Capítulo 25 O casamento
Começou a soar uma música de fundo que anunciava a chegada de um dos noivos. Harry, muito nervoso, ia acompanhado de seu padrinho de casamento, Ron. Luzia um magnífico traje de cerimônia negro com uma jaqueta que lhe chegava até meio da coxa de corte reto com pequenas sobrepões, a gravata de seda de cor berinjela, em mais dois tons escura que a camisa, harmonizava perfeitamente com ela e realçava o verde de seus olhos e seu negro cabelo, que por uma vez tinha conseguido domar com um feitiço de sua amiga Hermione, caía livremente sobre seus ombros. Ron levava um traje cinza pérola com a camisa em tom mais escuro ao igual que a gravata.
Molly ao ver a Harry e a seu filho acompanhando ao altar não pôde reprimir umas lágrimas, gesto que não passou por alto tanto a Arthur como a Hermione que tinha à cada lado. Harry sorriu e deu-lhe um obrigado com seu olhar, o que provocou que novas lágrimas surcaram seu rosto.
De repente a música mudou e começou a soar uma marcha nupcial que afogou todos os murmúrios. Apareceram pelo jardim um radiante Scorpius, que vestia com um traje cinza pérola como o do padrinho e uma formosa Rose que levava um vaporoso traje azul pálido muito similar ao que luzia a madrinha, mas com um toque infantil e não tão sofisticado como o de Narcisa. Iam abrindo caminho como acompanhantes de Draco e sua mãe. Harry ficou com a boca aberta quando seu anjo assomou pelo jardim.
Seu cabelo solto até os ombros brilhava extremamente com o sol e parecia quase branco. Tinha elegido um traje de cor bege com um colete e gravata no mesmo tom. O terno não era tão longo como a de Harry, mas não por isso menos elegante. Mas o que mais chamou a atenção dos convidados não eram seus magníficos trajes, nem seus rostos formosos, senão o semblante de pura felicidade que luziam ambos.
Narcisa tão elegante como sempre levava um traje longo em um azul como ele de seus olhos, drapeado na zona do peito com uma pequena fila que nascia da parte mais baixa de suas costas. Os ombros luziam nus e um magnífico colar de zafiras enfeitava seu pescoço a jogo com uns pendentes longos. Seu cabelo ia recolhido em um elegante laço. Lucius olhou apaixonado a sua mulher agradecendo o feliz que era nesse momento.
Narcisa acompanhou a seu filho até o altar onde aproximou sua mão até a de Harry que a sua vez tinha sido acercada por seu padrinho, com as mãos enlaçadas se olharam profundamente derrocando um amor que ia para além desta vida.
O ministro de magia Kingsley Shacklebolt presidia a cerimônia, Harry tinha pedido, conservava a amizade que nasceu quando ainda um rapaz foi tirado da casa de seus tios o verão seguinte ao regresso de Voldemort. Estava muito agradecido de toda a ajuda que tinha recebido em sua luta contra o Lord e como tinha dirigido a resistência contra os comensais. Após a guerra ajudou e apoiou a Harry em sua carreira de auror e agora que ostentava a faixa de chefe de aurores em Grã-Bretanha sempre se sentia respaldado por ele.
Era um bom homem e tinha fato muitíssimo pela comunidade mágica de Grã-Bretanha após a guerra, mas sobretudo o que lhe levou a lhe pedir a este grande homem que oficiara seu enlace foi a amizade que lhe unia com seu pai quando fizeram parte da primeira Ordem da Fênix.
-Vamos começar este enlace que gerará um vínculo de corpo, alma e magia entre estes dois homens que se amavam profundamente para além de toda existência. Agora por favor com as mãos enlaçadas digam seus votos para que a cerimônia se corrobore ante os aqui presentes, já que de alma, corpo e magia já o está.
Kingsley lançou um passe de varinha ante o casal de noivos e uma formosa luz dourada envolve-lhes. As magias de ambos saíram como fios ao redor seu e começaram a lançar finas fibras que começaram a entretecer-se a seus ao redor lançados flashes nacarados.
Harry apertou a mão de Draco entre as suas e olhando aos olhos começou a recitar seus votos -Ambos escolhemos juntar nossas vidas. Eu Harry James Potter, me entrego a ti, sabendo que a magia de nosso amor é caminhar juntos, na prosperidade e na adversidade. Eu quero ser seu colega e que você seja meu colega todos os dias de minha vida.
Draco olhou a Harry emocionado e pronunciou a seguir seus votos - Minha vida voltou-se centro da sua. Nossas vidas não são nada se não estão juntas. Harry, fica-te sempre a meu lado, seja meu amigo fiel, meu amante, meu confidente. Eu Draco Lucius Malfoy serei seu colega incondicional para todos os dias de sua vida e assim unidos partiremos quando nossa magia se extinga e o destino o designe.
