Oi! Esse capítulo é menor e tem pouca ação, mas tem muitos pensamentos para aqueles que gostam. Há nele também uma frase que não é minha, é de autoria do escritor Paulo Coelho, mas como é uma frase que amo e que coube na fic perfeitamente tomei a liberdade de usá-la. Mas eu comento melhor sobre isso e sobre outras coisas ao final. Beijos.


Capítulo XXV

Ressentimentos

Uma forte e violenta chuva açoitava os terrenos de Hogwarts naquela manhã de sábado. Os grossos pingos estouravam nas janelas e se desfaziam em milhares de gotinhas menores, como um grande objeto de cristal batendo contra algo e estilhaçando seus pedaços por todos os lados. Hermione estava deitada em sua cama observando impassivelmente através do vidro da janela o fantástico espetáculo da natureza que ocorria do lado de fora das paredes do castelo. Um espetáculo imponente, mas sombrio. E durante o tempo que a chuva caía lá fora, uma tempestade desaguava também dentro de Hermione. Seu coração estava tão carregado quanto o céu escuro que pairava sobre a escola. As lágrimas saltavam de seus olhos e umedeciam cada traço do seu rosto da mesma maneira que os pingos deixavam as nuvens e molhavam a extensão dos terrenos. Mas enquanto a chuva era necessária e trazia vida, a tempestade dentro da garota só parecia afundá-la ainda mais dentro de um buraco negro infinito de dor e angústia. Relutantemente, ela se ergueu e deu um relance à sua própria imagem no espelho de moldura antiga que jazia na parede do dormitório vazio. Seu cabelo estava mais emaranhado que um ninho de Agoureiro (um pássaro que Hagrid lhe explicara que fazia ninhos em moitas espinhosas) e o pouco de seus olhos que eram visíveis no meio do inchaço estavam vermelhos como sangue.

"Parabéns, você conseguiu, Hermione." – ela pensou com amargura. – "Está mais feia e tenebrosa do que de costume."

A menina começou a achatar algumas mechas sobre o topo de sua cabeça com ambas as mãos, mas então um brilho em seu pescoço atraiu sua atenção e, hesitante, ela fitou a pequena estrelinha de diamante. O pingente ainda brilhava alegremente, o que fez o olhar de Hermione brilhar forte em resposta. Mas brilhar com lágrimas. Outra torrente começou a esguichar fora e tocar suas bochechas e a garota as esfregou longe de seu rosto com fúria, amaldiçoando a sorte por tê-la feito nascer mulher, ser sensível e ter que desempenhar a função de uma mangueira humana. Amaldiçoando Neville por perder aquele sapo idiota em sua primeira viagem no Expresso de Hogwarts e induzi-la a procurar por ele. Amaldiçoando o sol, as margaridas e o amarelo maduro do projeto de feitiço que certo alguém tentara fazer numa certa cabine naquele mesmo dia. Amaldiçoando o bruxo inventor do "Vingardium Leviosa" e também todos os trasgos montanheses do planeta. Ela amaldiçoou intimamente os jogos de xadrez, as poções Polissuco, os gatos, ratos e hipogrifos. Amaldiçoou os bailes de Inverno, os convites não feitos e os garotos que não notavam que ela era uma garota. Amaldiçoou os beijos na bochecha de boa sorte, os perfumes de presente de natal e todos os encontros de lábios do universo. Hermione odiou o vermelho e o azul, pensando que deveriam proibir cabelos e olhos de possuírem essas cores. Ela detestou os abraços de urso e quis matar Peter Pan, Romeu e até Julieta se eles existissem. A garota amaldiçoou o amor, a paixão e, mais do que nunca, amaldiçoou a si própria. Ela era a culpada. A única culpada. Seu crime? Amar demais. Amar demais Ronald Weasley.


Quando Hermione finalmente desceu para o Salão Principal naquela manhã, o lugar já estava lotado e a maioria dos estudantes parecia estar praticamente terminando o café. A garota sentiu vários pares de olhos a encararem assim que ela fez seu caminho para a mesa da Grifinória, da mesma forma que cochichos e risinhos eram ouvidos aqui e ali. Acrescentando os fofoqueiros à sua lista de coisas para amaldiçoar, ela apertou o passo e rapidamente chegou ao seu objetivo, largando-se ao lado de Gina num banco. Harry, sentado em outra ponta, deu-lhe um olhar estranho e um pequeno aceno com a mão. Ela acenou de volta e não olhou ao lado dele para saber de mais ninguém, obrigada.

-Oi. – disse a menina fracamente enquanto puxava um prato para si.

-Mione... Você está horrível! – exclamou a ruiva num tom preocupado.

-Obrigada, muito gentil de sua parte, Gina. – Hermione respondeu tentando empurrar uma colherada de mingau garganta abaixo.

-Mione... é sério! Você está REALMENTE horrível! – insistiu Gina.

-Sabe, é bom começar o dia com elogios tão sinceros...

-Você não vai conseguir me irritar e desviar do assunto principal. – a ruiva falou assumindo uma expressão severa.

-Eu não quero conversar, Gina. – disse Hermione empurrando para longe seu prato praticamente intocado. – E eu amaldiçôo todos os mingaus e conversas sérias também. – concluiu ela, fazendo a ruiva arregalar os olhos em nítida confusão.

-Que? – Gina fez careta.

-Nada. Estou indo para a biblioteca. – disse Hermione começando a se levantar.

