Hei amores! Como vocês estão? :)
Bom, só passando aqui pra agradecer todas as reviews que vocês têm me deixado.
Eu fico muito feliz por saber que vocês estão gostando da fic.
Muito obrigada meeesmo, gente!
Fiquem agora com um um big capitulo.


Bella Pov

- Fiquei preocupado – ele olhava pras mãos – você faltou hoje. Não sabia se você estava bem...Eu sorri pra ele.

- Não devia... Eu estou bem – minha voz deu uma quebrada.

- Você mente muito mal, Bella – ele falou, colocando a mão na minha bochecha, já corada.

- Quer se sentar? – eu tratei de mudar de assunto.

- Não vou incomodar? Eu só passei pra ver como você estava mesmo, Bella...

- Não vai incomodar, James...

Ele sorriu, me seguindo até a sala.

- Sente-se – apontei para o sofá.

- Obrigada.

- Espera um instante, sim?

- Claro.

Eu fui até a cozinha e voltei, trazendo biscoitos.

– Quer ver tv? – perguntei, me sentando no outro extremo do sofá.

- Hun... o que você quiser, Bella – ele falou divertido, olhando o espaço que eu havia deixado entre nossos corpos.

- Bah... não ta passando nada na tv mesmo – eu joguei o controle na poltrona da frente, agarrando a almofada.

Ele ficou me encarando por um longo tempo, sem desviar uma só vez sequer seus olhos do meu rosto em um silencio mortal. Eu, sem duvida alguma, estava com uma cor bem próxima do púrpura.

Mas por um momento acabei me desligando da presença dele. De tudo aquilo.
Por um momento, a única coisa presente em minha mente era Edward.
Eu me lembrei da primeira vez que o vi – mais especificamente seus cabelos e costas. Eu lembrei da hostilidade com a qual ele me tratou ---
Me lembrei do dia em que ele veio em casa e disse que me amava. O mesmo dia que eu também me declarei...

- Bella, por quê você está chorando? – James me tirou dos meus devaneios. Com os dedos, limpou minhas lagrimas e vendo que isso seria perda de tempo, levando em conta a quantidade que insistia em cair, ele me puxou para o seu colo.

Ele afagou meus cabelos desalinhados revoltados e revoltantes por um tempo.

- Você quer falar sobre isso? – eu neguei com a cabeça.

- Tem certeza?

- Tee...tenho – minha voz saiu tremida.

Eu continuei no colo dele por um longo tempo. Eu me sentia segura ali, embora não houvesse sanidade naquele meu gesto.

- Absoluta? – ele perguntou minutos depois com uma risadinha.

Eu ergui meu rosto para olhá-lo, saindo do seu abraço.

- Aaaaah... - e então eu me vi contando toda a minha vida pra ele.

Ele ouvia tudo sem ao menos piscar. Seu rosto era concentrado, analítico. Não havia duvidas que ele estava realmente prestando atenção no que eu falava.
O meu namoro com o Jacob e seu fim;meus novos amigos; o começo do meu namoro com Edward; nosso acidente; o coma de Jacob; o sumiço do meu namorado...

Eu falei durante intermináveis minutos.

James ficou um tempo quieto ainda depois que eu parara de falar. Ele parecia tentar escolher as palavras certas, ou então absorver tudo aquilo.

- Eu...eu não sabia que você tinha um namorado...- ele falou sem me encarar, mas eu pude ver de relance, talvez...tristeza? Não, eu estava louca e o culpado de tudo isso era o Edward.

- Eu realmente não sei se ainda tenho um... - minha voz se quebrou por diversas vezes nessa frase.

Ele levantou o rosto, numa expressão indecifrável - curiosidade? surpresa? felicidade?

- Não?

- Eu...eu não sei - meus olhos arderam.

Dessa vez, eu distingui seu olhar - era panico.

- Me desculpe, Bella. Eu não devia perguntar... Me desculpe. Mesmo! Eu...

- Tudo bem. Suas perguntas não mudariam nada mesmo - respondi sem humor algum.

- E você nã... - ele foi interrompido então por uma musiquinha.

Procurou afobado pelos bolsos a origem disso tudo, sem desviar os olhos de mim.

Ele tirou um celular exatamente igual o meu - o que Edward havia me dado e que eu não fazia idéia onde estava. Meu coração se apertou.

