GRANDE HOMEM, PEQUENA MENINA

" Por que tu se esconde,

morena?

tento te achar, só não sei onde,

pequena...

É na vaga dos cabelos teus

que irei surfar.

É no rio de pensamentos meus,

que procuro te amar.

Pois que estou a achar,

só pra me perder,

em paixão.

Tentar achar você,

só pra satisfazer meu coração."

(Sérgio Filho)

Já fazia muito tempo... Tempo demais. Onde ela se metera? Ele apertava as mãos, com força. Nunca pensara que sentiria tanta falta de uma menina. Uma menina...

Shawn não vira Jaquie desde aquele dia na praia. Não entendia o porquê de ela correr dele! Claro que não iria feri-la... Ela sumira já fazia uma semana, e nem mandara cartas ou ao menos um recado, um bilhete! Ele estava cada vez mais preocupado.

O Sol brilhava opaco ao longe, no horizonte ao fim do mar. A varanda da casa dele, antes tão aconchegante, tinha um quê de anormal... As plantas pareciam menos verdes... O mar parecia menos verde-azulado... A areia, antes tão branca, parecia pintalgada de negro (seria a poluição?). Os pés descalços do rapaz tocavam o assoalho frio da tarde... Não era inverno, mas, a cada dia que se passava, ficava tudo mais frio... mais sem vida que nunca. Então ele a viu.

Os cabelos negros, presos numa grossa trança que ia até a cintura. Os pés, sem as botas marrons, num vestido bege e simples, que davam um ar de "eu sou uma dama" e não de "eu sou Jaquie". Ela parecia triste, e ao mesmo tempo ansiosa.

Olhou para cima e encontrou Shawn. Juntou as mãos na frente da barriga, olhou para baixo e remexeu na areia com os pés. Passados alguns segundos, ela olhou para cima e o chamou, com uma das mãos. Ele já esperava por isso e desceu, pensando nas milhares respostas, as quais ele daria para as milhares de perguntas que, provavelmente, ela faria. Mas se equivocou.

Chegando perto dela, percebeu que ela chorara. E ela não fez pergunta alguma. Apenas se jogou em cima dele, abraçando-o pelo pescoço, murmurando, muito encabulada.

- Desculpa por ser tão boba. – e se afastou, olhando para o chão.

- Como assim? – ele levantou o queixo dela com a mão, e olhou fundo nos olhos ébanos dela, contando cada sarda que ela tinha no nariz, e desenhando mentalmente o formato da boca dela.

- Quando fiquei sabendo que era filho da Sh... Victória... Eu acabei por tomar você como comparsa dela... Achei que eram iguais... porque... sabe... por você ser filho dela... e... – Jaquie estava realmente encabulada.

- Shhhh... – ele pôr o indicador em cima da boca dela. – Você não é a primeira pessoa. Não se preocupe... Eu sei o que minha mãe faz... e sei que ela te fez sofrer... bem... agora sei... desde que ficou assustada quando soube quem eu era...

- Mas... você vai ficar com raiva de mim? – ela perguntou, cautelosa.

- Claro que não! – ele sorriu, brincalhão.

- Bem... tenho que ir... Até mais, Shawn. – ela soltou um de seus mais belos sorrisos, e o abraçou.

- Até. – ele sorriu. Quando ela virou as costas, parece que mudou de opinião e voltou. O abraçou e deu três beijos no ouvido dele.

- Ai! Ai! Ai! – ele exclamou, sorrindo. – Você me paga, Jaquie! – ele sorriu... Mas depois ficou momentaneamente fora do ar. – Jaquie...

- Senhor? – ela o olhou, reprimindo o riso.

- Tenho algo pra te dizer. – ele a puxou um pouco mais perto e disse, no ouvido. – Eu... Eu estou apaixonado por você.

Jaquie abriu os olhos mais do que podia. Seu corpo ficou rígido e um frio tomou conta de sua barriga. Era como se um bando de borboletas girasse no seu ventre, e quisesse sair pela boca. Suas pernas ficaram bambas, e as bochechas, mesmo já sendo, ficaram ainda mais vermelhas.

- E... eu...

- Shhh... – ele a olhou. Suas mãos estavam trêmulas, enquanto ele a laçava pela cintura. Era um pedido silencioso de um beijo.

Jaquie o olhou. Parecia uma criancinha que nunca beijara na vida. Seus olhos nãos conseguiam se fechar. Sentiu o hálito quente dele em sua boca... sentiu-os roçando em seus lábios.

Não foi um beijo realmente. Os lábios grudados, a respiração falhando... as mãos suadas. Ela segurou-se nos ombros dele para não cair, e pôs a cabeça em seu peito.

- Ah... – Shawn não sabia o que dizer. Sentia ela, tão pequena, tão frágil, em seu peito. Parecia uma boneca... – O que vai ser de nós, agora? – ele perguntou. Estava se referido à ele ser filho da mulher que odiava Jaquie.

- Não sei... – ela ainda tentava raciocinar. Ela gostava de Shawn, e sentia que começava a gostar ainda mais...

- Não quero me separar de você... – ele disse, sentindo o perfume do pescoço dela.

- Mas vai ter... – Ela olhou bem fundo nos olhos dele. – Não quero que minha tia saiba que você está comigo... Se quiser ficar comigo... Sham matou meu pai... – ela baixou a cabeça. – E acredite, com você ou sem você – ela olhou para Shawn, com um novo brilho nos olhos e o golfinho pulsando num laranja ofuscante. -, eu me vingarei.

Ela saiu, correndo. Shawn via os pés dela fazendo pegadas na areia branca da praia... Então se jogou no chão. Olhou para o céu, para as gaivotas... Fechou os olhos...

- Nossa... – Suspirou. – Nunca senti isso na minha vida...

Continua...

N/A.: E ai?!?! Gostaram desse cap (eu amei... até pq, gente, falando sério, foi quase a mesma coisa que meu primeiro beijo...y.y)?

Kad!!! Valeu pelo review! Faltando aula, né, mocinha?!? Merece umas palmadas no bumbum!!!! ( Na verdade, Shawn é por causa de outra coisa... Mas td bem...) Bjin!

Katie! Ele é filho d'uma p... possível ameaça mesmo!!! Kkk!!!!

Arigatou pela review!!!

Jack! Thank's pela review! Fia, te mandei um recadinho no cap 2 da tua fic, olha lá! Pode apostar que te ajudo! Beijinhos!

Bjin pra todo mundo... Até quem não postou, não é, Srta Ety?!?! (Brincadeira!!) Beijo pra todo mundo!

PollY PollY.