Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.

Comer dá sono e dormir da fome.

Projeção astral.

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O terrível carrossel da terra dos mortos.

Eu estava sentada numa cabine da roda gigante, gosto de rodas gigantes porque daqui de cima tudo parece tão pequeno e tão lindo, e também sempre tive a impressão de que se eu esticasse bem os braços poderia tocar as estrelas.

Mas havia algo de estranho, fiquei algum tempo olhando para o parque lá em baixo sem consegui descobrir o que é e de repente eu me dei conta: não há ninguém no parque!

Os brinquedos estão funcionando normalmente, mas não há ninguém brincando neles!

_Sou a única pessoa no parque! – exclamei surpresa.

_Não exatamente. – disse um homem que estava sentado de pernas cruzadas no banco a minha frente. – Eu também estou aqui.

Olhei-o surpresa, pois nem sequer havia percebido a presença dele aqui. E o mais estranho, era que, de alguma forma ele me parecia familiar.

Ele era um homem de meia idade, em torno dos quarenta anos mais ou menos, com marcas de expressão que sugeriam um sorriso fácil, vestia um suéter negro de gola alta e calças marrons, os cabelos escuros puxavam para um acinzentado grisalho, os olhos eram castanhos e brincalhões, preso entre os lábios estava um charuto e ao redor do pescoço tinha uma corrente de prata.

_Papai! – reconheci de súbito – Mas o que o senhor faz aqui? O senhor está...!

_Morto? – ele tirou o charuto da boca e deu-me um sorriso brincalhão.

E então eu lembrei-me, que também estou morta, sim é isso mesmo, no hospital, meu fio da vida rompeu-se e Inuyasha... Beijou-me.

Toquei meus lábios.

Mas se eu estou morta, o que é que eu estou fazendo num parque de diversões com o meu pai?!

_Puxa vida, quando eu soube que você estava chegando, não pensei duas vezes! – papai exclamou cheio de empolgação – Eu disse: É a minha filha, eu mesmo quero recebe-la!

_O céu é um parque de diversões?

_Não querida – Meu pai sorriu com o charuto preso entre os dentes e fez um gesto amplo com a mão. – Este lugar não é o céu. Ele é mais uma espécie de... Antessala.

_Antessala? – eu pisquei.

_É. – ele tirou o charuto dos lábios – As almas vêm pra esse lugar para esperar, sabe esse lugar muda de pessoa para pessoa, para você é um parque de diversões, eu me lembro de que quando era pequena adorava parques, mas teve um cara para qual essa sala era um bordel.

_Espera. – eu balancei a cabeça – O que o senhor disse?

_Ah um bordel, você tinha que ter visto a cara de decepção dele quando percebeu que não tinha ninguém no bordel além dele...

_Não! – falei – Sobre as pessoas virem aqui para esperarem. O que o senhor quis dizer com isso? O que elas vêm esperar?

Antes de morrer, eu disse a Inuyasha que o esperaria, então será que está sala... Olhei para o meu mindinho, e a linha vermelha continuava amarrada a ele, saindo da cabine da roda gigante e estendendo-se por todo o parque até a sua saída, onde só havia uma infinita escuridão, também á uma linha vermelha amarrada ao mindinho de papai, que segue na mesma direção que a minha. É como Kanna disse, é uma ligação tão forte que nem mesmo a morte pode romper.

_As almas vêm esperar por uma decisão. – respondeu-me papai, recolocando o charuto na boca e dando uma profunda tragada – Nós chamamos esse pessoal de "pendurados", eles veem parar na sala de esperar para saberem se irão subir o descer, porque fizeram algumas pequenas maldades que nãos lhe permitem subir, mas também não é grave o suficiente para que desçam imediatamente, normalmente e dado alguma missão para que eles cumpram na Terra, de forma que possam reparar seus erros. Aquela sua amiga Kikyou, por exemplo, ela é uma pendurada, porque fez algumas maldades, mas ainda é jovem e tem tempo de se corrigir, de forma que se morresse agora viria para a antessala onde lhe seria atribuído uma missão. Só que eu acho que ela ainda tem jeito, digo aquele cara a corrompeu, ele sim é que vai direto pra baixo quando...

_É por isso que estou aqui? – interrompi, meu pai é do tipo que quando começa não quer mais parar de falar – Eu sou uma pendurada, papai?

_O que, você?! – ele tirou o charuto da boca e deixou a fumaça escapar quando a deixou aberta enquanto me olhava surpreso. – Você uma pendurada?!

E de repente jogou a cabeça para trás e deu uma profunda risada.

_Ah querida, tem o senso de humor da sua mãe!