- Desculpe - ele falou baixinho enquanto atendia o celular.

- Alô? Oi amor! - ele diminuiu o volume da voz, ficando meio de costas pra mim.

Por quê ele não me contara que tinha uma namorada?

- Não, eu não estou...ok. Tá, eu vou praí agora mesmo, meu amor.

Ele desligou o celular e piscou os olhos demoradamente, respirando profundamente.

- Er... Desculpe, Bella, mas eu preciso ir - ele foi sincero.

- Claro! Sem problemas! - me levantei para acompanhá-lo até a porta.

- Você vai amanhã pra escola?

- Eu não sei. Talvez... Quem sabe... - falei desanimada.

- Pode me passar seu telefone então? Só pra eu saber se tá tudo bem...

- Claro claro! - eu ditei enquanto ele marcava no seu celular.

- Até breve, Bella.

- Até.

Ele se abaixou para se despedir com um beijo no rosto, mas acabou sendo bem perto da minha boca.

Eu parei, meio em choquei.

Ele sorriu, saindo.

Eu ouvi ele arrancar com o carro enquanto eu permanecia parada em frente a porta.

Aquilo de uma forma idiota e insana mexeu comigo, só não sabia dizer se era de um jeito prazeroso ou não.

O telefone começou a tocar, me tirando daqueles pensamentos idiotas.

- Alô?

Eu esperei pacientemente por uma resposta, mas o que não aconteceu.

- Quem é? - perguntei irritada. Odiava essas coisas.

Mais alguns segundos ali sem nada e então eu resolvi desligar.

Mas assim que tirei o telefone do ouvido, consegui ouvir o que pareciam berros distantes:

- É ela não é?

- Me devolve, garota! Você tem problema?

Eu parei, encarando o telefone.

Conhecia aquela voz. Muito bem.

Eu ia falar, berrar ou alguma coisa do tipo, mas o telefone já estava mudo.

Eu deixei com que ele caisse das minhas mãos, num baque surdo.

Eu fui até a cozinha. Por algum motivo minha boca estava incrivelmente seca, embora meu rosto estivesse longe disso.

Eu estava ficando louca. Agora, definitivamente eu não tinha duvidas disso. Ouvir vozes! Pelamordedeus!

Eu subi pro meu quarto depois de fazer um lanche pro Charlie - sabia que deveria fazer alguma coisa além disso, já que eu tinha certeza que ele estava se alimentando de pão há pelo menos uma semana e meia.

Charlie foi me ver assim que chegou do trabalho e me lembrou de ligar pra Renée, o que eu definivamente não queria fazer. Sabia que não seria capaz de enganá-la.

- Bella? - ela atendeu no primeiro toque.

- Oi mãe! - eu tentei parecer o mais feliz, ou o menos triste, possivel.

- Oh Bella! Eu estou tão preocupada com você! Charlie me avisou esses dias. Eu falei pro Phil que ele tinha que comprar um carregador pro meu celular porque eu tinha perdido! A gente estava em Jacksonville. Ele tinha um jogo lá.

Eu tentei ligar pra você na sua casa, mas ninguém atendeu... Como você está Bella?

- Eu to bem, mãe - tentei manter minha voz firme.

- Não, não está! Eu sei que não está! Seu pai estava tão nervoso... eu estou quase tendo uma sincope aqui!

Eu fiquei quieta.

- Eu vou praí te ver! - ela continuou.

- Não! Não precisa! Eu estou bem! Sério.

- E o seu namorado? Charlie me contou que ele estava junto com você... Ele parece um ótimo rapaz. Falei com ele um tempo antes do seu aniversário...

Droga, porque ela tinha que falar dele?

Perdi toda a minha concentração.

- Eu não sei...ele tá bem... - minha voz saiu fraca.

- Renée, manda um beijo pra Bella! - eu ouvi Phil gritar.

- Manda outro pra ele, mãe - falei antes que ela me passasse o recado.

Ela suspirou aliviada.

- Tá bem, Bella... Você está bem mesmo, meum amor?

- Sim, mãe! Eu to bem! - eu tinha aprendido a mentir tão bem.

- Eu ligo pra você amanhã então.

- Ok. Beijo.

- Beijo. Eu te amo, minha filha.

- Eu amo você, mãe.

Depois que falei com Renée, tomei um banho e por mais rapida que pretendesse ser, demorei uns bons minutos ali.