-Os anéis, por favor –Disse Kingsley aos contraentes.
Scorpius acercou-se até seu pai e Rose até seu padrinho e fizeram entrega solene dos anéis que iam pôr a cada um ao outro. Eram dois magníficos anéis de ouro branco com um acabamento de seda mate no interior da cada um ia gravado o nome do outro conjugue e a data do casamento. Os meninos estavam um pouco intimidados ante o tecido de pura luz que lhes envolvia, mas ao mesmo tempo felizes por ver a seus seres queridos celebrando a cerimônia tão esperada.
- Eu Harry James Potter te desposo com esta aliança símbolo de nosso amor eterno e da união de nossas magias.
- Eu Draco Lucius Malfoy recebo esta aliança de suas mãos como símbolo de seu amor eterno e da união de nossas magias e te faço entrega da minha com o mesmo fim.
-E eu recebo de suas mãos a sua com o mesmo amor que você me entrega.
Ambos introduziram as alianças no dedo do outro e voltaram a enlaçar suas mãos e muito juntos se voltaram para Kingsley à espera de que concluísse o ritual.
-Ambos estão unidos com um vínculo de corpo, alma e magia. Nada nem ninguém poderá vos separar se vocês não consentem em isso. Que as bênçãos de vossas vidas e magias vos façam fortes e que levem uma vida atormentada de dita e felicidade e que vossa união possa frutificar na criação de novas vidas que reforcem seu amor.
-Harry, Draco agora são um só, seus corpos, almas e magia se uniram, não só por esta cerimônia senão pelo grande amor que sentem um pelo outro. Por último quero desejar-vos a maior das ditas para sua união.
Quando o ministro terminou de falar os convidados prorromperam em um aplauso que fez que os noivos se corar um pouco, mas a Harry lhe durou pouco e apanhando a Draco pelos ombros lhe deu um terno beijo nos lábios. Com este gesto os aplausos intensificaram-se e a Molly e a Narcisa escaparam-se lhes umas lágrimas. À primeira porque considerava a Harry seu filho e queria o melhor para ele e parecia que por fim o tinha conseguido e à segunda porque por fim seu filho ia ser feliz nos braços do homem que lhe amava acima de todas as coisas.
Quando os convidados se levantaram de seus assentos e se encaminharam para a zona do banquete os noivos desceram do altar e entre grandes sorrisos se acercaram à zona onde se ia celebrar a ágape nupcial. Um formoso arco de rosas brancas, jasmins, açucenas e lírios delimitava o passo para a zona do banquete, os noivos atravessaram-no como se fosse um arco de triunfo. E como tal devia ser considerado pois era um arco pelo que passavam os dois grandes triunfadores do amor, o casal de recém-casados.
Os convidados esperavam ansiosos para ver como os noivos brindavam e com esse gesto daria começo a recepção. Sempre era um momento emotivo, não só para os noivos, senão também para os convidados. Uns elfos acercaram umas formosas taças de cristal de Bohemia que tinham sido presenteadas para a ocasião por alguém que ninguém podia recordar, mas que apareceram entre os presentes que tinham ido chegando à mansão. Ninguém caiu na conta de que esse presente era anônimo, quiçá pensaram que com toda a confusão tinham perdido o cartão de quem o enviava. Eram tão formosas e altivamente, uma levava uma serpente enroscada no talho da taça e a outra um leão, o cristal desprendia mil reflexos à luz do sol, extraordinariamente lavradas com o iniciais H M gravadas em ambas. Era o presente perfeito para esse momento.
Segundo a tradição Harry apanharia a taça co Draco a que levava o H. Lucius seguindo também os preceitos dos brindes encheu as taças de ambos e lhe ofereceu, primeiro a Harry e depois a seu filho a que levava gravada o H. De repente uma luz cegadora envolveu a Draco e depois desapareceu.
-Nãooooooooooo, Draco, onde está? –Gritou Harry ao ver como seu companheiro desaparecia ante a mirada atônita de todo mundo.
Narcisa desmaiou-se da impressão e Lucius caiu ao chão presa de tremores, seu filho tinha sido transladado dali, a taça estava enfeitiçada para que no momento dos brindes fosse transladado a um lugar desconhecido. Lucius sabia muito bem que era obra de magia escura, seu filho estava em perigo.
Nott acercou-se rapidamente até a mãe de Draco e conseguiu acordá-la com um enervate e começou a chorar copiosamente, culpava-se por ter de fazer questão de que luzissem essas maravilhosas taças e não as que por gerações tinham ostentado os Malfoy.
Molly acercou-se a Narcisa em uma tentativa de consolá-la. –Narcisa tranquiliza-te, Harry precisa toda nossa ajuda e apoio para encontrar a Draco, o que menos falte lhe faz agora é se preocupar também pelos que estamos aqui.