_Não entendi qual é a graça. – falei franzido o cenho.

Papai curvou-se em minha direção com um enorme sorriso branco – o que é meio estranho, pois me lembro de que o tabaco havia amarelado os seus dentes em vida – e agarrou-me pelos ombros.

_Ora querida, porque você está longe de ser uma pendurada! Você é um espirito nobre!

_Um espirito nobre?

_Sim. – ele ajeitou-se novamente em seu lugar – Você é pura e bondosa, mas não me entenda mal, eu não estou dizendo que você é perfeita e que não tem o seu lado ruim nem nada do tipo, porque é claro que tem todo ser humano o tem, acontece apenas que você...

_Eu sei papai, já entendi. – eu sorri tampando a sua boca – Eu sou uma boa menina.

_É. – papai sorriu tirando a minha mão de sua boca – Basicamente é isso.

_Mas então por que estou aqui, se não sou uma pendurada?

Papai deu-me um sorriso enigmático e tragou seu charuto profundamente, e virou o rosto para a janela para deixar a fumaça escapar.

_Simplesmente porque você é um caso muito especial querida. – respondeu sem encarar-me – Você não está aqui para saber se sobe ou se desce você está aqui para saber se fica ou não.

_Como assim? – perguntei surpresa.

Papai virou-se para mim, orgulhosamente exibindo o charuto preso em seu sorriso, e esticou a mão para bagunçar-me os cabelos.

_Parece-me que você tem muita sorte querida, e um anjo da guarda também.

_Ainda não compreendo.

_Um espirito interveio por você, querida, um espirito de criança! Sabe o que isso significa? Que é um espirito nobre! Ah sim, uma criança muito corajosa, que interveio por você, ela contou como você a colocou em primeiro lugar antes mesmo de você, e também como a ajudou a se libertar de suas corrente. Muito bem filha! "Ela me ajudou, tenho uma divida para com ela" ela disse, eles estão revendo o seu caso neste exato momento, e eu diria que você tem boas chances, porque tem muitos pontos a seu favor, como por exemplo, amigos verdadeiros que te amam de verdade. Aquela bagunça no hospital foi fantástica! Há realmente muito boa!

_Quer dizer... Que eu tenho chance de voltar à vida? – perguntei sem acreditar.

Papai concordou com um aceno de cabeça, e eu sem consegui conter-me atirei-me em seus braços e o abracei fortemente fazendo-o derrubar o seu charuto.

_Ei calma! – ele disse surpreso, retribuindo-me o abraço – Não é nada certo. É só...

_Eu sei. – sussurrei abraçando-o mais forte – Mas ainda sim, é uma chance.

Eu o abracei por mais algum tempo, difícil de dizer quanto, pois aqui era como no plano astral: não existe tempo. Até que papai deu-me duas tapinhas amigáveis nas costas e afastou-me com gentileza.

_Bem. Bem. – ele disse – Eu suponho que agora você queira ir encontra a sua anjinha da guarda para lhe agradecer pessoalmente não é?

Eu concordei, e ele abriu a porta da cabine para que eu pudesse sair, eu nem sequer havia notado que a roda gigante havia parado.

_Ela também está aqui no parque, vá lá procura-la, sei que ela também quer vê-la. E... Mais uma coisa querida.

_O que?

_Se você voltar a viver, e por acaso ainda se lembrar do que se passou aqui, coisa que eu acho muito difícil, poderia dizer a sua mãe que eu ainda a amo muito?

Eu sorri.

_É claro papai.

_Obrigada meu anjo. – ele agradeceu pegando-me o rosto entre as mãos e me beijando na testa – Agora sim você pode ir.

Eu ri um pouco e saí correndo a procura da minha "anjinha da guarda" que está em algum lugar desse parque, mas então me lembrei de uma coisa e parei a uns dois metros dali.

_Papai! – chamei.

_O que?

_Pare de fumar! – ralhei – Foi isso que matou o senhor!

Com as mãos enfiadas nos bolsos meu pai jogou a cabeça para trás e riu novamente.

_Kagome eu já estou morto! A nicotina não pode mais me fazer qualquer mal! Além do mais, já paguei minha penitencia por esse meu horrível vício, dois anos como um pendurado, em missão na terra, para tirar o vicio do tabaco de alguém vivo e impedir que isso o matasse como matou a mim.

Balancei a cabeça, papai sempre foi teimoso, e então virei-me e corri.

Procurei em vários lugares do parque, mas apesar de todos os brinquedos estarem funcionando não havia ninguém no parque, nem operando os brinquedos e nem brincando neles, eu voltei à roda gigante para perguntar a papai onde estava minha anjinha, porém ele já havia desaparecido.

