No capítulo anterior: Ray e Kai falaram com Melanie e Ronald, os pais de Ray e contaram-lhes que namoravam. Apesar de chocados, os pais de Ray aceitaram a relação. À noite, Kai e Ray anunciaram que namoravam aos outros que ainda não sabiam da relação. O avô de Lee apoiou a relação de Kai e Ray, pois o mais importante era vê-los felizes. Tyson ficou zangado porque Kai e Ray não lhe tinham contado que namoravam há mais tempo. No dia seguinte, Tyson acabou por fazer as pazes e Kai contou a Tala, Tyson e Max o que Voltaire tinha feito, terminando os segredos que haviam entre os membros da equipa.
Capítulo 25: O Rival
Passou-se uma semana desde a chegada dos Bladebreakers à aldeia de Ray. Durante essa semana, os Bladebreakers tinham treinado junto com os White Tigers e também aproveitado para descansarem nalguns momentos. Naquele dia iriam para a cidade onde se iria realizar o torneio da China, mas antes de partirem, Kai e Ray tinham subido a uma montanha junto à aldeia e ficaram a observar a paisagem. Árvores e todo o tipo de plantas podiam ser vistas dali, bem como um rio serpenteante.
"Isto aqui é mesmo calmo." disse Kai, respirando o ar puro. "Percebo agora melhor porque é que és como és, Ray."
"Ai sim?"
"Sim. Foste criado com a natureza por perto e toda esta calma também fez de ti calmo, além de bastante saudável, obviamente." disse Kai. "Quem me dera ter podido crescer aqui, em paz, em vez de ter crescido naquela abadia horrorosa…"
"Tenho muita pena, Kai." disse Ray, tocando no braço do namorado. "Mas infelizmente não podemos mudar o passado."
"Eu sei, mas todos os dias me lembro da abadia. Apesar de querer esquecer, sei que nunca esquecerei de todo." disse Kai, suspirando. "Mas eu irei sobreviver. Sobrevivi até aqui, portanto…"
"Ouve Kai, tu és uma pessoa muito forte." disse Ray, olhando-o nos olhos. "Passaste por muito na tua vida, é verdade, mas o tempo da abadia terminou. Agora tudo é diferente. Tens-me a mim. E sabes, podemos voltar aqui quando quiseres e passar algum tempo por cá. Os meus pais não se importam, com certeza e poderás vivenciar algumas das coisas pelas quais eu passei na minha infância."
Kai ficou pensativo. Sim, gostaria de, um dia, voltar à aldeia. Visto que estava a namorar com Ray, era bastante normal que isso acontecesse, visto que Ray iria querer visitar a sua família. Pensando nisso, surgiu-lhe uma dúvida na sua mente.
"Ray, o que vai acontecer quando o campeonato mundial terminar?" perguntou Kai.
"O que é que queres dizer com isso? Não estou a perceber a tua pergunta."
"Estamos em viagem por causa do campeonato. Mas quando tudo terminar, o que vais fazer? Vais voltar aqui para a aldeia? Ou voltas para o Japão?" perguntou Kai.
"Provavelmente para o Japão, se puder." respondeu Ray. "Adoro a minha aldeia, mas a verdade é que é muito parada. Quero fazer coisas com a minha vida e não passam por ficar aqui permanentemente. Mas o mais importante é estar contigo, seja onde for."
Kai ficou bastante satisfeito ao ouvir aquilo. Não queria de maneira nenhuma separar-se de Ray e se Ray tivesse respondido que queria voltar para a aldeia, Kai voltaria com ele e acabaria por se instalar na aldeia de modo permanente, para poder estar sempre com ele.
"Bom, temos de nos apressar. Já devem estar à nossa espera para partirmos." disse Ray.
Kai acenou afirmativamente. Os dois começaram a descer a montanha, com bastante calma e cuidado, para que não caíssem. Ray já conhecia bem tudo à volta da aldeia, mas Kai tinha de ter cuidados extra.
"Talvez no futuro, quando aqui voltarmos, te ensine a pescar no rio, por exemplo. Ou podemos escalar uma montanha mais íngreme, que se situa a leste da aldeia." disse Ray. "E há outras coisas que poderíamos fazer."
"Parece uma óptima ideia." disse Kai. "Gosto de fazer coisas novas."
"De qualquer das maneiras, também vamos ter ainda algum tempo na aldeia, mesmo depois de terminado este torneio." disse Ray. "Não é como se fossemos logo embora."