-É verdade senhora Malfoy seu filho porá todas sua sabedoria e empenho em conseguir trazer a Draco de onde queira que esteja.
Hermione tinha-se acercado a onde estavam as mulheres e Nott e não gostou nada do tom que empregava o castanho e sobretudo o olhar de desprezo que lançou quando pronunciou a palavra filho. Ainda não se explicava como Draco podia lhe ter convidado, sabia que tinham sido amigos desde a infância, mas também conhecia as reservas que tanto seu marido como Harry tinham para sua pessoa.
-Vamos Narcisa, tranquila, Draco será resgatado imediatamente, não duvide da eficácia de nosso corpo de aurores. –Mione lançou um olhar de repto para Nott e este não pôde mais que desviar seus olhos para a mãe de Draco.
-Ron rápido comecemos a rastrear a zona em busca de vestígios ou rastro de magia, chame à Central e que tragam a equipe de detecção, avisa a todo mundo e faz favor diga a Hermione que reúna aos convidados no salão de dança, terão que passar a prova do detector.
Harry sabia que não serviria de nada, se algum dos presentes tinha sido o artífice do desaparecimento de Draco se teria cuidado muito de não deixar impressões que fossem detectadas nesse dia. Seguia tendo forte suspeitas que recaíam sobre Nott, tentaria em vão de desenrascara-lo.
Rapidamente chegaram os aurores da central com o aparelho de detecção, Hermione tinha levado a todos os convidados até o salão, Lucius e Narcisa se tinham apartado até suas estâncias privadas junto com Molly e Arthur. Estavam todos trémulos e tristes, sobretudo as mulheres que em este pequeno espaço de tempo tinham aprendido a se querer.
Lucius e Arthur ainda tinham algumas reticencias, mas em o fundo sabiam que só era questão de tempo que pudessem ser levados bem, atrás tinham ficado os tempos em que se professavam um ódio mútuo por ter opiniões enfrentadas da vida. Um como comensal e o outro como amante de tudo o que soasse a muggle.
-Vamos Narcisa, Molly será melhor que se tranquilize um pouco, não ajuda nada a Harry se vê que vocês também estão sofrendo, bastante já sabe ele para que lhe demonstrem dessa maneira.
- Eu sei Lucius, mas não posso o evitar é meu filho, quando tudo ia sair bem e por fim ia ser feliz me arrebatam.
Nesse estado encontravam-se os quatro quando Harry entrou na habitação feito uma fúria.
-Temos começado já com a detecção de magia escura nos convidados, sei que não servirá de nada, mas espero que alguém possa ser sentido encurralado e quiçá de algum passo em falso.
-Harry acho que sabe mais do que nos diz, de quem suspeita.
-Lucius você acaba de dizer, são só suspeitas, mas não me confio de certa pessoa que em tempos foi amigo de Draco e que de repente faz irrupção em nossas vidas no momento em que Zabini começou a mostrar suas verdadeiras intenções.
-Conheço a Theo desde que era um menino, seus pais eram amigos da família e sempre lhe vimos como um menino um pouco tímido que não gostava dos assuntos familiares pelos que nos reuníamos.
-Bonita forma de chamar a vossas atividades comensais.
-Verá Arthur, o passado tem ficado atrás e não gostamos de referir-nos a ela pelo que para valer eram.
-Já está bem Arthur, acho que não é o momento de que você e Lucius comecem uma discussão como é habitual entre vocês quando estão juntos. O esposo de Harry tem desaparecid único que devemos ter em conta.
-Como sempre tem razão Molly, eu sinto muito não voltará a suceder.
-Lucius, somo-me ao que tem dito Molly nosso filho está em sério perigo e devemos brindar toda nossa ajuda a Harry.
-De acordo Narcisa é verdadeiro. Harry sabemos que Hermione Granger tem desenvolvido um artefato capaz de rastrear qualquer indício de magia escura por pequeno que seja e que graças a ele desses com o culpado do assassinato de Astoria.
-Como bem tem dito Arthur, nosso passado comensal alberga muitas coisas más, mas também agora esse passado pode nos reportar algum benefício. Tenho em meu poder um livro de feitiços escuros bastante raro e que acho que Hermione Granger pode lhe sacar bastante proveito. Se não é má recordação acho que tinha um feitiço que detectava qualquer tipo de rastro por insignificante que fosse de magia escura, se une o feitiço a seu artefato poderá ampliar sua eficácia.
Lucius encaminhou-se com Harry e Hermione até a biblioteca da mansão, ali Lucius descobriu uma porta secreta que dava passo a uma estância ainda maior cheia de livros e artefatos que ambos aurores preferiram não perguntar para que serviam. Mione dedicou-se a estudar o livro junto com Lucius, seus conhecimentos de magia escura eram muito importantes agora. Harry foi-se até o salão para ver como iam as averiguações.
