N/T: Atenção! Alerta máximo de fofura!


Capítulo 23

Uma História de Amor e Romance

(Tradutora - Nai)

Na noite de formatura, enquanto outros colegiais estavam aguardando seus encontros, corsages*, fotos e dança, eu esperei por meu encontro atravessar o corredor. Eu atendi a sua batida na porta do meu quarto. Ele estava vestindo um terno preto, uma camisa branca e uma gravata preta que pendia um pouco solta, e eu tenho certeza que meu queixo caiu. Eu queria tocá-lo, ele parecia tão inacreditável, eu queria ter certeza de que ele era real. Ele ergueu as sobrancelhas me olhando de cima a baixo. Mais de uma vez. "Você está linda", disse ele. "Você se sente bem?" Ele agarrou meus quadris revestidos de seda com as duas mãos e me puxou para mais perto.

*Corsages são pequenos buquês de flores usados no vestido ou no pulso em ocasiões formais. É habitual que o homem o ofereça como um ato carinhoso.

Eu respondi ficando na ponta dos pés para lamber seu pescoço.

"O que foi isso?"

"Você parece tão bom que eu tive que provar você."

Ele lambeu o meu pescoço, também. "Você parece saborosa, também, e como de costume, você está. Além disso, tanto quanto eu amo isso", ele beijou um ombro e depois o outro, "você precisa de um casaco." Eu arranquei uma coisa branca de malha do meu armário que dificilmente me manteria quente quando o sol se pusesse, e enfiei o envelope pardo debaixo do braço.

De mãos dadas saímos para a noite fria de primavera. Fiquei surpresa por não estar chovendo e ainda mais surpresa quando passamos direto por seu carro. Pela floresta caminhamos por entre as árvores elevando-se sobre nossas cabeças enquanto manchas de Buttercups Amarelas, Blue Bells azuis e umas florzinhas cor de rosa que Edward chamou de Flor de Macaco brotavam do chão da mais andamos, mais a necessidade das minhas sapatilhas tornava-se clara. Eu dei cada passo com cuidado para que eu não tropeçasse em meu vestido. Finalmente, eu vi aquilo na clareira. Um cobertor, uma garrafa, uma tigela coberta, um buquê de flores. Eram flores silvestres de todas as cores. Ele as pegou e colocou na minha mão. "Estas são para você. Elas me lembram de você."

"Brilhantes?"

"Sim".

"Coloridas?"

"Sim".

Eu as levei ao meu nariz. "Perfumadas?"

Ele levou seu nariz ao meu pescoço e cheirou. "Perfeitamente perfumada."

"Selvagem?"

"Tudo o que você é."

"Obrigada, elas são lindas."

"Agora você entendeu." Ele retirou a rolha da garrafa com um som alto, e logo depois nos sentamos sobre o cobertor.

"Champagne?" Eu estava curtindo a nossa comunicação com uma única palavra.

"Sidra Espumante". Ele serviu dois copos de plástico e entregou-me o meu.

"Você sempre consegue fazer muito melhor do que os bailes da escola. Deveria haver mais bailes na escola."

"Isso significa que você vai dançar comigo?"

"Não há nenhuma música."

Ele acenou com a cabeça, pegou a taça, a descobriu e tirou uma uva roxa. Eu ri.

"Você vai jogar uvas para mim enquanto eu estou usando um vestido de baile?"

"Não. Eu vou alimentá-la com elas." Ele levou uma até os meus lábios e eu a peguei na minha boca junto com seu dedo.

"Delicia".

"A uva ou o dedo?"

"Ambos. Me dá um pouco mais."

"Não, é a minha vez." Ele inclinou a minha cabeça com a mão, colocou uma uva na curva do meu pescoço e comeu-a de cima de mim. "Você quer outra agora?"

"Não, obrigada. Eu quero que seja a sua vez de novo." Eu mantive minha cabeça inclinada.

Seus lábios estavam em meu ouvido. "Será que eu deveria me incomodar com a uva ou apenas te beijar?"

"Só me beije."

