Bulma enfim consegue sua vingança dupla sem este saber que agora, estava infértil, assim como ela.

Capítulo 25 - Sucesso

Naquele instante, Vegeta continuava sentindo um mal estar na região pélvica desde que acordara, sendo que nunca sentira algo assim, além de que, saiya-jins não ficavam doentes graças a sua alta resistência, dificilmente encontrada em outras raças alienígenas.

Apesar do incômodo, sua face nada demonstrava, enquanto continuava andando com altivez percorrendo os corredores, sendo que somente não conseguia refrear sua pequena irritação, frente ao incômodo persistente desde que acordou e que deixou sua escrava cientista dormindo na gigantesca cama King Size para cumprir com os seus deveres de imperador, sendo seguido por seu Kaulek, Nappa, um pouco atrás.

Então, após algumas horas, analisando os vários hologramas com assuntos diversos, desde cotação dos diversos produtos comercializados até problemas de segurança, sendo que estes eram mais relativos a rebeliões de escravos, enquanto analisava relatórios das naves que guardavam o espaço aéreo em torno da Terra e que eram enviados regularmente.

Enfim, todos os assuntos que eram tidos como extremamente maçantes para Vegeta, mas, que não podiam ser negligenciados, sendo uma das coisas que mais odiava com o advento do seu titulo, enquanto que invejava Kakarotto, que não possuía nem vinte por cento do que ele tinha que revisar e aguentar, diariamente, mesmo que o "terceira classe idiota" fosse seu general e braço direito.

Porém, com o incômodo ainda persistindo e em um local estranho, ele decide visitar o melhor médico da Terra para garantir que não era nada, a não ser talvez por algo que comeu, embora a procedência do incômodo, fosse praticamente no interior da pélvis.

Tomando tal decisão, ainda mais que o incômodo se torna uma pequena dor, embora nada exacerbada, decide se conectar com o scouter de Kakarotto, pois, haviam combinado uma sessão de luta no Domo Real naquela tarde e com aquele incomodo que se tornara uma leve dor, teria que adiar, pois iria aproveitar o tempo disponível para passar no médico, sem precisar mexer em sua agenda de compromissos.

Então, após alguns minutos, o scouter de Kakarotto aceita a conecção e a voz jovial costumeira do saiya-jin é ouvida, assim como a forma informal que o chamava devido à amizade e rivalidade de anos, sendo que em público, procurava demonstrar o respeito esperado por este ser o Imperador:

- Ohayou, Vegeta! O que você quer comigo?

- Terei que cancelar a nossa sessão de luta agora a tarde.

- Mas, por quê? - o outro pergunta agora em um tom aborrecido, indicando que estava tão irritado quanto ele.

Afinal, saiya-jins amavam lutar, mais do que tudo.

- Alguns compromissos que surgiram de última hora.

- Então, os desmarque. - o outro fala, simplesmente.

Nisso, uma veia salta na testa do imperador, sendo que a dor agora aumentara, consideravelmente, assim como a preocupação deste, acabando por deixa-lo ainda mais irritado que o de costume perante tal situação.

- Seu terceira classe idiota! Sou o Imperador e tenho muitas obrigações! Ao contrário de você, apesar de ser um general! - exclama irritado.

- Mas, você já fez isso antes, conseguindo remarca-las.

O outro insiste sem se intimidar com o tom, pois já estava acostumado, embora estranhasse dele estar com tal reação, tão exacerbada, pois não era motivo para tanto a seu ver, até porque o conhecia há muito tempo.

- Seu retardado! Acha que se pudesse fazer isso, já não teria feito imbecil? Você acha que este Vegeta recusaria uma sessão de luta, se pudesse contornar os compromissos apenas para não desmarcar a batalha? Seu cabeça oca!

- Bem, isso é verdade... - Kakarotto comenta ainda desanimado frente ao cancelamento, já tendo se acostumado com os "apelidos" amigáveis deste, mas, que indicava o quanto ele estava irritado, por mais que fosse de forma exagerada. - Que acha de amanhã, no mesmo horário?

