Alguns personagens e o universo abordado pertencem a Stephenie Meyer
Demetri POV
Voltei rapidamente e cheguei quando o medico estava terminando o serviço, pelo caminho recolhi algumas roupas iria disfarçar o cheiro dela e permitir que me livrasse das manchadas com sangue. Quando ele terminou eu entrei, mesmo prendendo a respiração o cheiro era enlouquecedor se não fosse pelos séculos que tenho...
Fiz sinal para ela desaparecer dentro da casa e quando ela teimou eu queria gritar com ela mas tudo o que fiz foi encarar- milagrosamente funcionou. Dispensei o medico com as ameaças de sempre, sabia que deveria mata-lo mas a morde de um medico que supostamente estava de serviço ia ser problema alem do que depois do que disse a ele duvido que ele ousasse qualquer coisa.
Recolhi tudo que ele usou e que estava sujo e coloquei em um saco. Quando fui para dentro encontrei Heloisa no corredor, sinalizei para o banheiro, para o chuveiro e ela obedeceu. Entreguei roupas e saí, enquanto limpava todo vestígio nosso da casa ouvi a água e tentei não imaginar ela nua sem muito sucesso.
Esperei na sala ate que ela veio ao meu encontro, as roupas eram largas e não a favoreciam mas a protegeriam do frio noturno e era isso que importava. Sinalizei para que ela saísse, não me sentia seguro para falar sabia que mesmo depois de todo sangue que bebi a sede ainda queimaria forte. Me troquei também, e fora da casa queimei todo e qualquer vestígio do sangue dela ou daqueles... só de pensar eu fervia, quando terminei me virei para ela que estava parada me encarando, e agora? Ela ainda estava com medo e eu não a recriminava por isso.
-não vou machucar você- eu disse, preferia morrer a fazer isso.
-posso voltar para casa?- ela pediu e eu vacilei, ela queria ficar longe de mim, a dor era insuportável- eu não tinha e nunca poderia ter direito sobre ela isso nunca foi tão verdadeiro. E pensar que em outros tempos eu não teria pensado duas vezes em tomá-la para mim em fazê-la igual a mim, mas agora depois dos poucos momentos que tivemos forçá-la a ser como eu era algo que eu sabia que ela odiaria. Nunca liguei para humanos e continuo não ligando são só gado, alimento mas Heloisa não é um nada como os outros ela é mais.
- ainda não, não é seguro- não era seguro ela retornar a esta hora ainda mais comigo. Eu não queria deixá-la também, mas tinha problemas sérios para resolver.
-então preciso de um telefone- ela disse firme, mas que...
-Heloisa...- ela tinha que entender mas ela simplesmente me ignorou e começou a andar, me pus a sua frente e ela não me olhou nos olhos, isso só aumentou minha dor.
-se você me considera de alguma forma me deixe passar- ela disse e eu sem ter como negar a deixei ir
Ela pegou o telefone na sala e uma mulher atendeu, reconheci como a mulher que ela conversava no outro dia. Ouvi a conversa com cuidado e me surpreendi quando descobri que ela queria limpar as provas e não pedir socorro, ela não ia gritar por ajuda contra mim? Ouvi ainda a mulher perguntar se ela estava segura Heloisa apenas olhou para mim e respondeu que sim- não entendia, ela estava com medo de mim eu podia sentir... inferno eu ia enlouquecer. No fim da conversa ela acabou arrumando um lugar para ficar, isso era bom pelo que entendi era seguro, eu poderia tomar conta dela lá. A mulher disse que a encontraria e que queria saber o que houve, sabia que não poderia matá-la Heloisa parecia gostar dela, tive uma fúria súbita e irracional por qualquer outro ser que ela pudesse gostar mas me controlei afinal esta humana se preocupava o suficiente com ela para se arriscar, teria que pensar com calma no que fazer.
Ela ficou segurando o aparelho por um tempo quase que em transe ate que não aguqntei e disse:
-Heloisa temos que ir- assisti ela enterrar as mãos na cabeça e eu congelei, isso tudo era novo me preocupar com os sentimentos dela as vezes era torturador.
-não sei o que fazer- ela sussurrou me encarando com olhos cheios de dor, eu queria sumir desaparecer para não ter que ver aquele olhar, de repente ela se levantou e saiu. Fechei a porta o melhor que pude e a segui
-se estamos indo para a tal casa no campo eu não sei o caminho- disse e ela congelou
-estou cansando das surpresas- ela disse acidamente e eu me encolhi, nunca me encolhi diante de nada mas esta mulher podia me incendiar que eu não teria reação eu não tinha mais forças para lutar - fica perto de Florença ao norte, são quase uma da manha, se eu conseguir um carro com sorte estou lá pela manhã- ela disse e a fúria me subiu
-você está lá?- como ela ousa- você não vai sozinha!- ela estava ferida, quase tinha sido morta, sem dinheiro eu não permitiria!
- sim eu vou- ela disse teimosa
-você está ferida- ela tinha que ver a razão
-sim, e estou cansada, não sei o que pensar, eu..- e eu entendi o problema
-você não me quer por perto- constatei tentando ignorar a agonia que isso me causava, por que ela iria me querer?
-não, não consigo lidar com mais nada hoje- disse ela dura e minha dor piorou
- vou levar você até lá depois desapareço- eu sumiria de sua vida, esta ideia era um tormento mas não forçaria minha presença.
Quando chegamos ela estava pálida e tremendo, a coloquei no chão e foi procurar a chave, não me ofereci para ajudar ela queria distancia entre nos.
-o que acontece agora?- ela perguntou de súbito e meu mundo ruiu com a despedida eminente.
-não sei- respondi a verdade, não sabia, se ninguém pegasse o cheiro dela ou soubessem de sua existência ela viveria uma vida humana e feliz já eu viveria uma eternidade nula apenas se conseguisse escapar da guarda coisa que eu sabia impossível - eu preciso voltar- já devem estar me caçando, preciso deles longe dela
- mas...- ela disse agoniada, eu também me preocupava com ela aqui mas ela devia saber que esta segura
-vai parecer suspeito se eu não aparecer- disse com desculpa para partir
-vou ver você novamente?- ela disse em expectativa e eu estaquei
-pensei que não quisesse me ver- ela queria me ver novamente?
-eu não sei o que eu quero, mas te fiz uma pergunta- ela disse me encarando e tomei minha decisão
-Não- isso acabava aqui
-se você mudar de ideia estou aqui até o fim da semana, depois volto para o Rio, eu gostaria de falar com você antes de ir – a tentação de vê-la era muita mas não voltaria atrás segui meu caminho sem olhá-la novamente tive medo de fraquejar
Cheguei nos terrenos da cidade quando estava amanhecendo e me escondi em um bosque entrar na cidade era suicídio. As mentes da guarda estavam agitadas, dali pude ver eles rastreando o terreno da luta, sabia que se não tivessem pego meu rastro era uma questão de tempo, pelo que via já haviam achado os corpos.
Precisava sair antes do sol nascer, marquei as arvores e parti em direção ao mar deixando meu cheiro por onde passava, eles perceberiam o rastro fresco e me seguiriam, com a minha habilidade eu saberia quem estava atrás de mim e poderia guiá-los para onde quisesse, os derrubaria um a um para evitar que Aro me capturasse, com Jane eu podia lidar ela havia me torturado tanto nos ultimo séculos que eu quase podia ignorá-la. Meu único problema seria Alec se ele me incapacitasse estaria tudo perdido.
Meu único consolo é saber que ela estava segura.