Segundo iam passando pelo medidor de magia, marchavam-se até suas casas bastante abatidos. Quando lhe tocou o turno a Nott a máquina não fez o menor amago de nada. Com um olhar de suficiência em seu rosto despediu-se de Harry desejando-lhe, falsamente, que tudo se solucionasse em seguida.
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Bem longe dali e alheio a tudo o que estava ocorrendo em sua mansão, Draco acordava do feitiço que um elfo lhe tinha lançado segundo os desejos de seu amo. Estava tendido em uma cama e tinha umas estranhas pulseiras que impediam que pudesse utilizar sua magia. Deu-se conta que exceto as cobertas que lhe tampavam não levava posta nenhuma roupa. Quando tentou se levantar uma força atirou dele e lhe obrigou a estar outra vez na cama.
-Vejo que já tem acordado, oh! Não tente mover dessa cama, não poderá o fazer até que eu não te permita. Agora é meu e fará tudo o que eu te ordene, essas pulseiras te obrigarão a isso.
-Já se deu conta que te impedem fazer magia –Draco tentou se levantar e novamente sofreu um puxão que com macieza lhe deixou outra vez na cama.
-Que pretende, Theo? Não está bem, por que tem feito isto?
-Que por que? Muito fácil, por fim tem chegado minha hora, agora vai sofrer todas as humilhações que recebi de ti quando éramos meninos e depois adolescentes.
-Não sei a que humilhações se refere, sempre te considerei meu amigo.
-Sim claro, isso o diz agora que está em clara desvantagem, será melhor que se cale ou terei que te castigar.
-Está louco Theo, sabe que Harry virá a me resgatar…
Draco não pôde continuar falando, Nott lhe propinou uma bofetada que lhe fez voltar o rosto e lhe abriu o lábio. –Não te disse que só fará o que eu te ordene e que eu saiba não te disse que fale.
-Não volte a me chamar louco, não estou. Permanecerá nessa habitação até que eu o considere oportuno, te tirei a roupa porque não suporto te ver em traje de casamento. Nunca deveria se ter casado com esse sangue-ruim.
-Não se te ocorra chamar a Harry assim. OUVE-ME, NUNCA MAIS.
-Vá parece que o dragão sacou suas garras, tão bom é na cama, ou não, mais bem quiçá precisava que você e seu pai tivesse um fantoche do ministério para que pudesse outra vez exercer influência nas altas esferas política?
-Não diz nada, é que talvez levo razão?
-Não me vou molestar em responder à corda de estupidezes que está dizendo Theo. Acho que seu cérebro se tem amolecido.
Nott voltou a propinar outra bofetada a Draco que fez que lágrimas de dor se escapassem de seus olhos. Desta vez tinha-lhe dado para perto de um olho e cedo se incharia e poria morado.
-Não seja insolente comigo, agora me pertence e esse desgraçado de maridinho seu não poderá nunca te resgatar. Com o tempo aceitará sua situação, nunca mais sairá daqui. Você e seus filhos são meus agora, farei contigo o que me tenha vontade e sabe que é o que mais me quero agora.
Theo acercou-se até a cama de Draco e com um feitiço lhe destapou completamente e obrigo-lhe a que se incorporasse. O loiro ainda notava como os fios invisíveis lhe sujeitavam à cama e não tinha muita manobra, não gostava nada dos olhares lascivas que Nott lançava a seu corpo.
-Sabe o que vai fazer, me vai a chupar até que a mim me pareça e depois te porá de quatro e te foderei até que não possa mais. ENTENDIDO?
Draco se endureceu, não podia ser verdade o que estava ocorrendo, no dia de seu casamento, o que prometia ser o mais feliz de sua vida se tinha convertido em um autêntico pesadelo. Sequestrado por seu amigo da infância, golpeado e agora pretendia humilhar dessa maneira. Estava sonhando em qualquer momento acordaria e teria a Harry a seu lado, eram os nervos do casamento que lhe faziam ter estes horríveis sonhos, mas se sentia tão real a dor de sua boca e de seu olho.
-Vamos abre os olhos, acerca-te a mim, me vai a começar a chu….
Um raio impactou nas costas de Nott e com o efeito do desmaius caiu redondo ao chão. Draco automaticamente sentiu como suas ataduras invisíveis se desvaneciam, uns amorosos braços lhe envolveram e tiraram as pulseiras.
-Já está a salvo meu amor, o pesadelo tem terminado por fim, ninguém nos voltará a separar to prometo. Amo-te.
-Eu também te amo.
Continua…
Nota tradutor:
Esse capítulo foi intenso, mas ao fim acabou tudo.
Espero vocês nos reviews!
