Nota da Tradutora: O último capítulo! Todo mundo ansioso? Depois dele, temos apenas um epílogo e um extra, mas estamos, definitivamente, chegando ao fim dessa história de Edward e Bella. Espero que curtam.

Beijo,
K.

Capítulo 24

Apostando para Ganhar

EPOV

"Então me diga, Edward, os rumores são verdadeiros?" Angela perguntou.

"Quais rumores?"

"Que você quebrou o coração de mais uma garota." Ela sorriu, e eu sabia que ela estava só brincando, mas meu coração se apertou com a lembrança. Ela viu que falou demais assim que viu minha expressão.

"Sinto muito, não quis me meter." Ela desviou o olhar para a pista de dança, embaraçada.

"Não, não, sem problemas. Houve apenas uma garota desde o divórcio. Todas as outras com quem me fotografaram eram... Bem... Não significavam nada pra mim." Ela assentiu com entendimento.

"Eram como eu." Ela respondeu.

"Hmm... Sim... Era acompanhante, mas não como você. Você é das raras." Eu respondi, rindo com a ideia de Angela na mesma categoria que Lauren.

"O que aconteceu com...?" Ela começou, esperando que eu preenchesse os pontos.

"Bella." Eu pausei antes de responder a pergunta. Angela e sua personalidade amigável me faziam querer explicar toda minha dor a respeito de Bella a ela. Ela realmente queria saber, não apenas por curiosidade, mas por querer ser minha amiga.

"Eu fui um idiota. Não entendi o que ela precisava na época."

"E entende agora?"

"Sim, entendo agora, mas é tarde demais. Eu faria qualquer coisa para ter outra chance."

"Eu tenho certeza que tudo vai se resolver." Ela disse, simpática. O tom brincalhão voltou e ela sorriu como quem planeja algo. "E então, Sr. Cullen, eu acho que na maior parte das fotografias que eu vi, você está dançando." Eu sorri com a observação de Angela.

"O que eu posso dizer? Eu gosto de dançar."

"Então tá, pés mágicos, me mostre o que pode fazer." Ela respondeu, me desafiando. Eu a levei até a pista de dança onde quick step* estava tocando.

"Você conhece quick step*?" Ela sorriu e assentiu com a cabeça.

"Cinco anos de aulas de dança me prepararam pra isso." Ela brincou. Era divertido passar tempo com ela, pois ela radiava confiança de uma maneira que me fazia pensar que seu noivo era um homem sortudo.

Eu a girei e peguei sua mão com a minha, colocando minha outra mão em suas costas. Depois eu a guiei pelo salão em um passo rápido. O sorriso dela aumentou quando eu a girei e mudei a direção.

"Bom Sr. Cullen, eu acho que você deixou Ben para trás."

"Ben?"

"Meu noivo. Ele está fazendo aulas para o nosso casamento. Eu acho que vou mandar um convite para poder escolher você como meu parceiro em quick step. Ele ainda não dominou essa dança." Ela riu.

"Eu adoraria." Eu respondi honestamente.

Nós dançamos mais um pouco até que Angela pediu um tempo. Nós caminhamos até as mesas próximas a pista e sentamos. Foi quando eu a vi.

Ela estava de costas para mim, mas eu conhecia aqueles cabelos e as curvas de seu corpo em qualquer lugar. Ela estava sentada em uma banqueta da mesa de Texas Hold em'. Meu corpo se reteve enquanto eu sentia a vontade de ir até ela, mas sem querer assustá-la, e eu vi uma mão pequena balançando a minha frente.

"Ei, Edward?" A mão de Angela apareceu no meu campo de visão de novo.

"Desculpe." Eu disse enquanto, relutante, desviava meu olhar de Bella para a mulher a minha frente. Comecei a entrar em pânico com a ideia de Bella ter me visto com Angela. Meu Deus, foi isso que minha mãe quis dizer. Eu grunhi alto e massageei minha testa com a visão da situação. Eu ergui o olhar e encarei a expressão preocupada de Angela.