Eu não sabia como podia estar tão cansada, mas assim que coloquei um pijama e deitei, dormi de imediato.

Não me surpreendeu em nada os pesadelos - eram sempre muito parecidos.

Edward correndo de mim, ou então ele desaparecendo num piscar de olhos.

Charlie não me acordou pra perguntar se eu queria ir pra escola. Ele simplesmente deixou uma bandeja com meu café da manhã do meu lado e saiu.

Pelo menos, assim parecia, levando em conta que eu só fui acordar horas depois do meu horário escolar e encontrei a bandeja ali.

Não que eu estivesse com fome realmente, mas talvez o osso da minha costela totalmente sobressaltado não fosse tão sexy assim, então, acabei tomando o leite e comi alguns biscoitos.

Eu deitei de novo. É,talvez voltar a dormir fosse uma boa...

Mas antes que eu pudesse pegar no sono, ouvi alguém bater na porta da frente.

"Nem fodendo" - eu pensei comigo mesmo.

Afinal, a pessoa iria desistir, claro.

As batidas eram frenéticas. Praticamente sem espaço de tempo entre elas.

Caramba, não era hora de visitas numa quarta feira! Alunos estudando, adultos trabalhando.

Regra! E que me deixem dormir, porra.

O que me pareceu milênios depois, a criatura desistiu e eu agradeci algumas duzias de vezes por isso.

Afundei minha cabeça no travesseiro, esquecendo de todo a minha volta, me concentrando apenas em dormir.

Assim, pelo menos, eu podia ver o Edward de novo... já que as unicas fotos que tinhamos juntos estavam naquele album que tinha desaparecido no acidente.

Não que vê-lo sabendo que era apenas uma fantasia minha não me doesse, mas era de certa forma boa...

Eu senti como se alguém estivesse me observando. Um arrepio percorreu minha espinha.

Eu continuei encarando meu travesseiro, coberta e protegida pelo meu edredom. Provavelmente era minha imaginação, mas talvez fosse melhor não arriscar.

Ok, minha imaginação me prepagava mais uma vez uma peça então. Agora, juntamente com meu nariz.

Eu podia sentir o cheiro dele ali.

Parecia tão real...

Eu fechei os olhos a fim de poder sentir melhor.

Não demorou muito pro meu sono começar a ficar insuportavel.

Eu começava a me entregar a ele quando ouvi um barulho.

Minha cadeira estava se mexendo sozinha?

Droga, isso é esquizofrenia. Sério!

Eu me virei pra olhar. Podia muito bem ser o vento vindo da janela aberta do quarto de Charlie. Claaro... muito possivel.

Talvez eu tivesse me mexido muito rápido. Ou talvez fosse a constatação que eu estava realmente com esquizofrenia, porque eu acabei caindo da minha cama.

Eu ouvi uma risadinha abafada e então sua voz me pegou desprevinida.

Ela era doce e linda. Não fazia juz algum ao que eu me lembrava nos sonhos menos vividos.

- Bella? Você tá bem? - a minha imagem da loucura deu alguns passos até mim.

- Edward? - minha voz saiu tremida.

Droga, eu tinha pegado no sono sem ter percebido.

Ele sorriu. Aquele seu sorriso torto. E meu coração se apertou.

- Sim, minha Bella...

- Ok... - eu me bastei a dizer e me virei, ficando de costas e deitando na minha cama.

- Bella? - ouvi seus passos vacilantes. Porque o Edward da minha imaginação estava manco?

- Urght! - eu murmurei.

- O que aconteceu, meu amor? - eu senti minha cama dando uma abaixada com o seu peso. Aaaaaaaaaah! Eu estava enloquecendo!

- Não fala comigo! - falei rispida.

Sorri comigo mesma ao ver que a havia pegado minha loucura desprevinida, fazendo com que ela ficasse quieta.

Passaram-se alguns minutos de silencio e embora eu quisesse parar com tudo aquilo, ao mesmo tempo, eu queria continuar tendo aquele sonho.

Eu senti alguma coisa repousar sobre minha perna. Sua mão talvez?

- Bella, o quê que está acontecendo? Eu te fiz alguma coisa? - sua voz era repleta de dor.

- Não! Você não fez nada! aiiii... - eu mordi o travesseiro.

- Bella! Me conta!

- Eu tenho esquizofrenia!