Ele beijou minha orelha e depois para cima e para baixo pelo meu pescoço, depois virou a minha cabeça para o outro lado e beijou também. Seus beijos viajaram para baixo ao longo do meu peito até o meu decote, porque, sim, eu já tinha um decote. Minha respiração ficou mais pesada com cada beijo. "Devo parar?"

"Não." Puxei seus lábios de volta para minha garganta. Ele me deu alguns beijos mais, mas depois parou. "Caminhe comigo." Ele se levantou e estendeu a mão para mim.

"E eu? Eu não tive a chance de beijar você. Como você pode se controlar assim?"

"Não é fácil, Bella, mas eu quero lhe mostrar uma coisa antes que fique escuro." Ele me levantou e ligou a minha mão em torno de seu cotovelo como se ele fosse o meu Senhor. Knightley e eu a sua Emma, e ele me levou por todo o campo, de volta para a floresta até a passarela em direção ao riacho. Nós paramos quando chegamos à borda rochosa. "Você ouviu isso?" perguntou ele, de frente para mim e, lentamente, trazendo os meus dois braços ao redor de seu pescoço.

"A água escorrendo?"

Uma mão viajou até as minhas costas me segurando de confortável, enquanto a outra se instalou na minha cabeça me guiando para descansar em seu ombro. "Parece música", disse ele e começou a se mover lentamente, guiando-me com ele. Estávamos dançando.

"Música natural", eu disse.

Ele parou de se mover e apenas me abraçou. "Eu te amo tanto", disse ele.

"Eu também te amo, Edward."

Ele se afastou para olhar nos meus olhos, levantou um braço me fazendo girar. Eu desajeitadamente girei ao redor, tentando não perder o equilíbrio. Quando eu fiquei de frente para ele novamente, ele desceu sobre um joelho no chão. Eu o vi descer, mas quase não conseguia vê-lo através dos meus olhos cheios de lágrimas. Ele enfiou a mão no bolso e quando a puxou de volta, um anel brilhava na ponta de seu dedo mindinho. Ele estendeu-o para mim. "Isto é para você, meu único amor", ele disse. "Eu quero que você seja minha esposa, um dia, quando você estiver pronta... quando nós dois estivermos prontos. Sei que não será em breve, mas eu quero que seja oficial. Quero que você use este anel, porque eu quero que você seja minha."

"Eu sou sua", eu disse balançando a cabeça.

Seus próprios olhos brilhavam com lágrimas quando ele disse. "Casa comigo?"

Abaixei-me, juntamente com Edward e me enrolei em torno dele, pousando em seu colo quando ele caiu para trás. "Sim. Sim, eu caso. Eu me caso com você."

Nós selamos o nosso noivado com beijos e repetitivos 'eu amo você'. Eu não sei quantos nem me importei em contar. Eu perdi a conta. Ele foi o único que fez uma pausa, tirando a minha mão esquerda de seu pescoço e colocou o anel no meu dedo. Ele ficou um pouco grande. "Nós vamos mandar ajustá-lo", disse ele, fechando os dedos sobre a minha mão, e beijando as minhas unhas.

"Eu nunca usei jóias", eu disse e girei pulseira de sua mãe em torno de meu pulso", e você já me fez usar duas peças."

Ele riu e me segurou contra ele no chão da floresta, brincando com a minha mão e partilhando comigo a história do anel assim como ele tinha ouvido uma vez:

"Foi o anel da minha bisavó. Meu bisavô disse a ela que queria dar-lhe o mundo, mas desde que o mundo não estava a venda ou que ele não poderia pagar, mesmo que estivesse, ele tinha mandado fazer esse anel apenas para ela. " Edward levantou a mão e apontou para o diamante redondo no meio. "Este representa a terra. Os dois menores de cada lado são o sol e a lua. Os pequenos em toda a volta", ele virou a minha mão para me mostrar os pequenos diamantes, de fato cobriam toda a superfície do anel, "representam todas as estrelas no céu."

"Após a morte da minha bisavó, ela deixou este anel para sua filha, que por sua vez passou-o, junto com suas memórias, a sua própria filha, minha mãe. Minha bisavó era Elizabeth Masen e tinha longos cabelos castanhos e olhos verdes. Sua família lutou muito durante a Grande Depressão Eles estavam à beira de perder a sua casa – a nossa casa.

