A noite estava escura, sombria. O "Anjo da Morte" navegava tranquilamente e nada podia ser ouvido. Para qualquer um que olhasse, pareceria um navio fantasma de tão silencioso.

Entretanto, no interior do mesmo, acontecia o exato contrário do exterior. Toda a tripulação, que sobrara, estava reunida onde deixavam os prisioneiros e discutiam sobre o que deveria acontecer com o traidor.

Tobi estava amarrado em uma cadeira, no centro do lugar. Sua máscara estava caída no chão e seu rosto estava cheio de marcas, arranhões e machucados da surra que tomara do Capitão. Nagato estava sentado nas escadas, da única porta de acesso do lugar, e observava enquanto eles discutiam e gritavam entre si. O líder estava extremamente irritado por ter sido enganado e por não ter conseguido as respostas que queria.

- Vamos jogá-lo ao Mar e acabar com isso de uma vez! – decretou Zetsu irritado. – Ele merece morrer de uma vez!

- Eu acho melhor que ele leve mais uma surra – rebateu Kisame com um sorriso animado demais. – Traidores merecem sofrer.

- Acho que é mais sábio que nós consigamos as respostas que precisamos primeiro, depois podemos fazer o que vier à nossas cabeças – sugeriu Itachi calmo.

Nagato olhou de um para o outro e apoiou sua cabeça em uma de suas mãos. Estava tão cansado, irritado e frustrado que queria apenas matar o culpado e ir dormir, mas sabia que a ideia de Itachi era o melhor caminho.

- Deixem-no aí durante a noite, vamos ver se o frio do Mar e a fome ajudarão com suas memórias – decretou sério. Todos concordaram e afastaram-se do homem preso. – Kisame, Zetsu e Konan farão as vigias durante a noite.

Os três concordaram novamente e, sob os olhos machucados de Tobi, todos saíram do compartimento mais isolado do navio. Deidara lançou um olhar duvidoso para o traidor, mas seguiu em frente sem deixar que sua agitação transparecesse.

Sasuke manteve-se distante. Neji e Hinata estavam em frente ao desconhecido, Sai, enquanto os outros piratas ficavam em volta, silenciosos. Kiba estava com Isabella e Hanabi em outro compartimento, o Inuzuka achou apropriado que ele e as garotas ficassem afastados enquanto eles conversavam, o Capitão achou uma atitude sábia, já que seria muito confuso para a pequena Hyuuga.

- Pode começar a falar – comando Neji sério.

O Hyuuga voltara à normalidade e parecia mais sério que nunca. Sasuke imaginava quem seria aquele homem e, para ele, Sai era apenas mais uma confusão. O "convidado" sentava-se confortavelmente em uma cadeira e olhava para todos com calma e certa superioridade.

- Nós já nos conhecemos, senhor Hyuuga. Sou Sai, neto do líder do Conselho, Mifune, e aprendiz da senhorita Tsunade – começou conciso. Hinata segurou-se para não colocar as mãos na boca, não esperava por aquilo. – Venho sendo treinado para juntar-me ao Conselho algum dia, mas isso não acontecerá se as coisas continuarem como estão dentro do castelo... Jiraya destruiu a maioria dos tratados de paz, com outros reis e países, e está cada vez mais mal visto pelo exército e seus subordinados mais diretos. Sem contar, que perdeu todo o apoio do Conselho.

"A situação está dramática, mas do que é mostrada para o povo e os nobres. Ninguém sabe o que está acontecendo. Bem... Ninguém até agora. Fui até Carlton para que pudesse completar a missão incumbida a mim."

Ele parou de falar e encarou Neji com seriedade. Hinata, Sasuke e Neji sabiam do que ele estava falando. Foi muito fácil deduzir que o Conselho estava atrás do verdadeiro herdeiro ao trono. Shikamaru olhou para Sasuke, atrás de respostas, mas o Capitão apenas acenou para que ele continuasse ouvindo. Temari, Tenten e Naruto continuaram calados, apenas prestando atenção.

- Ordenaram que eu levasse Hyuuga Neji, filho de nosso antigo rei, Hyuuga Hizashi, até o Conselho. Eles querem conversar com você, senhor Hyuuga, para que assuma o lugar de Jiraya.