-Biblioteca? – disse a ruiva em descrença. – Num sábado?

-É. Os livros não costumam sair para passar o final de semana fora.

Gina fez uma cara afrontada e abriu a boca para devolver uma resposta mordaz quando subitamente o Salão se calou e ambas as meninas notaram que Dumbledore tinha ficado de pé em seu lugar ao centro da mesa dos professores. Hermione se sentou de volta.

-Bom dia! – falou o diretor sorridente, seus olhos claros cintilando por trás dos óculos de meia-lua. – Sei que são jovens e afoitos para aproveitarem seu tempo, mas eu gostaria de pedir um minuto da atenção de vocês...

-Será que aconteceu alguma coisa? – perguntou Harry a Rony.

O ruivo, com o olhar vazio e perdido, meramente encolheu os ombros, pois corria sérios riscos de vomitar se abrisse a boca. Mar Revolto. Só hoje ele entendia o significado do nome daquela bebida dos infernos, pois seu estômago estava balançando tanto quanto uma jangada em meio a ondas bastante ferozes e doía bastante. Sua cabeça doía também, mas nada doía tanto quanto seu peito. E seu coração.

-Ontem ocorreu a última das festas oferecidas pelas casas e ouso dizer que todas as quatro foram muito bem sucedidas. – continuou Dumbledore.

-Fale por você. – grunhiu Rony.

-Apesar dos pesares. – somou o diretor, como se tivesse ouvido as palavras do ruivo. – Bom... – prosseguiu ele. – Como o programado, em junho, fechando as festividades e o ano letivo, ocorrerá aqui mesmo nesse Salão uma festa oferecida pela escola e aberta a todos os alunos.

Burburinhos excitados começaram a se formar entre os estudantes, que cochichavam e davam risinhos.

-Essa festa será na verdade um grande baile. – o diretor disse serenamente. – Um baile à fantasia, para que todos possamos liberar nossas imaginações, entrar num mundo de sonho e nos desligar, por uma noite que seja, de todas as dificuldades e angústias que possam rondar nossa realidade.

Agora definitivamente o barulho tinha crescido pelo Salão. Várias vozes falavam ao mesmo tempo e garotas riam febrilmente em empolgação. Dumbledore esperou um momento ou dois e só então continuou numa voz mais alta, trazendo o silêncio de volta entre os ouvintes:

-O baile ocorrerá na última noite antes das férias de verão e eu tenho uma última tarefa aos monitores da escola, os quais parabenizo por terem feito jus à confiança que lhes foi depositada nas organizações de cada festa.

Cada um dos monitores pareceu prestar toda sua carga de atenção ao diretor. Mesmo Rony interrompeu seus devaneios e Hermione ergueu o olhar inexpressivo da mesa para encarar Dumbledore.

-Os monitores deverão abrir o baile juntamente com os pares que escolherem para acompanhá-los. – disse o diretor.

Rony, que no momento estava tentando fazer seu estômago aceitar um gole de suco de abóbora, se afogou no copo, momentos antes de cuspir todo seu conteúdo, arregalando seus olhos azuis o máximo possível.

-É aconselhável que todos tenham um par, a propósito. – continuou Dumbledore sorrindo. - Afinal, ninguém é bom o bastante para fazer companhia a si mesmo e não precisar de outra pessoa.

-O-o que...? – gaguejou o ruivo se virando para Harry. – Abrir... abrir um baile? Dumbledore perdeu os parafusos da cabeça ou o que?

-Antes você do que eu. – retrucou Harry meio mau-humorado, secando com a varinha sua camisa molhada do suco de abóbora cuspido por Rony.

-Obrigado pela solidariedade, companheiro. – falou o menino, seus olhos ainda arregalados em terror.

-Bem... Não é o fim do mundo, é? – disse Harry dando um relance rápido à Gina.

-Talvez não quando você é Harry Potter e pode levar qualquer garota da escola. – Rony murmurou olhando tristemente o copo de suco pela metade à sua frente.

"Mas a situação muda um pouco de figura quando se é um perdedor inútil de um Weasley." – ele pensou. – "E que nem ao menos merece a única menina com quem gostaria de estar." – sua mente o espetou, aumentando sua tortura.

-Não comece com isso. – irritou-se Harry ficando de pé. – Eu odeio quando você fica se rebaixando e tentando sentir pena de si mesmo.

Rony gemeu alguma coisa incompreensível e afundou o rosto nos braços cruzados sobre a mesa, nem notando que o amigo já caminhava para longe dali.

Da outra ponta da mesa, Gina observava atentamente Harry sair bufando enquanto seu irmão, desolado, parecia querer que o mundo o engolfasse naquele momento. Com um olhar de esguelha à Hermione, ela notou a mesma expressão no rosto da amiga e apertou-lhe tentativamente um dos ombros, como se dissesse: "Estou com você, conte comigo." Hermione ergueu os olhos para a ruiva, lançou-lhe um sorriso minúsculo e sem vida e também se levantou, mas não antes de dar um breve aperto na mão da amiga em resposta, como se dissesse: "Eu sei."


Hermione se apressou fora do Salão Principal ignorando novamente as risadinhas e murmúrios das pessoas em todo seu caminho. Ela estava tão agoniada e tão afoita para deixar aquele lugar que nem ao menos notou Rebecca Brinks a encarar com uma expressão preocupada na face. Sua relação com a professora ia muito bem, embora por excesso de tarefas e falta de tempo, já fazia alguns dias em que não se encontravam para um chá ou mesmo conversavam fora das aulas.