"O que foi?" Eu olhei para a mesa e vi que ela ainda estava sentada lá; existia apenas uma pequena possibilidade de ela não ter me visto. Grunhi novamente.

"Você vê aquela mulher com vestido azul sentada na mesa de poker ali?" Eu apontei para a mesa onde a razão da minha existência estava sentada. Angela se virou e a viu, voltando a me encarar.

"Sim, o que tem ela?"

"Essa é Bella." Eu corri as mãos pelo cabelo mostrando meu nervosismo. Angela olhou novamente para trás por um minuto antes de voltar a falar.

"Levante a bunda da cadeira e vá lá." Ela disse em um tom autoritário.

"Não posso, e se ela nos viu dançando? E se ela não quiser conversar comigo? E se..."

"E se o céu ficar verde e seu cabelo cair? Dê um tempo, Edward. É óbvio que você a ama, levante e vá falar com ela." Eu balancei a cabeça rapidamente.

"Eu não posso."

"Não pode ou não vai?" O desapontamento na expressão dela me fez ver que eu devia parar de me negar e ir até ela. Eu precisava falar com ela.

Eu me levantei de repente e minha nova amiga deu um gritinho de felicidade.

"Vá pegá-la, tigrão." Ela brincou com um rosnado e eu ri com seu entusiasmo. Eu dei dois passos e parei com a voz dela novamente.

"Edward, eu vou ficar para ter certeza que tudo está correndo bem e então vou pegar um táxi para casa. Você não precisa se preocupar comigo."

Eu voltei até a mesa e dei um beijo na bochecha dela. "Obrigada, Angela, não esqueça de me mandar um convite." Ela sorriu abertamente.

"Eu não sonharia em esquecer, Edward. Agora vá!" Eu me virei e caminhei até a mesa onde Bella estava sentada. Eu cheguei por trás, quieto; o perfume de frésias encheu meus pulmões, e eu fiquei parado por um minuto antes de ter coragem de falar.

"Posso participar?" Eu fiquei surpreso que minha voz saiu tranquila e não em pânico, como eu me sentia. Assisti as costas dela enrijecerem e então, lentamente, ela se virou para me encarar. Ela estava mais linda do que eu lembrava, entretanto seus olhos tinham um pouco de tristeza.

"Não tenho certeza. Sua garota não vai se importar?" Eu dei uma risadinha, tentando encontrar humor na situação.

"Não vai." Ela espiou Angela e voltou a me encarar, e eu vi um fogo em seus olhos que não estava ali há segundos atrás que me fez querer agarrá-la e beijá-la.

"Ela é muito bonita." Percebi o ciúme em sua voz e não pude deixar de me sentir feliz com a realização.

"Você está com ciúmes, Bella?" Eu perguntei tentando deixá-la encabulada, mas ela não caiu. Ao invés disso, ela me surpreendeu com a resposta.

"Talvez." Admitiu, e depois voltou a encarar as cartas, me ignorando.

Eu movi com rapidez para o outro lado da mesa, diretamente na frente dela, separado apenas pelo carteador. Eu terminei de assistir a rodada que ela estava jogando e cuidei de todas as manias que ela tinha. Ela mordia o lábio enquanto pensava, mas eu não sabia se ela estava blefando ou não. Ela também batia os dedos contra a mesa, mas logo eu percebi que ela fazia isso quando tinha boas cartas. Ela era tão fácil de ler.

A aposta foi feita e o carteador deu duas cartas para cada um. Eu tinha duas rainhas, copas e espada, então eu aumentei a aposta na primeira rodada. Eu espiei Bella de canto de olho e ela estava mordendo o lábio em concentração. Meu corpo instantaneamente reagiu. Continuei assistindo-a e ela eventualmente me espiou, se mexendo no assento.

O carteador descartou a carta de cima e mostrou três cartas comuns, um Ás de ouro, um nove de paus, e uma rainha de ouro, me dando uma trinca de rainhas. A aposta chegou em mim e eu aumentei, e duas pessoas saíram deixando eu, Bella e um senhor sentado ao lado dela no jogo.