Algum tempo depois, os dois chegaram novamente à aldeia. Havia duas carrinhas paradas no centro da aldeia e praticamente todas as pessoas da aldeia ali estavam. Uma das carrinhas era a carrinha do pai de Ray, que iria levar os Bladebreakers e a outra era a carrinha do pai de Lee, que levaria os White Tigers até à cidade onde se iria realizar o torneio.
"Este torneio vai ser fantástico." disse Mariah, entusiasmada. "E depois deste torneio, ganhemos ou não, vamos viajar."
"Sim. Ainda só ganhámos um torneio." disse Lee. "Precisamos de mais para nos qualificarmos para o campeonato mundial."
"De certeza que vão conseguir ganhar muitos torneios." disse Ray. "Vocês são bastante bons e todos pudemos comprovar isso com os treinos que fizemos convosco."
"Isso é verdade, vocês são bons e podem ganhar vários torneios, mas não este." disse Tyson. "Porque a vitória vai ser dos Bladebreakers!"
"Isso logo se vê." disse Kevin, cruzando os braços. "Não penses que será fácil vencerem-nos."
Seguiu-se o momento das despedidas. Apesar de irem ficar fora apenas uns dias, os aldeões quiseram despedir-se e também desejarem boa sorte aos White Tigers, que representavam a aldeia. A mãe de Ray, Melanie, abraçou o filho.
"Boa sorte, meu querido." disse ela. "Estarei a torcer por ti e irei ver o combate na televisão do chefe da aldeia."
"Obrigado mãe." agradeceu Ray. "Vou dar o meu melhor, prometo."
Pouco depois, os Bladebreakers tinham entrado na carrinha de Ronald, o pai de Ray e os White Tigers na carrinha do pai de Lee. As carrinhas partiram, deixando a aldeia para trás, rumo ao torneio.
Beyblade: História de um Amor Conturbado
O primeiro dia do torneio fez-se com a eliminação de várias equipas que estavam a participar. No segundo e último dia do torneio, os Bladebreakers assistiram, numa das salas do estádio, às outras equipas a combaterem para se manterem no torneio. Ao ver os White Tigers a vencerem outra equipa, Ray ficou bastante animado.
"Se os White Tigers vencerem mais uma equipa, iremos combater com eles na final." disse Ray, satisfeito.
"Eles são bastante bons e vê-se que melhoraram ainda mais do que da última vez que competimos com eles." disse Max. "Mas não os iremos deixar vencer facilmente."
Seguiu-se um novo combater e, com certa facilidade, os White Tigers venceram a equipa que ainda restava, chegando à final. Depois, os Bladebreakers entraram no centro do estádio, prontos a combater, com os White Tigers do outro lado do campo.
"Agora, vamos ver qual é a melhor equipa." disse Lee, aos seus colegas de equipa.
A primeira batalha da final foi entre Tala e Gary. Os dois aproximaram-se do disco e sem grandes cumprimentos, a batalha começou. Tala atacou ferozmente, mas Gary foi ainda mais forte e conseguiu lançar o pião de Tala para fora do disco. Tala arregalou os olhos, surpreendido.
"Eu perdi? Não pode ser." disse ele, surpreendido.
"Eu sou o mais forte." disse Gary, sorrindo. "Ganhei."
Quando Tala voltou para o banco, onde os seus companheiros de equipa estavam sentados, estava bastante aborrecido por ter perdido. Não esperava que o resultado da batalha fosse aquele.
"Lamento por vos ter deixado ficar mal." disse Tala.
"Não te preocupes com isso, Tala." disse Max. "Deste o teu melhor e é isso que importa."
"Exactamente." concordou Wyatt, abanando a cabeça.
De seguida, foi a vez de Kai enfrentar Mariah. Ambos lançaram os seus beyblades e em poucos segundos, com movimentos rápidos e fluidos, Kai invocou Dranzer e lançou o beyblade de Mariah para fora do disco.
"Oh, perdi." disse Mariah, desolada. "Nem tive hipótese nenhuma."
"Lamento, mas apenas prevalece quem é melhor." disse Kai.
Kai sorriu, satisfeito. Ray estava a observá-lo e, apesar de agora Mariah já não estar interessada em Ray, Kai gostava de mostrar que dos dois pretendentes, ele era o melhor blader. Ao voltar para perto dos colegas de equipa, todos felicitaram Kai pela sua vitória. De seguida, Ray levantou-se e dirigiu-se ao disco, com Lee a fazer o mesmo pelos White Tigers. Os dois olharam-se nos olhos, com os beyblades prontos. Teriam de desempatar e aquela batalha seria decisiva.
"Dá tudo o que tiveres, Lee."
