Capítulo 25
UM SÓ
O silêncio se instalou ali dentro depois das palavras de Alice. Eu sabia quem eram os Volturi, mas não fazia idéia do que a vinda deles poderia representar.
- O que você viu exatamente? – Bella perguntou finalmente, seu maxilar trincado completando a sua expressão tensa.
- Eles acabaram de tomar a decisão de vir para cá. Um vampiro chamado Demetri os informou onde você estava e eles resolveram fazer uma visita.
- É óbvio que eles não querem fazer apenas uma visita. – Jasper falou – Tem algo mais por trás disso.
- Eu sei que tem. – Alice concordou.
- Quem você viu, Alice? – Bella perguntou depois de respirar fundo e soltar o ar pesadamente.
- Vi cinco saindo de lá, mas reconheci apenas Aro e Jane.
- Merda!
- Aro é...? – perguntei embora não soubesse bem o que perguntar.
- O vampiro que me transformou.
- E o que ele quer?
- Me levar de volta, provavelmente. Não é a primeira vez que ele tenta isso desde que eu saí de Volterra.
A porta da cozinha se abriu de repente e todos nós nos voltamos para ver Carlisle entrando com a expressão muito séria.
- Alice, Jasper, fiquem com os pais de Edward por um instante, por favor.
- Ok.
- Eu vou mostrar meu closet para Emma. – Alice anunciou com o sorriso voltando ao seu rosto de fada – Tenho certeza que ela vai adorar.
Depois que os dois saíram, Carlisle fechou a porta da cozinha novamente e andou até a mesa, sentando em um dos bancos altos.
- Você sabe o que vai acontecer quando Aro descobrir sobre Edward, Bella.
- Sim, eu sei. – Bella respondeu, mesmo sem Carlisle ter feito uma pergunta.
- O que vai acontecer? – perguntei quando os dois ficaram em silêncio novamente.
Bella permaneceu em silêncio enquanto me levava até a mesa e sentava em um dos bancos à frente de Carlisle, indicando para que eu sentasse ao seu lado.
- Ele vai descobrir que você sabe sobre nós. E revelar nosso segredo é estritamente proibido.
- E o que eles fariam se descobrisse?
- A punição por revelar o segredo é a morte. Para quem revelou e para que sabe demais.
- Isso não é um tanto... drástico demais? – perguntei tentando aparentar calma, mas sabia que eles podiam ouvir meu coração disparando com a descoberta.
- Essas são as leis dos Volturi. – Carlisle respondeu – E nós devemos cumprir com elas.
- E podemos fazer alguma coisa para que eles não descubram?
- Infelizmente não. – Carlisle respondeu novamente. Bella tinha ficado em silêncio e olhava apenas para as suas mãos cruzadas sobre a mesa – No instante em que eles souberem que vocês estão juntos, eles vão deduzir que você sabe mais do que deveria.
- Mas eu posso... Não sei... Talvez me afastar por um tempo. – sugeri – Ao menos enquanto eles estiverem aqui.
- Não vai adiantar. – Bella falou finalmente, erguendo o rosto e me encarando – Aro tem a habilidade de ver todas as lembranças das pessoas com o toque. Se ele tocar qualquer um aqui, ele saberá sobre nós e que eu te contei o segredo.
- Qualquer um menos você. – Carlisle corrigiu.
- Ele não lê a sua mente?
- Não. – Bella respondeu – Quando eu toco um vampiro com dons, sua habilidade não funciona comigo. Quando toco em Aro eu posso ler a mente dele e ele não lê a minha.
- Por isso ele quer tanto você de volta, Bella. – Carlisle ponderou. – Você é a única que sabe todos os segredos dele. E a única que ele não sabe nada a respeito. E Jane está vindo também. Você me disse que havia uma certa rivalidade entre vocês duas.
- Não exatamente. Não tenho nada contra ela, mas Jane me odeia por Aro me tratar como sua preferida.
- Então eu tenho certeza que ela não pensará duas vezes em usar seu dom em qualquer um de nós aqui.
- Sim. Principalmente se descobrir o quanto vocês são importantes para mim.
- Qual o dom dela? – perguntei.
- Jane tem a habilidade de criar a ilusão de dor. Não é algo agradável.
Definitivamente isso não parecia ser nem um pouco agradável.
- O que faremos então? Fugir?
- Poderia até adiantar, mas a curto prazo. Demetri consegue rastrear pessoas. Ele nos acharia em qualquer lugar. E não quero que você passe o resto da sua vida fugindo.
