Original Title: Eternity(www (ponto)fanfiction(ponto)net/s/5251060/1/Eternity)

By: LisaLovesCurry(www(ponto)fanfiction(ponto)net/u/1936036/LisaLovesCurry)

Disclaimer: Stephenie Meyer é a criadora de Twilight, o que vem a seguir é puramente para fins de diversão, e DÁ PRA ACREDITAR QUE SÓ TEMOS MAIS 36 DIAS ATÉ NEW MOON?

Eternidade

Eternity

2007: Constância

PV Jacob

Estava sentado no chão da sala de estar dos Cullens há quase duas horas, com meia dúzia de folhas de caderno diante de mim, antes de finalmente desistir de desgosto e atirar meu livro de álgebra pela sala. De longe, a parte mais difícil de voltar para a escola (agora que não havia vampiros sedentos por sangue tentando nos matar) é Álgebra II. Matemática não costumava me incomodar, mas agora vejo isso como um instrumento de tortura. E não ajudava em nada que Nessie, que tem, oh, vejamos, nem um ano de idade, conseguisse entender direito essa porcaria. E ela não faz meu dever de casa – ela diz que, se fizesse, eu não aprenderia nada. Certo, estou aprendendo muito agora. Estou aprendendo uma bosta que nunca vou precisar usar de novo depois de me formar. Estou aprendendo que Álgebra II é um pé no saco. E estou aprendendo que vampiros, como regra geral, são totalmente indiferentes ao meu sofrimento.

"Ôôô… o livro grandão machucou o cérebro do cachorrinho?" Rosalie provocou com um sorriso. Ela e Alice chegaram pela porta da frente carregando centenas de sacolas de compras; honestamente, Emmett poderia ser canonizado só por viver com Rosalie.

"Enquanto vocês estavam fora, eu subi, abri seu closet e mordi todos os seus sapatos," disse eu, ligando a tevê. Imaginei que merecia um pouco de televisão se eu tivesse que aguentar mais três semanas de escola antes do verão enquanto outras pessoas se divertiam. Conseguia ouvir Jasper e Emmett do lado de fora jogando futebol americano, embora estivesse chuviscando, e Edward, Bella e Nessie saíram para caçar juntos, deixando-me sozinho com meu dever de casar. Agora eu ia ter que escutar Alice e Rosalie tendo um show privado de moda no quarto de Alice. Pelo menos a tevê deve abafá-las…

Em resposta à minha ameaça dos sapatos, Rosalie disse algo previsivelmente cruel e rebolou até as escadas, com Alice a seguindo.

"Desse jeito, você não vai terminar seu trabalho," ela gritou alegremente. Alice não consegue ter visões quando estou por perto, mas eu sabia que não significava que ela estava errada neste caso. Suspirando, levantei para pegar meu livro, apenas para ver que Esme já o tinha feito.

"Quer uma ajuda?" ela perguntou. "Vamos, acabei de guardar as compras. Enquanto faz o seu trabalho, farei algo para você comer."

Sorri. "Finalmente, um pouco de simpatia. Até agora todo mundo ignorou minha dor em relação à matemática."

"Bem, eles todos tiveram Álgebra II mais vezes do que conseguem lembrar," Esme disse, rindo. "Se ajudar, acho que eles quase invejam você pela novidade da experiência."

Bufei ao sentar à mesa da cozinha. "Certo, inveja de mim e do meu dever de matemática. Isso não é nem um pouco doido."

Esme riu de novo e começou a fazer molho de espaguete do zero. Enquanto ela trabalhava, eu lia as questões em voz alta e, tendo uma assustadora perfeita memória de vampiro, ela era capaz de me dizer onde eu estava errado ou como eu poderia corrigir o erro. Logo a cozinha tinha um cheiro delicioso. Não me ajudava em nada a me concentrar, e era bom – cá entre nós, Billy e eu nunca conseguimos fazer nada além de descongelar uma pizza.