"Digo o mesmo, Ray. Vamos dar tudo por tudo." disse Lee. "E que ganhe o melhor."
A batalha entre Lee e Ray começou e os dois atacaram e defenderam e voltaram a atacar com os seus beyblades. Por várias vezes o beyblade de cada um deles esteve prestes a sair do disco, mas não saiu. No estádio, os fãs observavam tudo com grande expectativa. Num último movimento, Ray e Lee invocaram os seus bit-bichos e, depois de um embate com alguma violência, o beyblade de Lee deixou de girar.
De imediato, os fãs irromperam em aplausos e gritos de vitória. Lee suspirou, tendo perdido, mas estando satisfeito com a sua prestação. Os Bladebreakers aproximaram-se de Ray, bastante contentes com mais uma vitória.
"Ganhámos!" gritou Tyson, sorrindo. "Somos os melhores!"
Ray recebeu imensos elogios pela sua prestação. Estava muito contente por ter contribuído para a vitória da equipa. Kai aproximou-se dele e sorriu-lhe. Num impulso de felicidade, Ray aproximou-se ainda mais de Kai e beijou-o na boca, à frente de toda a multidão.
Beyblade: História de um Amor Conturbado
No dia seguinte, Kai e Ray sentaram-se à mesa do pequeno-almoço do hotel onde os Bladebreakers estavam hospedados. Os outros Bladebreakers já estavam sentados. Tyson estava já a comer torradas barradas com imensa manteiga. Algumas pessoas, que estavam a tomar o pequeno-almoço noutras mesas, lançaram olhares para a mesa dos Bladebreakers.
"Então, como estão vocês?" perguntou Max. "Dormiram bem?"
"Dormimos normalmente." respondeu Ray.
"Já vieram duas pessoas perguntar se vocês estavam por aqui." disse Tala. "Querem ver o novo casal sensação junto."
"Desculpem." pediu Ray. "É tudo culpa minha… não me consegui controlar ontem e quando dei por mim já estava a beijar o Kai, no meio do estádio."
Tyson riu-se.
"A nós não nos afecta nada. Ainda nos promove mais." disse ele. "E pronto, vocês namoram e podem muito bem beijar-se em público."
Wyatt levantou-se para ir buscar um jornal, para se actualizar, como era costume. Ficou algum tempo a olhar para a notícia da primeira página e depois foi directamente para a página onde continuava a notícia.
"Kai e Ray, acho que precisam de ver esta notícia." disse Wyatt, estendendo o jornal aos dois amigos.
Eles olharam curiosos para a primeira página e, como já estavam à espera, a notícia era sobre eles. Na primeira página estava uma foto de Kai e Ray, a beijarem-se no Bey Stadium. Havia também um grande título, que dizia, "Relação Bombástica entre dois membros dos Bladebreakers."
Depois do título e da fotografia, havia alguma informação sobre Kai e Ray. Na página onde a notícia continuava, havia muitas especulações acerca do relacionamento dos dois. Muitas delas eram completamente absurdas.
Depois do beijo do estádio, os Bladebreakers tinham saído rapidamente de lá, seguidos pelos White Tigers e não tinham prestado nenhumas declarações aos jornalistas. Kai pousou o jornal e Tyson, curioso, pegou logo nele. Max apressou-se a espreitar também, juntamente com Tala. Quando leram a notícia, olharam para Kai e Ray.
"Pois é, tinham logo de pôr esta notícia na primeira página." disse Tala, abanando a cabeça. "Estes jornalistas estão mesmo chatos."
"E vocês não estão muito favorecidos nesta fotografia." disse Tyson sorrindo.
Os outros não puderam evitar rir-se do comentário.
"Pouco me importa o que o jornal diz." disse Kai. "Agora eu e o Ray já não precisamos de esconder a nossa relação."
Ray acenou afirmativamente e ficou contente por Kai não se mostrar afectado. Kai tinha-se mentalizado que o que importava era Ray e não o que quem quer que seja pensasse.
"Estas teorias do jornal são interessantes." disse Max. "Diz aqui que, supostamente, vocês já namoram há uns três anos, em segredo e que começaram a namorar quando o Kai te salvou a ti, Ray, de morreres congelado na Rússia."
"Mas depois mais à frente já dizem que o que vos juntou foi o facto do Kai ter um fetiche por cabelos longos." disse Tyson, rindo-se bastante. "O que esta gente inventa."
Kai abanou a cabeça, nada satisfeito com aquelas teorias. Ray decidiu mudar de assunto.
"Então, a seguir vamos para os Estados Unidos, não é?" perguntou ele.