Sozinha em um parque de diversões, essa não é bem a minha ideia de paraíso. Com um suspiro eu fui até um carrinho de pipocas peguei um saco delas para comer e fui sentar-me num banco ali próximo.

_Kagome!

Alguém me chamou, mas quando olhei para trás só havia ali o carrossel vazio com seus cavalinhos giratórios subindo e descendo e a sua alegre musiquinha, pensando ter ouvido coisas voltei-me novamente para minhas pipocas.

_Kagome! – voltaram-me a chamar.

Eu virei-me. Nada.

O que será isto, alguma pegadinha por acaso?

Desconfiada eu continuei a olhar de forma insistente para os cavalinhos, esperando ver algo, e então lá estava ela: Kanna.

Ela usava um vestido de fundo verde claro que quase não se podia ver por causa da estampa de folhas de outono em tons de vermelho amarelo e laranja, os cabelos loiros estavam presos atrás por uma fita, exceto por duas mechas que lhe caiam soltas por cima dos ombros. E vinha montada num belo cavalinho caramelado.

É claro o carrossel! Afinal qual é o brinquedo favorito das crianças?

Totalmente esquecida de minhas pipocas eu ergui-me com um sorriso.

_Oi Kanna! Então é você o meu anjo da guarda?

_Kagome! – ela chamou novamente, já sumindo na curva – Suba aqui Kagome, suba!

E alegremente eu pulei a cerquinha e subi no carrossel em movimento, para procurar Kanna entre os cavalinhos, que na verdade tinham o tamanho de cavalos reais, e não demorei a encontra-la cavalgando em seu cavalo cor de caramelo.

_Olá Kanna – eu sorri montando num cavalo ao lado do seu, que era um cavalo branco malhado muito bonito. – Papai contou-me que você mexeu alguns pauzinhos para me ajudar.

Kanna sorriu-me envergonhada.

_Você é uma boa alma Kagome, achei que merecia uma segunda chance.

Eu estiquei o braço para tocar-lhe a cabeça.

_Você é uma boa amiga Kanna.

Kanna ficou ainda mais envergonhada, e focou seu olhar em algum interessante ponto no pescoço de seu cavalo.

_Isto é engraçado. – ela disse – Nós nunca chegamos a nos conhecer em vida, no entanto tornamo-nos boas amigas após a minha morte.

Eu sorri diante o seu acanhamento.

_A vida às vezes faz coisas estranhas, mesmo.

Kanna segurava na barra de ferro que ligava o seu cavalo ao carrossel, mas ainda que ele fosse de mentira ela deu-lhe duas palmadinhas carinhosas no pescoço como se ele fosse um animal real, foi nesse momento, que reparei que também havia uma linha vermelha em seu mindinho.

_Acho que não podia ser de outra maneira. Eu creio. – falou – Se não tivéssemos nos conhecido numa situação tão peculiar, a esta altura eu ainda estaria presa ao plano astral e você não teria a possibilidade de uma segunda chance.

_Kanna, está linha vermelha...

_Hã? – ela olhou a própria mão – Ah sim, eu também tenho uma alma gêmea em algum lugar Kagome, mas não o encontrei em minha vida passada, pois morri cedo demais, talvez eu o encontre em minha próxima vida.

Mordendo o lábio inferior eu fitei a minha própria linha vermelha, será que encontrarei Inuyasha em minha próxima vida? Ou será que teremos nosso reencontro aqui na terra dos mortos? Uma pergunta formou-se em minha mente, segurei firmemente na barra de ferro de meu cavalo e fixei meu olhar num ponto a frente.

_Mas Kanna, se o seu pedido for negado e eu... Não puder retornar a terra dos vivos, o que me vai acontecer?

Kanna imitou-me e também fixou seu olhar num ponto a sua frente, enquanto nossas montarias subiam e desciam presos em seu eterno movimentos rotatórios do carrossel da terra dos mortos.

_Eu não sei ao certo. – disse-me – Você jurou espera-lo, por isso talvez fique por aqui mesmo no purgatório, ou antessala como gostamos de dizer, até que ele chegue, ou então você pode subir e quando chegar a hora dele você venha recebê-lo pessoalmente como seu pai fez com você.

_Como sabe que eu jurei espera-lo? – surpreendi-me.

_Quando se está morta, sabe-se de algumas coisas Kagome. – respondeu-me – De uma forma ou de outra, vocês se reencontrarão logo.

_O que?! – assustei-me, quase caindo do cavalo – Está querendo me dizer que Inuyasha está prestes a...!

