Título: A Razão na Emoção
Autora: Lab Girl
Categoria: Bones, B&B, 6a temporada, angst, hurt/comfort, drama, romance
Capítulo: 24/?
N/A Capítulo 24: Sequência do capítulo anterior, depois de Booth receber a cabeça de alce enviada por Broadsky pelo correio, o time do Jeffersonian faz suas análises. As coisas entre B&B ainda estão difíceis, pero... não desistam!
Boa leitura!
CAPÍTULO 24
O alce enviado a Booth realmente fora morto com um único tiro. A confirmação do pessoal do Jeffersonian não surpreendeu o agente. A ousadia de Broadsky, isto sim, o surpreendeu. Mandar para seu apartamento aquela encomenda foi um sinal, Seeley não tem a menor dúvida disso.
A maior surpresa, porém, foi a descoberta feita pela equipe do laboratório ao analisar o crânio do animal que lhe fora enviado por correio. Vincent Nigel-Murray havia percebido uma espécie de circuito incrustado na carne, algo pequeno e metálico. Por esta razão o agente retornara ao Jeffersonian assim que recebera a mensagem de Camille Saroyan comunicando sobre o estranho achado e chamando-o a comparecer para checar com seus próprios olhos, visto tratar-se de uma área em que sua expertise poderia ser útil - armamento e munição.
Neste instante, Angela Montengro tinha o objeto em mãos para uma análise mais detida, assim como os fragmentos de bala removidos pelo estagiário da Dra. Brennan.
"Vou levar estes fragmentos para o Hodgins primeiro para ver o que eles podem nos dizer" a artista anuncia para Booth, parado em meio à sala dela.
Seeley, então, segue no encalço de Angela até a sala do cientista que os recebe com entusiasmo característico ao ver a bandeja de acrílico que a esposa traz em mãos.
"Temos novidades pelo que vejo" Hodgins estende os braços para receber o material.
"Sim, querido. Empolgue-se. É a sua vez de trabalhar. Faça sua mágica."
"É pra já" Hodgins sorri, levando as evidências para baixo de um microscópio. "São os fragmentos da bala, não são?" ele pergunta, animado.
"Sim."
"São de titânio com algo de tungstênio e outros metais."
Booth cruza os braços sobre o peito, tentando conter a ansiedade. "É típico material balístico."
"Que estranho…" o cientista murmura, ajustando as lentes do microscópio.
"O que foi?" Booth questiona.
"Este é um tipo de bala muito estranho…"
Angela lança um olhar confuso para o agente, em seguida para o marido. "Mas não é bem uma bala, certo? É uma massa de fragmentos de bala."
Afastando-se do microscópio, Hodgins franze o cenho."Bem, não. Olhem para isto."
Angela se aproxima antes que Booth consiga fazê-lo. E a surpresa que ela esboça diante da visão só torna a ansiedade do agente ainda maior. "Oh, é uma bala."
Hodgins meneia a cabeça. "É, se parece com uma, apesar de não ser grande."
Sem esperar mais, Booth se aproxima, forçando Angela a afastar-se do microscópio, dando a ele espaço para analisar o objeto.
"Calibre 110, no mínimo" é a conclusão de especialista do agente.
Angela não contém a surpresa. "Como uma única bala se fragmenta em 154 partes? Bem, primeiro eu pensei que devia ser um ricochete, mas olhe a ponta."
Booth confirma o que a artista diz. "Não há sinal de impacto."
A curiosidade de Hodgins aumenta. "Então, que tipo de bala se fragmenta antes de atingir alguma coisa?"
Angela, de repente, recorda-se de um detalhe importante. "Parece ser remanescente do tipo de circuito que Vincent retirou da carne do alce."
Booth observa o ânimo de Hodgins se acender. O cientista gira em sua cadeira, voltando-se para a esposa.
"E se o circuito for parte da bala?"
"Pelo que pude ver rapidamente, parece um chip de computador" Angela pondera.
"Você poderia programá-lo?" os olhos de Hodgins iluminam-se diante da possibilidade.
Angela balança afirmativamente a cabeça. "O chip sugere que sim."
A informação soa como um alarme na mente de Booth. "Uma bala poderia ser programada?"
