Part ONE: JARED

A porta é fechada e batida com força quando Jensen me empurra sobre ela. Fecho os olhos e ergo o pescoço, deixando livre para ele me beijar e morder. Quero que ele deixe todas as marcas que quiser, que sacie a minha saudade avassaladora.

Ouço um latido e logo patas correm até nós. Parece que acordamos Harley.

Ele pula e fica tentando chamar atenção e nós dois começamos a rir da situação.

– Fique quietinho aqui que eu vou colocar ele no quarto e dar água e comida. Não ouse sair desse lugar. – Jensen diz enquanto me dá vários selinhos e Harley dá mordidinhas nas nossas pernas para que demos atenção a ele.

Jensen pega o cachorro no colo e vai conversando com ele sobre ficar quietinho, pois o papai está com o namorado e eu só posso rir disso. Provavelmente faria a mesma coisa se fosse com a Sadie.

Alguns minutos depois, Jensen volta e sorri malicioso para mim.

– Onde estávamos?

Não respondo nada, apenas agarro as barras da camisa branca que ele estava usando por baixo do smoking e puxo-as em direções contrárias, fazendo os vários botões voarem para todos os lados.

Jensen ri, exalando a mesma excitação intensa de minutos atrás. Eu também riria se não estivesse tão concentrado, olhando para o delicioso peito desnudo do meu homem.

O toco com as duas mãos, no peito, apertando as palmas e soltando uma respiração mais pesada, áspera de desejo. A pele dele é tão macia e quente quanto eu me lembro, o seu cheiro natural misturado ao perfume amadeirado me fazem querer lamber cada parte dele.

Novamente nos atracamos e voltamos a nos beijar, ele enfia as mãos por baixo da minha camisa e estoura os botões da mesma forma como eu havia feito com ele e então me abraça forte, apertando os músculos das minhas costas e me fazendo suspirar. Desço as mãos para a calça de Jensen e abro a cinta com agilidade, a puxando para fora e partindo para a braguilha.

– Com pressa? – Ele sussurra com a respiração ofegante e um sorriso maroto.

– Pra caralho, faz quase duas semanas que eu tô na seca. Você está literalmente fodido, Ackles.

Jensen morde o lábio e leva uma mão a minha nuca, me puxando para outro beijo e puxando meu lábio inferior entre os dentes ao terminar.

– Promete. – Ele sussurra de olhos fechados, descendo uma mão para a frente da minha calça e apertando o volume duro e enorme.

– Vou te foder até não aguentar mais e quando isso acontecer, vou montar em você até seu pau ficar assado. – Eu digo para provoca-lo e Jensen me abraça forte novamente, beijando meu ombro e fazendo uma trilha para o peito.

– Eu sou a porra do cara mais sortudo desse mundo.

Ele diz e esse é o fim da conversa, pois o que se sucede é nós dois desesperados por arrancar as roupas rasgadas do corpo. Além dele tirar a camisa, eu tiro a sua calça social, o deixando somente de cueca.

– Você fica tão sexy de pau duro e com cueca preta. – Sussurro no ouvido dele e desço as mãos para a sua bunda, apertando com vontade e adorando ouvir ele gemer manhoso. Ainda nem saímos do corredor em que o apartamento dele começa, roupas estão espalhadas pelo chão e uma prateleira que guardava sapatos já veio a baixo.

Levanto Jensen no meu colo e o prenso na parede, mordendo e beijando o seu pescoço vorazmente, sentindo meu pau doer de tão excitado e preso dentro da cueca.

– Ohhh, Jared! – Jensen exclama alto quando eu abocanho um de seus mamilos e faço força nas bochechas para chupá-lo. As mãos dele vão para o meu cabelo e Jensen me incentiva a continuar a chupar, sei o quanto ele ama e sente tesão nisso e só paro quando vejo que os bicos estão duros e a aureola num vermelho sangue inchado.

Levanto o rosto e nossas bocas voltam a se devorar, enquanto ele arranha minhas costas e faz eu me arrepiar inteiro. Ajeito melhor minhas mãos o segurando e Jensen geme quando eu aperto com mais gana.

– Cama? – Digo entre os beijos que lhe dou no rosto e no pescoço. As marcas que eu também fiz questão de deixar na pele alva já estão muito bem aparentes e eu insisto em deixar ainda mais.

– Segunda porta, hmmm, à direita, oh!...

Sustento o peso de Jensen nos meus braços, ele passa as pernas na minha cintura e nos levo para o quarto, tropeçando uma e outra vez e rindo dos protestos dele para ser colocado no chão, pois nós dois poderíamos cair e se machucar.

Quando encontro a cama, o deito suavemente, caindo junto por cima e me posicionando bem entre as suas pernas. Jensen agarra meu cabelo e me beija com fome, nossos lábios vão ficar machucados depois que terminarmos já que não sabemos ser delicados ao morder.

Acaricio o pau dele e o puxo pela abertura da cueca na coxa da direita, esfregando o dedão na fissura da glande e observando ele fazer uma careta de prazer e gemer mais alto.

– Por favor, sem provocação, Jay. Eu já tô excitado o suficiente, só preciso que coloque essa porra de boca deliciosa no meu pau agora mesmo...

Não consigo resistir ao pedido dengoso que ele faz, mas ainda dou mais um beijo molhado e cheio de língua, ficando de joelhos na cama e abrindo minha cinta, o botão e o zíper da calça. Jensen me olha com devoção, as mãos ao lado do corpo e a boca entreaberta, sorrindo de canto e admirando a visão que tem.

Levanto da cama rapidamente e me livro da minha calça. Aperto o volume que a cueca – agora apertada – delineia e ofereço para ele.

– Quer ver? – Pergunto safado.

Jensen balança a cabeça afirmativamente e se remexe inquieto na cama, se apoiando nos cotovelos e ficando com o tronco meio levantado.

– Me mostra...

– Você primeiro. – Peço e Jensen mais do que depressa puxa a cueca para fora do corpo e nesse movimento o seu pau super duro bate no abdômen, fazendo um barulho pervertido. – Isso... – Penso alto e puxo minha cueca, fazendo meu membro tão duro quanto o de Jensen pular para fora, mas diferente do dele, não fica colado no abdômen. Meu pênis fica ereto para frente, uma coisa que Jensen sempre disse o excitar mais.

– Puta merda, parece que cresceu mais da última vez... – Ele comenta, como um pensamento alto e leva a mão ao próprio membro, puxando o prepúcio para baixo e terminando de revelar a glande robusta e inchada, que brilha por conta do pré-gozo abundante. – Pensando melhor, acho que eu quero chupar você antes... quero sentir o seu gosto na minha boca.

– Que tal um 69? – Sugiro enquanto me abaixo para terminar de tirar minha cueca e então volto para cama e nesse movimento meu pau balança de um lado para o outro e posso notar que Jensen morde o lábio ao observar. Ele é a porra de um tarado e eu amo isso.

– Ótima ideia.

Me deito sobre Jensen primeiro na posição normal, beijando-o e segurando nossos pênis juntos, os pressionando e masturbando.

Levanto e me viro, segurando Jensen em minhas mãos e puxando o prepúcio. Suspiro excitado e lambo a cabeça com vontade, recolhendo todo o pré-gozo e fazendo Jensen quase gritar. Ele segura meu pau e eu sinto meu estomago se contrair. Jensen puxa a pele que cobre a glande e aperta a glande com força, fazendo uma gota espessa de liquido pré-seminal escorrer para a boca dele.