Uma hora depois, meu dever estava realmente, maravilhosamente, terminado, e eu tinha comido duas porções de espaguete cheias de molho. Leah ainda me entristece por isso de vez em quando, mas Seth, e até Quil e Embry concordaram mais de uma vez que quanto mais se passa tempo na casa dos Cullens, menos o cheiro deles incomoda. Agora eu podia sentar a alguns metros de Esme enquanto ela olhava meu dever, e não apenas aguentar o cheiro dela como também apreciar o aroma de biscoitos de chocolate assando no forno.

"Biscoitos também?" Bella disse – ela, Edward e Nessie passaram pela porta com aquela maldita discrição de sanguessugas. Quando não estou em forma de lobo, sempre me incomoda a audição ruim dos humanos. "Você está mimando-o, Esme"

Esme sorriu. "E você sabe que eu gosto de cozinhar. Além disso, eu pedi a Nessie que testasse algo antes de vocês três irem jantar na casa de Charlie."

Nessie sorriu, mas eu pude ver que ela não estava realmente ansiosa pela parte da comida na casa do avô dela. "Comida humana de novo, vovó?"

"Biscoitos de chocolate desta vez," Esme disse. "Uma nova receita, eu acho que você vai gostar. Aqui, Jacob, fiz uma porção separada para você."

Curioso, eu peguei uma dos biscoitos que Esme retirou do papel manteiga e colocou em cima da prateleira para esfriar. Ela estava usando uma espátula, o que me fez sorrir – digo, é mais limpo desse jeito, mas não é como se ela fosse se queimar se pegasse as coisas com as próprias mãos.

Edward riu, e me virei para olhá-lo enquanto enfiava um biscoito na boca. "Ei, caia fora do meu cérebro, por favor", disse, mas com o biscoito, soou meio abafado.

"Desculpe," Edward disse, sorrindo enquanto Nessie mordia um pedaço experimental do próprio biscoito. Depois, para a surpresa de todos, exceto talvez para Esme, o rosto de Nessie ficou iluminado.

"Uau, isso aqui tá bom demais!" ela disse, comendo o resto do biscoito e pegando outro.

"Apenas mais um, e depois só mais tarde," Bella disse gentilmente, parecendo agradavelmente surpresa. "Esme, o que tem nesses?"

"Sangue," Esme disse calmamente. "Somente um copo. Usei metade sangue, metade leite."

Edward começou a rir, obviamente ouvindo a horrível guinada nos meus pensamentos.

Esme se virou, e deve ter percebido que eu estava querendo cuspir tudo, porque ela disse rapidamente, "Jacob, não se preocupe. Havia uma razão para eu fazer duas porções – os seus biscoitos estão sem sangue."

"Oh," disse, aliviado por não me sentir mais vontade de vomitar. "Falando sério, eca."

"O quê?" Nessie disse. "Eles têm um gosto ótimo."

"Diz o tipo de criança que adora um pouco de sangue," eu falei, desarrumando o cabelo dela de leve. Nessie mostrou os dentes dela para mim, mas depois sorriu e terminou o biscoito.

"Está cheia?" Bella perguntou.

"Sim," Nessie disse. "Estou pronto para fingir comer o jantar agora."

"Voltaremos por volta das nove ou dez horas, então," Edward disse, e os três saíram de novo, parando apenas para que Bella subisse correndo e emprestasse uma escova de Alice: Charlie iria se perguntar por que o cabelo de Nessie estava cheio de folhas se ela não se limpasse antes. O chefe Swan sabe que há alguma coisa estranha com a neta dele, mas ele tenta não pensar a respeito, o que eu acho uma estratégia muito boa. Já é ruim que ela cresça tão rápido, com ele mal podendo notar, mas se ele soubesse que ela e os parentes dela saíam regularmente por entre as florestas para beber sangue, ele teria dificuldades para lidar com todo o "mistério das criaturas sobrenaturais" que acontece entre nós.

"Como está a nova casa agora?" perguntei quando eles saíram. "Você adicionou outro andar desde a última vez que perguntei?"

"Acho que três serão suficientes," Esme falou pacientemente, embora pela expressão dela a ideia de uma casa com quatro andares fosse algo que quisesse explorar.