Por mais que eu tentasse pensar em alguma solução, nada me vinha naquele momento. Tudo que conseguia pensar era nos vampiros que estavam vindo e que eles poderiam nos matar no segundo seguinte em que descobrissem tudo. E saber que eu seria completamente inútil nesse confronto não me deixava mais animado.
- Desculpa por estragar seu aniversário. – Bella pediu num sussurro, inclinando um pouco seu corpo na minha direção e estendeu uma mão para acariciar meu rosto.
- Você não estragou nada, Bella. – sussurrei de volta, segurando sua mão contra o meu rosto. – Em quanto tempo eles chegarão? – perguntei quando uma idéia me ocorreu.
- Não sei, eu... Ah, dentro de cinco dias. – Bella respondeu depois de parar uns instantes como se ouvisse algo. Provavelmente era Alice respondendo de onde quer que ela estivesse.
- Você poderia me transformar.
- O quê?! – Bella exclamou, saltando da cadeira para longe, sua expressão transparecendo um misto de raiva e incredulidade.
- Se eu for um de vocês, ele não terá motivos para nos punir.
- Você está louco se pensa que vou fazer isso com você, Edward!
- Não vejo outra solução. – falei tranquilamente, descendo do banco e indo até ela – É isso ou a morte.
- Seria a morte para você de qualquer forma.
- Você me parece bem viva. – retruquei, erguendo uma mão para acariciar seu rosto. – E assim eu poderia ficar para sempre ao seu lado.
- Você não sabe do que está falando, Edward.
- Sei sim.
- Acha que é tão simples assim? Te mordo e pronto? – ela perguntou e se afastou de mim quando eu não respondi. Na verdade não fazia idéia de como era a transformação. – São três dias de dor, Edward. A maior dor que alguém pode um dia sentir. E depois que você acordasse, você sentiria tanta sede que não poderia se aproximar de nenhum humano. Você teria que se afastar de todos. Da sua família, dos seus amigos... E mesmo depois que essa sede estivesse controlada, você ainda não poderia voltar a vê-los porque eles veriam a diferença. Veriam que você não envelheceu e todas as outras mudanças que a transformação implica.
Só quando Bella voltou a sentar em um dos bancos altos foi que eu percebi que Carlisle não estava mais ali. Ele provavelmente saíra para nos dar mais privacidade, mas eu me perguntava o que ele pensava a respeito disso.
- Foi diferente para mim porque eu não tinha mais ninguém. – ela falou num tom mais calmo – Eu não tive como lamentar a minha morte.
- Você não teve opção.
- E você tem.
- E eu escolho ficar ao seu lado. Para sempre.
- Mesmo que isso signifique nunca mais ver seus pais? Nunca mais ver sua irmã?
Bella sabia que esse era o meu fraco. Minha irmã era a pessoa mais importante para mim. Apesar de amar Bella com uma intensidade avassaladora, eu não sei se seria capaz de me afastar assim de Emma.
- Isso não é o tipo de coisa que se decide assim de uma hora para outra, Edward. Muitas coisas estão envolvidas nessa escolha. E não acho que a vinda dos Volturi para Forks seja motivo suficiente para que você queira se tornar um monstro.
- Não fale isso, Bella! – falei com rispidez, me aproximando rapidamente dela e tomei seu rosto entre as minhas mãos. – Você não é um monstro.
- Uma vez um monstro, sempre um monstro.
- Você não tinha opções, Bella. Tudo que fez foi apenas para se manter viva. Você fez apenas o que te ensinaram. Era o único caminho que você conhecia. Tanto que você começou a tentar mudar assim que conheceu Carlisle.
- Mas não fui forte o bastante. Levou quase um século para que conseguisse parar de matar humanos.
- Você estava sozinha. Não se culpe por isso, meu amor. Se vai culpar alguém, culpe apenas aquele que te transformou.
Bella ficou em silêncio por um tempo e eu a puxei contra o meu corpo, abraçando-a forte e fiquei acariciando seus cabelos macios.
- Você quer que eu te transforme? – ela perguntou com o rosto apoiado no meu peito.
Eu não queria ter que deixar a minha irmã, mas também não poderia deixar que Bella fosse punida por se expor.
- Entre me afastar da minha família ou ver a mulher que amo morrer, prefiro que você me transforme.
- Talvez haja uma alternativa. – ela murmurou, erguendo um pouco o rosto para me encarar. – Vou ao encontro de Aro antes que ele chegue a Forks. Tudo que ele quer é me levar de volta, então farei o que ele quiser.