- Como é que é? - sua voz parecia um misto de surpresa, preocupação e divertimento.

- É! Eu sou esquizofrenica!

- Por quê? Claro que não é, Bella! - sua mão afagou o meu cabelo.

Meu coração começou a bater descompassadamente.

- Claro que eu sou! - meu berro foi abafado pelo travesseiro.

- Ei! Para com isso, Bella!

- Não! Não paro! Eu estou ficando louca, não tá vendo?

- Eu deveria ver por queee...?

Eu virei para encará-lo. Seu rosto era sério.

- Porque eu posso jurar que você tá aqui!

Seu rosto se transformou e ele começou a rir.

- Mas eu estou aqui, Bella!

Eu comecei a rir histéricamente.

Levando em conta a sua expressão, ele estava começando a achar que eu estava realmente insana.

- Eu sei que você não está, Edward - falei assim que parei de rir, tomando folego.

- Bella, porque eu não estaria? Se é um sonho afinal, porque eu estaria com a perna e o braço engessado? Tenho certeza que você não lembra de mim assim... - ah! então era por isso que ele estava mancando.

- Essa é facil! Eu simplesmente devo ter ligado o acidente à minha visão inconscientemente.

- Bella Bella - ele balançou a cabeça num ato de negação - você é completamente absurda.

- Provavelmente... - eu falei, virando a cabeça, ficando assim, mais uma vez, de costas pra ele.

- Mas sabe - ele falou depois de um certo temoo - há 'n' maneiras de te provar que eu estou realmente aqui...

Ele pegou meu rosto delicadamente e virou em sua direção.

Eu fechei os olhos, apreciando seu toque.

Suas mãos estavam geladas, assim como seus lábios, que se juntaram aos meus praticamente no mesmo instante.

Eu arregalei os olhos, surpresa.

Eu me soltei dele sem dificuldade.

Ele me olhou confuso. E então eu sorri.

- Você realmente está aqui!

Ele riu e juntou nossos lábios de novo.

Eu definitivamente não estava sonhando!

Horas... minutos... segundos? Bom, eu não sabia dizer realmente, mas o tempo que demorei pra absorver tudo aquilo foi longo e ao mesmo tempo, curto demais para que eu quebrasse nosso beijo.

Mas era preciso. Ele não poderia sumir daquele jeito e voltar dias depois como se tivesse tudo bem, como se ele tivesse ficado ao meu lado todo o tempo.

Eu parei de beijá-lo, mas não me mexi nem um milímetro sequer. Ele demorou alguns milésimos de segundos para perceber minha inatividade ali.

- O quê foi? – seu rosto se afastou alguns centímetros do meu.

Eu abri a boca pra falar, mas minha voz não saia.

Ele me olhou assustado.

- Por que você está chorando, Bella? Eu... eu te machuquei? – ele analisou meu corpo que estava parcialmente embaixo do seu.

Eu balancei a cabeça.

- Então o que quê aconteceu, meu amor? – era obvia a preocupação em seus olhos.

- Porque você está fazendo isso comigo? – perguntei, intercalando alguns soluços que insistiam em aparecer.

- Fazendo o que? – agora ele fingia não entender? Ele queria me torturar?

- Tudo isso! – eu comecei a chorar loucamente agora.

- Eu não estou entendendo, Bella... – ele levantou da minha cama, apoiando seu peso no braço bom, com uma certa dificuldade.

– Edward... – eu comecei, sentando na cama e tentando segurar o choro.

- Sim, Bella? O que está acontecendo, meu amor? – ele pegou uma mecha do meu cabelo e colocou atrás da minha orelha.

- Você simplesmente sumiu! Sumiu sem me deixar nenhum recado, nada! – ele abriu a boca pra falar alguma coisa mas eu não deixei – Me falaram que você estava em coma, Edward! Você não sabe o quanto sofri naquele hospital pensando que você estava em coma! Quando sai de lá, Charlie me falou que você havia sido transferido! Eu achei que você tivesse tão mal... Eu chorei um horas e mais horas pensando no pior que poderia ter acontecido. Depois, quando voltei no hospital pra perguntar de você, uma mulher me disse que você já tinha recebido alta! Eu achei que você tivesse me deixado! Me usado! Assim como aquele cara falou... – eu abaixei a voz ao falar a ultima frase. Me doía falar aquilo, pensar aquilo.