"Ela levou a minha avó, com sete anos de idade na época, até a loja de penhores com ela. Ela não tinha escolha. Não havia ninguém para tomar conta dela. Ela disse à filha para fechar os olhos e cobrir suas orelhas, e ela obedeceu. Mas você sabe, quando você cobre seus ouvidos e você escuta, você ainda pode ouvir – e crianças de sete anos de idade são profissionais em espreitar através de seus olhos fechados. Ela ouviu o clamor da minha bisavó quando ela entregou o anel. Brilhante por brilhante, sendo substituído por papel verde sujo. Elizabeth levou a filha pela mão e disse que ela poderia descobrir tanto os olhos quantos as orelhas agora. Quando o fez, ela não viu nenhum traço de tristeza deixada no rosto de sua mãe.

"Elizabeth não contou ao marido o que ela tinha feito. Deu-lhe o dinheiro, ela apenas mencionou ter vendido algumas coisas do sótão. Sua mão sem o anel permaneceu bem escondida atrás das costas ou no bolso do avental. Meu bisavô... ele sorriu e deu um giro com ela no colo porque agora eles poderiam manter a sua casa.

"O que Elizabeth não poderia ter imaginado era que sua filha iria tagarelar. Então, seu marido, meu bisavô Masen, comprou o anel de volta. Ele o colocou de volta no dedo dela onde pertencia e viveram pelos próximos cinco anos sem carro".

"Edward".

"Bella, este anel é seu agora."

"Eu não posso. Ele é demais."

Ele balançou a cabeça. "Meu bisavô deu isso para sua esposa duas vezes, porque ela era o seu mundo. Você é meu mundo, agora, por isso ele é seu. Você querendo ou não usá-lo, é seu."

"Eu vou usá-lo", eu disse, e eu trouxe a minha mão esquerda para até o meu coração. "Eu irei cuidar dele da melhor maneira que eu puder."

"Eu sei que você vai."

Eu acho que nós deslizamos de volta para a nossa campina e cobertor. Eu não conseguia sentir o chão debaixo dos meus pés. Nos sentamos e bebemos mais champanhe falso antes de eu tirar o paletó para ele e desabotoar sua camisa. Ele me deixou tirar a camisa e, e em seguida, seus sapatos e calças sem uma palavra. Eu beijei ao longo de seus ombros, o peito, e abaixo de seu torso sem uma o provei e era doce e salgado e era Edward em meus lábios e na minha boca e meu paladar queria mais. Então ele se sentou nu sobre o cobertor me olhando antes de tirar a minha blusa e meu vestido sem uma palavra. E quando eu estava nua como ele, eu me juntei a ele no cobertor, o cutuquei com o meu corpo, e ele me pegou com os braços, seguindo minha liderança deitando-se sem uma palavra. Eu estava em cima dele e o beijei para satisfazer a minha língua com o seu gosto. Eu dei a ele o que eu achava que ele precisava com as minhas mãos e minha boca - minha língua, meus dentes, e minha pele. Sua respiração ficou acelerada, bem como a minha e os nosso gemidos se misturaram com o vento da floresta, e eu apenas me dei ao meu noivo, enquanto o pôr do sol e o crepúsculo se aproximavam E quando eu o coloquei dentro de mim, ele me cobriu com sua jaqueta como um cobertor, embora ninguém mais estivesse por perto. Talvez fosse dos pássaros nas árvores que ele quisesse esconder a minha nudez, ou talvez ele simplesmente quisesse me manter quente. Eu não me importava.

OoooOoooO

Meu vestido estava no chão. Eu estava usando a camisa de Edward enquanto ele, é claro, estava sentado sem camisa, vestindo apenas calças, me segurando no colo, ambos os braços em volta da minha cintura, com o queixo no meu ombro.

Eu me aproximei e senti o seu rosto. "Desde que eu estou vestindo sua camisa, você deveria usar o meu vestido."

Sua resposta veio intercalada com risadas. "Bella, é sempre impossível prever o que pode sair de sua boca. Mas eu acho que o seu vestido é um pouco pequeno para mim."

