Capitulo 23 - The Memory Will Never Die
BPOV
Estávamos guiando como loucos pelas ruas de Washington, o plano era ir numa fábrica onde accionaríamos a bomba e espalharíamos por toda a cidade… mas o que continha a bomba?
- O que tem esta bomba?
- Não é da sua conta. – Disse o líder
- Se eu vou liga-la, sim é.
- Peste.
Espera um segundo?! Ele disse o quê?!
- Como…
- Como conseguimos? Fácil contrabando.
- Mais por que isso? – Perguntei incrédula
- Para mostrar aos americanos que nós é que mandamos… e para mostrar ao seu pai que do mesmo jeito que ele destruiu a minha família eu farei com a dele, coma filha preferida.
- O que estás para ai a dizer?
- Há muitos anos seu pai mandou lançar uma bomba e minha família estava dentro do lugar, eles queriam matar-me e mataram a minha família… eles nunca lhe disseram? – Ele disse com um sorriso maldoso
- Não… e tenho certeza que teve motivos para fazer isso.
- Do mesmo jeito que eu tenho motivo para fazer isso.
Olhei rapidamente para o "frasco" onde continha a peste, era feito de ferro… algo que não seria destruído facilmente, além de que continha outros elementos a volta… não derreteria com fogo…
Quando estávamos saindo da cidade vários carros patrulhas começaram a nos seguir, finalmente eles tinham nos encontrado.
- Acelere! Imediatamente!
- Você é quem sabes. – Eu disse com um meio sorriso
Acelerei o mais rápido possível e olhei rapidamente para o lado onde avistei Edward correndo pela floresta… eu tinha de fazer isso… era agora ou nunca…
Peguei rapidamente na minha a minha caneta e indicada em direcção ao líder que estava ao meu lado, afinal os outros dois estavam dormindo, quem diabos dormiam numa situação como esta?!
Acelerei o carro mais ainda e observei que os outros carros continuavam me seguindo, começamos a passar pela ponte… e está era a minha deixa… atirei no líder quando ele estava olhando para o lado, e como a caneta era uma arma sem barulho os outros dois nem aperceberam vire-me o mais rápido possível para trás e tirei o "frasco" das mãos de uns dos homens.
- O que pensas que estás fazendo? – Disse o homem ao acordar
- Salvando o mundo.
Dito isso eu pulei rapidamente do carro, eu só sentir uma grande dor quando o meu corpo caiu no chão e senti algo molhado… sangue… muito sangue, depois eu avistei uma grande explosão e observei meu pai vindo em minha direcção, eu tinha conseguido… eu tinha evitado…
- Belle… Belle fala comigo. – Disse meu pai ao meu lado mas eu já estava apagando e consegui apenas ouvir pequenas frases
- Ela não vai escapar… sinto muito… - Disse uma voz desconhecida
- Não deixe-me querida, por favor não faças isso… por favor… - Disse meu pai
Narrador
Era uma cena chocante, uma cena triste… uma cena de dor… Booth sentia orgulho da filha ela tinha salvado o país, mais em que custa? Da sua vida? Ela era apenas uma criança, uma criança que tinha escolhido a sua própria morte do que a morte de milhares de pessoas.
O fogo se espalhava ainda mais pela ponte e os Cullen estavam em estado de choques, como Lyn havia dito ela tinha escolhido a morte…
Um guerreiro não aceita derrota o tráfico de forma diferente, tentar transformá-la em vitória. Um guerreiro está sofrendo com a dor de uma perda, mas depois de tudo isso acontecer, a autenticidade começa novamente. Um guerreiro sabe que a guerra é composta de muitas batalhas e segue em frente.
EPOV
Eu não poderia acreditar que Belle tinha pulado de um carro para tentar salvar o país… ela tinha conseguido tirar o "frasco" antes e agora ele seria enviado para o FBI.
- Ela sobreviverá? – Perguntei para Carlisle
- Ela tem de ir imediatamente para um hospital… eu não sei Edward… é muito grave.
- Alice?
- Eu não consigo ver o seu futuro Edward, desculpe… há algo que impede-me…
- Edward se as coisas piorarem… terás de se decidir…
- Carlisle ela ainda não decidiu, eu não quero transforma-la sem sua permissão.
- Pense bem Edward… esta pode ser a sua única saída.
Observei a minha frente onde estava Belle sendo levada de helicóptero para o hospital e Carlisle foi com eles, ela estava num estado muito grave… o que eu faria? Eu amava ela… mas será que ela aceitaria a minha decisão de transforma-la?
