Capitulo 25: Irmãos de Sangue.
Kazuo arrombou a porta que o impedia de entrar no quarto onde estava Midoriko.
Kazuo (invadindo o quarto): 'Mãe!'
O garoto arregalou os olhos vendo o corpo jovem do demônio feminino caído no chão encolhido. Ele correu até ela levantando-a com carinho.
Kazuo: 'Ouvi a senhora gritando, o que foi?'
Midoriko não respondeu, estava fraca demais para responder. Sentia as pernas bambas enquanto o coração parecia querer saltar pela boca.
Kazuo: 'A senhora está bem?'
Ele rodou os olhos pelo quarto e viu muitos objetos caídos no chão por causa do forte terremoto. Olhou novamente para a mãe e não viu ferimento algum nela. Por que ela estava gritando daquela maneira louca? Delicadamente ele a levantou nos braços colocando-a na cama com carinho.
Midoriko: 'Fique comigo, Kazuo.'
Ele sorriu para ela e deitou-se na cama deixando a mãe apoiar a cabeça no seu peito. Envolveu-a com carinho nos seus braços, mexendo de forma suave nos cabelos ruivos da mãe. ("Momento carinho da Midoriko? Qual é Kath, n combina com ela!" - Comentário da Rô! Ah a Midoriko tb tem sentimentos! "dio, raiva, desprezo, arrogância tb são sentimentos, não é? Hehehe Deixa a coitada ser feliz um pouquinho!!!)
Kazuo: 'Está ainda sentindo alguma coisa?'
Midoriko balançou a cabeça negando.
Kazuo: 'O que aconteceu para a senhora gritar daquela maneira?'
Midoriko: 'Eu não sei. Apenas senti uma dor muito forte.'
Kazuo: 'Dor? Do nada?'
Midoriko: 'Cale-se, Kazuo. Eu quero dormir. Estou cansada.'
Kazuo sorriu de lado já esperando por uma resposta atravessada. Sua mãe já tinha se mostrado muito frágil para ser ela mesma. Fez o que ela pediu, ficou calado apenas servindo de apoio para a mãe dormir.
Midoriko: 'Está com o perfume de outra fêmea.'
O garoto engoliu em seco. Midoriko levantou-se encarando o filho nos olhos.
Midoriko: 'Você já transou com a primeira vadia humana que encontrou, não é?'
O rapaz levantou-se com o rosto indignado.
Kazuo: 'O que eu faço ou deixo de fazer é problema meu.'
Midoriko: 'Não! É problema meu! Mas você é igual ao seu pai! Não pode ver uma humana oferecida que já se deita com ela.'
A mulher gritou levantando-se também da cama e encarando o filho com raiva.
Midoriko: 'Não quero você perto de nenhuma humana! Está me ouvindo?'
Kazuo: 'Quem sabe da minha vida sou eu! E eu faço o que eu quiser.'
Midoriko (depois de soltar uma risada irônica): 'Você faz o que eu quiser. Você é o meu filho e deve me obedecer.'
Kazuo: 'Eu sou seu filho, mas não sou obrigado a lhe obedecer. Na verdade, mãe, a senhora é que deveria me obedecer. Eu sou o macho!'
A mulher olhou para ele de forma assassina.
Midoriko: 'Eu não obedeço ninguém. Ainda mais um fedelho como você.'
Kazuo: 'Eu não sou um fedelho. Eu já sou um demônio de elite.'
Midoriko: 'Você ainda não é um décimo do que era seu pai.'
Kazuo sentiu como se o corpo explodisse de ódio. Segurou a mãe com força pelos braços.
Kazuo: 'Eu sou melhor que meu pai.'
Midoriko (devagar): 'Não é. Agora me solte.'
Ela tentou empurrá-lo, mas o rapaz a segurou com mais força impedindo-a de se movimentar. Ela arregalou os olhos fitando o filho e logo o viu se aproximar tomando seus lábios. Tentou ainda falar alguma coisa, mas ao sentir a língua de Kazuo, apenas fechou os olhos deliciando-se com aquele beijo. Parecia que estava novamente beijando Devillus. A aura e o gosto da boca do filho eram tão parecidos. Sentia-se novamente tocando a felicidade que sempre lhe foi negada desde que nascera no mundo das trevas. Kazuo afastou-se dela deixando-a quase desamparada. Midoriko abriu os olhos fitando o rosto sério do filho e sentiu um aperto no peito quando ele afastou-se dela sem nenhuma palavra.
Kazuo caminhou pelo quarto até a porta, passou por ela e antes de a fechar encarou pela última vez a mãe que permanecia parada ainda processando o que tinha acontecido.
O rapaz caminhou com passos pesados até onde Smith estava com alguns discípulos. Os jovens afastaram-se assustados, primeiro com o terremoto e depois com a presença do demônio.
Kazuo: 'Eu vou atrás dele agora! Para de me enrolar e me diz onde está Devillus e o filho dele.'
* * *
Touya parou o carro em frente à mansão Hiraguisawa.
Touya: 'Ainda acho que deveria ter vindo na frente.'
Yukito: 'Sakura está com Syoaran e Hiraguisawa.'
Touya: 'Você é ou não é um dos guardiões dela? Deveria ficar mais perto de sua mestra.'
Yukito: 'E mais longe de você, não?'
Touya arregalou os olhos sem coragem de encarar o companheiro.
Touya: 'Não foi isso que eu quis dizer. Só acho que...'
Yukito (abrindo a porta do carro): 'Não precisa falar mais nada, Touya. Você não queria ver sua irmã? Vamos vê-la então.'
Touya observou Yuki batendo com força a porta do carro e caminhando em direção ao portão da mansão para falar no interfone com alguém da residência. Logo eles foram abertos para que o veículo entrasse. Touya dirigiu devagar até parar na garagem ao lado do carro de Li que estava com a frente acabada.
Touya: 'O moleque bateu com o carro? Mas é um idiota mesmo, deve ter comprado a carteira.'
Saiu do carro sentindo-se mau por tudo. Pela irmã estar escondendo as coisas, pelos malditos terremotos que ele tinha certeza que não eram apenas fenômenos naturais do seu país, por Yukito, por não conseguir tirar Nakuru da cabeça...