Jensen geme e aprecia o gosto, envolvendo os lábios no meu membro e fazendo eu fechar os olhos com força, abrindo a boca num grande "O" e soltando para fora todo o prazer que sinto.

– Ohhh, Jensen!, meu deus...

Ele massageia minhas bolas e engole até a base, eu posso sentir minha glande tocando sua garganta e essa é a segunda melhor sensação que eu já senti na minha vida. A primeira é quando estou dentro dele.

Volto a chupar o membro pulsante e avermelhado do meu namorado e ele suspira entrecortado quando eu encovo as bochechas e uso a língua para aumentar o atrito do boquete.

Não demora muito para que dedos curiosos deslizem pelas bandas da minha bunda e comecem a acariciar minha entrada, entretanto eu não tenho nada a reclamar. Não sinto nenhuma ressalva em ser passivo, muito menos ser acariciado nesse lugar tão íntimo e prazeroso.

Enfio dois dedos na minha boca e deixo o membro de Jensen de lado por um tempo. Ele me ajuda a realizar meu propósito, afastando as pernas e as erguendo levemente e em seguida eu dou um cuspe no períneo, logo abaixo do saco, levando a saliva até o buraquinho contraído que não é tocado a tantos dias. Acaricio-o com vontade, enquanto lambo as bolas dele com muito prazer no ato.

Ficamos nos provocando e gemendo um para o outro, lambendo e dando beijinhos um no pau do outro, porém nosso principal objetivo nesse momento é nos prepararmos, pois nós dois sabemos que queremos fazer de tudo para matar a saudade.

Enfio o primeiro dedo devagar e Jensen imita. Um tempo depois, o segundo é adicionado e novamente ele me acompanha, gemendo tão prazeroso que eu sinto meu pau pulsar de tesão.

Quando decidimos que ambos estamos bem preparados e não aguentamos mais ficar sem a dita cuja penetração, eu me levanto e me viro, deitando sobre o meu homem e sorrindo contente para ele. Essa paixão com a qual Jensen me olha enche o meu coração de felicidade, eu sei que ele é a pessoa com a qual eu quero passar o resto da minha vida e tento demonstrar a ele o tamanho da minha alegria por estar aqui com ele.

– Vai me foder ou só ficar me olhando? – Jensen pergunta, sorrindo de canto, depois de um minuto que eu paro sem fazer nada, apenas deitado sobre ele, segurando sua cintura e olhando nos seus olhos.

– Você não é nada romântico, idiota.

Digo devolvendo o sorriso e entrando em ação, beijando o pescoço dele e direcionando minhas mãos para as suas coxas. Encontro uma posição em que nos encaixemos melhor e esfrego meu pau entre as nádegas roliças dele, que suspira entrecortado.

– Eu sou romântico, vadia, o problema é que tô com o pau duro e o cu piscando. Só quero transar agora, o romantismo a gente pode deixar pra depois. – Jensen fala sem a menor vergonha, se eu não estivesse tão excitado, teria ficado vermelho. Ou talvez não, Jensen me transformou em outro homem.

– Tudo bem, está certo. Chega de papo. Só quero ouvir gemidos agora...

– Manda ver, tigrão.

Mordo o lábio e agarro o pau de Jensen, posicionando o meu na entrada dele e lubrificando com saliva. Aperto o membro dele com força na base, até ouvir Jensen gemer de dor e então me enterro em uma única estocada que vai fundo, até minhas bolas estarem encostadas na sua bunda.

– Ahh! Seu filh...

– Apenas gemidos, Ackles. – Interrompo e o calo com um beijo, começando uma masturbação dura e forte, ao mesmo tempo em que me retiro até a metade e arremeto com força para dentro.

Jensen se segura para não gritar e apenas solta um gemido estrangulado. Meu abdômen formiga e meu corpo todo esquenta, os poros suam mais do que o tradicional e em poucos segundos meu corpo está pingando suor.

Desço minha boca para o pescoço de Jensen e dou um chupão na curva com o ombro, aliviando um pouco da pressão na minha mão que o masturbo, mas aumentando a velocidade em que o fodo.

– Puta que pariu, queapertado, quegostoso, quequente! Hmmm... – Sussurro no ouvido dele com a voz rouca, completamente tomado pelo prazer.

Nossos corpos se chocam tão rápido que o barulho logo se torna muito alto e eu tenho certeza que os vizinhos podem ouvir.

– Ahhh-ohhh, Jared! Isso... gostoso... me fode assim mesmo! Assim mesmo, porra! – Diz Jensen descontrolado, cravando as unhas nas minhas costas e arranhando com tanta força que eu acho que arranca sangue, mas não me importo, eu gosto dessa brutalidade e da ardência.

Aperto as coxas de Jensen e as separo melhor para me dar mais espaço, aumentando a velocidade e chegando a um ritmo alucinante, do jeito que eu havia fantasiado todas as noites em que estive preso.

Jensen geme em aprovação e começa a se masturbar, mas eu o impeço de continuar, pois sei que vai gozar se o fizer.

– Hoje você só vai gozar bem fundo dentro de mim. – Digo para ele com a voz ofegante num tom de ordem que não aceita ser contestada.

Minhas bolas ficam mais pesadas e eu sinto que o orgasmo está chegando. Eu poderia adiar mais se diminuísse a velocidade, mas tudo que quero é encher Jensen com a minha porra e é isso que acontece. Me enterro fundo e gozo loucamente, o beijando e continuando a foder, meu corpo se recusa a parar e Jensen não parece querer que acabe agora.

Mais algumas estocadas e minha energia está quase inexistente. Jensen percebe isso e enlaça as pernas na minha cintura, mudando a posição, mas ainda permanecendo montado no meu colo.

– Minha vez, gostosão. – Jensen segura meu rosto e me beija com ternura, diferente de toda a selvageria que acabou de acontecer.

Part TWO: JENSEN

Levanto de cima do pau de Jared e sinto a sua porra escorrendo pelas minhas pernas. Isso me causa arrepios de tesão e meu pau dá uma fisgada bruta.

– Tá escorrendo. – Sorrio e mordo o lábio, levando dois dedos até as minhas coxas, lambuzando-os com o liquido leitoso e em seguida lubrificando meu pau.

– Você é a porra de um puto. – Jared diz junto com uma respirada forte quando vê o que estou fazendo, rindo malicioso e me puxando para se deitar sobre ele mais uma vez.

Posiciono meu membro no buraco ainda estreito de Jared e enfio a cabeça, movendo o quadril para que o toque seja mais intenso. Ele geme e joga a cabeça para trás, totalmente extasiado.

A foda é tão bruta quanto a que acabou de acontecer, meto sem dó, e Jared pede por mais. Ele parece insaciável, porém eu sou tão voraz quanto e só paro de estocar quando gozo intensamente.

Deixo meu corpo cair ao lado dele na cama e entrelaço nossos dedos, nossas respirações são ofegantes e nossas peles estão grudando pela quantidade de suor que transpiramos.

O cheiro de sexo exala de nós dois e do próprio ambiente, os lençóis estão úmidos por nossa conta e tudo que consigo fazer é entrelaçar nossas pernas e deitar minha cabeça no seu peito e depois tudo apaga.

Algumas horas depois, quando acordo, Jared ainda está dormindo. Beijo o mamilo dele e ele geme sonolentamente. Levo minha mão até o seu abdômen e o acaricio, saboreando o prazer de todo esse corpo tesudo. Nem posso acreditar que isso tudo é meu, para tocar, chupar e lamber a hora que quiser.

