Capítulo 25: Oh, eu queria uma boa garota

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Música Sugerida: Evil With you - People in Planes

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EPOV

Meu telefone queimava em meu bolso. Eu fiquei inquieto durante todo o jantar enquanto Emmett me observava com um sorriso dissimulado.

Toda chance que ele conseguisse, ele tentaria e me faria ser negligente sobre Bella. E toda vez, eu senti meu telefone ficar um pouco mais pesado no meu bolso.

Eu não queria parecer muito ansioso ligando para ela, mas já tinham sido duas horas desde que fui embora, e a necessidade de ter algum tipo de contato com ela era insuportável.

"Você teve um bom dia hoje, Edward?" Esme perguntou.

Eu acenei com a cabeça e enfiei mais feijões verdes na minha boca.

Quanto menos eu falasse, melhores seriam minhas chances de não ser negligente e dizer algo que poderia ser usado contra mim depois.

"Você viu Bella hoje?" Carlisle perguntou casualmente.

Esme tinha me garantido mais cedo quando cheguei em casa que eu não tinha que me encontrar com ele mais, mas isso não significava que ele não ia tentar outros jeitos conseguir informação de mim.

"Ela é minha parceira de laboratório, é claro que a vi," eu respondi simplesmente e me estiquei para pegar outro pãozinho.

"Você tem que trabalhar com ela fora da sala de aula?" Ele perguntou.

"Um pouco, eu acho," me limitei. "Quero dizer, nós temos que cuidar da Criança de Trigo."

Eu parei e gemi internamente. Eu tinha deixado ela com ele essa noite. Ela vai achar que eu estava caindo fora do projeto de novo.

Talvez eu pudesse ir lá. Apenas para pegá-lo, é claro.

Ligar para ela primeiro.

Dei outro mordida no meu pãozinho, me perguntando se ela tinha mais algum cookie sobrando.

"Apetite instigado hoje," Emmett disse, sobrancelha levantada.

Eu olhei para ele no olho e estalei o resto do pão dentro da minha boca, não respondendo-o. A verdade era que eu mal tinha comido meu almoço, estando um pouco distraído demais pelo belos lábios sugando os sumos daquela maçã.

Porra.

Eu ficaria preso na mesa agora por um tempo.

"Então, como estão as coisas com você, Emmett?" Esme perguntou, desviando a conversa de mim.

Emmett os distraiu com contos do treino de futebol, comentando quão melhor seu arremesso ou algo assim estava. Eu peguei o tempo fora do radar de alguém para combater meu jeans apertado. Pensando em qualquer coisa que podia acalmar meus nervos e outras coisas.

Eu tinha uma prova de matemática amanhã. Eu podia dormir na sala e ainda conseguir um A na disciplina.

Perguntei-me em qual aula de matemática Bella estava.

Não está ajudando.

Eu precisava mudar de lubrificante.

Não está ajudando muito.

Finalizamos o jantar, mas Esme me recrutou para ajudar com a louça. Senti meu telefone zombando de mim por ainda outro atraso na ligação. Eu sabia que esse era o jeito de Esme me manter distraído, mas estava ficando tarde e eu não queria parecer um babaca por não ligar para Bella.

"Estou feliz que você teve um bom dia," Esme disse num ponto enquanto esfregava os pratos.

Eu dei de ombros e continuei secando.

"Eu queria te perguntar algo. Algo pessoal," ela sussurrou, e quando olhei para ela, percebi que ela estava corando.

O que era pior, Carlisle em seu escritório, ou minha mãe, que sabia o que eu fazia devido aos meus lençóis?

Por que todo mundo precisa saber dos meus problemas?

"Mãe," eu comecei, fazendo careta com ela olhou para mim com o olhar afetado dela.

Você sabe qual é.

Triste de que ela perdeu aquele pedaço de conexão que vocês tinham quando você tinha oito anos e precisava dela para assustar os monstros em seu armário.

Esme tinha sido boa em assustar os monstros do meu armário na época.

Então, a culpa era insuportável.

"Tudo bem," eu concordei miseravelmente.

Ela sorriu e olhou para a pia cheia de água, já confirmando para mim que isso seria estranho.

"Eu só quero que você saiba que qualquer tipo de relação que você possa ter com uma garota pode ser boa para você," ela disse, os lábios apertado de forma dura por causa do prato teimoso que ela estava lavando.

"Mas?"

Eu sabia que havia um mas, ela estava enrolando. Ela acenou com a cabeça e olhou para mim com olhos dolorosos.

"Eu só quero ter certeza que você sabe ser respeitoso," ela respondeu, engolindo. "Bella é uma boa garota, eu posso dizer. E ela merece ser tratada dessa forma. Lenta e respeitosamente. Eu sei que você tem ideias…"

"Mãe," eu gemi e coloquei o prato para baixo com força. "Eu sei como ser respeitoso."