Touya (chutando a roda do carro): 'Mas que droga!'
Ele virou-se para trás e encarou Li que o fitava de forma interrogativa. "timo, nada como encontrar o moleque para extravasar sua raiva de si mesmo.
Touya: 'Ficou barbeiro depois de velho, moleque? Não sabe nem dirigir mais? Espero que a minha irmã e o meu sobrinho estejam bem.'
Syoaran (erguendo uma sobrancelha): 'Não se preocupe Kinomoto. A minha mulher e o meu filho estão ótimos. O mesmo não posso dizer de você.'
Touya (com um punho fechado): 'O que está querendo insinuar com isso?'
Syaoran: 'Que seria bom você se acalmar ou vai fazer uma besteira.'
Touya: 'Eu estou calmo!'
Li caminhou até ele parando a sua frente.
Syaoran: 'É melhor saber o que você quer logo, Touya. Não é atitude de um homem ficar em cima do muro por toda a vida.'
Touya fechou a expressão encarando com raiva o cunhado, mas logo depois tentou relaxar, no fundo ele estava certo. Era exatamente assim que se sentia, em cima do muro. Mas tinha que ter sido logo ele a lhe falar isso?
Syoaran: 'Sakura está tomando um chá com Tomoyo. Ficará contente em lhe ver.'
Touya concordou com a cabeça e caminhou em direção à mansão. Li soltou um longo suspiro observando o irmão da esposa.
Voz: 'Você falou exatamente o que eu queria, Li. Obrigado.'
O guerreiro virou-se e encontrou Eriol perto do seu carro.
Syaoran: 'Ele não está legal. Eu sempre soube que ele nunca foi muito certo da cabeça, mas ultimamente ele anda mais nervoso do que o normal nos padrões Kinomoto.'
Eriol: 'Ele está dividido. Você quando esteve dividido também tornava-se nervoso e explosivo.'
Syaoran: 'Eu sei.'
Eriol levantou o rosto e fitou Nakuru que estava na janela do seu quarto olhando para baixo, ela vendo que fora descoberta recolheu-se rapidamente.
Eriol: 'Realmente o coração é algo inexplicável.'
Syaoran: 'Ainda bem que o meu esteve ocupado apenas por uma única mulher.'
Eriol (fitando o amigo): 'Você tem absoluta certeza disso?'
Li arregalou os olhos de leve fitando o amigo. Franziu a testa observando o rosto sereno de Hiraguisawa. Ele e suas frases com duplo sentido. O homem de cabelos negros caminhou até o amigo batendo de leve no ombro dele e seguindo em direção à mansão. Li ficou sozinho. Olhou para o céu azul e o sol brilhante. Sem querer seus pensamentos foram novamente em Midoriko. No fundo queria que ela estivesse bem, onde quer que estivesse.
* * *
Shaolin voltava da escola devagar com Marie, Misao e Nakuru. A esperta filha de Terada convenceu a mãe em deixá-la ir à casa da inglesa para conversarem.
Marie: 'Vou lhe mostrar algumas fotos que tenho. Acho que irá gostar, Misao.'
Misao (sorrindo): 'Sim, com certeza.'
As duas ficaram em silêncio, ao mesmo tempo viraram-se para trás para ver Shaolin que caminhava devagar. Nakuru estava ao lado delas igualmente pensativa depois de ontem, ao ver Touya. A guardiã sentiu-se mau com os olhares que Yukito lançava sobre ela. Soltou um suspiro chamando a atenção das duas espertas meninas.
Marie: 'Hei Nakuru, está triste desta maneira por quê?'
Misao: 'Depois deste suspiro aposto como ela está apaixonada.'
Marie: 'Acertou em cheio!'
Nakuru: 'Você não comece a pegar no meu pé, Marie. Estou de mau humor.
Marie arregalou os olhos. Nakuru nunca estava de mau-humor. Ruby Moon era sempre séria, mas Nakuru era sempre tão alegre e comunicativa.
Marie: 'Pois bem, acho que você não vai querer tomar mais sorvete, não é?'
Misao: 'Eu adoro sorvete!'
Marie: 'Tem uma ótima sorveteria em frente a loja do meu Tio Touya.'
Misao: 'Podemos passar outro dia lá, o que acha?'
Marie: 'Sim!'
Nakuru: 'Não!'
Marie (ajeitando os óculos no rosto): 'Não! Por quê?'
Nakuru (sem saber o que responder direito): 'Porque... porque... oras porque você está se entupindo de doce e não está comendo direito.'
Marie (erguendo uma sobrancelha): 'Sei. E você está se entupindo de pensamentos errados.'
Nakuru arregalou os olhos virando-se para a menina. Era incrível como aquela garota tinha puxado ao seu mestre. Tudo ela pegava no ar e só tinha 10 anos.
Misao: 'O namorado dela trabalha na sorveteria?'
Marie (sorrindo para a nova amiga): 'Ele trabalha perto de lá.'
Nakuru (começando a caminhar rápido): 'Você fala muita besteira, Marie!'
Marie e Misao observaram a jovem seguindo em frente e resmungando. Soltaram risadinhas divertidas voltando a conversar a caminho da mansão Hiraguisawa. Shaolin andava atrás calado e pensativo. Suas mãos estavam no bolso da calça escolar. Ajeitou o chapéu que caía pelo rosto e parou virando-se para o bosque de Tomoeda. Franziu a testa observando um rapaz encostado em uma árvore. Marie também parou de falar com Misao, sentindo aquelas presenças estranhas. A japonesa não entendeu porque os dois estavam parados olhando assustados para o bosque até que Nakuru voltou correndo com o rosto transtornado.
Nakuru: 'Vamos!'
Shaolin: 'Vão vocês. Eu tenho que resolver isso.'
Marie pegando a mão do primo e olhando para ele com carinho.
Marie: 'São muitos Shaolin. Por favor, vamos fugir e chamar nossos pais.'
Shaolin (olhando para ela com ternura): 'Não se preocupe.'
Nakuru: 'Vamos logo, crianças.'