O carteador descartou a carta de cima e virou um dois de copas. Ainda me deixou apenas com a trinca de rainhas, mas ele ainda daria mais uma carta. Eu apostei e o outro senhor desistiu. Bella parecia hesitante antes de apostar, aumentando minha aposta. Ela mordeu o lábio com força e foi quando eu percebi que ela estava blefando. Eu apostei junto e o carteador virou a carta final que era um Ás de espada, me deixando com uma trinta e um par. Eu não pude evitar o sorriso sacana nos meus lábios e vi Bella começar a bater os dedos na mesa em antecipação.

Ela puxou metade da pilha sentada na frente dela e apostou. Ela sorriu e mostrou as cartas. Droga, ela tinha uma trinca de Áses e um par. Eu virei minhas cartas e as joguei na mesa, vendo-a sorrir do outro lado da mesa, e não pude deixar de sorrir de volta.

"Eu acho que você perdeu sua sorte." Ela disse, sarcástica, e eu dei um olhar confuso para ela. "Sua garota." Ela esclareceu; ciúmes novamente em seu tom.

"Hmm. Ela foi embora." Eu vi surpresa na expressão dela.

"Por quê?" A curiosidade de Bella era interessante, especialmente porque eu sabia que ela queria informação. Eu decidi dar a ela algo para pensar.

"Ela teve que voltar para o noivo dela." O rosto dela foi tomado pelo choque e ela olhou para baixo, me fazendo querer levantar seu rosto e entender o que ela pensava. Finalmente um pequeno sorriso se formou em seus lábios e ela me encarou, sorrindo sarcástica.

"Eu nunca entendi sua fascinação com acompanhantes." Eu ouvi a respiração chocada de diversas pessoas com as palavras dela e balancei minha cabeça depois que ela me entregou.

"Touché, minha querida."

Nós jogamos muitas outras rodadas, o dinheiro indo e vindo entre nós. Eu estava agradavelmente surpreso com o raciocínio rápido e apostas arriscadas dela.

Quanto mais eu a observava, mas eu lia os pequenos sinais em suas ações. Eu tinha dado como certo que ela batia os dedos contra a mesa quando estava ganhando. Entretanto, o ato de morder o lábio, além de me distrair, era impossível de ler. Ela parecia fazer aquilo quando ela estava blefando e quando ela estava confiante.

As apostas foram feitas e as cartas entregues. Eu tinha um Ás e um dois de copas comigo. As apostas aumentaram e o carteador virou as três primeiras cartas. Um Ás de espadas, um dois de paus e um rei de ouro. Isso me dava dois pares. Fiquei surpreso quando Bella subiu a aposta para quase metade de suas fichas. Eu olhei para ela e a vi mordendo o lábio cuidadosamente, e cobri a aposta dela, aumentando. Imediatamente os outros jogadores saíram. Bella me encarou e eu quase podia ver as engrenagens girando na cabeça dela, tentando decidir o que fazer.

Ela colocou todas as fichas dela e eu não pude resistir à oportunidade que se apresentava. Eu fiz o mesmo, mas antes que ela pudesse virar as cartas, eu intervi. Ela me encarou intrigada e eu espiei o carteador.

"Eu sei que isso não é comum, mas eu gostaria de negociar a aposta com a dama." O carteador olhou entre mim e uma chocada Bella.

"Bom, senhor, isso não é normalmente permitido, mas isso é um jogo de caridade, então a dama que decide." Nós dois olhamos para Bella esperando uma resposta. Ela deu de ombros.

"Que seja. O que você quer apostar, Edward?"

"Ganhador pode fazer três perguntas e o perdedor deve respondê-las honestamente."

"Uma pergunta." Ela tentou negociar.

"Duas." Eu disse.

"Fechado." Ela sorriu diabolicamente. "Fique pronto para perder."

