Por toda a eternidade que eu vivesse, eu estava certo que jamais teria a mesma sensação. Ouvir aquele coraçãozinho que batia forte e rápido como um colibri era o maior prazer da minha existência. Depois do som do coração de Bella, as batidas do coração do meu filho era o mais perfeito som que eu pude ouvir.

Carlisle entendeu minha emoção de imediato. Era um humano. Meu bebê pareceria mais com a mãe, no final das contas, e isso me deixava – nos deixava – aliviado.

- Edward? – Bella chamou diante do meu silêncio. – O que foi, meu amor? Há algo de errado?

Aquele momento devia ser perfeito. E eu estava sendo egoísta de não compartilhá-lo com a minha mulher. – Não, amor. Está tudo certo. Você percebe este som? As batidas do coração do nosso bebê?

Não precisei continuar para Bella entender que tudo estava em seu devido lugar, como deveria ter sido sempre.

- Oh, Edward – Bella levou a mão à boca e chorou. – Nós vamos ter um bebezinho... - A abracei do jeito que deu, enquanto Carlisle olhava no monitor checando meu filho, seu neto.

- A espessura da nuca dele está dentro dos padrões, mas eu vou prescrever outros exames para termos certeza que o estado de saúde de ambos é bom. Vista-se e me encontrem no consultório.

Carlisle nos deixou sozinhos e ajudei Bella a se vestir e levantar, tudo em silêncio.

- Você está feliz? – Bella me perguntou, do nada.

O questionamento realmente me surpreendeu, pois eu achava que, até então, já tivesse deixado bem claro que eu queria ser pai tanto quanto ela queria ser mãe. – Olha para mim – pedi, segurando seu rosto dos dois lados. – Não estou fingindo, amor. Eu juro pelo meu amor por você. Eu quero muito que tenhamos nossa própria família. Errei uma vez, mas jamais vou repetir isso – sussurrei. – Eu amo você e amo nosso bebê – me ajoelhei em sua frente e beijei sua discreta barriga, que abrigava nosso bem mais precioso.

Depois de Carlisle prescrever ácido fólico, ferro e cálcio, exame para tipagem de sangue e hemograma completo, além de pesquisas de diabetes, sífilis, toxoplasmose, rubéola, hepatite e HIV, cultura de urina e fezes, ainda disse que preferia pecar pelo exagero. Rimos, mas concordamos. Eu conhecia medicina o suficiente para saber que era normal exigir uma dezena de testes, principalmente durante a primeira gestação. Somava-se à isso a descendência de meu filho, então nada seria demais.

- Aaron – Bella sugeriu.

- Amy – eu disse olhando para o Livro de Nomes em minha mão.

Estávamos sentados na nossa cama, lado a lado, tentando decidir um nome para nosso filho. Não sei se para Bella era assim, mas para mim, o tempo voava mais que o normal. Nunca percebi sua passagem realmente, mas em um piscar de olhos, estávamos no quinto mês, prestes a descobrir se eu seria pai de uma menina ou de um menino.

- Andrew? – perguntou em dúvida.

- Que tal Anna?

- Ah, Edward. Acho que nunca vamos chegar a um consenso. É tão difícil escolher um nome. Como será que nossos pais escolheram os nossos?

- Ava, Cloe, Daniel, David, Dominic, Drew, Ewan, Gabriel, Ian, Jack, John, Joseph, Josh, Kevin, Matthew, Nicholas, Nathan, Noah, Noel, Oliver, Olivia, Parker, Patrick, Phillip, Richard, Robin, Ron, Ryan, Thomas, Vivian...

Bella riu. – O que foi isso?

- São os nomes que eu gosto – disse simplesmente.

- Está vendo? – disse frustrada. – Foi fácil para você. Por que é tão complicado para mim?

- Eu percebi que você só pensou em nomes masculinos, então tenho uma proposta. Se for um menino, você escolhe o nome que quiser. Se for uma menina, eu escolho.

- E se eu não gostar do nome que você escolher ou o contrário? Isso não está certo. Temos que escolher juntos.

Sorri. – Você acredita mesmo que vamos conseguir achar um nome que agrade aos dois? Teremos o direito a um veto. Que tal?

E assim ficou acordado. Deixamos para pensar em nomes após o dia em que soubéssemos o sexo. E o nome seria divulgado apenas às vésperas do parto.

De volta ao consultório de Carlisle no Hospital de Forks, Bella estava deitada na maca, com a linda barriga inchada aparecendo, cheia de gel gelado e segurando minha mão enquanto Carlisle fazia as checagens de praxe, antes de nos dizer o que mais queríamos saber.

Seu coraçãozinho estava mais forte que nunca e o aparelho de ultrasson 4D que mandei comprar mostrava nosso pequeno com o dedo na boca. Dava para perceber que sua boca e nariz lembravam a mãe. As lágrimas escorriam dos olhos de Bella desde antes de chegarmos ao Hospital.

A família – exceto Emmett - apostava em menina, convencida por Alice, que já se imaginava vestindo a mais nova Cullen com uma roupa mais rosa que a outra. Meu irmão preferia um garoto. Eu estava satisfeito que nosso bebê fosse humano, independente do sexo. Por mim, já teríamos montado o quarto em tons unissex, mas Bella preferiu esperar. Sairíamos direto da ultrassom para Seattle fazer compras.

- Estão prontos? – Carlisle abriu um grande sorriso e escondeu os pensamentos de mim. Ele já sabia.

Bella apenas assentiu, com o coração disparado.

- Estão vendo aqui? – ele circulou uma região da tela do monitor com o dedo. – Isso quer dizer que teremos um perfeito menino na família.