BPOV
A última coisa que eu lembrava-me era de estar deitada no meu próprio sangue e com dor em todo o meu corpo mais agora eu não sentia nada… eu estava caminhando por um lugar bastante conhecido… e usava um vestido branco simples, avistei um rapaz de costas e segui em sua direcção, ele estava numa pequena ponte que ficava em cima de um pacífico lago.
- Olá, que lugar é este? – Perguntei ao ir em direcção a ele
- Nem mesmo um "olá" para um velho amigo?
Era o Phillip uns dos meus melhores amigos que tinha morrido a 3 anos.
- Phil!
- B, estou aqui lhe esperando há horas!
- Horas? – Perguntei confusa
- Horas, anos, tanto faz. É tudo a mesma coisa. Mas eu estava te esperando.
- Phil, porque estamos aqui? – Perguntei confusa
- Não reconheces? Eu costumava trazer-te aqui, a gente pescava aqui ou apenas balançávamos os pés e conversávamos.
Eu olhei para o lago, sim eu lembrava-me…
- Eu vim aqui depois que morreste.
- Sim eu sei. Eu falei contigo.
- Pois foi… agora podemos ir.
Espera um segundo ir?! Ir para onde?!
- Ir para onde Phil?
- Para a luz. Devo levar-te era por isso que eu estava te esperando.
- Phil eu não posso ir… eu tenho de ficar com a minha família.
- Belle a tua família ficará bem.
- Bem?! Não eles não estão bem e nem ficaram… eles estão arruinados! Eu tenho de ir…
- Não, não tens…
- Eles estão esperando por mim.
- Confie em mim, não tem.
- Eles têm de…
- Belle escuta-me! Eles sabem que você ama-os? – Eu olhei confusa e apenas assenti – Todo mundo com quem você se importa sabe o tanto que se importar com eles?
- Sim, acho que sim.
- Então, estás pronta. Tu estás pronta para fazer a passagem.
Eu não estava pronta, eu não estava pronta para deixa-los… eu não estava pronta para abdicar de tudo o que eu sempre quis.
- Não. Não posso abandona-los.
- Bem, faça o que tiveres de fazer Anabelle… mas terás consequências…
- Que consequências?
- Se lembra dos sonhos que sempre lhe perseguem?
- Sim.
- Agora vais descobrir os significados.
- O que queres dizer? – Perguntei confusa
- Quero dizer que os sonhos representam a tua vida passada… há 50 anos atrás se chamavas Isabella Swan e morreste… agora voltaste.
- Bella…
- Sim o tal nome Bella… siga por aquela porta e verás a tua família… depois se quiseres saber mais voltes e eu lhe mostrarei.
Eu fiz o que ele disse e segui por uma porta que tinha aparecido do nada, eu estava deitada numa cama cheia de tudo e a minha família estava triste… minha irmã estava chorando no colo do meu pai, os Cullen estavam sem reacção… meus amigos…
- Ela sobreviverá Edward. – Disse Alice ao canto com ele
- E se não Alice? Eu já decidir… eu vou transforma-la, não permitirei que ela morra novamente.
Novamente?! Como assim?
- Ela não é Bella.
Bella?! O que eles sabia sobre ela? Virei-me as costas e voltei para o mesmo lugar.
- Todo mundo está triste. – Eu comentei
- Eu sei, é horrível. Mas tens de acreditar que eles ficaram bem. Não é mais o teu trabalho cuidar deles. Eles vão cuidar de si mesmo agora.
- Eu quero saber mais sobre esta tal de Bella.
- Se lembres, não tens muito tempo… estas no pé da entrada e se não entrares logo… - ele parou um pouco e voltou a me encarar – bem vamos dizer que eu não posso esperar muito tempo.
- Como eu descubro sobre o meu passado?
- Sigas o coração ele te guiará.
Dito isso Phil desapareceu e deixou-me sozinha, comecei a seguir e avistei uma porta que decidir entrar.
— Aqueles são Edward e Emmett Cullen e Rosalie e Jasper Hale. A que foi embora é Alice Cullen. Todos vivem juntos com o Dr. Cullen e a esposa dele. — Ela falou isso meio entre os dentes.
Olhei meio de lado para o garoto lindo, que agora olhava para a bandeja dele, picando um pãozinho com dedos pálidos e longos. Seus lábios se moviam rapidamente, seus lábios perfeitos mal se abrindo. Os outros três ainda olhavam para longe, ainda assim eu sentia que ele estava falando com eles.
Nomes estranhos e pouco populares, eu pensei. Os tipos de nomes que avós tinham. Mas talvez fosse moda aqui - nomes de cidade pequena? Finalmente lembrei que a garota ao meu lado se chamava Jessica, um nome perfeitamente comum. Havia duas garotas chamadas Jessica na minha aula de História, em Phoenix.
— Eles são... muito bonitos. — lutei contra a óbvia falta de intensidade do que disse.
