Capítulo 25

"O Contrato"

Kouga sentia cada ponto de corpo pulsando. Raiva, surpresa, indignação... Ele realmente não sabia o que sentir a respeito do que seus olhos registravam.

Os outros tampouco falavam mais alguma coisa. Estavam tão surpresos quanto ele.

Ele não sabia o que pensar. Como Ayame podia ter escondido algo assim dele. Como?

Pior, como podia pensar em FAZER uma coisa dessas? ESCOLHER isso como carreira?

A raiva e o ciúme acabaram se sobressaindo. Seu desejo era jogar a mesa longe, ir até o palco e puxar Ayame lá de cima pelos cabelos.

Mas então, ele lembrou-se de algo.

De muitos e muitos dias de lágrimas de Ayame. De gritos anunciando que não agüentava mais seu trabalho. De marcas inexplicadas em seu rosto...

Ayame não gostava de fazer aquilo. Não estava fazendo por vontade própria mas porque era obrigada. Mas porque? Ou melhor... Por quem?

A apresentação foi concluída com um aplauso entusiasmado de todos. Isso é... Todos, menos os cinco amigos sentados na mesa central. Ainda estavam em estado de choque, incapazes de tomar qualquer atitude.

Um show de Polidance começou e as garçonetes começaram a circular entre as mesas, anotando pedidos. Assim como as dançarinas, seus trajes eram mínimos, o que chamava muito a atenção.

- Lugar interessante este... _ Miroke comentou, seus olhos treinados captando tudo em volta, o que irritava Sango.

- Quer fazer o favor de se controlar? Você já não é solteiro a algum tempo, sabia Miroke? _ ela lhe fuzilou com os olhos _ Que droga! Não acredito que me trouxe em um lugar como esse!

- Que celosa... _ ele brincou, e inspirado pelo ambiente a sua volta, mordicou sua orelha fazendo-a corar.

- Não acho que seja ciúmes, Miroke. _ Agome comentou, arrancando dele um olhar de incredulidade _ Não SÓ ciúmes. Eu entendi o que a prima quis dizer. Eu sabia que essa boate tinha umas dançarinas bem conhecidas, mas não imaginava que chegasse a esse nível.

- Y mucho menos que Ayame estuvisse dentre ellas. _ Inuyasha comentou, arrancando um silêncio mortal de todos.

Os olhos caíram sobre Kouga, que se manteve calado. Ele soube no instante em que botou os olhos na dançarina mascarada. Conhecia cada centímetro do corpo de Ayame como ninguém, além do fato de não ter gostado de vê-la sendo tocada antes mesmo de saber quem era. Só não quis admitir isso para si mesmo.

Foi então que uma outra voz alcançou seus ouvidos.

- Eu já disse que não estou no menu, senhor.

Kouga virou-se com tanta violência que quase quebrou o pescoço. E lá estava ela, a poucos metros de sua mesa. Vestindo o mesmo que as outras moças.

Ela estava servindo a uma mesa com três homens. Enquanto um se preocupava em paquerá-la, os outros preferiam observar seus atributos. E Kouga não sabia quem o irritava mais.

- Ah, mas que pena... _ continuou o homem _ ... Tenho certeza de que não teria outra refeição mais gostosa do que você aqui.

Ayame fez uma careta por conta do comentário, e decidiu ignorá-los. Teve sucesso por cinco minutos. Até que...

- Ei! _ ela gritou, indignada, se afstando bem da mão boba que sentira em suas partes traseiras. Teve a impressão de ouvir, em algum lugar, um som de mesa sendo esmurrado.

- Que foi, boneca? _ disse um dos outros dois caras que antes a observavam, os olhos turvos pela bebida _ Não gosta de um carinho?

- Eu não te dei essa intimidade! _ Ayame atirou de volta, abaixando o pouco de saia que tinha para tentar esconder o seu corpo da melhor maneira possível.

- Qual é, vadia! _ disse o outro, ainda mais bêbado _ Tenho certeza de que sendo quem é, já sentiu carinhos muito mais íntimos...

- É, vem cá! _ o terceiro a puxou para o colo, fazendo-a gritar.

- Me solta!

Em um momento sentia o homem agarrado nela. No outro, estava no chão.

- Ai!

Ayame ergueu os olhos para tentar entender porque foi solta de forma tão brusca. O homem estava de pé, ladeado pelos outros dois. Os três olhavam de forma agressiva para alguém. Sentiu o corpo gelar ao ver quem era.

Kouga estava sendo contido por Inuyasha e Miroke e olhava para os homens de maneira mortífera. Ao mesmo tempo, sentiu mãos suaves ajudá-la a se levantar. Mãos que ela sabia muito bem de quem seriam.

