DeniseBelle26 – O Shura está interpretando tudo errado e isso pode deixar as coisas complicadas.
Pure-petit-cat – Está todo mundo querendo bater na Rita rsrsr, vamos ver se ela toma jeito. Shion não sabe da enrascada que entrou. Enquanto o Dohko e a Meilin, eles não devem nem ser de sangue, afinal já se passaram 270 anos, a essa hora tudo misturou rsrsr.
Gabu Sevs – Olá, seja bem vinda, que bom que resolveu comentar, é sempre bom saber o que as pessoas estão achando da fic. Você viu que eu gosto de matar os personagens... kkkkk, é para dá mais emoção, alias na vida real a morte está presente. Rsrsr. Realmente a Rita está pisando na bola. Enquanto o Rada está descobrindo o amor... Shion tendo o Shaka como cunhado... isso não vai prestar. A Meilin é outra, mas vai arrepender por ter deixado o Dohko, a Yue vai dizer umas verdades para ela. Eu também gostei da cena, fiquei imaginando ela muito tempo antes de escrever, os três são uns fofos!
Guest – Acho que sua review foi cortada no final, porque você escreveu "todavia" e tinha três pontinhos e mais nada. O site do fanfiction é doido! Vamos aos comentários: Dite logo pedindo a Yue em casamento... realmente ele foi rápido, mas ele apaixonou fazer o que? Rsrsrs Rita ainda não percebeu a burrada que fez, mas depois do "acorda Rita" da Rosa acho que ela vai despertar. Quanto a Raissa, tem um motivo de as vezes ela agir como um adulto, será explicado mais na frente. Aiacos está arrumando confusão em mexer com a mulher dos outros, isso não vai prestar. As amazonas de Apolo são velhas, alias muita gente ali tem essa idade, tudo velho de guerra e não sabe. Aos poucos certas coisas serão reveladas.
Lebam – Que bom que gostou da sua cena, Rada não se segurou e tascou um beijo na Faro. Miro usando a Raissa, Shion negando fogo, ele deve está com medo do Shaka kkkk
Anonymous – Dite não quer perder tempo, e sem ele saber tem motivos para isso, um pequeno spoiller: Dite e Dohko vão demorar a rever suas amadas, vão demorar muito! Então ele já esta garantindo.
Suellen-san – o Aiacos está procurando a morte, Minos vai matá-lo se ele chegar perto da Suely. Quanto ao Shura ele vai descobrir a verdade.
Vannybraga – A fic vai retornar para o eixo Rosa e Mu, pois algo muito importante vai acontecer com eles nos próximos capítulos e vai envolver, Meikai, Terra, Olimpo, outros deuses, em fim muito pano para manga. E o caso do Dite, você vai ver que ele só quis garantir o dele antes que a tempestade que vai assolar o santuário comece e mude tudo.
Capitulo 24
Acertos
A Índia era um lugar de extremos, de um lado a pobreza da população convivendo com pouco ou quase nenhum saneamento básico e do outro a riqueza dos milionários. Sadi poderia se considerar privilegiado, pois estava inserido nas camadas mais altas da sociedade. Da janela de um hotel requintadíssimo de Patna olhava para as casas simples de um bairro próximo. Levou o cigarro a boca dando uma tragada. As roupas ocidentais denunciavam o seu gosto.
- Meu senhor. – Ranna aproximou fazendo uma leve reverencia.
- Sempre que vinha a Patna com os meus pais humanos ficava nesse hotel. – disse o rapaz.
A moça continuou calada.
- Bons tempos aqueles. – apagou o cigarro no cinzeiro. – espero que tenha trago boas novas.
- Sim. Ravi e os outros já saíram em busca de Vishnu.
- Muito bem. E o outro assunto?
- O senhor e Vishnu são os únicos deuses que reencarnaram na Terra.
- Então... minha querida esposa Sarasvati não reencarnou... ela teria poder suficiente para me ajudar, mas... – abaixou o rosto pensativo. – então teremos que recorrer a elas. Preciso liberar parte do meu poder e de Vishnu.
- Sobre a deusa da magia não consegui descobrir, ainda, se ela está na Terra, mas sei que ela tem uma seguidora. Uma mortal que foi dotada de grandes poderes, ela conhece os assuntos ocultos e poderá ajudá-lo a liberar o shakti de Vishnu.
- Certamente ela está no país grego.
- Sim. Nas minhas pesquisas descobrir que Atena também está encarnada.
- Ela não será problema. Quando eu tiver o shakti de Vishnu nada poderá se opor a mim. Ranna continue as pesquisas, assim que tiver algo concreto parta para a Grécia.
- Sim senhor. – fez uma reverencia e sumiu.
Sadi voltou a atenção para a janela.
- Deusa das trevas... você será muito útil. – sorriu.
*** Índia, 24 anos atrás... ****
Numa magnífica residência uma jovem dava a luz a um menino que recebeu o nome de Sadi. Seus pais eram ricos comerciantes de Bumbai e a criança certamente teria uma vida de luxo. Mas além da riqueza que possuía, o pequeno Sadi guardava um grande destino. Conta-se que a cada fim de um ciclo, o deus Brahma, o deus criador dos hindu reencarna na Terra. Na cerimônia para a escolha do nome o sacerdote eleito para fazer a cerimônia ficou incrédulo pois a única coisa que conseguiu ler era que o nome deveria começar com "Sa" pois seu destino estava ligado a nomes que começassem com essas letras. Então ele recebeu o nome de Sadi e como o pai dele era inglês e não cultuava os deuses hindus deu pouco credito a previsão.
Assim o pequeno Sadi crescia em meio ao luxo e sem saber que ele era a reencarnação de um deus. O jovem cresceu prepotente, arrogante, pois tudo lhe era dado. Achava que mandava nos outros e como sua condição divina as vezes aflorava se intitulava como um deus. No aniversario de 22 anos ganhou um carro importado do pai. Agindo conforme sua vontade, pegou o veiculo e saiu sem rumo. Quando deu por si estava em Ajmer*, uma cidade que fica na província de Rajastão noroeste da Índia. Não entendia porque tinha ido parar lá.
Estacionou o carro numa ruela e pôs se andar, era final de tarde e procurava por um hotel para passar a noite. Acabou parando perto do lago da cidade, onde tinha um pequeno templo. A mãe desde pequeno insistia para ele seguir a religião dela e dos avós maternos, mas o pai nunca o pressionou para isso, fazendo com que o menino não seguisse rito algum.
Consultou o relógio vendo que era cedo e movido pela curiosidade entrou no templo. Talvez fosse a primeira vez que entrava num ficando surpreso, pelas pessoas fazendo oferendas, pelos sacerdotes que prestavam o culto ao deus ali representado. Achou aquilo interessante tanto que nem percebeu que estava seguindo para uma ala restrita ao templo. Parou em frente a uma porta de madeira e sem questionar a abriu. Era um amplo salão adornado por varias esculturas mas a maior era a que ficava no centro: era a escultura do deus Brahma. Sadi ficou por minutos olhando fixamente para a peça. Algo o atraia para ela. A passos lentos caminhou ate ela e sem se conter tocou o estatua...
As velas acesas tremularam.
- O que foi isso? – olhava ao redor percebendo que a sala estava um pouco diferente e nem escutava as vozes das pessoas do lado de fora. – onde...