A artista se volta para ele. "Em tese, sim. Mas nunca vi nada assim antes. Estamos olhando para algo futurístico."
Hodgins intervém, "Viagens no tempo são fisicamente impossíveis."
"Sim, querido, mas uma bala que pode ser programada como um computador também" Angela conclui.
"Como se as do tipo tradicional já não fossem ruins o suficiente" o cientista balança a cabeça.
Subitamente, Booth percebe que estão pisando em um terreno novo e assustador. "Meu Deus, Broadsky está evoluindo sua técnica" suspira, exasperado só de imaginar.
Angela estremece. "Se você diz que a cabeça de alce foi um recado…"
O agente meneia a cabeça, aflito. "Sim, ele quis que eu soubesse que a próxima vítima já foi escolhida e ele vai programar uma bala para ela. Mas não me dá chance de saber quando nem onde, o que me impede de poder evitar."
Hodgins tenta soar otimista. "Se ele mandou um sinal, talvez mande outro."
"Não creio" Booth nega firmemente com a cabeça.
"Por que não? Se ele quis que você o encontrasse, se está lhe mandando sinais, é porque ele quer ser caçado."
"Talvez. Pode ser. Sweets disse que pra ele é um jogo, Broadsky quer me desafiar para provar que é melhor."
"Viu? Ainda há esperança."
"Mas eu não posso me apegar a isso, não posso ficar esperando e contar que ele vai me mandar outra pista antes de matar de novo."
Angela se une novamente à conversa, visivelmente preocupada. "E o que pretende fazer?"
"Vou falar com a namorada dele. Ela não me deu resposta sobre colaborar com a investigação, eu interpretei esse silêncio dos últimos dias como sendo a opção dela de apoiar Broadsky. Mas, diante do que temos agora, não posso mais dar a Paula Acker o benefício da dúvida. Tenho que convencê-la a colaborar."
Dizendo isso, o agente se dirige à porta da sala, deixando Hodgins e Angela para trás. Brennan vê o antigo parceiro passar rapidamente enquanto está a caminho da sala de Hodgins e a estranha o fato.
"Por que o agente Booth saiu com tanta pressa?" ela pergunta aos amigos assim que entra.
"Ele vai atrás da namorada de Broadsky" Hodgins responde.
"Mas, por quê? O que ele descobriu?"
É Angela quem dá as explicações. "Lembra-se de que havia uma coisa estranha incrustada na bala que retiraram da cabeça do alce?"
"Sim."
"Acontece que essa coisa estranha é mais estranha do que imaginávamos, trata-se de uma espécie de chip de computador. O que significa que a bala de Broadsky é programável. Booth tem certeza de que isto indica que o maluco já tem uma nova vítima e que irá programar a bala que vai matá-la."
O entendimento se derrama sobre Brennan como um banho frio. "E é claro que ele foi atrás de Paula Acker para tentar arrancar dela alguma informação que possa fazê-lo impedir os planos de Broadsky."
Hodgins ergue as sobrancelhas. "Touché!"
Brennan sente algo estranho subitamente. Não é de seu feitio ter impressões sobre situações ou pessoas, porém, neste exato instante, tem a sensação de que algo está para acontecer. Ignorando a sensação incômoda, entretanto, ela trata de fazer o que sempre soube de melhor: separar a razão da emoção.
"Fizemos a nossa parte. Agora é com o FBI."
Com essas palavras, a antropóloga se retira da sala, alheia aos olhares preocupados que o casal de amigos troca enquanto a vê se afastar.
~.~
N.A.: Bom, antes de mais nada convém fazer um mea culpa aqui pelo mega atraso na atualização desta fanfic.
Sei o quanto muita gente esperou, cobrou e algumas até desistiram já de ler a continuação... mas, enfim, o que posso dizer (além de que sou uma escritora enrolada)? Às vezes a vida dá giros, o tempo some, a inspiração não aparece... mas, como sou insistente e não gosto de deixar minhas história incompletas, era óbvio que eu retomaria o curso desta fanfic (assim como retomarei das outras que estão paradas).
Agradeço o carinho de quem começou aqui comigo, dos que já se foram e, especialmente, de quem ainda quiser prosseguir nesta leitura até o fim. Espero que gostem do que ainda está por vir.
Lab Girl
