Nota da Autora: 90% NC. Lalalala, me processem.
Capítulo 23
- Achei que ficaria triste com o que acabou de fazer, Isabella.
Ponderei rapidamente o que ele havia falado. Mas pensando melhor, alguns humanos mereciam morrer. Eu estava pouco me lixando pela vida deles. Não me arrependi.
- Eu também achei. Mas estando com você, eu não me importo, até o inferno fica bom.
Ele sorriu para mim.
- Vamos. Acho que precisamos de um banho.
Senti um leve teor de malícia em sua voz.
[...]
Caminhamos em direção ao castelo. O céu ainda estava negro e as estrelas brilhando. Eu andava e sentia meu corpo leve quase não tocando o chão. Claro que eu ainda não tinha a classe de Aro para andar, mas eu gostei do modo que eu caminhava. Demetri era ainda mais silencioso, meus ouvidos já poderosos não conseguiam captar nenhum som do seu pé em contato com o piso. Chegamos perto do túnel e à medida que caminhávamos, a escuridão nos engolfava.
Mesmo podendo, eu não precisava enxergar nada, me guiava pelos cheiros e sons. O cheiro de canela era a única coisa que eu conseguia identificar com clareza ainda. Senti uma mão - agora quente - no meu ombro e Demetri me virou, jogando-me na parede. O barulho das minhas costas batendo nas pedras fora alto, eu sabia que se eu tivesse um coração agora, ele estaria martelando dentro do meu peito. Mas eu não tinha.
Ele me prensou com seu corpo forte, Demetri agora era mais violento. Ele podia ser mais violento.
- Você não sabe o quanto me excita.
Um tremor suave saiu do meu peito quando senti o seu hálito bater na minha pele. Eu fechei os olhos, mas meus ouvidos escutavam a respiração descompassada e inútil de Demetri. O corpo dele ficou mais pesado e eu arfei, ele agora usara a força toda.
Senti sua mão pegar o zíper da minha jaqueta e abaixá-lo. Demetri era silencioso, e lento demais. Eu sabia que sua velocidade era compatível com a minha, mas eu sabia que ele estava fazendo isso de propósito. Suas mãos fortes abriram lentamente a jaqueta, exibindo meus seios e eu senti seu membro enrijecer em um segundo, dessa vez rapidamente, de encontro ao meu corpo. Eu rosnava cada vez mais alto.
Sua boca quente beijou meu pescoço, fazendo meu sexo ficar molhado e pela primeira vez eu senti o cheiro da minha lubrificação. Isso despertou Demetri, e ele rosnou em resposta ao que meu corpo produziu. Seus lábios agora chupavam meu seio esquerdo e eu arqueava de desejo. Senti suas mãos pegarem a calça e a abaixar apenas o necessário. Um dedo seu entrou com facilidade em mim e meu rosnado de satisfação foi mais alto e grave. O dedo de Demetri fazia tudo em um ritmo suave e eu gostava cada vez mais da sensação.
- Esperei tempo demais para fazer isso...
Ele pensou alto, deixando-me ter uma idéia do que se passava na mente do meu vampiro. Eu amei escutar isso.
- Faça.
Ele riu abafado e eu rosnei em resposta. O dedo de Demetri agora estava mais bruto.
- Eu faço.
Senti seu hálito no meu pescoço e ele o lambeu com vontade. Eu continuava de olhos fechados aproveitando cada sensação que eu sentia. O rosnado de Demetri era suave. Ele desceu os lábios famintos por meu corpo, passando pela minha barriga e descendo cada vez mais. Eu rosnei alto e senti sua mão tampar minha boca.
- Há muitos vampiros nesse castelo, Isabella.
Com minha mente rápida entendi perfeitamente o que Demetri estava querendo me dizer. Os ouvidos poderosos dos vampiros poderiam captar o mínimo som, no caso, o mínimo rosnado. O som que meu peito fazia foi abafado pela sua mão grande e eu me contentei em tombar a cabeça na parede e esperar a ação.
Senti sua língua passar devagar pela virilha e depois entrando no meu sexo, eu arqueei ainda mais. O ritmo era bom. Um dedo de Demetri entrava, enquanto o outro acariciava a parte mais sensível do meu sexo e sua língua saboreava meu sabor, em uma dança perfeita. Perfeita e experiente, por parte de Demetri. Eu fazia um esforço fora do normal para reprimir os gemidos e os rosnados que tentavam sair da minha boca.