Sentiu o corpo inflamar e ser envolvido por uma áurea dourada.
- O que está havendo?
Voltou a atenção para a estatua, os olhos ficaram vidrados nela e então aconteceu...
Estava tendo uma visão, viu desde o nascimento do mundo ate os dias de hoje. Tudo não passou de cinco minutos, mas o suficiente para deixá-lo a par de tudo. Sorriu. Olhou para as mãos vendo seu shakti queimar.
- Finalmente depois de tantos anos, minha memória despertou. A humanidade esqueceu-se de mim, mas sou único entre os deuses. Sou aquele capaz de criar mundos. A Era de Kali está chegando ao fim e ao final dela eu reinarei absoluto.
Sadi saiu do templo já tomando rumo certo, sairia em busca de seus guerreiros, mas antes...
O sol escondia em meio às montanhas sagradas da Índia. Os raios vermelhos incidiam sobre as águas tranqüilas do rio Ganges. Num vilarejo próximo o numero de pessoas diminuíam pelas ruas, restando apenas aquelas que se atreviam a sair à noite, ou tinham necessidade para tal.
Num templo próximo, um monge realizava suas orações sob luz de velas. Há dias um mau pressentimento o assolava e pedia a seu deus guardião proteção e sabedoria para encarar as possíveis turbulências.
- "Oh meu senhor, guardai a humanidade desse terrível mal."
O monge não tinha idéia que era observado. Do lado de fora do templo, um rapaz de trajes ocidentais o fitava com um sorriso nos lábios. Elevou um pouco seu shakti.
Templo...
Um vento forte soprou na hora abrindo a janela de maneira violenta, as luzes foram apagadas instantaneamente. O monge continuou na mesma posição, mas seu corpo começou a suar frio, sentia a presença maligna perto de si.
- Suas orações não servirão para nada... a hora desse planeta chegará e nem ele conseguirá me impedir.
- Pessoas amigas vão impedir que alcance o triunfo.
- Será...? – a voz mostrou-se irônica. – nem ao menos ele está aqui.
- No momento certo, ele surgirá e ao seu lado as quatro guerreiras de Deva e juntos o selaram para sempre!
A vela voltou a brilhar, a janela antes aberta estava fechada, o recinto estava num profundo silencio como se não houvesse tido o dialogo anterior. O monge limpou a testa de suor, não tinha sido uma ilusão, sabia que a partir daquela hora o mundo estaria perdido.
**** Maha - Yuga*****
O dia mal amanheceu e ele estava na estrada rumo ao norte do país. Usando seu shakti descobriu que sua guerreira Maha-Yuga, a sua guerreira mais fiel, havia renascido num pequeno povoado ao norte. Chegou por volta do meio dia e sem demora seguiu para o interior do povoado. Ali era nítido a pobreza que era o país indiano. Não havia saneamento básico e condições mínimas de saúde. Sadi parou o carro um pouco afastado de uma casa feita de madeira. Viu algumas crianças brincando ao redor dela e uma jovem que tentava colocar os irmãos para dentro sem sucesso. A jovem desistiu da tarefa e de posse de uma jarra, caminhava em direção ao poço de água. Ela começou a executar a tarefa nem percebendo que alguém se aproximou.
- Pode me dá um copo de água?
Ela por pouco não deixou a jarra cair dentro do poço.
- Desculpe não quis assustá-la. – disse Sadi.
A moça ergueu o rosto para vê-lo, ficando estática. Diante dela estava um rapaz com roupas ocidentais, sabia que eram ocidentais, pois já tinha visto turistas perto do povoado, a pele era clara, com os cabelos negros e repicados na altura dos ombros, os olhos eram num profundo âmbar. Jamais tinha visto um moço como aquele.
Sadi reparou nela, sua guerreira parecia não ter uma vida de luxo, mas era apresentável. Usava um sari simples de algodão, os cabelos esverdeados estavam presos por uma trança, os olhos verdes contratavam com a pele morena de sol.
- Pode me dá água?
Ela não disse nada, mas pegou um pequeno copo de barro e o encheu. Sadi o pegou e bebeu tudo numa golada só.
- Obrigado.
Ela apenas meneou a cabeça e já estava saindo quando ele a segurou pelo braço.
- Meu nome é Sadi e o seu?
- Ranna... – a voz saiu num fiapo.
- Bonito nome. Vou direto ao assunto Ranna. Conhece a historia das Eras Yuga não conhece?
- Sim...
- Você é reencarnação de uma guerreira de Brahma, a Maha-Yuga.
- O que? – assustou-se. – não sei do que esta falando... – ficou com medo. – eu preciso ir...
Sadi não deu lhe tempo de pensar, quando ela deu por si, o rapaz estava com os lábios colados ao dela.
- Desperte minha shakti humana...
Ranna sentiu o corpo inflamar, a mente foi bombardeada de imagens. Sadi a soltou e ela foi de joelhos ao chão, levando as mãos a cabeça. Alguns minutos depois o rosto tenso foi dando lugar a expressão de tranqüilidade. Ela fitou o rapaz.
- Meu senhor...
- Seja bem vinda Maha.
- Estou feliz que eu tenha renascido ao seu lado novamente.
- Venha. – estendeu-lhe a mão. - A Era de Kali se aproxima do fim.
- Sim.
Antes de seguir Ranna voltou a atenção para sua casa, havia seus pais e irmãos e por mais que soubesse que na verdade era uma guerreira de Brahma, o lado humano questionava o abandono.
- Tu és a mais leal dos meus servos. – Sadi acariciou o rosto dela. – em recompensa, não vou desamparar os teus.
- Obrigada senhor.
Sadi deixou perto dali uma boa quantidade de dinheiro, que garantia o sustento da família por um longo período. Agora sem amarras no coração Ranna seguiu com seu deus. Não era a reencarnação de Sarasvati*, mas devotaria sua vida e seu amor a ele.
*****Treta-Yuga*****
Voltava de mais um dia de aula, andava de cabeça baixa, para não ter que cumprimentar ninguém.
- John! John! Espere!
Ele parou, mas sem olhar para trás.
- Seu apressado. – um rapaz tipicamente indiano parou ao lado dele. – por que não me esperou?
- Tenho que chegar rápido em casa. – disse baixo.
- Você tem carro, não sei porque volta a pé. Se eu tivesse o dinheiro que você tem...
- Não ligo para o dinheiro.
- Eu ligo. – sorriu. – vou a casa do Sadiki jogar, quer vir?
- Não obrigado.
- Você nunca vai em nada. – disse desanimado. – estamos quase formando e não foi em nenhuma de nossas festas.
- Não gosto do convívio social. Se me der licença...
Foi andando. O jovem colega limitou-se a balançar a cabeça.
- "Ele realmente é anti social." – pensou.
John continuou o caminho, chegou em casa, uma rica construção, passou direto indo para o quarto. Os pais não estavam mesmo, ricos empresários de Nova Dheli, então não teria que conversar com ninguém. Foi para o computador, comeria mais tarde.