Eu me virei para olhar para ele. "Se ele se servisse, você o usaria?"

"Eu usaria, se você realmente quisesse, só para você. Mas você parece infinitamente melhor na minha camisa do que eu ficaria em um vestido."

"Meus vestidos de maternidade podem caber em você."

"Droga! Esqueci daqueles. Não me peça para usar aqueles".

"Eu estou apenas brincando. Eu não faria você usar um vestido, apesar de que seria uma visão engraçada. Você em um vestido de maternidade com uma estampa floral amarela feia. Eu poderia fazer você usar só para poder rir depois."

"Se você me vestisse nessa coisa, provavelmente nunca conseguiríamos tirar a imagem de sua cabeça."

"Então eu teria um constante sorriso no meu rosto."

"Bem, nesse caso, eu faria isso eu usaria o vestido de maternidade apenas para mantê-la sorrin..."

Eu o beijei antes que ele pudesse terminar a frase. "E eu nunca faria você usá-lo só porque você disse isso."

"Eu tenho algo para você", eu disse, e tentei me levantar, mas ele me segurou rápido contra ele.

"Eu já tive que te soltar quando você colocou a minha camisa. Eu não quero fazer isso de novo."

"Não precisa me soltar", eu disse, "apenas afrouxe o aperto um pouco. O que eu tenho para você está bem aqui." Eu me estiquei para frente até o envelope pardo, mas ele não me soltou nem mesmo para tirá-lo de mim. Então, eu peguei os papéis para ele e os segurei diante de seus olhos. A primeira coisa que se podia notar era um ousado, e difícil de perder, "Stanford", impresso na parte superior.

"O que é isso?" Ele largou apenas uma mão e seu outro braço pareceu apertar um pouco mais em torno de mim assim que ele pegou o papel. "Por que você tem isso?" Virei-me, me girando em suas mãos para que ele pudesse deixar tudo fazer sentido. Eu mantive uma mão em seu bíceps, porque ele estava nu, e à minha disposição. Eu o beijei, também.

"O pai de Emmett nos ajudou. Ele encontrou este grupo de ex-alunos que querem ajudar os menos afortunados, mas alunos que ainda merecem ir para Stanford. Nós nos reunimos com o fundador da bolsa, Aro. Ele parece pensar que você tem bastante chance de receber sua bolsa de estudos integral. $ 50.000 por ano. Você teria que se candidatar a cada ano, embora, provavelmente apresentar as suas notas. E uma vez que você se formar, você será obrigado a contribuir para fundos de bolsas futuras."

"Bella..." Sua mão estava em seu cabelo puxando, uma ação que eu só o tinha visto fazer em muito poucas ocasiões, por nervosismo ou raiva. Eu olhei atentamente para ele tentando ler sua expressão. Eu tinha antecipado o fato de que ele poderia ficar com raiva de mim por agir pelas suas costas.

"Eu sinto muito. Eu não achei que você me deixaria fazer isso se eu lhe disse. Você tem sido tão inflexível sobre desistir de Stanford e isso é algo que eu quero e preciso que você faça."

"V... você... Você sente muito?! Você..." Ele olhou para mim, balançando a cabeça mais e mais, mas assim que eu vi o brilho em seus olhos verdes, eu sabia que raiva não era a emoção que ele estava projetando. Ele largou os papéis e agarrou as minhas mãos, apertando os meus dedos. "Is...isto é... ninguém jamais fez nada parecido por mim antes". Ele raramente tinha problemas com as palavras e eu tinha acabado de ouvi-lo gaguejar e tropeçar nelas pelo menos duas vezes. Ele estava oprimido.

"Eu te amo. Eu faria qualquer coisa por você. Emmett te ama, também."

Ele ajeitou o meu braço e colocou a mão no meu ombro, observando enquanto ele derivava todo o caminho até o meu braço, ao meu pulso. E então ele fez de novo e depois uma terceira vez. "Isso é o que o amor parece. Bella, você é amor. Você é fodidamente o amor."