Shaolin (tirando a mochila e entregando para ela): 'Vão para casa e avisem meu pai que eles chegaram.'
Misao (boiando): 'Eles quem? O que está acontecendo?'
Ela falou com a voz desesperada sentindo que algo de muito errado estava acontecendo.
Nakuru: 'Não! Meu dever é proteger você também.'
Shaolin: 'Você não vai conseguir me proteger. Agora deixem que eu resolvo isso.'
Ele falou dando um passo em direção ao bosque, porém Marie parou a frente dele empurrando o garoto.
Marie: 'Não! Vamos embora, Shaolin!'
Shaolin (empurrando-a de leve): 'Não dá, Marie.'
Ele continuou a caminhar em direção ao bosque. Sentia a presença forte de dois seres das trevas. Mas um em especial era o que lhe interessava. O que tinha a presença parecidíssima com a de seu pai. Para um novato como ele no mundo da magia, era fácil deixar se enganar achando que eram a mesma pessoa, mas ele sabia que não era. Ele virou-se rapidamente para trás e viu Nakuru segurando Marie que tentava ir atrás dele. Misao olhava a tudo sem entender nada. A garota correu até ele com as mãozinhas juntas.
Misao: 'O que está acontecendo, Shaolin?'
Shaolin: 'Preciso resolver uma coisa.'
Misao (sentindo os olhos arderem): 'Desta vez, deixe-me ir com você?'
Marie (berrando): 'Pega ele Misao! Não deixa ele ir!'
Misao desviou os olhos de Shaolin fitando a amiga rapidamente, depois voltou a fitá-lo.
Misao: 'Eu quase morri pensando que não voltaria daquela árvore.'
Shaolin: 'Eu sei que lhe devo uma explicação sobre tudo, Misao.'
Misao: 'Eu só quero que você fique bem. Só isso já me basta.'
Ele segurou os ombros da jovem olhando fixamente para ela.
Shaolin: 'Eu já vou. Vai tudo terminar bem. Será que pode confiar em mim?'
Ela abriu um sorriso fraquinho. Shaolin inclinou o corpo dando um beijo demorado na testa da jovem.
Shaolin: 'Vá com Marie e Nakuru para casa. Logo eu estarei lá.'
Dizendo isso ele afastou-se dela e sorriu de leve, virando logo em seguida o corpo. Marie ainda gritava o nome do primo ordenando que Nakuru a soltasse. Misao apertou as mãozinhas a altura do peito.
Misao: 'E eu vou estar esperando você lá, Shaolin...'
Marie (irritadíssima): 'Misao, sua idiota! Empurra ele no chão!'
A inglesa perdeu a compostura ao ver que Misao não fazia nada, deu um chute na canela da amiga conseguindo assim livrar-se dela e correu atrás de Shaolin que já estava entrando no bosque. Passou correndo por Misao que estava parada e pensou como a garota era tonta! Se ela dizia que gostava tanto do primo deveria ter lhe dado um soco para que ficasse desacordado e assim conseguisse impedir o garoto de entrar na toca do lobo. Estava quase alcançando-o quando bateu com tudo num escudo de energia. Caiu para trás sentada com um enorme galo se formando rapidamente na testa. Os óculos caíram longe quebrando-se.
Nakuru (indo até ela): 'Marie! Sua doida!'
Misao pegou a armação quebrada do chão e entregou à amiga que levantava-se com a ajuda de Nakuru. Marie deu um passo a frente e esticou o braço tocando na barreira de energia.
Misao: 'Em que você bateu?'
Marie (com uma mão na testa que doía): 'É uma barreira... temos que falar com o meu pai agora. Shaolin corre muito perigo.'
* * *
Krishna levantou-se de repente da cama com uma sensação de perigo iminente. Sentada, virou o rosto para esquerda e encontrou as cartas de Harmony brilhando intensamente.
Krishna (balançando a cabeça de leve): 'Eu acho que estou ficando maluca mesmo... '
Levantou-se devagar da cama e caminhou até o grande espelho que havia no quarto de hóspedes da mansão Hiraguisawa. Abriu os dois primeiro botões da blusa que estava vestindo e afastou-a para que pudesse observar o curativo do ombro direito. Tocou de leve sentindo os pontos ainda doerem. Olhou pelo reflexo do espelho as cartas brilhando. Tentou novamente ignorá-las. Sua vida já tinha virado de ponta cabeça por causa daquelas cartas. Ela não tinha dom para lê-las. Tentava, tentava, e só interpretava as coisa erradas ou quando muito, pela metade. Depois ficava com o coração na mão como uma desesperada achando que aquele seria seu último dia de vida.
Krishna: 'Não adianta brilhar! Eu não vou jogar vocês de novo.'
Realmente tinha endoidado. Agora tinha dado para falar com pequenas folhas de papel. Balançou a cabeça de leve e foi assim que Gabriel a encontrou quando entrou no quarto sem bater à porta. A jovem arregalou os olhos tentando ajeitar a roupa.
Gabriel (desconfiado): 'Está tudo bem?'
Krishna (tentando disfarçar): 'Está... eu só estava pensando se já era bom trocar o curativo.'
Gabriel (sorrindo de lado): 'E para pensar agora você precisa ficar balançando a cabeça? Eu sempre soube que tinha parafusos soltos, mas não conseguirá colocá-los no lugar assim.'
Krishna (sorrindo cinicamente): 'Engraçadinho.'
Gabriel: 'Mas numa coisa tenho que concordar, acho melhor trocar este seu curativo.'
A jovem soltou um longo suspiro desanimada enquanto caminhava em direção ao banheiro.
Krishna: 'É um saco fazer isso.'
Gabriel observou a amiga caminhando arrastando os pés. Ela entrou no banheiro, abaixou-se até o armário embaixo da pia e pegou a caixa de primeiro socorros. Abriu-a em cima da pia e tirou tudo que precisava. Estava já desabotoando novamente a blusa quando virou para o lado e encontrou Gabriel parado na porta. Não teve como disfarçar o rosto rubro.
Krishna: 'Vai ficar parado como um tonto aí? Assim não ajuda em nada.'