A menina se enfurnou na biblioteca e procurou o lugar mais escondido e afastado, uma mesinha individual que ficava num canto entre duas altas prateleiras de livros. Seu coração ainda estava pesado e doente e ela sentia como se estivesse carregando todo o peso do mundo dentro dele. Hermione não poderia acreditar que haveria outro baile. E que seria aberto pelos monitores.

"As coisas ruins nunca andam sozinhas. Alguém já viu Crabbe sem Goyle ou Poções sem Snape?" – as palavras de Rony vieram à sua cabeça e ela as repeliu depressa. Da mesma maneira que se conseguisse, ela gostaria de repelir também o ruivo de sua mente, de seu coração, de sua vida. SE ela conseguisse.

As lágrimas mais uma vez picaram os cantos dos seus olhos e ela tomou uma respiração funda para evitá-las de cair. Do que adiantava ser a melhor do ano, a mais brilhante, quando também se era um PESADELO? Do que adiantava ser a melhor em lógica se não sabia lidar com o amor?

"Bem, eu sempre fui boa com livros e problemas de lógica, contudo, esqueci de aprender a lidar com garotos e problemas sentimentais." – pensou ela encarando tudo ao seu redor numa tentativa desesperada de se distrair com qualquer coisa que não fosse a dor latejante e sombria que habitava seu interior. Seus olhos percorreram a biblioteca vazia e Hermione achou que de certa forma era muito irônico o destino.

"Não é justo... Tantos livros nas prateleiras e eu acabo folheando o coração." – sua mente lamentou, enquanto ela debruçava sua testa sobre a mesa, finalmente deixando as lágrimas caírem. – "Assim como não é justo ter tantos garotos no mundo e eu acabar me apaixonando pelo mais errado deles..."

E ela poderia até não saber, mas nada na vida é completamente errado, até mesmo um relógio parado consegue estar certo duas vezes ao dia.


Aquela semana passou lentamente como uma tortura, do mesmo jeito que sempre acontece quando as coisas vão de mal a pior: o tempo sempre costuma jogar contra e daquela vez não foi diferente.

Dessa forma, à altura que o próximo sábado chegou, Hermione estava nitidamente abatida por passar dias sem comer adequadamente e noites sem dormir como deveria. Rony, por sua vez, não parecia muito melhor: seus olhos azuis sempre muito vivos agora pareciam distantes e seu apetite, sempre invejável, agora tinha se perdido em algum lugar pelo caminho. Isso para não falar do seu bom humor, que sumira e há dias não voltava para sequer uma visita.

Harry e Gina estavam penalizados e tristes com a situação, mas como conheciam os amigos e sabiam o quão orgulhosos eles eram, resolveram não se intrometer. Rony falava pouco e Hermione evitava freqüentar os mesmos lugares que o ruivo sempre que podia. Ela passava pouquíssimo tempo na mesa durante as refeições e já não era mais vista fazendo deveres ou estudando na sala comunal. A biblioteca tornou-se seu refúgio particular, logo era o lugar onde a menina gastava a maioria de seu tempo livre.

O teto do Salão Principal naquela manhã retratava um céu azul límpido e bonito, mas a tranqüilidade que ele inspirava não conseguia alcançar todos os alunos sentados ali à mesa da Grifinória.

-Essa torrada com geléia está muito boa hoje, Mione, por que você não experimenta uma? – Gina falou casualmente, em outra tentativa frustrada de fazer a amiga comer.

-Estou sem fome, Gina. – murmurou Hermione de volta, se escondendo atrás da edição do Profeta Diário daquele dia.

Do outro lado da mesa, Harry tentava um tópico qualquer sobre Quadribol numa igualmente falha tentativa de animar Rony:

-Hum... Ouvi dizer que os Cannons estão voando muito bem ultimamente... – disse ele observando o ruivo por trás dos seus óculos redondos.

-Pois então me diga quem foi que lhe falou isso, que é para eu nunca pedir qualquer informação à essa pessoa. – grunhiu Rony carrancudo. – Nessa estação os Cannons são os penúltimos da tabela.

Harry reprimiu uma careta: - Ah... – fez ele na falta de algo mais a dizer, voltando sua atenção ao prato de ovos e salsichas à sua frente.

-Olá, Rony! – uma vozinha alegre e com um "quê" provocante soou atrás deles, fazendo ambos se virarem para verem Cacilda Crookfond de pé os encarando. – Tudo bem?

-Oi. – disse o ruivo distraidamente. – Tudo certo...

Mas por capricho do destino, esse foi justamente o momento que Hermione escolhera para abaixar seu jornal, deixando seu olhar recair sobre a menina Lufa-Lufa e sobre o sorriso idiota que ela carregava. Gina viu a expressão da amiga e seguiu seu olhar, bufando como uma chaleira ao ver a sorridente garota balançando os cabelos e gesticulando sem parar enquanto conversava com seu irmão.

-Estou indo para a biblioteca, Gina, te vejo mais tarde. – Hermione murmurou se levantando e praticamente correndo para longe dali.

A ruiva pegou os olhos verdes de Harry e identificou lá o mesmo sinal de preocupação que ela própria levava nos dela, mas logo Cacilda tinha partido e Harry e Rony também resolveram deixar o Salão. Os garotos já estavam quase alcançando a porta de saída quando alguém os parou:

-Harry, ei, Harry!