– Que horas são? – Pergunta uma voz preguiçosa ainda mais rouca do que antes.

Checo meu relógio e dou um selinho nos lábios de Jared antes de responder.

– Quase onze e meia.

– Nós dormimos e eu ainda tô com sono. E com uma dor do caralho na bunda.

Rio do comentário dele, pois também estou sentindo uma pequena dor. Devíamos ter ido com um pouco mais de calma.

Toco o peito despido e forte de Jared e contorno o mamilo com a ponta do indicador, descendo pela linha dos músculos até parar nas tatuagens que cobrem as marcas do passado dele. Jared fica tenso, mas eu continuo passando a mão pelas linhas pretas desenhadas na pele.

– Eu acho que nunca disse o quanto acho sexy e excitantes as suas tatuagens... – Comento com admiração, olhando para baixo e vendo o seu membro caído sobre a coxa começar a despertar.

– Para com isso... elas são meio esquisitas. Deveria ter procurado um tatuador melhor, tem várias linhas tortas.

Dou de ombros e me aconchego mais ao peito dele, acariciando seu abdômen e sentindo meu próprio pau ganhar vida. É impressionante como tudo nele é tão gostoso e sexy.

– Eu acho e não vejo nada de linhas tortas. Não tem que sentir vergonha delas.

– Eu não sinto, penso na tatuagem como um símbolo de superação, para me lembrar de nunca mais aceitar ser capacho de ninguém.

Sorrio mais aberto, orgulhoso do meu namorado. Ele é tão forte física e psicologicamente, acho que eu não aguentaria metade das coisas pelas quais ele passou.

– Eu tenho muito orgulho de você, sabia? Você é uma das pessoas mais fortes que eu já conheci.

Jared me dá um sorriso iluminado que aquece meu coração, sinto todo o amor por ele brotar de uma vez só.

– Eu te amo tanto...

– Eu também te amo. – Nos beijamos lentamente, um segurando o rosto do outro e entrelaçando as pernas, aproveitando aquele momento de amor que era só nosso. – Vamos levantar comer alguma coisa e depois podemos tomar um banho juntos e dormir. – Sugiro depois que terminamos o beijo e os vários selinhos impacientes.

– Okay, mas nada de penetração por hoje, sério, acho que meu cu tá até inchado. – Ele comenta fazendo uma careta e rindo de canto e eu o acompanho.

– Tô do mesmo jeito, então concordo com o sem penetração por hoje.

Jared sorri com suas covinhas e me puxa para o seu colo, onde voltamos a nos beijar apaixonados, talvez demoremos um pouco para ir para o banho.

A manhã seguinte é preguiçosa, nenhum de nós quer levantar. É dia vinte e quatro, mas não estamos dando a mínima para ceia ou presentes de natal. Tudo o que queremos é ficar juntos na cama se amando, nem que seja apenas deitado um ao lado do outro.

– Acho que temos que levantar, Jen. – Jared diz com a voz rouca de sono, apesar de já estar acordado há algum tempo.

– Tem certeza? Lá fora tá frio, aqui eu tenho você e todo esse calor pra me aquecer... – Digo manhoso para tentar convencê-lo a ficar.

Jared me dá um beijinho estalado e me abraça por baixo das cobertas, fazendo nossos corpos se tocarem e eu me arrepiar inteiro.

– Stephen não vai aceitar um não ao provável convite que ele vai me fazer para jantarmos na casa dele hoje à noite. – Jared explica e beija meu pescoço, trilhando até o ombro e dando uma mordidinha leve.

– Ele não pode fazer o convite se nem sequer nos encontrar...

Jared ri e balança a cabeça em negativa.

– Eu adoraria passar a minha véspera de natal e a própria data apenas deitado com você, transando e transando e transando de novo, mas precisamos comer e eu também quero que tenhamos o nosso primeiro natal juntos fazendo a tradição.

Reviro os olhos frustrado.

– Podemos criar nossa própria tradição. O que acha? Transar o dia todo na véspera e no natal. Não seria perfeito? – Digo brincando, mas ao mesmo tempo falando um pouco sério.

– Se você quer acabar arrombado é uma ótima ideia, mas eu adoro a sua bunda do jeito que ela é. Então é bom dar um tempo pros músculos descansarem.

Sorrio com a resposta dele. É assim que me sinto quando estou com Jared, como um bobo alegre que sorri para tudo que ele diz.

– Tudo bem, tudo bem. Além do mais, eu prometi para minha mãe que iria no natal para almoçar e não quero desapontá-la.

Jared faz um biquinho involuntário que eu tenho muita vontade de morder.

– Vai me deixar sozinho no natal?

– Claro que não, você vem junto. – Digo com firmeza, sem fazer um convite, apenas deixando claro o que aconteceria. Jared mostra suas covinhas e baixa o olhar, envergonhado. Ele fica tão fofo desse jeito, eu estou tão apaixonado que não consigo nem descrever.

– E o que a sua mãe vai achar se levar um cara aleatório que ela nunca ouviu falar? Vai me achar um monstro por ter acabado com seu namoro com Tom...

– Ah, mas não vai mesmo. E ela sabe quem você é, eu já contei tudo a ela e ela me deu vários conselhos para seguir meu coração. Ela gosta de você, sabe que me faz feliz.

Jared faz uma carinha de orgulho que me enche de alegria.

– Então, tudo certo?

– Se não tiver problema eu ir, eu gostaria muito.

Ficamos mais um tempo aconchegados um no outro, mas então precisamos levantar para tomar mais um banho e fazer uma comida para almoçarmos, pois já é quase duas da tarde.

– Meu deus, Stephen e Justin vão me matar. – Jared diz quando pega o celular. – Tem dezesseis chamadas perdidas do Stephen e quinze mensagens e mais sete do Justin. Acho que eles pensam que estamos mortos.

Pego meu telefone para conferir se havia alguma chamada perdida e me surpreendo ao ver que haviam muitas ligações de Stephen também.

– Deve estar ligando para fazer o tal convite. Retorna enquanto eu tomo banho e diz que estávamos dormindo porque cansamos muito ontem à noite. – Pisco maroto para Jared e dou um tapa na bunda dele quando passo para ir para o banheiro.

Part THREE: TOM

A minha noite do dia vinte e três passa devagar enquanto eu assisto a qualquer porcaria da TV, tomo uma cerveja e aperto entre os dedos uma camisa de flanela de Jensen que achei quando estava organizando a casa.

Pensei em jogar fora num primeiro momento, mas depois tudo que eu queria era sentir o cheiro dele mais um pouco.

Não foi fácil vê-lo beijando Jared mais cedo no tribunal, mas a alegria que eu vi em seus olhos ao abraçar o namorado confortaram um pouco meu coração amargurado. Ele está feliz, muito feliz. Eu deveria sentir raiva dele, mas isso já passou, só quero que Jensen seja feliz. E tenho certeza que ele deseja o mesmo para mim.

No dia seguinte, quando acordo, fico zanzando pela casa sem saber direito o que fazer. Meu primeiro natal sozinho depois de quatro natais acompanhado. Eu poderia ir até a minha família, mas eles foram viajar para a casa do meu tio Charles em Whistler e não estou nem um pouco a fim de enfrentar o frio de lá.