- Espera! – ele me olhava assustado, como se eu tivesse acabado de falar que estava grávida do irmão dele.

- Espera Espera! – ele repetiu, colando sua mão pra frente, como se quisesse me parar.

Eu esperei ele continuar, mas ele parecia falar consigo mesmo, tão baixo que eu não conseguiria ouvir. Ele balançou a cabeça algumas vezes antes de finalmente falar.

- Bella... – ele fechou os olhos e se sentou na ponta da minha cama de novo – eu não sumi! Eu fui te visitar no dia em que recebi alta! Eu fiquei lá no seu quarto te vendo dormir! Por um momento eu até achei que você tivesse acordado e me visto lá! Eu estava preocupado com você, já que todos me diziam que minha situação era mais grave e que não entendiam porque você não acordava! Charlie proibiu a entrada de qualquer um que não fosse médico ao seu quarto então dificultava o leva e trás de noticias que Alice fazia pra mim. Eu queria ter ficado com você, esperado você acordar, mas eu tive que viajar com a minha família... minha avó, mãe de Esme, está muito doente e nos queria por perto...

Eu não sabia o que pensar. Se tudo aquilo fosse verdade, tudo não passava de um grande e idiota engano. Mas havia coisas ali que não se encaixavam... eu tinha acordado diversas vezes durante aquele semana no hospital e era obvio que Charlie não tinha proibido a entrada de outras pessoas...

Mas ele me visitara e agora eu tinha certeza disso. Não fora só um sonho que tive no hospital. Não, ele realmente tinha ido me ver...

- Por que você não me avisou então? Por que me deixou as escuras desse jeito? – eu tentei conter uma lagrima que insistia em tentar sair.

- Eu deixei uma carta pra você! Deixei com o Peter e pedi que ele entregasse pra você!

- Eu não recebi carta alguma... – falei baixinho.

- Mas eu pedi que ele entregasse... não entendo... – ele desviou os olhos dos meus, tentando entender aquilo tudo, assim como eu tentava entender.

Ficamos num silencio doloroso por alguns minutos, até que ele falou com uma voz rouca e triste.

- Bella, eu sinto muito...eu não sei o que aconteceu! Eu sabia que estava acontecendo alguma coisa de errado, por isso que eu vim mais cedo...

- Você veio antes? Por...mim? – senti borboletas voarem despreocupadamente no meu estomago.

- É claro que eu vim, Bella! Você não atendia meus telefonemas, e você não me ligava! Eu estava preocupado! Pedi pra Esme me deixar vir mais cedo e acabei arrastando Alice e Jasper junto comigo – ele sorriu o meu sorriso torto, Embora meio triste, surtia o mesmo efeito sobre mim.

- Eu... eu não sei o que...

- Bella, acredita em mim, por favor – ele implorava- Se quiser eu ligo pra Alice e ela te conta o que...

- Shhh! – eu tampei a boca dele com a minha mão.

Ele me olhou assustado, talvez achando que eu fosse matá-lo asfixiado.

- Eu acredito em você, Edward – eu falei, mal conseguindo conter meu sorriso.

Eu sorriu e se aproximou de mim.

- Mas a gente ainda precisa resolver esse mal entendido – ele falou baixinho.

Eu puxei ele, fazendo com que Edward deitasse totalmente sobre mim e comecei a beijá-lo.

- Ah! – eu falei, minutos depois – Tem um outro mal entendido aqui! – eu falei séria.

Ele me olhou apreensivo.

Eu suspirei.

- Como você conseguiu entrar na minha casa?

Ele riu e voltou a me beijar.

Eu não sei quanto tempo passei ali, deitada no peito do Edward.

Agora, meu quarto passaria a ser meu cantinho feliz. Com Edward dentro dele, claro.

- Bella... teu pai... – ele me tirou dos meus devaneios.

- Hein? – eu perguntei sem entender.

- Ele tá chegando, amor – ele deu um beijo na minha testa.

- Como é que... aaaaaaah! Esquece... Ok, vamos descer então – eu levantei com alguma dificuldade e o puxei, sem conseguir realmente levantá-lo um milímetro sequer. Ele riu e se levantou.

Edward desceu na minha frente para o caso de eu tropeçar, ele poder me segurar de algum jeito.

- Por que você tá rindo, dona Bella? – Edward perguntou olhando para mim.