A sala caiu em um profundo silêncio. Aquela informação era uma surpresa para a maior parte das pessoas que estavam ali e todos encaravam Neji sem saber como reagir. Hinata olhou preocupada para o primo, ele estava sério, concentrado, mas parecia distante e sombrio. Irritada com o que estava acontecendo, a garota voltou-se para o primo.

- Neji, você sabe que não precisa fazer nada! – ele olhou-a com surpresa. – Se isso fosse tão importante, eles nunca teriam deixado que Jiraya assumisse o poder!

Ela estava certa. Sasuke voltou seu olhar para Sai. Ele parecia extremamente incomodado com a resposta arisca e súbita da garota. Para o Capitão, o Conselho estava escondendo algo e aquilo estava muito mais entrelaçado com o passado dos Hyuugas do que eles poderiam imaginar.

- Não pudemos evitar – respondeu brusco. – Nenhum dos Conselheiros poderia se equiparar com o poder...

- Isso é mentira! – levantou-se o encarando. – Meu pai sempre ressaltou o poder do Conselho! Ele sempre disse que eles poderiam fazer tudo! Então por que agora? Por que não impedir Jiraya antes de tudo? Vocês são uns hipócritas!

Sai tinha pulado em pé, para encarar a garota. E Sasuke e Neji ficaram entre os dois, preocupados que o homem pudesse avançar para cima de Hinata. Para os outros, era mais provável que Hinata fosse a autora do crime.

- Diga a verdade! Por que vocês deixaram o Jiraya assumir se sabiam que ele era tão ruim?!

O silêncio voltou. Sai e Hinata encaravam-se sérios e irritados. A Hyuuga tinha certeza que aquela era a mentira mais mal contada que já ouvira e estava pronta para esganá-lo quando Sai cruzou os braços.

- Sinto avisar, senhorita Hyuuga, que isso não é da sua conta. Se o senhor Hyuuga quiser saber, ele vai encontrar o próprio conselho.

Grosseiro. Foi a palavra que passou pela mente da jovem e que quase fez com que pulasse em seu pescoço. Sasuke segurou-a, pela cintura, e puxou-a para trás abrindo caminho para que Neji fosse direto para a gola da camisa do "convidado".

- Cuidado com o modo como fala com minha prima – avisou irritado. Tenten aproximou-se vagarosamente, parando atrás do Hyuuga. – O que eu ganho se for falar com os Conselheiros?

Hinata ia objetar. Não achava que o primo deve-se ir até aquelas pessoas, mas Sasuke segurou-a mais firmemente e negou com a cabeça. Indignada, ela decidiu calar-se.

- Se concordar com as coisas que eles disseram, pode conseguir o trono. Se não... Bem, você não vai ganhar nada. Apenas um país falido e destruído – respondeu monótono.

Neji afrouxou o aperto, mas não largou a blusa do outro. Tenten aproximou-se dos dois e fez com que o Hyuuga larga-se Sai e se afastasse. Sussurrou algo para ele, que concordou e saiu da sala.

- Hinata, Sasuke, acho melhor todos conversarmos a sós – falou séria. Sasuke concordou e voltou-se para Sai:

- Você fica aqui. Se qualquer coisa estiver fora do lugar quando voltarmos, nós dois vamos conversar.

Sai hesitou. O Capitão Uchiha parecia muito mais com um pirata do que com o homem que salvara a vida da garota Hyuuga. Concordando com a cabeça, ele voltou a sentar-se sem mover um músculo. Antes de sair, Sasuke esquadrinhou a sala com cuidado, gravara todos os detalhes do lugar.

Estava tudo escuro. A madrugada arrastava-se lentamente. O prisioneiro nada podia ouvir além do leve bater das ondas no casco do barco. O "Anjo da Morte" parecia uma pena de tão levemente que navegava.

Tobi forçou sua cabeça para cima quando ouvi a porta se abrir, por um breve momento, a luz entrou no compartimento, mas a escuridão logo tomou conta do espaço, novamente. Passos leves aproximaram-se do homem e o visitante parou em frente a ele.

,0/;~ç;/ç;;Quem está aí? – perguntou com um sussurro.

Sua garganta estava seca e ardia a cada palavra que pronunciava, mas ele não abriria mão de seu orgulho. Sua "visita" abaixou-se até ficar em sua altura e bufou enojado.

