maneira que somente ele sabia fazer. Mas tinha medo. Sabia que quando acontecesse, perderia Kouga para sempre.
- Por favor... _ ela pedia _ ... Não diga essas coisas... _ sentia vontade de chorar _ ... Não me provoque desse jeito.
- - Você sente o que eu posso sentir, não? - _ ele provocava, sem piedade, intercalando as palavras com pequenas mordidas em seu pescoço que faziam extremecer todo seu corpo _ - O quanto meu corpo quer o seu. O quanto quero te levar lá para dentro, arrancar sua roupa toda e te possuir por inteira muitas e muitas vezes... - concluiu com um pequeno chupão na dobra entre o pescoço e o ombro.
Ela ofegou.
- K-Kouga... _ ela implorava, o corpo respondendo aquelas palavras _ ... Por favor. Não quero fazer algo que sei que vou me arrepender.
- - Você não vai. - _ ele insitava-a, as mãos antes inocentes, subindo cada vez mais para um lado que não deveriam sob carícias leves _ - Ayame, vou te levar a loucura, prometo. -
- Pare! _ ela se afastou _ Porque insiste tanto? Sabe que isso me fará mal! Sabe que se rolar entre a gente, será o que... Uma, duas vezes? Talvez três. E depois, nunca mais se lembrará de mim além de ser sua gostosa companheira de banda que você pegou! _ pausou _ Você seguirá com sua vida. E eu ficarei destruída.
Baixou os olhos. Kouga ficou um pouco estático, sem saber como agir.
- Por favor. _ ela pediu, com voz triste _ Por favor, vá embora.
E saiu. Kouga foi atrás dela, voltando a abraçá-la.
- Me solte. _ ela pediu com voz baixa, sem forças para se afastar novamente dele.
- Não serão só duas vezes. Ou três. _ ele prometeu, sorrindo em seu ouvido _ Serão quatro, dez, vinte. Será até quando você me quiser. Por que eu nunca. NUNCA... Me enjoarei de você. Porque você me atrai como nenhuma outra me atraiu antes e nunca me atrairá. Porque você é a única fonte dos meus desejos, dos meus sonhos eróticos e dos meus descontroles físicos. Porque eu não suporto mais a sua indiferença, sua distância. Ficar sem te ver. Ficar sem você. Ayame, eu estou completamente dominado por você. Você é minha dona e pode fazer de mim o que bem quiser. _ e completou _ Eu te amo, ruivinha.
- Eu fico tão feliz que tudo deu certo lá na clínica. _ Sango comentou, dando um beijinho no rosto de Miroke.
Os dois estavam sentados na sacada do quarto dele. A noite havia acabado de começar, já que não passava muito das seis e meia, mas se mostrava radiante. A lua cheia estava alta e o céu estrelado como a muito tempo a moça não via.
Ou ela simplesmente estava muito feliz.
Ela tinha ido para a casa de Miroke logo depois do trabalho. Queria passar um tempo sozinha com ele longe das vistas de seu pai. Não pretendia fazer algo que não devia, mas ás vezes era bom poder ter um pouco mais de liberdade com ele. Seu pai era muito ciumento.
Ao contrário de Sura, que fazia questão de deixar os dois bem a vontade.
Miroke tinha ido com a mãe até a cidade vizinha, onde ficava uma sede da tal rede de clínicas do médico responsável pelo tratamento milagroso. A fila de espera era maior do que eles imaginavam, mas como o tratamento estava sendo realizado em todo o país, o pessoal estava sendo dividido para as clínicas mais próximas de sua casa conforme as cirurgias iam sendo liberadas então não deveria demorar muito. É claro que antes ele teria que passar por uma bateria de exames preparatórios, mas para isso ele já estava preparando. Tinha passado por algo parecido quando o acidente aconteceu e os médicos o viraram de ponta cabeça para ver se seu caso era realmente definitivo. Suspirou.
- Que foi? _ Sango quis saber.
- Nada não. _ ele respondeu, beijando-lhe a cabeça _ Nada não. _ repetiu.