_Não! Eu não quis dizer isso! – Kanna olhou-me espantada – Desculpe. Expressei-me mal. O que eu quis dizer é que na terra dos mortos não existe tempo, por isso mesmo que passem cinquenta, setenta ou até cem anos, para você será sempre como se tivesse acabado de chegar!

_Ah. – respirei aliviada.

_Quando se está morta, sabe-se de muitas coisas Kagome. – Kanna olhou-me com um sorriso pacifico – Por exemplo, sei que meu pedido foi aceito.

Espantada eu rapidamente baixei os olhos, e ali estava o fio prateado da vida, quando ergui os olhos Kanna e eu montávamos cavalos feitos de névoa, rapidamente estiquei o braço e peguei-lhe a mão.

_Obrigada Kanna. – agradeci emocionada.

Kanna sorriu.

_As amigas servem para isso não é?

E quando lhe beijei as costas da mão, Kanna também se transformou em névoa.

De repente eu estava caindo, rodopiando, agitando os braços e gritando, presa num funil de névoa, que girava e girava rapidamente, havia vozes a minha volta que pareciam falar em minha cabeça todas ao mesmo tempo, rostos e mãos fantasmagóricas surgiam e desapareciam da névoa tentando agarrar-me, era mais do que assustador, uma segunda versão sinistra e aterrorizante do carrossel da terra dos mortos, a velocidade estava aumentando, eu era puxada para baixo pelo fio da vida era como se eu fosse um meteoro caindo na terra com um bloco de concreto servindo de ancora, amarrado a minha cintura.

De repente o funil de nevoa terminou e o hospital surgiu lá em baixo, e eu estava caindo rapidamente em sua direção, fui caindo e atravessando os andares sem qualquer controle, e antes que pudesse me dar conta estava em meu quarto, um enfermeiro segurava Inuyasha que esperneava e tentava alcançar meu corpo deitado na cama, que me sugava como um vórtice.

E eu então a minha queda terminou.

*.*.*.*

Pronto desde 18/03/13, eu e essa minha mania de anotar tudo!

Estamos terminando essa fanfic, depois desse só há mais três capítulos, e eu já tenho os primeiros capítulos da próxima fic prontos para postar, mas não tenho certeza se alguém vai ler porque ela não será de comédia.

Respostas review's:

Guest: Desculpe, prometo que este erro não irá se repetir.

Priscila Cullen: Ah sim isso foi um pequeno errinho meu, eu postei o capitulo da fic errada aqui.

Manu Higurashi: Sou uma pessoa confusa mesmo. Mas este erro não se repetirá!

Guest: Ah é, mas mesmo assim não consigo me perdoar.

Ultimo capitulo? Ah não, depois desse ainda temos mais três, eu enrolo muito. :D

Gabyh: Bem é que eu sou mazinha mesmo... Claro, claro, primeiro termino esta, depois posto a outra.

patyzinha: KKKK Eu tenho essa mania de irritar as pessoas mesmo.

Sim ela morreu, mas veja a parte boa: Ela se lembrou! Ah é, e ressuscitou.

E então, você imaginava isso?

Yogoto: Pois é, eu não resistir, tinha que pregar esse pequeno susto em vocês! =^.^=

Essa sou eu, escritora de bonitas cenas tristes, é minha marca registrada! U.U

nane-chan: oi '-'

Aricele: Ai, ai, ai é que eu não resistir! ^^

Babb-chan: Você correndo para mandar review e eu correndo pra postar KKKK semana corrida!

Não se culpe assim... Sou eu postando capítulos errados e você esquecendo uma ou outra review.

Tao perto, e tão longe... Ah sim, eu sou cruel. *sorriso perverso*

É deve ter feito mesmo, você está mais animada que de costume! ^^

O pior é que eu também fiquei imaginando o Inuyasha tentando seduzir o Miroku KKKKKK O Inuyasha é mesmo um baka, a Kagura cai e ele se desvia! Aí ele abaixa pra pegar ela, e deixa a menina cair de novo!

Ah sim, eu tenho uma tia que é assim igual à Izayoi.

Eu sei, a cena dele e da Kagome na cama foi mesmo Kawaii tipo assim... Vomita arco-íris açucarados. KKKKK

Bem ele adormeceu porque eu sou má, foi por isso. U.U

Mas espero que a declaração no final do capítulo tenha compensado.

Filha de Éolo? KKKK Olha só e o meu gato tem o nome baseado num dos deuses gregos do vento!

Eu sou filha de Hipnos. (filhas de deuses menores unidas!).

Ah isso e culpa do Percy, que nunca me deixa escrever do jeito que eu quero.

E este? Achou perfeito também?