Oi gente bonita.
Alguns me pediram pra fazer esse capítulo na visão do James, já que é relacionada com Quadribol e tals, mas como tem um momento de felicidade e um momento família, achei que seria mais apropriado fazê-lo pela Lily. Não fiquem bravos...
Agora, lembrando a todos que sou paranoica e detesto os nomes traduzidos, gostaria de deixar claro que Charlie (Carlinhos) e Bill (Gui). Não, também não sei por que traduziram. -'
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Harry – 14 anos – Copa Mundial de Quadribol - Lily's POV
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- Eu estou tão animado! – gritou James. Sorri achando graça.
Estávamos subindo pelo estádio da Copa Mundial de Quadribol. James nunca havia ido a uma, por causa que sua mãe e seu pai sempre acharam perigoso demais, e no período para Hogwarts tudo sempre ficava muito corrido. Assim que saímos de Hogwarts, ele casou comigo, teve Harry, então morremos e aqui estamos. Eu podia ver o corpo de James vibrando de ansiedade. Por mais que não fosse seu time (Holyhead Harpies) que estaria jogando, Holyhead Harpies também serviam para a Irlanda, portanto, James estava de verde.
Nós tínhamos personalizado nossas roupas com um feitiço básico para nossos times no momento também. James havia me obrigado a usar verde. Eu tinha medo de altura, razão pela qual tenho pavor de vassouras, então subia de mãos dadas com James, que ia na frente, logo atrás dos meninos. Harry, vestido de verde, iguais a todos os Weasleys.
Chegamos a última fila de cadeiras e eu tremi nas bases. O vento bateu em nós e mesmo que eu James estivéssemos mortos, ele ainda nos afetava. Meus cabelos foram jogados na cara e eu me desequilibrei e me agarrei em James.
- Uou! – exclamei assustada.
James riu e passou um braço em volta de mim. Não me soltei dele e nem afrouxei. O vento parou e meu cabelo voltou ao normal, então eu e James nos sentamos ali numa beiradinha de cadeira.
Ele me soltou e segurou minhas mãos e olhou em meus olhos.
- Lily... – ele me censurou rindo – aproveite e não tenha medo!
- Você não tem medo de altura! – apontei começando a ficar nervosa.
Ele riu.
- Pare de rir James – reclamei e ele riu ainda mais.
Dei um tapa de leve nele.
- Apenas aproveite a partida – ele disse.
- Estou preocupada com Harry – falei – e se...
- Lily Evans Potter – ele disse adicionando um carinho e amor extra no Potter – Harry não vai cair. Sei que ele é um Evans também, mas calma, não afeta tanto a sim a sua parte do DNA.
Fechei a cara pra James.
- Brincadeira – ele riu.
Estava uma festança confusa até o Ministro aparecer e anunciar os times. Um grupo de sete jogadores chegaram voando em suas vestes verdes e todos se levantaram, inclusive eu. Fui parar na grade com as mãos nela, e por incrível que pareça, sem medo da altura. Era como um jogo de futebol, e caso caísse poderia voltar antes de chegar ao chão.
Todos gritavam, atiçando os jogadores. Nem deu tempo de me preocupar com Harry. Aquilo era diferente de uma partida em Hogwarts, aqui a coisa era séria. Os torcedores eram enlouquecidos e muitos estavam arrancando fios de cabelos com a animação e amor ao esporte. James era um deles. Eu conseguia entende-lo. Aquilo tinha emoção, adrenalina... era a Copa Mundial.
Logo após veio o time da Bulgária, vestidos em vermelho e então o famoso apanhador, Viktor Krum. James berrava em plenos pulmões, não por que era fã, mas sim por que o cara era realmente incrível. James estava enlouquecido e eu olhei sorridente pra ele. Pude ver nele, a alma do maroto James Potter, daquele que fazia arte em Hogwarts e jogava como apanhador na Gryffindor, e que era o melhor jogador da escola. E principalmente, eu pude ver o James Potter pelo qual me apaixonei.
Além disso, ele estava lindo. Cabelos bagunçados da cor mais negra possível e os olhos cor castanho musgo brilhando. Um sorriso branco no rosto. Sorri e me abracei com ele, aproveitando e curtindo junto o momento. O jogo foi fabuloso e no final a Irlanda venceu, mesmo com Krum apanhando o pomo.
Dessa vez, eu desci bem, sem medo. Harry, Hermione e Ron desciam na nossa frente. Fred e George vinham logo na frente deles, sorridentes por terem ganhado a aposta com alguém. Assim que chegamos na barraca, James se sentou perto de fogo e pôs os pés para cima. Prestei novamente atenção nele.
- Você me lembra ter 14 anos assim. Você me lembra da nossa adolescência.
- Do tempo em que você me odiava?
- Por aí. – eu disse indo pra cozinha.
Ele sorriu.