- Ir embora? – perguntei incrédulo, afastando seu corpo do meu para poder encará-la melhor. – Não! De jeito nenhum, Bella. Eu não vou permitir que você se afaste.
- Seria apenas por um tempo. Um ano ou dois, no máximo.
- Esse tempo pode não ser nada para você, mas é para mim, Bella. Não vou passar tanto tempo longe de você.
- É o melhor a se fazer, Edward. Vou ao encontro deles para que Aro não precise encontrar nenhum dos Cullen e então ele jamais saberá sobre você.
- Eu não posso passar tanto tempo sem você. – sussurrei, voltando a puxá-la contra o meu corpo, abraçando-a ainda mais forte. – Eu não quero isso.
- Eu também não quero, Edward. – ela sussurrou de volta, envolvendo minha cintura com seus braços gelados. – Mas quero menos ainda que você morra, independente do tipo de morte. Mas vou tentar ficar menos tempo fora. Talvez consiga voltar até o final do ano.
- Vamos nos falar nesse meio tempo? – perguntei, embora não tivesse aceitado completamente essa decisão de Bella, mas sabia que era a única opção que teríamos.
- É arriscado. Aro pode descobrir. Mas não quero que você se afaste dos Cullen. Vamos nos manter informados a respeito um do outro através deles, ok?
- Ok. Quando você vai?
- Amanhã mesmo.
- Tão rápido assim?
- Quanto mais longe eles estiverem de Forks, melhor será. Posso te pedir uma coisa? – ela perguntou depois de alguns segundos em silêncio, ainda com os braços em volta da minha cintura e a cabeça apoiada no meu peito.
- Qualquer coisa.
- Passa a noite comigo.
Aquele pedido me pegou de surpresa e eu a afastei delicadamente pelos ombros para encará-la.
- Você... Tem certeza? – perguntei num fio de voz.
- Absoluta. – ela respondeu com os olhos negros da lente de contato que usava para esconder seus olhos ainda levemente avermelhados.
- Então eu fico.
Continuamos ali no meio da cozinha, apenas abraçados, até que Carlisle voltou e pediu que fôssemos para a sala.
Meus pais estavam entretidos conversando com Alice e Esme e mal notaram a nossa entrada, apesar de Emmett ter soltado uma gracinha pelo tempo que demoramos, mas ele logo se calou quando Carlisle lhe lançou um olhar repreensivo.
Por volta das onze da noite meus pais resolveram voltar para casa por causa de Emma que já estava tombando pelos cantos de sono.
- Eu vou ficar. – informei ao meu pai quando ele rumou para a saída, enquanto minha mãe terminava de se despedir de todos.
Meu pai lançou um olhar indagador na minha direção, seguindo o olhar para Bella e então deu o meio sorriso que eu tinha herdado.
- Cuide-se. – ele falou num tom baixo, dando umas pancadinhas carinhosas no meu ombro.
- Pode deixar.
Depois que meus pais saíram, os Cullen se reuniram na sala para discutir sobre a ida de Bella e nós dois nos sentamos lado a lado no canto de um dos sofás, seu corpo pequeno e frio aconchegado ao meu.
- Aro pode suspeitar que você está escondendo algo. – Carlisle falou. – Vai estranhar que você tenha ido ao encontro deles.
- É um risco que tenho que correr. Na hora eu penso em algo caso veja que ele está desconfiado. Aro nunca saberá se estou mentindo ou não.
- Ele deve odiar esse seu dom. – Rosalie falou.
- Odeia sim, mas esconde bem. Aro me mantinha sempre ao seu lado para tentar me controlar de alguma forma, mas nunca conseguiu.
- Estou mais preocupada com Jane. – Alice falou – Pela minha visão, ela parecia bastante irritada com a decisão de Aro.
- Da Jane cuido eu. Ela já teve uma amostra do que acontece se mexer comigo e não acho que seja burra o bastante para repetir.
Um silêncio se instalou ali na sala e não foi um silêncio muito confortável. Os Cullen começaram a trocar olhares entre si, principalmente com Bella, e a julgar pelos movimentos rápidos dos lábios deles, eu tinha certeza que estava sendo excluído de uma conversa entre vampiros.
- Bella? – chamei num tom baixo.
- Nós estamos de saída. – Carlisle anunciou ficando de pé no mesmo instante.
Logo em seguida todos ficaram em pé também, com exceção de Bella e eu que continuamos sentados lado a lado no sofá.