John tinha vinte quatros, era indiano de nascimento, mas filho de ingleses. Gozava de uma vida boa, mas era muito fechado. Desde pequeno, por conta do excesso de timidez, não fazia amizades com freqüência. As pessoas pensavam que ele era arrogante e esnobe por causa do seu dinheiro, mas na verdade é que tinha medo de aproximar das pessoas, por conta disso cresceu isolado. Fazia faculdade e sempre tirava notas excelentes. Era um rapaz alto, de longos cabelos azuis e olhos vermelhos. Era bonito e por isso arrancava suspiros das garotas.
Ficou ate tarde no computador, depois desceu, comeu alguma coisa indo para o jardim. Gostava de passar as horas meditando naquele lugar.
Sadi parou o carro em frente à rica mansão.
- "Então ele mora aqui... nada mal."
Saiu do carro e sem cerimônia abriu o portão indo direto para o jardim interno. Encontrou um rapaz sentado em meio as folhagens.
- Boa tarde. – disse.
- Quem é você? – John assustou-se.
- Um amigo.
Sadi sentou ao lado dele mesmo sem permissão.
- Tem uma bela casa.
- Quem é você? – John levantou. – saia imediatamente.
- Vai expulsar seu deus?
- O que? – o fitou incrédulo. – eu vou chamar a policia.
- Não acha que sua vida é sem sentido? – ignorou o aviso.
- Ela tem muito sentido. Agora saia.
- Está sozinho em casa, alias sua vida sempre foi solitária.
- Quem é você...?
- Vou direto ao ponto. Você é um dos meus guerreiros. Você é a segunda Era: Treta-Yuga.
- Você é louco. Saia daqui eu chamo a policia.
John pegou-o pelo braço, mas ao fazer isso sentiu algo quente vindo do rapaz, soltou-o imediatamente.
- O que é isso...? – indagou surpreso.
- Seu shakti reagindo ao meu. Você é um guerreiro de Brahma.
Sadi levantou e tocou a testa de John. Ele sentiu as pernas fraquejarem indo de joelhos. A mente foi bombardeada de imagens.
- Seu destino é ao meu lado John.
- Sim senhor. – ele fitou. – sou-lhe totalmente fiel.
- Então venha Treta-Yuga.
Ele aceitou e partiu com o deus sem arrependimentos.
*****Kali – Yuga*****
Corria por entre as vielas, para não ser pego. No bolso um maço de notas que tinha acabado de roubar. Andou por vários quarteirões ate parar perto de uma pequena casa. Entrou e trancou a porta, antes de certificar que ninguém o tinha seguido. Com um sorriso nos lábios, contou as notas.
- Isso vai dá para uma semana. Muito bem Ravi. – cumprimentou a si mesmo.
Ravi era um jovem de 24 anos, morava numa pequena casa, num bairro pobre de Agra. Era órfão de mãe desde bebê, sendo criado pelo pai ate os dez quando ele foi morto injustamente. Quando criança tinha uma personalidade difícil, mas o pai tentava moldá-lo para o bem, contudo depois de sua morte, Ravi criou-se na rua. Não era o tipo de pessoa de bom caráter e depois de andar com bandidos desde que ficara órfão, tornou-se uma pessoa pior. Roubava, mentia, o que era preciso para conseguir dinheiro. Apesar de ter pais indianos, sua aparência era diferente. Tinha cabelos brancos, olhos num excêntrico rubi, alto de corpo esguio. Era mestre com as palavras conseguindo tudo que queria através delas. Fora assim que conseguira roubar uns estrangeiros que visitavam a cidade.
Sadi parou o carro há algumas quadras de onde iria. Por se tratar de vielas era impossível um veiculo passar. De posse de um maço de cigarros seguiu. Já tinha encontrado dois de seus guerreiros e a pista que tinha levava ao terceiro. Olhava a paisagem, era um lugar degradante.
- "Ele nasceu exatamente onde deveria nascer." – pensou.
O jovem parou em frente a um casebre, entrou, mas não bateu na porta de entrada, deu a volta pela casa entrando pelos fundos. A porta estava trancada, mas usou pouca força para abria-la.
Escutando o barulho Ravi escondeu as notas e pegou uma arma num pequeno armário. Escondeu atrás da porta do quarto.
- Sei que está aí Ravi e posso dizer que sua arma é inútil. – Sadi sentou numa cadeira. – apareça tenho uma proposta a lhe fazer.
Ainda com a arma em punhos, Ravi apareceu de forma cautelosa.
- Quem é você? Como sabe meu nome?
- Alguém que pode tirá-lo dessa vida de migalhas.
- O que quer?
- Seus serviços.
- Como sabe meu nome?
- Sei tudo sobre você. Abaixe a arma, não vai precisar dela.
- Quem me garante.
- Sempre precavido... meu nome humano é Sadi.
- Muito bem Sadi, diga o que quer?
- Já disse seus serviços. Você será muito útil para mim.
- E o que eu ganho em troca?
- Gloria.
- Gosto de dinheiro.
- Não fiz rodeios com John, não farei com você. – apagou o cigarro no chão. – eu sou Brahma e você é um dos meus guerreiros.
Ravi começou a rir.
- Não importa o nome maluco que você dê ao nosso trato desde que tenha dinheiro.
- Humanos incrédulos. – levantou.
- Fique aí. – apontou a arma para ele.
Ravi foi pego de surpresa, quando deu por si estava sem a arma.
- Levantar uma arma contra um deus. – disse Sadi. – isso é digno de Kali-Yuga.
Agindo rapidamente Sadi tocou a testa de Ravi, ele sentiu como se uma corrente elétrica passasse por seu corpo. Foi de joelhos ao chão levando a mão ao cabelo branco.
- A quarta Era. Meu guerreiro Kali- Yuga.
A mente de Ravi era invadida por imagens, ao final o rapaz deu um sorriso vil.
- A minha Era chegou.
- Poderá fazer o que quiser Kali.
- Acabarei com esse mundo.
*****Satva – Yuga*****
Estava no aeroporto internacional da Finlândia, aguardando o vôo de volta para o Brasil. Olhava distraída para a foto dos pais enquanto ouvia musica. Sentia falta deles.
Ulla era finlandesa, mas desde pequena morava no Brasil, havia perdido a mãe num acidente de avião e anos depois o pai por uma doença. Desde então contava com seu irmão, Jesse que havia voltado para a Finlândia. Ela tinha a mesma vontade, mas tinha que esperar o termino da faculdade de moda no Brasil para então voltar para sua terra natal.
A jovem contava com 21 anos e era uma típica finlandesa: cabelos loiros muitos claros quase brancos, em cachos volumosos. Os olhos eram azuis vivos. A pele clara com bochechas rosadas. Era baixa...
... Era a primeira vez que fazia uma viagem internacional e com um propósito tão sério: buscar uma das guerreiras de Brahma. Com um terno escuro Ravi circulava pelo salão. Numa sala reservada, John o aguardava.
Com o rosto sério Ravi rumou para o lugar onde uma jovem loira olhava uma fotografia.
- Olá. – disse sentando.
Ela não respondeu, pois estava de fones.
- Eu disse olá. – tirou os fones.
- Atrevido. – fechou a cara.
- Só estou cumprimentando.
Ela ignorou e estava prestes a colocar os fones...
- Se parece com seus pais. É uma pena que eles tenham morrido.
Ela o olhou imediatamente.
- O que falou?
- Seus pais.