Ele me puxou para o seu colo, como se eu fosse resistir, como se eu não tivesse vontade apenas de me arrastar para dentro dele e felizmente ficar lá, tornando-se um só com ele.

"Você está feliz".

"Sim. Sim, eu estou."

"Eu sabia, eu sabia que você queria ir para Stanford. Você agiu como se não importasse, mas eu sabia."

Ele pegou o meu rosto em ambas as mãos e olhou em meus olhos. "Bella, eu quero Stanford. Se for para ser honesto, eu quero Stanford, muito. Mas nem perto do quanto eu te quero. Não há nada que eu queira mais do que ficar com você e o bebê. Eu não irei sem você."

"Eu vou com você. Tem que ser possível certo? Quero dizer... certo?" Eu olhei para o meu novo anel. Tinha virado, então eu o ajeitei. Eu sempre assumi que eu iria com ele, mas a realidade daquilo apenas me bateu. Como poderíamos pagar? Eu tinha pensado apenas em ficar com Edward, não sobre estarmos por conta própria com o bebê. Talvez fosse um conto de fadas. Talvez isso não fosse acontecer. Meus olhos estavam se enchendo rápido, como o riacho, mas eu segurei as lágrimas – eu não as deixei escapar.

Suas mãos voltaram para o meu rosto até que eu olhei para ele, seus olhos estavam intensos nos meus e ele não se mexeu - ele apenas olhou e piscou algumas vezes. "Bella", ele finalmente disse. "50 mil dólares é o suficiente para pagar as mensalidades, mas nada mais. Não para as nossas despesas e o custo de vida na Califórnia, em Palo Alto é caro... provavelmente, três vezes o que custa viver aqui."

Minha força, a minha vontade, já não era o suficiente para segurar as lágrimas. Elas deixaram os meus olhos em um fluxo através da minhas bochechas e Edward as pegou e empurrou-as para o lado com os polegares. "Você vai, Edward. Se você receber esta oportunidade, você irá. Se eu não puder ir, eu vou estar aqui... te esperando. Eu vou esperar por você. Mas você irá."

"Bella, não..." Ele limpou as minhas lágrimas novamente, beijou meus olhos e então meus lábios.

"Edward, você tem que ir."

"Nós não podemos nos separar." Só de ouvi-lo dizer a palavra à separar me fez chorar ainda mais. Seus braços me envolveram e eu descansei minha cabeça em seu ombro deixando minhas lágrimas molhar sua pele nua. A pele que eu precisava. Separar? Eu balancei a cabeça.

"Você não irá deixar essa oportunidade passar. Você irá. Eu te amo muito para ver você deixar isso pra lá. Eu estou falando sério."

"Eu sei que você ama, mas eu não posso ficar sem você eu não posso fisicamente - eu estou te dizendo que eu seria imprestável... Eu reprovaria e desperdiçaria a oportunidade inteira."

"Ok," eu me sentei e saí de seu colo. Eu limpei o resto das minhas lágrimas e funguei. "Ok, podemos descobrir um jeito. Vamos pensar nisso por um minuto. Então, é caro. Eu posso conseguir um emprego. Se o custo de vida é mais elevado, por conseqüência, os salários também certo? Nós podemos conseguir empregos e eu tenho o meu fundo de faculdade, então..."

"Não! De jeito nenhum, Bella. Nós não tocaremos no seu fundo da faculdade para pagar o aluguel. Isso é não irá acontecer. E se você conseguir um emprego, quem irá cuidar do nosso bebê? Nós teríamos que pagar alguém. Eu vou arrumar dois empregos se for preciso."

"Como isso seria possível? Stanford não é Forks High. Você não será capaz de passar sem tempo para estudar e, em seguida, arrumar tempo o bebê e para mim, também?"

"Espere, deixe-me pensar." Ele pegou a minha mão e levou-a aos lábios e de vez em quando me dava um beijo como se aquilo o ajudasse a pensar. "Eu vou arrumar um trabalho e nós vamos... vamos ter um companheiro de quarto ou alugar um quarto ou algo assim. Nós vamos fazer funcionar, mesmo que tenhamos de alugar um quarto de Emmett. Inferno, seu pai irá pagar as suas despesas de qualquer maneira, de modo que seria apenas um dinheiro extra no bolso de Emmett se alugassemos um quarto dele."