Ela virou as cartas e tinha uma mão de Áses, dando a ela uma trinca. Eu grunhi internamente e virei meus dois pares, e encarei o sorriso provocativo dela. O carteador virou um dez de ouro que não ajudava a nenhum de nós.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoO

BPOV

Eu senti satisfação que eu tinha uma mão melhor que a de Edward. Não sei o que o fez sugerir uma aposta particular, mas eu adoraria ter minhas perguntas respondidas. Eu não pude evitar o sorriso no meu rosto quando vi o dez de ouro virado. Mais uma carta e eu ganhei. Eu comecei a pensar em perguntas para fazer. Você tem algum problema comigo trabalhando na PNC? Quando você volta para Seattle? Você me ama? Segurei um suspiro, sabendo que nunca faria a última pergunta. O carteador pausou para um efeito dramático antes de virar a última carta. Um dois de espadas.

"NÃO!" Eu protestei antes de colocar minha mão sobre a boca. Ele tinha uma trinca e um par. Foi a segunda vez que eu pensei que ganharia e ele deu um jeito. Eu o encarei sobre a mesa e vi o sorriso de meia boca em seu rosto.

Edward ergueu uma sobrancelha e levantou. "Parece que eu ganhei." Eu queria chutá-lo nas canelas e beijá-lo ao mesmo tempo. Ele caminhou rapidamente até minha cadeira e a puxou, oferecendo seu braço. Aceitei relutantemente e ele me levou até uma sacada com vista para o campo de golfe. Ele gesticulou para que eu sentasse e foi ao bar buscar drinques, enquanto eu assistia, através do vidro, ele batendo os dedos na superfície do bar. Ele olhou sobre o ombro e me pegou o encarando. Seu sorriso se iluminou e meu coração bateu com mais força enquanto eu me repreendia por deixá-lo ter tanto efeito sobre mim.

Ele voltou alguns minutos depois, fechando as portas para nos dar privacidade. Colocou um coquetel a minha frente e eu o peguei, virando metade do drinque. Não havia nada melhor que um pouco de líquido de coragem para me ajudar a passar pelo interrogatório. Ele sentou a minha frente e me encarou.

"Então... O que você quer saber?" Eu perguntei hesitante.

"Por que você aceitou o emprego na PNC?" Eu levantei e caminhei até a sacada, tentando organizar meus pensamentos antes de responder. Eu virei para encará-lo e me surpreendi com a proximidade dele.

"Porque eu descobri que você estava certo sobre a Manhattan Trust. Eles eram os Cavaleiros Cinza." Eu desviei o olhar, uma pitada de embaraçamento colorindo minhas bochechas. Era difícil para mim admitir que estava errada, que toda essa desilusão era minha culpa.

"Eles queriam que eu fizesse coisas para machucar sua empresa e eu nunca poderia trabalhar para alguém tão malicioso. Eu nunca faria algo para te machucar." Eu senti o calor do corpo dele perto de mim, mas mesmo tão próximo, ele não me tocou.

"Você não respondeu minha pergunta, Bella, você me disse porque deixou a Manhattan Trust mas não porque aceitou o trabalho que Emmett ofereceu." Eu suspirei. O que eu devo dizer? Eu amo você? Eu queria ficar mais próxima de você? Eu dei de ombros.

"Era uma boa oportunidade e eu precisava de um emprego porque dei adeus ao Sr. Stevens." Eu sorri com a memória da expressão chocada dele quando falei que eu tinha feito o acordo com Kingsley.

Ele riu de leve, "Me lembre de perguntar sobre isso depois. Eu tenho mais uma questão." Eu o encarei e assenti para que continuasse. Eu podia sentir o cheiro dele atingindo meus sentidos e por um momento eu me perdi no perfume. Ele baixou os olhos até suas mãos, e eu assisti a batalha interna que se passou antes que ele falasse.

"Por que você foi embora?" Ele murmurou. Eu achava que tinha sido clara com meus motivos, mas agora, parada em frente a Edward eu percebi que minha linda de pensamento era muito particular, vinha de uma pessoa que queria tão desesperadamente a liberdade de volta que deixou pra trás a única coisa verdade em sua vida. Agora ser independente não era nada sem ele na minha vida.