Ela falou apenas para faze-lo ir embora, mas espantou-se ao vê-lo entrar no banheiro e pegar a bandagem das mãos dela.
Gabriel: 'Eu faço isso então.'
Krishna (vermelha): 'Não precisa.'
Gabriel: 'Agora deu para ser orgulhosa? Sempre fui eu que fiz seus curativos quando caía das árvores para pegar frutas, lembra-se? Você sempre procurava confusões.'
Ele falou lavando bem as mãos. Tirou as gases de dentro da embalagem. Pegou o pote com soro fisiológico para limpar o ferimento e o abriu, já ia molhar na gase quando virou-se para a garota.
Gabriel: 'Precisa tirar a blusa.'
Krishna (gaguejando): 'A blusa?'
Gabriel (erguendo uma sobrancelha): 'Sim. A blusa.'
A jovem desviou os olhos do rapaz e fitou o chão achando assim que ele não perceberia a tom rubro escarlate de suas faces.
Gabriel (inclinando-se até ela): 'Não está com vergonha, não é? Fomos criados juntos. Vejo você como veria minha irmã.'
Ela levantou o rosto com os olhos decepcionados. Ela adoraria dizer que diferente dele, não o via como um irmão. Via-o como o homem da sua vida. Aquele que a envolveria entre seus braços e não deixaria mais que ela saísse deles. Aquele com quem teria filhos. Com quem construiria uma família para criá-los de forma carinhosa. Aquele com quem se deitaria todas as noites na cama e velaria seus sonhos. Aquele com quem não só dividiria sua vida, mas seu corpo e sua alma.
Gabriel: 'Já sei! Dói quando você faz qualquer movimento, não é? Eu ajudo você.'
Ela não falou mais nada, apenas mexeu com a cabeça concordando em aceitar a ajuda dele para tirar sua blusa, deixando-a apenas com o sutiã branco rendado. Colocando a peça de lado, Gabriel tirou o antigo curativo devagar atento a qualquer reação de Krishna, no entanto, mesmo quando doía, a garota permaneceu calada fitando um ponto qualquer do banheiro.
Gabriel: 'Isso ainda está feio. Você não tem feito o curativo todos os dias. Quando vai aprender a cuidar de si mesma sozinha. Eu não poderei estar sempre ao seu lado para lhe ajudar.'
Krishna: '...'
Gabriel (passando o remédio no corte): 'Você e sua infantilidade. Não deveria ter fugido do castelo do mestre. Melhor, eu não deveria ter deixado você fugir. Deveria ter lhe trancado dentro do quarto ou a amarrado na cama.'
Krishna: '...'
Gabriel: 'Você poderia ter morrido, sabia? Um pouco mais para baixo seria fatal, até mesmo para uma feiticeira como você. Eu sei que tem poderes para defender-se sozinha, mas você é muito frágil para entrar em combate. Além disso, não quero vê-la mais se arriscando.'
Ele colocou a pomada cicatrizante e uma bandagem em cima. Cortou o esparadrapo e usou o pedaço para finalizar o curativo.
Gabriel: 'Agora, a senhorita vai ficar quietinha aqui na casa do senhor Hiraguisawa. Depois que esta confusão toda terminar a gente volta para nossa terra.'
Ele olhou para o perfil da jovem e franziu a testa. Com certeza não prestou atenção em nada do que ele falara até agora. Suavemente tocou o queixo da jovem puxando o rosto dela para que o encarasse.
Gabriel: 'Eu não quero que nada aconteça a você, Krishna. Seu pai deixou-me responsável por você e não posso negligenciar um pedido dele.'
Krishna afastou-se dele pegando a blusa e caminhando para fora do banheiro com os passos pesados.
Krishna: 'Não sei porque ele fez isso! Eu e você não somos nada um do outro.'
Gabriel (indo atrás dela): 'Hei, nossas famílias são muito amigas. Nós dois somos amigos.'
Krishna: 'Apenas amigos! Não temos laço nenhum um com o outro. Você não tem que ficar agindo comigo como se fosse o meu pai.'
Ele a encarou nos olhos. Já ia dar com a língua nos dentes e falar que eles eram noivos. Que a família de ambos tinha decidido este compromisso quando ela ainda estava no ventre da mãe, mas achou melhor isso ficar em segredo para sempre. Os pais de ambos tinham falecido e agora não tinha porque seguirem o acordo. Além disso, casamento era algo inimaginável para ele que não conseguia ver a amiga de infância como uma mulher, ou melhor como uma amante. Ele sempre veria Krishna como a menina levada que subia nas árvores da propriedade de sua família para roubar frutas e quase sempre caía na tentativa de pegá-las.
Gabriel: 'Se você comporta-se como uma criança, eu tenho sim que comportar-me como o seu pai.'
Krishna: 'Mas você NÃO é!'
Os dois ficaram em silêncio encarando-se depois do grito da garota. Gabriel balançou a cabeça de leve e depois começou a caminhar para a saída do quarto.
Gabriel: 'Seu remédio é às seis horas. Não esqueça de tomá-lo.'
Falou antes de sair do quarto e bater a porta. Krishna deixou-se cair sentada na beirada da cama observando por onde seu amado havia acabado de sair. Fechou os olhos tentando acalmar a alma que encontrava-se completamente transtornada. Por que os deuses haviam feito com que deixasse de olhar Gabriel como seu irmão?
Voz: 'Preciso de você, criança.'
A jovem pulou levantando-se assustada. Virou-se para trás e viu o espectro brilhante de uma senhora.
Krishna: 'Se-senhora Harmony?'
Harmony: 'Sim, minha criança. Tenho mais uma missão para você.'
* * *
Shaolin entrou no bosque e caminhou alguns metros até encontrar finalmente as duas figuras. Um era o jovem que havia visto de relance na entrada do bosque. Cabelos negros, olhos castanhos e aparência jovem. O outro estava encapuzado, mas era óbvio que era um demônio pela forma que a manta fazia o contorno de seu corpo. Engoliu em seco pensando que era a primeira vez que estava a frente de demônios. Seu pai era um, mas ele era seu pai. Não tinha medo ou receio dele.