Mas estava envergonhada demais para encarar as amigas. Ainda sem olhar para elas, Ayame saiu correndo, passando por todo o grupo sem olhar particulamente para ninguém, e ignorando os chamados indignados dos clientes.

- "Que vergonha! Não acredito... Em tantos lugares, por que logo aqui?" _ ela pensava, enquanto corria.

Ayame conseguiu achar um lugar para se esconder nos fundos da boate. Era tranqüilo e lá poderia chorar em paz. Ficou ali sozinha pelo que lhe pareceu uns quinze minutos, até a voz varonil dele chegar até seus ouvidos.

- Te cambiastes en una maestra en hugas, no?

Ayame sentiu o rosto esquentar.

- O que está fazendo aqui?

- Creo que esta pregunta es mía, no?

Ela ergueu os olhos para seu rosto. O par de olhos celestes estavam indecifráveis.

Ayame suspirou. Já era hora de se abrir com alguém. Mas porque era tão difícil?

- Como você escapou da briga? _ ela quis saber.

- No tuvo pelea. _ ele respondeu _ Inuyasha y Miroke me hicieran ver que eso no llevaria a nada. Pero no cambie de conversación, Ayame. Quiero saber lo que haz en un lugar como este?

Novo suspiro.

- Eu... Entrei aqui... Quando comecei a faculdade. _ ela começou, baixando os olhos _ Precisava pagar o apartamento e o carro e agora tinha os meus estudos também. Não conseguia arrumar trabalho de jeito nenhum. Sabe como é difícil o primeiro emprego. Então fiquei sabendo que a boate precisava de garçonetes e não faziam muitas exigências. Resolvi tentar.

Kouga não a interrompeu. Queria entender como ela passou de garçonete a estrela principal do show.

- Com o passar dos dias, comecei a ficar cansada disso aqui e desconfiar que algo não estava certo. Eu entrava as oito e meia, e trabalhava na parte de organização. Da meia noite as duas, eu era garçonete. Saía a duas da manhã, quando as outras... Meninas... Começavam o seu trabalho. _ ela continuou _ Além disso, as roupas das garçonetes eram mínimas, roupas que nunca seriam usadas em um local sério. Depois, os homens que não me respeitavam, me tratando como se fosse qualquer uma.

- Y tu jefe no hablaba nada? _ Kouga sabia que em geral isso poderia ser considerado assédio sexual, mas, pensando bem, o local era bem indicativo para isso.

Ayame voltou a fechar a cara.

- Até parece que ele teria algum problema com isso. _ ela resmungou _ Você o conhece melhor do que eu.

- Lo conozco? _ Kouga agora estava confuso.

Ayame tinha optado pela sinceridade total, afinal de contas...

- É claro que sim. _ ela continuou _ É o seu ex. empresário. Narak Onigumo.

Um silêncio prolongado se formou.

- Como? _ ele estava perplexo. Sabia que Narak tinha outros negócios nesse país, mas nunca imaginou o que era.

- Porque acha que eu tenho tanto medo dele? _ ela lembrou, como se fosse uma coisa óbvia.

- Entonces... _ Kouga estava tentando manter a calma, apesar de sua vontade ser de matar alguém. Em especial, Narak... _ Aquellas huellas en tu cara...

- Bom... Digamos que às vezes eu me rebelo um pouco... _ ela tremeu _ ... E ele não perdoa.

Ayame assustou quando Kouga esmurrou a caixa de força.

Aquele maldito Narak. Como não percebera antes? Ele andava machucando sua garota todo esse tempo e ele não pôde fazer nada para impedir.

Mas algo ainda não se encaixava...

- Porque? _ ele quis saber, apertando as têmporas para se controlar.

- Como?

- Porque tu prosseguió en este trabajo con todo eso sucediendo?

- Bom... É-É complicado.

- Tengo tiempo.

- Eu... Assinei um documento quando entrei aqui. Aqueles de admissão. No começo, eu só fazia os serviços de garçonete e tinha que agüentar tudo calada. Não gostava, mas precisava da grana. Mas ele ficou sabendo sobre Angelus. E também estava precisando de uma estrela principal em seu show. Então... _ carregou a voz de ironia _ ... Eu tive a honra de ser convidada.

Kouga não a interrompeu. Deixou que continuasse.

- Ele me disse que a condição de me liberar as noites de apresentação do Angelus, era que eu fosse essa estrela.

- Y tu... _ Kouga não conseguiu se segurar. O ciúme de ver aqueles homens alisando o corpo dela ainda o dominava.

