Quando o Amor Espera
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Universo: U.A.
Autora: Johanna Lindsey
Adapitação: Tiva07
Gênero: Romance/Angst/Histórico
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Sinopse
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Konoha era uma velha fortaleza, que não fora projetada nem para ser confortável nem para receber hóspedes. No entanto, passou a ser o lar da delicada e bela Lady Sakura desde que ela fora separada do pai por intrigas da madrasta. Embora rústica, há seis anos Sakura não saía dali nem para visitar Haruno, sua cidade natal. Tampouco para ver o pai, que morava no castelo de Haruno com a nova esposa, Lady Kaory.
Estamos em 1776, na Inglaterra dos senhores feudais. Sakura, isolada do mundo, resolve acabar com sua solidão: aventura-se, sozinha, até Oto para assistir à justa. E o destino a faz conhecer o homem que irá modificar radicalmente sua vida: Sasuke Uchiha, o Lobo Negro.
Confiante nas boas relações com o rei, Sasuke Uchiha, mercenário de Sua Majestade, dirige-se a Haruno para pedir que ele interceda a seu favor: quer a mão de Sakura e as terras vizinhas à fortaleza de Konoha. As terras são confiscadas do jovem Sai Montigny e de seu pai, e Sakura é forçada a se casar.
CAPÍTULO 25
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APÓS QUATRO dias, Sasuke estava pior. Juugo não sabia mais o que fazer. Parecera um ferimento simples. Sasuke tivera piores e se recuperara rapidamente. Este ferimento parecia estar lhe drenando as forças. A febre começou no segundo dia e subiu até Sasuke ficar delirante, chamando a esposa num momento e amaldiçoando-a no outro. Nem reconhecia Juugo.
Jiraya, aquele patife pervertido, escapulira da fortaleza, sumindo antes de poder ser responsabilizado pelo estado cada vez pior de Sasuke.
Juugo não sabia o que fazer. Não, não era verdade. Havia algo que podia fazer, e finalmente fez, mandando um criado ir buscar a esposa de Sasuke. Quando ela entrou no quarto, acompanhada de sua aia Ino, ele teve o bom gosto de parecer envergonhado. Crispou-se quando ela soltou uma fileira de imprecações.
- Por que não me chamou antes? - ela interpelou Juugo. - A sujeira dentro da ferida o está matando.
- Não troquei as ataduras - replicou Juugo na defensiva - por isso não vi a ferida.
- Devia ter visto! Eu avisei que Jiraya faria mais mal do que bem a ele.
- Pode ajudá-lo? - pediu Juugo humildemente.
Olhando para a ferida cheia de pus, ela disse:
- Sinceramente não sei. Há quanto tempo a febre está tão alta?
- Três dias!
- Divina misericórdia.
Juugo ficou sem cor. A desesperança dos modos da moça dizia tudo o que precisava saber. Rezando, aproximou-se mais da cama e observou-a. Primeiro ela forçou líquido pela garganta de Sasuke, conseguindo que o engolisse. Juugo sentiu o respeito brotar dentro de si. Depois, começou a esmagar folhas para pôr um emplastro na ferida, junto com um preparado fedorento. Mandou botar água para ferver e começou a misturar o conteúdo de vários vidros.
Quando tirou uma faquinha do cesto, Juugo agarrou-lhe o pulso.
- Para que é isso? - interpelou-a.
Ela fitou o homem de impressionante estatura.
- A ferida terá que ser aberta, para que eu possa procurar o que está provocando a febre. Gostaria de fazê-lo? - indagou incisivamente. Juugo sacudiu a cabeça e largou o seu pulso.
Sakura limpou a faca, retirou com muito cuidado o emplastro de folhas que pusera na ferida. Usando a faca, começou a remexer na ferida, limpando-a. Fez-se um silêncio completo durante longos momentos e, então, ela soltou um grito horrorizado.
- A morte é boa demais para aquele médico. - Sakura olhou ferozmente para Juugo de um jeito que o fez sentir-se totalmente culpado pelo estado de Sasuke. - Ele tirou a flecha, mas deixou dentro da ferida um pedaço de cota de malha de Sasuke que a flecha levou junto!
Ela o extraiu lenta e cuidadosamente, depois continuou a limpar a ferida. Quando o sangue limpo, finalmente, começou a verter da ferida, ela soltou um suspiro agradecido. Agora que a limpeza fora feita, cobriu o ferimento com o seu preparado.
Recostou-se, por fim, e olhou para Juugo, sem ansiedade na fisionomia.
- Deve-se deixar o sangue verter da ferida até a febre ceder, para sabermos que a doença a deixou. Não vou costurar a ferida até lá. Ele vai ficar mais enfraquecido ainda, mas não me atrevo a deter o sangramento até ter certeza de que a ferida está limpa. Tenho tônico para ajudá-lo a combater a febre e a recuperar as forças. - Juugo assentiu, e ela continuou: - Também lhe darei alguma coisa para a dor. - Quando ele ficou calado, ela indagou: - Quer me deixar ficar, ver como ele se comporta e fazer o que precisa ser feito?