- Olhe ao que você se rebaixou...

- O que está fazendo aqui, Deidara?

Um rápido silêncio. O pirata bufou irritado: - Você sabe, eu não posso te deixar aqui... Não com você tendo tantas informações sobre mim – explicou aborrecido. – Mas você vai ter que sumir... Para sempre, de preferência.

- E quem é você para me dizer o que fazer? – perguntou indignado.

A mão de Deidara voou até o cabelo de Tobi e forçou-o para trás, até que ficasse com ele em uma posição estranha e muito dolorida.

- Eu sou a única pessoa que pode te tirar daqui – respondeu sério. – E, se não fizer as coisas que estou dizendo, vai ficar aqui e vai morrer.

- Se eu ficar aqui, pode ter certeza que você vai comigo para o Inferno – cuspiu mordaz. – E eu prometo, Deidara... Você vai sair daqui do mesmo jeito que eu, se eles descobrirem que você trabalha comigo.

Deidara apertou ainda mais sua mão, mas isso nada assustou ao outro. Tobi sentira surras muito piores dos outros tripulantes e Deidara era a última pessoa que lhe daria algum tipo de medo. O homem era um belo covarde, assim como ele próprio.

- Tsc. Você não sabe com quem está se metendo...

- Ao contrário de você, Deidara, que sabe muito bem quem eu sou.

Irritado e sem realmente pensar no que estava fazendo, Deidara soltou sua mão do cabelo e ela passou voando em direção ao nariz de Tobi. O choque foi intenso e o osso quebrou-se com um barulho. Sangue escorreu pelo rosto do outro e um sorriso satisfeito surgiu em seu rosto.

- Tente qualquer coisa e eu mesmo mato você.

- Se eu morrer, você sabe de quem Orochimaru vai atrás.

Shikamaru estava chocado. Ele e toda a tripulação do "Pérola". Entretanto... Hanabi estava histérica e andava de um lado para o outro, em volta do primo e da irmã. Isabella e Hinata tentavam acalmá-la, mas nada parecia adiantar.

- Você, Hyuuga Neji, rei?! Isso só pode ser uma piada! Desde quando nossa família é da realeza?

- Nossa família nunca foi da realeza – respondeu Neji sucinto.

- Então como você pode ser rei?!

- Herdeiro...

- Rei, herdeiro, tanto faz! – retrucou irritada. – Podem me explicar?

- Hanabi, nós já contamos tudo que sabemos – repetiu Hinata virando o rosto da irmã para si. – Agora depende do Neji...

Hanabi, indignada, voltou-se para o primo e cruzou os braços: - E aí, o que você vai fazer?

Todos os olhares viraram-se na direção do Hyuuga. Ele sacudiu a cabeça e saiu da sala sem responder. Hinata segurou a irmã para que ela não fosse atrás dele e todos começaram a discutir sobre o que fariam. A única que conseguiu sair da sala foi Tenten.

Neji estava completamente confuso. Tudo aquilo parecia mentira, errado... Mas ele sabia que a maior parte fazia sentido. Seu pai ser o antigo Rei foi o maior choque para si, mas a pergunta não saia de sua cabeça: como tinham mantido aquilo em segredo por tanto tempo? Por que Hizashi não tinha nada em sua homenagem, se fora um rei tão bom? Ele colocou as mãos em seus cabelos e apertou com força. Seu quarto-cela parecia estar opressivamente apertado.

- E aí, moça – ele virou-se surpreso e encontrou Tenten encostada no batente da porta. – Fugir virou um hobbie agora?

- Do que você está falando, sua intrometida? – perguntou desviando o olhar.

A pirata sabia que ele estava evitando o assunto. Ela revirou os olhos para sua atitude infantil e entrou fechando a porta. Neji encarou-a sério, era óbvio, por sua expressão corporal, que ele queria ficar sozinho.

- Estou falando do fato de você estar fugindo de quem você é. Oras, qual o problema em ser o herdeiro do trono? Você vai ter tudo, dinheiro, mulheres, poder... O que mais um jovem cavalheiro como você poderia querer? – comentou com um dar de ombros.