"Sim!" exclamou Max, entusiasmado. "Estou desejoso de rever a minha mãe."
Beyblade: História de um Amor Conturbado
Na semana seguinte, aconteceram várias coisas. Os Bladebreakers voltaram para a aldeia de Ray, para aproveitarem os últimos dias antes de partirem para os Estados Unidos. Ray aproveitou para ensinar a Kai como pescar no rio e Kai não se saiu nada bem, mas os dois divertiram-se na mesma.
Kenny, Zeo e Daichi tinham todos ligado a Ray e Kai, para saberem se era mesmo verdade que eles namoravam. Ray e Kai tinham confirmado e, todos, com excepção de Daichi, tinham achado bem. Daichi achara estranho, mas dissera que, talvez com algum tempo conseguisse aceitar bem as coisas.
Mais tarde, a mãe de Ray, Melanie, reuniu o marido, Ray e Kai e deu uma novidade a todos.
"Quero dizer a todos que, depois de fazer o teste, descobri que estou grávida." anunciou ela.
"Grávida? Querida!" exclamou Ronald, abraçando a mulher.
"Vou ter um irmão ou uma irmã." disse Ray, sorrindo.
Kai abanou a cabeça, contente por a família de Ray ir ter um novo membro e deu os parabéns à mãe de Ray, que o abraçou, para surpresa de Kai. No entanto, fora uma surpresa agradável.
Nos dias seguintes, apesar de Kai e Ray estarem na aldeia, os jornalistas não desistiram de tentar fazer uma entrevista com eles e tentarem saber como é que tudo tinha começado entre eles, entre outras coisas. Kai e Ray não queriam prestar declarações, visto que apesar de agora todos saberem que namoravam, não tinham de expor a sua intimidade. Kai decidiu dar apenas um pequeno esclarecimento aos jornalistas e nada mais.
"Muito bem. É a única vez que vou dizer isto, por isso, oiçam bem." disse Kai, aos jornalistas. "Eu e o Ray estamos juntos. Começámos a namorar há algum tempo e amamo-nos muito. Agora, por favor, deixem-nos em paz."
Mas claro que os jornalistas tentaram ainda mais algumas vezes, mas acabaram por perder o interesse e foram-se embora da aldeia. Kai e Ray receberam muitas cartas de fãs, na sua maioria, contra o relacionamento.
"Ora, é inveja." disse Tyson. "Muitas destas pessoas, que nem vos conhecem pessoalmente, pensam que estão apaixonadas por um de vocês. Ou pelos dois!"
"Exacto. E queriam que vocês namorassem com eles e não um com o outro." disse Wyatt, acenando afirmativamente com a cabeça.
"Pois, mas bem podem sonhar." disse Kai. "Porque eu só quero saber do Ray."
Ray sorriu.
"E eu só tenho olhos para ti."
"Oh, arranjem um quarto!" exclamou Tyson. "Estão para aí a derreter-se um pelo outro."
"Pois estamos." admitiu Kai. "E não tenho vergonha nenhuma de o admitir."
Beyblade: História de um Amor Conturbado
Quando chegou a altura dos Bladebreakers partirem para Washington, já era o início de Novembro. No dia da partida, toda a aldeia se foi despedir deles. Os Bladebreakers foram levados até ao aeroporto pelo pai de Ray.
O jacto demorou bastante tempo a chegar ao aeroporto de Washington. Quando lá chegaram, os Bladebreakers foram levantar a sua bagagem e quando saíram do aeroporto, Judy, a mãe de Max estava à espera deles, juntamente com Emily.
"Bem-vindos." disse Judy, abraçando Max.
"Mãe, tive saudades tuas." disse Max.
"Eu também tive muitas saudades tuas, meu querido"
"Então, os All Starz também estão a participar nos torneios?" perguntou Tyson.
"Sim. Já ganhámos três torneios." respondeu Emily, de cabeça erguida e alguma vaidade. "Desta vez vamos ser os campeões do mundo."
"Ah, isso logo se verá." disse Tala.
Os Bladebreakers foram levados até ao hotel onde iriam ficar hospedados. Desta vez, Max e Tyson tinham um quarto para cada um, enquanto Ray e Kai ficavam no mesmo quarto e Wyatt e Tala também.
Depois de Max ter deixado as suas malas no quarto, desceu até à recepção onde Emily e Judy estavam à sua espera.
"Então Max, já deixaste as malas no quarto?"
"Sim mãe."
"Que tal vires connosco, para veres as novas instalações dos All Starz?" perguntou Emily.
"Posso dizer aos outros para virem também?" perguntou Max.