Almoço sozinho e passo minha tarde limpando e organizando. Encontro mais alguns pertences de Jensen e os coloco em uma caixa de papelão, vou passar entregar para ele mais tarde e pegar algumas coisas minhas que ficaram no apartamento.

Quando já são quase sete da noite estou no carro, muito bem agasalhado e com a caixa com as coisas de Jensen. Espero que ele já tenha arrumado as minhas coisas que ficaram lá.

O porteiro me deixa subir por já me conhecer de tanto tempo e eu vou rápido pelo elevador até o andar que frequentei por tanto tempo.

O apartamento 42 ainda está do mesmo jeito que há dois meses atrás, felizmente.

Toco a campainha e ajeito a caixa em minhas mãos, talvez eu devesse ter avisado que viria, mas meu celular estava totalmente descarregado. Espero que ele não se importe ou que eu não esteja atrapalhando.

Ouço passos do lado de dentro e então o barulho da chave na porta e quando ela se abre eu preciso segurar o nó que se forma na minha garganta, caso contrário não vou nem conseguir falar.

A pessoa que está me olhando com cara de surpresa não é Jensen e sim Jared, assustado e envergonhado também.

– Tom? – Ele pergunta com a voz meio tremula.

– Quem é? – Jensen grita do que deve ser o quarto.

– Oi, Jay. – Cumprimento tentando ser simpático. – Vim em uma hora ruim?

Jared passa as mãos pelo cabelo nervosamente e nega com a cabeça.

– Não, não. Não é uma hora ruim.

– Desculpe se atrapalhei algo, estava arrumando meu apartamento hoje e encontrei algumas coisas do Jen, então resolvi já entregar antes que acabasse esquecendo dentro de um armário.

– Jay, quem é? – Jensen pergunta novamente, saindo pelo corredor com a cabeça abaixada, pois está dando o nó da gravata e só percebe a minha presença quando está quase na porta, ficando tão desconfortável quanto o próprio Jared. – Oi, Tom.

Ele tenta e não se sai muito mal. Não queria causar esse desconforto, mas acho que é inevitável dada a condição.

– Eu só vim trazer algumas coisas suas que encontrei no apê e ver se você já arrumou as minhas. Se não tiver, não precisa se incomodar, eu passo outro dia.

Jensen coça a nuca naquele movimento que eu sei que é de nervosismo, mas tento ignorar. Vai ser rápido.

– Eu já arrumei sim, tá... tá lá no quarto de hóspedes. Vou ir pegar, só um minuto.

– Aqui. – Entrego a caixa a ele e nossas mãos se tocam nesse movimento.

Ficamos eu e Jared parados em silencio, ele do lado de dentro e eu do lado de fora, na situação mais embaraçosa que já tive que enfrentar na vida.

– Então, como você está? – Eu tento puxar um assunto para quebrar aquele iceberg que está entre nós, mas Jensen volta com duas caixas grandes empilhadas antes que Jared possa responder e eu sinto até um certo alivio.

Pego as duas caixas, mas Jensen pega a de cima antes que eu possa impedir.

– Eu te ajudo a levar até o carro.

Pelo tom que ele usou, quer conversar, já que as caixas nem eram assim tão grandes.

– Eu vou ajudar o Tom com as coisas aqui, Jay. Já volto. – Jensen diz para Jared na porta, que só concorda.

Nos despedimos e eu me viro para ir em direção ao elevador, mas Jared me chama.

– Ei, Tom! Feliz natal. – Ele diz com um sorriso sincero no rosto e eu retribuo.

– Feliz natal pra você também, Jared.

Todo o trajeto do elevador até o estacionamento é feito em silencio. Acho que Jensen está com frio, pois ele só está usando uma camisa azul marinho e uma calça jeans, mas não comento nada.

Colocamos as caixas no porta malas e eu fecho a abertura do carro, enfiando as mãos no bolso para tentar esquenta-las.

– Está frio hoje, né?

– Que frio que tá hoje.

Falamos juntos e começamos a rir, isso dissipa um pouco do silencio constrangedor, mas não totalmente. O suficiente para Jensen conseguir falar.

– Tom... eu sei que é muito te pedir isso, mas eu gostaria muito que pudesse me perdoar. – Ele fala inseguro, porém sincero, olhando nos meus olhos fixamente.

– Eu não preciso te perdoar de nada, Jen.

– Precisa sim, eu fui um cuzão do caralho te traindo e juro que não queria que as coisas tivessem acontecido assim...

Balanço a cabeça em negativa e dou um pequeno sorriso.

– Nós não controlamos por quem nos apaixonamos, Jensen. Eu fiquei com muita raiva de você e do Jared, chorei por bastante tempo, mas já passou. Agora mesmo eu estou sentindo um pouco de tristeza, mas não é como se eu fosse chorar ou algo assim. É só eu saindo da rotina que tinha com você. Eu juro, não tenho o que te perdoar. A única coisa que você fez de errado foi não ter sido honesto comigo durante esse tempo, mas eu não tenho como te desculpar por isso. – Desabafo tudo de uma vez, sentindo-me mais leve instantaneamente. É incrível o quanto isso me fez bem e tão rápido. – Mas, sério, eu não tenho mágoa de você.

Jensen sorri de canto, desviando o olhar para o chão sem saber o que dizer, uma coisa rara.

– Obrigado, você ainda é o mesmo cara incrível que eu conheci.

Nos olhamos nos olhos mais uma vez e então ele se aproxima e me abraça e eu não tenho como não corresponder.

– Feliz natal, Tommy.

– Feliz natal, Jen.

Entro no meu carro e saio do prédio ao qual meio que morei por vários anos para, provavelmente, nunca mais retornar.

Mudo a rota para voltar para casa, pois o centro está cheio de pessoas atrasadas que estão desesperadas por presentes.

O sinal fecha em um cruzamento e eu suspiro, relaxando no banco do meu carro e olhando para o lado. Me surpreendo quando vejo o bar em que peguei a maior parte das informações sobre a vítima no caso do Jared. Nem havia me dado conta de que tinha pegado esse caminho.

Será que está aberto? Beber um pouco não seria de todo mal. Procuro uma vaga e acho fácil, já que as ruas nessa parte da cidade estão quase vazias.

Entro pela porta do bar e escuto um murmurar de "Meu Deus, esses bêbados não vão me deixar ir para casa" de uma voz que me recordo do dia em que estive aqui. É Joe.

– Ainda dá tempo para mais um whisky? – Pergunto quando chego perto do balcão e só então ele se vira, quase derrubando de surpresa o copo que estava secando nas mãos.

– Thomas? – Ele dá um sorriso de orelha a orelha. – Pensei que nunca mais te veria.

Part FOUR: JARED

Fecho a porta e vou para o quarto, sentando na cama e mordendo o lábio de nervosismo. Devia ter olhado no olho mágico antes de abrir a porta... quer dizer, não tem como eu ficar evitando Tom para o resto da vida. Ele parece ter superado tudo que aconteceu, não há porque eu ficar tratando ele como se fosse um constrangimento.

Passam-se alguns minutos que Jensen desceu com Tom e eu ouço o barulho da porta se abrindo e fechando mais uma vez e ele entra no quarto logo em seguida.

Jensen senta do meu lado na cama e coloca a mão sobre a minha. Nós dois ficamos quietos por apenas um segundo e quando começamos, falamos juntos e rimos da situação.

– Tom me odeia? – Pergunto.

Jensen me olha sorrindo.