Aquilo era uma armadilha. Ela estava forçando a barra para que ele falasse. Normalmente, Neji não cairia neste tipo de emboscada, mas ele não queria evitar. Precisa que alguém o escutasse, sem julgamentos e pressões.

- É... Se fosse há alguns meses, eu, com certeza, teria ficado muito feliz com isso, mas a vida não é assim... Eu vi muita coisa neste tempo no "Pérola"; eu ouvi muita coisa. E ser Rei, depois de tudo, não é uma coisa que me deixe animado – respondeu bagunçando ainda mais os cabelos. – Eu não quero isso.

- Mas as pessoas precisam de você.

Ele voltou-se surpreso. Tenten estava séria. A expressão de malicia e diversão que estava sempre em seu rosto sumira e deu lugar a uma expressão vazia e centrada. Tenten sabia que não deveria influenciá-lo com sua opinião, mas precisava ajudá-lo a chegar a uma resposta.

- Você não acha que Jiraya é um péssimo rei? Posso contar para você toda a pobreza e miséria que encontrei ao longo de minha viagem no "Pérola". Posso provar que ele é o pior dos piores, mas também posso afirmar que tomar o lugar dele seria O Inferno no começo. Não... Seria um Inferno por toda a sua vida. Uma responsabilidade, um peso que você não poderia abdicar, se tomar essa decisão – explicou olhando-o nos olhos. – E você sabe que não vai conseguir pedir ajuda para decidir, e nem pode... Você sabe que não pode responsabilizar mais ninguém depois que escolher se vai querer ser Rei ou não. Na verdade, você nem sabe se esses conselheiros estão falando a verdade. E é por isso que você tem que decidir sozinho.

Neji caiu sentado na cadeira que havia em seu quarto/cela e escondeu a cabeça em suas mãos. Tenten deu alguns passos e parou em frente a ele. Com cuidado, abaixou-se e puxou as mãos dele para fora do caminho, queria olhá-lo nos olhos.

- O que você vai querer fazer?

Hinata sentou-se ao lado de Sasuke e abraçou-o com cuidado. Conseguira fazer Hanabi dormir depois de muito trabalho, vira Kiba e Isabella conversando aos sussurros e o resto da tripulação estava separado, tentando entender o que acabara de acontecer. Sai ainda estava sozinho, isolado. Uma decisão de Sasuke. O único que se mantinha afastado de todos era Naruto, que comandava o leme enquanto seu capitão estava sentado observando o Mar.

- Está muito silenciosa. O que aconteceu? – perguntou Sasuke quebrando o silêncio.

Com um suspiro, Hinata afastou-se dele e apoiou-se na amurada: - Bem, você está vendo o que está acontecendo. Estou tentando agir normalmente, ser forte... Mas é meio difícil quando ainda faltam tantas respostas. E não posso fazer nada para ajudar Neji...

- Hinata, você sabe que é uma decisão que ele tem que tomar sozinho. Seu primo não é uma criança – respondeu firme, o que chamou a atenção dela para si. Ela ficou surpresa com a frieza que ele expressara. – Você tem que aprender a agir como alguém independente, não como uma criança rebelde. Fazer coisas arriscadas, como vem fazendo por impulso em várias ocasiões, não vai ajudar em nada. Hinata... – os olhos dela estavam abaixados e evitavam-no. Hinata odiava quando queriam mandar em si, ainda mais em seu jeito de ser. Estava irritada com Sasuke, queria socá-lo e mandá-lo para longe, mas sentiu-o forçar sua cabeça para cima. Pérolas raivosas encontraram Ônix sérios. – Hinata, pela sua irmã, por Isabella e Neji, você precisa crescer. Suas decisões, a partir de agora, podem ajudar ou arruinar todo o mundo que você conhece. Para o que precisar vou estar aqui...

- Vocês sempre querem que eu seja... – começou tentando se afastar. Sasuke segurou-a com mais firmeza e a manteve parada.

- Não. Eu quero que você seja independente. Eu quero saber que você não irá fazer a coisa arriscada só para provar que pode. Eu quero confiar minha vida e da minha tripulação a você, mas, para isso, eu preciso que você cresça. Torne-se tudo que pode ser e mostre para todo mundo que não precisa de ninguém. Só que essa é uma decisão sua... Entendeu?