Eles se viraram e pegaram a visão de um Terêncio Boot ofegante correndo da mesa da Corvinal na direção deles. Rony resmungou algumas palavras indecifráveis, das quais Harry pensou ter distinguido apenas "panaca" e "dos infernos".

-Vocês têm um minuto? – perguntou Terêncio se aproximando.

-Bem... – começou Harry dando um relance ligeiramente nervoso a Rony.

-Trinta segundos, Boot. – falou o ruivo, sério. – O que você quer?

Terêncio pareceu um tanto desconcertado, mas não demorou a se recompor.

-Eu pensei que vocês poderiam me dar uma informação. – disse ele. – Sobre Hermione.

Harry engoliu duro e deu outro olhar de esguelha ao amigo, que estava se pondo gradualmente mais vermelho.

-Nós temos cara de jornal informativo por acaso, é? – desdenhou Rony.

-Não, mas vocês são amigos dela, não são? – devolveu Terêncio, começando a se irritar. – E eu só queria saber se ela já tem um par para o baile.

-Por que é que você está tão interessado na Hermione, de qualquer maneira? – o ruivo falou cerrando os dentes.

O garoto corvinal estreitou os olhos na direção dele e sorriu maliciosamente antes de dizer:

-Não sei quanto a você, Rony, mas os garotos normalmente costumam se interessar pelas garotas.

As orelhas de Rony tingiram-se imediatamente de escarlate e ele assumiu um olhar assassino. Harry temeu pela reação do amigo.

-Sim, com certeza os GAROTOS costumam se interessar. Mas eu não sabia que essa regra se aplicava também aos IDIOTAS. – Rony falou desdenhoso. – E como funciona, afinal? As garotas correspondem e costumam se interessar pelos idiotas? Ninguém melhor do que você para me dizer isso, eu suponho... – completou maldosamente.

Terêncio empalideceu, furioso, e por um segundo Harry pensou que ele se atiraria contra Rony, mas o corvinal respirou fundo e voltou a falar:

-Sabe, Rony, elas costumam corresponder sim... Porque caso você não tenha reparado, foi com o idiota aqui que Hermione quis dançar na última festa.

O ruivo pareceu ter sido esbofeteado dos dois lados da face, no que Terêncio continuou:

-E ela pareceu satisfeita e sorridente, se você me perguntar. Não foi o idiota aqui que a fez sair chorando...

Rony pareceu nitidamente chocado à ação dessas palavras, e Harry desejou intimamente que Terêncio tivesse mesmo se atirado contra o amigo, ao invés.

-Não sabemos se Hermione tem um par, Terêncio. – falou Harry claramente querendo encerrar aquela situação mais que desconfortável. – Pergunte a ela se quiser. – concluiu, mas pareceu a frase errada, a julgar pelo olhar sujo que Rony o lançou antes de, bufando e com uma expressão derrotada, caminhar para longe dali a passos largos.

É... Nunca diga que a situação não pode piorar.


Rony ficou amuado durante o resto do dia. Chegou tarde no almoço e nem compareceu para o jantar. Evitou Harry, Gina, a sala comunal e toda e qualquer pessoa que tentasse se aproximar. Não aceitou uma partida de Snap Explosivo e tampouco quis jogar xadrez. Assim, mal a tarde tinha se ido e o negrume da noite começado a cobrir os terrenos de Hogwarts, Rony já estava com a cabeça afundada em seu travesseiro e o corpo envolto em lençóis e cobertores. As cortinas de sua cama de dossel estavam puxadas e ele estava sozinho no silencioso dormitório masculino dos sextanistas. Se concentrando em fazer como Harry sempre fazia antes de praticar oclumência, o ruivo tentou esvaziar sua mente de todo pensamento, qualquer que fosse ele e tentou esquecer palavras e imagens que cansavam seu cérebro e machucavam seu coração. Dessa forma, exausto e derrotado, Rony deixou o sono chegar e dormiu tão pesadamente quanto ele faria se tivesse tomado uma das poções para dormir da Madame Pomfrey.

Teve sonhos estranhos e confusos, pontuados com dragões com os rostos de Terêncio e Krum, hipogrifos falantes, nuvens que levavam Hermione para longe e as Esquisitonas cantando uma canção com a voz de Gina, onde o verso principal do refrão era: "Hermione é boa demais para você".

Acordou suado e ofegante no momento em que seu relógio de pulso marcava cinco horas e quarenta minutos da madrugada. Respirando pesadamente e sentindo o corpo doer de tanto ficar deitado, Rony afastou devagar as cortinas de sua cama e levantou-se, o som de seus pés descalços caminhando pelo dormitório sendo abafado totalmente pelos roncos de Neville. Devagar ele abriu a porta do quarto e desceu as escadas, encontrando uma sala comunal sombria e completamente deserta. O garoto largou-se numa das confortáveis poltronas de frente à lareira, onde agora apenas poucas brasas ainda lutavam para permanecerem acesas, dando um brilho fraco e bruxuleante à face sardenta do ruivo. As imagens difusas dos sonhos voltaram à mente de Rony, fazendo-o reviver uma situação de impotência. Ele revia Hermione se afastar e sumir, levada por uma nuvem escura, os dois dragões com os rostos de Terêncio e Krum voando ao seu redor vigiando, à espreita. E ele lá parado como um inútil, apenas ouvindo a canção com a voz de Gina e assistindo Hermione e os dragões tornarem-se três pontinhos longínquos no céu. Assistindo toda sua felicidade partir naquela nuvem, deixando um vazio dolorido em seu coração, deixando-o sozinho como um nada... E assim, Rony pensou que era mesmo um nada. Alguém que veio ao mundo apenas para fazer um papel de sombra. E qual a função de uma sombra?

