Nota: E aí pessoal! Aqui está mais um capítulo de Bitter Emotion! (Nem acredito que estou prestes a concluí-la! =OO) Já comecei a sentir saudades... :'(
Esperem por enormes agradecimentos no próximo e último capítulo. Agora só os deixo com a história!


Capítulo Vinte e Cinco

Hermione despertou ainda sentindo-se sonolenta, quando sentiu a mão de Draco escorregar por sua coxa para afastar sua pernas com delicadeza. Ela murmurou qualquer coisa sem sentido que soou muito mais com um gemido de encorajamento.

Suspirou assim que o namorado deslizou os dedos por seu sexo, estimulando-a. Quis falar qualquer outra coisa novamete, e mais uma vez sua voz estava confusa demais para ser compreendida. O peso do garoto caiu sobre si, sentindo seus cabelos roçarem contra seu rosto enquanto seu pescoço era mordiscado e seus seios massageados sob as mãos longas de Draco.

-Bom dia - sussurou ele em seu ouvido, deixando que o ar espasse ali, fazendo-a se arrepiar.

-Ótimo dia - parafraseou Hermione levando as mãos às costas do menino, arranhando-as com uma dose de carinho e força.

Sentiu a ereção de Draco pressionar contra o seu quadril e ela moveu-se ávida por mais contato. O garoto ergueu o rosto, deixando seu sorriso malicioso brotar em seu rosto fino. Ela o encarou, sem vacilar ainda que seu rosto queimasse, o calor entre suas pernas aumentando.

-Quero você - pediu, voltando a roçar seu sexo contra o dele.

-Calma, - murmurou, ainda que sua ereção houvesse se intensificado. - Primeiro quero brincar um pouco mais com você.

Puxando sua perna, beijou a parte interna de suas coxas. Hermione sentiu seus músculos soltarem espasmos de prazer enquanto ele succionava sua pele sensível. Draco traçou um caminho até seus pés e lambeu os espaços entre os dedos, coisa que ela acho sexy demais para passar sem um alto gemido. Olhos cinzentos faíscaram e Hermione foi puxada e forçada a sentar no colo do namorado, sua entrada sendo perigosa e torturadamente ameaçava.

-Ah... Draco, por favor... - suplicou enquanto emaranhava os dedos nos cabelos lisos e loiros.

O garoto a tocou na cintura e baixou-a lentamente também soltando grunhidos incompreensíveis quando ela começou a cavalgar sobre suas pernas, as peles batendo ora suavemente, ora intensamente num som estalado.

DMHGDMHG

Draco soltou um palavrão quando a menina mordeu o lóbulo de sua orelha, sugando-o em seguida. Tocou-lhe os mamilos em resposta, torcendo-os devegar por entre seus dedos. A grifinória rebolou sobre si um pouco mais e ele pensou que estava fraco demais até para ajudá-la a subir e descer.

Hermione estremeceu e jogou a cabeça para trás num exclamação muda. Ele seguiu-a segundos depois ejeculando tão intensamente quanto na noite anterior. Fechou sua boca contra a dela, sentindo o seu sabor, antes desencaixar as pernas esguias de sua cintura.

Tomaram banho juntos, ainda trocando carícias submersos pela água e pela espuma, enxugaram-se e vestiram-se num ritual quase tão sexy como quando se despiram.

O resto do dia se resumiu a um café-da-manhã risonho, um passeio no jardim de inverno e um almoço agitado onde terminaram se agarrando por cima do tampo de vidro da mesa quando retiram as louças com um aceno de varinha.

Draco sentia-se nas nuvens quando despediu-se de Hermione com um beijo apaixonado e aparatava a frente da pesada porta de carvalho que erguia-se majestosa à entrada da Mansão Malfoy.

Narcissa Malfoy virou o pescoço assim que o filho se aproximou do lugar onde estivera sentada esperando pacientemente. Draco cumprimentou-a com um beijo na testa como sempre costumara fazer e já ia se adiantando para seu quarto quando ouviu a voz da mãe ordenar que se sentasse.

-Quando ouvi pela primeira vez não quis acreditar - a mulher olhou de uma maneira gélida, observando-o enquanto se ajeitava de maneira desconfortável de frente para ela num poltrona. - Neguei com veemência quando os Greensgrass vieram me dizer o que suas filhas haviam escutado em Hogwarts. Como poderia esperar isso de você?

Draco pensou que ia vomitar quando sentiu seu estômago afundar e revirar tanto quanto foi possível. Segurou a testa com as mão apoiados nos joelhos e lentamente puxou os cabelos para trás.