"Só estou dizendo que você deveria considerar algo muito grande em vez de muito pequeno," falei seriamente. "Só o closet de Alice provavelmente precisaria de um andar inteiro."

Esme riu – eu estava apenas exagerando. Sinceramente, estava meio que ridiculamente curioso sobre a nova casa, mas Esme não parece se cansar das minhas perguntas. Pelo design que estava fazendo, teria pelo menos um quarto para todos sob um mesmo teto, mas havia também o número de casas individuais construídas perto da casa principal dos Cullens, para que todos tivessem um espaço: Edward, Bella e Nessie teriam uma casa, Rosalie e Emmett teriam uma casa, e Alice e Jasper teriam uma casa. Aparentemente eu terei uma também, que seria grande o bastante para a matilha se eles quisessem visitar ou mesmo ficar mais tempo. Meu quarto na casa de Billy mal dava para minha cama, então digamos que fiquei meio assustado quando ouvi que Esme estava planejando uma casa para mim.

"Bem, na verdade, estou pensando em adicionar uma piscina dentro da casa," Esme falou pensativa. "É meio extravagante—"

"O quê, esta casa não é?" perguntei.

"Mas," Esme disse, ignorando-me, "vamos ficar mais perto da civilização que antes, então estou ansiosa para fazer o interior da casa o mais agradável possível. Aqui nós podemos nadar no rio, correr até o Canadá sempre que quisermos, e fazer basicamente o que gostamos do lado de fora, quando o tempo permite, sem ter que se preocupar com nada. Não vai ser assim tão fácil, vivendo tão perto de Dartmouth."

Não comentei a localização da casa. Nenhum de nós queria se mudar, mas era meio que mais inseguro ficar em Forks. Carlisle parecia jovem demais para ser da idade que dizia; a matinha de Sam, embora amigável, não gostava muito da presença contínua de vampiro na vizinhança; e embora eu não gostasse de pensar a respeito, Nessie era meio que um imã para perigo. Desde que conseguimos convencer os Volturi a não nos matarem ano passado, Carlisle tinha certeza de que novidades sobre a existência de meio-imortais estavam se espalhando, e nem todo mundo ficaria feliz com isso. Bella e eu concordamos que não gostávamos da ideia de deixar nossos pais – embora a proteção de Sam fosse garantida – quando estamos por perto, eles eram os que menos precisavam de proteção.

Nessa hora, Alice saltitou pela cozinha. "Acabei de ligar para Carlisle avisando para ele chegar cedo hoje," disse ela. "Não contei antes, mas Huilen e Nahuel estão chegando para visitar."

Pulei da minha cadeira como se tivesse levado um choque. Esme, que era a pessoa mais paciente do mundo, suspirou, exasperada pela minha (na opinião dela) exagerada reação. "Jacob…" ela falou me acalmando.

"Qual diabos é o problema dessa coisa em avisar antes quando ele decide passar por aqui?" eu questionei. Eu realmente não, não gostava mesmo desse Nahuel – aparentemente ele está tentando descobrir mais no quê os meio-imortais eram diferentes dos vampiros – pelo menos, essa é a desculpa dele para ficar perto dos Cullens. Certo, como se ele não tivesse tido cento e cinquenta anos para descobrir sozinho. Não que ele gostasse de ver Nessie. Claro. Oh, e eu adoro mesmo ter sanguessugas nômades a alguns metros da minha casa.

"Talvez o cachorrinho deva ir lá fora marcar o território com a urina, só por segurança," Rosalie disse, juntando-se a nós na cozinha. Meu Deus, tomem cuidado com meu ataque de raiva.

"Rose," Esme disse avisando. "Jacob, sente-se e se acalme."

"Ficarei lá fora," falei rapidamente.

Alice sorriu numa desculpa. Eu tive a impressão que ela não disse nada antes porque percebeu que eu ficaria com raiva. Talvez nem fosse uma visão mesmo, já que sou previsível.