Demetri era bom no que fazia, conseguia me deixar tonta apenas com sua língua. Ele foi aumentando o ritmo e o meu sexo já estava latejando quando senti uma onda de prazer imenso me inundar completamente, fazendo mais efeito do que quando eu era humana. A sensação era triplicada e eu quase gritei, mas minha boca agora era tampada pela boca de Demetri, que me beijava ardentemente. Eu sentia o meu gosto na sua boca. E isso só me excitou mais. Eu queria senti-lo, nem que fosse só com as minhas mãos. As desci de encontro ao seu membro e ele me parou, sorrindo maliciosamente.
- Terá tempo o suficiente para me devolver o favor. Mas eu quero que agora apenas você sinta prazer.
Eu abri a boca em choque. Não era possível que Demetri seria tão generoso assim. Senti-o colocando minha calcinha e minha calça no lugar. Sua mão me envolveu e ele me puxou sutilmente para perto da porta.
- Vamos, temos que contar a Aro sobre sua primeira caçada.
Eu saí de um estado de êxtase. Ah é. Aro. Meu mestre devia estar curioso demais com o meu desempenho. Ele abriu a porta silenciosamente e entrou novamente no castelo. A luz fraca me deu uma visão do meu estado. Eu via minha blusa cheia de sangue e o cheiro agora era menos forte, porque esse estava seco. Minha calça estava com terra e grama coladas por toda a parte. A calcinha arruinada, como sempre. Eu peguei no meu cabelo e senti os nós. Preocupei-me com meu estado quando Aro me visse.
Segui Demetri pelos corredores e ele adentrou um corredor conhecido das minhas lembranças humanas. Parou em frente a uma porta familiar e a abriu, entrando no quarto que eu havia ocupado por semanas. Eu não entendi. Não íamos ver Aro?
- Temos que tomar um banho Isabella, você terá que aprender a distinguir certos cheiros. Como o de sexo que você está exalando.
Se eu tivesse sangue correndo por minhas veias tinha certeza de que estaria vermelha no rosto. Mas agora eu não precisava me incomodar mais com tal fato.
- E viemos para cá, porque aqui ninguém nos escuta e poderemos conversar mais. E será sua última noite aqui, já que você irá se mudar para meu quarto. Mesmo que agora você não durma, creio que acharemos uma nova função para a cama.
Ele piscou para mim com seu sorriso torto e eu sorri. Demetri jogou sua capa suja de terra no chão perto do armário e levantou os ombros fazendo movimentos circulares como se estivesse se alongando. Eu observava Demetri com atenção, aproveitando que meus olhos vampiros podiam agora captar muito mais de seu corpo. Ele começou a desabotoar a camisa preta e a jogou em cima da cama, exibindo seu abdômen forte. Tirou as calças rápido demais e os sapatos em um movimento, entulhando tudo no canto. Ele estava nu. Eu não tinha percebido minha boca aberta, quando eu senti um ar entrar por ela. Parece que certas coisas humanas ainda continuam em você quando se tem um Demetri como homem. Ele piscou novamente para mim e entrou no banheiro.
Eu passei os olhos pelo meu quarto e não escutei nenhum barulho que não fosse da ducha que Demetri havia acabado de abrir. Meu quarto havia mudado. Claro que agora eu conseguia ver tudo perfeitamente, mas as cores estavam tão... vivas. Dei um passo para perto da porta e não escutei nenhum barulho. Claro. O quarto isolado de Volterra. Longe o suficiente para nenhum vampiro ouvir.
Caminhei até o banheiro e abri a porta para sentir o vapor no meu corpo. O espelho desembaçou um pouco e eu fitei o meu reflexo pela primeira vez depois da transformação. A mulher que eu fitava era linda. Seus cabelos eram volumosos e lisos ao mesmo tempo, parecia uma felina. A boca rosada e cheia. A pele branca como mármore. Mas os olhos que me olhavam era o que eu ainda tinha que acostumar. Vermelhos vivos. Demoníacos. Mas o reflexo ainda era meu, eu conseguia me ver, eu ainda era Isabella Swan.