- Como sabe disso?
- Eu sei de muitas coisas sobre você Ulla. Preciso que venha comigo.
- Como? Seu doido!
Ravi a fitou, o rosto angelical dela combinava com a Era que ela representava.
Rapidamente o indiano tocou a testa dela. Ulla sentiu-se zonza, mas não desmaiou.
- Venha. - Disse imperativo.
Sem dizer nada ela o acompanhou. Ao chegar numa sala reservada à jovem desmaiou nos braços de John.
- Ela é a Satva? – indagou o próprio aproximando.
- Sim. – fitava-a.
- Vamos.
Ravi tocou a parede, dela surgiu uma porta, eles passaram por ela para em seguida a porta sumir.
***** Dawapara – Yuga*****
Passeava por um dos parques de Paris, passeio que adorava fazer ao final da tarde. Depois de muito andar, sentou num banco para olhar a paisagem. Os cabelos azuis escuros tremulavam com o vento. Os olhos cinza arroxeados estavam fechados, era jovem contando com 23 anos.
Um silencio momentâneo fez presente e nesse silencio Lunette lembrava do passado...
Ela havia perdido a mãe ainda criança, sendo criada de maneira severa pelo pai. Cresceu sem o amor dele virando uma pessoa fria e calculista. Contudo quando entrou para a adolescência um rapaz fez sua vida mudar, ela passou a ser mais alegre, mais humana. Lunette fazia muitos planos ao lado de Lucien, mas foram interrompidos pela morte trágica do rapaz numa tentativa de assalto. Desde então Lunette fechou-se para o mundo, voltando a ser fria e calculista.
Tirou os óculos escuros, pois o sol já se punha no horizonte, os olhos vermelhos buscavam pela garota que poderia ser a ultima guerreira de Brahma. Seguindo as orientações dada por seu senhor, John encontrou-a em um dos parques da cidade. lentamente aproximou e vendo que ela estava de olhos fechados sentou ao lado dela. O indiano a fitou, ela trazia uma expressão calma e nem parecia ser uma temida guerreira.
Lunette sentiu-se observada.
- Quem é você? – indagou levantando.
- John e você?
- Lunette... – o fitou.
- Senhorita Lunette preciso que venha comigo.
- Como?
- Preciso que confie em mim.
- Ficou doido? – afastou-se.
Antes que ela corresse, John segurou no braço dela, imediatamente a francesa começou a se sentir zonza e por pouco não desmaiou.
- Venha comigo.
John a conduziu ate um beco pouco movimentando. Usando seu shakti abriu uma passagem pela parede passando com a garota.
X.x.X.x.X.x.X
Desde os acontecimentos da festa, uma semana havia se passado. Depois da cena do escritório, Shion inventou uma missão e saiu do santuário. Ficaria fora pelo tempo que Shati ficasse na Grécia. A indiana recebeu a noticia do afastamento dele com temor, aquilo era sinal que Shion pensava que ela era leviana e dessa forma a amizade deles ficaria abalada.
Kiki não falava mais da mãe com ninguém, mas internamente ela não saia da sua mente. Pegava-se pensando nela e como seria sua vida se ela estivesse ao seu lado.
Shura não voltara ao apartamento de Rita, muito menos respondia aos telefonemas da grega, se era para terminar que fosse daquela forma, sem magoas. Rita por sua vez só sabia chorar. Ligava constantemente para o noivo mas ele sequer atendia. Rosa e Clarice queriam intervir, mas ela tinha proibido as duas de contar a verdade sobre o filho.
Vanda e Aiolos seguiam firmes, assim como Miro e Lara, Anahí e Kanon que se encontravam algumas vezes. Jacke por sua vez jurava vingança, faria uma revanche com o macarrão de hospital e certamente ganharia. Shaka nem se lembrava da brasileira voltando a sua rotina de treinos e meditação. Dohko ficou por uns dias trancado em Libra, mas aos poucos foi voltando a rotina e não tocou mais no assunto de Meilin. Já Gustavv e Yue falavam-se sempre pela internet. E assim foi fim da semana.
X.x.X.x.X.x.X
Espreguiçou na cama, não queria levantar, mas se demorasse mais seu mestre iria acordá-lo a força. Fitou o teto com o olhar perdido, havia sonhado com a mãe. No sonho via-se criançinha brincando na neve tendo-a ao seu lado.
O rosto dele ficou sério e assim deu um pulo da cama.
Na cozinha Mu terminava de preparar o café da manha, Rosa já tinha saído.
Kiki parou na porta do recinto, fitando seu mestre. Devia tudo a ele, tudo mesmo e seria eternamente grato por ele ter cuidado dele todo esse tempo.
- Bom dia mestre Mu.
- Bom dia Kiki. Acordou cedo.
- Acordei antes que o senhor me colocasse para fora.
- Eu não faria isso. – o olhou sorrindo.
- Sei... – caminhou-se para a mesa.
- Fiz as coisas que gosta. – o ariano colocou uma caprichada bandeja.
- Por que está me adulando? – o fitou desconfiado.
- Não estou te adulando. Coma tudo. – voltou para os afazeres.
Ainda desconfiado o garoto pegou um pedaço de bolo. Deu uma mordida e os olhos brilharam. Kiki o fitou, será que se tomasse a decisão que estava querendo tomar, o relacionamento entre os dois iria continuar? Será que Mu ainda continuaria a gostar dele?
- Mestre...
- Sim?
- O senhor sempre vai gostar de mim?
- Que pergunta Kiki. Claro.
- Mesmo se eu quiser ir atrás da minha mãe?
O cavaleiro parou o que estava fazendo para olhá-lo.
- Por que pergunta?
- Vai ou não?
Mu aproximou, agachando diante dele.
- Qual seja a sua decisão nós nos teremos para sempre.
- Quero ver a minha mãe... quero perguntar algumas coisas... – abaixou o rosto. – não vai ficar com raiva de mim?
- Bobo. – brincou com os cabelos ruivos. – as coisas não vão mudar entre nós Kiki. Pretende ir a Noruega?
- Se Atena deixar... e o senhor também.
- Ela vai permitir e eu também. – levantou. – fico feliz que queira conversar com ela.
Kiki sorriu.
- Quer ir quando?
- Amanha se puder.
- Hoje a tarde eu falarei com Atena. Faço questão de te levar ate sua mãe.
- Obrigado mestre.
Os dois deram um forte abraço.
X.x.X.x.X.x.X
Afrodite acabava de desligar o telefone depois de longos minutos conversando com Yue. Os dois conversavam todos os dias pelo computador e se falavam dia sim dia não. Contudo a saudade de sua chinesinha estava prestes a ser sanada. O cavaleiro tinha comprado uma passagem para a China no dia seguinte. Pediria permissão a Atena para ficar uma semana no país.
Todo sorridente saiu de casa rumo ao treino da manha.
Na oitava casa, Dohko já estava de pé a tempos. Não tinha conseguido dormir, alias havia uma semana que não dormia direito. Os pensamentos estavam sempre em Meilin. Apesar de dizer que não ligava, sentia falta da chinesa. Apenas agora se dera conta o quanto ela era importante para ele.
Tomava uma xícara de chá na sala, quando sentiu o cosmo de Afrodite se aproximar.
- Bom dia Hian.