Eu me transformei assim que passei pela porta da frente, destruindo outra camiseta e minhas calças, mas... bem. Pelo menos parou de chover. Eu não aguentava mais esperar para me transformar – sei que eles salvaram nosso pescoço ano passado, sei que os Cullens nos consideram como amigos, mas eu me sinto mais confortável encontrando Nahuel quando sei que posso cortar o pescoço dele com meus dentes, se necessário. Com Huilen eu não tenho problemas, e sim, eu já disse que isso é insanamente hipócrita, no sentido que ela é uma sanguessuga, e Nahuel nem bebe sangue realmente, mas eu não me importo. Esme insiste que ele é "muito legal", e que quando ele e a tia dele nos visitam, devemos fazer com que todos se sintam em casa, mas eu não estou interessado em estender o tapete para os dois esquisitões todas as vezes que eles passam por aqui.

Sério, quem diabos viria a Forks de qualquer lugar no mundo sem dar um aviso antes? Acho que Huilen e Nahuel são nômades, então devem viajar muito, e não é como se eles tivessem um celular – mas, sério, encontrar um telefone público e fazer uma ligação não é um mistério. Se eu estivesse paranóico, acharia que essas visitas não são um jeito de testar as águas, ver se eles podem ficar com as visões de Alice, que não deixaria tão difícil para eu ficar por perto o tempo todo...

Estava andando de um lado a outro pelo quintal por alguns minutos, olhando pelas árvores que cercavam a casa, quando o carro de Carlisle apareceu no final da rodovia. Eu o ouvi vindo a algumas milhas, mas como eu estava ouvindo o barulho do carro e nada mais, eu quase não ouvi Emmett a tempo. Antes de ele me atacar, eu desviei e me virei a tempo para bater na cabeça de Jasper. Pelo menos ele não estava tentando me atacar – Se estivesse, eu teria minha cabeça partida em duas. Com isso, eu cambaleei e sentei-me. Esbarrar num vampiro é como esbarrar numa parede.

"Desculpe," Jasper disse, mostrando a bolsa de futebol americano deles para mim. "Quer jogar?"

"Sim, chame Seth e vamos jogar a bola pra vocês pegarem!" Emmett disse rindo. De alguma forma essas piadas sobre cachorros não me aborrecem quando vêm de Emmett. Mas com ele, você tem a sensação de que ele quer fazer graça, ao contrário de Rosalie, que gosta de agir como uma vadiazinha.

Balanço minha cabeça e indico o carro de Carlisle, que finalmente ficou à vista.

"A companhia deve estar chegando," Jasper murmurou, parecendo se divertir. Ele provavelmente percebia pelos sentimentos de Carlisle da antecipação prazerosa e minha mal contida irritação pelo que ia acontecer.

Emmett deu um sorriso. "Ah, é? Bem, nós vamos nos certificar de ver como você dá boas-vindas aos nossos visitantes, Jake."

Mostrei meus dentes em resposta, mas todos nós sabíamos que eu não ia realmente fazer alguma coisa. Carlisle e Esme tinham uma regra restrita sobre "não morder os convidados". Emmett e Jasper se juntaram a Rose, Alice e Esme na varanda quando Carlisle apareceu dos fundos da casa, depois de ter deixado o carro na garagem. Trotei até ele, esperando uma lição de boas maneiras, mas depois um desagradável cheiro familiar chegou ao meu nariz e girei a cabeça, rosnando.

"Jacob," Carlisle disse calmamente, aparecendo ao meu lado com aquela irritante velocidade sobre-humana. "Você não quer que eu comece a falar pra você 'sentar', não é?"

Rosnei para ele, o que fez o doutor Presas sorrir, e depois me forcei a ficar malditamente calado e parar de mostrar meus dentes quando Huilen e Nahuel apareceram no jardim dos Cullens.

"Carlisle," Huilen disse, olhando para mim. "É bom vê-lo de novo."

"E você também, Huilen, Nahuel," Carlisle disse. "Estávamos nos perguntando quando vocês iriam nos visitar de novo."

"Está levando mais tempo que esperávamos para nos ajustarmos a esta nova dieta," Huilen disse, agora olhando para o sobrinho dela, que estava me olhando. É, o cara que pode comer comida humana (mas prefere o gosto de sangue) estava olhando para mim, como se eu fosse a aberração aqui. De alguma forma, é meio satisfatório saber que ele me odeia também. Se o meu desgosto por Nahuel era tão irracional quanto me diziam, pelo menos o sentimento era mútuo.