"Claro que sim." respondeu Judy. "Apesar de sermos equipas rivais, temos todo o gosto em que todos vejam as nossas instalações."
Meia hora mais tarde, os seis Bladebreakers, Judy e Emily tinham chegado às novas instalações dos All Starz. As novas instalações dos All Starz eram grandes edifícios com laboratórios, campos de treinos, entre muitas outras coisas. Todo o equipamento era de alta qualidade.
Judy e Emily mostraram-lhes as várias salas, explicando como tudo funcionava, enquanto todos se iam mostrando maravilhados pelos equipamentos e qualidade de treinos que ali haviam.
"Então, os outros membros dos All Starz não estão cá?" perguntou Tyson.
"Só um deles. O nosso novo membro está a treinar." respondeu Emily.
"Novo membro?" perguntou Max, confuso.
"Sim. O Rick decidiu sair da equipa, por isso tivemos de o substituir. O Steven já está recuperado, mas é sempre bom termos cinco pessoas na equipa." explicou Judy.
Nesse momento, uma rapariga de cabelo roxo pela cintura aproximou-se deles. Vestia uma camisola branca e calças da mesma cor. Trazia debaixo do braço um computador portátil.
"Olá." disse ela, sorrindo a todos. Depois, virou-se para Max. "Tu deves ser o Max, não é?"
"Sim, sou eu."
"A tua mãe fala muito de ti Max."
"Deixem-me apresentar-vos a Amy." disse Judy, sorrindo. "Ela está a fazer um estágio aqui."
"És tu o novo membro dos All Starz?" perguntou Tyson.
"Não. Estou só mesmo a estagiar aqui." respondeu Amy. "Mas tem sido fantástico estar aqui."
"Ela podia ter entrado na equipa, mas não quis." esclareceu Emily. "Ela é uma óptima blader."
Amy acompanhou-os no resto da visita. Judy conduziu-os até à sala onde o novo membro da equipa estava a treinar. Quando entraram, um rapaz de cabelo castanho olhou fixamente para eles. Max quebrou o silêncio.
"Alan? Tu és o novo membro dos All Starz?" perguntou Max, surpreendido.
"Sim, sou eu." disse Alan, sorrindo e abraçando Max.
Os outros ficaram também surpreendidos por verem Alan McKenzie, o amigo de Max. Depois do que Alan fizera anteriormente, nenhum deles esperava vê-lo, quanto mais no próprio quartel-general dos All Starz.
Dez minutos mais tarde, Alan e Max estavam os dois no café de um dos edifícios. Os outros Bladebreakers tinham continuado a visita com Judy, Emily e Amy. Tyson não ficou nada contente por se separar de Max.
"Estou contente por te ver e por saber que agora fazes parte da equipa." disse Max, sorrindo.
"Sim. Depois do incidente da pedra sagrada, eu pensei que ninguém iria confiar mais em mim. Mas a tua mãe deu-me uma segunda oportunidade e treinou-me." explicou Alan. "Depois houve um torneio para ver quem seria o novo membro dos All Starz. Eu inscrevi-me no torneio, ganhei e entrei para a equipa."
Mais tarde, depois da visita estar terminada, os Bladebreakers decidiram ir comer. Assim, dirigiram-se ao restaurante que havia num dos vários edifícios. Tyson ia ao lado de Alan e puxou-lhe o braço, antes de entrarem no restaurante. Alan parou e Tyson puxou-o para um canto.
"Olha Alan, eu não tenho nada contra ti, mas vê lá quais são as tuas intenções para com o Max." disse Tyson.
"De que estás a falar?"
"Eu bem vi como estavas a olhar para ele. Estás de olho no Max!"
"Eu não estou de olho em ninguém." defendeu-se Alan.
"Estás sim. Eu vi muito bem como olhavas para ele." disse Tyson, em tom ameaçador.
"E qual é o problema se eu andar de olho nele?"
Alan sorriu maliciosamente. Tyson bufou, bastante zangado com aquela atitude do outro rapaz.
"Ele é meu!" gritou Tyson, possessivamente.
"Que eu saiba, ele não me disse que namoravam." disse Alan.
"Não namoramos porque eu ainda não lhe disse que gosto dele. Mas estou quase a dizer-lhe. Por isso, não te metas no meu caminho." ameaçou Tyson.
"Bem, se vocês não namoram, eu posso tentar conquistá-lo. Além disso, não tenho medo do teu tom de voz." disse Alan.
"Ele vai ficar comigo!" gritou Tyson.
"Veremos." disse Alan, sorrindo e entrando no restaurante.
Continua…