Kazuo: 'Então você é filho de Li Syaoran?'
Shaolin: 'Sim.'
Arthas abriu um sorriso vendo o garoto a sua frente. Assim como Kazuo era muito parecido com Li, apenas os cabelos mel e os olhos verdes belíssimos acusavam que era filho também da doce Pequena. Shaolin virou-se para Arthas com os olhos desconfiados.
Shaolin: 'Você deve ser o tal Arthas, não?'
O demônio surpreendeu-se ao saber que o garoto sabia quem era. Tirou o capuz e Shaolin só não gritou de susto porque se controlou muito.
Arthas: 'Seu pai já falou de mim?'
Shaolin: 'Sim. Ele me falou que lutou com você no mundo das trevas.'
Kazuo: 'Então já sabe o que ele é.'
Shaolin (encarando-o): 'É claro que eu sei. Ele é meu pai.'
Kazuo (abrindo um sorriso irônico): 'Nosso pai.'
Agora Shaolin não disfarçou a supressa. Aquele rapaz era seu irmão?
Shaolin: 'Do que está falando?'
Kazuo: 'Surpreso?'
O garoto não respondeu, mas só pela expressão deixava isso óbvio.
Kazuo: 'Isso agora não importa. Eu vou matar você e ele.'
Shaolin (dando um passo para trás): 'Por que quer nos matar?'
Kazuo: 'Porque eu o odeio, e odeio você por ser filho dele.'
Shaolin (sorrindo de lado): 'Deveria então se odiar também, não?'
Kazuo franziu a testa observando o irmão.
Arthas: 'Ele sorri igual ao Garoto.'
O comentário de Arthas só aumentou a raiva de Kazuo. Era tão claro que eles eram irmãos que isso o deixava irado. Seu pai tinha preferido ter tido um filho com uma humana, viver neste mundo com eles do que ficar com ele e sua mãe. Mataria Li, aquele fedelho e a humana. Mataria todos eles.
Kazuo (puxando a espada das costas): 'Vou começar matando você.'
Shaolin: 'Deu para ver que você não gosta de conversar muito, não é?'
Kazuo: 'Meu negócio é outro, moleque. Arthas para trás!'
Arthas: 'Kazuo... ele é seu irmão.'
Kazuo: 'Não! Ele não é meu irmão.'
Shaolin: 'Nisso eu concordo com você.'
Encararam-se de maneira arisca. Até Kazuo correr para atacá-lo. Shaolin pulou para o lado evitando ser atingido pela espada do rapaz. Mas ela triscou em sua pele, fazendo um pequeno corte no rosto. Kazuo virou-se depressa para a esquerda voltando a tentar golpear o irmão que fugia e escapava de todos os golpes por pouco. Para Kazuo poderia ser apenas uma brincadeira de pega-pega, porém para Shaolin o negócio era diferente. O corpo do garoto já começava a apresentar vários pequenos ferimentos. Saltou para trás pousando num galho firme e observando o irmão parado olhando para ele do chão. Sua respiração estava acelerada devido à fuga. O descanso foi rápido, logo o rapaz pulou indo na direção do irmão par golpeá-lo novamente, Shaolin novamente pulou para trás tentando voltar para o chão, mas Kazuo já esperava por esta fuga.
Kazuo: 'Trovão negro! Ataque agora!'
O trovão saiu da espada do rapaz acertando em cheio o corpo pequeno do menino que gritou de dor antes de cair com tudo no chão. Kazuo pousou perto do irmão olhando para ele com desprezo.
Kazuo: 'Não durou nem dez minutos. Esperava mais de você.'
Shaolin trincou os dentes e tentou se levantar, mas Kazuo o chutou com força fazendo-o se chocar contra uma árvore próxima e cair com o rosto no chão. Kazuo caminhou até ele brincando com a espada na mão direita. Shaolin levantou com dificuldade ficando de joelhos. Cuspiu sangue e passou as costas da mão na boca para limpá-la enquanto observava o irmão se aproximando. Kazuo levantou a arma na direção dele.
Kazuo: 'Vou decapitá-lo e levar sua cabeça de presente para a vadia da sua mãe.'
Shaolin (franzindo a testa): 'Dobre a língua quando falar da minha mãe, idiota.'
Kauzo (sorrindo de lado): 'Acho que não está em condições de exigir nada, moleque. Falo daquela humana como eu quiser.'
Ele levantou a arma pronto para dar o golpe fatal no irmão caçula porém foi surpreendido com Shaolin segurando a lâmina com as duas mãos. Logo não teve tempo nem de fazer nada pois foi golpeado com força na altura do estômago. Deu uns passos para trás encarando o irmão que agora tinha as mãos sangrando também mas a aura dele estava mais forte. Cuspiu sangue na grama pelo violento golpe do garoto. Como um humano tão pequeno tinha uma força daquelas? Isso era impossível!
Kazuo (entendendo tudo): 'Magia... sua magia o torna mais forte.'
Shaolin: 'Acho que sim. Mas acho que isso não interessa a você, não é?'
Kazuo: 'Com certeza. Sabendo que você tem uma magia deste nível, vou parar de pegar leve com você.'
Ele estava pegando leve? Deus o ajudasse então para o que viria pela frente! Pensou Shaolin quase desesperado. Era verdade que tinha magia, mas ainda estava desenvolvendo-a. Não tinha total controle do que realmente podia fazer. Seus pensamentos foram interrompidos novamente por um rápido ataque de Kazuo com a espada. Se ele pelo menos tivesse uma espada para se proteger... alguma arma, qualquer coisa! Mas não tinha nada! Tinha que continuar fugindo até o oponente dar uma brecha para que ele aplicasse algum golpe que seu pai havia lhe ensinado.
Kazuo (irritado): 'Pára quieto, moleque!'
Shaolin sentiu-se satisfeito em saber que aquelas fugas estavam irritando o rapaz, contudo sua felicidade durou pouco tempo, até ser atingido em cheio pela arma do irmão. Deu uns passos para trás com a mão no braço esquerdo que agora tinha um enorme ferimento. Por um triz não tinha lhe arrancado o braço fora. Mordeu o lábio inferior evitando que começasse a chorar. Se fosse morrer, morreria como um homem e não como um bebê chorão.