- Você é perfeita.
Senti o hálito de Demetri bater nas minhas costas e percebi tarde demais que ele ainda não havia entrado no chuveiro. Os braços de Demetri passaram pela minha cintura e me abraçaram, suas mãos chegaram ao zíper da jaqueta e ele a abriu lentamente, exibindo o meu corpo para mim, fazendo com que eu olhasse o motivo dele ter falado da minha beleza. Meu corpo era lindo. Eu não tinha nenhuma pinta, nenhuma mancha, nenhum pêlo. Era perfeita. Os seios redondos e empinados, mas de tamanho médio. A barriga escultural, a cintura fina. Mas ainda assim eu tinha curvas o suficiente para chamar a atenção. E isso ficou mais evidente quando Demetri tirou minha calça e a embolou com a blusa, jogando-as para trás. A imortalidade realmente tinha me feito muito bem.
Senti sua boca beijar meu pescoço e seu corpo se encaixou ao meu. Eu sorri torto igual ele sempre fazia comigo. Demetri era impossível!
Fui para o chuveiro, louca para tomar um banho e tirar o cheiro de sangue seco que me impregnava. A água desceu por meu corpo, e eu agradeci pela sensação prazerosa. Coloquei um pouco de shampoo no meu cabelo, que era mais macio agora, fazendo espuma e fechando os olhos. Enxagüei meu cabelo e peguei meu sabonete, quando senti o corpo de Demetri me envolver em um abraço apertado. Apertado de verdade. Seu membro já estava duro. Olhei para meu vampiro, seus cabelos molhados caíam na testa e os olhos estavam negros. Os meus deviam estar também. Mas eu queria retribuir o favor que Demetri havia feito no túnel.
Eu peguei sua mão que descia pelo meu corpo e a parei. Agora eu tinha força para isso. Ele me olhou interrogativamente. Eu sorri para ele e me ajoelhei, depositando beijos e pequenos chupões por sua coxa. Ele rosnou alto. Envolvi-o com a boca e agora Demetri mostrava os dentes. Ele pegou forte meu cabelo e fez os movimentos do jeito que ele queria, na velocidade que ele gostava. E eu deixei. Eu queria dar prazer a Demetri.
Ele rosnava alto e eu gostava disso. Tudo ficou rápido demais e forte, e eu senti o líquido sair, deixando na minha boca um gosto forte de canela. Demetri tremia. Vampiros tremiam? Parecia que ele havia chegado a algo mais forte do que antes. Ele arfava sem sentido e seu peito subia e descia rapidamente. A cabeça encostada nos azulejos pretos do banheiro, deixando a água cair apenas no seu abdômen.
Eu me levantei e acabei de tomar meu banho. Saí do chuveiro sem me enroscar em toalha nenhuma. Eu não sentia frio. Abri a porta do banheiro e adentrei o quarto, sendo seguida por Demetri. Ele me olhava com fome e eu não acreditava nisso. Eu não estava cansada, mas será que ele queria mais? Ele parou em frente à janela e sorriu. Eu olhei para ele incrédula. Se alguém estivesse passando por perto, com certeza o veria nu.
- O que foi?
Ele sorria com a minha careta.
- Acho que as humanas não estão prontas para te ver pelado, Demetri. Tem uma coisa que se chama ataque cardíaco no mundo deles.
- Tsc, bobagem.
Ele não concordou, mas saiu da janela e se deitou na cama, passando os braços para trás da cabeça e exibindo seus músculos.
- Aro vai querer lhe ensinar uma coisa, Isabella.
Eu me juntei a ele na cama, deitando-me de barriga para baixo e apoiando meus braços nas mãos, ficando de frente para seu corpo.
- O quê?
- Ah, você sabia que pode aperfeiçoar seu dom?
Fiquei confusa por um momento, mas entendi rapidamente o que ele me disse.
- Aperfeiçoar como?
- Você ainda não tem controle do seu dom. Quando aperfeiçoá-lo, poderá aplicar em quem quiser, e selecionar os momentos que quer que a pessoa veja.
- Mas como eu vou fazer isso se não sei quais momentos a pessoa passou? – perguntei confusa.
- Exatamente. Você poderá criá-los.
Ele piscou para mim quando viu minha boca se abrir em espanto. Eu poderia criar algo dentro da mente da pessoa?