Nenhuma...

Quem se preocupa se sua sombra está ali ou não?

Ninguém...

Para que as pessoas precisam de sombra em suas vidas?

Para nada...

Assim como ele era para todos.

Para que sua mãe precisaria de uma sexta criança para se preocupar e cuidar quando tinha mais cinco? Para que seu pai gostaria de outro garoto para ensinar a jogar Quadribol e ter conversas de homens quando provavelmente ele já tinha feito isso cinco vezes antes? Para que Gina precisaria de um irmão mais velho quando os outros poderiam desempenhar o papel tão bem ou até melhor? Para que Harry precisaria de um idiota como melhor amigo quando ele tinha a pessoa mais brilhante do mundo também exercendo essa função? E para que em Terra, Merlim, Hermione gostaria de alguém pobre, feio e desengonçado, quando poderia ter às mãos um menino inteligente da Corvinal ou a maior estrela do Quadribol de todos os tempos? Ela nunca precisaria de uma sombra quando ela era a própria luz. Ninguém nunca precisa de uma sombra. Ninguém nunca precisa do estúpido, feio e pobretão Ronald Weasley.

Rony cobriu o rosto com as mãos e apertou firmemente seus lábios juntos. Não mesmo que ele iria chorar agora. Ele fechou os olhos com força, numa tentativa desesperada de evitar algumas lágrimas de caírem, mas até mesmo sua garganta doía com o poder que as malditas estavam exercendo sobre ele, machucando, lesionando, sufocando. Sua mente girou e a voz de um Fred criança ecoou aos seus ouvidos:

"Homem que é homem não chora, agüenta tudo sem reclamar."

Naquele dia os gêmeos tinham transformado seu ursinho de pelúcia numa aranha enorme e ele tinha feito beicinho para chorar, quando Fred veio com aquela frase. Ele se lembrava de ter respirado fundo e segurado as lágrimas na garganta, exatamente como agora. Mas então seu pai tinha se aproximado e depois de brigar com Fred e Jorge, tinha se ajoelhado ao lado de Rony e mandado que ele chorasse.

"Mas papai, homem que é homem não chora." – ele tinha argumentado.

"Errado, meu filho." – seu pai tinha respondido. – "Homem que é homem tem a coragem de chorar quando seu coração exige."

Aliviado com aquilo, Rony tinha chorado aquele dia. Chorado por horas seguidas, durante todo o tempo que seu coração exigiu. E não se sentiu menos homem ou mais covarde por ter feito.

Então uma lágrima deslizou por seu rosto sardento, abrindo caminho para as que vieram logo em seguida. Ele as esfregou furiosamente fora das bochechas no início, mas depois, lembrando-se outra vez de seu pai e sentindo que seu coração exigia aquilo, ele resolveu se entregar e deixá-las cair. Havia um buraco em seu peito que estava o ferindo, o agoniando, e essas lágrimas quentes pareciam um bálsamo, aliviando como uma espécie de analgésico para a dor.

Dor.

A mente de Rony vagou para sua infância novamente, para a primeira sensação forte de dor que ele se lembrava de ter sentido. Ele tinha três anos e tentou montar uma vassoura escondido, mas não teve controle e ela se ergueu no ar, fazendo-o escorregar pelo lado e desabar sobre o chão, ralando ambos os joelhos. Naquele dia ele tinha chorado e falado à sua mãe que tinha algo estranho com seus joelhos.

"Mamãe, tem algo ruim aqui." – ele tinha lamentado apontando os pequenos joelhos ralados.

"Você está com dor, querido." – ela tinha lhe explicado, o colocando carinhosamente sobre seu colo.

"Mas mamãe, eu não gosto de dor." – ele tinha resmungado entre lágrimas.

"Vai passar, meu amor, esse tipo de dor sempre costuma passar." – a voz de sua mãe tinha informado, enquanto ela acariciava seus cabelos. – "As únicas dores que muitas vezes não passam, Rony, são aquelas que sentimos quando nos machucamos aqui." – ela tinha postado uma mão morna no tórax dele.

"No peito, mamãe?" – ele tinha perguntado com os olhos marejados.

"Não, querido, no coração." – sua mãe lhe falara docemente.

Ele não entendera na ocasião, pois em seguida ela tinha o apertado em seus braços e o confortado até o sono chegar. Só agora ele realmente pôde compreender aquelas palavras. E naquele momento, Rony desejou ter os dois joelhos ralados e sentir a mesma dor que sentira aos três anos de idade. Sentir uma dor que passava ao invés dessa pontada funda que latejava em seu coração. A dor que, segundo sua mãe, é a única que muitas vezes não passa.

Assim, Rony chorou. Chorou como na ocasião em que descobrira que homens podem chorar e chorou como quando tinha três anos de idade. A diferença era que agora ele não chorava por estar assustado com uma traquinagem dos gêmeos nem tampouco por ter dor nos joelhos ralados. Ele estava assustado e com dor outra vez, mas por motivos infinitamente mais graves. Ele estava assustado por amar e em dor por não ser correspondido. Estava assustado pelo fato da nuvem e os dragões terem levado Hermione e em dor por ser muito inútil para tentar trazê-la de volta. Assustado por ela ser Hermione Granger e em dor por ele ser apenas Rony Weasley.