"Viver com Emmett?"

"Nós estaríamos juntos, Bella. Poseríamos lidar com ele juntos." Ele riu.

"Essa é uma boa idéia, Edward. Ele quer tanto você lá que ele faria isso. Ele faria. Você não o viu no dia em que tivemos essa reunião. Ele estava tão animado quanto eu."

Ele me beijou, ambos permitindo que o desespero diminuísse apenas por considerarmos a possibilidade de vivermos juntos através de nossos lábios e língua.

"Bella", disse ele, beijando-me novamente. "Bella", ele me beijou novamente. "Como vocês fizeram isso?" Ele me beijou novamente. "Como vocês os convenceram a me oferecer uma oportunidade sem que eu estivesse lá?"

"O pai de Emmett marcou a reunião e ele e o meu pai, ambos escreveram uma carta de recomendação para você. Aro já está com elas".

"Seu pai?"

"Bem, a secretária escreveu. É muito eloquente. Mas o meu pai o leu e assinou."

"Ele não vai se importar se você se mudar para a Califórnia?"

"Ele deve ter sabido que era uma possibilidade quando ele concordou em ajudar. Além disso, ele sabe tão bem quanto eu como muito mais portas se abrirão para você com uma educação universitária."

"E você? E a sua faculdade?"

"Edward, eu já decidi e antes de você dizer qualquer coisa, você não está me impedindo de nada. Esta foi a minha decisão. Vou esperar até você terminar. Eu irei para a faculdade depois de você. Eu irei, mas depois de você. Faz mais sentido de qualquer jeito, já que eu terei o nosso bebê para cuidar. Será mais fácil para mim quando o bebê estiver um pouco mais velho e talvez você tenha um trabalho de verdade e possamos pagar uma creche. Mas se você receber essa bolsa, você irá para Stanford."

"Volte aqui", disse ele, e desta vez eu me coloquei em seu colo. "Como isso é possível? Eu não mereço você. Você é como...", ele afastou o cabelo do meu rosto e o acariciou até a minha cintura, "de outro mundo".

"Nós merecemos um ao outro", disse eu beijando a sua bochecha. "Então, você vai dizer a Emmett que ele vai ter três colegas de quarto imponentes, um deles possivelmente muito alto, ou terei que ser eu?"

"Nada está definido ainda. Temos que esperar e ver se eles ainda oferecem essa bolsa para mim."

"Você ainda pode se candidatar a bolsa de estudos regular de Stanford e empréstimos estudantis como plano B".

Eu fiquei no colo de Edward, minha cabeça em seu ombro enquanto ele acariciava o meu cabelo e acariciava as minhas costas. Era tão relaxante que eu quase dormi. Mas, então, eu tremi. Edward puxou sua jaqueta em torno de mim, mas mesmo assim, eu não poderia fingir que não estava frio, e com Edward sem camisa, era inevitável que nós tivéssemos que deixar a nossa clareira.

"Devemos voltar", disse ele, "mas eu quero você na minha cama esta noite. Eu quero dormir com você toda a noite e acordar com você."

"Como?"

"Eu vou falar com o meu pai. Vou dizer a ele que estamos noivos." Sorrimos um para o outro e nos beijamos, porque como não poderíamos? Ele disse que apenas a palavra 'noivos' já seria o suficiente. "E quando eu disser a ele sobre a possibilidade de ir para Stanford, eu tenho certeza que ele irá dizer sim para qualquer coisa."

Nós colocamos nossas roupas de novo e pegamos nossas coisas. Edward pegou o cobertor, o envelope, a garrafa e meu quadril. Eu peguei a taça de uvas e as flores selvagens que o lembravam de mim.


Então? Alguém precisa de um copo de água depois de tanta doçura?

Será que o nosso casal terá que enfrentar uma separação caso Edward ganhe mesmo a bolsa?

No próximo capítulo veremos se Carlisle permitiu que os nossos pombinhos comemorassem o noivado... ;)

Beijos

Nai.