– Não, nem um pouco. Ele nem me odeia, então imagine você. Tom é um cara bom.

– Se eu pudesse, seria amigo dele. Mas não tem como, né?

– Não mesmo.

Nós dois rimos juntos mais uma vez, não debochando do ex namorado de Jensen, mais para quebrar aquele clima esquisito que tinha pairado momentaneamente sobre nós.

– Eu te amo. – Jensen diz e entrelaça nossos dedos sobre a cama.

– Eu também te amo. – Respondo e me inclino até ele, colando nossos lábios e selando a declaração verdadeira.

– Vou terminar de me arrumar logo antes que nos atrasemos e Stephen nos mate. – Ele diz e se levanta da cama, voltando para a frente do espelho e ajeitando a camisa. Vou atrás e o abraço pelas costas, olhando nossa imagem refletida no espelho.

– Nem acredito que estamos realmente namorando. Parecia tão impossível...

– Só falta agora as alianças. Semana que vem podemos ir escolher uma.

– Não precisamos de...

– Eu sei que não precisamos de aliança para provar que nos amamos, mas eu gostaria de usar uma com o seu nome. – Jensen diz e me olha através no espelho, com aquele sorriso iluminado lindo.

– Tudo bem, eu também quero usar uma com o seu nome dentro.

Chegamos na mansão de Stephen faltando cinco minutos para ficarmos meia hora atrasados. Um trenó enorme está postado no jardim, juntamente com um papai Noel em tamanho real segurando um saco de presentes e quatro renas. A fachada da casa inteira está contornada por um tubo luminoso que tem um ritmo elegante de piscar. Stephen exagerado na decoração como sempre.

Toco a campainha e fico surpreso com o tamanho da guirlanda desejando feliz natal presa na porta. Justin é quem abre e ele está usando um suéter de natal ridículo, bem daqueles do estilo que Stephen adora. Deve ter sido obrigado a vesti-lo.

– Jay! – Ele diz animado e me puxa para um abraço. – Oi Jensen. – Cumprimenta Justin com um abraço também e nós três entramos para espantar o frio.

Olho em volta e sorrio ao perceber tudo em seu devido lugar – coisa rara de se ver na casa de Stephen – e uma bela decoração está pela casa inteira. Ele sempre amou o natal e a possibilidade que tinha de colocar toda a sua extravagância para fora.

– Parece que você está dando um jeito no bagunceiro. – Eu digo e ouço barulho de patas correndo pelo assoalho de madeira e então Sadie entra pela porta da cozinha, vindo com o rabo balançando e pulando em cima de mim.

Caio no chão e sou lambido no rosto inteiro, enquanto uma Sadie eufórica se remexe e late para mim.

– Eu também estava com saudade, garota. Eu também! – Digo acariciando o pelo dela e beijando sua cabeça.

Stephen é o próximo a chegar no recinto e eu me levanto do chão para cumprimenta-lo, entretanto Sadie continua a pular e tentar chamar a minha atenção.

– Você não sabe o inferno que foi ela chorando por quase todo o primeiro mês. Não deixava ninguém dormir. – Ele reclama e eu me abaixo de novo, abraçando Sadie para que ela sinta que eu estou dando atenção.

Depois de ficar um pouco com a minha garota, vamos todos para a cozinha, menos Sadie, que se distrai e vai brincar com um cachorro que eu nunca tinha visto aqui. Stephen deve ter adotado, já que é totalmente contra a compra de animais de estimação.

– Estamos tomando vinho. Querem também ou preferem cerveja?

Justin oferece, pegando a sua taça e tomando um gole.

– Quero vinho, tá muito frio pra cerveja.

Conversamos animadamente enquanto Stephen prepara os pratos principais e nós três o ajudamos picando legumes ou mexendo o molho de alguma panela.

O tempo passa tão rápido que quando me dou conta a ceia já está pronta e servida e a mesa está incrível. Stephen realmente ama cozinhar, pois os pratos que ele fez estão lindos. Principalmente o peru.

Antes de começarmos a comer, eu levanto minha taça e começo a falar.

– Quero propor um brinde ao melhor ano da minha vida, onde eu vivi coisas que nunca pensei que pudesse viver, conheci o cara que amo de verdade e fui preso. – Rio nessa parte. – E um brinde também a essa mesa linda que o Stephen fez...

Ele cora e sorri para mim, apesar de Stephen ser muito bem resolvido quanto a sua aparência, nunca ficando envergonhado quando o elogiam, ele não sabe muito bem como lidar com elogios a sua comida.

– Vocês me ajudaram...

– Também quero colocar meus votos nesse brinde. – Justin diz. – Um brinde ao ano em que eu fiz exatamente o que disse que nunca faria na minha vida: Me apaixonar. – Ele olha para Stephen e os dois se beijam.

– E eu quero dizer que nunca pensei que pudesse amar tanto alguém como eu te amo. – Diz Jensen, me olhando e me fazendo corar. – Jared Padalecki, você é o amor da minha vida.

– Já que todos falaram, é a minha vez. Essa é a melhor ceia de natal que eu tive nos últimos anos. Tenho o homem que eu amo, meu melhor amigo-irmão mais feliz do que nunca e um novo amigo maravilhoso como seu namorado. Não poderia querer mais, eu sou muito sortudo em ter vocês três.

Levantamos as taças e brindamos, finalizando a hora dos discursos e começando a comer.

Mais tarde, ficamos na sala sentados no chão sobre o tapete felpudo, contando histórias que já vivemos, desilusões amorosas, primeiras vezes, entre outros assuntos que podem ser compartilhados. Uma grande árvore de natal muito bem decorada está encostada no canto, ao lado da TV, quando chegamos deixamos todos os presentes embaixo dela. Quase todos.

A certo ponto eu estou com as costas apoiadas no sofá e Jensen quase deitado no meu peito e Justin do mesmo jeito sobre Stephen do outro lado da mesinha de centro, não muito longe.

– Onze e cinquenta e nove, caras. – Avisa Stephen e então logo é meia noite e o natal chegou.

Jensen se vira e me abraça, sussurrando feliz natal no meu ouvido.

– Feliz natal, Jay.

– Feliz natal, Jen.

– O primeiro de muitos. – Ele diz logo em seguida e sorri daquele jeito cativante que me dá vontade de beijá-lo e não fico na vontade. Seguro seu rosto e o beijo com ânsia.

Nos levantamos e desejamos feliz natal um para cada um e trocamos os presentes em seguida, mas eu tenho mais uma coisa.

– Jen, tenho mais um presente pra você. – Tiro do bolso uma caixinha de joia e a abro, mostrando as alianças e sorrio animado, mas ele começa a rir; rir tão alto que vira uma gargalhada e eu não entendo o motivo daquela risada. – Se não gostou era só dizer. – Fecho a caixinha e desvio o olhar decepcionado com a reação dele. Pensei que iria ficar animado, já que conversamos sobre isso à tarde.

– Não, Jared, você entendeu errado. Eu não estou rindo das alianças. – Jensen tenta se desculpar, mas eu estou muito chateado. Justin e Stephen nos observam sem saber muito o que fazer. Jensen se aproxima de mim, mas eu dou um passo para o lado. – Jay, qual é. Eu estava rindo por causa disso.

Jensen tira do bolso uma embalagem de joalheria muito parecida com a que eu comprei – acho que é até da mesma loja – e a abre, revelando duas alianças idênticas as que eu tinha escolhido.