"Bem, ficaremos felizes em ajudá-los de qualquer forma nessa questão," Carlisle disse calmamente. "Vocês dois são livres para ficar o tempo que quiserem."

Huilen assentiu, depois me olhou de novo. Ouvi Carlisle suspirar muito levemente ao meu lado, e não resistir em mandar a Nahuel meu melhor sorriso de lobo, o que envolvia mostrar vários dentes e nada mais. Uma parte de mim, uma pequena parte de mim, sentiu-se culpada por fazer Carlisle parecer um péssimo anfitrião. Digo se alguém diz que é bem-vindo para ficar, tudo bem, ótimo, mas se diz a mesma coisa enquanto tem um lobo gigante parado bem perto de você, aí fica mal-interpretado.

É mais uma coisa a respeito de eu me dar bem com os Cullens que deixa Leah simplesmente louca: ela diz que sou um cão de guarda para eles, mas não é como se eles tivessem me dito para fazer isso. Carlisle diz que eu posso agir um pouco quando um vampiro desconhecido se aproximar, o que eu entendo, mas eu ainda gosto do meu jeito de saudar os convidados. Eu gosto dos Cullens, como regra geral (Rosalie sendo a maior exceção), e gosto especialmente de Carlisle e Esme. Esta é a casa deles, e embora não pareça incomodá-los, incomoda-me que outros vampiros simplesmente apareçam sem avisar antes. Então eu gosto de dizer oi aos visitantes depois de me metamorfosear. E, ei, eu estaria mentindo se não dissesse que as caras que você vê nos vampiros são impagáveis. Ficando perto de Carlisle agora, eu era um grande aviso de pelúcia dizendo: "não mexa com esta família."

"Por que vocês dois não entram?" Carlisle perguntou com a voz o mais amigável possível para compensar minha espaçosa presença. "Eu me juntarei a vocês num instante."

Huilen olhou mais uma vez e depois assentiu. "Mas é claro."

Nahuel ainda não havia dito nada, o que eu achei bom da parte dele. Tão logo eles estavam na varanda, Carlisle falou:

"Esme deixou mais uma pilha de roupas numa caixa de plástico atrás da garagem, se você quiser de metamorfosear," ele ofereceu.

Assenti – eu acho que iríamos falar sobre isso depois – e depois eu me afastei para procurar as roupas. Quando virei humano de novo, abri a caixa descrita por Carlisle e balancei a cabeça. Elas pareciam roupas normais, mas tenho certeza de que custaram mais do que gostaria de pensar. Era estranho quando eu considerava todo o dinheiro que (geralmente Esme) gastava comprando roupas e comida para mim – quando eu iria poder pagá-los?

Depois de vestir os shorts, examinei a etiqueta da camisa – é, de marca. Honestamente, se eu iria destruí-las em uma semana, o que havia de errado em comprar na Wal-Mart?

"Com ciúmes, Jacob?" Carlisle perguntou suavemente. Pulei de susto, depois praguejei quando bati minha cabeça num galho baixo. Carlisle ficou longe o bastante para me dar privacidade, mas, pô, eu não tinha ideia de onde ele estava.

"A audição humana é chata, realmente", murmurei. "E por que diabos eu teria ciúmes? Só porque eles são meio-imortais não significa nada. Ele só é cento e cinquenta anos mais velho que ela mesmo."

"Jacob, eu sou duzentos e cinquenta anos mais velho que Esme," Carlisle disse, parecendo se divertir.

Uau. Maldição. É, ele era... "Certo… desculpa."

"Deixando de lado o fato de você não ter razão para ter ciúmes…"

"Ainda," disse sombriamente. De acordo com o próprio imbecil, Nessie ainda seria uma criança por mais uns seis anos mais ou menos.

"... acontece com qualquer um, mas rosnar a Nahuel não vai fazê-lo ir embora. Por minha parte, penso que seria melhor você tentar conhecê-lo. Nessie vai querer também algum dia, sabe? Ela já quer saber mais a respeito do que ela é."