Mergulhado em lágrimas, o ruivo nem mesmo se deu conta que estava sendo observado. Da porta da escada do dormitório feminino, dois olhos preocupados e brilhantes, num rosto emoldurado por um cabelo tão vermelho quanto o seu, os encaravam atenciosamente. Mas Gina Weasley não se aproximou. Ela apertou contra si os livros que carregava, desistindo de sua sessão matutina de estudo para os NOMs. E com um último olhar ao irmão, tomou ou caminho de volta escada acima. Afinal, os NOMs poderiam esperar, mas essa situação não.


A manhã de domingo ainda estava em seu começo e quase ninguém tinha saído de seus quartos quando Gina empurrou aberta a porta do dormitório das sextanistas e caminhou direto para a cama de Hermione. Lilá e Parvati resmungaram um pouco em seu sono no momento em que a ruiva abriu com violência as cortinas da cama da amiga, que embora já estivesse acordada, também se assustou pela invasão súbita de Gina.

-Gina...? – ela perguntou em surpresa. – O que houve? Aconteceu alguma coisa?

-Vocês precisam resolver isso, Hermione. Essa história está indo longe demais... – disse a ruiva se sentando na ponta da cama e cruzando os braços contra seu corpo.

-M-mas... Sobre o que você está falando, Gina? – falou Hermione confusa.

-Não se finja de tonta, você está longe disso e sabe muito bem sobre o que eu estou falando. – Gina disse com firmeza.

-E-eu... – a outra gaguejou abaixando a cabeça. – E-eu sinto muito, Gina, não há nada a fazer a respeito... é impossível mudar algo.

-Hermione, nada é impossível quando se tem determinação em conseguir alguma coisa. O Harry e eu somos provas vivas disso. Quando foi que alguém pensou que ele olharia duas vezes para a irmã caçula do melhor amigo? A mesma que sempre corria ou enfiava o cotovelo na manteigueira toda vez que o via? A mesma que escreveu aquela idiotice de "olhos verdes como sapinhos cozidos"?

Hermione riu um pouco, murmurando: - É diferente... Seu irmão me magoou muito e nem mesmo se importa com isso.

-Pois eu te digo que importa! – ralhou Gina. – Meu irmão é um estúpido, imbecil e muitas vezes insensível, mas ele gosta de você e isso está claro como água. Vocês dois estão sofrendo com essa briga, Hermione. Estão se ferindo mutuamente sem qualquer razão plausível.

Hermione não disse nada, apenas encarou a ruiva ceticamente.

-Você acredite ou não, o Rony está sofrendo. – continuou Gina. – Você também teria essa certeza se tivesse visto o que eu vi hoje bem cedo.

-O que foi que você viu? – Hermione indagou entre curiosa e temerosa.

-Eu acordei logo que o dia raiou, na intenção de adiantar meus estudos para os NOMs e... não, não faça essa cara, Hermione, eu REALMENTE ia estudar, você está sendo uma má influência para mim... bem, continuando, eu acordei, peguei meus livros e desci as escadas, imaginando encontrar a sala comunal vazia num domingo tão cedo, mas ela não estava vazia. Você imagina quem estava lá?

-Não... – sussurrou Hermione sem encontrar os olhos da amiga.

-Peem! – fez Gina imitando o som de uma sirene, causando resmungos de uma Parvati sonolenta e fazendo Lilá praguejar de sua cama. – Resposta errada, Mione, eu sei que você imagina quem estava lá. E sim, era o Rony. Afundado numa poltrona. CHORANDO.

Hermione estalou a cabeça para cima muito depressa, arregalando os olhos em terror.

-C-chorando? – ela sussurrou. Gina afirmou com a cabeça e Hermione sentiu seu coração ser espremido, pisado e logo após dilacerado.

-Os imbecis também amam, afinal. – zombou a ruiva.

-M-mas... – grunhiu Hermione. – Nós não sabemos o motivo, Gina. Seguramente não é por minha causa... – acrescentou indecisamente.

-Bom, eu devo admitir que parte também é minha culpa... – falou Gina pensativa. – Mas não deixa de ser por SUA causa.

-O que você quer dizer?

-Eu falei umas verdades ao Rony antes de vocês brigarem naquele dia.

-Ah não, Gina! – Hermione lamentou-se, escondendo o rosto nas mãos. – Que tipo de VERDADES? – completou observando a amiga por entre os dedos.

-Confesso que peguei um pouco pesado...

-Ah não, ah não, ah não... – Hermione murmurava febrilmente. – O que foi que você falou?

-Acalme-se! – repreendeu Gina. – Não foi nada demais... Quer dizer, está certo que eu disse que ele não sabe nem beijar uma garota de verdade, mas-

-Merlim! – Hermione praticamente berrou. – Eu não posso acreditar que você disse isso, Gina!

-Bom, eu disse. Mas essa não foi a pior parte. – a ruiva falou lentamente.

-Não me conte, não me conte, não me conte... – Hermione parecia histérica. – Não posso nem imaginar qual foi a pior parte, então...

-Tudo bem...

-Fale logo, Gina!

-Ué, mas você não disse para não lhe contar? – Gina zombou arregalando os olhos, mas sob um olhar congelante de Hermione, continuou: - Olha, agora não me enfeitice e nem me deixe experimentar a força de sua direita, mas eu disse que você é boa demais para ele. – ela despejou rapidamente.