— Sim! — Jessica concordou dando outro risinho. — Mas eles já estão juntos - Emmett e Rosalie, e Jasper e Alice. E moram juntos. — A voz dela continha todo o choque e reprovação de uma cidade pequena, pensei criticamente. Mas se eu fosse honesta, teria que admitir que até em Phoenix algo assim seria motivo de fofocas.
— Quais são os Cullens? — perguntei — Eles não se parecem...
— Ah, mas não são. O Dr. Cullen é bem jovem, tem uns 20 ou 30 e poucos. São todos adotados. Já os Halle são irmão e irmã, gêmeos - são os loiros - e vivem com eles."
Eles estavam na minha vida passada?! E nunca disseram-me nada! Segui para a outra porta…
"Por favor, me distraia", ele ordenou.
"Perdão, o que você disse?"
Ele respirou agudamente.
"Fale sobre alguma coisa sem importância até que eu me acalme" ele esclareceu, fechando os olhos e apertando o nariz com os dedos polegar e indicador.
"Umm", eu vistoriei meu cérebro á procura de algo trivial. "Eu vou atropelar Tyler Crowley amanhã depois da aula".
Ele ainda estava apertando os olhos, mas os seus lábios se curvaram.
"Porque?"
"Ele está dizendo a todo mundo que vai me levar no baile de fim de ano- ou ele é louco, ou ainda está tentando se desculpar por quase ter me...bom, você lembra, ele acha que obaile vai melhorar as coisas. Então eu achei que se colocasse a vida dele em risco, ele acharia que estamos quites e não teria que ficar tentando se redimir. Eu não preciso de inimigos, e Lauren vai parar de me perseguir se ele me deixar em paz. Eu posso acabar destruindo o carro dele. Se ele estiver sem carro não vai poder levar ninguém ao baile..." eu tagarelei.
Eu ouví alguma coisa sobre isso", ele falou um pouco mais recomposto.
"Você ouviu?" eu perguntei sem acreditar, já sentindo uma ponta de irritação. "Se ele estiver paralizado do pescoço pra baixo, ele também não vai poder ir para o baile.", eu cochichei redefinindo o meu plano.
Edward suspirou e finalmente abriu os olhos.
"Melhor?"
"Na verdade não".
Eu esperei, mas ele não falou mais nada. Ele se inclinou no banco, olhando para o teto do carro. Seu rosto estava rígido.
"Qual é o problema?" minha voz saiu num suspiro.
"As vezes eu tenho problemas com o meu temperamento, Bella." Ele também estava falando baixinho, e, quando ele olhou pela janela, seus olhos se transformaram em duas linhas. "Mas não seria de grande ajuda se eu voltasse até lá e caçasse aqueles..."
Sai rapidamente dali e entrei imediatamente em outra
"O que é tudo isso?", eu perguntei quando ele abriu a porta.
"É um passeio fora da estrada".
"Uh-oh".
Eu tentei encontras os engates certos para o cinto, mas não estava sendo muito rápida. Ele suspirou de novo, se inclinou e veio me ajudar.
Eu estava contente porque a chuva estava forte o suficiente pra que eu não pudesse ver Charlie da varanda. Isso significava que ele não pôde ver como as mãos de Edward passava pelo meu pescoço, acariciaram meu colo. Eu desisti de tentar ajudar ele e me concentrei em não hiperventilar.
Edward virou a chave na ignição e o motor ligou. Ele começou a se afastar de casa.
"Esse é um... hum... Jipe bem grande".
"É de Emmett. Eu não achei que você ia querer correr o caminho inteiro."
"Onde é que vocês guardam essa coisa?"
"Nós remodelamos um dos prédios exteriores e transformamos numa garagem".
"Você não vai colocar o seu cinto de segurança?"
Ele olhou pra mim sem acreditar.
Então uma fichinha caiu.
"Correr o caminho inteiro? Como se ainda fôssemos correr parte do caminho?"
Minha voz caiu alguns oitavos.
Ele sorriu. "Você não vai correr".
"Eu vou ficar enjoada".
"Mantenha seus olhos fechados que tudo vai ficar bem".
Eu mordi meu lábio tentando lutar com o pânico.
Ele se inclinou para dar um beijo no topo da minha cabeça, e então gemeu. Eu olhei pra ele, confusa.
"Você cheira tão bem na chuva", ele explicou.
"De um jeito bom, ou de um jeito ruim?", eu perguntei cuidadosamente.
"Dos dois, sempre dos dois".
Como eu poderia ser tão estranha e como Edward nunca me contou nada… céus o era o nosso relacionamento? Ele estava comigo apenas porque eu era Bella?
"Mãe?"