– Eu não acredito nisso. – Começo a rir junto com ele e o abraço, me desculpando por ter ficado bravo sem motivo.

– Isso é que é sintonia, hein. Ter a mesma ideia, no mesmo dia e ainda escolher o mesmo modelo. – Justin diz, abraçado ao namorado.

Nos beijamos de novo, enquanto eu não consigo parar de sorrir. Abro a minha caixinha e coloco a aliança de Jensen no seu dedo e entrego a minha para ele colocar no meu.

Voltamos a nos sentar como estávamos antes, bebendo mais vinho e continuando a jogar conversa fora. Do jeito como estamos bebendo, acho que vamos ter que dormir aqui.

Em algum momento Stephen estava contando uma história e Jensen mal deixava eu prestar atenção, me beijando e provocando, acho que ele já passou um pouco do limite da sobriedade.

– Jen, para com isso, Justin e Stephen estão aqui do lado. – Sussurro para ele quando me abraça e beija meu pescoço. Stephen parou de falar e também está distraído aos beijos com Justin.

– Stephen está com a mão dentro da calça do Justin há uns quinze minutos. – Ele me responde e eu franzo a testa, olhando disfarçadamente para os dois e prestando atenção naquele detalhe e Jensen fala a verdade. Sinto meu rosto esquentar de vergonha imediatamente, mas Jensen não me dá tempo de falar nada, pois me beija com vontade e sobe no meu colo.

As caricias dão resultado rapidamente e logo estou tão duro quanto uma pedra e Jensen faz questão de esfregar a bunda em cima da minha ereção.

– Jen, aqui não... num quarto... – Eu tento dizer entre os beijos, mas ele nem me ouve, só quer me tocar e beijar.

Levo as mãos para a bunda de Jensen e aperto forte, arrancando um gemido manhoso, enquanto meu pau dói por estar preso dentro da cueca.

Olho por cima do ombro de Jensen e Stephen e Justin parecem muito distraídos entre eles para verem ao seu redor, porém agora Stephen está com as mãos enfiadas na parte de trás da calça do namorado, enquanto ele acaricia sua ereção coberta descaradamente.

– Você é tão gostoso, baby, eu tô louco de tesão. – Digo para Jensen e mordo o pescoço dele, que geme gostosamente alto, sem se importar se os nossos amigos ao lado vão ouvir.

– Eu quero te chupar. – Jensen se pronuncia, se afastando um pouco e começando a retirar minha cinta e abrir a braguilha da minha calça. Nem tento resistir, estamos todos meios bêbados e não vejo problema nenhum em transar na frente de Justin e Stephen, ainda mais se eles fizerem o mesmo, que é o que parece que vai acontecer.

Jensen desce do meu colo e puxa minha calça e cueca para baixo, até o meio das coxas, fazendo meu pau saltar para fora. A glande está úmida de pré-gozo e muito vermelha.

– Eu amo esse pauzão. – Jensen diz mais alto do que eu gostaria, mas acabo achando excitante a ideia do casal ao lado ter ouvido.

Suspiro longamente e solto um gemido alto quando Jensen coloca meu pau inteiro na boca, encostando o nariz nos meus pelos e deixando somente as bolas de fora. Não sei como ele faz para caber tudo, já que todos os meus outros namorados nunca conseguiram.

Seguro o cabelo dele e começo a acompanhar seus movimentos de sobe e desce, jogando a cabeça para trás de tesão.

– Isso, Jen, assim... gostoso... hmm...

– Oh, Justin! – Ouço Stephen gemer e só então lembro de olha-los e estão como eu e Jensen, Justin de quatro chupando o pau duro do namorado.

Stephen olha diretamente para mim e eu sorrio para ele, que devolve o sorriso e volta a olhar para o seu namorado lhe fazendo o boquete. Baixo meu olhar para Jensen e mordo o lábio ao ver aquele rosto tão lindo mamando a cabeça do meu pau, esforçando os grossos lábios e masturbando o resto com a mão.

Tiro minha camiseta e puxo Jensen para me beijar, ele está vestindo muita roupa, quero ver seu corpo nu.

Começo retirando a camisa e a gravata dele e depois passo para a calça e a cueca, deixando-o completamente pelado. Com o canto do olho posso ver que Stephen olha para a bunda de Jensen, mas não fico com ciúmes, isso me dá até um certo tesão.

Jensen termina de tirar minha calça e cueca e então senta novamente no meu colo, posicionando meu pau entre suas nádegas e começando a rebolar em cima, como se estivesse cavalgando, mas sem penetração.

– Puta que pariu, Jen!, que tesão do caralho.

– Me fode, Jared! Mete esse pauzão na minha bunda... eu quero sentir você inteiro. – Jensen diz num tom de voz baixo e rouco, mordendo minha orelha e abraçando meu pescoço.

– Eu vou foder, baby... – Respondo passando as mãos pelo corpo dele e descendo até a bunda, onde dou dois tapas com força e aperto a carne logo em seguida.

Jensen novamente dá um gemido alto e manhoso, como que para provocar Justin e Stephen, que agora também não usam mais nenhuma roupa e se esfregam igual a dois animais no cio; ou igual a eu e Jensen.

Enfio dois dedos na boca de Jensen e cuspo na minha outra mão, levando a saliva até a entrada dele e a umedecendo. Acaricio as pregas com as pontas do indicador e dedo médio e introduzo os dois devagar, esperando Jensen se acostumar com cada centímetro que desliza para dentro.

– Ahhh, Jared, filhodaputa, um de cada vez! – Ele protesta, mas eu continuo enfiando os dois, sei que ele aguenta.

– Calma, Jensen, se já aguentou esse pau monstruoso do Jared na sua bunda, você aguenta os dedos dele.

Stephen diz e eu mordo o lábio, sorrindo safado enquanto Jensen me olha um pouco surpreso, mas não totalmente adverso a conversa entre os dois casais.

– Relaxa, Jen, me beija...

Ele obedece e meus dedos voltam a deslizar, chegando até o máximo. Separo os dedos, empurro contra as paredes anais, e pressiono a próstata suavemente depois de acha-la, arrancando gemidos ainda mais manhosos e desesperados de Jensen.

– Hmmm, Jared... que delicia, continua, aí mesmo! Ohhh! – Jensen curva a coluna, empinando a bunda e esfregando seu pau duro no meu abdômen.

Cuspo na minha mão livre e junto nossos dois membros, começando uma masturbação dupla deliciosa.

– Segura assim, Jen. – Retiro meus dedos do interior dele e Jensen reclama, posicionando suas mãos e fazendo ele segurar a própria bunda para afastar as nádegas e me dar mais acesso, voltando a meter os dedos no buraco guloso dele e masturbar-nos compulsivamente.

Olho por cima do ombro do meu namorado mais uma vez e vejo Stephen olhando diretamente para a bunda de Jensen e meus dedos entrando e saindo dele, enquanto ele faz o mesmo no namorado.

– Eu tô pronto, Jared, mete... me fode... – Ele pede de novo e não é preciso que peça de novo. Cuspo na glande do meu pau e espalho a saliva, posicionando-o no buraco relaxado de Jensen e me enterrando inteiro de uma vez, movimento que faz ele gritar e Justin e Stephen gemerem ao mesmo tempo, assim como eu.

Jensen não espera tempo para se acostumar com a invasão, a cavalgada começa imediatamente. Ele está impaciente, quer brutalidade e assim eu lhe dou, erguendo meu quadril e indo de encontro a bunda quando ele desce.