Dohko o fitou torto.
- Bom dia Dohko.
- Bom.
- Quero te convidar para algo.
- Não posso. – disse. – ando ocupado.
- Não quer nem escutar? É do seu interesse.
- Diga.
- Vou para a China amanha.
O libriano quase engasgou com o chá ao ouvir.
- Como?
- Comprei uma passagem para China. Vou amanha cedo ver a minha Yue.
- Boa viagem. – disse seco, voltando a atenção para a xícara.
- Não gostaria de ir comigo?
- Não obrigado.
- Deixa de ser cabeça dura ancião. Anda emburrado desde que a Meilin foi embora. Vá atrás dela e diga sobre seus sentimentos.
- Por que não cuida da sua vida?
- Estou cuidando, tanto que vou atrás da mulher que eu amo coisa que você não está fazendo por bobagem.
- Ela minha odeia Gustavv. Acha isso bobagem?
Afrodite aproximou sentando ao lado do cavaleiro.
- Você realmente gosta dela?
Dohko ficou calado por alguns minutos, soltando depois um longo suspiro.
- Muito.
- Então vá atrás dela e converse. Tente pelo menos. Você nunca foi de desistir, vai desistir agora?
O chinês meneou a cabeça pensando.
- De qualquer jeito. – Dite levantou. – eu vou amanha, se quiser companhia...
Dohko o viu se afastar, mas não disse nada. Queria muito conversar com Meilin e explicar a ela tudo direito e sobre seus sentimentos. Talvez fosse essa a oportunidade.
X.x.X.x.X.x.X
Levantou, porque tinha que levantar, pois a vontade era de ficar na cama e não sair nunca mais do quarto. Desde a briga com Rita, a vida de Shura resumia a treinos e casa, mesmo assim ia treinar porque era obrigado, senão nem colocaria os pés fora de casa.
Chorar, já não chorava mais. Às vezes tinha acessos de raiva, com as arvores do santuário sendo estraçalhadas. Desejava a todo momento que uma guerra começasse, assim poderia se jogar de cabeça nela, sem pensar em mais nada. Trocou de roupa e seguiu para o treino.
X.x.X.x.X.x.X
Rita estava deitada, sentia enjôos, nem indo trabalhar naquele dia. Alem do mais seu estado emocional agravava seu quadro. Rosa e Clarice tentavam animá-la, mas nada a fazia melhorar.
- Precisamos fazer alguma coisa Clarice. – disse Rosa segurando uma sacola com compras para Rita.
- Eu sei. Viu o Shura hoje?
- Antes andava com os olhos vermelhos, agora está com um semblante...
- Ele gosta muito da Rita, deve está sofrendo muito.
- Não entendo aquela cabeça dura! – esbravejou a morena. - Shura não vai rejeitá-la por causa do filho.
As duas chegaram ao apartamento, Rita tinha deixado uma chave com elas para qualquer eventualidade. Entraram estranhando o silencio.
- Rita. – chamou Clarice. – Rita.
- Deve está dormindo. – disse Rosa.
Foram para o quarto encontrando a grega deitada.
- Não falei.
- Estranho. – disse a brasileira de melanes rosa. – a respiração dela está pesada demais.
Aproximou ficando alarmada ao ver um frasco perto do criado mudo. Pegou-o imediatamente.
- Louca!
- O que foi Kaká?
- Ela tomou remédio para dormir e o que parece foi muito.
- Liga para o medico dela. Chame um taxi, eu vou chamar o Shura.
- Mas Rosa.
- Faça rápido Clarice. – disse enérgica.
Clarice não pensou duas vezes. Ligou para o medico e chamou um taxi. Enquanto isso Rosa seguiu correndo para o santuário.
- "Tentei não interferir, mas passou dos limites." – pensou correndo para a arena.
Enquanto isso Clarice seguia com Rita para o hospital.
Arena... Shura treinava sozinho, pois andava irritadiço e ninguém queria treinar com ele.
- Shura! – gritou Rosa assim que o viu.
- Oi amor. – Mu aproximou. – o que faz aqui...
- Longa historia. – deu um beijo rápido indo para perto do capricorniano.
- Mas...
- Shura. – parou diante dele.
- Oi.
- Vem comigo agora.
- O que foi?
- A Rita ela foi para o hospital.
O capricorniano sentiu a respiração falhar.
- O que aconteceu?
- Melhor você vir comigo.
- É grave? – ficou temeroso.
- Talvez. – não quis detalhes. – vamos.
Os dois foram para o hospital. Enquanto isso Rita recebia o tratamento. Felizmente não tinha sido grave, apesar de ter ingerindo uma boa quantidade de tranqüilizantes depois de uma lavagem estomacal sentiria bem melhor. O bebê nada tinha sofrido.
Rosa e Shura encontraram com Clarice conversando com o medico.
- O que aconteceu a Rita? – indagou nervoso.
- Ela está bem. – disse o medico. – só tomou muitos tranqüilizantes. Já fizemos uma lavagem e ela pode ir para casa basta manter o repouso. Felizmente o bebê nada sofreu.
- Que bom... – respirou aliviado para arregalar os olhos. – bebê?
Rosa e Clarice suspiraram.
- Não sabia? – indagou o medico. – ela está grávida. Parabéns.
- O QUE?
- Pode ir doutor. – disse Rosa. – nós cuidamos dele.
O medico se afastou, enquanto o cavaleiro sentou num banco. Como assim Rita estava grávida? Começou a pensar, o comportamento estranho, as indisposições, ela o tratando diferente... a situação era bem pior que imaginava...
- " Então é isso... ela quis terminar comigo pois já tem outro... e ainda um filho..." – agarrou o braço da cadeira amassando-o.
Rosa olhou para Clarice.
- Assim que receber alta a leve para casa. Eu vou conversar com ele.
- Não é melhor ela...
- Ele precisa saber por outra pessoa, aposto que está pensando bobagem.
Clarice concordou voltando para a enfermaria. Rosa aproximou.
- Precisamos conversar Shura.
- Então era isso? Ela está grávida de outro? Por isso terminou comigo.
- Venha comigo Shura.
Diante da seriedade da brasileira, seguiu com ela. Rosa o levou para uma praça próxima. Shura sentou, mas Rosa permaneceu de pé.
- Era isso...- levou as mãos a cabeça. – ela já tinha outro e ate um filho... – os olhos marejaram. – eu gostava tanto dela... vocês sabiam disso?
- Ela me contou semana passada, Clarice sabia há mais tempo.
- Por que não me contaram?
- Por que ela pediu que mantivesse silencio.
- Eu tinha que saber! – gritou exaltado.
- Também acho, ainda mais por seu o pai da criança. – disse séria.
- Como? – ele a olhou imediatamente. – eu?
- Não existe outro Shura, você é o único na vida dela. O filho que Rita espera é seu.
- Meu? – gaguejou. – como assim Rosa?
- Rita está grávida de dois ou três meses e o filho é seu.
O cavaleiro ficou pálido, filho? Ele seria pai? Ele?
- A Rita não quis te contar, pois temia que você se afastasse dela. Ela tem medo de você deixá-la.
Ele continuou calado, ainda processando a informação, ele seria pai?
- Eu vou ser pai?
- Sim. – sorriu. – parabéns Shura.