"Tome muito cuidado para não falar nada até que eu diga". A voz que eu ouvi agora não era familiar e era inesperada. Era uma voz masculina baixa, uma voz muito agradável, genérica - o tipo de voz que você ouve no fundo de um comercial de carros luxuosos. Ele falava muito rapidamente.
"Agora, eu não preciso machucar sua mãe, então por favor, faça exatamente o que eu disser e ela vai ficar bem". Ele pausou por uma minuto enquanto eu só ouvia, muda de horror. "Isso é muito bom", ele parabenizou. "Agora repita depois de mim, e tente parecer natural. Por favor diga, 'Não, mãe, fique onde você está'".
"Não, mãe, fique onde você está", minha voz mal passava de um sussurro.
"Eu vejo que isso vai ser bem difícil". A voz estava divertida, ainda leve e amigável. "Porque você não vai para outro lugar pra que o seu rosto não arruine tudo? Não há nenhuma razão pra sua mãe sofrer. Enquanto você está andando, por favor diga 'Mãe, por favor, me ouça'. Diga isso agora".
"Mãe, por favor, me ouça", minha voz implorou. Eu andei bem devagar para o quarto, sentindo os olhos preocupados de Alice na minhas costas. Eu fechei a porta atrás de mim, tentando pensar claramente apesar do terror que prendia meu cérebro.
"Agora, você está sozinha? Só responda sim ou não".
"Sim".
"Mas eles ainda podem te ouvir, eu tenho certeza".
"Sim".
"Tudo bem então", a voz de concordância continuou. "diga, 'Mãe, confie em mim'".
"Mãe, confie em mim".
"Isso está funcionando melhor do que eu esperava. Eu estava preparado para esperar, mas a sua mãe chegou antes do horário. É mais fácil assim, não é? Menos suspense, menos ansiedade pra você".
Eu esperei.
""Agora eu quero que você me ouça muito cuidadosamente. Eu vou precisar que você se afaste dos seus amigos; você acha que consegue fazer isso? Responda sim ou não".
"Não".
"Eu lamento ouvir isso. Eu esperava que você fosse um pouco mais criativa que isso. Você acha que poderia se afastar deles se a vida da sua mãe dependesse disso? Responda sim ou não".
Quem era este homem? E porque eu sentia tanto pânico ao vê-lo? Segui rapidamente para outra porta e avistei a cena mais horrível que eu poderia imaginar.
"Você não iria preferir que Edward tentasse me encontrar?", ele testou.
"Não!", eu resmunguei. "Não, Edward, não-", então alguma coisa atingiu meu rosto, me jogando de novo na direção dos espelhos.
Além da dor da minha perna, eu sentí o rasgo do vidro na minha cabeça onde ele entrou. Então, uma umidade quente começou a se espalhar no meu cabelo com uma velocidade alarmante. Eu podia sentir ela inundar o ombro da minha camisa, podia ouví-la pingando no chão de madeira. O cheiro dela fez meu estômago revirar.
Apesar da náusea e do enjôo eu ví algo que me deu uma repentina, final ponta de esperança. Seus olhos meramente intencionados antes, agora queimavam com uma necessidade incontrolável. O sangue - espalhando o vermelho na minha blusa branca, formando rapidamente uma poça no chão - estava deixando ele louco de sede. Não importava o quanto as intenções fossem originais, ele não poderia continuar com isso por muito tempo.
Que seja rápido agora, era tudo o que eu podia esperar enquanto o fluxo de sangue que saia da minha cabeça levava minha consciência com ele. Meus olhos estavam se fechando.
Eu ouvi, como se estivesse em baixo da água, o rosno final do caçador. Eu podia ver, através dos longos túneis em que meus olhos haviam se transformado, a figura escura dele vindo na minha direção. Como meu esforço final, eu levantei minha mão num gesto instintivo para proteger meu rosto. Meus olhos se fecharam e eu flutuei.
Abrir a minha ultima porta já chorando, como eles poderiam terem enganando-me assim?! Como! Eu tinha morrido! Na pior maneira que eu poderia imaginar, eu tinha morrido!
EPOV
Estávamos todos ali preocupados com Belle, já fazia três semanas que ela estava em coma e os médicos tinham poucas esperanças, até que as enfermeiras começaram a correr em direcção ao seu quarto, ela estava tendo uma parada cardíaca… minha Belle estava morrendo…
- Carlisle?
- Fique calmo Edward, vamos salva-la. – Carlisle correu em direcção a Belle e ligou a máquina
- Edward não deixe a minha irmã morrer por favor. – Disse Lyn ao meu lado
- Eu não vou…
Olhei para Belle eles estavam fazendo todos os possíveis… deus eu venderia a minha alma para tê-la de volta, por favor faça ela voltar…