Hermione pareceu paralisada. Seus olhos se alargaram tanto quanto humanamente possível e sua boca se escancarou. Essa expressão combinada com seu cabelo alto sem pentear lhe deu um aspecto insano, meio amedrontador.

-Gina... – ela conseguiu sussurrar.

-Eu sei. – concordou a ruiva. – O Harry já me disse que eu peguei pesado demais...

O estômago de Hermione afundou tanto que ela se admirou que ele não tivesse caído sobre seus pés. Ela conhecia Rony e sabia que Gina havia plantado nele uma semente de insegurança muito poderosa. Uma semente que provavelmente tinha crescido e agora estava gerando frutos. Frutos amargos como a angústia e salgados como as lágrimas que ele deixara cair. A menina se sentiu tão mal e tão compenetrada em seus próprios pensamentos que nem mesmo reparou Gina se desculpar e deixar o dormitório. Sua cabeça girava e latejava com tantos pensamentos. Se ao menos ela tivesse uma Penseira... Seu coração doía e queria explodir com tantos sentimentos. Se ao menos ela tivesse alguém sensato e imparcial com quem desabafar... Mas espere. Ela tinha alguém. Sim, essa era a hora para uma boa conversa com a professora Rebecca Brinks.


Hermione não desceu para o café aquele dia. Ela esperou as horas passarem até finalmente dar o horário em que tivesse certeza que todos já tinham comido, para então deixar o dormitório, o buraco do retrato e seguir pelos corredores rumo à sala da professora Brinks. Ela bateu à porta e segundos depois uma Rebecca alegre a encarava, seu rosto cansado iluminado com um enorme sorriso.

-Hermione! – exclamou ela feliz, puxando a menina para um grande abraço, o qual Hermione correspondeu de bom grado. Ambas sentiram falta disso.

-Que surpresa ver você aqui e tão cedo! – Rebecca continuou quando elas se soltaram. – Pensei que você tivesse se enjoado da minha companhia e das nossas conversas... Sente-se querida.

Hermione largou-se na familiar cadeira, sentindo-se de certa forma revigorada e protegida pela presença da professora.

-Claro que não, professora. – ela falou. – É que tenho andado bastante ocupada com deveres, estudos, tarefas da monitoria...

-Eu entendo. – Rebecca disse docemente. – Não é necessário explicar nada, apenas saiba que fico extremamente feliz em vê-la aqui, estava com saudades.

-Eu também... – respondeu a menina com um suspiro.

-Outra vez triste, Hermione. – concluiu a mulher a encarando atentamente. – Tenho reparado essa tristeza em seu olhar há alguns dias. Gostaria de me contar o que houve?

-Professora, eu... eu não agüento mais. – murmurou Hermione, enfim deixando deslizar pelo rosto a lágrima que segurava desde que o dia amanheceu.

-Não agüenta o que, exatamente? – Rebecca segurou a mão da garota entre as dela. – Mais daqueles pesadelos?

-Não... Minha vida está um pesadelo. Eu SOU um pesadelo.

-Oh, minha querida, não diga algo assim!... Isso é tudo sobre o Sr. Weasley outra vez?

Hermione afirmou com a cabeça, murmurando: - Nós brigamos.

-Hermione, quantas vezes já aconteceu antes? Vocês sempre brigam e sempre voltam às boas, não vejo razão para se preocupar.

-Não dessa vez, professora. – teimou a menina. – Agora foi muito mais sério. Ele me disse coisas horríveis...

-E suponho que você não deixou por menos, deixou?

-E-eu... eu disse coisas horríveis a ele também.

-Hermione, você me permite lhe dizer algo que eu já deveria ter lhe dito há muito tempo? – Rebecca perguntou acariciando a mão da garota, que meramente fez outro sinal positivo.

-Todas essas brigas de vocês são apenas uma máscara, uma forma que vocês usam para camuflar a realidade. E essa realidade, querida, é uma só: vocês se amam. Se amam e só precisam aprender a deixar de fugir disso. O amor é uma coisa muito grave para ficar escondido dentro da gente, Hermione. Se você insistir nisso, pode acabar ficando doente...

-M-mas... – gaguejou Hermione muito vermelha. – Eu... eu não o amo, professora. Eu posso ter o amado, mas não agora. Não depois de tudo que ouvi da boca dele... – mentiu ela.

-Querida, amor não se conjuga no passado, ou se ama para sempre, ou nunca se amou verdadeiramente. – falou Rebecca sensatamente.

-Suponho... suponho que a Sra. tenha razão. – resmungou a menina encarando o chão. – Talvez eu... talvez eu o ame, então. – acrescentou num sussurro.

-Você ama, estou certa disso. Apenas está ressentida e é orgulhosa demais para aceitar o fato. E muitas vezes o orgulho presente em nossas cabeças encobre os verdadeiros desejos de nossos corações.

-Professora, eu me sinto tão... tão confusa! Não sei o que fazer, como agir, no que pensar... – Hermione chorou. – Sempre em minha vida tentei encontrar razão para o que eu sentia, mas o Rony bagunça tudo, confunde meus sentimentos, não dá para ser racional ao lado dele...

-Eu sei. – a mulher sorriu serenamente. – Mas confie em seu coração. Nunca deixe de ouvi-lo, Hermione, ele é o oráculo que costuma predizer o mais importante.