- Qualquer coisa? – minha curiosidade venceu mais uma vez.
- Qualquer coisa, como se pudesse depositar momentos que nem existiram. Controlar a mente, mesmo.
Eu estava começando a gostar da idéia. Demetri me puxou pelos braços, fazendo-me ficar em cima dele. Eu abri as pernas e senti seu membro. Já? Não era possível, isso era sobrenatural. Mas pensando bem... não se podia dizer que éramos normais.
- Minha vampira poderosa...
- Não acha que ficará tarde se pararmos toda hora para fazer sexo?
Demetri riu. Aliás, Demetri gargalhou alto.
- Tarde Isabella Swan? Por Deus! Somos vampiros! Aro não dorme!
Eu rosnei por ele ter rido da minha cara, mas puxei seu cabelo com força para trás e ele tombou a cabeça rindo ainda mais. Beijei seu pescoço e seu riso se transformou em um rosnado. Suas mãos me apertavam forte na cintura.
A idéia que Demetri poderia usar sua força toda agora me fascinava, e eu comecei a ficar molhada com tais pensamentos. Mexi meu quadril para espalhar a lubrificação no seu membro e ele me olhou, encantado com a ousadia. Seus lábios se encontraram com os meus e ele me beijou lentamente, me dando uma mordida, bem forte agora, nos lábios. Um tremor saiu do meu peito e ele pegou minha cintura, me encaixando no seu membro e me soltando, para meu corpo descer de uma vez. A penetração foi forte e rápida, e eu gemi em resposta. Eu me mexi lentamente, fazendo uma dança voluptuosa por seu corpo e ele se contentava em ficar quieto, com os olhos fechados.
Ele abriu os olhos e tentou mudar a posição, mas eu plantei minhas mãos no seu peito e o empurrei de volta para a cama. Essa fez um barulho e quebrou as duas pernas da direita, se inclinando e fazendo Demetri rolar para cima de mim. Eu tinha tanta força assim?
- Meu anjo, não se joga uma pedra com força em cima de algo frágil.
Eu não me importei, ele agora estava em cima de mim e seu peso era ainda maior, já que ele não precisava se apoiar com medo de me esmagar. Demetri começou a estocar com muita força e eu gemia cada vez mais alto, fazendo meu corpo inteiro tremer. Puxei os cabelos dele com força e ele sentiu o puxão de desejo pela primeira vez realmente.
- Mais forte.
Ele sorriu torto e usou mais força ainda. Meu corpo inteiro gostava da força de Demetri, e eu queria mais dele. Eu tentei me levantar, mas ele usou seu peso inteiro para me prender. Meu corpo bateu no chão e eu senti algo se rachando embaixo de mim. Eu poderia sair dali, minha força era maior, mas eu não queria. Ele penetrou com mais força e eu arqueei de encontro ao seu corpo forte e cheguei ao meu máximo junto com ele. Eu cheguei ao meu máximo pela segunda vez em menos de uma hora com Demetri.
Eu estava começando a gostar de ser vampira.
Eu não estava cansada. Se fosse humana eu iria dormir pesado, e iria ter hematomas no dia seguinte. Mas eu não era. Levantei-me da cama em um salto e fui me lavar rapidamente para tirar o cheiro de Demetri, ele me seguiu e entrou na ducha comigo.
Lavei-me pela segunda vez e fui até o armário colocar uma roupa. O vampiro saiu com uma toalha enrolada na cintura e balançou os cabelos, jogando respingos de água em cima de mim. Eu fechei os olhos. E quando os abri, ele já estava vestido. Vestido? Olhei interrogativamente para ele.
- Coloquei algumas roupas aqui novamente.
Eu sorri e me virei para a porta. Passei os olhos pelo quarto, pedaços de madeira da cama estavam no chão, a própria, tombada de lado, com o dossel espalhado no piso. O piso que eu havia deitado estava rachado e afundado. Ainda bem que eu não ia mais dormir naquele cômodo.
Demetri me abraçou e me beijou no cabelo. Eu assustei. Ele fazia questão de ser silencioso até para um vampiro. Bufei com isso, mas fechei os olhos quando suas mãos começaram a desembaraçar os meus cabelos.
- Pronta para ver seu mestre, amor?