- Não aceitei, lógico! _ ela apressou-se em responder _ Disse que se fosse obrigada a isso, sairia na mesma hora. Mas então... Ele me mostrou o contrato... Para que eu lesse novamente.

Ela pausou. Seus olhos ficaram marejados. Kouga sentiu toda a irritação se esvair de seu corpo, sendo substituído por outra coisa: Um instinto de proteção irrefreável. Não se segurando mais, abraçou a jovem com força.

- Prossiga... _ ele estimulou, acariciando-lhe os cabelos.

- Lá dizia... Que eu deveria fazer o que o superior pedisse. Independente do que fosse, desde que fizesse parte dos trabalhos da empresa. E os shows fazem parte. Também dizia que meu contrato era por tempo indeterminado. Ou seja, até quando o chefe me quisesse ali. E que o não cumprimento dessas ordens me causaria uma punição severa.

- Que es una multa muy alta, creo yo. _ ele tentou conversar.

- Foi o que pensei também. Disse que não me importaria de pagar o que fosse se ele me obrigasse a continuar. Mas... Ele disse... _ novas lágrimas se formaram _ ... Que nem sempre as multas são pagas em dinheiro...

- Que quiere decir eso?

Ela começou a chorar de vez.

- Ele não ameaçou só a mim... Ameaçou a minha família... Aos meus amigos... Ele ameaçou nossa vida, Kouga.

Um novo silêncio se formou. Kouga foi novamente tomado pela raiva.

Soltando Ayame, ele se afastou bruscamente dela, voltando para dentro da boate.

- Kouga! _ Ayame saiu correndo atrás dele.

Ao passar pela mesa, Inuyasha e Miroke não conseguiram contê-lo e quando ele lhes disse o porque, os dois se uniram a ele na mesma direção, deixando Ayame com as garotas.

Ayame resumiu rapidamente o que tinha contado a Kouga, deixando-as horrorizadas.

- Bom, pra mim isso não é nenhuma surpresa. _ Sango comentou, com amargura.

Ayame fixou seus olhos nela. Havia esquecido que ela também tinha sido uma vítima de Narak.

Puxando as amigas pelos braços, as três trocaram um abraço mútuo, deixando os outros clientes bem confusos do que poderia estar acontecendo.


Seus olhos estavam na papelada. Mas algo lá fora chamou sua atenção. Algo que não era o som de música e vozes luxuriantes.

- Ya lo dije que adentaré en esta habitáción, ni que tenga que matarte, desgraciado! _ era uma voz bem conhecida.

Em seguida, a porta estava no chão.

- Mira... _ sua voz arrogante se sobressaiu _ ... Si no son los Crashes.

A próxima coisa que sentiu foi o gosto de sangue em sua boca e uma do forte do lado esquerdo do rosto.

- Mas que...

- Yo te mato, ratón! _ Kouga lançou-se sobre ele _ TE MATO!

E uma nova briga se iniciou. Inuyasha ajudava, dando uns murros em Narak sempre que tinha chance. Mas Miroke já tinha tido a sua vez, então concentrou suas energias em buscar o contrato de Ayame.

- Byacuya! _ Narak gritava, entre os socos _ Jakotsu! Bankotsu! Renkotsu!

Poucos instantes depois, os quatro homens estavam na sala de Narak, tirando os dois de cima do chefe. Inuyasha pôde perceber que o tal Jakotsu o apertou com uma força um pouco desnecessária e em partes que com certeza ele não estava usando para bater em Narak. E isso não lhe caiu muito bem.

Antes de se afastar de vez, ele conseguiu acertar mais uns dois socos no atrevido.

- Son hombres muertos! _ Narak ainda gritou, amparado pelos comparsas.

Os três saíram dali, empurrados. Kouga e Inuyasha ainda querendo bater mais um pouco: Em Narak e Jakotsu.

Eles estranharam ao não verem as meninas dentro da boate, mas era de se esperar que elas não quisessem ficar ali, depois do jeito que Kouga passou por eles. Iriam chamar muito a atenção. E isso eles não queriam.

Como o esperado, elas estavam na porta de entrada, esperando por eles. Vieram correndo ao encontro deles, cada uma abraçando seu respectivo namorado.

- Ficamos tão preocupadas. _ Agome disse, olhando os pequenos cortes no rosto de Inuyasha _ Teve uma briga?

Ele lhe deu um selinho.

- No te preocupes, cariño. Narak lasmitouse mucho más que nosotros.

- Você não participou da briga, Miroke? _ Sango reparou que ele era o único ileso entre os três.

- No. Estaba en busca de algo mucho más interessante. _ ele mostrou o contrato para eles, rasgando-o em pedaços em seguida.