- Bella, o quê...? – perguntei quando eles saíram da sala naquela velocidade surpreendentemente rápida.
- Eles só querem nos deixar sozinhos. – Bella explicou me interrompendo delicadamente, me encarando com os olhos brilhantes.
Tudo bem que era a casa deles, mas eu agradecia tremendamente por eles saírem agora. Não sei se ficaria à vontade com Bella sabendo que todos estariam ouvindo cada mínimo suspiro que déssemos.
Sim, porque eu sabia o que aconteceria naquela noite.
Mas eu não estava pensando muito nisso. Só o que tinha na cabeça agora era que amanhã Bella estaria indo embora e que ninguém, nem mesmo Alice, poderia saber quando nos veríamos novamente.
Depois que os Cullen saíram e nos deixaram sozinhos naquela casa enorme, Bella levantou do sofá e estendeu a mão para que eu a seguisse e quando fiquei em pé, ela me envolveu pelo pescoço com seus braços delicados num abraço terno.
- Eu sei que já falei isso muitas vezes, mas eu amo você, Edward.
- Eu também te amo, minha Bella. – sussurrei em resposta, abraçando-a de volta enquanto acariciava seus cabelos macios.
Depois de um tempo subimos as escadas e entramos no seu quarto bagunçado. Naquela noite nós finalmente nos amamos, sentindo o contraste do corpo frio e quente aumentando cada sensação provocada pelo mais leve toque. E naquela noite nós finalmente sentimos o que era ser um só.
Enquanto eu tentava lutar contra o sono que teimava em me sobrepujar, as lembranças daquela noite começaram a volta à minha mente, me deixando excitado novamente, apesar da exaustão física.
A forma como Bella me conduziu até a cama, o tempo todo com seus dedos entrelaçados aos meus, ela andando de costas, mantendo seu olhar preso ao meu enquanto um sorriso ia surgindo lentamente em seus lábios.
Ficamos ao lado da cama, nos despindo sem pressa, e eu nem sei exatamente quem ficou nu primeiro. Em momento algum nossos olhares se desviavam, nem mesmo quando já estávamos deitados lado a lado na enorme cama, nos perdendo nas carícias que ficavam cada vez mais ousadas.
Eu precisava tocá-la, senti-la, ver as reações do seu corpo, ouvi-la gemendo sempre que eu a tocava em algum ponto mais sensível.
E Bella também não perdia tempo, quase me enlouquecendo de tanto prazer com seus toques, e só parou quando eu a toquei intimamente, seu corpo pequeno se contorcendo por inteiro.
Quando nenhum dos dois agüentava mais essa tortura deliciosa, eu finalmente fiquei por cima do corpo gelado com o meu quente e suado. Bella imediatamente abriu as pernas e eu me acomodei entre elas, me posicionando na sua entrada úmida, depositando um beijo longo e apaixonado nos seus lábios, enquanto a penetrava devagar, sentindo cada centímetro do meu membro sendo envolvido pelo seu sexo.
Quando a preenchi por inteiro, interrompi o beijo apenas para voltar a encará-la, e ficamos assim por alguns segundos sem nos mexer. Nenhum dos dois falou nada, mas ambos sabíamos que o mesmo pensamento nos ocorria.
Agora éramos um só em todos os sentidos. Meu coração pertencia a ela, assim como o dela – batendo ou não – pertencia a mim. E agora nossos corpos pertenciam um ao outro também. E nem mesmo a distância ou o tempo poderia nos separar. Nem mesmo Aro Volturi e suas leis patéticas.
Os movimentos começaram de forma lenta, até que o desejo chegou a um ponto onde tudo que eu queria – e tinha certeza que Bella também a julgar pela forma como ela arranhava minhas costas e puxava meu corpo contra o dela – era sentir tudo que aquela paixão pudesse me proporcionar.
Lembro de ter deixado meu peso tombar sobre o corpo de Bella, sabendo que isso não a machucaria, passando uma das mãos por baixo do seu corpo, abraçando-a com força, enquanto a outra mão puxava suas pernas para que ela me envolvesse pelo quadril. Em seguida essa mesma mão se fixou no quadril delgado, guiando-a nos movimentos, ao mesmo tempo em que eu a puxava cada vez mais contra mim, aumentando a intensidade das estocadas, indo tão fundo dentro dela que eu já não sabia mais onde nossos corpos começavam e terminavam. A sincronia era perfeita. O encaixe era perfeito.