-Sabe o que fiz, Draco? Chamei as filhas dos Greengrass, uma família que sempre nos apoiou mesmo nos tempo mais didfíceis, de mentirosas. - ela falou num tom estranhamente calmo. - Não precisamente com essas palavras, mas foi o que quis dizer quando disse, não, afirmei à eles que meu filho não faria tamanha besteira.

Mais uma vez o menino permaneceu calado, desesperando para encontrar palavras e a coragem para dizê-las a sua mãe. Narcissa continuou desta vez respirando profundamente antes de prosseguir.

-Sabe como me senti idiota quando recebi aquela carta de nosso mordomo na Suíça? Ter meus olhos abertos por um empregado porque você foi tolo o suficiente para exigir que ele arrumasse a casa para você e aquela garota.

-Mãe, eu posso explic-

-Guarde suas desculpas para você, Draco. - cortou a mulher fitando-o com decepção. -Tudo o que eu precisava saber já me foi informado.

Draco lembrou-se como havia se preparado durante o percurso do Expresso de Hogwarts para se ajoelhar e pedir perdão para que não fosse deserdado e apagado da história da família com um simples gesto de varinha. Agora, no entanto, ainda que se sentisse bastante desesperado em como fora flagrado, preferiu não negar o que sentia por Hermione.

-Você não voltará para Hogwarts este ano. - anunciou a mulher, erguendo-se altivamente, como se já fosse uma decisão que não precisaria de discussão.

O garoro olhou a mulher os olhos arregalados de surpressa e certa raiva. Tocou o braço da mãe antes que ela fosse embora e tocou-lhe os olhos com os dele.

-Não pode fazer isso. - conseguiu pronunciar.

-Não só posso, como já fiz. Assim que o recesso terminar você partirá para Durmstrang. Já enviei corujas à Dumbledore e Karkaroff informando-os da necessidade de sua transferência. Provavelmente terei suas respectivas respostas amanhã pela manhã.

Draco segurou o braço da mulher com um pouco mais de força, indignado demais para que a deixasse partir.

-Não vou. - murmurou, contraindo a boca e o nariz, a raiva que sentia transbordando. Narcissa soltou seu braço com violência.

-Sim, vai. E vamos rezar a Merin que os Greengrass não voltem atrás em sua decisão em lhe conceder a mão de Astória quando chegarem à idade adequada.

-Casar? Com Astória? Eu?

-E quem mais seria? Este é um acordo antigo entre nossas famílias, Draco. E não faça essa cara, sabia muito bem que um dia iria casar com alguém de nossa preferência, assim como eu e seu pai nos casamos: para perpetuar a tradição de nossas família, protegê-las.

-Não quero, não vou. Hermione... - viu-se falando, sem se segurar.

-Nunca mais repita o nome desta sangue-ruim sob o teto dessa casa. - Narcissa o olhou-o como se não o reconhecesse. - Garanto-lhe que se seu pai estivesse aqui as consequências dessa sua loucura seriam muito piores.

E partiu.

HGDMHGDM

Espichou o pescoço tentado encontrar a cabeça loira de Draco Malfoy no meio dos poucos estudantes que se reuniam na Plataforma nove três quartos. Já havia se despedido de seus pais e atravessado a coluna enfeitiçada entre as plataformas nove e dez da Estação King Cross e caminhara para um lado e para o outro: nenhum sinal do sonserino em parte alguma.

Temerosa, Hermione sentou-se num vagão vazio qualquer e encostou-se próximo à janela e fechou os olhos. Ouviu o primeiro apito do trem e seu coração apertou. Onde estaria Draco? Um segundo apito soou e o trem começou a entrar em movimento.

Um baque surdo fez Hermione sobressaltar-se e abrir os olhos. Draco bateu contra seu vidro e indicou nervosamente a janela. Rapidamente Hermione sacou a varinha e murmurou um feitiço fazendo o vidro desaparecer. Draco empurrou o enorme malão da escola primeiro para logo em seguida correr e num impulso erguer o seu corpo e passar pela janela ele mesmo, caindo a seus pés desajeitadamente, segundos antes do trem tomar velociade.

Hermione devolveu o vidro para o lugar em que pertencia e voltou-se para o garoto enquanto ele se erguia do chão. Mal teve de tempo de perguntar o que acontecera, pois ele abraçou-a e beijou-a, tirando-lhe o fôlego.

-Draco! - protestou quando o sonserino beijou-lhe o pescoço provocativamente. - Que diabos aconteceu com você?

-Minha mãe acha que estou num navio a caminho de Durmstrang neste momento.

-O quê!?

-Ela descobriu, da Suíça. Me mandou para Durmstrang. Falei com Dumbledore, ele deixou que...- Draco estava agitado, atropelando as palavras enquanto as pronunciava sem parar para tomar ar.