Ayame ficou estática. Estava livre.

- Pronto. Ahora, Narak es más tu señor. _ Miroke concluiu, satisfeito.

Ayame sentiu Kouga intensificar o abraço. Seus lábios alcançaram seus ouvidos.

- Estás libre, mi Lupina.

Ayame virou-se bruscamente para Kouga.

- O que você disse?

Agome e Sango trocaram olhares surpresos.

Foi somente então que Kouga se deu conta do que tinha feito.

Um novo silêncio se formou entre todos.

Miroke foi o primeiro a se manifestar.

- Yo... Creo que los dos necessitan charlar un rato solitos. _ ele comentou, e com a concordância de todos, eles se afastaram.

Ayame estava em estado de choque. Não conseguia ter nenhuma reação a respeito daquilo.

- Ayame... Yo... _ Kouga a encarava, os olhos aflito _ ... No quiero que me comprenda mal. Jamás quise mentir para ti, o algo del gênero. Yo... Ayame... Tu eres tan especial para mi. Siempre fue... Mas especial do que crês...

Isso também lhe era familiar. Ele já tinha lhe falado isso, a muitos anos atrás, em uma de suas conversas virtuais.

De repente, algumas coisas começaram a fazer sentido para ela.

O fato de EM morar em uma cidade distante. Kouga morava em outro país.

O fato de trabalhar e estar sempre ocupado demais para ficar com ela no bate papo. Kouga não tinha tempo nem para ele mesmo.

O fato de quando ele chegou em sua cidade, ter que se adaptar ao lugar antes de poderem se encontrar. Não só Kouga, mas os três garotos passaram por essa fase de adaptação.

O fato de que, na noite em que chegou, ficou em sua casa se divertindo com alguns amigos. Ela nunca esqueceria a primeira noite de Kouga com ela.

O fato de Kouga sempre empurrar Ayame para EM, sem sequer se preocupar em competir com ele. Era tão óbvio!

Seus olhos se encheram de lágrimas. Tão perto. Era ele o tempo todo.

- Porque? _ foi a única coisa que pôde dizer, mas ela a entendeu perfeitamente.

Ele a liberou de seu abraço, se afastando um pouco.

- Porque yo fue um covarde. _ ele explicou, a voz cheia de amargura _ Cuando nos conozcimos personalmente, yo tuve la impressión de conozcerte de alguno lugar. Pero la foto que me enviastes por correo era muy antígua. Tu eres aún muy chica. Su pelo era más claro y sua cara mas infantil.

Ayame não gostou muito do último comentário. Já se sentia uma mulher linda quando mandou a foto para ele, aos 13 anos.

- Pero siempre fue muy guapa. _ ele comentou, como se lendo os pensamentos dela, deixando-a vermelha.

Ele riu, ficando sério novamente em seguida, ele continuou.

- Me quede aún más sorpreso cuando supe que tu nombre era Ayame. Desconfié imediatamente. Más aún cuando, conforme convivíamos, yo fijabate e encontraba más y más cosas en comum, entre las dos. Pero la confirmación veo, cuando acertamos de encontrarmos personalmente y tu me passaste tuyas direciones.

Ayame ficou calada. Ela se lembrou do quanto ele demorou para lhe responder e de como ficou esquivo depois disso. Isso foi antes de...

- Você... Realmente... Não foi naquele dia? _ seu tom era um tanto frio.

Kouga respirou fundo.

- Yo me senti muy mal... Estaba conviviendo contigo a tanto tiempo, y aún te hacia creer que estábamos lejos. No tuve coraje para mostrarme. Mas yo fue en aquel dia hasta el colégio. Y vi usted esperando por mi, la tarde toda. No fue hombre el suficiente para aparecer y admitir mis errores. Tu hice sofrer, y eso es uma cosa de que arrependome hasta hoy.

- Mas como? _ ela tentava entender _ Como você estava lá? Eu olhei para todos os lados a tarde toda. Não te vi em lugar nenhum. Como... _ de repente, algo lhe veio a mente _... As latas de lixo?

Kouga ficou um pouco vermelho.

- Bueno... Digamos que me quedo un poco desastrado cuando estoy nervioso.

Ayame teve que segurar um riso fraco. Isso era verdade.

Um novo silêncio se formou entre eles.

- Parece... _ Ayame começou _ ... Que nós dois tínhamos nossos segredos, não?

- Si. _ Kouga concordou _ Pero lo mio fue peor. Tu siempre fue mucho clara en relación a tu trabajo y de como no le gustaba, apesar de no decir lo que hacia. Pero yo... Siempre perto ti... Nunca tuve coraje de hablar con sinceridad contigo, mi amor.