"Se eu responder sua pergunta, eu preciso que você me deixe explicar tudo sem interromper." Ele assentiu lentamente.

"Eu posso fazer isso." Nos encaramos nos olhos e tudo que eu queria fazer era me jogar em seus braços e implorar por seu perdão, mas eu sabia que essa conversa tinha que acontecer se eu queria qualquer esperança de retomar um relacionamento ou, ao menos, ter sua amizade.

"Eu fui embora porque eu precisava." Sua expressão ficou confusa. "Por dois naos eu fui dependente de Mike. Eu vivi em sua casa e fui sujeitada a sua vontade. Quando eu finalmente escapei, você me resgatou." Eu sorri e continuei. "Mesmo que você nunca fosse me machucar como ele, eu em tornei dependente de você. Eu pulei de um relacionamento dependente para outro." Ele começou a protestar, mas eu ergui a mão para pará-lo. "Você prometeu." Eu o lembrei.

Ele assentiu e fechou a boca, gesticulando para que eu continuasse.

"Como eu disse, eu sabia que você jamais me machucaria, mas eu precisava da minha independência de volta. Eu jamais poderia ser a mulher que eu queria ser, ou que você merecia, a menos que eu fosse uma pessoa por mim. Quando você ofereceu para me dar uma casa, trabalho, carro, conta no banco, você estava apenas alimentando o lado dependente do nosso relacionamento." Eu funguei quando as lágrimas encheram meus olhos.

"Eu não quis te deixar, Edward. Eu amo você." Sussurrei baixinho enquanto o encarava nos olhos, uma lágrima correndo pelo meu rosto. A surpresa do que eu tinha dito estava clara em seu rosto.

"Eu acabei percebendo que eu prefiro ter você só quando você vier para Nova York do que nunca tê-lo." Ele ergueu a mão e secou a lágrima da minha bochecha, pressionando a palma da mão contra meu rosto.

"Jake me fez realizar que estava sendo tola. Foi por isso que aceitei o emprego na PNC, eu percebi que você não estava tentando me fazer depender de você, mas queria me proteger e me manter segura quando ofereceu essas coisas para mim. Eu sinto muito não ter visto isso antes." Eu encarei meus sapatos, não tinha certeza se ele iria aceitar minhas desculpas e minha declaração.

"Bella." Ele sussurrou baixinho e correu o dedo pelo meu maxilar. Lentamente eu ergui os olhos e fiquei chocada ao ver seus olhos cheios de lágrimas.

"Eu não consegui deixar de pensar em você nenhum minuto." Ele murmurou. "Cada decisão, cada ação que eu tomei desde então foi para me trazer para mais perto de você. Eu nunca mais ficarei longe. Eu quero... Não... Eu preciso estar com você."

Meu coração quase parou com suas palavras, existia esperança de que tudo se acertaria. Ele ergueu a outra mão e acariciou meu rosto gentilmente antes de me puxar para mais perto. Seus olhos encararam os meus enquanto ele se aproximou, e meu coração estava acelerado, sabendo que era aquilo que eu tinha esperado por tanto tempo. Exatamente quando nossos lábios se tocaram, em um sussurro ofegante, ele disse as palavras que eu queria ouvir.

"Eu amo você, Bella." Outra lágrima correu pela minha bochecha e eu me afastei minimamente e procurei pela verdade em seus olhos. Eu não tinha dúvidas do que seus olhos diziam. Eles brilhavam com a mesma felicidade que eu sentia, e eu ergui a mão e afastei uma mecha de cabelo do seu rosto.

"Esse é o meu final feliz?" Eu perguntei, e ele balançou a cabeça em negação.

"Não, não até o Cavalheiro clamar sua dama." Ele disse, se inclinando e tomando meus lábios entre os dele. Nós havíamos beijado várias vezes no passado, mas nenhuma delas se comparava a doce verdade que dividíamos com aquele beijo. Eu suspirei contra sua boca e nos separamos.

"Agora, meu amor," ele sorriu abertamente. "Nós vivemos felizes para sempre."