-Draco! - ralhou a menina. - Não consigui entender nada ainda! Sua mãe descobriu sobre nós e te mandou para Durmstrang, então como você está aqui agora?

-Aparatei quando ela deu as costas. - e assim o menino explicou como havia corrido pela estação King Cross da maneira mais rápida que conseguira pois sem querer desaparatara longe demais das plataformas nove e dez. - Também escrevi para Dumbledore assim que soube que minha mãe havia requerido minha transferência e pedi que cancelasse. O velho respondeu-me com uma carta muita estranha sobre "Hogwarts estar sempre à disposição de quem a precisasse", coisa que interpretei como uma resposta positiva ao meu retorno.

-E sua mãe? Como vão ficar as coisas entre vocês quando descobrir?

-Provavelmente destruirá qualquer evidência que um dia fui seu filho. - respondeu o garoto com um aspecto doentio em sua face.

Hermione jogou-se em seus braços o abraçando, pensando que o menino havia arriscado demais para que pudesse ficar com ela. Beijou-o antes que ele o fizesse e sentiu os músculos tensos do garoto relaxarem um pouco.

DMHGDMHG

Os olhares miravam-nos sem disfarçar a curiosidade e perplexidade, por parte de alguns, quando Draco chamou Hermione em alto e bom som para fazer dupla com dele durante o horário duplo de Poções.

Quando chegaram a Hogwarts na noite passada até planejara entrar de mãos dadas com a menina no castelo mas seus respectivos deveres como monitores os separarem antes que ele pudesse sugerir isso para a menina.

Ela o olhou tão perplexa e curiosa quanto os outros alunos presentes, mas caminhou até ele com as bochechas coradas e organizou suas coisas a seu lado. Draco viu Harry Potter os observar pelo canto de olho enquanto Ronald Weasley ficava vermelho como seus cabelos de fogo.

Pansy, que estava logo ao lado com Blaise, cumprimentou Hermione animadamente e até mandou alguns outros estudantes tomarem conta de suas vidas quando ouviu-os murmurando um "então era verdade".

Ao final da aula, quando Slughorn aproximou-se de seu caldeirão com um sorriso muito satisfeito, Draco tomou a mão de Hermione na sua e guiou-a para fora da sala de aula. Viu a menina enrubescer quando mais olhares foram atraídos em suas direções, mas Draco apertou ainda mais sua mão contra a sua, querendo lhe transferir confiança. Ele não ia deixar que nada pudesse lhe acontecer enquanto estivesse ao seu lado.

No almoço sentaram-se com Blaise e Pansy num pátio protegido e conversaram sobre como Draco havia escalado a janela do Expresso de Hogwarts desengançadamente.

-Dava todos os meus galeões para ter testemunhado esta cena! - riu Blaise quando Hermione terminou de descrever o modo como ele espatifou-se no chão do trem, gemendo de dor.

Draco protestou e argumentou em sua defesa que o Expresso já estava em movimento, acelerando a cada segundo quando se jogou pelo espaço que Hermione havia aberto com pressa. Blaise voltou a rir alto ignorando suas explicações, e Pansy e a namorada o acompanharam, divertindo-se.

A aula de Transfiguração durou o resto da tarde e mais uma vez Draco fez dupla com Hermione, sentindo também o olhar curioso de Minerva McGonnagall. A vice-diretora, no entanto, nada disse ou sequer voltou a fitá-los uma segunda vez.

Hermione despediu-se dele com um beijo pouco tempo depois de terem jantado à ponta da mesa da Grifinória com Harry Potter e sua namorada Weasley.

Potter que também ficara para trás virou-se para ele com um olhar analítico.

-Você resolveu assumir, então. O namoro.

-Que bom que teve a sutileza de perceber, Potter. Por um instante fiquei preocupado que quando saí por aí de mãos dadas com Hermione, as pessoas pudessem pensar o contrário - retrucou Draco com sarcasmo, arrependendo-se logo em seguida. Havia prometido à namorada que não provocaria mais seus amigos, ainda que velhos hábitos fossem mais dificeis de superar do que imaginara.

Esperou que o grifinório devolvesse o insulto, ou que o acertasse com um feitiço ou um soco, mas o velho rival limitou-se a rir e balançar a cabeça, olhando os pés.

-Se vocês estão bem, não vou me opor. Já tinha dito isso a Hermione, digo agora a você. - e o garoto estendeu a mão para Draco.

O sonserino apertou sua mão com firmeza e assistiu enquanto seu cabeção assanhado desaparecia pelo mesmo local que a namorada.