Os olhos de Kouga estavam muito aflitos. Ayame sabia que ele estava sinceramente arrependido.

- Y después, cuando finalmente me encoraje a te encontrar personalmente... Yo te veo... _ ele a olhou, com olhos de acusação _ ... A los besos com Ginta adelante de todo la escuela.

Ayame arregalou os olhos.

- Você estava lá?

Ele a olhou, surpreso.

- Nosotros nos veríamos, te olvidastes?

Ayame ficou vermelha. Ela ficou tão certa de que Ginta era EM, que nem imaginou como Kouga teria ficado sabendo de seu namoro. Também lhe veio na memória que ele não foi direto ao responder se ele tinha descoberto isso pelas amigas escandalosas. Mas agora que sabia quem ele era, fazia todo o sentido que ele tivesse ficado semanas sem falar com ela depois daquilo. Ele estava muito magoado.

Y para alguien enamorada, tu olvidastes EM muy rápido, no? _ a voz dele veio nítida em sua mente. Foi na segunda vez que se falaram desde o começo de seu namoro com Ginta. Foi na noite em que ela se entregou a ela pela primeira vez.

- Kouga...

- Me desculpe... _ ele implorava _ ... Yo no tuve la intención de mentir para ti, Ayame. Pero las cosas foram sucediendo de uma maenra que no pude controlar.

- É... Você mentiu para mim. _ ela falou, séria _ Me fez de boba o tempo todo.

- Ayame...

Para sua surpresa, ela sorriu.

- O EM me decepcionou muitas vezes, Kouga. _ ela continuava _ Mas você, Kouga, estava sempre comigo. Ao meu lado. Eu não me esqueci que quando o EM me abandonou o Kouga se tornou o meu melhor amigo.

Ele sorriu, encabulado.

- Creo que era una forma de me desculpar por lo que hice. Estaba sentindome muy culpado.

- E isso me deixou extremamente feliz. _ ela continuava _ Você ficou comigo quando eu mais precisei, e isso te redime de todos os erros que possa ter cometido comigo. Afinal, quem não erra? Eu mesma errei, escondendo isso de vocês. _ ela apontou para o boate _ Errei em dizer que trabalhava em um bar. Poderiam ter me ajudado e eu teria saído disso muito antes.

- Eso es verdad. _ Kouga teve que concordar.

Ayame se aproximou novamente dele, abrançando-o.

- Mas isso não importa mais. O importante é que eu estou livre e que agora podemos ficar juntos. Sem segredos.

- Sin mistérios... _ ele concordou, aproximando seu rosto, e beijando-a de leve nos lábios.

Ayame suspirou.

- O pior é que eu não queria parar de dançar. Gosto muito disso.

- No es necessário que pares. _ ele comentou, despreocupado.

Ayame o olhou, surpresa.

- Como?

- Basta que baile solamente para mi. _ e sorriu maroto.

Ayame sorriu, mordendo o lábios.

- Entonces, EM. _ ela começou, arrancando um riso dele _ Mi casa o su casa?

- Yo creo que la tuya es más tranqüila, no? _ ele falou, a voz carregada de malícia.

Ela concordou, seus lábios sendo exigidos por ele de novo de maneira urgente. No instante seguinte, estava na garupa da moto dele, (mas antes eles esbarraram com os caras que tinham mexido com Ayame e Kouga não pôde resistir ao impulso de lhe dar alguns soquinhos básicos), indo para seu apartamento, sem perceber que alguns flashes baixos poderiam ser ouvidos, se não estivessem tão distraídos.

Dois dias depois, tinha um poste de Polidance no seu quarto do apartamento e um no quarto de Kouga, na mansão Crash.

CONTINUA


Finalmente!

Ayame descobriu que Kouga era EM e Kouga e os amigos finalmente descobriram sobre seu misterioso trabalho.

Agora a turma está unida e sem mais segredos. Uma vida normal e tranqüila.

Será?...

A história se aproxima do fim e algumas surpresas vem por aí. Espero que continuem acompanhando comigo, porque eu, de verdade, amo essa história.

Querem saber de um segredinho? Esse pedaço do "mi casa o su casa" foi uma das primeiras coisas que eu pensei para a história, antes mesmo de começar a escrevê-la. Eu sempre gostei dessa frase. Apesar de sexy, ela também tem um tom divertido, não? Adoro!

Ontem mesmo peguei os meus impressos de todos os capítulos escritos e reli. Nossa, nem acredito no tanto que já escrevi.

Enfim, espero que gostem.

Un beso a todos ustedes.