– Eu quero virar de frente, quero ver Justin e Stephen. – Ele sussurra para mim entre os gemidos, acariciando meu peito e beijando meu pescoço. Saber que ele quer vê-los me deixa muito entusiasmado e eu nem sei explicar o porquê. Deveria sentir ciúmes, porém não sinto.

– Vira, assim eu também posso olhar eles e te masturbar enquanto isso. – Respondo e ele se vira. Colando as costas no meu peito e recomeçando o sobe e desce enlouquecedor, enquanto olha diretamente para nossos amigos fodendo. Stephen sabe o que faz, indo com precisão e se enterrando até a base na bunda de Justin, que geme e pede por mais se masturbando e beijando-o.

Levo a mão até o pau de Jensen e começo a masturba-lo, na mesma velocidade em que o fodo e logo ele está dizendo que não vai mais aguentar.

Aumento ainda mais a intensidade das estocadas e mordo o ombro de Jensen, abraçando seu peito e o prendendo grudado a mim.

– Eu vou gozar, Jared, continua, me fode, me come ahhhh! Ahhh!

Jensen tenta dobrar o corpo quando vai gozar, mas eu o seguro firme empinado para mim e seu jato vai longe, atingindo as costas de Justin e fazendo eu gozar imediatamente quando vejo a cena, completamente louco de tesão.

Stephen abre a boca espantado com a força do gozo e o limpa das costas do namorado com a mão. Justin vira o rosto e sorri malicioso para nós dois, cavalgando ainda mais intensamente até fazer o namorado dele jogar a cabeça para trás e gritar na hora do gozo, acompanhando-o e sujando o peito de Stephen.

No final, nós quatro estamos ofegantes e suados, trêmulos dos orgasmos, sujos de sêmen e desejando uma cama mais do que tudo.

Quando acordamos no dia seguinte, o clima estranho que eu achei que fosse ficar entre eu e Jensen não acontece. Eu dou um selinho nele ainda dormindo e ele abre os olhos, entrelaçando nossas pernas e me dando um beijo mais intenso.

– Bom dia.

– Bom dia.

– Precisamos conversar sobre o que aconteceu ontem na sala? – Ele pergunta com pouco interesse.

– Você tem alguma coisa pra falar? Eu estou bem e nem um pouco arrependido, estava meio bêbado, mas completamente consciente do que estávamos fazendo. E, além do mais, não fizemos basicamente nada. Dos nossos quartos nós provavelmente ouviríamos os gemidos uns dos outros, só tivemos o bônus de ver também. – Digo fazendo graça e Jensen sorri.

– Que bom, porque também não me arrependi. – Ele se aconchega mais no meu peito e eu toco sua cintura, acariciando a pele quente e macia. – Você já tinha feito isso antes com Stephen?

Rio lembrando da situação, a resposta era meio que sim.

– Meio que sim... quando erámos mais jovens. Fomos pra uma balada e os dois encontraram alguém. Basicamente ele transou com a garota e eu com o cara no mesmo carro, na época ele tinha uma caminhonete com cabine dupla, mas mesmo assim acho que foi um dos piores sexos da minha vida por causa do aperto.

Jensen ri junto comigo.

– Vamos levantar, já são mais de nove e temos que passar no apartamento antes de ir pra casa da minha mãe ainda.

Nos vestimos e descemos para o andar de baixo. Justin e Stephen estão na cozinha, então vamos até eles.

O café da manhã está servido e nós nos sentamos para comer.

O assunto da noite anterior não vem a conversa, mas ninguém parece incomodado com isso e por mim está ótimo.

Depois que comemos e ajudamos a limpar a mesa, nos despedimos dizendo que ainda temos que pegar a estrada para a casa da mãe de Jensen, mas prometemos voltar à noite para jantar de novo.

Part FIVE: JENSEN

Para a nossa sorte, não pegamos muito transito na rodovia e só chegamos vinte minutos depois do tempo normal de viagem até a minha cidade natal. Estou tão animado que vou apresentar Jared para minha família, todos disseram que estariam nesse almoço.

Jared parece nervoso, mas ansioso para conhecer a sogra e os cunhados. Tenho certeza absoluta que eles vão se dar bem, não tem jeito de não se darem. Jared é a pessoa mais carismática e bem-humorada que eu conheço.

Quando chegamos ao destino, minha mãe vem nos receber no portão da casa e ela está tão feliz em ter toda a família reunida que não para de sorrir.

– Então este é o homem que roubou o coração do meu filho? – Ela pergunta olhando para Jared e ele cora, sorrindo de um jeito meigo.

– Ele prefere ser chamado de Jared, mãe. – Comento e todos rimos.

– É um prazer conhecer a senhora, sra. Ackles.

– Que isso rapaz, nada de senhora. Pode me chamar de Donna, ainda não estou tão velha assim.

Jared se apressa em consertar, mesmo que não tenha dito nada de errado. Não quer causar uma má primeira impressão.

– Não foi isso que eu quis dizer, só estava...

– Tudo bem, querido, eu que não gosto de ser chamada de senhora. – Minha mãe responde. – Vamos entrar? Mack e Josh estão na sala com as crianças, eles vão adorar ver vocês, não disse que viriam porque desde que veio aqui não falou mais comigo e não sabia se viria mesmo...

– Desculpe, mamãe, aconteceu tanta coisa nesse tempo que você nem acreditaria. Vou contar tudo mais tarde.

Minha mãe vai na frente e eu logo em seguida, Jared vem atrás de mim e mesmo eu não conseguindo vê-lo, sei que ele está nervoso para agradar minha família.

– Tio Jen! – Johnny grita e vem correndo até mim, agarrando minhas pernas. O levanto no colo e sorrio para ele.

– Amigão! – Ele me abraça e eu correspondo, apertando-o em meus braços. – Johnny, esse é o namorado do tio Jen. Diz oi pro seu tio Jared.

– Oi tio Jared. – Ele cumprimenta tímido.

– Oi Johnny, que bonito essa pulseira. Foi a sua mamãe que te deu? – Jared começa e meu sobrinho fica um pouco menos retraído no meu colo.

– Foi. No meu aniversário ano passado.

– É? Que legal. Quantos anos você tem?

Johnny levanta a mão no ar mostrando quatro dedos, indicando a sua idade.

Vamos para a sala e, antes que cheguemos, eu já ouço a voz dos meus irmãos conversando.

Jared interage bem com eles e eles parecem ter realmente gostado dele. Mackenzie e Joshua não iam muito com a cara de Tom e eu nunca descobri o porquê, mas a história parece diferente com Jared.

Passamos o dia inteiro conversando e rindo, brincando com as crianças e até um pouco na piscina, que é aquecida, porém o ar gelado de fora não nos deixa confortáveis por muito tempo.

Na hora de ir embora, mamãe chama Jared para conversar em particular e eu fico morrendo de curiosidade para saber o que é.

Nos despedimos e vamos para o carro, já é quase noite e ainda temos que pegar a estrada.

– O que ela disse para você? – Pergunto assim que o carro começa a se movimentar.

– Se fosse pra você saber, ela teria falado com todo mundo e não me chamado em particular. – Jared me responde e eu o olho com os olhos estreitos.

– Já está de segredinhos com a sogra, Padalecki?

– Só posso dizer que não foi nada de mal, na verdade eu gostei de ouvir aquilo.

– Anda, Jay, me conta o que é!