Essas palavras ajudaram, pois apesar do fato que a mente de Hermione vagava e gritava em confusão, seu coração sabia exatamente o que ele queria. Independente de ressentimentos ou orgulho, independente da mágoa ou das palavras duras ditas no calor da raiva. O coração de Hermione só queria uma coisa. Ele só queria alguém. E se a professora Brinks estivesse certa, a menina deveria confiar no que ele pedia.


Sobre o capítulo:

A frase que tomei "emprestada" do Paulo Coelho é essa:

"Nada na vida é completamente errado, até mesmo um relógio parado consegue estar certo duas vezes ao dia."

Ela é do livro i Alquimista /i (o qual gostei muito).

Foi um capítulo triste, mas particularmente gostei da primeira cena de Hermione no dormitório e da cena do Rony com seus pensamentos.

Desculpem outra vez se tiver ficado fraco, meu olho está muito pior e foi muito difícil botar esse capitulo no ar (ficar no computador está sendo um sacrifício, estou enxergando apenas do olho esquerdo por enquanto).

No mais obrigada por lerem e pela compreensão.

Agradecimentos:

Humildemente Ju: Adorei seu comentário! Fico feliz que tenha gostado do capítulo, você sabe o quanto a aprovação de uma autora tão boa quanto você conta para mim. Obrigada e obrigada também por me desejar melhoras. É, eu também acho que faria o que a Cacilda fez...rs... Beijos.

top-Wealey: Eu já lhe disse no Orkut o quanto seus comentários me deixaram feliz, não? Então, apenas reafirmo o que já disse. Perdão por não ter conseguido postar no fim de semana. Legal que você tenha se registrado, qualquer dúvida para publicar sua fic me manda mensagem, e-mail, comentário, scrap, qualquer coisa que eu tento ajudar. Beijos e obrigada.

Biah: Então quer dizer que consegui lhe surpreender com a briga? Ah, isso é bom...rs... E fico contente que tenha gostado do capítulo. Você pediu e a Brinks está aí de volta, gostou dela no capítulo? Aguardo suas opiniões e agradeço sempre por ser tão amável. Beijos.

Thais: Ah é, seu namorado também se chama Rony? Nossa, que legal, só não me diz que também é ruivo! Kkkkkkk... Bem, obrigada outra vez por acompanhar e sempre comentar, viu? E quanto à H/G, vira e mexe terão ceninhas deles, ok? Beijinhos.

Bruna Arbid: Oi! O que dizer? Amei seu comentário! Você falou de um modo tão doce e me fez uns elogios tão fofos que fiquei lisonjeada. Obrigada por me proporcionar isso. Espero que tenha gostado do cap. 25 apesar de tudo. Grande beijo.

Kikinhaaa: Dessa vez tenho que lhe agradecer em dobro, já que você também comentou na Floreios! Então MUITO OBRIGADA! Me deixou muito contente saber que você gostou. Agora fico aguardando sua opinião sobre o 25. Beijão.

violet snicket: Realmente você estava certa, o cap 25 foi bem triste (pelo menos essa foi a intenção, não sei se consegui). Mas acho que não deu para chorar não, deu? Bem, mais uma vez obrigada por seu comentário e repito que eles me deixam lisonjeada. Super beijo.

Hope-W: Bem, na minha opinião o Rony é tudo de qualquer jeito...rs... de fogo ele teve seu charme mesmo... Gostou dele de ressaca? O que achou do capítulo? Fico aqui esperando para saber. Obrigada por acompanhar e comentar, um abraço!

Miss.H.Granger: E eu não me canso de agradecer: obrigada, obrigada e obrigada! Espero que apesar de depressivo o capítulo 25 não tenha ficado ruim, aí você me diz, ok? Beijão!

Camila: Esteja à vontade para não se controlar e postar comentários cada vez maiores! Eu os amo e fico realmente feliz ao lê-los... Muito obrigada de coração, que bom que você gostou do capítulo 24... Desculpe por frustrá-la na hora dos espirros e com a briga, ok? Só espero que não tenha achado o 25 muito ruim. Beijinhos e novamente agradeço.

Alice: Oi! Muito interessante sua opinião! Legal saber que você gostou da briga e acha que ela apimenta um pouco as coisas... Obrigada por comentar, sempre me deixe saber o que está achando, certo? Beijos.

GaBiii: Obrigada de coração, fico feliz que tenha gostado! Espero saber o que achou do 25, héim? Beijão!

Lu: Obrigada pelo elogio! E tadinho do Rony, ele não é tapado, digamos que só um pouquinho devagar...rs... mas o menino está sofrendo, você viu, então dá um desconto...rs... Beijos e obrigada novamente.

Carolina Rezende: Dois comentários? Que legal! E fora que você também comentou na Floreios, não é? Obrigada mesmo... Bem, a Brinks está na área de novo, gostou da atuação dela no capítulo? Aguardo para saber. Obrigada, outra vez e sempre, Carolina. Abração.

Thiti Potter: Que bom que gostou do capítulo... Sim, a briguinha foi realmente pesada e o resultado dela está aí no capítulo 25... E vou ficar esperando sempre seus comentários por aqui sim. Beijão e obrigada.

Thay: É verdade, essas brigas são típicas de Rony e Hermione, acho que virou marca registrada...rs... Obrigada pelo comentário, e respondendo sua pergunta, a fic terá 33 capítulos. Beijos.

Hermione J G Potter: Outra vez agradeço e repito que me sinto lisonjeada. Espero que tenha gostado do capítulo. Super beijo e obrigada.

Isso é tudo, até a próxima! Beijos nos corações de todos.