O cavaleiro não sabia se ficava atônico ou se sorria.
- Eu vou ser pai! – começou a andar de um lado para o outro. – eu... vou ser pai... eu...
De repente começou a chorar, lembrou-se de quando o pai foi embora, dos tempos no orfanato depois da morte da mãe, dos anos de treinamento, das lutas e agora teria um filho para cuidar.
- Eu vou ser pai.
Abraçou Rosa.
- Filho é uma benção Shura. – a voz saia bem séria. – tenho certeza que vocês serão muito felizes. Você e sua família.
- Eu pensei tantas coisas... jamais poderia imaginar que...achei que tivesse outro...
- Já passou.
- Eu preciso vê-la. – separou da brasileira.
- Vamos, ela já deve ter chegado.
E realmente Rita já estava em seu apartamento. A grega estava deitada com os olhos fechados. Clarice na cozinha preparava uma sopa. Rosa tocou a campainha, Clarice foi atender ficando surpresa ao ver Shura. Ele pediu que ela não anunciasse sua presença e a passos lentos foi para o quarto. Rita parecia dormir e não notou a presença dele. Calmamente o cavaleiro aproximou sentando ao lado dela na cama.
- Clarice...? – abriu os olhos ficando surpresa. – Shura?
- Oi. – ele trazia um fino sorriso.
- O que está fazendo aqui?
- Vim cuidar da minha família. – sorriu. – da minha esposa e do meu filho. – tocou na barriga dela acariciando.
Rita não segurou as lagrimas.
- Shura... eu...
- Por que não me contou? – indagou suavemente. – acha que eu iria deixá-la?
- Fiquei com medo... um filho é muito responsabilidade e...
- Boba. – acariciou o rosto dela. – obrigado. – pegou a mão dela e a beijou. – obrigado.
- Por que...? – não entendeu.
- Nunca pensei que poderia ter uma família... e você esta me proporcionando isso. – sorriu.
- Shura...
- Já pensou nos nomes?
- Já... se for menino Ikarus, se for menina Constança... – o fitou.
- Sério?
- Sim. Em homenagem a sua mãe.
- Obrigado.
Ele a beijou. Na sala Rosa e Clarice estavam felizes.
- Finalmente eles se acertaram. – disse a casada.
- As pessoas complicam demais suas vidas. – disse Rosa de maneira séria. – perdem a chance de serem felizes por bobagens.
- Fez bem em ter contado. – Clarice a fitou com um sorriso nos lábios. – novamente mostrou seu poder.
- Eu não conseguiria sem teu apoio. Agradeço por está sempre comigo. – deu um sorriso enigmático.
- Me ajuda com a comida?
- Claro.
X.x.X.x.X.x.X
Estava cansada de ficar atoa o dia inteiro, a semana inteira e para piorar o irmão não a deixava fazer nada.
- "Shaka tem hora que é um chato."- pensava enquanto varria a porta da casa de virgem.
Subitamente seus pensamentos mudaram de direção. Havia passado uma semana desde a viagem de Shion, certamente ele tinha ido, por causa dela. A situação tinha ficado tão constrangedora a ponto dele partir.
- "Eu sou uma idiota..."
Shion subia as escadarias bem lentamente, tinha inventado essa missão para esquecer a indiana, mas tinha acontecido justamente o contrario. Não parou de pensar nela um minuto sequer.
- "Preciso esquecê-la."
Terminou de subir as escadas que levava ate Virgem, de tão distraído que estava, não notou uma pessoa na frente da casa.
Os dois levantaram o rosto na hora.
- Shati...
- Shion...
Ficaram em silencio por minutos, mas que pareceram horas.
O coração de Shion batia descompassado, mas respirou fundo e continuou a caminhar. Estava decidido enterrar o que sentia pela indiana.
- Bom dia Shati.
Disse, passando por ela sem ao menos parar.
- Bom dia... – ela abaixou o rosto.
Não trocaram, mas nem uma palavra. Com esse gesto Shati entendeu que realmente Shion havia ficado com raiva do atrevimento dela. Decidiu que voltaria para a Índia e ficaria um bom tempo sem voltar a Athenas.
O treino da manha terminou sem problemas, a tarde treinaram ate por volta das quatro horas com cada um segundo para sua casa, Mu contudo foi para o templo conversar com Atena. Encontrou com a deusa no escritório.
- Boa tarde Mu.
- Boa tarde senhorita. – fez uma reverencia. – atrapalho?
- Claro que não. Sente-se. – indicou uma cadeira.
- Obrigado. Gostaria de lhe pedir um favor.
- Diga.
- Kiki quer ir ver a mãe.
- Ele decidiu isso? – ficou surpresa.
- Sim. Quer conversar com ela, e apesar do que aconteceu dou meu apoio. Eles precisam conversar.
- E quando ele quer ir?
- Amanha, se possível.
- Arrumar a passagem não é problema. Vou reservar.
- Gostaria de acompanhá-lo. Se me for permitido.
- Claro. – Saori sorriu, era nítido a preocupação do cavaleiro com seu pupilo. – arrumarei passagem para os dois.
- Eu agradeço. – levantou. – vou dizer a ele. – fez uma reverência saindo.
A deusa logo tratou de reservar as passagens.
X.x.X.x.X.x.X
Dohko subia pensativo, as palavras de Dite martelavam em sua mente. Talvez ele estivesse certo. Talvez ele devesse ir ate a China conversar com ela. Explicar seus motivos e seus sentimentos.
Decidiu ouvir os conselhos do pisciano, a passos rápidos rumou para o templo. Atena ainda estava no seu escritório, contudo conversava com Afrodite.
- Entre.
- Desculpe interrompe-la Atena...
- Não está interrompendo.
- Olá Dohko. – cumprimentou o pisciano.
- Oi.
- O que deseja Dohko?
- É que... – estava sem jeito de falar.
- Você vai no mesmo vôo que eu. – disse Dite, já sabendo o que ele iria dizer.
- Como?
- Afrodite reservou duas passagens Dohko. Para ele e para você.
- O que? – o libriano o olhou imediatamente. – fez o que?
- Eu sabia que você iria mudar de idéia, então fui pratico. Nosso vôo é amanha as nove.
- Não pode fazer isso. – o fitou incrédulo.
- Já fiz. – Dite sorriu. – vá preparando o seu chinês.
Shura, que tinha ficado o dia inteiro com Rita, voltou a tarde ao santuário com ela. A grega tinha melhorado a olhos vistos. Sentia-se mais bem disposta. Por cosmo o cavaleiro de capricórnio comunicou a todos que a noite o jantar seria na casa dele. E assim o foi. As sete em ponto todos já estavam na décima casa, só restava o grande mestre.
- Para o Shura nos convidar assim aconteceu alguma coisa. – disse Kanon, saboreando uns tira gostos.
- Ele a Rita fizeram as pazes. – Aioria também comia. – por isso ele está de bom humor.
- É isso mesmo Rosa? – indagou Mu olhando a noiva.
- Talvez. – deu um sorriso. – vamos aguardar.
- Você sabe de alguma coisa. – disse Dite.
- Eu sempre sei de tudo. – sorriu mais ainda.
Shati estava num canto, desde o encontro com Shion andava cabisbaixa e Shaka percebeu isso.