- Sasuke está fora de perigo? - indagou ele baixinho.
- Creio que sim.
- Então fique, minha senhora.
- Se ele acordar o bastante para perceber que estou aqui, talvez não goste.
- Pois então que não goste - disse Juugo teimosamente, agradecido demais para se importar com o que Sasuke ia pensar.
- Pois bem. - Ela soltou um suspiro. - Mas peço-lhe que não lhe conte o que fiz.
- Por que não?
- Não quero que se aborreça ao acordar. Ele que pense que Jiraya o curou como deveria ter feito.
- Eu não mentiria para Sasuke.
- Não precisa mentir. Só não diga nada. Vou tentar me retirar antes que ele acorde.
No final do dia seguinte, ela trocava a atadura, após juntar as pontas irregulares da ferida, quando os olhos de Sasuke se abriram e fitaram as dela. A febre o devastara, e vários dias de barba por fazer lhe cobriam o rosto. Estava com uma cara terrível e seus olhos escureceram de raiva ao vê-la.
Sakura não disse uma palavra, terminou o que estava fazendo e saiu do quarto. Juugo, que dormia numa cadeira ao pé da lareira, acordou quando ouviu a porta se fechar. Aproximou-se da cama.
- Quer dizer que está de novo com a gente?
- Onde estive?
A voz era muito fraca.
- Chegou bem perto de morrer.
Sasuke o fitou com ceticismo.
- De um buraquinho de flecha?
- O buraquinho estava fedendo de infecção. Você teve uma febre muito alta.
- Deixe isso para lá. O que ela estava fazendo aqui? Se é assim que vocês me protegem, deixando a responsável...
- Calma, Sasuke. - Juugo o interrompeu. - Não acho que seja culpada disso. Tenho certeza que não é.
- Eu lhe contei o que vi.
- Sim, e isso foi suspeito... mas não conclusivo - disse Juugo obstinadamente.
- Você agora a defende? Não confiava absolutamente nela, antes disso. Eu não quero crer que ela seja capaz disso, Juugo. Acreditava que estava fazendo progressos com Sakura, e então isso acontece.
Juugo sacudiu a cabeça.
- Você ainda não teve tempo de considerar o que aconteceu sem a dor dos ferimentos toldando os seus pensamentos. Pense bem antes de pôr a culpa nela, pois qualquer um poderia ter disparado aquela flecha. Pode ter sido um dos homens das fortalezas que conquistamos ou até mesmo alguém daqui mesmo. Konoha já tinha atacado com armas antes? Fariam isso agora, quando você está com a senhora deles em seu poder? - Afastou-se um pouco e fitou Sasuke cuidadosamente. - Sabe por que ela estava contra você antes? Você perguntou a ela?
- Que diferença faria?
- Perguntou, Sasuke?
- Não - respondeu secamente - mas suponho que você tenha ficado sabendo, caso contrário não estaria me perturbando desse jeito.
Juugo abriu um sorriso.
- Estou vendo que o seu humor está melhorando.
- Tem alguma coisa para me dizer ou não?
Juugo sacudiu a cabeça.
- Estávamos errados a respeito dela, sabe. E ela também foi enganada a seu respeito. Agora cabe a vocês dois trabalharem juntos para esclarecer as coisas, Sasuke.
- Enigmas, quando estou aqui sofrendo - suspirou Sasuke. - E onde está aquele maldito médico, afinal? Parece que há fogo dentro do meu quadril.
- Sem dúvida, depois de tudo o que você passou. Quanto a Jiraya, partiu há duas noites, temendo perder os polegares.
- Mais enigmas? - perguntou Sasuke, exasperado.
- A sua mulher foi muito clara quando disse a Jiraya o que faria se lhe fizesse mal, e como foi a incompetência de Jiraya que quase lhe matou...
- Você continua a me dizer que estive às portas da morte. Já que o médico foi embora, suponho que deva lhe agradecer? - Juugo sacudiu a cabeça enfaticamente. Os olhos de Sasuke se dilataram com súbita compreensão. - Ela usou os seus conhecimentos para me curar? Para me ajudar de novo? Por que não me contou logo? Ora, Juugo, creio que a dama está começando a gostar de mim.
- Eu não me empolgaria muito - disse Juugo rapidamente. - Ela pode ter salvo a sua vida miserável, mas acredito que é simplesmente o jeito dela ajudar os outros quando pode. Não enxergue nisso mais do que deve. Só lhe trará problemas mais tarde.
Porém Sasuke não estava escutando. Estava encantado, eufórico. Ela aprendera a gostar dele. Será que isso queria dizer que logo poderia fazer com que o amasse?
A pergunta ocupou inteiramente os pensamentos de Sasuke, até que pegou no sono, exausto.
N/T:
Oi * - - - *, galera desculpem a demora, pra compensar vocês postei três capítulos de uma vez ;3.
Boa leitura