- Terá que ser na parte da manhã, pois tenho reunião, á tarde, agendada com alguns comerciantes para discutirmos alguns assuntos inerentes à cotação de preço e afins, sendo que no fim da tarde, preciso fiscalizar alguns relatórios.

- Por mim, tudo bem... Estou com o dia livre, amanhã. Mas, depois de amanhã, ficarei preso em diversas reuniões com comandantes e intendentes, além de avaliação de novos recrutas recém-chegados da academia que me tomaram o dia inteiro e se bobear, o dia seguinte, o que não duvido, isso sem contar os relatórios que terei que conferir. – Kakarotto fala, após conferir a sua agenda para os dias seguintes.

- Pelo menos, será algo próximo de uma luta... Em alguns momentos, por mais que tenha que se conter. Já para mim, tais compromissos se resumem a ficar sentado em uma sala, ouvindo várias pessoas e ponderando sobre as sugestões, ideias e pedidos, isso quando ando, algumas vezes, supervisionando mais atentamente algumas propriedades e problemas, mas, só isso, não chegando nem perto de uma luta. Você ainda consegue alguma coisa nesse sentido- Vegeta fala amargurado.

- Meus pêsames.

- Agora, vou voltar a ver mais hologramas de relatórios maçantes... Amanhã, de manhã, no Domo real.

- Ótimo! Irei programar um aviso no meu scouter... – então, após hesitar, decide perguntar – Está tudo bem, Vegeta?

- Por que a pergunta? – questiona.

- Não sei... É que achei a sua reação um tanto exagerada.

- Experimente ficar sentado horas a fio, vendo os relatórios mais maçantes que existem e tendo que opinar em muitos dele, acabando por ter que formular diversas respostas, estas individuais para diversos relatórios e veja o que acontece.

Não era de todo verdade, sendo que o inicial incômodo e agora dor, somente agravava o que estava sentindo, enquanto que agradecia, embora nunca fosse admitir o fato dele se preocupar, além de que, ele percebera, apenas por suas reações, que tinha algo de errado.

- Bem, isso é verdade... Até amanhã. – fala se resignando com a resposta, embora não acreditasse totalmente que era somente por causa disso, mas, se Vegeta não falava, não podia fazer nada.

O imperador notou o tom, mas, ficou satisfeito quando ele aceitou a explicação, embora não por completo. Mas, já sendo o bastante para silencia-lo.

- Hunf! – é a única coisa que Kakarotto ouve, a giza de despedida, antes deste desconectar seu scouter da transmissão.

Vegeta começa a massagear as têmporas, não sabendo o que era pior. A estranha dor em um local anormal ou ficar lendo relatórios extremamente maçantes, enquanto ficava preso em uma espécie de sala, que mesmo sendo requintada e luxuosa, em nada mudava o fato de que ficava sentado e parado em um único lugar.

Nappa arqueara o cenho ao perceber que o imperador desmarcara a batalha com Kakarotto, achando estranho, pois, raramente ele fazia isso, preferindo contornar reuniões e diversos outros assuntos, sempre que possível, para priorizar a luta de ambos.

Vê-lo desmarcar, sem nem tentar alterar era estranho, assim como o fato que conhecia a agenda deste tão bem quanto o próprio imperador e não se lembrava dele ter tantos compromissos na parte da tarde, que impossibilitava a luta, além de que, podiam ser facilmente contornados, caso desejasse mais tempo, além de que, muitos não ocupariam tanto tempo assim.

Porém, por mais que achasse estranho, não falara nada, pois, não queria lidar com o mau humor de Vegeta, preferindo ficar sentado e auxiliando a organizar as pilhas de hologramas.