- Eu estou tão confiante! _ Sango continuava _ Sei que dará tudo certo. E quando voltar a enxergar, nós passearemos juntos de mãos dadas por um lugar bem bonito. E você vai dirigindo porque vai ter tirado a sua carteira de motorista.
- Nós podemos passear por um lugar bem bonito agora mesmo. _ ele comentou _ Não preciso ter carteira para isso. Posso ir com você dirigindo.
- Miroke... _ ela soltou, cansada do pessimismo dele.
- Sango... _ ele jogou de volta, cansado da insistência dela.
Ela o encarou por um momento, recostando-se em seu peito. Ele a envolveu entre seus braços, o nariz percorrendo seus cabelos.
- Não vou mais discutir isso com você. _ ele disse _ Já decidi que vou fazer, não decidi? Pronto. Não vamos mais falar nisso.
- Mas... _ ela quis insistir.
- Prefiro fazer algo muito mais interessante do que pensar em sangue e bisturi. _ disse, buscando seu rosto depois virando-a contra o seu _ Como te beijar, por exemplo.
- Hum... _ ela soltou, deliciada, aguardando ansiosamente que a boca dele encontrasse a sua.
Miroke abriu caminho com a língua para dentro da boca de Sango, acariciando a dela e estimulando-a a seguir naquela dança. Sango obedeceu com prazer, surpreendendo-o quando sua língua prendeu a dele num laço forte, seguido de um chupão que o deixou zonzo.
- E-Ei... _ ele soltou, sorrindo com malícia _ Desde quando você me conduz?
- Desde quando eu tenho um ótimo professor que me ensina as coisas muito bem. _ Sango sorriu, provocando-o.
- Ah, é? _ ele a puxou ainda mais contra si _ Então, mocinha, aprende isso aqui. _ e virou o corpo com agilidade, deitando-a no chão e postando-a sobre ela.
- Miroke... _ suas bochechas esquentaram antes que ele tomasse novamente seus lábios.
Miroke enfiou sorrateiramente a mão por baixo da blusa da namorada, alcançando o sutiã de renda com facilidade.
- Miroke. _ a voz de Sango agora era urgente _ Aqui não! Estamos de cara para rua, seu louco. _ e riu, nervosa.
- Se preferir... Minha cama é bem grande... _ ele oferecia, mordendo sua bochecha _ ... E não está longe daqui.
- Mi... _ seu corpo estava em brasa, e sem que percebesse, Miroke já tinha levantado e a conduzia em direção a porta-balcão aberta que dava para seu quarto.
Sango não podia olhar, já que estava andando de costas e sendo beijada com intensidade por Miroke que a guiava para o que ela sabia ser a cama dele.
- Miroke... _ ela balbuciava, sem controle de suas ações.
- - Sango... - _ ele sussurrava, com voz ardente, deitando-a no colchão de plumas coberto pelos lençóis negros de seda.
Sango, envolvida demais como estava, não fez objeção quando Miroke tirou sua blusa, deixando-a novamente de sutiã. Seus beijos eram intensos. Seus carinhos cada vez mais fortes. Miroke usava as mãos para "vê-la", ao mesmo tempo que usáva-as para despir a moça ainda mais. Quando menos esperava, Miroke estava só de cueca. E ela... Só de calcinha.
- Miroke... _ ela pedia entre os beijos _ Miroke, não...
- - Tão linda... - _ ele balbuciava, enquanto tocava cada parte de seu corpo _ - Só minha... -
E sua mão desceu.
- Ah... _ Sango não conseguiu segurar o som que fugiu de seus lábios. Estavam indo longe demais. Sura poderia entrar pelo quarto a qualquer momento.
Miroke estimulava-a de uma maneira que ela jamais imaginaria ser capaz de ser estimulada. Estava a um passo de perder a cabeça. Foi quando ele se afastou um momento para tirar sua última peça de roupa.
- Não! _ ela pediu, trancando os olhos _ Não faz isso!
Miroke ficou confuso.