Durante o sono deles, James ficou com Harry e eu fiquei fora da barraca. Absorvendo o ar fresco da noite e deixando meus cabelos flutuarem ao meu redor. Era bom poder estar em um lugar diferente, e mesmo morta, estava aproveitando aqui. Me arrependi de ter recusado ir com James em um jogo assim, por que eu realmente teria aproveitado muito. De repente ouvi um som. Algo do que não gostei. Uma explosão acompanhada de alguns gritos. Virei o rosto na direção do barulho e encontrei no lugar disso um grupo de pessoas vestidas de preto com máscaras.
Senti meu coração ir parar nos pés e voltar. Comensais.
- JAMES! – berrei e entrei na cabana.
Ele se pôs de pé assustado.
- O que...? – ele começou.
- COMENSAIS DA MORTE! SEGUIDORES DO VOLDEMORT! ESTÃO AQUI! TEMOS QUE TIRAR O HARRY DAQUI! – eu berrei. Eu já chorava. Lágrimas molharam o meu rosto. James me olhou confuso e apavorado e então me arrastou até Harry, que dormia.
- Harry! Harry acorde!
- Vamos Harry! Harry Potter acorde! Anda!
- Harry vamos lá! Acorda Harry!
- Harry!
Gritávamos sem sucesso.
Finalmente o Sr. Weasley acordou. Ele olhou confuso e então saiu com a cabeça na barraca e voltou correndo, agora apavorado.
- Harry! Ron! Levantem! Vamos rapazes é urgente!
O caos estava reinando lá fora. Harry se levantou juntos com todos os outros, ainda confusos e sonolentos. Agarrei a blusa de Harry (Ele não sentiu é claro) e a mão de James.
- Não me solte! – pedi.
Ele apertou ainda mais minha mão.
- Corram! – gritou Arthur.
Harry, Ron e Hermione correram junto com Fred, George e Ginny. Eles adentraram a floresta e se esconderam ali no meio, já que mesmo perigoso era o único esconderijo bom. De repente, a mão de James soltou a minha.
- James! – berrei olhando em volta por ele, mas ele tinha sumido, igual Ginny, George e Fred. Não soltei Harry, eu não o deixaria desprotegido por nada nesse planeta. James me acharia depois. Continuei correndo com eles sem ruo e sem direção pra seguir. De repente tudo ficou escuro.
Estávamos tão dentro da floresta que o barulho se distanciou.
- Droga perdi minha varinha! – exclamou Harry de repente.
- Ow Harry! – exclamei.
Os seus amigos também reclamaram. Então do nada, nós ouvimos...
- MORSMORDRE!
Todos olhamos a fonte de luz que aconteceu mais ao longe subir ao céu e começar a tomar forma. Engoli em seco. Fazia anos que aquilo não aparecia nos céus. A Marca negra brilhava mais forte do que nunca e por um instante, o caos parou para olhar aquilo. Entrei na frente de Harry e comecei a olhar em volta, em pânico.
- O que é isso? – perguntou Harry.
- Vamos sumir daqui Harry! – disse Hermione – É a Marca Negra, Harry, é a marca de Você-Sabe-Quem!
Eles tentaram sair dali, mais um grupo de feiticeiros do Ministério da Magia apareceu do nada, e logo atacaram, atrás do culpado. Eu gritei tentando proteger a mim mesma e aos meninos, mas nada mudou.
- Estupefaça! – eles berraram na nossa direção.
- NÃO! – gritei.
Agachei junto com eles, mas abracei Harry, tentando inutilmente protegê-lo.
- Parem! – ouvimos – é meu filho!
Pensei em James, mas na verdade era Arthur Weasley. Todos ali discutiram, alguns querendo culpá-los e outros ignorando as crianças. Na verdade não prestei atenção. Não me importava. Assim que o S. Weasley conseguiu livrar os meninos, fomos na direção da barraca. Vimos Charlie sair com a cabeça pra fora da barraca.
- O que está acontecendo pai? – ele perguntou. Não sabia se soltava Harry e corria pra cabana, atrás do meu marido, ou se ficava ali. Optei pela segunda opção já que Harry iria entrar de qualquer jeito. Todos entraram na barraca, ou no que sobrou dela. James estava sentado ao lado de Bill, que estava ferido.
- James! – solucei.
Ele olhou pra mim aliviado.
- Caramba Lily. – ele exclamou. Ele correu pra mim e me abraçou junto com um beijo na bochecha. - Nunca mais faça isso comigo ruiva – ele falou ajeitando meus cabelos. Sorri. Ele então se afastou de mim e correu pra Harry e o abraçou. Harry não sentiu nada, mas James ajeitou os cabelos do filho também. É claro, ajeitou no jeito "Potter" que significa, bagunçando ainda mais.
Pus meus braços ao redor de Harry que sentou no sofá e James pôs o dele em volta de mim. Enquanto isso, contei a James o que eu tinha descoberto da conversa.
- Maldito... Ele está voltando... – foi a única coisa que James disse durante o resto da noite.
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Olá... Primeiramente quero agradecer do fundo do meu coração pelas 101 reviews. Posso garantir que li todas, e amei cada uma!
Obrigada por tudo, são os melhores leitores do planeta!
Angel, com muuuuito amor a cada um. ^^