Após tomar um banho e se trocar, saindo o mais rápido que podia do quarto de Vegeta, já se encontrando no seu laboratório pessoal, Bulma continuava verificando os diversos dados que pipocavam em seu monitor, enquanto terminava os últimos "retoques" no novo protótipo de robô de batalha, enquanto sorria de canto ao imaginar que Vegeta devia estar sentindo naquele momento uma dor considerável e com esta tendo a confiança inabalável que nenhum exame detectaria o que fez, para evitar deste castiga-la e a sua família, o que não seria pouco, ainda mais com as consequências que causou a ele, provavelmente decidindo mata-la por pancadas, usando a Medical Machine para fazê-la viver o maior tempo possível, algo que a fez sacudir a cabeça e explanar tal ideia, pois, ele nunca descobriria isso.

Enquanto isso se recordara do quanto fora fácil fazê-lo ingerir a substância, sendo que o fez incolor e sem sabor, pois aprendeu sobre os hábitos dele e o fato dele normalmente fazer sexo oral nela.

A única parte incomoda, foi espalhar o produto na sua região vaginal, mas, não teve escolha, sendo que se fosse colocar algo na bebida, ele desconfiaria.

E o efeito colateral nela e que ainda sentia, porém, levemente, era uma queimação, que sentiria, provavelmente, durante todo o dia, além da noite, pois ficaram vestígios. Mas, era um preço pequeno a se pagar pela garantia de deixa-lo infértil para sempre.

Afinal, fingira estar dormindo, quando, exultante, o viu saindo do quarto, apalpando sutilmente e levemente a região um pouco abaixo do abdômen, sabendo que tal dor duraria por quase um dia inteiro, findando-se, provavelmente, no fim da tarde.

Sua vontade era gargalhar de alegria e comemorar, imensamente, o sucesso de seu plano, mas, sabia que precisava continuar como sempre, sem levantar suspeitas, tendo que gritar de imensa alegria para si mesmo, em seu interior, enquanto procurava ocultar o brilho nos seus olhos, inclinando o rosto para analisar os dados, sendo tal ato consideravelmente desnecessário, ao menos naquele momento.

Mas, agora, sua vingança estava completa, pois, ela era infértil e ele também. A sua linhagem de brilhantes cientistas terminaria com ela e os saiya-jins teriam que depender de outros alienígenas cientistas, enquanto que a linhagem de Vegeta se perderia, também, já que não poderia mais ter filhos, sendo que este era um golpe extremamente duro, já que para os saiya-jins, a continuação da linhagem tinha muitos significados.

Ela estava extasiada de felicidade extrema, pois havia mostrado a si mesmo seu valor e orgulho de ser uma gênia dentre os Briefs, honrado o seu sobrenome e vingando toda a humilhação e sofrimento que sua família sofreu e que ainda sofria nas mãos do imperador.

Então, suprimindo a vontade de cantarolar de felicidade, põe-se a examinar novamente os dados, enquanto se encontrava em uma imensa bolha de felicidade que não iria estourar tão cedo.

Horas mais tarde, perto da noite, Vegeta saí do consultório médico e Nappa lhe esperava, sendo que ele não ousava perguntar o que aconteceu ou os motivos que o levaram a consultar-se.

O imperador estava aliviado, pois, o mal estar cedera de uma hora para a outra e os exames não detectaram nada de errado ou anormal, indicando que estava em plena saúde, sem qualquer problema, fazendo o saiya-jin respirar aliviado, decidindo comemorar, a sua maneira, enquanto considerava, agora, que seus atos foram impulsivos e desnecessários, se condenando por isso, pois não agira como um autêntico saiya-jin nesses momentos, fazendo-o se recriminar, absurdamente.

- Nappa, ordene que aquela cientista venha me servir na cama. Escolte-a até os meus aposentos.

- Sim, senhor.

Nisso, ele se retira para cumprir as suas ordens, enquanto que Vegeta se dirigia até o escritório para terminar de rever alguns hologramas, antes de se recolher ao seu quarto.