Ela assentiu e voltou a esfregar furiosamente.

"Eu só não quero que você sinta que o que aconteceu… com…" ela gaguejou. Ela ainda não conseguia dizer o nome de Tanya. "Eu apenas gostaria que você, talvez, conversasse com alguém antes de vocês ficarem sério. Alguém que sabe um pouco mais do que nós."

"Mãe, eu não quero arruinar isso com Bella" eu disse baixinho, sentindo meu telefone roçando contra mim, debochando de mim. "Eu posso lidar com isso sem alguém me dizendo que estou doente. Já estou melhor."

Ela acenou com a cabeça e olhou para mim de forma preocupada.

"No entanto, não seria tão ruim falar com alguém sobre isso, certo? Nós temos um amigo que entende o que você está passando" ela disse, parando de novo para soltar uma respiração. "Eu quero que você saiba que isso não é porque acho que você está doente. É por causa do passado, eu queria conseguir apagá-lo para você."

Ficamos em silêncio por um tempo enquanto continuamos a lavar os pratos.

Nós raramente falávamos sobre o passado. Qualquer parte dele. Esme tinha lidado com tantos demônios, era filosofia dele que o passado fosse enterrado e que apenas olhasse para o futuro.

Então o que acontece quando seu passado te encaixa em algo que é um tabu?

Ela não tinha ideia quando ela e Carlisle me adotaram que eu seria quem eu era hoje.

Talvez eu não fosse tão ruim como todos achavam. Como eu achava.

Mas ela estava certa.

Para que eu respeite Bella, eu precisava ver alguém que não fosse o Carlisle.

"Eu irei" sussurrei e me inclinei para abraçar minha mãe. "Eu irei, ok?"

Após colocar o lixo fora e tomar um banho, eu finalmente fui capaz de me retirar para o meu quarto. Eu segurei o telefone em minha mão, repentinamente nervoso para enviar uma mensagem para ela. Isso era nada ruim, certo? Apenas ligar para ela para conversar. Nós precisávamos conversar mais.

O que dizer?

Minha mente estava em colapso após todos os sentimentos que transcorreram por mim o dia todo.

Meu banho devia ter me acalmado, mas eu estava mais nervoso agora do que antes. Meu corpo estava ligado no 220.

É apenas enviar mensagens de texto. Você não pode entrar em problemas por enviar mensagens.

Mensagens não eram sensuais.

De alguma forma eu sabia que não importa o que Bella escrevesse, eu encontraria um motivo para me tocar de novo.

Eu não me vigiei hoje, mas eu sabia que estavam bem abaixo nos meus números. Isso não significava que eu ainda não queria dirigir até lá e ver se ela tinha um gosto tão doce em outros lugares como em seus lábios.

Eu me joguei na cama com um suspiro, segurando meu telefone em minha mão, deliberando.

Apenas envie uma mensagem para ver que horas você precisa estar lá para pegá-la.

Meu dedo pairou sobre o botão enviar por uma eternidade antes de eu finalmente fazer isso. E segurei minha respiração.

Eu rezei para que não fosse tarde mais. A última coisa que eu queria era o pai dela viesse aqui com sua viatura, me avisando sobre ligações de madrugada.

Eu não esperava que ela atendesse tão rápido. Sorri pela ideia de que talvez ela estivesse me esperando ligar. Ou talvez era tarde suficiente, então ela não recebia muitas ligações.

Mas ela parecia feliz em trocar mensagens comigo. E saber que ela estava na cama deixou as coisas muito mais interessantes.

O que ela veste para dormir?

Ela estava realmente lendo na cama?

Como a cama dela se parecia? E havia espaço lá para mim?

Ter que usar duas mãos para enviar mensagens era muito mais difícil do que eu queria que fosse. Eu precisava de uma mão livre para outras coisas. Quando ela concordou em deixar eu ligar para ela, eu apertei imediatamente a discagem rápida.

Sim, ela estava na minha discagem rápida.

E sua voz, muito mais forte pelo telefone do que pessoalmente.

Eu realmente precisava me concentrar nela e não no que sua voz estava me fazendo pensar.

Como meu nome soaria todo ofegante?

Isso era porque ela estava na cama?

Ela estava apenas tão excitada por me ouvir quanto eu estava por ouvi-la?

Ela apenas teve que mencionar sobre deitar na cama de novo. Realoquei-me mais para baixo de meus cobertores; a calça do pijama e cueca boxer foram empurradas para fora das minhas coxas.

Eu não conseguia evitar. Ela estava na cama, as imagens mentais eram tortura. Eu me recusei a pensar sobre quão errado era fazer isso com ela na linha.

Era errado.

Errado, errado, errado.

"O que foi isso?" Ela perguntou. Eu parei de me inquietar nos lençóis e levantei o telefone próximo à minha boca.