Explodimos juntos numa paixão intensa, fazendo cada fibra, cada músculo do meu corpo se contrair num espasmo longo e delicioso, e eu me deixei libertar dentro dela, sentindo seu sexo se contraindo ao meu redor, me apertando e quase me fazendo gozar novamente.
Depois de longos segundos ou minutos – naquele momento o tempo pareceu ficar suspenso – meu corpo finalmente relaxou e eu saí de dentro dela, tombando para o lado e puxei Bella comigo para aninhá-la contra o meu corpo.
Sua respiração estava acelerada e seu corpo ainda sofria pequenos espasmos.
Ficamos abraçados, pernas enroscadas, meu corpo inteiro colado ao dela, até que Bella ergueu a cabeça do meu peito e apoiou o queixo ali para me encarar.
- O que foi? – perguntei com um sorriso quando ela não falou nada por um longo tempo.
- Estava só aqui pensando no quanto você é corajoso. – ela respondeu num sussurro, deslizando seus dedos delicadamente pelo meu peito, causando um arrepio por todo meu corpo.
- Sou? – perguntei, meio distraído com a carícia.
- Não são muitos humanos que tem coragem de ir para cama com uma vampira.
Essa frase, apesar de ter a clara intenção de me por para cima, acabou me deixando com uma pulga atrás da orelha. E mesmo sem querer, o ciúme veio com força. Afinal, Bella tinha quase 180 anos. Era óbvio que ela tinha conhecido muitas pessoas nesse tempo. Homens, principalmente.
- Você... já teve muitos... parceiros?
- Ah, não. Eu nunca... me envolvi dessa forma com um humano antes. – ela respondeu simplesmente, totalmente alheia ao meu ciúme fora de hora.
- E vampiros? – perguntei encarando-a fixamente, acariciando seus cabelos.
Só então Bella pareceu compreender o que eu queria saber e interrompeu as carícias, desviando o olhar do meu. Mas quando ela tentou sair do meu abraço, eu a segurei com mais forma, e mesmo essa minha força não sendo nada se comparada à dela, Bella ficou.
- Você quer mesmo falar sobre isso, Edward? – ela perguntou, finalmente me encarando novamente.
- Eu só estava tentando imaginar aqui como é o sexo entre vampiros. – na verdade eu estava me esforçando para não pensar nisso.
- Rápido, se você quer mesmo saber. – ela respondeu num tom como se tentasse me desafiar – Violento, na falta de uma palavra melhor.
Novamente eu tive que me esforçar ainda mais para não visualizar cena nenhuma.
- É... bom?
- Edward, eu realmente não quero falar sobre isso, mas se você insiste tanto... – ela falou num tom um tanto irritado, soltando o ar pesadamente. – Eu só tive dois parceiros além de você, ok? Com um deles, o primeiro, eu era recém nascida e a minha força era muito maior que a dele. Ele me irritou na segunda vez em que ficamos juntos e eu acabei matando-o. Foi um acidente, é claro, mas eu não me arrependo. – eu não estava gostando nem um pouco de ouvir essas coisas, muito menos de saber que Bella havia matado alguém, vampiro ou não, durante o sexo, mas eu tinha começado então agora teria que agüentar com as conseqüências. – E o segundo, bem... Não é que tenha sido ruim, mas é diferente. – ela continuou com a voz mais suave agora – Não havia sentimento envolvido. Nós ficamos juntos por algum tempo, mas não foi nem um pouco difícil dizer adeus quando ele partiu. Feliz agora? – ela perguntou com um sorriso que não chegava aos olhos.
- Nem um pouco. – respondi com honestidade.
- Nada do que eu já experimentei antes – Bella falou num sussurro, retomando as carícias no meu peito e subindo até o pescoço – pode ser comparado a isso, Edward. O que nós temos... Eu nunca senti nada disso com ninguém.
- Amor.
- É. Amor. – ela concordou num tom suave – Eu nunca pensei que pudesse sentir isso por alguém algum dia. Você fez com que meu coração morto voltasse a bater.
- Fico feliz em ouvir isso. – sussurrei puxando-a mais para mim e beijando o topo da sua cabeça.
- Mas nem se atreva a falar sobre as suas namoradinhas humanas e sem graça, ouviu bem? – ela falou com um pouco de irritação na voz – Não quero ter que matar ninguém pelos próximos duzentos anos.
N/A: Desculpem a demora para atualizar a fic. Estava viajando e lá caí da escada e quebrei o pé. Voltei para casa, mas ainda tive que organizar um monte de coisas que ficaram pendentes da viagem. Enfim... Agora estou de volta.