– Jensen, deixa de ser curioso. Não é nada demais, tem mais importância para mim do que teria pra você, então nada disso.

Bufo e faço um biquinho, mas Jared se inclina e me dá um beijo rápido, acariciando minha coxa.

– Não fica assim não, juro que não era nada demais.

– Tá legal, o importante é que vocês se deram muito bem. Foi melhor do que eu esperava, sabia.

– Eu sou a pessoa mais carismática que existe, Ackles.

– E a mais modesta também, apesar de eu concordar com isso.

Sorrimos um para o outro e nos beijamos intensamente quando a fila de carros para por conta do congestionamento.

Uma semana depois

Com toda a correria de fim de ano eu acabei nem tendo tempo de mostrar ao Jared o manuscrito, mas agora que tudo já se acalmou e eu até voltei a trabalhar, resolvi criar coragem e mostrar a ele.

Hoje de manhã antes de ir para a Marshall entreguei para ele uma cópia impressa e não disse do que se tratava, apenas que era o material bruto do meu segundo livro.

O dia todo eu passo roendo as unhas de nervosismo e mal consigo me concentrar no trabalho, morrendo de curiosidade para saber se ele já entendeu que se trata da nossa história e, mais ainda, se gostou de como eu escrevi.

Quando o relógio marca seis horas eu corro de volta para o meu apartamento para colocar comida para o Harley e logo em seguida vou para casa do Stephen, onde – infelizmente – Jared preferiu ficar até comprar um novo apartamento. O seu antigo já está sendo vendido para o vizinho, que pretende derrubar uma parede e juntar os dois apartamentos.

Toco a campainha, o portão é aberto e eu entro com o carro impacientemente.

Stephen abre a porta para mim.

– Jared tá no quarto e aliás não saiu de lá o dia todo. Nem para comer. Que diabo de livro é esse? – Stephen pergunta curioso.

– Só pode saber depois que for lançado, Stephe.

Entro na casa e vou para o quarto de hóspedes que sei que Jared está, batendo na porta e esperando uma resposta que não vem. Bato de novo e nada, então resolvo entrar mesmo assim.

Jared está sentado na cama, com o manuscrito fechado em mãos e lágrimas escorrendo dos olhos.

Ele não gostou. Deve ter entendido tudo errado, achado que eu queria explorar nossa história para ganhar dinheiro, ele deve... dele deve me odiar agora.

Fico imóvel parado na porta até que ele levanta o olhar para mim e vejo que seus olhos estão vermelhos e inchados, o que quer dizer que ele chorou muito.

– Jared, eu... por favor deixa eu explicar...

– Jensen, explicar o que? – Ele pergunta com a voz rouca, muito emocionado.

– O que eu quis dizer ao escrever o livro, você entendeu errado. Não era isso que...

– Eu entendi errado? – Jared pergunta franzindo a testa e se levanta da cama, vindo até mim e me abraçando com força. – Foi a declaração mais linda que alguém já me fez; a coisa mais bonita que já se deram ao trabalho de fazer. Eu te amo tanto, Jensen! Você escreveu a nossa história de um jeito tão romântico, nem parece que fomos dois cuzões.

Espera... ele gostou? Ele gostou do livro!

– Então você gostou? Não está magoado comigo ou alguma coisa assim?

– É claro que eu gostei, é lindo!

– Então porque está com os olhos vermelhos e essa cara de choro?

Jared sorri de canto, mostrando as covinhas levemente.

– Porque foi muito emocionante ver seus pensamentos e a sua visão da nossa história, o jeito como você imaginou que eu me comportava quando não estávamos juntos. Ficou bem próximo da realidade.

Jared elogia sorrindo mais aberto e eu o acompanho.

– Você gostou do meu livro! – Eu comemoro e pulo sobre ele, fazendo nós dois nos desequilibrarmos e cairmos na cama. – Você gostou! – Grito de novo e o beijo ternamente, provando todo o amor que sinto por Jared e me sentindo o homem mais feliz do mundo.

Três meses depois

Part SIX: JARED

O julgamento de Chad finalmente chegou a sua fase final. Já houve uma audiência anterior, mas o advogado dele pediu um recesso para que um laudo psicológico fosse feito.

Visitei Chad na delegacia duas vezes e ele não parece estar no seu juízo perfeito. Ele conversa sozinho recorrentemente, esquece que existem pessoas falando com ele durante uma conversa e olha para pontos fixos no nada. Não sei como o mantiveram aqui durante esses meses, ele precisa de um tratamento. Talvez a overdose tenha lhe deixado sequelas que não foram identificadas de imediato pelo médico.

O juiz entra e os procedimentos padrão são realizados. O promotor usa todas as armas que tem e no final Chad é considerado culpado, porém o advogado de defesa apresenta o laudo médico de três psiquiatras diferentes que atestam que Chad não pode ir para um presídio.

A decisão muda e Chad é mandado para um manicômio judiciário.

Acho que isso foi melhor do que a cadeia, pois no manicômio ele vai receber tratamento e terá sempre bons médicos e quem sabe ele não se recupere dessa sequela.

Jensen me acompanhou no julgamento, apesar de um tanto contrariado.

Quando saímos do tribunal eu me sinto aliviado, como se tivesse uma culpa a menos para carregar.

– Tudo bem? – Jensen pergunta.

– Sim, acho que foi até melhor assim. Chad estava realmente transtornado.

Stephen não veio ao julgamento porque está de férias com Justin fazendo um tour pela américa do Sul, mas assim que eu chegar em casa vou ligar para ele para dizer o resultado que todos já estávamos esperando.

Há dois meses e meio liguei para o meu amigo que queria me contratar para desenvolver softwares para sua empresa no ano passado e ele disse que estava ansioso com o meu contato e no dia seguinte eu era o mais novo integrante da Martin Soft Sistemas, dessa vez fazendo o que eu sempre sonhei quando eu era adolescente: Programando.

O segundo livro de Jensen foi publicado no mês passado com um grande marketing em cima e logo na segunda semana já entrou para a lista dos mais vendidos do New York Times

o velha assim.e chamar de Dona, ainda ne chamar de jeito meigo.

nho certeza absoluta que eles va para a casa da m. Ele não poderia estar mais feliz, foi a um evento de autógrafos e interação com os fãs há alguns dias e voltou para casa quase chorando de emoção ao ver que seu trabalho estava sendo aclamado.

Decidimos comprar uma casa juntos; nada de apartamentos pequenos. Uma casa grande com um enorme gramado para os cachorros brincarem.

Eu tenho sido tão feliz nesses últimos meses que às vezes nem acredito. Penso em tudo que já passei quando era mais jovem e me dou conta de que se para chegar onde estou agora eu precisasse passar por tudo aquilo de novo, eu o faria.

Semana passada Jensen falou sobre filhos no futuro e eu fiquei surpreso comigo mesmo por não ter recusado de imediato. Nunca pensei em adotar uma criança, mas isso era no passado. Desde que ele mencionou, eu tenho cada vez mais pensado em como seria cuidar de uma criança, ver crescer e amar e a ideia não me é tão ruim.

Quem sabe um dia.

Deitados na grama, embaixo da grande árvore do jardim, eu e Jensen nos beijamos apaixonados, enquanto os cachorros correm de um lado para o outro.

Tudo que eu posso ser é grato, afinal, quem tem Jensen Ackles como namorado, amigo e amante não tem do que reclamar da vida;

FIM.