Kauzo: 'Agora acho que você vai ficar mais quietinho, não é?'
Shaolin engoliu em seco dando uns passos para trás enquanto fitava o rapaz se aproximando.
Kauzo: 'Não posso negar que você tenha fibra. Conseguiu fazer com que eu me irritasse com aqueles seus pulos espetaculares. Mas uma magia apenas de fuga não é suficiente para lhe manter vivo, inseto.'
Shaolin desviou os olhos do irmão para observar a parte da floresta onde estavam agora. Havia vários galhos caídos no chão devido aos golpes de Kazuo tentando acertá-lo. Teria que usar um galho para se proteger. Um galho contra uma espada. Madeira contra metal. Ele só poderia estar realmente louco ou muito desesperado para pensar que um galho lhe salvaria, mas naquela situação era a única arma que poderia usar.
Kazuo voltou a tentar golpeá-lo mas o garoto deu uma cambalhota desviando da espada. Shaolin pegou um galho com a mão direita e levantou-se. Kauzo riu da atitude louca do moleque.
Kazuo: 'Acha que poderá lutar comigo com este pedaço de madeira? Você já deve ter enlouquecido.'
O rapaz cravou a espada no chão e olhou para o irmão mais jovem.
Kazuo: 'Vou lutar com as mãos limpas. Estava tentando lhe dar uma morte rápida e indolor, mas acho que você não curte muito isso.'
Shaolin: 'E você adora falar demais.'
Kazuo ergueu uma sobrancelha.
Kazuo: 'Acho que seus pais não lhe educaram direito.'
Shaolin (sorrindo de lado): 'Pelo menos eu não sou um louco que quer sair matando gente. Acho que foi a sua mãe não lhe deu educação.'
Fitaram-se novamente de forma arisca. Era como se chamas saíssem dos olhos dos dois jovens. Shaolin foi o primeiro a atacar desta vez. Apesar de estar apenas com um galho achou-se mais confiante. Kazuo desviou com facilidade das investidas do garoto, até que finalmente ele o acertou no braço, mas isso não foi suficiente nem para o abalar. Num movimento mais rápido o mais velho desarmou o menino e golpeou-o com um gancho na altura do estômago. Shaolin sentiu suas entranhas se contorcerem. Caiu no chão gemendo, mas não se deu por vencido. Em poucos segundos voltou a se levantar com as mãos na barriga enquanto um dos olhos verdes estava fechado.
Kazuo: 'Por que não se dá por vencido, moleque?'
Shaolin: 'Porque eu ainda não fui derrotado.'
Kazuo sentiu-se mal em ver o garoto a sua frente completamente machucado. Suas roupas estavam sujas de terra e sangue, além de estarem completamente rasgadas. No braço esquerdo havia um enorme ferimento que sangrava sem parar sujando todo o braço. No rosto havia uma grande mancha roxa, mas mesmo assim ele estava em pé querendo voltar a lutar. Não pode deixar de comparar Shaolin a ele próprio no começo de seu treinamento. Quantas vezes ele havia ficado naquele estado, mas diferente do humano ele sabia que apesar da dor que sentia, em pouco tempo voltaria a se recuperar graças ao seu poder de cicatrização.
Shaolin levou uma perna para trás e os punhos a frente ficando em posição de luta. Estava na hora de parar de fugir, essa não era uma boa estratégia. Ele ia morrer, mas não antes de dar um bom sopapo naquele rapaz que teve a ousadia de ofender sua mãe.
Kazuo cerrou os olhos no garoto em posição de luta, se ele queria luta ele teria. Caminhou até ele tentando golpeá-lo com um chute, mas Shaolin levantou o braço bloqueando o ataque e surpreendendo Kazuo com sua força anormal. Aproveitando que uma das pernas do irmão estavam levantada, Shaolin chutou com força a outra, derrubando-o de joelho e logo o golpeando com outro chute no rosto que fez o demônio cair com a boca sangrando.
Shaolin: 'Isso foi por ter ofendido a minha mãe!'
O garoto ia dar um terceiro chute tentando aproveitar que Kauzo ainda estava no chão mas foi interrompido por uma rasteira, caiu de costas e quando abriu os olhos viu o calcanhar de Kazuo na sua direção, rolou pelo chão evitando ser atingido por ele e com um pulo levantou-se encarando novamente o demônio que também levantava-se, voltaram a se enfrentar um golpeando o outro. Kazuo era mais alto e forte, mas Shaolin por ser menor conseguia ser mais rápido com a ajuda da carta Corrida e também tão forte quanto o outro com o poder da carta Força.
Kazuo percebendo que aos poucos a magia do menino aumentava resolveu parar com a brincadeira. Estendeu uma das mãos ao lado do corpo e a espada que estava cravada no chão voou até as mãos de seu dono num piscar de olhos. Shaolin reparou que agora não teria mais como tentar lutar de igual para igual. Pegou outro galho que estava perto de seus pés e encarou o irmão.
Kauzo: 'Acabou a brincadeira.'
Shaolin: 'Deu para sentir.'
Sem falar mais nada o rapaz correu até o garoto que nem se deu ao trabalho de fugir já que estava num estava lastimável. Fechou os olhos estendendo o galho a frente achando que ele o defenderia do ataque e esperando assim a morte rápida. Era verdade que não estava mais agüentando as dores dos vários ferimentos, mais um pouco e desmaiaria. Porém ouviu um barulho alto de metais se batendo. Segurou mais forte o galho que tinha nas mãos sentindo a força do golpe o irmão. O galho o tinha protegido? Mas como? Abriu apenas um dos olhos sem acreditar no que estava acontecendo. Kazuo deu uns passos para trás com o rosto tão assustado quanto o dele.
Entre as mãos de Shaolin havia agora não um galho de árvore, mas uma esplendorosa espada que brilhava com os raios do sol que passavam pelas copas das árvores. Shaolin piscou não conseguindo acreditar no que estava vendo. A espada era parecida com a de seu pai, como ele sempre havia sonhado em ter. Não! Na verdade ela era muito mais do que ele imaginava que teria. Olhou para o punho quando reparou que havia um pequeno par de asas talhado. A lâmina era grossa e até um pouco pesada, mas ele sentia, ele sabia que poderia controlá-la com perfeição.