- O que foi? Desde cedo esta com essa cara.
- Não é nada mano.
- Claro que é, te conheço.
- Só estou com saudades da badi. – inventou essa desculpa.
- Já vai voltar amanha.
- É...
- Boa noite. – disse Shion que acabara de chegar.
A indiana sentiu o coração disparar. O mestre cumprimentou um a um, na vez dela disse um frio, mas educado boa noite. Ela deu um meio sorriso. Shaka que os observava arqueou a sobrancelha. Apesar de ter sido educado, o cumprimento saiu frio e na maioria dos casos Shion sempre fora bastante cortez com a irmã.
- "Deve está irritado com alguma coisa." – pensou. – "deixa para lá."
Shura só esperou o grande mestre se acomodar, sentou bem longe da indiana, para aparecer na sala.
- Pessoal. – disse, com Rita ao lado dele. – tenho um comunicado a fazer.
- E o que seria? – indagou Diego curioso, pois nem para ele Shura havia contado.
- Atena, o santuário vai ganhar um novo cavaleiro ou amazona.
- Como assim? – a deusa o fitou sem entender.
- Não estão previstos novos aprendizes Shura. – disse Shion.
- Mais ou menos... – sorriu.
- E eu? – indagou Diego. – não vai me treinar mais?
- Quando o aprendiz tiver idade você já será cavaleiro.
- Diga logo criatura. – disse Dite impaciente.
- Eu vou ser pai.
Tirando Clarice e Rosa que sabiam na sala a cara era de espanto. Um profundo silencio durou por alguns minutos.
- Você o que? – indagou MM incrédulo.
- Serei pai. Rita está grávida.
Atena olhou imediatamente para a grega com os olhos arregalados.
- Grávida?
- Sim Atena.
Shion estava branco. Como assim um cavaleiro pai?
- Parabéns! – Dite foi o primeiro a sair do estado de perplexidade indo felicitar o casal.
- Obrigado Dite.
- Eu vou ser tio... – Diego processava a informação. – eu vou ser tio...
- Vai me ajudar a tomar conta do bebê. – disse Shura rindo da cara do irmão.
- Que noticia boa. – Diego o abraçou. – papai não caberia de felicidade se estivesse vivo, parabéns irmão.
- Obrigado.
Shion aproximou.
- Ainda estou surpreso. – disse. – sabe da responsabilidade de ser cavaleiro, de ser pai, e você vai ser os dois.
- Eu sei mestre. Acho que dou conta do recado.
- Parabéns. Parabéns Rita.
- Obrigada Shion.
Logo um a um foram cumprimentando o jovem casal. Atena continuava sentada...
- Atena você está bem? – indagou Clarice.
- Meu cavaleiro vai ser pai. – os olhos encheram de água. – pai...
- O que foi Sa? - indagou Diego, dizendo o nome carinhoso que ele dera a ela, na frente de todo mundo.
- É que... - ela chorava.
Shura ficou preocupado, Atena chorando daquele jeito, talvez ela não tenha gostado, afinal de contas por mais liberal que ela fosse, o santuário tinha regras. Todos ficaram apreensivos.
Diego aproximou, tocando o cabelo dela.
- Por que está chorando?
- É que... estou muito feliz! Sempre desejei que meus cavaleiros levassem uma vida normal depois de tantas batalhas e agora com um deles sendo pai... - limpava o rosto. - é coroação disso tudo... estou muito feliz Shura. Muito mesmo.
- Obrigado Atena. - ele ficou emocionado.
- É isso que eu quero que aconteça com vocês. - ela olhou para todos. - eu quero que tenham família, quero que sejam muito felizes.
- Obrigado Atena. - disse Saga por todos e igualmente comovido.
- Parabéns Rita. - a deusa abraçou a grega. - seja muito feliz.
- Obrigada. - ela trazia os olhos rasos.
- Já chega de choradeira e vamos comemorar. - o italiano limpava os olhos discretamente.
- Ate você chorando Mask? - Dite não deixou de notar.
- Foi um cisco no meu olho! Só isso.
- Sei...
- Vamos comer! - gritou Aioria.
A refeição foi servida, num canto as meninas se reuniram começando um bate papo sobre gravidez, Shion e Dohko estavam juntos.
- Lembro de quando Ilíada nos contou sobre Regulus. – disse Dohko.
- O clima foi bem diferente... – Shion lembrou daqueles dias. – houve muita discussão.
- Ainda bem que os tempos mudaram.
- Soube que vai para a China amanha.
- Quero conversar com a Meilin, explicar direito o que aconteceu.
- Corre o risco de mais um cavaleiro ficar compromissado? – o fitou sorrindo.
- Só quero explicar Shion. – disse Dohko desanimado. – seria pretensão minha achar que vai acontecer alguma coisa.
- E gostaria que acontecesse?
- Sim... Do mesmo jeito que você queria que acontecesse algo entre você e a indiana.
- Nosso caso é diferente. – a voz do mestre saiu séria. – não sentimos nada um pelo outro.
- Talvez da parte dela não, mas da sua sim. Por que inventou essa missão? O que aconteceu ou melhor, não aconteceu para você sair as pressas do santuário?
- Saí para uma missão e ponto final.
- Sei...
- Vá cuidar da sua vida Dohko. Aproveite essa oportunidade. – levantou.
Dohko o fitou, estava claro que algo aconteceu para ele mudar de postura, o que teria ocorrido? Shati vez o ou outra olhava o difícil perceber que a relação entre eles não seria mais a mesma, mas tinha que aceitar.
Num canto...
- Quando vai ser os nossos Clarice? – indagou Deba. – quero a casa de touro cheio de crianças.
- Para Atena nos deportar?
- Pelo menos uns três.
- Vamos amadurecer essa idéia.
- É bom mesmo. Quero ser pai.
Mu que estava próximo ouvia atentamente, ele fitou Rosa que conversava com Rita. Ficou imaginando como seria seus filhos. A brasileira sentiu o olhar, pediu licença a grega e foi ate o noivo.
- O que foi?
- Estava imaginando como seria nossos filhos.
- Eles teriam pintinhas lemurianas como as suas.
- Talvez... quando teremos os nossos?
Rosa o fitou, lentamente levou as mãos ate o rosto do cavaleiro. Ele a olhava tão serenamente.
- Eu gosto muito de você. – disse. – muito mesmo, não consigo nem medir.
Ele sorriu.
- Vou ser ainda mais feliz quando tiver um filho seu. – aproximou colando as testas. – meu cavaleiro.
Índia...
Do telhado do hotel Sadi olhava a vista de Patna.
- Senhor. – Ranna aproximou.
- Diga.
- Trago boas noticias. Encontrei a na Grécia.
- Parta agora mesmo. Quero-a sobre o meu poder.
Grécia...
Saori estava reclusa em seu quarto, porem não conseguia dormir. A noticia que o santuário ganharia um novo morador sem duvida era a coroação que a paz havia se instaurado, contudo, algo bem no fundo do seu ser dizia que aquela paz era aparente e que algo iria acontecer.
- Que sensação ruim é essa... – murmurou. – o que está prestes a acontecer.
Inferno...
A convite de Apollo, Perséfone iria ate o Olimpo, deixou o inferno aos cuidados de Radamanthys e dos outros juízes.