"Você conseguiu ouvir isso?" Murmurei, me perguntando se ela conseguia também ouvir alguma outra coisa.

Mas aquilo estava debaixo de dois cobertores e um lençol.

"Eu estava ficando mais confortável," respondi, fechando meus olhos enquanto me sentia enrijecer pelo meu próprio toque.

Eu não conseguia esperar para ela me tocar.

Passar a mão em mim.

Chupar-me.

"O que, você está nu?" Ela perguntou, e eu juro que sua voz estava ofegante de novo.

"Você está?" Perguntei, tentando imaginar isso.

Ela fez um barulho baixo, algo como um gemido e depois, "Talvez."

Oh Deus, eu conhecia essa garota há apenas alguns dias e ela já estava brincando comigo.

Tentando-me.

Eu teria que gozar antes que pudesse pedir para ela se tocar.

Porra, eu devia me comportar. Ser respeitoso. Muito cedo, e eu era muito pervertido para o gosto dela.

Como eu ia ter um relacionamento normal com ela quando não conseguia deixar de passar a mão em mim mesmo enquanto estava no telefone com ela?

"Você não pode dizer essas coisas para mim, Bella," sussurrei, tentando muito controlar minha respiração para que eu não soasse como alguma pessoa obscena que liga.

Mas ela nua. Essa possibilidade me fez suspirar.

"Você está realmente nua?" Perguntei, esforçando-me para não gozar bem naquela hora se ela dissesse sim.

Porra. Eu conseguia ouvi-la se mexendo em sua cama e depois uma risada rouca.

"É claro que não, Edward. Sou uma boa garota," ela sussurrou.

Senti-me finalizando de forma dura e rápida; ela ia me matar com seu bate-papo inocente.

Oh, eu queria uma boa garota. Uma garota que podia me fazer bom.

Ou me fazer mal demais. Isso era errado em tantos níveis, mas eu não conseguia parar.

Não conseguia parar.

Eu conseguia sentir a tensão; eu sabia que ia gozar… tão errado, errado, errado.

"Bel-," Eu gaguejei, congelando na minha cama quando ouvi a batida abrupta na minha porta e a maçaneta girando.

Foda-me.

Enfiei o telefone embaixo dos cobertores assim que Carlisle abriu a porta para dar uma olhada.

Dar uma olhada. Mais como checar para ver se eu estava realizando a número doze do dia.

"Edward," ele disse, olhando para mim rapidamente antes de engolir em seco. "Eu só queria te deixar saber que marquei uma consulta com Dr. Whitlock para a manhã de sábado. Sua mãe disse que você queria ir."

Segurei minha respiração e simplesmente acenei com a cabeça. Se eu falasse, ele ouviria que eu estava sem fôlego.

Eu me recusava a deixá-lo saber que eu estava gozando por uma garota. No entanto, tenho certeza que parecia como se estivesse.

"Bem, boa noite, Edward," ele disse baixinho e fechou a porta novamente, me deixando soltar minha respiração e deslizei o telefone de volta mais uma vez.

E repentinamente eu estava muito menos excitado.

Ser lembrado dos meus problemas faria isso.

Era como se Carlisle soubesse e entrasse para me parar de fazer algo tão vulgar.

Bella não merecia isso.

Fechei meus olhos e coloquei o telefone de volta na minha orelha.

"Eu tenho que ir, Bella. Ainda posso te pegar amanhã?"

"Sete e meia?" Ela perguntou, sua voz baixa.

Eu suspirei pela imagem pegajosa dela exausta e corada em sua própria cama.

Se apenas, talvez um dia.

"Sete e meia. Boa noite, Bella, doces sonhos."

Sonhe comigo. Deus, como eu esperava que ela sonhasse comigo.

Eu apaguei minhas mensagens, certo de que Carlisle possa tentar e ver o que eu estava pretendendo, e deitei de volta no calor dos meus cobertores. Deixei meus olhos fecharem com pensamentos dela em minha mente, meu orgasmo um pouco mais potente que o comum.

Mas então, novamente, eu a tinha em minha cabeça, e lembrando de seu toque essa tarde, não foi difícil gozar. Eu sei que prometi à Esme que iria devagar, e eu sabia que tentaria.

Mas eu também sabia que a queria.

Agora mais do que nunca.

Mas eu tentaria.

Eu… tentaria.


N/T: Olá! Ansiosas pela consulta com o Dr. Whitlock ou vocês preferem o Carlisle? Quem vocês acham que ele é?

Edward é muito safadinho também né? Esses dois não tem jeito...

No próximo capítulo já teremos o tão esperado "amanhã" na escola!

Deixem seus comentários, isso me incentiva a traduzir. E ah, seja bem-vinda Erica, amei sua review e espero que você continue acompanhando TBP.

Beijos, Gui.