(OBS: Olha, eu sei que esta não é a aparência da carta Espada, mas eu quis modificá-la um pouco pois não é mais uma arma de Sakura e sim de Shaolin. O poder é o mesmo, mas eu quis que ela fosse mais masculina, já que é para um menino que um dia será um homem... lindo! Hehehe. Não poderia ser como a da Sakura que era delicada e fina. Eu imagino que agora que as cartas estão na alma de Shaolin ele as usa e as adapta para ele. Certinho?)
* * *
Sakura estava sentada ao lado de Chiharu que falava com os restos dos professores sobre o desempenho de alguns alunos. A jovem mulher soltou um longo suspiro tentando disfarçar sua aflição. Era como se o seu coração estivesse apertado. Uma sensação ruim espalhava-se pelo corpo deixando um gosto amargo na boca.
Rika: 'Está tudo bem, Sakura?'
Sakura olhou para a amiga que estava ao seu lado direito e sorriu sem graça.
Sakura: 'Estou dando muita bandeira?'
Rika (confirmando com a cabeça): 'Se não está bem, é melhor sair um pouco e beber uma água. Eu vou com você.'
Sakura (passando a mão na testa suada): 'Acho que minha pressão baixou.'
Rika: 'Vamos. Eu acompanho você.'
A senhora Terada levantou-se puxando a amiga assim que Chiharu terminou de falar.
Rika: 'Desculpe-nos senhores, mas nossa colega não está sentindo-se bem.'
Terada (preocupado): 'O que houve?'
Sakura: 'Por favor, não se preocupem, acho que é apenas pressão baixa. Eu acho que não há necessidade de...'
Rika (interrompendo-a): 'Claro que há! Vamos à enfermaria senhora Li.'
Senhora Li. Sakura sorriu pensando que ela era a senhora Li. Sim! Ela era a senhora Li. Rika estranhou o sorriso enorme que a amiga abriu. Mas ela não se lembrava das conversas que Sakura e ela tinham justamente sobre a frustração de Sakura pelo descaso de Syaoran sobre casamento. Agora ela era casada com ele! Ela tinha feito tudo exatamente como sempre havia sonhado.
Rika: 'Vamos Sakura?'
Sakura: 'Sim... claro.'
As duas caminharam pela sala de reunião indo até o corredor da escola onde Sakura parou em frente ao bebedouro para beber um pouco de água e molhar a nuca. Estava um pouco melhor contudo a sensação ruim ainda não tinha desaparecido.
Rika (ao lado do bebedouro encostada à parede): 'Não seria bom fazer um exame de gravidez, Sakura?'
Sakura levantou os olhos para a amiga com um ponto de interrogação na testa.
Rika (vendo que a amiga não havia pegado o espírito da coisa): 'Esta sensação estranha pode ser gravidez.'
Sakura (sorrindo): 'Acho que não. Minha menstruação está apenas alguns dias atrasada, mas mês passado veio direitinho.'
Rika (erguendo uma sobrancelha): 'Tem certeza?'
Sakura: 'Sim.'
Rika: 'Você é tão distraída para estas coisas...'
Sakura (colocando um dedinho no queixo): 'Será?'
Rika (falando com um tom de voz baixo): 'Você e seu marido têm se cuidado?'
Sakura ficou instintivamente vermelha. Era claro que se cuidar era a última coisa que estavam pensando nestes últimos dias, mas mesmo assim ela sabia que aquela sensação não era de uma possível gravidez e sim outra coisa que ela não conseguia explicar o que era. Ainda.
Sakura: 'Acho que não é nada disso, Rika. Estou apenas me sentindo mal porque...'
De repente ela sentiu com se tivessem lhe acertado no coração com uma arma cortante. Cambaleou sentindo as pernas fracas. Rika gritou assustada enquanto tentava segurar a amiga que tinha caído de joelho no chão. Logo o grupo de professores que estavam em reunião saíram da sala pelo grito da esposa do diretor.
Chiharu: 'O que foi?!'
Terada: 'Sakura!'
O senhor correu até a esposa e a ex-aluna para socorrê-la.
Sakura: 'Shao-Shaolin... Meu Deus!'
Ela levantou-se afastando todos que tentavam segurá-la. Agora ela tinha certeza do que estava acontecendo e que sensação horrível era aquela. Seu filho estava em perigo.
Sakura: 'Tenho que ir!'
Terada (segurando o braço dela): 'Você está doente, Li! Não posso deixá-la sair neste estado.'
Sakura (livrando-se dele): 'Meu filho precisa de mim agora!'
Nem ela soube como conseguiu afastar-se do grupo, mas conseguiu sair correndo pelo colégio. Fechou os olhos em frente ao portão da escola e assustou-se com a presença do filho. Ela estava forte e poderosa como ela nunca imaginou que ficaria um dia. Era como se ela tivesse explodido de repente.
Sakura (começando a correr em direção do parque): 'Eu já estou indo, querido. Eu já estou indo.'
* * *
Shaolin sorriu de lado finalmente abaixando a arma e encarando o irmão a sua frente.
Shaolin: 'Acho que agora estamos em igualdade.'
Kazuo (empunhando a espada a frente): 'Com certeza.'
Somewhere I Belong By Linkin Park(When this began)
I had nothing to say and I get lost in the nothingness inside of me,
(I was confused)
And I let it all out to find,
That I´m not the only person with these things in mind,
(inside of me)
But, all that they can see the words revealed,
Is the only real thing that
I got left to feel,
(Nothing to do)
Just stuch hollow and alone, And the fault is my own,
And the fault is my own...
Chorus
I want to heal, I want to feel,
What I through was never real
(Erase all the pain until it´s gone)
I want to heal, I want to feel,
Like I´m close to something real,
I want to find something
I´ve wanted all along,
Somewhere I Belong...