- Como?
- Já fomos longe demais com isso. _ ela comentou, saindo debaixo dele _ Miroke, não me sinto pronta.
- Sango... _ ele implorou _ ... Vai mesmo me deixar nesse estado?
- Hein? _ ela ficou vermelha e retrucou, indignada _ Eu já fui muito mais longe do que pretendia, Miroke. Não exija mais de mim. P-Pelo menos não hoje.
E enfiando a roupa, saiu do quarto sem dizer mais nada.
- Aahhhhhhh! _ esbravejou, jogando-se na cama, irritado consigo mesmo _ Ótimo. Agora eu sou o cafajeste.
Cerca de vinte minutos depois, Miroke já recomposto, desceu em busca de Sango.
- Ela já foi embora. _ Sura respondeu _ Disse que tinha vindo sem avisar a mãe e que ela estaria preocupada. Mas ela me pareceu tão estranha... Assustada. Aconteceu alguma coisa?
Miroke suspirou, indo até a sala e largando-se num sofá.
- Não, eu só... Acho que passei um pouco da conta.
- Você não a forçou a fazer nada que não queria, forçou? _ Sura o encarou, reprovadora _ Você nunca fez isso antes e não posso acreditar que tenha feito isso com Sango.
- Não. _ Miroke respondeu _ Nós só... Estavamos... Nos curtindo e tal... _ ele contou, vermelho _ Então em um momento ela não queria mais. E eu... Meio que... A culpei por me deixar... Daquele jeito.
- Miroke, não acredito! _ Sura abanou a cabeça, incrédula, colocando a mão nos quadris _ Não se diz isso a uma moça, principalmente se ela é virgem! _ ralhou _ Você no mínimo a pressionou. Não me admira que tenha saído daqui tão assustada.
- Mãe... Não me deixe pior do que já estou.
- Tudo bem. Não vou censurá-lo por isso. _ ela disse _ Mas me prometa que resolverá isso com ela o mais breve possível.
- Sim. _ Miroke concordou.
- Você tem certeza disso? _ ele perguntou, a voz passada.
A morena assentiu timidamente no começo, depois encarou o namorado com determinação.
- Sim.
Inuyasha não pôde acreditar quando Agome concordou em ir com ele até aquele quarto de hotel depois do cinema. Era bom demais para ser verdade.
Ele sabia que ela era pura... Intocada... E aquela era uma situação nova para ele também. Não que nunca tivesse se deitado com uma virgem, mas aquela era a primeira vez que se deitava com uma que não fosse só pelo desejo físico. A única vez que tinha sentido isso tinha sido com Kikyo, mas ela não era pura.
Agome valia a pena, em todos os sentidos.
Seus olhos estavam cor de ouro derretido. Sentia que poderia explodir a qualquer momento.
- Eu... Isso pode ser meio doloroso...
- Eu sei. _ ela sorriu.
- Eu... Posso te machucar.
- Não vai. _ Agome disse, fechando os olhos _ Eu confio em você.
Inuyasha apreciou aquela visão por um momento. Ela estava praticamente nua diante dele. A única peça que que faltava era o tecido rosa que cobria sua parte mais íntima. Parecia um anjo, com seus longos cabelos negros que caíam em volta de sua pele muito branca. Minha nossa, como queria aquela mulher!
Sem pensar mais, Inuyasha foi até ela.
Agome gemia alto enquanto a boca do namorado alcançava os pontos mais sensíveis de sua feminilidade. Ela não sabia como explicar o que sentia. Só sabia que era bom demais.
E quando seus corpos se uniram no ato máximo de amor, Agome sentia que podia voar.
Estava no céu.
CONTINUA
Olha aí mais um capítulo!
O clima tá fervendo, people.
Kouga se declarou para Ayame, Miroke passou do ponto e Sango foi embora irritada, Agome e Inuyasha tiveram sua primeira vez. E o que será que Sesshoumaru se incomoda em falar?
Agradecendo sempre todo o carinho de vocês e as reviews fofas.
Beijos a todos!