- Bom, dois quase aleijados descendo escadas era um tanto quando hilário...

Ele riu baixinho e continuou a descer as escadas, sempre olhando para ter certeza que eu não tinha morrido em algum dos degraus anteriores.

Assim que colocamos os pés no primeiro piso, Charlie abriu a porta.

- Bella...? – ele parou boquiaberto quando me viu ao lado do Edward.

– Edward? – sua voz transparecia o choque.

- Charlie... – Edward falou, sorrindo.

- Meu Deus! Você... você está bem? Não estava em coma? Calma, como...? – ele falou tudo muito rápido, terminando com um balanço de cabeça, deixando as perguntas no ar.

- Na verdade, não. Isso tudo está muito confuso para mim também. Eu saí do hospital no sábado. Precisei ir até Los Angeles com a minha família ver minha avó que estava doente. Voltei hoje e vim direto pra cá. Fiquei preocupado com a Bella já que ela não atendia meus telefonemas...

- Mas como...? – meu pai começou a andar indo em direção a sala, fazendo com que nós os seguíssemos – Um enfermeiro me avisou que você estava em coma! Depois, quando Bella estava para sair, ele me falou que você havia sido transferido para se tratar em um lugar melhor... eu não entendo...

- Um enfermeiro? – Edward pareceu surpreso com a informação – Impossível! Todos ali sabiam que eu tinha recebido alta. E eu deixei uma carta com o doutor Peter para que ele entregasse para a Bella, já que a entrada no quarto estava proibida...

- Como? Entrada proibida? Mas eu não proibi nada! Ninguém tem o direito de fazer isso...

- Não? Alice e Esme falaram que você havia proibido. Nenhum dos enfermeiros queriam deixá-las entram no quarto da Bella.

- Isso tá muito mal explicado, Edward! Porque não recebi nenhuma carta para entregar pra Bella?

- Eu não sei! Eu deixei com ele! Eu também acho tudo isso muito estranho! Esses erros são inaceitáveis! Qual é o nome do enfermeiro que falou isso pro senhor?

- Alec – meu pai respondeu prontamente.

Edward arregalou os olhos e ele pareceu perder parte dos sentidos por alguns instantes.

- Porque eles não nos deixam em paz? - eu falou baixo o bastante para que só eu ouvisse.

Eu segurei sua mão e puxei até o sofá.

- Conhece ele? - meu pai perguntou.

- Hun... Talvez. Preciso ir até o hospital amanhã para saber o que aconteceu.

- Quer que eu te leve? Confesso que estou incrivelmente intrigado com tudo que está acontecendo.

- Não precisa, Charlie. Alice e Jasper voltaram comigo da viagem. Ela será minha motorista agora - Edward tinha um sorriso pouco sincero no rosto.

- AH! - meu pai pulou do sofá um tempo depois, fazendo com que Edward e eu assustassemos - Por favor... - ele fez um gesto para que Edward levantasse.

- Eu prometi pra mim mesmo que ia te agradecer pessoalmente quando nos encontrassemos fora daquele hospital - ele estendeu as mãos para que ele apertasse, o que o fez. - Você salvou a vida da minha filha... - e então Charlie o puxou para um abraço.

- Obrigado! - ele falou por fim.

- Quando vocês tiram os gessos? - Charlie perguntou durante o jantar que obrigara Edward a comer.

Bom, Charlie definitivamente não era um chef, mas pelo menos, seu macarrão estantaneo tinha gosto de macarrão.

- Duas semanas mais ou menos. Bella talvez tire antes...

- Isso é bom! - ele falou enquanto tentava não fazer careta à propria comida.

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- Vai pro colégio amanhã? - Edward perguntou enquanto nos despediamos.

- Hun... Sim...? - ele riu.

- Sim!

Edward aproximou seu rosto do meu, fazendo com que eu encostasse no porsche amarelo que Jasper dirigia agora. Segundo ele, ela estava ocupada demais desfazendo as cinco malas que levara, mas que havia me mandado um beijo.

- EEEEEI! Pópara de se beijar aí! - Jasper falou de dentro do carro, fazendo com que eu pulasse.

- Puf - Edward revirou os olhos.

- Eu te amo - falamos juntos.


Hei Hei! Então temos aqui um reencontro! :D

Vou tentar postar o próximo capitulo o mais rápido possivel :)

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