Hmm. Isso fazia realmente sentido, mais do que eu detestasse admitir. Vesti minha camiseta, depois amarrei meus sapatos. "… Tudo bem," finalmente falei. "Vou entrar, comer alguns biscoitinhos, sentar na sala com ele, e nem vou arrancar a cabeça dele. Satisfeito, doutor?"

"Perfeitamente," Carlisle disse secamente. Nós dois ficamos em silêncio por um momento enquanto eu perdia tempo com meus sapatos. Eu não queria mesmo ficar perto de Nahuel. Seis anos pareciam muito tempo agora, mas eu sentia que iriam passar antes que eu percebesse. Quando ela crescesse, como Nessie se sentiria com relação a mim? Com relação a ele?

"Sabe, antes de Esme e eu casarmos, ela, Edward e eu vivemos em Michigan por um tempo," Carlisle começou a falar de repente. "Enquanto estávamos lá, um nômade que não via há anos chamado Richard veio nos visitar. Ele não tinha uma companheira, e esse pensamento não me ocorreu até que ele cumprimentou Esme segurando a mão dela. No segundo que ele a tocou e sorriu para ela, eu quis arrancar cada membro dele."

Ri, surpreso demais para manter meu mau humor no momento. "Você quase quis arrancar os membros de alguém? Sério?"

"Eu seriamente considerei isso por um segundo," Carlisle disse, rindo. "Mas depois lembrei que Richard e eu éramos amigos, que ele estava apenas sendo educado, e eu me perguntei se havia perdido a cabeça. Claro, Edward achou o incidente mais engraçado que qualquer outra coisa – isso confirmou uma suspeita que há muito tempo ele observava sobre a verdadeira natureza dos meus sentimentos a respeito de Esme."

Okay, sabendo agora que até o doutor Presas podia perder a calma era consolador. "Tudo bem. A próxima vez que eu tiver vontade de arrancar todos os membros de um convidado seu, vou sentir o seu bom exemplo, Carlisle."

Ele riu. "Vejo você lá dentro, Jacob."


Esperei mais alguns minutos, e depois voltei para dentro da casa. Passei até pela sala de estar para sentar com os outros, embora eu percebesse imediatamente que eles conversavam a respeito da dificuldade de resistir ao desejo de beber sangue humano – eca. Como eu peguei a única cadeira vazia, tentei ignorar o fato de que todo mundo estava me olhando. Nahuel parecia mais aborrecido do que nunca (novidade. Desculpe por invadir a reunião somente-pra-sanguessugas, aberração), Huilen parecia surpresa, e Emmett e Alice tentavam não rir. Rose estava sorrindo também – acho que minha cara estava muito engraçada. Estou mais acostumado com o cheiro dos Cullens, e Huilen e Nahuel cheiravam mal, mas eu não ia fazer nada para disfarçar minha expressão de nojo. Sério mesmo, depois de comer minutos antes, era desagradável ficar perto desses dois.

Somente Carlisle e Esme estavam tentando encorajar, e quando Esme sorria para mim, ela mordia o lábio como se não pudesse se decidir me repreender ou rir da minha expressão mal-humorada. Apesar do cheiro ruim dos vampiros estranhos, eu até consegui relaxar um pouco. Reclinando-me na cadeira, notei que Carlisle e Esme estavam segurando as mãos debaixo da mesa. Isso me fez sorrir genuinamente pela primeira vez desde que Alice anunciou nossos visitantes. Era bom saber, não importasse onde vivêssemos ou quanto tempo passasse, que o doutor Presas e Esme estariam por perto quando eu precisasse de ajuda, para dar um lugar para ficar onde houvesse bastante comida e um monte de vampiros para chutar, e tentar me manter longe de matar pessoas (ou sanguessugas) quando eu ficasse temporariamente insano de (ok, eu admito) ciúmes. No mais, eu podia confiar nesses dois, e acho que sempre me sentirei dessa maneira… mesmo se um dia eu me descuidasse e arrancasse a cabeça do Nahuel. Eles provavelmente iriam me perdoar. Algum dia.