And I´ve got nothing to say
I can´t believe I didn´t fall right down on my face,
(I was confused)
Look at everywhere only to find,
That it´s not the way I had imagined it all in my mind
(So what am I)
What do I have but negativity,
Because I can´t justify the way everyone is looking at me,
(Nothing to lose)
Nothing to gain I´m hollow and alone,
And the fault is my own,
And the fault is my own,
Chorus
I want to heal,
I want to feel,
What I thought was never real,
I want to let go of the pain I´ve felt so long
(Erase all the pain until it´s gone)
I want to heal, I want to feel,
Like I´m close to something real,
I want to find something I´ve wanted all along,
Somewhere I Belong...
I will never know myself until I do this on my own,
And I will never feel anything else until my wounds are healed,
I will never be anything until I break away from me,
I will break away,
I´ll find myself today...
Chorus (repeat until end)
I want to heal,
I want to feel,
What I thought was never real,
I want to let go of the pain I´ve felt so long
(Erase all the pain until it´s gone)
I want to heal, I want to feel,
Like I´m close to something real,
I want to find something
I´ve wanted all along,
Somewhere I Belong....
N/A:
Finalmente Kazuo chegou à terra do sol nascente! Eu sei que luta entre irmãos é horrível, mas não dava para ser diferente aqui. O nosso Tudo de bom Júnior vai sofrer um pouco eu sei, mas ele precisa passar por este desafio. Kazuo é só a primeira dificuldade e perigo dos nossos heróis! Kruel, Logan e Smith estão mexendo os pauzinhos por trás de tudo! Muita coisa ainda está para acontecer.... Aguardem!
A primeira cena do capítulo ficou meio no ar, vamos ver quem conseguiu pescar alguma coisa dela! Hehehe A Rô ficou indignada com o momento carinho de Midoriko! Hehehe E com relação a cena de Incesto... ela foi sutil gente! Não fantasiem mais que isso!!!! Quer dizer, se fantasiarem eu tb não posso fazer nada Hehehe. Além disso, Kazuo e Midoriko são demônios, não têm os mesmos padrões de moralidade que nós!
Gostaria de pedir milhões de desculpas por não ter postado na semana passada este capítulo, mas vou ser sincera com vocês, não sei se conseguirei manter o mesmo ritmo de um capítulo por semana. Talvez eu consiga apenas atualizar de quinze em quinze dias. Sei que isso é uma sacanagem agora no final de tudo quando a porca está torcendo o rabo, mas as coisas estão ficando um pouco corridas na minha vida... Sorry...
Mas vamos falar de coisa boas!!! Sim! Está no ar a primeira enquete de Feiticeiros III! Isso mesmo! Vá lá no fórum Mansão da Amizade (3ws.mansaodaamizade.cjb.net) na seção Feiticeiros e votem em: Com quem vc acha que o Touya Kinomoto deve terminar? Estou já traçando o destino dos personagens e quero ouvir a opinião dos leitores! Lembrando que por favor, votem apenas uma vez! Nada de voto fantasma, hem?! Se puder justifiquem tb, melhor! A opinião de vocês é muito importante para mim!!!
Então é isso, pessoal!!! Beijos a todos e até semana que vem (se eu conseguir postar Hehehe) o último capítulo de.... O Harém de Kath!!!!
Kathbeijocas para todos!!!
RECADO DA RÔ:
Oi Pessoal!
Fui eu que atrasei de novo o capítulo da Kath, ela é um doce por dizer que também estava ocupada, se bem que não deixa de ser verdade, mas eu ando um tanto atribulada de afazeres, quem trabalha fora, e ainda tem que cuidar da casa sabe do que estou dizendo, apesar do meu escritório ser em casa, às vezes não dá tempo de fazer nada.
Mas vamos ao capítulo....
Eu fiquei meio indignada mesmo com a Midoriko naquele momento carinho, mas como eu disse p Kath, é cria dela, se ela diz que a mulher tem um coração, apesar das minhas dúvidas, eu fico quieta.
Gente do céu, deixa eu ver se encontro a minha reação qdo li a parte mais do que assombrosa da Midoriko e do Kazuo....
Caraca....caraca..... caraca...... eu tô de boca aberta e olhos arregalados, fiquei em transe que demorei alguns segundos p ouvir meu cel tocando.....tive que ir atender e por isso destravei.....Kath.....ahahahahah.....agora vem a reação...uau guria, isso ficou ótimo.... nossa, incesto puro .....ahahahah....quero só ver a reação do Thiago...ahahahahah.....
Essa parte ficou ótima.....ótima...ótima....sem palavras..... vc me assusta às vezes....ahahahahah
Essa foi eu bem na hora em que estava lendo... e aí? Tô louca p saber como vcs reagiram ao lerem essa parte que na minha opinião, foi "a parte" desse capítulo.....
O Li ainda com dúvidas, pensando na diaba da Midoriko....sei não...esses pensamentos dele me deixam de cabelos em pé.....
A briga do Kazuo e Shaolin foi perfeita, nosso pequeno garoto é muito valente, me lembrou meu Chocolate que não desiste nunca.
Kazuo, provavelmente ele vai me desmentir, mas sentiu admiração pela força e tenacidade do irmão, e Sakura, como não poderia deixar de ser, e pela minha torcida, vai entrar na briga....tô curiosa p saber o desfecho.
Bom, já era há tempos p eu agradecer alguns reviews que me deixaram no meu conto sobre CCS, Um Relato de Amor, eu ia esperar para qdo postasse Sem Barreiras, mas como eu estou demorando e sem previsões de qdo vou terminar, agradecerei aqui:
Patty (revisora e amiga, foi a primeira a dizer que eu deveria posta-lo), Miaka, Midori, Fab Lang, Yoruki, Anygie, Yuki, Nina, Merry , Mu (mano velho), Erika, Ruby, Felipe (Dragon of the Darkness), Sam.
Pessoal, valeu por terem lido, por deixarem comentários, adorei todos, apesar de ser um tanto meloso e fugir ao meu estilo, que é mais ação e menos papo...eheheh...eu gostei de escrever.
Alguns de vcs mais sensíveis ou que me conhecem melhor, sentiram que é muito mais do que um conto, é uma declaração de amor.
Um super beijo.
Rô Bond