O dia amanheceu ensolarado, logo cedo todo o santuário estava de pé. Na primeira casa, Rosa dava as ultimas recomendações a Kiki.
- Comporte-se. – ajeitava a roupa dele.
- Serei um anjo.
- Sei que tipo de anjo. Outra coisa: fique de olho no Mu.
- Por que em mim?
- Caso resolva ficar... – o fitou torto. – quero o aqui ate o final do dia.
Kiki começou a rir.
- Vocês dois...
Afrodite era só sorrisos, de malas prontas aguardava apenas Dohko.
Em Virgem, Shati terminava de arrumar suas malas.
Por sorte o vôo dos envolvidos eram próximos em horários, portanto uma van levaria eles, mais Rosa, Shion, Atena e Shaka.
As oito em ponto estavam no aeroporto internacional.
- Façam uma boa viagem. – disse Atena a Dohko e Afrodite.
- Obrigado Saori. Voltaremos dentro de uma semana.
- Ficarei esperando.
- Juízo. – disse Shion a Dohko. – aja com sensatez, aja como se fosse eu.
- Se eu agir desse jeito, deixo a felicidade escapar. – o libriano olhou para o lado apontando algo.
Shion sabia o que ele apontava, mas não olhou.
- Boa viagem Dohko. – limitou-se a dizer.
- Obrigado.
Shaka despedia da irmã.
- Caso lembre, ligue quando chegar.
- Você sabe que sempre esqueço.
- Procure não esquecer. – a abraçou. – cuide-se. – sentiu um aperto no peito ao fazer isso.
Shati também sentiu, mas preferiu ignorar, não queria preocupar o irmão.
- Eu ligo. Prometo.
O cavaleiro brincou com os cabelos loiros.
- Faça boa viagem Shati.
- Obrigada Saori.
As duas abraçaram. Atena ficou receosa.
- Ate logo Shati. – a voz de Shion saiu séria.
- Ate logo Shion. – disse baixo.
Shion queria abraça-la, mas não poderia fazer isso nem deveria. Prometera a si mesmo manter-se afastado dela. Pediu licença, indo para perto de Mu. Ela o acompanhou com os olhos abaixando o rosto.
Afastado Dohko balançava a cabeça negativamente.
- É um velho esclerosado mesmo."
- Cuide-se Kiki. – Shion brincou com os cabelos ruivos. – comporte-se.
- Está bem tio Shion. – sorriu.
O mestre achou graça, era esquisito ouvir a palavra "tio."
- Você também se cuide. – Rosa ajeitava a roupa de Mu. – e juízo.
- Eu terei. – ele calou-se, as imagens do dia do acidente de Rosa vieram-lhe na mente, era a mesma sensação.
- Volte o mais rápido.
Ele não disse nada, aquela sensação o perturbava.
- Vai a aula hoje?
- Não. Vou ficar em casa, por quê?
- Por nada... só para saber. – ficou aliviado, com ela em casa não teria perigo.
A voz eletrônica anunciou a hora do vôo de todos.
- Façam uma boa viagem. – disse Atena.
Os cinco pegaram suas malas, mas como os destinos eram diferentes cada um tomou seu rumo. Shion via Shati se afastar, estava receoso, deveria ter lhe falado sobre seus sentimentos...
Coroa do Sol...
Daquelas ruínas, alem da visão do mediterrâneo, podia-se ver parte da cidade de Athenas, uma moça com roupas indianas e um rapaz com roupas ocidentais fitavam a cidade.
- Então aqui é o berço de Atena. Interessante...
Santuário...
- Eu não demoro Deba. – gritou Clarice da porta.
- Está bem.
A brasileira não teria aula naquele dia, então decidiu resolver algumas coisas no centro. Seria rápida para voltar antes do almoço.
Pegou um taxi para agilizar parando perto da feira livre da cidade, faria umas compras básicas e voltaria num minuto. Andava distraída mexendo no celular, que... esbarrou em alguém.
- Me desculpe.
- A culpa foi minha. – disse uma voz feminina.
Clarice esbarrou numa jovem, notou as roupas indianas.
- Mais uma vez me desculpe. – pediu.
- Não tem problema, mora aqui?
- Sim.
- Pode me mostrar onde fica esse endereço? – mostrou o papel.
- Fica perto. Te levo ate lá.
- Obrigada.
As duas andaram por duas ruas, tomando uma rua mais deserta.
- Então se chama Clarice.
- Sim Ranna, seu nome é bonito.
- Obrigada.
Começaram um novo assunto e a brasileira nem notou um rapaz vindo na direção oposta a elas.
- Clarice, será que...
O rapaz parou diante delas, assustando-as.
- Quem é você? – indagou Clarice.
- Um amigo.
John tocou na testa dela, foi tão rápido que Clarice nem se esquivou. Lentamente foi sentido o corpo amolecer e nem se deu conta quando foi aos braços do rapaz.
- É ela?
- Sim.
- Vamos sair daqui.
Os dois sumiram usando telecinese.
Na quase queda de Clarice o celular foi ao chão...
Continua...
Um pouquinho da historia dos guerreiros de Brahma, acertos de Rita e Shura e o seqüestro de Clarice. Até o próximo capitulo!
Notas explicativas:
Shakti - significa o poder de um deus, na religião e mitologia indiana. Significa também sua esposa. Na fic vou usar shakti como uma forma de falar de cosmo energia.
Guerreiros de Brahma
John – Treta-Yuga, a segunda Era. Personagem original
Ravi – Kali-Yuga, a quarta Era. Personagem original
Ulla – Satva- Yuga, a primeira. ( Ficha da PsychoUkka)
Lunette – Dawapara – Yuga, terceira Era (ficha da . )
Ranna – Maha-Yuga, todas as eras reunidas. Personagem original
Amazonas de Apolo
Farolainy – amazona do fogo solar (ficha da Mabel/Lebam)
Suely – amazona do sol (ficha da Suellen)
Sarasvati é a deusa hindu da sabedoria, das artes e da música e a shákti, que significa ao mesmo tempo poder e esposa, de Brahma, o criador do mundo.
Brhama tem um templo no lago Pushkar em Ajmer. Rajastão Índia.
Diferente de deidades como Vishnu e Shiva, que possuem templos ao redor do mundo que lhes fazem reverência, Brahma tem apenas um, localizado no lago Pushkar.
Yuga (em sânscrito: idade) é uma idade do mundo, segundo o Bramanismo e a Teosofia. Existem quatro Yugas que se sucedem durante o ciclo manvantárico:
Satva Yuga - com duração de 1.728.000 anos;
Tetrâ Yuga - 1.296.000 anos;
Dvâpara Yuga - 864.000 anos;
Kali Yuga - o atual Yuga, com duração de 432.000 anos.
O atual Kali Yuga iniciou no final da vida corpórea de Krishna (aproximadamente 5.100 anos atrás). Mahâ Yuga, segundo o Bramanismo e a Teosofia, é um período de tempo formado por quatro Yugas em seqüência, Satva Yuga, Tetrâ Yuga, Dwapara Yuga e Kali Yuga, totalizando 4.320.000 anos.
Mais para frente será explicado o porque desse termo (Yuga) e de seu uso por Brahma e de seus guerreiros.