Hinata estava chocada. Ele não estava querendo mandar em si, ele apenas queria seu bem. Ele queria dar-lhe uma lição, queria que aprendesse que o mundo não era bem o que parecia. Ela sabia disso e mesmo assim continuava agindo como uma criança mimada. Sasuke afastou-se de si e foi para o timão, sem dizer mais nenhuma palavra. Com um suspiro, Hinata voltou a apoiar-se na amurada do navio.

- Acho que tenho que resolver meus problemas antes de tentar resolver os dos outros... – murmurou para si mesma.

O vento soprava forte e levava o cabelo dela à sua vontade. O Sol começava a nascer e ela só conseguia pensar em o que iria acontecer dali para frente...

Nagato estava sentado em sua cabine. O sono o abandonara depois da sessão de tortura que aplicara em Tobi e, a única coisa que conseguiu fazer durante a noite, foi pensar no que diria à Hinata sobre Hiashi. Uma luz forte invadiu seu "quarto" pela escotilha, o Sol aparecia sublime no horizonte.

- Está com olheiras do tamanho das do Itachi.

Ele voltou-se para a porta e encontrou Konan fechando-a com cuidado. Ela aproximou-se calmamente e olhou para ele com curiosidade.

- Qual o problema? Não consegue mais ver alguém ser torturado? – perguntou sarcástica.

- Você sabe que não é isso. O que me preocupa é o fato de Orochimaru saber nossos pontos fracos... Ele pode atacar a qualquer momento – respondeu afundando mais na cadeira. – E tudo isso porque eu fui descuidado com esse idiota.

- A culpa não é só sua, toda a tripulação caiu na dele – retrucou sentando-se na outra cadeira. – E você não está preocupado com encontrar-se com aquela pirralha?

- Se eu não te conhecesse, diria que está com ciúmes – comentou sorrindo presunçoso. Konan lançou-lhe um olhar irritado e Nagato deu de ombros. – Não fique brava, foi só uma brincadeira. Enfim, eu tenho uma ideia do que irei falar com ela, mas não faço a menor ideia do que vou fazer com Tobi... Preciso que ele fale antes de matá-lo.

- E quanto ao seu "encontro" com o Uchiha. O que pretende fazer?

- Creio que ele quem vai propor algo para mim – respondeu deixando-a confusa. – Não se preocupe com isso agora. Primeiro, vamos lidar com Tobi. Quero saber o que mais ele tem para nos dizer.

Konan ainda estava curiosa com o comentário que ele fizera sobre o Uchiha, mas concordou com sua decisão e seguiu-o para fora da cabine. Além de Nagato, o resto da tripulação deveria estar louca para acertar as contas com Tobi.

Neji subiu as escadas decidido. Tenten deixara-o sozinho há algumas horas, para que pudesse pensar e o Hyuuga chegara a uma conclusão. Mesmo que não seja a melhor, preciso tentar... Pensou sério.

O Sol das nove horas brilhava forte e o Mar parecia uma lagoa, de tão calmo. O Capitão Uchiha estava distribuindo ordens para seus marujos quando Neji aproximou-se dele. Sasuke encarou-o com seriedade e dispensou Shikamaru, que estava com o mapa aberto e esperava a decisão de seu Capitão.

- Espere um pouco, Shikamaru. Daqui a pouco digo o que faremos – respondeu acabando com o assunto. Shikamaru concordou e saiu de perto. Sasuke acenou para Naruto e entregou o leme para ele, depois se voltou para Neji. – O que quer Hyuuga?

- Preciso da sua ajuda, Uchiha... Eu decidi o que vou fazer com o Conselho e minha situação, mas sozinho não vou conseguir – explicou arrumando sua postura.

- O que decidiu?

Neji olhou seriamente para Sasuke e respondeu sua pergunta da forma mais lógica que conseguiu, por mais que não tivesse tido nenhuma lógica para decidir aquilo. Sasuke escondeu o sorriso animado que surgiu em seu rosto, ele já sabia o que o Hyuuga faria.

- Tudo bem, Hyuuga – respondeu voltando-se para o ex-soldado. – Shikamaru, pode traçar nossa rota para a Ilha da Cobra! Temos que encontrar o Capitão do "Anjo da Morte" ainda...